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	<title>Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 08 Sep 2026 14:15:54 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Médico News</title>
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	<item>
		<title>Hipertiroidismo: As novidades do 47.º Congresso Anual da ETA em análise</title>
		<link>https://mediconews.pt/hipertiroidismo-as-novidades-do-47-o-congresso-anual-da-eta-em-analise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 14:15:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em balanço da sessão sobre aspetos clínicos do hipertiroidismo, moderada no 47.º Congresso Anual da <em>European Thyroid Association</em> (ETA), <strong>Mafalda Marcelino</strong>, diretora do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Forças Armadas (Pólo de Lisboa), analisa os principais avanços apresentados na reunião. A especialista destaca os resultados do ensaio clínico sobre suplementação com selénio, o desenvolvimento de novas terapêuticas direcionadas, como os anticorpos monoclonais antagonistas do recetor da TSH, e o papel central da qualidade de vida no acompanhamento dos doentes.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta edição do evento, realizada no Porto, foi palco da apresentação de novos dados clínicos e translacionais com impacto direto na abordagem do hipertiroidismo e da patologia tiroideia. De acordo com Mafalda Marcelino, moderadora da sessão dedicada aos aspetos clínicos desta condição, a evidência partilhada aponta para &#8220;uma abordagem do hipertiroidismo cada vez mais personalizada, com maior atenção aos mecanismos da doença, à seleção de terapêuticas eficazes e à qualidade de vida dos doentes.&#8221;</p>
<p><strong>Selénio e novas opções terapêuticas em foco</strong></p>
<p>Um dos momentos de maior relevo na reunião científica foi a apresentação dos resultados do estudo GRASS, um ensaio multicêntrico, aleatorizado e controlado por placebo que avaliou o impacto da suplementação com selénio em 430 doentes com doença de Graves recentemente diagnosticada. Segundo a especialista, &#8220;a suplementação não melhorou as taxas de remissão, a qualidade de vida nem os níveis de anticorpos contra o recetor da TSH, não apoiando a utilização rotineira de selénio como terapêutica adjuvante.&#8221;</p>
<p>No campo da inovação farmacológica, a especialista sublinha a apresentação dos dados pré-clínicos do ETHY-001, um anticorpo monoclonal antagonista do recetor da TSH desenvolvido para bloquear diretamente os autoanticorpos estimuladores da doença de Graves. Em modelos animais, a molécula &#8220;demonstrou inibição dose-dependente da produção de T4 induzida pelo anticorpo M22, sugerindo potencial futuro tanto no hipertiroidismo de Graves como na orbitopatia tiroideia.&#8221;</p>
<p>No âmbito das patologias raras e pediátricas, outro trabalho avaliou o tratamento precoce com TRIAC em crianças com défice de MCT8. Embora sem melhorias significativas nos desfechos motores primários, &#8220;observaram-se sinais favoráveis em linguagem expressiva, motricidade fina e cognição, mantendo-se a questão de saber se uma intervenção ainda mais precoce poderá melhorar os resultados neurológicos.&#8221;</p>
<p><strong>Fenótipos específicos e a centralidade da qualidade de vida</strong></p>
<p>A reunião abordou igualmente a resistência à hormona tiroideia beta. Os dados apresentados demonstraram uma redução da densidade mineral óssea sem aumento evidente do <em>turnover</em> ósseo ou do risco de fratura, o que, nas palavras de Mafalda Marcelino, &#8220;sugere um fenótipo distinto da tirotoxicose convencional.&#8221;</p>
<p>A endocrinologista realça que a qualidade de vida dos doentes emergiu como um desfecho clínico crucial em múltiplos trabalhos. Estudos apresentados no congresso demonstraram que &#8220;uma maior duração de períodos de disfunção tiroideia associou-se a pior qualidade de vida mesmo após recuperação do eutiroidismo&#8221;, tendo sido identificados como determinantes adicionais a idade, o sexo feminino e um rácio T3/T4 mais elevado.</p>
<p>Por fim, a complexidade do diagnóstico diferencial e do maneio da tirotoxicose foi ilustrada através de vários casos clínicos apresentados durante o encontro, abarcando desde a tiroidite subaguda em doentes com Graves e a síndrome de Marine-Lenhart, até complicações terapêuticas graves.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Melhorar resultados cirúrgicos na apneia do sono: seleção do doente e abordagem multidisciplinar</title>
