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	<title>Arquivo de Break Talks - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 11:51:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Break Talks - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Comportamentos aditivos em Portugal: “Temos de continuar a acompanhar de perto e a refletir em conjunto”</title>
		<link>https://mediconews.pt/comportamentos-aditivos-em-portugal-temos-de-continuar-a-acompanhar-de-perto-e-a-refletir-em-conjunto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:51:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O debate em torno dos comportamentos aditivos em Portugal exige uma reformulação na postura dos serviços de saúde, priorizando o acolhimento imediato e a eliminação de barreiras administrativas. No encerramento do ciclo de debates Break Talks, <strong>Elsa Belo</strong>, diretora técnica da Associação Ares do Pinhal, defendeu que a redução de riscos deve ser a principal porta de entrada para o sistema. A especialista alertou para a necessidade de humanizar a linguagem clínica e avisou que o foco nas novas dependências digitais não pode deixar crescer, no silêncio, o problema das "drogas duras" e do álcool. Assista à entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para Elsa Belo, o balanço das sessões de trabalho reforça que a discussão em torno das adições é uma necessidade permanente e dinâmica. O surgimento de novas realidades não anula os problemas históricos do país, obrigando os profissionais a saírem da sua zona de conforto. &#8220;Os comportamentos aditivos em Portugal nunca, mas nunca devem deixar de ser falados. Temos de continuar a acompanhar de perto, a refletir em conjunto e a envolver quer os atores da sociedade civil, como todas as instituições públicas&#8221;, reforça.</p>
<p>Uma das principais urgências identificadas na realidade nacional prende-se com a abordagem clínica e a forma como os técnicos comunicam com os utentes e relembra que &#8220;sem a empatia necessária não é possível chegar à pessoa. A linguagem, segundo a diretora técnica, tem o poder de determinar o sucesso ou o fracasso de uma intervenção.</p>
<p>Embora reconheça a importância de estudar e mapear os novos comportamentos aditivos sem substância, como o <em>gaming</em> (videojogos) e o <em>gambling</em> (jogo a dinheiro), Elsa Belo deixa um alerta sobre o risco de desviar o foco das frentes clássicas de combate. O grande receio do terreno é que as dependências tradicionais continuem a progredir sem a devida atenção mediática ou governamental. Adicionalmente, sublinha que o consumo de álcool entre as camadas mais jovens tem de se manter no topo das prioridades nacionais.</p>
<p>Para passar do debate à prática regulamentar, a diretora técnica propõe a aplicação imediata de estratégias de redução de riscos e minimização de danos como o primeiro ponto de contacto em toda a rede assistencial. Como medida estrutural urgente, a especialista elege o fim das amarras administrativas para acelerar as respostas no terreno. O objetivo final é garantir que os centros de tratamento funcionem com &#8220;portas abertas&#8221;, oferecendo respostas rápidas, desburocratizadas e visíveis, permitindo que qualquer cidadão saiba exatamente onde pedir ajuda.</p>
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		<item>
		<title>A urgência de uma abordagem multissetorial: &#8220;Tentar acompanhar as novas tendências não nos pode fazer esquecer as antigas&#8221;</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-urgencia-de-uma-abordagem-multissetorial-tentar-acompanhar-as-novas-tendencias-nao-nos-pode-fazer-esquecer-as-antigas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 08:45:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No encerramento das Break Talks, <strong>José Queiroz</strong>, psicólogo na Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES), faz um balanço positivo da iniciativa, defendendo a urgência de uma abordagem multissetorial. O especialista alerta para a necessidade de equilibrar o mediatismo das novas adições virtuais com o apoio contínuo a milhares de consumidores crónicos de heroína e cocaína. Como solução, propõe uma gestão comunitária e descentralizada, avisando que o sucesso do modelo exige, obrigatoriamente, um reforço urgente do orçamento do Estado. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>José Queiroz destacou que a partilha entre profissionais trouxe uma consciência acrescida para a necessidade de articular a saúde com áreas como a habitação e a segurança social. Avisou, contudo, que a visibilidade pública de novas dependências sem substância não pode fazer o país esquecer os consumos clássicos, estimando que restam entre 30 a 50 mil pessoas altamente vulneráveis em Portugal que necessitam de apoio diário. A tentativa de acompanhar as novas modas digitais &#8220;não nos pode fazer esquecer destas tendências antigas que vêm desde os finais dos anos 70, 80 e que ainda se mantêm&#8221;, frisou.</p>
