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	<title>Arquivo de Psicologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 23 Apr 2026 16:39:05 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Psicologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Identificação precoce e legislação: as chaves para travar o esgotamento profissional</title>
		<link>https://mediconews.pt/identificacao-precoce-e-legislacao-as-chaves-para-travar-o-esgotamento-profissional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 11:27:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do evento Update em Medicina, José Magalhães, professor da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), protagonizou a sessão “<em>Stress vs Burnout:</em> a epidemia silenciosa do trabalho no século XXI”. Durante a sua intervenção, o especialista alertou para a necessidade urgente de as organizações identificarem precocemente os sinais destas condições, que classifica como "silenciosas" devido à ausência de diálogo sobre os sintomas preliminares e à falta de medidas preventivas no ambiente laboral. Assista à entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="Identificação precoce e legislação: as chaves para travar o esgotamento profissional" src="https://player.vimeo.com/video/1184147983?h=91667398a4&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">José Magalhães estabeleceu uma distinção clara entre os dois fenómenos, definindo o <em>stress</em> como um metabolismo interno que, na sua origem, é positivo e nos mantém vivos. Enquanto o <em>stress</em> é caracterizado por um estado visível, com comportamentos de irritabilidade, o <i>burnout</i> manifesta-se de uma forma silenciosa e tridimensional que envolve exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Segundo o professor, o <i>burnout</i> progride de um cansaço físico e psicológico extremo para um distanciamento total das tarefas, culminando em erros graves e continuados que o profissional já não consegue detetar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Para combater esta realidade, o docente da UAL defende que o cumprimento da legislação em vigor em Portugal resolveria cerca de 85% dos casos de <em>stress</em> negativo e <i>burnout</i>, tanto no setor público como no privado. Além da responsabilidade das empresas, José Magalhães sublinha a importância da autoproteção individual, incentivando a adoção de estratégias fora do mundo laboral. Entre as recomendações destacam-se o convívio com família e amigos e a prática de pelo menos 30 minutos de exercício físico diário, como passeios em locais aprazíveis, permitindo que as questões negativas do trabalho sejam mitigadas no momento do regresso à atividade.</p>
<p class="MsoNormal">O Update em Medicina decorreu entre os dias 16 a 18 de abril em Albufeira.</p>
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		<title>Novos tempos, novos lugares: a Saúde Mental em perspetiva</title>
		<link>https://mediconews.pt/novos-tempos-novos-lugares-a-saude-mental-em-perspetiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 08:29:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Marco Torrado</strong>, coordenador de Psicologia no Hospital CUF Tejo e professor auxiliar convidado na NOVA <em>Medical School</em>, assinala o Dia Mundial da Saúde Mental através de um artigo de opinião. Não só reforça o estigma que permanece na população geral como assinala os equívocos que permanecem entre os profissionais de saúde. Por fim, chama a atenção para o I Encontro de Inovação e Promoção da Saúde Mental, evento que vai acontecer nos dias 10 e 11 de outubro, no Hospital CUF Tejo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os equívocos em torno da doença mental não se semeiam, apenas, entre a população geral. Existem também entre pessoas com maior nível de literacia e até entre profissionais de saúde. É essencial uma mudança de paradigma na promoção da Saúde Mental.</em></p>
<p>Num contexto sociopolítico global exigente e áspero, aproximamo-nos de mais um 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental. Pensar a Saúde Mental, nesta conjuntura, pode parecer mera utopia. Em boa verdade, limita, certamente, a possibilidade de aceder, com alguma criatividade, a novos caminhos para uma Saúde Mental mais ampla e transformadora, capazes de mobilizar pessoas e instituições em torno deste bem comum e necessário.</p>
<p>Mais do que um pretexto &#8211; só por si bastante válido &#8211;  para reiterar a importância da Saúde Mental como pilar determinante de toda a saúde e da qualidade de vida, esta data exige, nos tempos atuais, que possamos fazer mais e melhor, aspirando a ter Saúde Mental para todos.</p>