		<link>https://mediconews.pt/melhorar-resultados-cirurgicos-na-apneia-do-sono-selecao-do-doente-e-abordagem-multidisciplinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 14:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Marco Menezes</strong>, especialista em Otorrinolaringologia no Hospital Lusíadas Lisboa, foca-se no impacto da avaliação endoscópica do sono e da seleção criteriosa de doentes na transformação dos resultados cirúrgicos da apneia obstrutiva do sono (AOS). Para estruturar esta abordagem, abordou “um algoritmo por passos”. Este modelo orienta a decisão clínica, permitindo “selecionar o candidato cirúrgico ideal”, mas também “perceber que doentes não beneficiavam de cirurgia” e, simultaneamente, “entender a gravidade da apneia obstrutiva do sono”. Assista às declarações.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ponto de partida deste processo é a realização da “endoscopia do sono, mais vulgarmente designada por DISE”, um exame essencial para a avaliação detalhada dos mecanismos obstrutivos. A partir desta base, a identificação exata do padrão de obstrução torna-se um fator determinante para qualquer decisão terapêutica subsequente.</p>
<p>Mais do que focar-se apenas na técnica cirúrgica, o especialista reitera que “o mais importante aqui é a seleção do doente”. Esta premissa ganha especial relevância quando se reconhece que nem todos os casos têm indicação para o bloco operatório. Dada a natureza complexa e integrada da patologia, Marco Menezes lembra que “a cirurgia não é o tratamento único”, defendendo, por isso, uma abordagem “multidisciplinar”, onde o trabalho conjunto de várias especialidades é a chave para otimizar o sucesso clínico.</p>
<p>Ainda assim, a cirurgia mantém um papel fundamental em perfis específicos de doentes. Como salienta Marco Menezes, “a cirurgia tem um grande peso nos doentes em que há um fenótipo anatómico, em que a obstrução anatómica é preponderante”. É precisamente nesses cenários clínicos que, garante, “o nosso papel é realmente importante”.</p>
<p>Por fim, esta intervenção reflete um esforço mais amplo na evolução da prática clínica. Sendo este “um tema bastante atual”, o objetivo da equipa passa por contrariar o passado, em que “tínhamos resultados fracos”. Hoje, a ambição é “trazer as técnicas mais atuais e baseadas na evidência” para elevar de forma significativa o sucesso do tratamento cirúrgico na apneia obstrutiva do sono.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O desafio da reorganização do SNS face à doença de Alzheimer</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-desafio-da-reorganizacao-do-sns-face-a-doenca-de-alzheimer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 13:58:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Face aos desafios crescentes da doença de Alzheimer, <strong>Miguel Viana Baptista</strong>, neurologista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental, defende a reorganização dos serviços. O especialista destaca a necessidade de capacitar os Cuidados de Saúde Primários na triagem e de adotar uma abordagem holística que privilegie a acessibilidade e o apoio social, indo além das novas terapêuticas. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os serviços de Neurologia têm enfrentado uma elevada pressão no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com mais de metade das consultas motivadas por queixas cognitivas. Para responder aos longos tempos de espera, Miguel Viana Baptista defende uma reorganização hospitalar e uma articulação mais estreita com os Cuidados de Saúde Primários, que devem centralizar a triagem e assegurar um acompanhamento multidisciplinar.</p>
<p>O especialista aponta a necessidade de desmistificar a ideia de que as novas terapêuticas farmacológicas são a única solução para a doença de Alzheimer. Embora importantes, estas intervenções tecnologicamente exigentes devem limitar-se a centros especializados, dada a necessidade de monitorização rigorosa e o perfil específico dos doentes. A abordagem deve ser mais abrangente, priorizando a acessibilidade, o apoio do setor social e o suporte contínuo às famílias, garantindo uma intervenção que vá além da medicação ao integrar a estimulação cognitiva e outras medidas essenciais.</p>
<p>Apesar dos desafios, o neurologista mostra-se otimista quanto à capacidade de adaptação do SNS. Com os recursos humanos e tecnológicos adequados, e uma gestão estratégica que distinga o apoio clínico comum da alta especialização, o sistema tem condições para responder eficazmente, garantindo dignidade e qualidade de vida aos doentes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“As redes sociais estão a criar falsas expectativas sobre fertilidade e perda de peso”</title>
