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	<title>Arquivo de Saúde - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 21 Sep 2026 11:06:48 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Saúde - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Telemedicina nos Cuidados de Saúde Primários: estudo defende modelo híbrido no SNS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As consultas por videochamada nos Cuidados de Saúde Primários registam níveis superiores de satisfação e utilidade percebida entre os doentes, reduzindo de forma expressiva a necessidade de nova avaliação médica a curto prazo. Esta é a principal conclusão de uma investigação desenvolvida por peritos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e publicada na revista científica <em>BMC Primary Care</em>, que teve <strong>Daniel Beirão</strong> como primeiro autor do estudo. O trabalho resultou da análise de mais de 184 mil teleconsultas (55% por vídeo e 45% por telefone) registadas numa plataforma do setor privado entre 2021 e 2023, abrangendo cerca de 100 mil utilizadores. O objetivo passou por avaliar indicadores reais de qualidade, satisfação do doente e impacto clínico nas duas modalidades.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A análise demográfica revela que as mulheres são as principais utilizadoras do serviço (54% nas consultas por vídeo e 66% no formato telefónico). A idade mediana fixou-se nos 37 anos, observando-se uma população significativamente mais jovem na opção por vídeo (31 anos) face à via telefónica (48 anos) — um hiato associado às barreiras de literacia digital e acesso à <em>internet</em> por parte das faixas etárias mais avançadas.</p>
<p>Segundo o investigador Daniel Beirão, a vertente visual traz vantagens clínicas determinantes: a utilidade percebida foi de 95% no formato vídeo (contra 92% no telefone), influenciada pelo impacto da comunicação não verbal na relação médico-doente. Em paralelo, a taxa de doentes a solicitar novo contacto no espaço de 24 horas foi substancialmente menor no vídeo (4,2%) quando comparada com o telefone (7,4%). Por outro lado, a via telefónica garantiu um acesso mais célere e registou uma taxa ligeiramente inferior de referenciação para exame presencial (12,5% contra 14,4%). Globalmente, apenas 13,4% do total de utentes necessitou de observação presencial posterior.</p>
<p>Os autores sublinham que os dados validam a efetividade de ambas as vias, mas indicam que nenhuma deve ser aplicada de forma exclusiva. O primeiro autor adverte, contudo, para a realidade atual da telemedicina no Serviço Nacional de Saúde, onde a prática telefónica se massificou sem o devido enquadramento estrutural.</p>
<p>Daniel Beirão alerta que, nos Cuidados de Saúde Primários do setor público, estes contactos ocorrem frequentemente &#8220;sem tempo próprio na agenda e sem registo clínico estruturado equivalente ao de uma consulta presencial&#8221;, representando um problema grave de governação clínica e segurança médico-legal.</p>
<p>O investigador da FMUP defende a transição urgente para um modelo híbrido e criterioso — integrando o acompanhamento presencial, a videochamada e o telefone —, alocado em tempos de agenda específicos para encurtar as listas de espera. Contudo, deixa um aviso quanto à equidade no acesso: alargar a oferta tecnológica sem um investimento paralelo na literacia digital dos cidadãos pode agravar as assimetrias no acesso aos cuidados de saúde.</p>
<p>Fonte: FMUP</p>
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		<item>
		<title>Medicina Nuclear no Centro de Diagnóstico Integrado da Unilabs realiza 85% dos exames a utentes do SNS</title>
		<link>https://mediconews.pt/medicina-nuclear-no-centro-de-diagnostico-integrado-da-unilabs-realiza-85-dos-exames-a-utentes-do-sns/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:13:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Centro de Diagnóstico Integrado da Unilabs, no Porto, foi concluído com a inauguração oficial da nova área de Medicina Nuclear, num investimento global superior a 10 milhões de euros. A oferta integrada de saúde é reforçada também com a nova Clínica Trust, que assegura cerca de 40 especialidades aos doentes. Na Medicina Nuclear, 85% dos exames realizados destinam-se a utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A nova área de Medicina Nuclear disponibiliza exames PET-CT e cintigrafia, bem como estudos dirigidos às áreas oncológica, cardíaca, osteoarticular, pulmonar, nefro-urológica, digestiva, da tiroide e paratiroides e do sistema linfático.</p>
<p>Com cerca de 4.000 metros quadrados e capacidade para receber até 1.000 utentes por dia, o Centro de Diagnóstico Integrado reúne atualmente sete modalidades de diagnóstico, concentrando num único espaço diferentes áreas de elevada diferenciação o que permite realizar no mesmo local várias etapas do percurso do doente.</p>
<p>“A conclusão deste projeto concretiza a visão que esteve na sua origem: concentrar diferentes áreas de diagnóstico num único espaço e criar condições para tornar o percurso do doente mais simples, articulado e rápido. O facto de 85% dos exames de Medicina Nuclear estarem a ser realizados a utentes do SNS demonstra também a capacidade desta unidade para reforçar a resposta disponível no sistema de saúde. Acreditamos na importância da colaboração e da complementaridade entre os diferentes intervenientes do sistema, colocando capacidade instalada, conhecimento e tecnologia ao serviço dos doentes”, afirma Maria do Carmo Tavares, <em>General Manager</em> da Unilabs Portugal.</p>
<p>Além da Medicina Nuclear, o centro concentra soluções de diagnóstico em áreas como Análises Clínicas, Radiologia, Cardiologia, Gastrenterologia, Anatomia Patológica e Genética. Na Radiologia, disponibiliza ressonância magnética, TAC, raio-X, mamografia, ecografia, densitometria e ortopantomografia, recorrendo também a ferramentas de inteligência artificial aplicadas ao apoio ao relato radiológico.</p>
