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	<title>Arquivo de Infecciologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Apr 2026 09:50:44 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Infecciologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Cirrose e cancro hepático: o impacto da intervenção precoce na hepatite delta</title>
		<link>https://mediconews.pt/cirrose-e-cancro-hepatico-o-impacto-da-intervencao-precoce-na-hepatite-delta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 09:19:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hepatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
		<category><![CDATA[cancro hepático]]></category>
		<category><![CDATA[cirrose]]></category>
		<category><![CDATA[hepatite delta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Congresso Português de Hepatologia 2026, um dos momentos de destaque foi o simpósio dedicado às hepatites virais, promovido pela Gilead Sciences, onde foram discutidos alguns dos principais desafios e avanços no tratamento da infeção pelo vírus da hepatite delta (VHD). Apesar de menos prevalente, esta continua a ser a forma mais agressiva de hepatite viral crónica, com um impacto clínico significativo e ainda frequentemente subdiagnosticada. <strong>Maria Buti</strong>, do <em>Hospital Universitario Valle Hebron</em>, em Barcelona, foi uma das especialistas convidadas do simpósio, e partilha, em entrevista, as principais conclusões apresentadas e reflete sobre a realidade atual da VHD em Portugal.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Porque é que a hepatite delta continua a ser um tema relevante em 2026?</strong></p>
<p><strong>María Buti (MB) |</strong> A infeção pelo vírus da hepatite delta (VHD) continua a ser crítica, porque é a forma mais agressiva de hepatite viral crónica. Apesar de ser menos prevalente do que outras hepatites, o seu impacto clínico é desproporcional: acelera a progressão para cirrose, descompensação hepática e carcinoma hepatocelular.</p>
<p>Existem três fatores-chave:</p>
<ul>
<li>Subdiagnóstico: muitos doentes com VHB não foram testados para VHD;</li>
<li>Migração e alterações epidemiológicas: aumento de casos na Europa provenientes de regiões endémicas;</li>
<li>Novas opções terapêuticas: os tratamentos recentes fazem com que o diagnóstico tenha mais valor do que nunca.</li>
</ul>
<p><strong>NF | O que mais preocupa na evolução hepática quando há VHD?</strong></p>
<p><strong>MB |</strong> O mais preocupante é a rápida progressão da fibrose. Em comparação com o VHB, existe um maior risco de cirrose em menos tempo, de descompensação hepática e um aumento significativo do risco de carcinoma hepatocelular.</p>
<p><strong>NF | Que padrões têm sido observados, ou parecem relevantes, em Portugal quanto ao perfil dos doentes e ao estádio no momento do diagnóstico? </strong></p>
<p><strong>MB |</strong> Em Portugal, têm-se observado padrões semelhantes aos de outros países do sul da Europa, com uma elevada proporção de doentes migrantes (Europa de Leste, África Subsaariana). Observam-se também casos na população local com infeção antiga por VHB não reavaliada, bem como diagnósticos frequentemente realizados em estádios avançados (fibrose significativa ou cirrose).</p>
<p><strong>NF | Se pudesse propor um protocolo de rastreio ainda mais eficiente, que passos incluiria para não deixar casos por diagnosticar? </strong></p>
<p><strong>MB |</strong> Uma abordagem prática e de elevado impacto incluiria a realização do teste de anticorpos anti-VHD em todos os doentes com HBsAg positivo, sem exceções. Se o anti-VHD for positivo, deverá então proceder-se à determinação do ARN-VHD.</p>
<p>Em resumo, automatizar o “teste reflexo” (anti-VHD automático quando o HBsAg é positivo) e melhorar o acesso ao ARN-VHD (centralização ou redes de referência).</p>
<p><strong>NF | Uma vez diagnosticada, o que muda quando se atua precocemente face a quando se chega tarde? Qual é o impacto na qualidade de vida do doente?</strong></p>
<p><strong>MB |</strong> Atuar precocemente significa e implica a possibilidade de travar a progressão da fibrose, com a consequente redução do risco de cirrose e de cancro hepático.</p>
<p>Por outro lado, atuar tardiamente significa que a doença já é, em muitos casos, irreversível e, por isso, surgem complicações frequentes (ascite, encefalopatia) e uma maior necessidade de transplante hepático.</p>
<p><strong>NF | Se tivesse de deixar uma recomendação final aos clínicos em Portugal, qual seria?</strong></p>
<p><strong>MB |</strong> “Todo o doente com VHB deve ser avaliado para VHD pelo menos uma vez.”</p>
<p>É uma intervenção simples, com custo relativamente baixo e com um enorme impacto clínico.</p>
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		<item>
		<title>FARM-ID desenvolve plataforma de ensaios para otimizar tratamento do VIH</title>