<p>Para passar à ação com medidas que exigem sobretudo uma mudança de mentalidade, recomendou a inclusão de &#8220;educadores de pares&#8221; nas equipas no terreno e a criação de assembleias comunitárias locais para desenhar as respostas. Desafiou ainda o ICAD a promover um diálogo horizontal entre o Estado e a sociedade civil, pondo fim à verticalidade das decisões. No seu entender, &#8220;são os desenhos estratégicos, são as políticas que se devem ajustar à realidade e ao sofrimento das pessoas, de forma a que possamos cuidar desse mesmo sofrimento&#8221;, rejeitando modelos que queiram impor visões de gabinete à realidade quotidiana.</p>
<p>Como maior constrangimento do setor, o especialista apontou a urgência de um orçamento robusto para contratar mais profissionais e adquirir equipamentos, face à complexidade e amplitude que o fenómeno ganhou nos últimos anos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comportamentos aditivos: menos burocracia e informação mais ágil no terreno</title>
		<link>https://mediconews.pt/comportamentos-aditivos-menos-burocracia-e-informacao-mais-agil-no-terreno/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 10:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A coexistência entre as dependências tradicionais e as novas adições sem substância exige uma resposta cada vez mais ágil e integrada. <strong>Elsa Lavado</strong>, técnica superior da Unidade de Estatística e Investigação do ICAD, faz o balanço das Break Talks e aponta que a prioridade para Portugal passa por reforçar os recursos humanos e encurtar a distância entre a produção de dados estatísticos e a ação direta no terreno. Para acelerar esta resposta, a especialista reflete que é importante diminuir o peso da burocracia. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Elsa Lavado faz um balanço muito positivo, sublinhando que iniciativas como esta &#8220;são sempre inovadoras, trazem sempre um fator qualitativo para acrescentar algo à discussão que é sempre atual&#8221;. Relativamente à realidade portuguesa e à urgência do tema, a técnica do ICAD destaca uma constatação que ficou patente ao longo das sessões: &#8220;Os consumos tradicionais, com substância, apesar de, aparentemente, não estarem tão na moda, continuam lá e não podem ser descurados&#8221;. A grande conclusão é a de que existe uma clara sobreposição de desafios, pois &#8220;os consumos com substância e os consumos sem substância não se invalidam um ao outro e, por vezes, até podem mesmo coexistir&#8221;, reflete.</p>
<p>Para a especialista, uma das necessidades prementes é &#8220;o aumento dos recursos humanos”, uma vez que este acréscimo de trabalho do ICAD se deve, em grande parte, à necessidade de &#8220;incluir também as adições sem substância&#8221;. Ao nível do sistema implementado no terreno, Elsa Lavado acredita que a prioridade passa por “agilizar a comunicação” e o foco deve estar em &#8220;alimentar o que existe da produção de informação, da produção de dados, e por sua vez, a partir daqui, também dar conhecimento a todas as áreas da intervenção, havendo em contínuo um feedback&#8221;.</p>
<p>Se tivesse o poder de retirar apenas um constrangimento para acelerar a resposta aos comportamentos aditivos, Elsa Lavado refere que aliviaria o peso da burocracia que existe. A técnica superior defende que é vital tornar o sistema &#8220;muito mais célere&#8221; e otimizar os &#8220;sistemas de alerta que já existem&#8221;, um tema que, como recorda, é amplamente sublinhado no Relatório Mundial das Drogas de 2026. O objetivo principal sem este constrangimento burocrático seria permitir &#8220;uma integração da informação que todos trazem, haver uma ligação e funcionarem como um puzzle que depois, por si só, torna-se em algo prático que possa ser aplicado no terreno”, salienta.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Eliminar barreiras e construir pontes&#8221; face ao aumento global das dependências em Portugal</title>