		<link>https://mediconews.pt/as-redes-sociais-estao-a-criar-falsas-expectativas-sobre-fertilidade-e-perda-de-peso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 10:04:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina da Reprodução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A proliferação de desinformação nas redes sociais sobre a síndrome ovárica metabólica poliendócrina (SOMP) está no centro da reflexão assinada por <strong>Margarida Enes</strong>, especialista em Ginecologia e Medicina da Reprodução. Num artigo de opinião a propósito do mês de consciencialização para esta patologia, assinalado em setembro, a médica aborda a recente atualização da nomenclatura — que passou a refletir o caráter metabólico e sistémico da antiga síndrome do ovário poliquístico —, desmistifica crenças associadas à infertilidade e à perda de peso e alerta para os riscos do uso de soluções sem evidência científica promovidas <em>online</em>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A síndrome do ovário poliquístico (SOP), que passou recentemente a designar-se síndrome ovárica metabólica poliendócrina (SOMP), afeta entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e continua a ser uma das principais causas de alterações hormonais e dificuldade em engravidar. Contudo, numa altura em que muitas mulheres recorrem às redes sociais para procurar respostas sobre sintomas, fertilidade ou tratamentos, cresce também a desinformação associada a esta doença.</p>
<p>“Há muita desinformação sobre esta síndrome. As redes sociais estão a criar falsas expectativas sobre fertilidade e perda de peso. Circulam conselhos simplistas, dietas extremas, suplementos sem evidência científica e até promessas de cura que podem criar falsas expectativas e atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado”, refere a especialista.</p>
<p><strong>Novo nome procura refletir melhor o que se sabe sobre a doença</strong></p>
<p>A especialista explica que esta é uma síndrome hormonal e metabólica complexa, que se manifesta de forma diferente de mulher para mulher. Esta visão mais abrangente da doença levou recentemente um grupo internacional multidisciplinar de especialistas a chegar a consenso quanto à alteração da designação SOMP, um nome que procura refletir melhor o conhecimento científico atual e tornar mais claro que esta condição vai muito além dos ovários, já que não corresponde à presença de quistos nem se limita à função reprodutiva.</p>
<p>Entre os sintomas mais frequentes desta condição estão ciclos menstruais irregulares, acne, aumento de pelos em zonas típicas do corpo masculino, dificuldade em controlar o peso e alterações da ovulação. “O problema é que muitos destes sinais são normalizados ou interpretados fora de contexto. Há mulheres que chegam à consulta convencidas de que têm a síndrome apenas porque se identificaram com um vídeo ou um testemunho nas redes sociais e outras que, apesar de terem sintomas compatíveis, adiam a procura de ajuda porque acreditam que aquilo que sentem é normal”, acrescenta.</p>
<p>Embora a síndrome esteja frequentemente associada à infertilidade, Margarida Enes sublinha que o diagnóstico não significa impossibilidade de engravidar. “Pode dificultar a ovulação, mas não é uma sentença de infertilidade. Muitas mulheres conseguem engravidar naturalmente e outras podem, através de tratamentos simples, restaurar a ovulação e aumentar significativamente a probabilidade de gravidez”, esclarece.</p>
<p>Segundo a especialista, um dos mitos mais comuns nas redes sociais é a ideia de que todas as mulheres com a síndrome têm excesso de peso. “Existem mulheres magras com a síndrome e, nesses casos, o diagnóstico pode ser ainda mais difícil porque nem sempre existe suspeita clínica imediata”, explica. Outro erro frequente é a associação da síndrome exclusivamente aos ovários. “Não é apenas um problema ginecológico. Trata-se de uma condição metabólica que pode aumentar o risco de resistência à insulina, diabetes tipo 2, hipertensão arterial e alterações cardiovasculares”, alerta.</p>
<p>A proliferação de conteúdos sobre alimentação, fertilidade e perda de peso também preocupa os especialistas. “Há mulheres que iniciam dietas muito restritivas ou tomam suplementos recomendados por influencers sem qualquer acompanhamento clínico. Mais recentemente, começaram também a circular nas redes sociais vários conteúdos sobre fármacos utilizados para perda rápida de peso, apresentados quase como uma solução automática”, afirma a médica ginecologista.</p>
<p>A especialista alerta, contudo, que ainda existem muitas dúvidas relativamente ao impacto destes medicamentos na fertilidade e na gravidez. “Embora alguns destes fármacos possam ser indicados em contextos específicos e sob supervisão médica, não estão aprovados como tratamentos de fertilidade e continuam a faltar estudos robustos sobre os seus efeitos na conceção, na ovulação e na segurança durante a gravidez. Por isso, é importante evitar a automedicação e decisões tomadas com base em testemunhos publicados online”, sublinha.</p>