		<link>https://mediconews.pt/farm-id-desenvolve-plataforma-de-ensaios-para-otimizar-tratamento-do-vih/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:34:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><b>Catarina Godinho</b>, investigadora da FARM-ID, foi distinguida na 11.ª edição do Programa Gilead Génese pelo seu trabalho focado na eficácia terapêutica da infeção por VIH-1. O projeto, agora impulsionado por este reconhecimento, pretende criar ferramentas que permitam antecipar a resposta dos doentes a diferentes tratamentos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="03_CATARINA GODINHO" src="https://player.vimeo.com/video/1173265122?h=dcdd777c0c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O objetivo central da investigação é o desenvolvimento de uma plataforma que utiliza amostras reais de doentes infetados pelo VIH-1 para avaliar a resposta a variadas estratégias terapêuticas. Com os ensaios preliminares já em curso, a equipa prepara-se agora para uma fase crucial de recolha de amostras, esperando obter, a curto prazo, resultados que possam ser aplicados diretamente no contexto clínico para melhorar o acompanhamento dos pacientes.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Para a investigadora, receber este prémio funciona como um selo de qualidade que valida o rigor do trabalho desenvolvido na FARM-ID. Catarina Godinho sublinha que o apoio do Programa Gilead Génese será fundamental para a viabilidade e progressão do estudo, permitindo transformar a investigação laboratorial numa mais-valia real para a gestão da infeção por VIH.</p>
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		<item>
		<title>Liga Portuguesa Contra a SIDA premiada por projeto de formação e proximidade em PrEP</title>
		<link>https://mediconews.pt/liga-portuguesa-contra-a-sida-premiada-por-projeto-de-formacao-e-proximidade-em-prep/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Liga Portuguesa Contra a SIDA foi uma das entidades distinguidas na 11.ª edição do Programa Gilead Génese, vencendo na categoria "Comunidade" com um projeto focado na expansão do acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP). Em entrevista, <b>Gonçalo Bento</b> detalhou a iniciativa que visa capacitar profissionais de saúde e reforçar o apoio psicossocial aos utentes.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><iframe title="02_GONÇALO BENTO" src="https://player.vimeo.com/video/1173264709?h=22b131f05b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O projeto premiado estrutura-se em três eixos fundamentais para melhorar a resposta clínica ao VIH em Portugal. O primeiro foca-se na formação de médicos, tanto em ambiente hospitalar como em centros de saúde, dotando-os do conhecimento necessário para a prescrição segura de PrEP. Paralelamente, a iniciativa reforça os recursos humanos da consulta comunitária da Liga, integrando uma psicóloga dedicada ao aconselhamento pré e pós-teste, passo essencial que antecede o início da profilaxia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O terceiro pilar da estratégia assenta na divulgação, garantindo que os potenciais beneficiários conheçam e recorram aos serviços da instituição. Segundo Gonçalo Bento, este prémio é um reconhecimento da capacidade da Liga em manter-se próxima dos seus destinatários e da sólida ligação estabelecida com a sociedade civil. Para o responsável, a distinção no Programa Gilead Génese valoriza o trabalho contínuo da organização no combate à epidemia e na promoção da Saúde Pública.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>15.ª Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas: da multirresistência às infeções emergentes</title>
		<link>https://mediconews.pt/15-a-jornadas-de-atualizacao-em-doencas-infeciosas-da-multirresistencia-as-infecoes-emergentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 10:35:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista, a presidente das 15.ª Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas do Hospital de Curry Cabral – ULS São José, <strong>Maria José Manata</strong>, antecipa um evento de dois dias com um programa intensivo focado na atualidade e nas problemáticas que preocupam os profissionais de saúde a nível hospitalar. As Jornadas decorrem de 29 a 30 de janeiro, na Culturgest, em Lisboa.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O evento abre com o 9.º Curso Temático Pré-Jornadas, no dia 28 de janeiro, que se centrará nos &#8220;microrganismos multirresistentes e na antibioterapia&#8221;. A infeciologista destaca a urgência deste tema, dada a sua crescente prevalência, sendo um curso de atualização crucial para médicos, enfermeiros e farmacêuticos ligados ao controlo de infeção hospitalar e tratamento de infeções por bactérias multirresistentes. Embora as vagas para o curso pré-jornadas já tenham esgotado, os interessados poderão enviar um email ao secretariado para solicitar a participação, dada a possibilidade de desistências, já que as limitações se prendem com a capacidade da sala.</p>
<p>O programa científico das Jornadas manterá o foco em áreas cruciais como as hepatites víricas (com ênfase nas hepatites B e Delta), a infeção por VIH (incluindo a profilaxia pré-exposição) e a tuberculose. Serão ainda abordados o tratamento de infeções bacterianas multirresistentes e as infeções fúngicas, tema que tem merecido atenção pela preocupação com a resistência aos antimicrobianos, nomeadamente, aos antifúngicos mais comuns.</p>
<p><strong>Emergentes, Transplantação e Vacinação</strong></p>