		<link>https://mediconews.pt/eliminar-barreiras-e-construir-pontes-face-ao-aumento-global-das-dependencias-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 09:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Paulo Vitória</strong>, psicólogo e professor na Universidade da Beira Interior, participou nas Break Talks e faz um balanço estimulante dos debates, alertando para o crescimento global e multifacetado das dependências em Portugal. Perante um cenário que vai do consumo de substâncias clássicas ao vício em ecrãs, internet e videojogos, o clínico propõe combater a escassez de recursos através da cooperação e da cidadania ativa, sugerindo uma reforma urgente na forma como as instituições comunicam entre si. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao analisar o panorama nacional, o especialista sublinhou que o país enfrenta &#8220;uma nova vaga de problemas velhos&#8221; num contexto de sociedade aberta e tendências internacionais crescentes. A gama atual de dependências abrange desde drogas ilícitas, álcool e psicofármacos até ecrãs, videojogos e pornografia, muitas vezes com novas apresentações e roupagens que exigem maior estudo. Para o clínico, o desenho de melhores respostas depende da fusão de serviços especializados, como o ICAD, com a rede geral do Serviço Nacional de Saúde e a sociedade civil.</p>
<p>O médico sugeriu que a atual falta de recursos nos serviços públicos diferenciados deve ser aproveitada como um estímulo à inovação, contrariando a ideia errada de que os Cuidados de Saúde Primários não devem intervir nesta área. Propõe, por isso, o uso estratégico das estruturas existentes para descentralizar o apoio. &#8220;Temos menos recursos, então talvez os tenhamos de usar de maneira diferente&#8221;, afirmou, incentivando os centros de saúde locais a colaborarem ativamente no acompanhamento dos utentes.</p>
<p>No plano prático, o especialista defendeu que o combate às adições também desafia a responsabilidade individual, instigando cada cidadão a ser um agente de saúde na sua própria comunidade. Paulo Vitória enfatizou que o foco deve estar no autocuidado e na atenção aos familiares e vizinhos, gerando microimpactos sociais positivos. &#8220;Não podemos transformar o grande mundo, mas podemos com certeza ter impacto no nosso pequeno mundo&#8221;, destacou o clínico, valorizando a consciencialização de proximidade.</p>
<p>Como prioridade máxima para acelerar a resposta do país, Paulo Vitória elegeu o fim do isolamento institucional, defendendo uma articulação fluida que aproxime o Estado, o setor privado e outras pastas governamentais. A sua grande recomendação para o terreno assenta numa estratégia de união de esforços: &#8220;Eliminar barreiras e construir pontes entre serviços públicos, serviços da saúde e serviços de outras áreas, mas também eliminar barreiras e estabelecer pontes entre o público e o privado&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>#BreakTalks: especialistas debatem o futuro das dependências, a evolução das políticas públicas e a redução de danos</title>
		<link>https://mediconews.pt/breaktalks-especialistas-debatem-o-futuro-das-dependencias-a-evolucao-das-politicas-publicas-e-a-reducao-de-danos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terceira e última sessão das BreakTalks, promovida pela News Farma, encerrou o ciclo de debates colocando em reflexão as mudanças necessárias nas políticas públicas para acompanhar os avanços científicos e reforçar as estratégias de redução de danos. O encontro reuniu um painel de especialistas constituído por <strong>João Goulão, </strong>perito na gestão de comportamentos aditivos, <strong>Paulo Vitória, </strong>psicólogo e professor na Universidade da Beira Interior, <strong>João Faria, </strong>psicólogo clínico, <strong>José Queiroz, </strong>psicólogo e presidente da Agência Piaget para o Desenvolvimento - APDES, <strong>Elsa Lavado, </strong>da Unidade de Estatística e Investigação do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências - ICAD e <strong>Elsa Belo, </strong>diretora técnica da Associação Ares do Pinhal, que alertaram para a urgência de adaptar o sistema sem desmantelar as respostas existentes. Veja o vídeo <em>best of</em>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/breaktalks-especialistas-debatem-o-futuro-das-dependencias-a-evolucao-das-politicas-publicas-e-a-reducao-de-danos/">#BreakTalks: especialistas debatem o futuro das dependências, a evolução das políticas públicas e a redução de danos</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a sessão, os peritos convergiram na ideia de que os novos desafios trazidos pelas adições sem substância (como os videojogos, o <em>gambling</em> ou o uso problemático de ecrãs) não podem significar a desativação ou o desvio de recursos das respostas já consolidadas para os consumos tradicionais de substâncias, como as drogas duras ou o álcool. Para proteger a população, salientou-se a urgência de atualizar o enquadramento legislativo e a literacia desde a infância — com formação preventiva desde o ensino pré-escolar —, ao mesmo tempo que se apelou a uma maior regulamentação sobre produtos aditivos e ao combate a pressões populistas que ameacem a matriz humanista do modelo português.</p>
