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	<title>Arquivo de Urgência - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
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	<title>Arquivo de Urgência - Médico News</title>
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		<title>OM: nova especialidade de urgência resulta do “diálogo intenso” de vários meses</title>
		<link>https://mediconews.pt/om-nova-especialidade-de-urgencia-resulta-do-dialogo-intenso-de-varios-meses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 12:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Urgência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O bastonário da Ordem dos Médicos, <strong>Carlos Cortes</strong>, afirmou que a especialidade de Medicina de Urgência e Emergência hoje aprovada resultou de um “diálogo intenso” nos últimos meses e apelou ao Governo para que proceda rapidamente à sua homologação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Felicito todos os que participaram neste processo, nomeadamente os membros dos colégios das várias especialidades e da Assembleia de Representantes. Foram vários meses de um trabalho e diálogo intenso para criar esta especialidade com o maior consenso possível”, referiu Carlos Cortes, citado num comunicado da Ordem dos Médicos (OM)</p>
<p>Depois de a ter chumbado numa primeira votação no final de 2022, a Assembleia de Representantes da OM aprovou hoje a criação da especialidade de Medicina de Urgência e Emergência, um processo que foi reaberto por um grupo de trabalho nomeado em março deste ano pelo bastonário.</p>
<p>Na reunião de hoje, o órgão deliberativo da OM aprovou também as secções de subespecialidade de Urgência e Emergência Médica do Adulto do Colégio de Especialidade de Medicina Interna, de Cirurgia de Emergência e de Urgência e Emergência Pediátrica.</p>
<p>Carlos Cortes salientou ainda que a criação desta especialidade não resolve, só por si, as dificuldades dos serviços de urgência, mas “vai contribuir para resolver alguns dos problemas”.</p>
<p>Segundo o bastonário, vai aliviar o trabalho de outras especialidades de forma complementar e colaborativa, em áreas que “estão sujeitas a uma pressão incomportável sobre as urgências”, permitindo uma maior diferenciação e especialização de todos os médicos que trabalham nos cuidados de saúde.</p>
<p>De acordo com o comunicado, a OM aguarda agora que o Ministério da Saúde possa, o mais rapidamente possível, homologar a criação da nova especialidade e aprovar o programa de formação, para que prossigam os trabalhos com vista à formação dos novos especialistas em Medicina de Urgência e Emergência.</p>
<p>Esta nova especialidade inclui os conhecimentos e competências necessárias à prevenção, diagnóstico, tratamento imediato e gestão de aspetos urgentes e emergentes das condições resultantes de doença ou trauma, afetando pessoas de todas as faixas etárias, avançou a ordem.</p>
<p>Na prática, abrange a área pré-hospitalar e intra-hospitalar, incluindo a reanimação, a avaliação inicial, o diagnóstico e a gestão de doentes urgentes e emergentes até a alta clínica ou transferência, nos casos de doentes com patologias mais complexas e diferenciadas para outras especialidades do serviço de urgência.</p>
<p>O processo de criação da especialidade teve início na OM há mais de 20 anos.</p>
<p>A criação desta nova especialidade consta também do Plano de Emergência e Transformação da Saúde do Governo, com o ministério de Ana Paula Martins a pretender abrir já no próximo ano as primeiras vagas para formar especialistas em Medicina de Urgência.</p>
<p>“Dada a importância desta medida, estão já a ser realizados esforços no sentido de se aprovar a criação da especialidade Médica de Urgência até ao final de 2024, para em 2025 serem disponibilizadas as primeiras vagas para internato”, refere o plano aprovado pelo executivo no final de maio.</p>
<p>Esta medida é uma das que o Ministério da Saúde considera prioritárias no eixo “Cuidados Urgentes e Emergentes” do plano, com o objetivo de permitir a especialização médica numa área de impacto direto na qualidade dos cuidados de saúde prestados a doentes que correm risco de vida.</p>
<p>No documento, o Governo salienta que esta especialidade é “firmemente reconhecida” e existe já em 31 países da Europa e em cerca de 83 países a nível mundial.</p>
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		<title>Primeira equipa do país dedicada apenas à Urgência arrancou no Hospital São José</title>