<p>Longas décadas foram necessárias para que, hoje, seja comummente aceite que a doença mental pode afetar qualquer pessoa, numa qualquer fase da vida, e que prejudica o bem-estar, a integração social e a produtividade. Sabemos de múltiplos fatores de risco que vulnerabilizam para a doença mental, conhecemos melhor as variáveis que reforçam a Saúde Mental, mas as dificuldades em mitigar os primeiros e sustentar continuamente os segundos mantêm-se, de forma expressiva.</p>
<p>O estigma em torno desta área de intervenção, seja nos cuidados, prevenção ou reabilitação, ainda persiste. Constitui uma herança pesada de tempos e lugares áridos dos cuidados em Saúde Mental, mas são tempos e lugares que subsidiam ideias que proliferam, ainda hoje, num certo inconsciente coletivo, que importa desenovelar.</p>
<p>Estas ideias travam a conceção de uma Saúde Mental que é, por direito, de todas as pessoas, nos tempos e lugares do seu desenvolvimento, o que implica que seja promovida em todas as fases da vida, junto das famílias, das escolas, dos contextos de trabalho, e das várias malhas que compõem o tecido social.</p>
<p>Os equívocos em torno da doença mental não se semeiam, apenas, entre a população geral, mas também entre pessoas com maior nível de literacia e, até, entre profissionais de saúde. É que, ao contrário da maior parte das doenças físicas, ainda não dispomos de marcadores absolutamente objetivos &#8211; biológicos ou moleculares, como tantos desejam &#8211; para melhor compreendermos as doenças mentais, um pouco à semelhança dos marcadores de doenças como a hipertensão ou a diabetes.</p>
<p>Não conhecermos em absoluto todos os mecanismos das doenças mentais pode assustar alguns, mas, felizmente, desperta a curiosidade de outros que, com uma visão humanista e sustentada na evidência científica, vão alicerçando conhecimento e ousam inovar, seja na investigação, seja na criação de novos meios para apoiar aqueles que, como pode acontecer a qualquer um de nós, padecem de um sofrimento psíquico.</p>
<p>Tal processo exige resiliência e tolerância, num esforço de mudança paulatina do olhar sobre a Saúde Mental das sociedades, que passa por um reforço da inovação nos cuidados e pela prevenção da doença. Trata-se de um caminho em que importa envolver especialistas e académicos, filósofos e empresários, decisores políticos, pessoas com doença mental e as suas famílias. Todos, sem exceção, podem e devem contribuir, priorizando aquilo que de mais precioso suporta a nossa condição existencial: a relação humana.</p>
<p>Por tudo isto, em junho deste ano, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde de França, no contexto da conferência de alto nível “Mental Health in All Policies: Address Challenges and Design Shared Solutions”, reiteraram a importância de melhor operacionalizar as medidas de promoção da Saúde Mental, nos seus diferentes níveis e junto dos seus atores de intervenção.</p>
<p>Além disso, no passado mês de setembro, a Saúde Mental marcou também, pela primeira vez, a agenda de uma reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual se assumiu que a promoção da Saúde Mental e do bem estar, bem como a prevenção e controlo das doenças não transmissíveis, são fundamentais para o desenvolvimento sustentável das sociedades.</p>
<p>Esta necessária mudança de paradigma será, também, objeto de reflexão no I Encontro de Inovação e Promoção da Saúde Mental CUF, organizado pela CUF <em>Academic Center</em> nos dias 10 e 11 de outubro, no Hospital CUF Tejo. Sob o tema “Novos tempos, novos lugares”, o encontro pretende promover o diálogo entre profissionais de saúde, investigadores e estudantes sobre novas abordagens de promoção da Saúde Mental, os desafios terapêuticos e a importância da prevenção para melhorar a resposta às necessidades da população.</p>
<p>Não esqueçamos que, muito recentemente, durante a pandemia, a Saúde Mental ganhou uma atenção inédita. Ora por curiosidade mediática, ora porque muitos sentiram na pele a sua falta, foram anos em que se falou, pensou e até se investiu, como nunca, na Saúde Mental. Porém, hoje, é parcamente veiculada. Pouco se ouve e discute sobre os impactos na Saúde Mental de gerações marcadas pela guerra ou sobre os efeitos que estas experiências poderão ter nos mais jovens, com aparelhos mentais ainda em construção.</p>
