Lp(a): o marcador genético que permite “reclassificar” risco cardiovascular e individualizar a intervenção clínica

Francisco Araújo 

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Lp(a): o marcador genético que permite “reclassificar” risco cardiovascular e individualizar a intervenção clínica

Francisco Araújo, presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), abordou a relevância da lipoproteína (a) [Lp(a)] como fator de risco cardiovascular. Em entrevista, no âmbito de uma iniciativa de sensibilização e testagem promovida pela Novartis durante o XXXIII Congresso Português de Aterosclerose, o especialista defende que a Lp(a) é um fator de risco importante, cuja avaliação é crucial para a gestão do risco aterosclerótico dos doentes e, por isso, deve ser feita pelo menos uma vez na vida. Confira as declarações em vídeo.

Francisco Araújo salienta que a Lp(a) está bem comprovada como um fator de risco significativo, especialmente quando os níveis se encontram acima dos 50 mg/dL, com uma relação evidente com a cardiopatia isquémica e a estenose aórtica. Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, a Lp(a) é uma “partícula particularmente aterogénica”

Por isso, o especialista defende que a testagem dos níveis de Lp(a) deve ser feita “pelo menos uma vez na vida” na maior parte das pessoas”, dado o seu significativo componente genético. Esta avaliação permite ao clínico reclassificar o risco do seu doente e ser “mais intensivo a tratar o resto dos fatores de risco”.

Assim, enquanto a comunidade médica aguarda “com expectativa os novos medicamentos que vão permitir reduzir a Lp(a) de uma forma muito significativa” – e, consequentemente, reduzir os eventos clínicos – apela-se à testagem dos níveis de Lp(a), algo que foi possível fazer por qualquer participante no XXXIII Congresso Português de Aterosclerose, graças às iniciativas promovidas pela Novartis, que contemplaram igualmente uma experiência de realidade aumentada.

Em comentário a este tipo de ações de sensibilização, Francisco Araújo afirma que “todas as atitudes e intervenções que possamos ter, de forma a expandir o conhecimento na área dos fatores de risco de aterosclerose, são boas”.


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