<p>Entre os equipamentos instalados destaca-se uma nova geração de ressonância magnética, cuja tecnologia incorpora inteligência artificial e <em>deep learning</em>, permitindo melhorar a qualidade de imagem, reduzir o ruído e diminuir a duração de alguns exames, com impacto positivo no conforto do doente.</p>
<p>O Centro de Diagnóstico Integrado foi concebido para concentrar diferentes momentos do percurso de saúde num único espaço. Além dos meios de diagnóstico e das análises clínicas, integra consultas médicas, áreas diferenciadas como Medicina Nuclear e Gastrenterologia e uma farmácia, procurando reduzir deslocações e simplificar a articulação entre consulta, prescrição, realização de exames e acompanhamento clínico.</p>
<p>Esta unidade integra também o conceito NUX, espaços desenhados para proporcionar uma experiência mais confortável, tranquila e humanizada ao utente ao longo de todo o percurso na unidade, desde a espera à realização dos exames e, quando aplicável, à recuperação.</p>
<p>A conclusão do projeto acontece num momento de forte crescimento da atividade da unidade. No acumulado de 2026, a atividade cresceu 40% face a 2025, enquanto o número de exames realizados registou um crescimento de 17%. Recebe, em média, cerca de 600 utentes por dia, num total de aproximadamente 130 mil por ano, e conta com cerca de 45 médicos e 19 outros profissionais de saúde. Em 2026, atingiu um grau de satisfação e recomendação dos doentes de 84,6%.</p>
<p>À Medicina Nuclear, junta-se também a inauguração oficial da nova Clínica TRUST Fluvial, parceira da Unilabs. A unidade ocupa cerca de 1.400 metros quadrados, dispõe de 30 consultórios e disponibiliza cerca de 40 especialidades, complementadas por serviços de enfermagem, fisioterapia e acompanhamento clínico. Em 2026, realizou já mais de 11 mil consultas e 10 mil sessões de fisioterapia. Mais de 60% dos exames prescritos na clínica são realizados no próprio dia na Unilabs.</p>
<p>“A interdisciplinaridade e a complementaridade com a Unilabs garantem maior continuidade e coerência no tratamento dos doentes que nos procuram. Além da tecnologia de ponta e da diferenciação científica, conseguimos proporcionar comodidade e personalização, que fazem toda a diferença na experiência do doente. Os benefícios desta abordagem são claros e acreditamos que serão cada vez mais reconhecidos pela comunidade”, afirma Marta Araújo, CEO das Clínicas TRUST.</p>
<p>A cerimónia realizou-se dia 10 de setembro, nas instalações da Unilabs Porto | Fluvial, no Porto, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, da Secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, e de representantes de diferentes instituições da região, além das lideranças da Unilabs e das Clínicas TRUST.</p>
<figure id="attachment_46842" aria-describedby="caption-attachment-46842" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-46842 size-large" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2026/09/image00008_SD-1024x683.jpg" alt="image00008_SD" width="640" height="427" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2026/09/image00008_SD-1024x683.jpg 1024w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2026/09/image00008_SD-300x200.jpg 300w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2026/09/image00008_SD-768x512.jpg 768w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2026/09/image00008_SD.jpg 1100w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-46842" class="wp-caption-text"> </figcaption></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Investigação e projetos comunitários em saúde: candidaturas à 12.ª edição do Programa Gilead GÉNESE na reta final</title>
		<link>https://mediconews.pt/investigacao-e-projetos-comunitarios-em-saude-candidaturas-a-12-a-edicao-do-programa-gilead-genese-na-reta-final/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encontram-se abertas até ao próximo dia 30 de setembro de 2026 as candidaturas à 12.ª edição do Programa Gilead GÉNESE, uma iniciativa da Gilead Sciences que apoia projetos de investigação e de iniciativa comunitária nas áreas da Oncologia e da Virologia. As candidaturas decorrem exclusivamente <em>online</em>, através do <em>website</em> oficial do Programa.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta 12.ª edição reforça o compromisso do Programa Gilead GÉNESE com a promoção da investigação, da inovação em saúde e de projetos comunitários capazes de gerar impacto real na vida dos doentes, cuidadores e comunidades.</p>
<p>Nesta edição, o Programa apresenta novidades relevantes na vertente de investigação, passando a definir áreas de projeto elegíveis mais específicas, orientadas para resposta a desafios concretos em cada uma das áreas terapêuticas apoiadas. Esta evolução pretende promover uma investigação cada vez mais próxima da prática clínica, valorizando a aplicabilidade dos resultados aos cuidados de saúde e o potencial impacto para os doentes. Dado que as linhas de investigação elegíveis são distintas para cada área terapêutica, recomenda-se que as entidades proponentes consultem atentamente o regulamento disponível no website oficial antes de submeterem a sua candidatura.</p>
<p>Na vertente comunitária, o Programa mantém o foco no apoio a projetos inovadores com impacto em três áreas prioritárias: prevenção, rastreio e diagnóstico e qualidade de vida.</p>
<p>Mantém-se igualmente a possibilidade de apresentação de candidaturas em consórcio entre diferentes entidades, incentivando abordagens multidisciplinares e colaborativas.</p>
<p>As áreas terapêuticas elegíveis na vertente de investigação incluem o cancro da mama, linfomas não-Hodgkin de células B, infeção VIH e hepatite delta e na vertente de comunidade, cancro da mama, linfomas não-Hodgkin de células B, infeção VIH e hepatites virais crónicas.</p>
<p>Os apoios financeiros poderão atingir 40 mil euros por projeto de investigação e 30 mil euros por projeto comunitário.</p>