<p>No plano da intervenção e da redução de danos, o painel destacou a necessidade de desburocratizar o sistema, encurtar a distância entre a produção de dados estatísticos e o terreno e acabar com o isolamento institucional. Defendeu-se uma abordagem integrada e multissetorial, que una a saúde à ação social e à habitação, crie pontes entre os setores público e privado e promova &#8220;portas abertas&#8221; e empáticas nos serviços. Além disso, propôs-se o reforço do financiamento e a descentralização dos cuidados através dos Cuidados de Saúde Primários e da gestão comunitária local, garantindo que as políticas públicas se moldem de forma ágil às reais necessidades e ao sofrimento dos utentes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Futuro das dependências em Portugal: &#8220;A criação de novas estruturas deve somar-se às já existentes”</title>
		<link>https://mediconews.pt/futuro-das-dependencias-em-portugal-a-criacao-de-novas-estruturas-deve-somar-se-as-ja-existentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:20:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com três décadas de experiência na gestão de comportamentos aditivos, <strong>João Goulão</strong> faz um diagnóstico direto do panorama nacional durante a terceira edição das Break Talks. O especialista aplaude o debate sobre as novas dependências sem substância, mas avisa que estas respostas não podem terminar com as existentes. Alerta ainda para o perigo do álcool barato e apela à resistência contra pressões populistas que ameaçam o modelo humanista português. Assista à entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/futuro-das-dependencias-em-portugal-a-criacao-de-novas-estruturas-deve-somar-se-as-ja-existentes/">Futuro das dependências em Portugal: &#8220;A criação de novas estruturas deve somar-se às já existentes”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa reflexão sobre o setor, o médico começou por sublinhar a importância de debater as adições sem substância, como o jogo, mas deixou o aviso de que não se podem desviar recursos humanos ou financeiros das estruturas atuais para responder aos novos desafios. &#8220;A criação de novas estruturas devem somar-se às já existentes e não aproveitar e deslocar apenas os recursos já existentes&#8221;, defendeu, recomendando firmemente aos governantes que &#8220;não cedam à tentação de desativar respostas que estão em funcionamento e são eficazes para oferecer novas respostas&#8221;, reflete.</p>
<p>Recordando a crise da heroína nas décadas de 80 e 90, o especialista explicou que a transversalidade dessa epidemia, que afetou desde os cidadãos mais vulneráveis à classe média e à classe política, ditou o pioneirismo da lei da descriminalização em 2000. Hoje, o panorama mudou e a heroína perdeu força, mas o médico aponta o álcool como o verdadeiro perigo atual devido à sua &#8220;ação deletéria na sociedade portuguesa&#8221;. O especialista defende a urgência de uma política fiscal e de preços que limite o acesso ao produto.</p>
<p>Por fim, João Goulão deixou um apelo firme aos atuais e futuros decisores políticos face a um cenário internacional marcado pela exclusão e pelo justicialismo. O grande objetivo de Portugal deve ser proteger a sua matriz assente no respeito pela dignidade: &#8220;É importante que consigamos segurar e fixar o nosso modelo, que tem uma base humanista, e não ceder a essa pressão, nomeadamente de algumas forças populistas&#8221;, reflete.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Há muita permissividade na utilização destas tecnologias, necessitamos de políticas mais incisivas&#8221;</title>