<p>Segundo Margarida Enes, mudanças no estilo de vida podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a ovulação, mas não existem soluções milagrosas. “A redução de peso, quando necessária, deve ser feita de forma gradual, equilibrada e acompanhada por profissionais de saúde. Cada mulher tem características e necessidades diferentes”, refere.</p>
<p><strong>O diagnóstico deve basear-se em critérios clínicos e laboratoriais </strong></p>
<p>A avaliação inclui história menstrual, sintomas, análises hormonais e ecografia ginecológica. “O acompanhamento deve ser multidisciplinar e adaptado aos objetivos de cada mulher, quer pretenda controlar sintomas, melhorar a qualidade de vida ou engravidar”, refere Margarida Enes.</p>
<p>Para a especialista, o aumento da visibilidade da síndrome nas redes sociais teve também um efeito positivo ao permitir que mais mulheres falem abertamente sobre sintomas antes ignorados. No entanto, reforça a importância de distinguir testemunhos pessoais de informação médica validada.</p>
<p>Fotografia: IVI Lisboa</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Advanced COPD Certification: SPP e BIAL Portugal unem-se em iniciativa de formação avançada em DPOC</title>
		<link>https://mediconews.pt/advanced-copd-certification-spp-e-bial-portugal-unem-se-em-iniciativa-de-formacao-avancada-em-dpoc/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 09:55:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e a farmacêutica BIAL juntam-se num projeto inovador direcionado a médicos pneumologistas: a Advanced COPD Certification. Esta certificação, com início em setembro, distingue-se pela excelência do programa e por um corpo docente internacional constituído por peritos envolvidos nas recomendações GOLD. <strong>Jorge Ferreira</strong>, presidente da SPP, e <strong>Eduardo Calçada</strong>, <em>Head of Medical Affairs</em>-Portugal da BIAL, assinalam o arranque desta parceria e as mais-valias desta formação para a prática clínica, deixando um convite à participação. Assista ao vídeo para saber mais.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/advanced-copd-certification-spp-e-bial-portugal-unem-se-em-iniciativa-de-formacao-avancada-em-dpoc/">Advanced COPD Certification: SPP e BIAL Portugal unem-se em iniciativa de formação avançada em DPOC</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Prevenção de comportamentos aditivos começa na formação desde o ensino pré-escolar</title>
		<link>https://mediconews.pt/prevencao-de-comportamentos-aditivos-comeca-na-formacao-desde-o-ensino-pre-escolar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 09:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adictologia]]></category>
		<category><![CDATA[Break Talks]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chegados ao final destas três sessões do Break Talks, <strong>João Faria</strong>, psicólogo clínico, sublinha a urgência de criar legislação específica, informar as famílias e iniciar a educação preventiva logo nos primeiros anos de escolaridade. O especialista alerta para os riscos escondidos em produtos digitais de uso diário e apela a uma maior literacia para evitar impactos destrutivos nas famílias. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>João Faria faz um balanço positivo das três sessões, destacando o quão &#8220;maravilhoso que é poder sentar à mesa com o domínio público e o domínio privado para discutir este tema, em particular, e ver o que é que pode surgir em termos de ideias&#8221;. O psicólogo clínico reforça que &#8220;estas conversas permitiram trazer visões diferentes para uma abordagem comum&#8221; com o objetivo de criar um documento capaz de &#8220;influenciar aqueles que tomam as devidas decisões dentro do campo&#8221;. Quanto à pertinência e urgência do debate, não tem dúvidas e considera que o tema das adições necessita ser “discutido e ampliado”.</p>
<p>Olhando para a realidade nacional, para o especialista, as urgências concentram-se em duas frentes fundamentais: a legislação e a literacia. &#8220;Do ponto de vista legal, existe aqui um claríssimo campo para ser trabalhado e para se introduzirem leis e despachos, como decretos que possam proteger mais os vulneráveis&#8221;, alerta, lembrando que &#8220;a população não está devidamente protegida nesse sentido legal&#8221; no que toca às novas dependências sem substância, como os videojogos. Por outro lado, prioriza a consciencialização, referindo que &#8220;do ponto de vista da informação, é fundamental que as famílias, as crianças e os jovens que estão sujeitos a estas pressões dos media, do marketing e das empresas consigam capacitar-se mais e melhor&#8221;, reflete.</p>