<p>Outro dos tópicos de maior relevância será abordado na mesa-redonda dedicada às doenças emergentes e reemergentes diretamente ligadas às alterações climáticas e aos movimentos migratórios. Serão partilhadas experiências sobre casos como o vírus do Nilo Ocidental (Itália), vírus Chikungunya (França), febre da Crimeia-Congo (Espanha) e Mpox (Portugal), alertando para os aspetos epidemiológicos. clínicos e terapêuticos, assim como para a importância de instituição de medidas de prevenção.</p>
<p>O evento inclui ainda uma mesa sobre transplantação, abordando os riscos de infeções associados, e uma atualização do Programa Nacional de Vacinação (PNV), destacando as novas recomendações para a vacinação &#8220;ao longo da vida&#8221;, que se espera ter um &#8220;impacto significativo na morbilidade e até na mortalidade da população&#8221;.</p>
<p>As jornadas vão também premiar a investigação científica, com cinco dos 180 trabalhos submetidos selecionados para comunicação oral e atribuição de prémios para os trabalhos considerados melhores pelo Júri de trabalhos e pela audiência</p>
<p>Em nome de toda a equipa da organização, Maria José Manata manifesta a esperança de que as Jornadas sejam uma &#8220;mais-valia em termos de aprendizagem&#8221; e tenham um &#8220;impacto significativo na clínica&#8221;, contribuindo para &#8220;tratar cada vez melhor os nossos doentes&#8221;.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/15-a-jornadas-de-atualizacao-em-doencas-infeciosas-da-multirresistencia-as-infecoes-emergentes/">15.ª Jornadas de Atualização em Doenças Infeciosas: da multirresistência às infeções emergentes</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Terapêutica injetável de longa duração de ação em diferentes perfis de pessoas com infeção por VIH: experiências da prática clínica reforçam confiança</title>
		<link>https://mediconews.pt/terapeutica-injetavel-de-longa-duracao-de-acao-em-diferentes-perfis-de-pessoas-com-infecao-por-vih-experiencias-da-pratica-clinica-reforcam-confianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 10:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=43301</guid>

					<description><![CDATA[<p>O simpósio “Confiança na terapêutica de longa duração de ação: evidências e impacto na prática clínica”, promovido pela ViiV Healthcare, realizou-se no âmbito do 19.º Encontro Nacional de Atualização em Infeciologia (ENAI) e contou com as palestras de Rosário Serrão, infecciologista da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João, e de Liliana Maia, infecciologista da ULS Região de Aveiro, que partilharam, respetivamente, um caso clínico “especial”, e de Lino André Silva, enfermeiro gestor da consulta externa de doenças infecciosas da ULS de Santo António, que deu a conhecer dados de adesão e persistência com esta opção de tratamento, sob moderação de Josefina Méndez, diretora de Serviço na mesma instituição.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/terapeutica-injetavel-de-longa-duracao-de-acao-em-diferentes-perfis-de-pessoas-com-infecao-por-vih-experiencias-da-pratica-clinica-reforcam-confianca/">Terapêutica injetável de longa duração de ação em diferentes perfis de pessoas com infeção por VIH: experiências da prática clínica reforçam confiança</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Na abertura do simpósio, a Josefina Méndez contextualizou a temática, referindo que os tratamentos injetáveis de longa duração de ação (</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">long-acting</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">, LA) estão disponíveis em Portugal desde agosto de 2024. A moderadora destacou que, ao fim de um ano, a sua aplicação expandiu-se para lá do doente com um perfil “perfeito”, sendo agora tratados pessoas com diferentes perfis, como imigrantes sem testes de resistência, pessoas com adesão subótima e até com histórico de múltiplos esquemas ou alguma resistência. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">A experiência na ULS de São João</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Rosário Serrão partilhou dados multicêntricos nacionais de seis centros que, em outubro de 2025, incluíam 935 pessoas em regime de terapêutica injetável cabotegravir + rilpivirina </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">long-acting</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"> (CAB + RPV LA). Estes dados mostraram uma elevada eficácia, com 98% das pessoas a manter a carga vírica indetetada aos seis meses e 100% aos 12 meses. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Na ULS São João, onde a primeira administração ocorreu em agosto de 2024, 477 pessoas já tinham iniciado o esquema até outubro de 2025. A amostra efetivamente analisada (373 pessoas) e apresentada no simpósio era particularmente desafiadora, com 63% com mais de dez anos de TARV e 51% com mais de três esquemas prévios. A interrupção (15 pessoas) deveu-se, maioritariamente, à indisponibilidade (por irem para outro país) e à dor na injeção. A supressão virológica mantinha-se estável, com 98,7% indetetáveis ao primeiro mês. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">A intervenção da especialista incluiu o caso clínico uma mulher, hoje entre os 27 e 30 anos, com infeção por VIH adquirida por transmissão vertical (nascida em dezembro de 1995). A sua história clínica, que Rosário Serrão afirmou “dizer muito a todas as pessoas do Serviço”, começou com uma carga vírica de 6 milhões de cópias aos seis meses de vida. A doente esteve internada e viveu no Serviçoentre 1997 e 2001, quase cinco anos, devido à doença e à falta de condições familiares, sendo adotada por uma assistente operacional do hospital. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Com um histórico de dez esquemas prévios de terapêutica oral, incluindo os difíceis xaropes da época, a infecciologista admitiu ter receio em simplificar o tratamento para esquemas de dois fármacos devido a este passado, justificando a decisão de avançar para o tratamento injetável com CAB + RPV LA.</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Após o </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">switch</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"> em maio de 2025, a doente manifestou dor inicial, mas não teve queixas na terceira e quarta injeções, ficando com carga vírica indetetável ao fim de um mês. Por isso, a doente expressou que se sentia “muito satisfeita” e que o tratamento a libertou, referindo: “Tantos anos a tomar comprimidos e xarope. Sinto-me livre!”.</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">A experiência na ULS Região de Aveiro</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"> </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Liliana Maia apresentou dados de 201 doentes, destacando que a sua casuística era atípica face à média nacional, com maior representatividade de doentes com mais de 50 anos e doentes estrangeiros (39%). Metade dos doentes não apresentavam teste de resistência prévio. A efetividade clínica com CAB + RPV LA manteve-se alta, com 98% de supressão virológica ao mês 1 e mês 6, e uma taxa de manutenção de 93,7%. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">A especialista detalhou a ocorrência de uma falência virológica num migrante de São Tomé sem teste de resistência prévio, que apresentou 13 mil cópias ao terceiro mês, mas que não desenvolveu mutações de resistência.</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Na reta final da sua palestra, Liliana Maia apresentou um caso clínico também “muito especial”, de uma doente de Moçambique (diagnosticada em 2017</span> <span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">aquando de um aborto), sem teste de resistências ou subtipo identificado, com o objetivo ilustrar a decisão de avançar com o tratamento injetável em doentes complexos e com poucos dados conhecidos.</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Após o diagnóstico e ainda em Moçambique, a doente começa tenofovir/lamivudina/dolutegravir (TDF/3TC/DTG). Devido à sua elevada “auto-estigma”, passa a ser seguida na África do Sul e muda o tratamento para TDF/3TC/EFV. “E, segundo ela, esteve sempre bem até vir para Portugal”, referiu Liliana Maia, que recebeu a doente na consulta em abril de 2024, ficando sob bictegravir/tenofovir alafenamida/emtricitabina (BIC/TAF/FTC).</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Para a infecciologista, a sua balança de decisão clínica para fazer o </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">switch </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">terapêutico é “um bocadinho mais leve”, pois não hesitou em avançar, apesar de a doente não ter teste de resistência e ter tido um período de “abandono” da terapêutica em 2023. A doente, que vivia sob grande “auto-estigma”, iniciou o tratamento injetável CAB + RPV LA em dezembro de 2024 e manteve supressão virológica aos nove meses. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">O seu testemunho evidenciou a recuperação emocional e da qualidade de vida: “Este tratamento devolveu-me a liberdade e a confiança que o VIH me tinha roubado. Representa o fim da angústia motivada pela minha doença. A minha autoestima e a minha alegria de viver renasceram. Durante dois meses eu esqueço-me que tenho uma doença”.</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Adesão e persistência no tratamento: o papel da Enfermagem</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Por sua vez, Lino André Silva abordou a adesão e persistência, citando o estudo </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Positive Perspectives</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"> que indica que 38% das pessoas que vivem com VIH reportam uma adesão subótima ao tratamento oral. Esta baixa adesão é causada por fatores como o estigma, o medo de serem descobertos devido aos comprimidos e o “cansaço” da terapêutica oral (</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">pill fatigue</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">). Além disso, segundo o enfermeiro, 42% das pessoas que vivem com VIH não acreditam na premissa indetetável = intransmissível. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">De acordo com Lino André Silva, o regime injetável de CAB + RPV LA torna-se, assim, crucial, porque permite a adesão observada diretamente (</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">directly observed adherence</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">), uma grande vantagem para as equipas de Enfermagem. Estudos clínicos (por exemplo, SOLAR, ATLAS-2M, CARES) e de mundo real (JABS, BEYOND e CARLOS) demonstram elevados níveis de adesão ao tratamento injetável CAB + RPV LA, com taxas entre os 94 e os 97%. </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">O estudo ABOVE também mostrou que a coorte em tratamento injetável CAB + RPV LA teve uma adesão significativamente superior (74% </span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">vs.