		<link>https://mediconews.pt/ha-muita-permissividade-na-utilizacao-destas-tecnologias-necessitamos-de-politicas-mais-incisivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 12:10:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A urgência de preparar as novas gerações para os inevitáveis estímulos do mundo digital e das substâncias dominou a intervenção do psiquiatra <strong>Rodrigo Coutinho</strong>. O especialista falou à margem da segunda sessão das #BreakTalks, uma iniciativa promovida pela News Farma, que se focou no "Tratamento dos comportamentos aditivos: estratégias públicas e respostas no terreno". Na sua análise, alertou para o perigo de se ignorar o impacto dos ecrãs e apelou a uma maior responsabilização de toda a sociedade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;">Para o médico, o contacto com as redes sociais, o digital e até o uso de substâncias são situações difusas, mas que &#8220;acabam sempre por ser inevitáveis na vida das pessoas&#8221;. O grande problema, lamenta, é a falta de preparação. Rodrigo Coutinho defende que apostar na literacia é &#8220;fundamental&#8221;, porque quanto mais fortalecermos as crianças e adolescentes, &#8220;maior a possibilidade de esses riscos serem minimizados e evitados&#8221;.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;">O psiquiatra adverte ainda que a gestão das novas adições tecnológicas é &#8220;mais complicada&#8221; porque estas &#8220;estão muito mais difundidas&#8221;, com acesso diário garantido. Face a este cenário, o especialista é perentório: &#8220;Parece-me que tem que haver uma política mais agressiva ou incisiva em relação aos riscos destes instrumentos e destes estímulos, que possam ajudar também os miúdos a perceber o que pode ser negativo para eles no uso indevido ou exagerado&#8221;. Rodrigo Coutinho conclui com uma crítica à atitude generalizada dos adultos, sentindo que &#8220;há muita permissividade na utilização dessas tecnologias&#8221; e que se desvaloriza a sua &#8220;influência muito intensa e por vezes muito negativa nos miúdos&#8221;.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;">
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;">
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;A normalização não é sinónimo de segurança&#8221;: Elsa Lavado propõe um ecossistema único para lidar com as dependências</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-normalizacao-nao-e-sinonimo-de-seguranca-elsa-lavado-propoe-um-ecossistema-unico-para-lidar-com-as-dependencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 09:57:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dedicada a explorar os novos desafios da área das dependências, a segunda sessão das #BreakTalks — uma iniciativa com a chancela da News Farma, subordinada ao tema "Tratamento dos comportamentos aditivos: estratégias públicas e respostas no terreno" — serviu de palco à reflexão de <strong>Elsa Lavado</strong>. A técnica superior na Unidade de Estatística e Investigação do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) alertou que a sociedade atual está a transitar de um paradigma focado na gestão de consumos para uma complexa gestão de riscos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-normalizacao-nao-e-sinonimo-de-seguranca-elsa-lavado-propoe-um-ecossistema-unico-para-lidar-com-as-dependencias/">&#8220;A normalização não é sinónimo de segurança&#8221;: Elsa Lavado propõe um ecossistema único para lidar com as dependências</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a sua intervenção, a especialista manifestou preocupação com a crescente aceitação de certos comportamentos, destacando o exemplo do jogo. Elsa Lavado sublinhou a enorme dificuldade prática em estabelecer a fronteira que separa um hábito diário da perda de controlo e da dependência. Deixando o aviso claro de que a &#8220;normalização não é sinónimo de segurança”, a técnica do ICAD defendeu uma alteração estrutural na abordagem: as áreas da prevenção, da redução de riscos e minimização de danos, e do tratamento já não devem operar isoladamente como fases sucessivas, mas sim &#8220;trabalhar em conjunto num ecossistema coerente e único&#8221;.</p>
<p>Para compreender e atuar sobre estas dinâmicas sociais fluidas, Elsa Lavado enfatizou o papel vital da monitorização contínua através de estudos quantitativos e qualitativos promovidos pelo ICAD. Mencionando inquéritos nacionais à população, avaliações no Dia da Defesa Nacional, diagnósticos a jovens e relatórios focados no ecrã, a especialista explicou que o acompanhamento destas tendências é crucial. O objetivo final destas investigações, rematou, passa por &#8220;nortear e dar pistas para que as políticas públicas possam, de forma mais eficaz, dar resposta a este novo panorama de riscos”.</p>