<p>Para passar do debate à ação, uma recomendação urgente para implementar no imediato passa pela prevenção através do ensino. A concretização prática desta medida passaria pelo ambiente escolar logo nas idades mais tenras. Segundo explica, &#8220;isso implicaria ir até provavelmente ao ensino pré-escolar e começar desde o ensino pré-escolar a formar quer os professores, quer as crianças e as respetivas famílias sobre os temas importantes quer do gaming, quer do gambling&#8221;. O passo seguinte seria &#8220;estendê-lo ao longo de toda a escola como um tema pertinente a ser discutido, a ser refletido e até a ser partilhado pelos próprios alunos&#8221;.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/prevencao-de-comportamentos-aditivos-comeca-na-formacao-desde-o-ensino-pre-escolar/">Prevenção de comportamentos aditivos começa na formação desde o ensino pré-escolar</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sair do hospital para tratar em casa: uma viagem pela hospitalização domiciliária</title>
		<link>https://mediconews.pt/sair-do-hospital-para-tratar-em-casa-uma-viagem-pela-hospitalizacao-domiciliaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 09:44:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46783</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em artigo de opinião assinado por <strong>Yahia Abuowda</strong>, assistente graduado de Medicina Interna e coordenador da Hospitalização Domiciliária na ULS Lezíria, o especialista reflete sobre a transformação e o valor humano desta modalidade assistencial no Serviço Nacional de Saúde. Coautor do livro "Hospitalização Domiciliária", o médico partilha a sua experiência no terreno, destacando o impacto do tratamento no domicílio na recuperação da autonomia dos doentes, a importância do trabalho multidisciplinar e os benefícios clínicos e de sustentabilidade que fundamentam a expansão deste modelo em Portugal.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/sair-do-hospital-para-tratar-em-casa-uma-viagem-pela-hospitalizacao-domiciliaria/">Sair do hospital para tratar em casa: uma viagem pela hospitalização domiciliária</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para um médico habituado às rotinas de um hospital, a ideia de sair da Enfermaria e tratar um doente em casa pode parecer, à primeira vista, um enorme desafio. Estamos moldados a um ambiente controlado e estruturado, onde sentimos que dominamos o território.</p>
<p>Quando comecei a trabalhar diariamente na hospitalização domiciliária senti o peso dessa mudança. Mas apaixonei-me por esta modalidade assistencial, que me obrigou a ver com outros olhos a própria essência do cuidar. Sair do hospital não significava perder segurança, mas sim aprender a cuidar de uma forma diferente.</p>
<p>Cruzar a soleira da porta de um doente é um exercício de humildade. Deixamos a nossa habitual zona de conforto e entramos num espaço que não é nosso. É precisamente aí, em casa, que encontramos a verdadeira zona de segurança de quem está doente: o seu espaço, os seus objetos, as suas rotinas, a sua família.</p>
<p>No domicílio, o tempo parece ganhar outra dimensão. Há espaço para ouvir com calma e para compreender aquilo que, no hospital, muitas vezes fica escondido atrás de uma cama, de uma bata e de um diagnóstico. Passamos a conhecer a pessoa além da doença. Percebemos como vive, quem está à sua volta e quais as dificuldades reais que podem comprometer o tratamento. Muitas vezes, uma simples conversa com o cuidador ou a observação de uma rotina familiar ensina-nos mais do que dezenas de perguntas feitas dentro de um gabinete ou numa Enfermaria isolada.</p>
<p>Por isso, o plano de cuidados deixa de ser apenas uma orientação escrita e passa a ser ativamente construído e negociado com o doente e o cuidador. É particularmente gratificante assistir à recuperação de alguém no seu lugar favorito. Vemos o doente ganhar forças na própria cama, voltar a alimentar-se à mesa com a família e recuperar progressivamente a sua autonomia. São conquistas que podem parecer pequenas, mas que, para quem esteve doente, têm um significado enorme.</p>
<p>Nada disto seria possível sem a equipa. A hospitalização domiciliária é, por definição, um trabalho coletivo, onde médicos, enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais de saúde partilham decisões em tempo real. Tenho o privilégio de integrar uma das equipas mais multidisciplinares e coesas que já conheci.</p>
<p>Porém, este modelo não vive apenas de histórias bonitas. Os resultados científicos mostram benefícios claros, como a redução de infeções associadas aos cuidados de saúde e a diminuição de reinternamentos, além de garantirem a sustentabilidade do sistema público. Mas a maior mudança não é mensurável: o modelo obriga-nos a adaptar o conhecimento médico à vida real do doente e não o contrário.</p>
<p>A hospitalização domiciliária coloca a tecnologia e a competência médica ao serviço de algo profundamente humano: permitir que o doente seja tratado com segurança sem deixar o lugar onde se sente em casa. É um modelo que veio para ficar e crescer no nosso país.</p>