</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"> 30% na terapêutica oral e BIC/FTC/TAF) e uma persistência de 424 dias (</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: italic; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">vs.</span><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"> 393 dias na terapêutica oral e 396 dias sob BIC/FTC/TAF). </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 12pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Em jeito de conclusão, Lino André Silva afirmou que este tratamento injetável CAB + RPV LA oferece “mais certezas de adesão” e “maior previsibilidade”, sendo “um maior facilitador” para os doentes “mais cansados de outros regimes”. “Abrimos aqui a democratização do tratamento”, finalizou.</span></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Evidência da prática clínica consolida confiança na utilização de terapêutica dupla no contexto de infeção por VIH avançada</title>
		<link>https://mediconews.pt/evidencia-da-pratica-clinica-consolida-confianca-na-utilizacao-de-terapeutica-dupla-no-contexto-de-infecao-por-vih-avancada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 09:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o 19.º Encontro Nacional de Atualização em Infeciologia (ENAI 2025), decorreu o simpósio “Elevar a Fasquia – Início da terapêutica na infeção VIH avançada”, promovido pela ViiV Healthcare. Sob moderação de Josefina Méndez, diretora do Serviço de Doenças Infecciosas da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santo António, José Pinho, interno de 5.º ano de Infecciologia da ULS de Coimbra, apresentou um caso clínico, e Miguel Abreu, infecciologista da ULS de Santo António, abordou a evidência de estudos clínicos e de vida real sobre a terapêutica antirretroviral.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">José Pinho iniciou a sua apresentação descrevendo o caso clínico de uma jovem proveniente da Guiné-Bissau que “recorre inicialmente ao Hospital de Leiria por uma síndrome aparentemente gripal”: com queixas de cefaleia occipital em evolução há cerca de duas semanas, cervicalgia e febre. “Faz um estudo etiológico sumário e uma avaliação relativamente breve, mas que incluiu uma TAC cranioencefálica, não tendo sido encontrado nenhum achado clínico de relevo e, por isso, acabou por ter alta com medicação sintomática”, relatou, acrescentando que, dez dias depois, “é admitida novamente no hospital, já após uma crise convulsiva tónico-clónica com escala de Glasgow de 10 à admissão”. “Depois da abordagem inicial, foi possível estabilizar e alcançar a recuperação do estado de consciência após medidas iniciais”, assinala, acrescentando: “A doente evolui, em contexto de sala de emergência, com estabilidade hemodinâmica, apirexia e ausência de achados relevantes ao exame objetivo neste momento da avaliação”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Antes da sua transferência para a ULS de Coimbra, a doente é testada e confirma-se o diagnóstico de infeção por VIH-1 <i>de novo</i>, já em estadio de síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), e um quadro clínico complexo, que incluía criptococose disseminada (<i>Cryptococcus neoformans</i>), tuberculose pulmonar e meningoencefalite por varicela zóster (síndrome de Ramsay-Hunt).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">A doente apresentava uma carga viral “bastante elevada” de 1.600.000 cópias/mL de ARN VIH-1/mL e uma contagem de CD4+ de 23 células/mm³, sem resistências identificadas. Face à polimedicação (anfotericina B lipossómica + flucitosina, isoniazida + rifampicina + pirazinamida + etambutol, profilaxia com sulfametoxazol/trimetoprim e azitromicina, e aciclovir) e à complexidade do quadro, a terapêutica antirretroviral (TARV) iniciada foi dolutegravir/3TC, com dolutegravir dobrado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">No seguimento da sua apresentação, José Pinho realçou alguns aspetos da evolução clínica da doente. “Naquilo que é referente à meningite criptocócica, fizemos as normais punções lombares de repetição e foi conseguida a esterilização do líquor com transição para terapêutica de consolidação com fluconazol e também com resolução sintomática”, declarou, continuando: “Relativamente à questão da tuberculose, também com evolução favorável no que toca a sintomatologia e negativação das culturas, com evolução imagiológica também favorável, portanto, com uma TAC de reavaliação, revelando que mantinha formação nodular, mas já sem nítida evidência de cavitação”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Relativamente à infeção por VIH, houve “uma evolução favorável com o regime terapêutico instituído”, isto é, apesar de a doente apresentar inicialmente “uma carga viral muito elevada, acima do milhão de cópias, foi-se conseguindo reduzir e foi alcançada supressão virológica (carga viral abaixo de 50 cópias/mL) três meses após o início da terapêutica” com dolutegravir/3TC + dolutegravir (DTG). “E isto foi acompanhado também de uma evolução paulatina, mas favorável relativamente àquilo que é a contagem de linfócitos T CD4”, rematou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Em jeito de conclusão, José Pinho afirmou que a experiência clínica descrita “acaba por cair numa série de casos que refletem uma experiência empírica” que consolida a evidência de que DTG/3TC é uma opção válida, com elevada eficácia e um bom perfil de segurança “num grupo de doentes para o qual inicialmente havia algum receio”, nomeadamente aqueles que “têm cargas virais muito avançadas, infeções oportunistas concomitantes e infeções por VIH em estadio de SIDA”, e que começa, cada vez mais, a refletir-se ao nível das “recomendações mais atuais”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><b><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">DTG/3TC na infeção por VIH avançada: o que diz a evidência?</span></b></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Por sua vez, Miguel Abreu reforçou a importância de DTG/3TC no tratamento de doentes com elevada carga vírica e, sobretudo, com baixos níveis de linfócitos T CD4, apresentando alguns estudos de mundo real e a experiência da ULS de Santo António.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Começando pelo DOLCE (Figueroa MI et al. Clin Infect Dis. 2025), um estudo de fase IV, aleatorizado, exploratório, aberto e multicêntrico (11 centros da Argentina e do Brasil), o palestrante expôs que, “em doentes com elevada carga vírica e uma contagem de linfócitos T CD4 muito baixa”, se demonstrou uma eficácia e segurança sobreponíveis entre o regime de dois fármacos com DTG/3TC e o regime de três fármacos com DTG + TDF/XTC (XTC = emtricitabina ou lamivudina, ambas em combinação de dose fixa).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">De seguida, o assistente hospitalar graduado da ULS de Santo António mencionou evidência de mundo real (<i>real-world evidence</i>, RWE), como o DOLAM-500 (Inan   A et al. EACS 2025. Poster eP062), um estudo retrospetivo observacional e multicêntrico (23 centros da Turquia) que incluiu doentes <i>naïves</i> para TARV, com idades </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin;">≥</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">18 anos e cargas víricas </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin;">≥</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">500 mil cópias/mL, e no qual foi definido como <i>endpoint</i> primário participantes com &lt;50 cópias/mL à semana 48 e 96. Foram, então, tratados 155 doentes com dolutegravir/3TC, sendo que 33% iniciaram terapêutica sem resultado do teste de resistências. “Não houve diferença estatisticamente significativa entre o regime de dois fármacos e os outros regimes, ou seja, houve uma ótima recuperação, com um ótimo perfil de tolerabilidade e com uma mediana de linfócitos T CD4 sempre a aumentar”, asseverou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Foi igualmente mencionado o ATTEND (Schuettfort G et al. HIV Glasgow 2024. Poster 057) um estudo retrospetivo e multicêntrico (15 centros de Espanha, Alemanha e Portugal, ULS São João e ULS Amadora/Sintra), que incluiu doentes <i>naïves</i> para TARV e uma contagem de linfócitos T CD4 </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin;">≤</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">200 células/mm<sup>3</sup>, para comparar os regimes de DTG/3TC <i>versus</i> BIC/FTC/TAF em pessoas com infeção por VIH avançada. “Os resultados não foram diferentes daqueles que já apresentei antes. Isto é, houve uma supressão virológica sem diferenças estatisticamente significativas. E às 48 semanas, não houve também eventos adversos superiores em nenhum dos regimes terapêuticos”, esclareceu, evidenciando, assim, que a efetividade e taxa de eventos adversos de DTG/3TC foi sobreponível a BIC/FTC/TAF num contexto de infeção avançada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Finalmente, Miguel Abreu deu a conhecer a experiência do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de Santo António (HSA), com doentes <i>naïves</i> para TARV que comparou o regime de dois fármacos (DTG/3TC) com o de três (BIC/TAF/FTC). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">A análise dos dados, que incluiu doentes com cargas víricas superiores a 1 milhão e até 10 milhões de cópias, revelou que, apesar de os clínicos tenderem a prescrever a triterapia aos casos mais complexos, não houve “justificação para esse temor”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">O especialista concluiu que a experiência local está “absolutamente alinhada com a literatura” e que, mesmo em doentes com elevadas cargas víricas, “as taxas de supressão virológica são sobreponíveis” bem como as taxas de recuperação imunológicas, o perfil de segurança e a síndrome de reconstituição imunológica. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Como considerações finais, Miguel Abreu listou:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">&#8211; Experiência local do HSA: <b>resultados alinhados com a literatura</b> em coorte de elevada complexidade clínica, reforçando aplicabilidade em prática real;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">&#8211; Dados consistentes de ensaios e RWE demonstram <b>eficácia e efetividade equivalentes de DTG/3TC <i>versus</i> regimes de terapêutica tripla</b> em contexto de cargas víricas elevadas e contagens de linfócitos T CD4 muito baixas, incluindo &gt;500 mil e &gt;1 milhão de cópias/mL;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">&#8211;</span><b><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> Taxas de supressão sobreponíveis</span></b><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> às semanas 24, 48 e 96, sem diferença clinicamente relevante em <i>rebound</i> virológico, <i>blips</i> ou <i>low-level viraemia</i>;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">&#8211;</span><b><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> Recuperação imunológica não diferiu</span></b><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">, incluindo nos subgrupos mais imunocomprometidos – sem penalização observável na cinética de recuperação de CD4;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">&#8211;</span><b><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> Perfil de segurança e de síndrome inflamatória de reconstituição imunológica </span></b><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">equivalente, sem sinal de toxicidade diferencial ou maior taxa de descontinuação por eventos adversos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><!-- [if !supportLists]--><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">&#8211; A evidência disponível mostra que o racional para excluir DTG/3TC em doença avançada deixou de existir.</span></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ENAI: um evento que reflete a prática clínica atual em Infecciologia</title>
		<link>https://mediconews.pt/se-cada-um-levou-algo-que-aprendeu-para-a-sua-clinica-valeu-a-pena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 10:24:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 19.º Encontro de Atualização em Infeciologia (ENAI) abordou temas muito diversificados, que vão além do VIH e das hepatites, destacou <strong>Josefina Méndez</strong>, diretora do Serviço de Doenças Infecciosas da ULS Santo António. A especialista sublinhou que o evento incluiu assuntos como tratamentos inovadores e desafios ligados às multi-resistências, refletindo uma “panóplia de temas” dentro da Infecciologia. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para Josefina Méndez, a relevância do encontro está também na transversalidade dos temas, incluindo Medicina de viajante, com trabalhos apresentados de múltiplas áreas da especialidade. “Não é apenas um congresso focado no VIH”, frisou, lembrando que o objetivo é refletir o conjunto da prática clínica atual em Infecciologia.</p>
<p>A especialista destacou a participação ativa dos profissionais como um ponto alto do ENAI. “As pessoas participaram, colaboraram connosco nesta organização e, sobretudo, se cada um de nós levou alguma coisa que aprendeu aqui para implementar na sua clínica, valeu a pena”, afirmou.</p>
<p>Apesar da variedade de temas e da complexidade das novas abordagens, Josefina Méndez considera que o balanço do encontro é positivo, permitindo que os profissionais saiam com conhecimentos aplicáveis ao seu dia a dia clínico e preparados para enfrentar os desafios emergentes na área.</p>
<p>O 19.º ENAI decorreu no Centro de Congressos Porto Palácio entre os dias 12 e 14 de novembro.</p>
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		<item>
		<title>“As terapêuticas injetáveis de longa duração são, de facto, as grandes novidades”</title>
		<link>https://mediconews.pt/as-terapeuticas-injetaveis-de-longa-duracao-sao-de-facto-as-grandes-novidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 10:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As terapêuticas injetáveis de longa duração constituem uma mudança significativa no tratamento da infeção por VIH, destacou <strong>Maria José Manata</strong>, da ULS São José, durante a sessão “VIH – novidades mais impactantes para a prática clínica”, no 19.º Encontro Nacional de Atualização em Infeciologia (ENAI). Em entrevista à News Farma, a especialista explicou que estas terapêuticas já estão disponíveis em Portugal há cerca de um ano e 15 meses e que, embora no futuro possam surgir outras opções ainda mais prolongadas, o impacto atual é considerável. Assista ao depoimento da especialista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A infecciologista sublinhou que a decisão de optar por uma terapêutica injetável é sempre partilhada com o doente, uma vez que não são mais eficazes do que os esquemas orais já existentes. Segundo Maria José Manata, a escolha depende das preferências individuais e do estilo de vida de cada pessoa, e o principal impacto é na qualidade de vida do doente e na forma como a enfermagem administra a terapêutica.</p>
<p>Além das novidades terapêuticas, a especialista apontou os desafios persistentes na prevenção do VIH, incluindo “comportamentos de risco” e o acesso limitado à profilaxia pré-exposição (PrEP), considerando que “tem que haver uma maior facilitação, uma simplificação, para que permitamos que mais pessoas tenham acesso à PrEP”.</p>