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		<title>A interdição digital &#8220;cria um artificialismo&#8221; que não protege os jovens de forma eficaz</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-interdicao-digital-cria-um-artificialismo-que-nao-protege-os-jovens-de-forma-eficaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:56:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Promovida pela News Farma, a segunda sessão das #BreakTalks centrou-se no "Tratamento dos comportamentos aditivos: estratégias públicas e respostas no terreno". O painel de discussão contou com a participação do psicólogo clínico <strong>João Faria</strong>, que colocou a tónica da sua intervenção na urgência de apostar na prevenção precoce, rejeitando políticas restritivas em prol de um modelo de regulação e literacia digital nas escolas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora atue diretamente na área do tratamento, João Faria confessa que o cenário ideal seria &#8220;tratar menos e poder ter mais notícias sobre como a prevenção seria feita&#8221;. Para o psicólogo clínico, a intervenção preventiva deve começar o mais cedo possível, atribuindo à escola um &#8220;papel absolutamente fundamental&#8221; na literacia das crianças e dos respetivos pais. Esta abordagem pedagógica deve iniciar-se logo no ensino pré-escolar, transmitindo mensagens claras sobre os benefícios e os malefícios dos ecrãs, e explicando de forma real os danos de uma utilização desregulada. Ao privilegiar a regulação em vez da proibição, ensina-se a lidar com uma tecnologia incontornável e benéfica, tanto para a aprendizagem presente como para a futura profissão. Se a escola se demitir deste tema, alerta o especialista, falha no seu papel de formar adultos menos vulneráveis às adições.</p>
<p>Na visão do psicólogo, alcançar uma abstinência total dos ecrãs é &#8220;praticamente impossível&#8221;, relatando que já existem casos de pacientes que conseguem contornar repetidamente as regras impostas. João Faria adverte que a proibição — seja em casa ou na instituição escolar — gera apenas um &#8220;artificialismo&#8221;, originando na criança ou jovem uma vontade ainda maior de aceder ao material bloqueado assim que a interdição termina, uma consequência negativa já comprovada por alguns indicadores. Neste contexto contemporâneo, a adoção de um sistema de regulação e minimização de danos revela-se não só &#8220;muito mais eficaz&#8221;, mas também &#8220;muito mais realista&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Redução de riscos e riscos face às novas dependências</title>
		<link>https://mediconews.pt/reducao-de-riscos-e-riscos-face-as-novas-dependencias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:03:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A urgência de consciencializar a sociedade para formas de dependência que vão além das substâncias tradicionais pautou a intervenção de <strong>Elsa Belo</strong> na segunda sessão das #BreakTalks. Promovido pela News Farma sob o mote "Tratamento dos comportamentos aditivos: estratégias públicas e respostas no terreno", o evento contou com a presença da diretora técnica da associação Ares do Pinhal, que rejeitou visões repressivas e sublinhou a necessidade de uma comunicação mais integrativa para lidar com as adições atuais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a sua análise, Elsa Belo lembrou que a dependência já não se limita ao álcool, heroína ou tabaco, estendendo-se a elementos do dia a dia como os ecrãs, o jogo e até à comida. Para a especialista, o desafio passa por ensinar as pessoas, desde tenra idade, a cuidarem de si próprias e a perceberem quando um comportamento inofensivo se torna numa ferramenta compensatória e abusiva.</p>
<p>Assumindo-se claramente como uma defensora da redução de danos, a diretora técnica demarcou-se de políticas extremas: &#8220;Não sou proibicionista. Não aprendi a proibir. Aprendi, sim, a moderar e a fazer um bom uso daquilo que temos disponível&#8221;. Aplicando este conceito tanto ao mundo digital como ao consumo de álcool, a especialista destacou que intervir de forma eficaz exige proximidade, acessibilidade ao diálogo e pontos de referenciação claros para quem procura ajuda. Para que tudo isto resulte, sublinhou que a linguagem utilizada pelos profissionais não pode ser repressiva, devendo antes ser &#8220;integrativa, informativa e compreensiva&#8221;.</p>
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