<p>Todas as candidaturas serão avaliadas por comissões externas de avaliação independentes, compostas por especialistas de reconhecido mérito científico, clínico e comunitário. Os projetos serão apreciados de acordo com critérios como o mérito da equipa, a qualidade e inovação da proposta e a sua estrutura metodológica, sendo valorizada, na investigação, a aplicabilidade dos resultados à prática clínica.</p>
<p>Criado em 2013, o Programa Gilead GÉNESE tem como missão promover a produção de conhecimento científico, apoiar projetos inovadores e contribuir para melhores resultados em saúde. Ao longo de mais de uma década, o Programa já apoiou mais de 134 projetos, promovidos por dezenas de instituições nacionais, num investimento acumulado de 3,1 milhões de euros, contribuindo para o desenvolvimento da investigação clínica e para a implementação de iniciativas comunitárias inovadoras em Portugal.</p>
<p>As candidaturas à 12.ª edição do Programa Gilead GÉNESE decorrem até 30 de setembro de 2026, em <a href="http://www.gileadgenese.pt" target="_blank" rel="noopener">www.gileadgenese.pt</a>, onde pode ser consultado o regulamento completo e toda a informação relativa à iniciativa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aprovado financiamento público para o tratamento do cancro da mama HR+/HER2 metastático previamente tratado</title>
		<link>https://mediconews.pt/aprovado-financiamento-publico-para-o-tratamento-do-cancro-da-mama-hr-her2-metastatico-previamente-tratado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:08:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) aprovou o financiamento público de um novo ADC para utilização nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A decisão disponibiliza esta opção terapêutica inovadora em monoterapia para doentes adultos com cancro da mama irressecável ou metastático HR+/HER2-, que tenham sido previamente tratados com terapia endócrina e pelo menos duas linhas adicionais de terapêutica sistémica em contexto avançado.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Gilead Sciences anunciou que foi dada luz verde pelo INFARMED para a integração de um novo ADC no leque de opções terapêuticas comparticipadas pelo SNS. Indicado em monoterapia, sacituzumab govitecano está indicado para o tratamento de doentes adultos com cancro da mama irressecável ou metastático com recetor hormonal (HR)-positivo, HER2-negativo que tenham recebido terapia endócrina e pelo menos duas terapias sistémicas adicionais em contexto avançado.</p>
<p>Esta aprovação é suportada pelos resultados do TROPiCS-02, um estudo de Fase 3 no qual sacituzumab govitecano demonstrou um benefício de sobrevivência global (SG) estatisticamente significativo e clinicamente relevante de 3,2 meses em comparação com a quimioterapia de agente único comparadora (tratamento de escolha do médico; TPC) (SG mediana: 14,4 meses vs. 11,2 meses; <em>hazard ratio</em> [HR]=0,79; IC de 95%: 0,65-0,96; p=0,02). Sacituzumab govitecano também demonstrou uma redução de 34% no risco de progressão da doença ou morte (PFS mediana: 5,5 <em>versus</em> 4,0 meses; HR: 0,66; 95% CI: 0,53-0,83; p=0,0003). Três vezes mais mulheres estavam livres de progressão da doença ao fim de 1 ano quando tratadas com sacituzumab govitecano, em comparação com o tratamento à escolha do médico (21% vs. 7%).(ii)</p>
<p>“A recente aprovação de financiamento do sacituzumab govitecano vem colmatar uma lacuna terapêutica importante no tratamento do cancro da mama com receptores hormonais positivos e HER2 negativo, irressecável ou metastático, numa fase da doença em que as alternativas disponíveis são já muito limitadas”, refere Miguel Barbosa, diretor de Serviço de Oncologia na Unidade Local de Saúde de São João. “Para as doentes com doença avançada previamente tratadas com terapêutica hormonal e pelo menos dois tratamentos sistémicos adicionais, esta decisão permite agora o acesso a um fármaco que, em comparação com a quimioterapia, demonstrou prolongar a sobrevivência livre de progressão e a sobrevivência global. Na prática, permite-nos prolongar a vida das nossas doentes, com a doença controlada e com a melhor qualidade de vida possível”, conclui.</p>
<p>No estudo TROPiCS-02, sacituzumab govitecano também melhorou significativamente as medidas adicionais do <em>endpoint</em> secundário, incluindo a taxa de resposta objetiva e o tempo até à deterioração (TTD) avaliado pelo Estado de Saúde Global/Qualidade de Vida e a Escala de Fadiga de acordo com o EORTC-QLQ-C30. Não foi observada diferença estatisticamente significativa no TTD na Escala de Dor.(ii)</p>
<p>O perfil de segurança de sacituzumab govitecano está bem caraterizado e é consistente com estudos anteriores, não tendo sido identificados novos sinais de segurança nesta população de doentes. No TROPiCS-02, as reações adversas graves mais frequentes (&gt;1%) foram diarreia (5%), neutropenia febril (4%), neutropenia (3%) e dor abdominal, colite, colite neutropénica, pneumonia e vómitos (2% cada). Nenhum doente tratado com sacituzumab govitecano no TROPiCS-02 registou doença pulmonar intersticial (DPI). No estudo TROPiCS-02, a taxa de descontinuação devido a reações adversas foi de 6% para sacituzumab govitecano e de 4% para os doentes tratados com quimioterapia de agente único.(iii)</p>
<p><strong>Sobre o Estudo TROPiCS-02 (iii)</strong></p>