<p>Todos, mas mesmo todos, têm o direito a mais e melhor Saúde Mental. São precisos novos tempos e novos lugares, promovidos em conjunto, para que se cumpra esta ambição, tão essencial quanto exigente e desafiante.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“O Lado Invisível da Diabetes Tipo 1”: projeto de investigação português promove literacia sobre a doença</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-lado-invisivel-da-diabetes-tipo-1-projeto-de-investigacao-portugues-promove-literacia-sobre-a-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 08:29:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Vasco Vicente Costa</strong>, do ISPA – Instituto Universitário, desenvolveu o projeto “O Lado Invisível da Diabetes Tipo 1”, com o intuito de promover a literacia sobre a doença. “O conhecimento em torno da DT1 e as implicações da mesma, nas variadas áreas da nossa vida, devem ser sistematicamente disseminadas e aprofundadas, de modo a promover a literacia junto da população geral”, reflete. Fique a par dos principais objetivos e leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Quem é o responsável deste projeto e quais as entidades envolvidas?</strong></p>
<p><strong>Vasco Vicente Costa (VVC) |</strong> O meu projeto de doutoramento é coordenado e supervisionado por uma equipa de elevada reputação profissional, científica e projeção internacional, constituída pela Prof.ª Doutora Tânia Brandão, Prof.ª Doutora Susana Patton, e Prof.ª Doutora Sónia do Vale, Dr.ª Lurdes Sampaio e pela Prof.ª Doutora Catarina Limbert. Em relação às entidades envolvidas, este projeto beneficia do apoio e colaboração das instituições, Unidade Local de Saúde de Santa Maria – Hospital de Santa Maria, da Unidade Local de Saúde São José – Hospital de Dona Estefânia e Nemours Children’s Health (EUA). Em articulação com estas duas entidades portuguesas, estão a ser desenvolvidos as duas principais investigações do meu projeto de doutoramento.</p>
<p><strong>NF | Como surgiu a ideia deste projeto e quais são os seus principais objetivos?</strong></p>
<p><strong>VVC</strong> | Com “O Lado Invisível da Diabetes Tipo 1” (DT1), pretendi enfatizar e evidenciar o papel invisível dos pais de crianças e adolescentes com DT1, enquanto pilares fundamentais na gestão da doença. A sociedade, decisores e profissionais de saúde tendem a focar-se e intervirem apenas junto das pessoas com o diagnóstico, e frequentemente, nas diversas doenças, os cuidadores e famílias são negligenciados e esquecidos. Adicionalmente, pretende realçar “o lado psicológico” dos pais, que é significativamente influenciado pelas tarefas e gestão rigorosa da DT1, e neste sentido, as suas vozes e experiências devem ser escutadas. Por fim, identificar uma pessoa com o diagnostico de DT1, não é visivelmente fácil, apesar de que atualmente é possível notar-se nos sistemas de monitorização continua da glicemia e nas bombas de insulina, e associar-se à doença em questão. No entanto nem sempre estão visíveis, por diversas questões pessoais e logísticas, e o conhecimento em torno da DT1, e as implicações da mesma nas variadas áreas da nossa vida, devem ser sistematicamente disseminadas e aprofundadas, de modo a promover a literacia junto da população geral. Desta forma, todos estes pontos contribuíram para a composição e elaboração deste título.</p>
<p>Esta ideia derivou essencialmente a partir da minha experiência pessoal, após o meu diagnóstico de DT1. Ao investigar exaustivamente a literatura existente sobre o tópico, deparei-me com a identificação de uma lacuna na literatura, em termos nacionais e internacionais, relacionada com a escassez de estudos nesta área da Psicologia e DT1 e população. Face à pertinência do exposto, decidi implementar este projeto e pretendo no futuro, focar-me do ponto de vista de investigação e intervenção, com as diversas faixas etárias, populações e nos variados momentos da DT1.</p>
<p><strong>NF | Quais são as principais áreas de investigação deste projeto de doutoramento?</strong></p>
<p><strong>VVC</strong> | De forma sucinta, relativamente aos dois principais estudos do meu doutoramento, encontro-me atualmente a desenvolver um estudo longitudinal composto por três momentos de avaliação, com o objetivo de analisar, as relações bidirecionais entre os fatores psicológicos dos pais (acompanhados no Hospital de Dona Estefânia e Santa Maria), nomeadamente o sofrimento psicológico associado DT1, o medo da hipoglicemia e a regulação emocional) e o controlo glicémico dos seus filhos (HbA1c e TIR).</p>
<p>Após o término desta investigação, irei adaptar e implementar uma intervenção psicológica digital e grupal, para o contexto português, intitulada de REDCHIP (Reducing Emotional Distress for Childhood Hypoglycemia in Parents) desenvolvida pela minha orientadora Prof.ª Doutora Susana Patton, nos EUA. Esta é direcionada a pais de crianças até aos oito anos de idade e com o diagnóstico de DT1. Adicionalmente tem o objetivo de intervir no medo de hipoglicemia, sofrimento psicológico associado à gestão da DT1 e nas estratégias de <em>coping</em>, baseadas em componentes da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC).</p>
