Um trabalho conjunto para fortalecer e melhorar a Infecciologia

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Um trabalho conjunto para fortalecer e melhorar a Infecciologia

O XV Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica teve início ontem, 30 de novembro, e decorrerá até sábado, 3 de dezembro, em formato presencial. Destinado a infecciologistas e a todos os profissionais de saúde com interesse na área, o evento promete ser um espaço de partilha de experiências e conhecimentos.

Durante quatro dias, o encontro vai contar com quatro Cursos Pré-Congresso, nove conferências, sete mesas-redondas, quatro simpósios satélite, 15 comunicações orais e 147 trabalhos aprovados. A sessão de abertura contou com a presença da Dr.ª Teresa Branco, presidente do congresso e da Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA (APECS), do Dr. Joaquim Oliveira, igualmente presidente do encontro e da Sociedade Portuguesa de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica (SPDIMC), do Dr. António Diniz, secretário geral do evento e ainda do Dr. Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, em formato virtual.

A presidente do encontro e da APECS partilha, na sua mensagem de boas-vindas, que este congresso “é um assinalar do regresso ao formato presencial” após “uma pandemia que exigiu muitos dos infecciologistas”, considera. A especialista refere ainda que o quotidiano destes profissionais, nos últimos anos, permitiu “aprender e trabalhar em conjunto”. E, por isso, com um desafio constante, a Dr.ª Teresa Branco acrescenta: “Fizemos um bom trabalho. Dentro do possível reorganizámo-nos e fizemos a nossa parte.” E termina com o alerta de que ainda “mais de 55 % dos diagnósticos são realizados numa fase tardia” e que é “preciso voltar a falar em VIH”.

O Joaquim Oliveira, por sua vez, realçou o contentamento geral por “estarem juntos de forma presencial”, debruçando a parte inicial da sua mensagem num agradecimento “a todos os elementos que trabalharam para que o XV Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica e XIII Congresso Nacional de VIH/SIDA fosse possível”. O também representante do congresso destaca “a colaboração e parceria internacional” que se traduz na presença de diversos palestrantes estrangeiros e ainda o número que supera as expectativas: “455 inscritos.” Enquanto presidente da SPDIMC, o Dr. Joaquim Oliveira, aproveitou para elencar os problemas, que considera estruturantes da Infecciologia em Portugal, dos quais destaca “a falta de recursos humanos que se agonizam com novas tarefas e consultas”.

Contou ainda com uma mensagem de boas-vindas do Dr. Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, que começou por referir que este congresso é “dedicado a um tema importantíssimo”. Salientou ainda que, atualmente, “o SNS está a passar um momento difícil e que é necessário que se torne mais moderno para que seja capaz de captar os jovens especialistas e os médicos com experiência”.

Durante quatro dias, o Hotel MH Atlântico, em Peniche, enche-se de infecciologistas e profissionais de saúde interessados na área.

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