<p>O estudo TROPiCS-02 é um estudo global, multicêntrico, aberto, de Fase 3, aleatorizado 1:1 para avaliar sacituzumab govitecano versus a quimioterapia à escolha do médico (eribulina, capecitabina, gemcitabina ou vinorelbina) em 543 doentes com cancro da mama HR+/HER2- metastático que foram previamente tratadas com terapia endócrina, inibidor CDK4/6 e duas a quatro linhas de quimioterapia para doença metastática. O <em>endpoint</em> primário é a sobrevivência livre de progressão de acordo com os Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos (RECIST 1.1), conforme avaliado por uma revisão central independente e cega (BICR) para os participantes tratados com sacituzumab govitecano em comparação com os tratados com quimioterapia. Os <em>endpoints</em> secundários incluem a sobrevivência global, a taxa de resposta global, a taxa de benefício clínico e a duração da resposta, bem como a avaliação da segurança e tolerabilidade e as medidas de qualidade de vida. No estudo, a negatividade HER2 foi definida de acordo com os critérios da <em>American Society of Clinical Oncology</em> (ASCO) e do <em>College of American Pathologists</em> (CAP) como uma pontuação de imunohistoquímica (IHC) de 0, IHC 1+ ou IHC 2+ com um teste de hibridização in-situ (ISH) negativo. Mais informações sobre o TROPiCS-02 estão disponíveis em <a href="https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03901339" target="_blank" rel="noopener">https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03901339</a>.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>1.Relatórios de avaliação de financiamento público – INFARMED, I.P. – Trodelvy, disponivel em <a href="https://www.infarmed.pt/web/infarmed/relatorios-deavaliacao-de-financiamentopublico" target="_blank" rel="noopener">https://www.infarmed.pt/web/infarmed/relatorios-deavaliacao-de-financiamentopublico</a></p>
<p>ii Rugo HS, Schmid P, Tolaney SM, Dalenc F, Marmé F, Shi L, et al. Health-related quality of life with sacituzumab govitecan in HR+/HER2− metastatic breast cancer in the phase III TROPiCS-02 trial. Oncologist. 2024;29(9):768-779</p>
<p>iii Rugo HS, et al. Sacituzumab govitecan in hormone receptor–positive/human epidermal growth factor receptor</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/aprovado-financiamento-publico-para-o-tratamento-do-cancro-da-mama-hr-her2-metastatico-previamente-tratado/">Aprovado financiamento público para o tratamento do cancro da mama HR+/HER2 metastático previamente tratado</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lupus eritematoso sistémico: nova caneta pré-cheia aprovada em Portugal para autoadministração subcutânea em adultos</title>
		<link>https://mediconews.pt/lupus-eritematoso-sistemico-nova-caneta-pre-cheia-aprovada-em-portugal-para-autoadministracao-subcutanea-em-adultos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 14:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46632</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tratamento do lupus eritematoso sistémico ganha nova opção de administração subcutânea em Portugal. Já disponível a partir de agosto de 2026, a nova apresentação em caneta pré-cheia possibilita a autoadministração semanal de um biológico fora do meio hospitalar. A medida assegura os mesmos benefícios de redução da atividade da patologia e segurança já demonstrados pela via intravenosa, respondendo ao compromisso de personalizar os cuidados de saúde.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/lupus-eritematoso-sistemico-nova-caneta-pre-cheia-aprovada-em-portugal-para-autoadministracao-subcutanea-em-adultos/">Lupus eritematoso sistémico: nova caneta pré-cheia aprovada em Portugal para autoadministração subcutânea em adultos</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Anifrolumab foi financiado em Portugal pelo INFARMED para administração subcutânea através de uma caneta pré-cheia, permitindo a autoadministração em doentes adultos com lupus eritematoso sistémico (LES) ativo moderado a grave, positivo para autoanticorpos apesar da terapêutica padrão.(1)</p>
<p>Esta aprovação nacional segue a decisão da Comissão Europeia, que autorizou a administração subcutânea de anifrolumab na União Europeia, na sequência do parecer positivo do Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP). A aprovação teve por base os resultados positivos do estudo de fase III TULIP-SC, no qual a administração subcutânea de anifrolumab demonstrou uma redução estatisticamente significativa e clinicamente relevante da atividade da doença, em comparação com placebo, em doentes com LES ativo moderado a grave, positivo para autoanticorpos, sob terapêutica padrão.(2,3)</p>
<p>O LES é uma doença autoimune, crónica e complexa, em que o sistema imunitário ataca os tecidos saudáveis do organismo.(4) Com manifestações muito variadas e impacto significativo na qualidade de vida dos doentes, o LES pode afetar diversos órgãos e associar-se a diferentes sintomas, nomeadamente dor, manifestações cutâneas, fadiga, inchaço nas articulações e febre.(4-6)</p>
<p>A nova apresentação subcutânea de anifrolumab destina-se a ser administrada através de uma caneta pré-cheia de 120 mg, uma vez por semana. Até agora, a terapêutica estava disponível sob a forma de perfusão intravenosa, administrada por profissionais de saúde em contexto hospitalar ou clínico. A nova opção subcutânea permite que os doentes possam autoadministrar o tratamento fora do contexto clínico, ou fazê-lo com o apoio de um profissional de saúde ou cuidador.(1) A AstraZeneca disponibiliza no mercado português, a partir de 1 de agosto de 2026, esta nova alternativa terapêutica.</p>
<p>Para Hugo Martinho, diretor médico da AstraZeneca Portugal, “esta aprovação representa um passo importante na resposta às necessidades das pessoas que vivem com LES em Portugal. Ao disponibilizar uma opção de administração subcutânea, reforçamos a possibilidade de adaptar o tratamento à vida dos doentes, mantendo os benefícios clínicos já demonstrados na redução da atividade da doença. Este é também um avanço alinhado com o compromisso da AstraZeneca em contribuir para uma abordagem cada vez mais personalizada, eficaz e centrada no doente”.</p>
<p>O perfil de segurança de anifrolumab observado no estudo TULIP-SC foi consistente com o perfil clínico conhecido do medicamento administrado por perfusão intravenosa.(3) Os resultados interinos do TULIP-SC foram apresentados no congresso anual <em>American College of Rheumatology Convergence</em> 2025.</p>
<p><strong>Sobre o lupus eritematoso sistémico</strong></p>
<p>O lupus eritematoso sistémico é uma doença autoimune crónica e complexa, na qual o sistema imunitário ataca tecidos saudáveis do organismo. Pode afetar vários órgãos e sistemas e ter impacto significativo na qualidade de vida, na autonomia e na atividade profissional e pessoal dos doentes.(4,6)</p>