<p>Continuo numa viagem de aprendizagem. Mas hoje sei que tratar não é apenas combater uma doença; é cuidar de uma pessoa. É uma viagem que começa quando saímos do hospital e que nos devolve à essência da medicina.</p>
<p>Para quem quiser aprofundar este modelo, o livro &#8220;Hospitalização Domiciliária&#8221; reúne o saber científico e prático desta transformação.</p>
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		<title>Seis em cada dez mulheres em Portugal são afetadas por problemas sexuais, que continuam a não chegar ao consultório</title>
		<link>https://mediconews.pt/seis-em-cada-dez-mulheres-em-portugal-sao-afetadas-por-problemas-sexuais-que-continuam-a-nao-chegar-ao-consultorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 09:25:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hábitos sexuais, contraceção, menopausa, fertilidade e outros temas relacionados com a saúde feminina continuam a ser pouco discutidos por muitas mulheres. O Estudo Taboo, que inquiriu milhares de pessoas em seis países europeus, incluindo Portugal, revela que mais de seis em cada dez mulheres portuguesas experienciam queixas relacionadas com a sua vida sexual, mas a maioria nunca consultou um médico para as resolver. Neste sentido, <strong>Carla Rodrigues</strong>, coordenadora do Núcleo de Medicina Sexual da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, reforça que “sintomas como a secura vaginal, a dor durante as relações, a diminuição do desejo sexual ou a dificuldade em atingir o orgasmo não devem ser encarados como normais ou inevitáveis”.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os quatro problemas mais comuns associados à sexualidade — secura vaginal, redução/ausência de libido, ausência de orgasmo e relações sexuais dolorosas — afetam 65% das mulheres no geral. Apesar disto, a maioria nunca consultou um médico sobre problemas de libido e orgasmo, o que indica que estes temas são considerados especialmente tabu quando se trata de os discutir com profissionais de saúde. “Atualmente, dispomos de várias opções terapêuticas, desde medidas de educação e aconselhamento sexual, lubrificantes e hidratantes vaginais, tratamentos hormonais ou não hormonais, fisioterapia do pavimento pélvico e medidas de intervenção em terapia sexual, sempre adaptados às necessidades de cada mulher. Na maioria dos casos, há formas eficazes de melhorar os sintomas e de recuperar uma vida sexual satisfatória&#8221;, defende Carla Rodrigues.</p>
<p>Outros dos estigmas em destaque está associado à maternidade: no geral, 47% das mulheres portuguesas sentem pressão da família ou dos amigos em relação à maternidade, pressão que é sentida ainda mais fortemente pelas mulheres que não desejam ter filhos, sendo igualmente elevada entre as que já estão na fase de planeamento e sobretudo entre as que estão a tentar há mais tempo. Neste sentido, a maioria das mulheres sente-se pressionada, o que configura um problema, uma vez que o stress e a ansiedade são fatores com impacto negativo importante na resolução desta situação.</p>
<p>É possível perceber, através deste estudo, que é importante garantir que as mulheres têm acesso a informação clara e rigorosa para que possam tomar decisões informadas sobre a sua saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>O inquérito confirma também que a menopausa é um período difícil na vida das mulheres. Ao todo, um terço (35%) diz sentir-se sozinha nesta fase da vida, o que pode ser especialmente impactante tendo em conta a quantidade e frequência dos sintomas. Em média, as mulheres enfrentam quase seis sintomas diferentes, mas 36% não procura um médico para obter ajuda, embora os afrontamentos sejam identificados como particularmente perturbadores, representando um fardo significativo para a vida diária das mulheres.</p>
<p>Não só estão presentes muitos sintomas durante este período, como também ocorrem com frequência, sendo os principais uma parte quase diária da vida de metade das mulheres afetadas. Isto é especialmente verdade para a fadiga, que também tem impacto na tolerância a outros sintomas, o que faz deste um período extremamente exigente, tanto a nível físico como mental.</p>
<p>Estes dados realçam a necessidade de trazer o assunto de forma mais proeminente para o debate público, até porque dois terços das mulheres têm poucos conhecimentos (sobretudo as que não têm contacto com um ginecologista) ou apenas informações básicas sobre o tema.</p>