<p>Maria José Manata alertou ainda para obstáculos no diagnóstico e no acesso aos cuidados, especialmente entre a população migrante, frisando que “os grandes desafios são de facto identificar as pessoas, diagnosticá-las, ligá-las aos cuidados de saúde, tratá-las e depois conseguir que o tratamento seja eficaz”, sublinhando que estes fatores são determinantes para o sucesso global do tratamento do VIH.</p>
<p>O 19.º ENAI decorreu no Centro de Congressos Porto Palácio entre os dias 12 e 14 de novembro.</p>
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		<item>
		<title>ENAI distingue melhores trabalhos em Infecciologia</title>
		<link>https://mediconews.pt/enai-distingue-melhores-trabalhos-em-infecciologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 17:48:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 19.º Encontro Nacional de Atualização em Infeciologia (ENAI) celebrou a excelência científica com uma entrega de prémios aos trabalhos com maior destaque apresentados durante o evento. A iniciativa visa reconhecer a qualidade das comunicações orais e posters apresentados por profissionais de saúde de todo o país.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Foram entregues dois prémios para a melhor comunicação oral, por votação do júri, um prémio para melhor poster, também elegido pelo júri, e um prémio para melhor poster por decisão da audiência. Estes prémios valorizam a criatividade, rigor científico e inovação presentes nas apresentações, destacando o trabalho de profissionais de saúde de todo o país.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O 19.º ENAI decorreu no Centro de Congressos Porto Palácio entre os dias 12 e 14 de novembro.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-43216" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/ENAI_geral-26-1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/ENAI_geral-26-1-300x200.jpg 300w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/ENAI_geral-26-1-1024x683.jpg 1024w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/ENAI_geral-26-1-768x512.jpg 768w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/ENAI_geral-26-1-1536x1024.jpg 1536w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/ENAI_geral-26-1.jpg 2048w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>“Pela primeira vez, temos evidência real da adesão observada”</title>
		<link>https://mediconews.pt/pela-primeira-vez-temos-evidencia-real-de-adesao-observada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 16:14:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infecciologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A infecciologista <strong>Liliana Maia</strong>, da ULS da Região de Aveiro, marcou presença no 19.º Encontro Nacional de Atualização em Infeciologia (ENAI), onde palestrou no simpósio da ViiV Healthcare. Em entrevista à News Farma, a especialista destaca a importância de, pela primeira vez, existirem dados nacionais sobre a terapêutica injetável de longa duração no VIH. Em apenas um ano, seis hospitais portugueses reuniram uma casuística superior a 900 doentes, um volume considerado “extraordinário” pela rapidez com que foi alcançado. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="Liliana Maia" src="https://player.vimeo.com/video/1136835634?h=53c79c3733&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Liliana Maia sublinha que a esmagadora maioria dos doentes mantém a supressão virológica previamente alcançada, mesmo em subgrupos habitualmente mais desafiantes, como migrantes, mulheres, pessoas com IMC elevado ou com longos anos de tratamento. Para a especialista, estes resultados mostram que a abordagem mantém eficácia “em perfis muito distintos”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O impacto na qualidade de vida tem sido um dos aspetos mais valorizados pelos doentes. Muitos referem sentir-se “renascidos” ou “praticamente curados”, descrevendo a terapêutica como uma espécie de “vacina” que lhes permite, durante dois meses, “esquecer” que vivem com a infeção. A especialista reforça que, embora continuem em tratamento, o benefício emocional e funcional é inegável.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Outro ponto destacado é a segurança da adesão, uma vez que a toma é observada, a equipa clínica passa a ter confirmação objetiva de que o tratamento foi realizado corretamente. “Nunca mais podemos culpar o doente pela adesão”, explica, referindo que esta evidência facilita a avaliação clínica e a tomada de decisão em caso de falhas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Embora na União Europeia esta terapêutica ainda não possa ser usada em doentes sem supressão virológica, Liliana Maia acredita que o futuro passará por alargar essa possibilidade. Para nichos muito específicos com dificuldades persistentes de adesão oral, a especialista considera que o modelo injetável poderá representar “uma oportunidade real de finalmente conseguir controlo virológico”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O 19.º ENAI decorreu no Centro de Congressos Porto Palácio entre os dias 12 e 14 de novembro.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/pela-primeira-vez-temos-evidencia-real-de-adesao-observada/">“Pela primeira vez, temos evidência real da adesão observada”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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