<p>A doença afeta sobretudo mulheres, muitas vezes em idade jovem e ativa, mas pode também surgir em homens, nos quais, embora menos frequente, pode estar associada a manifestações particularmente graves. A sua natureza imprevisível, com períodos de exacerbação e remissão, torna essencial uma abordagem terapêutica individualizada, orientada para o controlo da atividade da doença, a prevenção de dano de órgão e a redução da exposição prolongada a corticosteroides.(2,7-9)</p>
<p><strong>Sobre o estudo TULIP-SC</strong></p>
<p>O TULIP-SC é um estudo de fase III, multicêntrico, aleatorizado, duplamente cego e controlado por placebo, desenhado para avaliar a eficácia e segurança da administração subcutânea de anifrolumab, em comparação com placebo, em adultos entre os 18 e os 70 anos com LES ativo moderado a grave, positivo para autoanticorpos, sob terapêutica padrão.</p>
<p>A redução da atividade da doença foi avaliada através do índice BICLA (<em>British Isles Lupus Assessment Group-based Composite Lupus Assessment</em>) à semana 52. Este parâmetro exige melhoria em todos os órgãos com atividade da doença no início do estudo, sem novas exacerbações.(3)</p>
<p><strong>Sobre anifrolumab</strong></p>
<p>Anifrolumab é um anticorpo monoclonal humano que se liga à subunidade 1 do recetor do interferão tipo I, bloqueando a atividade deste interferão. Os interferões tipo I são citocinas envolvidas na regulação de vias inflamatórias implicadas no lupus eritematoso sistémico. (1,10)</p>
<p>Anifrolumab continua a ser avaliado noutras doenças em que o interferão tipo I desempenha um papel relevante, incluindo lupus eritematoso cutâneo, miosites, esclerose sistémica e nefrite lupica.(11-14)</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>1.RCM de Saphnelo®, disponível em <a href="http://www.infarmed.pt" target="_blank" rel="noopener">www.infarmed.pt</a> acedido em julho de 2026;</p>
<p>2.Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP). Assessment Report – Saphnelo® (anifrolumab). Procedure No. EMEA/H/C/004975/X/0023. EMA/348230/2025, 16 October 2025. Disponível em <a href="http://www.ema.europa.eu" target="_blank" rel="noopener">www.ema.europa.eu</a> acedido em julho de 2026;</p>
<p>3.Manzi S, et al. Arthritis Rheumatol 2026; 78: 1258-1267</p>
<p>4.Mosca M, et al. Clin Exp Rheumatol 2025; 43: 517-525;</p>
<p>5.Cornet A, et al. Lupus Sci Med 2022; 9: e000656;</p>
<p>6.Kaul A, et al. Nat Rev Dis Primers. 2016;2:16039;</p>
<p>7.Fanouriakis A, et al. Ann Rheum Dis. 2024 ;83(1):15-29;</p>
<p>8.Tian J, et al. Ann Rheum Dis. 2023;82:351-356;</p>
<p>9.Fanouriakis A, et al. Ann Rheum Dis. 2021;80:14-25;</p>
<p>10.López de Padilla CM, et al. Gene 2016; 576: 14-21;</p>
<p>11.Clinicaltrials.gov. A 2-stage, Phase III Study to Investigate the Efficacy and Safety of Anifrolumab in Adults With Chronic and/ or Subacute Cutaneous Lupus Erythematosus (LAVENDER). Disponível em: <a href="https://clinicaltrials.gov/study/NCT06015737" target="_blank" rel="noopener">https://clinicaltrials.gov/study/NCT06015737</a>. Acedido em julho de 2026;</p>
<p>12.Clinicaltrials.gov. A Study to Investigate the Efficacy and Safety of Anifrolumab Administered as Subcutaneous Injection and Added to Standard of Care Compared With Placebo Added to Standard of Care in Adult Participants With Idiopathic Inflammatory Myopathies (Polymyositis and Dermatomyositis) (JASMINE). Disponível em: <a href="https://clinicaltrials.gov/study/NCT06455449" target="_blank" rel="noopener">https://clinicaltrials.gov/study/NCT06455449</a>. Acedido em julho de 2026;</p>
<p>13.Clinicaltrials.gov. Determine Effectiveness of Anifrolumab In SYstemic Sclerosis (DAISY). Disponível em: <a href="https://clinicaltrials.gov/study/NCT05925803" target="_blank" rel="noopener">https://clinicaltrials.gov/study/NCT05925803</a>. Acedido em julho de 2026;</p>
<p>14.ClinicalTrials.gov. Phase 3 Study of Anifrolumab in Adult Patients With Active Proliferative Lupus Nephritis (IRIS). Disponível em: <a href="https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT05138133" target="_blank" rel="noopener">https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT05138133</a>. Acedido em julho de 2026.</p>
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		<title>Medstock: estudantes de Medicina criam solução digital para localizar medicamentos em falta</title>
		<link>https://mediconews.pt/medstock-estudantes-de-medicina-criam-solucao-digital-para-localizar-medicamentos-em-falta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 11:31:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46602</guid>

					<description><![CDATA[<p>A escassez e as ruturas de <em>stock</em> de medicamentos essenciais continuam a representar um desafio crítico para doentes crónicos e profissionais de saúde. Para dar resposta a este problema, <strong>Maria Inês Pinheiro</strong>, <strong>Fabiana Lu</strong> e <strong>Iara Caldeira</strong>, estudantes de Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), desenvolveram a aplicação Medstock, uma ferramenta concebida para ajudar os utentes a localizar rapidamente os tratamentos de que necessitam nas farmácias mais próximas. Para compreender como a tecnologia e o ecossistema digital podem otimizar a adesão terapêutica e simplificar o percurso dos doentes, a News Farma conversou com as futuras médicas após a apresentação deste projeto na sessão “Ctrl + Alt + Cure: Students building medical AI!”, durante a Medica AI – The Conference 2026, realizada a 16 de julho na Fundação Champalimaud. Confira os testemunhos em vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="MARIA PINHEIRO" src="https://player.vimeo.com/video/1211433856?h=7ffa4193cf&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
A génese do projeto foi explicada por Maria Inês Pinheiro, que recordou que a ideia surgiu no contexto de um desafio académico em que a equipa teve de “encontrar uma solução para um problema real no mundo da Saúde” no prazo de uma semana. A estudante relatou que a inspiração veio de softwares de inventário utilizados noutros setores, adaptando o conceito para criar “uma ajuda nas farmacêuticas” que respondesse às dificuldades identificadas no dia a dia.</p>