		<link>https://mediconews.pt/primeira-equipa-do-pais-dedicada-apenas-a-urgencia-arrancou-no-hospital-sao-jose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 11:32:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Urgência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perto de 300 profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) São José, em Lisboa, entre médicos, enfermeiros e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, formam a primeira equipa do país em dedicação exclusiva às Urgências. “É o primeiro Centro de Responsabilidade Integrada do Serviço de Urgência (CRISU) que surge a nível nacional”, anunciou a presidente da ULS São José, <strong>Rosa Valente de Matos</strong>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A equipa com 298 profissionais, que irá crescer até 339, conta também com assistentes sociais, assistentes técnicos e assistentes operacionais.</p>
<p>“É uma equipa multidisciplinar, está a funcionar muito bem, e, neste momento, penso que também da parte dos utentes tem havido grande satisfação porque é um projeto amplo”, salientou a presidente da ULS São José.</p>
<p>Para Rosa Valente de Matos, “é um orgulho para o centro hospitalar ter esta equipa que se disponibilizou para fazer um trabalho diferente, numa altura do ano em que todos falam das complicações da urgência”.</p>
<p>Médicas internistas, Felisbela Gomes e Ana Bravo aceitaram o desafio de integrar esta equipa, criada na sequência de uma portaria de 30 de janeiro que estabelece, numa primeira fase, a criação de cinco projetos-piloto de CRISU que irão arrancar também nas ULS de Santa Maria, Coimbra, São João e Santo António.</p>
<p>“Quando nos propuseram este novo projeto na tentativa de resolver alguns problemas da urgência e otimizar os cuidados aos doentes críticos, eu aceitei”, disse Felisbela Gomes, no Hospital São José, onde funciona a Urgência Geral Polivalente da ULS.</p>
<p>Ana Bravo realçou, por sua vez, os benefícios deste novo modelo de organização que visa “melhorar todo o percurso dos doentes críticos” desde a admissão na urgência.</p>
<p>“É tentar distinguir os doentes urgentes dos não urgentes para que os realmente urgentes possam beneficiar do atendimento na urgência e nós termos mais atenção para esses doentes”, acrescentou Felisbela Gomes.</p>
<p>Diminuir o tempo de espera dos doentes, agilizar as decisões terapêuticas, bem como retirar “um maior número de doentes não urgentes” para outros cuidados são outros objetivos, apontou.</p>
<p>Nesta fase inicial, integram a equipa 16 internistas, mas a ideia, segundo Ana Bravo, é aumentar até ao final do ano o número de médicos para a equipa assegurar permanentemente as urgências, uma vez que atualmente assegura 12 horas diárias (das 08:00 às 20:00) todos os dias da semana.</p>
<p>Ressalvando ainda ser “um bocadinho cedo” para fazer um balanço do trabalho da equipa, Ana Bravo disse que “a ideia é que tem estado a correr bem”.</p>
<p>“Estamos numa fase que ainda estamos a perceber o que vamos poder melhorar, quais os pontos menos bons, mas acho que o mais importante é estarmos todos muito motivados para que corra bem e acho que isso é muito importante nesta fase inicial do projeto”, declarou a médica, sempre atenta ao telemóvel para ver se não recebia uma chamada da urgência.</p>
<p>Há 28 anos a trabalhar no Hospital de S. José, Paulo Barreiro, enfermeiro coordenador do CRISU, disse conhecer “de trás para a frente” o serviço de urgência, onde todos os dias são “um desafio” para dar resposta “de qualidade” a utentes e familiares.</p>
<p>Considerou o novo projeto desafiante porque &#8220;permite uma gestão mais flexível”, encaminhando os doentes para o nível de cuidados mais adequado dentro da instituição, através da articulação de cuidados e de recursos dentro da ULS, mas também com outras instituições.</p>
<p>“Este projeto é um desafio que acho que está a correr muito bem e todo o trabalho preparatório que tem vindo a ser feito até ao primeiro dia de funcionamento, só nos deixa orgulhosos e ainda mais motivados para continuar”, salientou Paulo Barreiro.</p>
<p>Rosa Valente de Matos salientou que o serviço de urgência, que é o serviço Central, requer muitos recursos humanos, pretendendo-se com esta reorganização criar sinergias para que os serviços possam funcionar melhor.</p>
<p>“O objetivo é que os profissionais estejam mais satisfeitos, porque também vão ter mais incentivos, que os utentes saiam mais satisfeitos e que haja ganhos de eficiência para toda a ULS São José”, que também envolve os cuidados saúde primários, a consulta pós-urgência e a hospitalização domiciliária, disse a presidente da ULS.</p>
<p>Segundo a portaria que criou as CRISU, os profissionais de saúde das várias áreas que integram este modelo de organização, têm acesso a vários incentivos, incluindo financeiros, que estão diretamente relacionados com o desempenho alcançado.</p>
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