Investigação portuguesa aprofunda o papel do Staphylococcus aureus na dermatite atópica

MN Maria Miragaia

Maria Miragaia

Dermatologia

Investigação portuguesa aprofunda o papel do Staphylococcus aureus na dermatite atópica

A pele humana é um ecossistema complexo e equilibrado, mas para quem sofre de dermatite atópica, essa harmonia encontra-se quebrada. Novas evidências apontam para que a bactéria Staphylococcus aureus seja uma das causas deste desequilíbrio. Maria Miragaia, líder do Laboratório de Evolução Bacteriana e Epidemiologia Molecular do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa (ITQB NOVA), esclarece que esta é uma bactéria que pode fazer parte da microbiota comum, embora “o seu nicho principal sejam as narinas anteriores” e não a pele. Contudo, na presença de dermatite atópica, o cenário inverte-se. Como “a barreira da pele está danificada”, “criam-se as condições ideais” para a colonização bacteriana, nomeadamente por Staphylococcus aureus, que se torna muito mais prevalente.

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