<p>“Nós percebemos que isto é um problema real: a falta de saber onde ir buscar um medicamento, saber se está disponível ou não”, sublinhou Maria Inês Pinheiro, destacando que o objetivo principal foi preencher essa lacuna de informação para os doentes.<br />
<iframe title="FABIANA LU" src="https://player.vimeo.com/video/1211433738?h=3960d914e6&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Sobre o funcionamento e a motivação do Medstock, Fabiana Lu detalhou que a app nasceu da observação direta do contacto com os doentes na área de Medicina Geral e Familiar, onde constataram que pessoas com doenças crónicas enfrentavam sérias dificuldades para obter terapêuticas específicas. “[Os utentes] têm uma certa dificuldade em encontrar estes medicamentos mais raros em certas farmácias, então podem ter um tempo de espera de meses ou até mesmo anos”, explicou, acrescentando que essa escassez gera frustração nos utentes.</p>
<p>A estudante de Medicina clarificou que, com esta aplicação, o utente pode “pesquisar os medicamentos de que precisa”, aparecendo depois “as farmácias mais próximas que têm em stock a fórmula de que precisam para o seu tratamento”.<br />
<iframe loading="lazy" title="IARA CALDEIRA" src="https://player.vimeo.com/video/1211433739?h=bf9bea77d1&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Por fim, Iara Caldeira abordou o estado atual do desenvolvimento da Medstock e os desafios futuros, esclarecendo que a plataforma “ainda não está disponível na App Store ou na Play Store”, embora a equipa se mantenha “bastante otimista com o futuro”. A futura médica identificou a integração técnica como o principal obstáculo a superar: “Talvez seria o contacto com as farmácias e fazer com que elas todas concordassem em aderir à nossa aplicação e mudar um bocadinho o seu software”.</p>
<p>Apesar dessa barreira, Iara Caldeira reforçou que o foco permanece nos utentes, promovendo “melhores adesões terapêuticas” para que os doentes não desistam dos tratamentos, o que “também acaba por ajudar os médicos” no seguimento de doentes com patologias crónicas.</p>
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		<title>Última chamada para o Prémio Bial de Medicina Clínica 2026: candidaturas abertas até 31 de agosto</title>
		<link>https://mediconews.pt/ultima-chamada-para-o-premio-bial-de-medicina-clinica-2026-candidaturas-abertas-ate-31-de-agosto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 09:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46515</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Fundação Bial tem a decorrer, até 31 de agosto, as candidaturas à 22.ª edição do Prémio Bial de Medicina Clínica, uma iniciativa que distingue uma obra intelectual original de índole médica e de tema livre, com uma componente de investigação clínica associada. Com um valor de 100 mil euros, o prémio principal inclui também a publicação em primeira edição exclusiva, impressa e/ou digital, do trabalho vencedor. O júri poderá ainda atribuir até duas Menções Honrosas, no valor de 10 mil euros cada. As candidaturas à edição de 2026 serão avaliadas por um júri presidido pelo médico reumatologista e professor catedrático Jaime Branco.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Criado com o objetivo de reconhecer e valorizar a excelência da investigação clínica em Portugal, o Prémio Bial de Medicina Clínica afirma-se, há mais de quatro décadas, como uma das mais relevantes distinções nacionais na área da Medicina, premiando trabalhos que contribuem para o avanço do conhecimento e para a melhoria da prática clínica.</p>
<p>O painel integra Miguel Castelo-Branco (Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior), Helena Cortez-Pinto (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa), Henrique Cyrne Carvalho (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto), Ricardo Fontes de Carvalho (Faculdade de Medicina da Universidade do Porto), Cristina Nogueira-Silva (Escola de Medicina da Universidade do Minho), Roberto Palma dos Reis (Faculdade de Ciências Médicas | Nova Medical School da Universidade NOVA de Lisboa), Isabel Palmeirim (Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve) e Isabel Santana (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra).</p>
<p>“A pouco mais de um mês do encerramento das candidaturas, este é o momento para desafiar a comunidade médica e científica a submeter trabalhos que reflitam a qualidade, a inovação e o impacto da investigação clínica que se faz em Portugal. O Prémio Bial de Medicina Clínica tem sido um espaço de reconhecimento dessa excelência e do contributo da investigação para a melhoria dos cuidados de saúde”, afirma Jaime Branco, presidente do júri.</p>
<p>Desde a sua criação, o Prémio Bial de Medicina Clínica analisou 720 obras candidatas e mobilizou 1853 investigadores, médicos e cientistas. Em 21 edições, distinguiu 111 trabalhos de 316 autores, tendo sido editadas e distribuídas gratuitamente aos profissionais de saúde 44 obras premiadas, num total de mais de 326 mil exemplares.</p>
<p>Para Luís Portela, presidente da Fundação Bial, “o Prémio Bial de Medicina Clínica continua a afirmar-se como um instrumento de valorização da investigação clínica e da produção científica com impacto real na prática médica. Com as candidaturas ainda a decorrer até 31 de agosto, queremos incentivar investigadores e clínicos a apresentarem os seus trabalhos e a integrarem a história de um prémio que tem distinguido alguns dos mais relevantes contributos para a medicina em Portugal”.</p>
<p>Mais informações sobre esta edição, incluindo o regulamento e submissão de candidaturas, estão disponíveis <a href="https://www.fundacaobial.com/premios/premio-bial-de-medicina-clinica" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>CE aprova o primeiro conjugado anticorpo-fármaco em primeira linha para o cancro da mama triplo-negativo metastático</title>