<p>Além destas investigações, já foi publicada uma revisão sistemática da literatura e submetido um estudo transversal sobre fatores de ajustamento psicológico em pais de jovens com DT1. Adaptaram-se para o contexto português duas escalas que aferem o medo de hipoglicémia e o sofrimento psicológico parental associados à DT1, tendo sido igualmente submetidas. Por fim, muitas mais investigações, irão ser submetidas e publicadas em revistas reputadas, pelo que sugiro e recomendo a quem possuir interesse que acompanhe estes avanços científicos na área da Psicologia e DT1.</p>
<p>Relativamente aos avanços e resultados do projeto, nomeadamente as publicações científicas, apresentações em congressos/conferências, conteúdos psicoeducativos para os pais, podem ser acompanhados no website desenvolvido por mim.</p>
<p>Gostaria, ainda, de agradecer profundamente à Prof.ª Doutora Tânia Brandão, Prof.ª Doutora Susana Patton, e Prof.ª Doutora Sónia do Vale, Dr.ª Lurdes Sampaio e pela Prof.ª Dr.ª Catarina Limbert, pelo suporte constante. Agradecer ao Diretor Clínico Prof. Doutor Rui Tato Marinho do Hospital de Santa Maria pela atenção e apoio ativo para comigo e com o projeto, e aos adjuntos e secretariado do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria, pela colaboração prestada. Agradecer igualmente, a todos os pais/cuidadores, às doutoras e enfermeiras da consulta pediátrica de diabetes do Hospital de Dona Estefânia e Hospital Santa Maria, e aos administrativos da respetiva consulta, no Hospital de Dona Estefânia, pela cooperação constante, que de facto, sem todos estes elementos não era possível a implementação deste projeto. Em suma, agradecer-vos pelo convite e oportunidade, à Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT), à minha faculdade ISPA – Instituto Universitário, e Centro de Investigação William James Center for Research (WJCR – ISPA), pelo apoio.</p>
<p><strong>Sobre Vasco Vicente Costa</strong></p>
<p>Além de doutorando em Psicologia Clínica e da Saúde pelo ISPA – Instituto Universitário, integrado no departamento de Saúde, no Centro de Investigação William James Center for Research (WJCR – ISPA), é bolseiro pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, N.º 2024.00467.BDANA), e leciona na instituição ISPA – Instituto Universitário. Adicionalmente é psicólogo clínico e membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nova bastonária da Ordem dos Psicólogos Portugueses promete lutar por melhores políticas públicas e condições de trabalho</title>
		<link>https://mediconews.pt/fatima-franco-assume-direcao-do-programa-de-doencas-cerebro-cardiovasculares-com-estrategias-de-prevencao-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 10:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Sofia Ramalho</strong> toma posse como a nova bastonária da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) e promete dedicar-se à defesa de melhores políticas públicas para a área da psicologia, assim como à melhoria das condições de trabalho dos profissionais da classe.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No seu discurso de tomada de posse, Sofia Ramalho reafirmou o compromisso da OPP em manter a integridade e os valores democráticos, zelando pelo bem público e pelos interesses dos seus membros. “A Ordem dos Psicólogos Portugueses é, e continuará a ser, uma instituição íntegra, que respeita os valores democráticos e zela pelos interesses de todos os seus membros, e do bem público”, afirmou a nova bastonária.</p>
<p>Sofia Ramalho destacou ainda a necessidade de uma presença mais ativa da OPP nas políticas públicas, defendendo que a Ordem deve exercer um papel mais influente na construção de medidas que impactem positivamente a área da psicologia no país.</p>
<p>A psicóloga sucede a Francisco Miranda Rodrigues, que esteve à frente da OPP durante os últimos oito anos, e agora inicia um novo ciclo na liderança da Ordem, com a ambição de promover a valorização da profissão e contribuir para a evolução do sector.</p>
<h6>Imagem: OPP</h6>
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			</item>
		<item>
		<title>Do stress à conceção: os desafios mentais da fertilidade</title>