<p>De acordo com os resultados do estudo (feito online via método CAWI) realizado a 12.000 mulheres entre os 18 e os 59 anos na Hungria, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal — com uma amostra nacional representativa de 2 000 portuguesas —, cerca de um terço das inquiridas (31%) admitiu não ter utilizado qualquer método contracetivo no último mês. Embora a maioria considere a contraceção uma responsabilidade partilhada com o parceiro, apenas 39% afirma dividir os custos financeiros associados. O estudo revela ainda que os problemas de saúde mais embaraçosos, como os problemas vaginais e a incontinência urinária, são os que exercem maior impacto negativo na sexualidade feminina. Por fim, sob o ponto de vista financeiro, um quinto das mulheres aponta os 36 anos como a idade ideal para ter filhos, uma opção que contrasta e colide diretamente com a fase biológica em que se inicia o declínio da fertilidade feminina.</p>
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		<title>Abordagem da acne deve focar-se no impacto psicológico e na simplificação de rotinas</title>
		<link>https://mediconews.pt/abordagem-da-acne-deve-focar-se-no-impacto-psicologico-e-na-simplificacao-de-rotinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dermatologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso do tratamento da acne vulgar vai muito além da eficácia clínica, dependendo criticamente da gestão das expectativas, da Saúde Mental e da relação de confiança estabelecida na consulta. Em entrevista, <strong>Catarina Queirós</strong>, da ULS Santa Maria, analisou o profundo impacto psicossocial desta patologia nos jovens. A especialista destacou as principais barreiras à adesão aos tratamentos tópicos e partilhou estratégias práticas para o acompanhamento clínico, avaliando ainda o papel que as ferramentas digitais podem assumir na monitorização diária dos doentes. Assista à entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por se tratar de uma doença visível que afeta sobretudo os adolescentes e jovens adultos, a acne acarreta uma carga emocional muito pesada. Numa fase da vida em que a autoimagem assume um papel central, as consequências estendem-se às esferas pessoal e social.</p>
<p>“A acne, desde logo, é uma doença visível, portanto tem um impacto na autoestima significativo. Afeta uma faixa etária (…) em que a imagem é muito importante e, portanto, acaba por ter um impacto não só na autoestima como também a nível de relações interpessoais, às vezes até mesmo por questões profissionais. E isto acaba muitas vezes por condicionar o mesmo quadros de ansiedade e depressão associada à patologia”, alertou Catarina Queirós.</p>
<p>Este sofrimento psicológico interfere de forma direta na forma como os doentes encaram a terapêutica. Sentindo-se afetados na sua imagem, os jovens procuram soluções imediatas. Contudo, a ausência de melhorias no curto prazo gera frustração: “Os doentes esperam respostas rápidas. E isso nem sempre é aquilo que acontece na prática e, portanto, a desmotivação também pode ser grande”, acrescentou.</p>
<p><strong>A relação médico-doente e a gestão de expectativas</strong></p>
<p>Para inverter a desmotivação, a comunicação surge como o principal instrumento do dermatologista na consulta. É vital desmistificar a ideia de que existem curas milagrosas e preparar o jovem para o percurso do tratamento.</p>
<p>A especialista considera que a relação médico-doente assume uma “importância primordial” nesta faixa etária. Cabe ao profissional de saúde explicar detalhadamente o funcionamento da terapêutica, frisando que a aplicação regular — quer dos fármacos tópicos, quer dos orais — é obrigatória para obter resultados.</p>
<p>“É fundamental explicarmos muito bem a terapêutica, adequarmos as expectativas, explicarmos ao doente que os resultados levam tempo, que não vai ser uma coisa que vá melhorar em dias. E explicar que podem existir alguns efeitos secundários, pode haver algum desconforto associado à terapêutica e que tudo isso é normal e que com o passar do tempo os resultados vão chegar”, recordou.</p>
<p><strong>Superar as barreiras dos tratamentos tópicos: “Menos é mais”</strong></p>
<p>De acordo com Catarina Queirós, a principal limitação dos tratamentos tópicos disponíveis prende-se com a sua tolerabilidade cutânea. Sintomas como a secura da pele, o ardor ou o eritema são comuns e desmotivam frequentemente a continuidade do esquema terapêutico.</p>
<p>Além dos efeitos secundários, a complexidade dos cuidados diários afasta os mais novos. O segredo, disse, reside na simplicidade e no pragmatismo das rotinas prescritas.</p>
<p>“Nesta faixa etária, sobretudo os adolescentes, também temos que ter em atenção a facilidade dos esquemas (…) porque se prescrevermos uma rotina muito complexa, com muitos passos, o adolescente provavelmente não vai seguir. Portanto, muitas vezes menos é mais”, referiu.</p>