		<link>https://mediconews.pt/ce-aprova-o-primeiro-conjugado-anticorpo-farmaco-em-primeira-linha-para-o-cancro-da-mama-triplo-negativo-metastatico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 08:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46480</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia (CE) concedeu a autorização de introdução no mercado a uma nova opção de tratamento com um conjugado anticorpo-fármaco (ADC), em monoterapia, para doentes adultos com cancro da mama triplo-negativo (CMTN) localmente avançado, irressecável ou metastático, que não tenham recebido terapêutica sistémica prévia e não sejam candidatos a inibidores de PD-1 ou PD-L1. Trata-se da primeira terapêutica desta classe a ser aprovada para o tratamento de primeira linha deste subtipo agressivo na União Europeia (UE), preenchendo uma lacuna terapêutica sem novas opções de primeira linha há cerca de duas décadas. A decisão baseia-se nos resultados do estudo de Fase 3 ASCENT-03, que demonstrou uma redução de 38% no risco de progressão da doença ou morte em comparação com a quimioterapia convencional.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Os anticorpos conjugados com quimioterapia estão a transformar o tratamento de todos os subtipos de cancro da mama. O sacituzumab govitecano já em uso na prática clínica, com os resultados deste estudo ASCENT-03, vem reforçar o seu papel numa fase mais precoce do tratamento do cancro da mama triplo negativo metastático. O cancro da mama triplo negativo é um subtipo de cancro da mama mais agressivo e geralmente associado a mulheres mais jovens, onde escasseiam opções terapêuticas eficazes.”, afirmou Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia.</p>
<p>“Verificamos, através dos resultados do estudo ASCENT-03 que o uso de sacituzumab govitecano no tratamento do cancro da mama triplo negativo metastizado, quando não está indicada a quimioterapia com imunoterapia, consegue um maior controle da doença (face às atuais opções de tratamento), com impacto clínico significativo. Este tratamento atrasa a progressão da doença com diminuição do risco de progressão ou morte de 38%”, concluiu Gabriela Sousa.</p>
<p>Para muitas pessoas que vivem com CMTN metastático, a forma mais agressiva de cancro da mama, a terapia de primeira linha pode ser a sua única opção de tratamento, o que cria uma necessidade urgente de opções terapêuticas eficazes que possam ser utilizadas o mais cedo possível.</p>
<p>“Esta aprovação representa um avanço significativo na forma como tratamos as pessoas com CMTN metastático não previamente tratado na Europa”, afirmou Mika Kakefuda Derynck, MD, <em>senior vice president</em>, <em>Clinical Development</em>, <em>Oncology</em> da Gilead Sciences. “Há muito que reconhecemos os desafios que os doentes e os médicos enfrentam com este cancro agressivo e acreditamos que esta aprovação irá proporcionar uma nova opção, tão necessária, às pessoas com CMTN metastático.”</p>
<p>A autorização de introdução no mercado concedida pela CE baseia-se nos dados do estudo de Fase 3 ASCENT-03, que demonstrou uma sobrevivência livre de progressão altamente significativa estatisticamente e clinicamente relevante para esta terapêutica, em comparação com a quimioterapia de referência como tratamento de primeira linha. No estudo ASCENT-03, sacituzumab govitecano demonstrou uma redução de 38% no risco de progressão da doença ou morte em doentes que não são candidatos a inibidores de PD-1/PD-L1. O estudo ASCENT-03 utilizou um crossover centrado no doente, o que permitiu que os doentes do grupo da quimioterapia recebessem sacituzumab govitecano após a progressão da doença. A aprovação da CE, baseada na solidez dos dados relativos à sobrevivência livre de progressão, confirma o objetivo do estudo de demonstrar que a utilização precoce do sacituzumab govitecano proporciona um benefício clínico em relação à quimioterapia para doentes com CMTN metastático.</p>
<p><strong>Sobre o cancro da mama triplo-negativo em doentes que não são candidatas ao tratamento com inibidores de PD-1/PD-L1</strong></p>
<p>O CMTN é o tipo mais agressivo de cancro da mama e tem sido, historicamente, difícil de tratar, representando aproximadamente 15% de todos os cancros da mama. O CMTN afeta de forma desproporcional mulheres mais jovens, na pré-menopausa, bem como mulheres negras e hispânicas. As células do CMTN não possuem recetores de estrogénio e progesterona e apresentam uma expressão limitada de HER2. Devido à natureza do CMTN, as opções de tratamento são extremamente limitadas em comparação com outros tipos de cancro da mama. O CMTN apresenta uma probabilidade mais elevada de recorrência e metástases do que outros tipos de cancro da mama. O tempo médio até à recorrência metastática no CMTN é de aproximadamente 2,6 anos, em comparação com 5 anos para outros cancros da mama, e a taxa de sobrevivência relativa a cinco anos é muito mais baixa. Entre as mulheres com CMTN metastático, a taxa de sobrevivência a cinco anos é de 12%, em comparação com 28% para aquelas com outros tipos de cancro da mama metastático (CMm).</p>
<p><strong>Sobre sacituzumab govitecano</strong></p>
<p>Sacituzumab govitecan-hziy é um conjugado anticorpo-fármaco dirigido ao Trop-2. O Trop-2 é um antígeno da superfície celular sobreexpressa em múltiplos tipos de tumores, incluindo em mais de 90% dos cancros da mama e do pulmão. Sacituzumab govitecano foi concebido intencionalmente com um ligante hidrolisável patenteado ligado ao SN-38, um inibidor da topoisomerase I. Esta combinação única proporciona uma atividade potente tanto nas células que expressam o Trop-2 como no microambiente tumoral, através de um efeito de <em>bystander</em>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/ce-aprova-o-primeiro-conjugado-anticorpo-farmaco-em-primeira-linha-para-o-cancro-da-mama-triplo-negativo-metastatico/">CE aprova o primeiro conjugado anticorpo-fármaco em primeira linha para o cancro da mama triplo-negativo metastático</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Colocar o doente no centro e capacitar os profissionais: a verdadeira transformação da IA na saúde</title>
