Inteligência artificial: ferramenta eficaz na identificação de riscos após cirurgia a artéria carótida

Dr. João Rocha Neves

Cirurgia

Inteligência artificial: ferramenta eficaz na identificação de riscos após cirurgia a artéria carótida

Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) utilizaram inteligência artificial para calcular risco de complicações neurológicas após uma cirurgia a artéria carótida em doentes cardiovasculares. O Dr. João Rocha Neves, que integrou a equipa de investigação, conversou com a Médico News e partilhou as mais-valias deste utensílio que fomenta melhorias na obtenção de resultados clínicos.

O Dr. João Rocha Neves aponta a inteligência artificial como o culminar de um caminho de trabalho na área da investigação das artérias carótidas, onde foram procurados, através de diferentes mecanismos estatísticos, resultados otimizados dos doentes, que permitam definir de forma eficaz o seu tratamento.

O especialista afirma que a inteligência artificial não vem substituir os métodos tradicionais nem a ação médica, mas permite facilitar a obtenção de outcomes neste grupo de doentes, compará-los com os estudos anteriores, e ajudar o profissional de Saúde a definir a opção cirúrgica de forma suportada, com dados otimizados. “Temos de ter transparência e responsabilidade na utilização da IA. Existem algumas questões éticas, mas é inevitável implementá-la na prática clínica, dada a sua qualidade”, fundamenta.

A inteligência artificial possibilita criar árvores de decisão que podem ser usadas para prever o risco de um doente desenvolver doenças cardiovasculares, analisando vários fatores, como dados demográficos, histórico médico e resultados de exames laboratoriais.

Veja a explicação do Dr. João Rocha Neves em vídeo.

 

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