<p>Sempre que exequível, devem privilegiar-se fármacos em associação no mesmo produto para reduzir o número de aplicações seguidas. Além disso, se o jovem for antecipadamente informado sobre as reações normais da pele, irá reagir muito melhor e não abandonará o tratamento por medo ou desconhecimento. Este processo deve ser acompanhado por um seguimento clínico periódico, com consultas de revisão presenciais para avaliar o progresso, ajustar o que não correu tão bem e manter o doente motivado.</p>
<p><strong>O papel da inteligência artificial no <em>follow-up</em> digital</strong></p>
<p>Questionada sobre o impacto da inovação digital no quotidiano clínico, a dermatologista afirmou que a tecnologia pode funcionar como uma aliada no tratamento, especialmente como um elo de ligação entre as consultas hospitalares. A especialista antevê que estas ferramentas facilitem a monitorização da evolução das lesões e permitam fazer um acompanhamento à distância em casos particulares.</p>
<p>“E, talvez até mais importante, estes sistemas podem ajudar no aumento da adesão terapêutica. Por exemplo, ao lembrar o doente da aplicação correta dos tópicos, penso que poderá ser eventualmente uma boa ajuda”, terminou.</p>
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		<title>Nova abordagem tópica hormonal muda o paradigma do tratamento da acne</title>
		<link>https://mediconews.pt/nova-abordagem-topica-hormonal-muda-o-paradigma-do-tratamento-da-acne/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:05:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dermatologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A abordagem à acne vulgar está a registar uma evolução significativa com a chegada de terapêuticas direcionadas para a componente hormonal por via cutânea. Em entrevista, <strong>Bruno Duarte</strong>, da ULS São José, analisou o papel central dos androgénios na fisiopatologia da doença. O especialista destacou de que forma a introdução de uma nova classe de modulação hormonal tópica permite colmatar uma lacuna histórica no tratamento tópico da acne ligeira a moderada, abrindo também novas perspetivas para a manutenção prolongada e para a abordagem à acne da mulher adulta. Veja o vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A patogénese da acne vulgar assenta em quatro pilares que não atuam isoladamente, mas sim em estreita interdependência. “A presença de um ou a persistência de um deles, mesmo trazendo contratempos dos outros, pode gerar mecanismos de feedback positivo que acabem por gerar cronicidade à doença e tendência para recidiva”, explicou o dermatologista. Daí decorre a necessidade clínica de “tratar todos os pilares em simultâneo”.</p>
<p>Neste equilíbrio, os androgénios desempenham um papel determinante. De acordo com o especialista, estas hormonas são responsáveis por aumentar a hiperseborreia e contribuem ativamente para a inflamação crónica e para a produção de citocinas.</p>
<p><strong>Uma nova era no tratamento tópico</strong></p>
<p>Até recentemente, o pilar hormonal da acne não era passível de ser abordado por via tópica.</p>
<p>A introdução da clascoterona veio alterar este cenário: atua de forma competitiva, bloqueando a produção da ação androgénica que causa a hiperseborreia e a inflamação. “Vamos tratar um dos pilares que até agora não conseguíamos abordar de forma tópica”, afirmou Bruno Duarte.</p>
<p><strong>Manutenção prolongada para evitar a recidiva</strong></p>
<p>Sendo a acne uma doença inflamatória crónica por definição, o tratamento de manutenção assume um papel crucial. Bruno Duarte adverte que cerca de 10% das mulheres adultas mantêm a doença de forma muito prolongada, estendendo-se pelos 30 ou 40 anos. “O tratamento tópico de manutenção prolongada deve ser feito logo assim que tenhamos a acne adequadamente controlada, porque se pararmos, infelizmente, temos a tendência para recidiva”.</p>
<p>Para esta fase de controlo a longo prazo, o especialista apontou que a clascoterona se afirma atualmente como “uma opção para essa manutenção prolongada”.</p>
<p><strong>O que podemos esperar no futuro?</strong></p>
<p>Olhando para o futuro, Bruno Duarte antecipa novidades disruptivas na área da acne, traçando um paralelo com a revolução que os biotecnológicos trouxeram à psoríase ou à dermatite atópica.</p>
<p>O grande foco da investigação atual prende-se com a preservação do microbioma cutâneo. Os tratamentos com antibióticos convencionais apresentam o dano colateral de destruir a flora microbiana normal da pele e, no caso dos antibióticos sistémicos, a flora intestinal, favorecendo também resistências microbianas.</p>
<p>O futuro passará, por isso, por estratégias altamente seletivas, revelou o especialista, referindo que já existem ensaios clínicos a decorrer com base em dados promissores publicados desde 2023. “O futuro vai mover-se para sermos mais seletivos (…) e vamos ver resultados fantásticos”, concluiu.</p>
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