		<link>https://mediconews.pt/colocar-o-doente-no-centro-e-capacitar-os-profissionais-a-verdadeira-transformacao-da-ia-na-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 08:47:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46462</guid>

					<description><![CDATA[<p>A expansão rápida da inteligência artificial (IA) nos cuidados de saúde está a exigir um olhar renovado sobre a forma como o setor se organiza e interage com as pessoas. No âmbito da terceira e última edição da Medica AI – The Conference 2026, realizada a 16 de julho na Fundação Champalimaud, <strong>Pedro Gouveia</strong>, co-organizador do evento e diretor médico do Laboratório de Cirurgia Digital (DSL) da instituição, defendeu, em entrevista à News Farma, que a verdadeira transformação impulsionada pela tecnologia deve começar por reorganizar os processos humanos antes da adoção de algoritmos. Assista às declarações.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Relativamente ao impacto das novas tecnologias na relação clínica, Pedro Gouveia começou por sublinhar que a verdadeira revolução não vai nascer da tecnologia em si, mas sim da forma como as pessoas se organizam. O especialista lembrou que “os sistemas de saúde não foram criados para o advento da inteligência artificial” e que, por isso, surge uma assimetria disruptiva entre as ferramentas disponíveis e a rigidez estrutural das instituições. Para inverter este cenário e superar a resistência natural às mudanças, co-organizador do evento defendeu que, em primeiro lugar, é necessário “organizar os nossos processos muito humanos para pensarmos de forma diferente”, preparando o terreno para uma prestação de cuidados renovada.</p>
<p>A mudança mais profunda, contudo, residirá no papel desempenhado pelo doente dentro de todo o fluxo de cuidados. Pedro Gouveia explicou que o paradigma atual peca por ser “hospitalocêntrico”, fazendo com que o doente assuma um papel passivo em relação ao sistema. “A maior transformação, de facto, vai ser que o doente vai ser colocado no centro do sistema, que é onde ele merece estar e que hoje não está”, apontou, clarificando que o modelo futuro funcionará com “o doente a serviço do sistema e o sistema a apoiá-lo”. Esta conectividade contínua permitirá acompanhar o doente não apenas no tratamento da doença, mas, “sobretudo, na prevenção, no diagnóstico”, tirando partido da saúde digital para garantir longevidade e “qualidade de vida”.</p>
<p>No que diz respeito aos profissionais de saúde, Pedro Gouveia fez questão de desmistificar o receio da automação, garantindo que o foco da IA não é substituir equipas, mas sim “aumentar a capacidade de cada um” para se fazer “mais e melhor em prol dos doentes”. Sublinhando a excelente adesão da comunidade médica a programas de capacitação tecnológica, o diretor médico do DSL destacou o entusiasmo de profissionais sem formação técnica que conseguem hoje criar soluções digitais em poucas horas. “Este é o futuro. Nós queremos que todos os profissionais de saúde possam ter estas experiências de poder co-criar as soluções para o futuro”, concluiu.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Proatividade e ciência da implementação são os pilares da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</title>
		<link>https://mediconews.pt/proatividade-e-ciencia-da-implementacao-sao-os-pilares-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 11:33:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46442</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Ação na HTA – Inovar para Controlar” é o mote da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) em parceria com a Servier Portugal. Esta edição visa distinguir e reconhecer o mérito de iniciativas e trabalhos com aplicabilidade prática e/ou clínica que tenham por objetivo fomentar a ciência da implementação, ou seja, a proatividade e ações concretas na gestão dos doentes hipertensos, com potencial de gerar resultados concretos no controlo da hipertensão arterial, o principal fator de risco cardiovascular em Portugal. As candidaturas já estão abertas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/proatividade-e-ciencia-da-implementacao-sao-os-pilares-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/">Proatividade e ciência da implementação são os pilares da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta iniciativa surge integrada no conjunto de ações destinadas a profissionais de saúde que a SPH está a implementar no âmbito do projeto estratégico “Missão 70/26”. O objetivo final continua a ser o mesmo: conseguir que, até ao fim de 2026, pelo menos 70% dos doentes hipertensos entre os 18 e os 64 anos, que são acompanhados nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal, tenham a sua pressão arterial controlada*.</p>
<p>A organização do Prémio Missão 70/26 reforça que o júri desta 4.ª edição vai valorizar a criatividade, a inovação e a aplicabilidade prática das propostas, com o intuito de encontrar soluções que contribuam para um melhor controlo tensional.</p>
<p>Quem quiser participar já pode submeter os seus trabalhos. O prazo de candidaturas abriu no dia 29 de junho e termina a 30 de novembro de 2026. Todo o processo é feito através do preenchimento de um formulário no <em>website</em> do Prémio.</p>
<p>Os projetos vencedores vão ser anunciados e entregues numa sessão solene durante o XXI Congresso de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, marcado para os dias 18 a 21 de fevereiro de 2027, no Algarve.</p>
<p>Para ler o regulamento e fazer a sua inscrição, aceda a <a href="http://www.missao7026.pt/premio-70-26/" target="_blank" rel="noopener">www.missao7026.pt/premio-70-26/</a>.</p>
<p>*Dados do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/proatividade-e-ciencia-da-implementacao-sao-os-pilares-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/">Proatividade e ciência da implementação são os pilares da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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