		<link>https://mediconews.pt/do-stress-a-concecao-os-desafios-mentais-da-fertilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 10:13:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leia o artigo de opinião de <strong>Ana Carina Valente</strong>, psicóloga e orientadora parental, além de docente no Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA), sobre a relação da saúde mental e emocional com a saúde física na fertilidade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“A relação entre saúde física e mental pode ser complexa, apesar de sabermos que são mutuamente responsáveis pela nossa qualidade de vida e bem-estar, mostra-se necessário que, cada vez mais, se observem as pessoas e as situações numa abordagem biopsicossocial. A fertilidade, é uma das áreas em que o impacto (e a relação) da saúde mental e emocional com a saúde física deve ser considerado.</p>
<p>Por exemplo, inúmeros estudos têm evidenciado o impacto do stress nas alterações hormonais. O caso do cortisol, a chamada “hormona do stress”, que quando presente em níveis elevados tem o potencial de contribuir para alterações hormonais que podem influenciar diretamente a fertilidade. Ainda a salientar que situações de sofrimento psicológico intenso ou stress prolongado, podem resultar em problemas hormonais e provocam alterações nos ciclos menstruais ou alterações na ovulação, dificultando a conceção.</p>
<p>Percebemos também que a “persistência” de emoções negativas, de níveis elevados de ansiedade ou a exaustão emocional, podem contribuir para o aumento de comportamentos de risco para a saúde e para a adoção de hábitos pouco saudáveis, como uma alimentação descuidada, consumo excessivos de álcool ou drogas, sedentarismo, alterações ou aumento do peso, alterações do sono, (…). Estes comportamentos podem afetar o estado de saúde, parecendo criar um círculo vicioso onde a saúde mental e física, “adoecem” mutuamente. Devemos contemplar também, o papel da saúde mental no comprometimento do sistema imunológico (e.g. depressão, stress) e o impacto do sofrimento psicológico e emocional no relacionamento amoroso, causando muitas vezes, isolamento, distanciamento ou diminuição do desejo sexual.</p>
<p>Estes exemplos devem fazer-nos refletir sobre a relação que existe entre saúde mental e a fertilidade: parecem estar intrinsecamente ligadas o que demonstra a importância temática, refletida nos resultados do III Inquérito FutURe, realizado pela Merck junto de mais de 9.000 jovens das Gerações Z e Millennial de 15 países, um dos quais Portugal, que mostra que quase metade desta população no nosso país sentem desconforto emocional frequentemente, sendo a incerteza sobre o planeamento familiar futuro um dos aspetos que mais motivam o seu mal-estar.</p>
<p>É importante agir. Existe, de facto, a necessidade de abordar os problemas emocionais e psicológicos como parte integrante dos cuidados com a fertilidade. Entender esta relação e procurar formas de ajudar e minimizar as consequências negativas destas dimensões na vida das pessoas, não esquecer que vivemos em contexto de crise de natalidade por toda a Europa. E esta reflexão tem que ser feita, do poder político às empresas, passando pelos profissionais de saúde, todos os que possam tomar medidas para a mudança, têm a responsabilidade de AGIR.</p>
<p><strong>Saúde psicológica e emocional e os problemas financeiros</strong></p>
<p>O mesmo inquérito realizado pela Merck, diz-nos que a componente financeira é uma das razões mais referenciadas para o desconforto emocional nos jovens. A ansiedade, por exemplo, vai impactar os níveis de stress diminuindo os níveis de bem-estar e a nossa saúde física e mental.</p>
<p>Como já referido, o contributo que este pode ter para as alterações hormonais, quadros de exaustão física e emocional, depressão, como consequência a saúde reprodutiva pode ser afetada.</p>
<p>A ansiedade financeira pode ter particular influência, no adiamento da decisão de constituir família, ‘empurrando’ o desejo de engravidar para fases financeiramente mais estáveis, o que coincide muitas vezes com fases mais tardias do ciclo vital, em que o potencial reprodutivo pode ter diminuído (como acontece a partir dos 35 anos). Observemos também pessoas com condições socioeconómicas mais precárias (ou com baixo rendimento), que revelam ter hábitos e estilos de vida menos saudáveis – má nutrição, ausência de exercício físico, cuidados de saúde insuficientes &#8211; fatores estes, que podem agravar os problemas de saúde reprodutiva, criando barreiras adicionais para aqueles que desejam engravidar. Por fim, é importante não esquecer os níveis de educação mais baixos, podem também relacionar-se com um menor nível de literacia ou menos informação sobre saúde, neste caso a reprodutiva, contribuindo para escolhas menos informadas e para uma menor compreensão dos fatores que influenciam a fertilidade.&#8221;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Burnout é apenas uma das muitas possibilidades de manifestação de desequilíbrio”</title>
		<link>https://mediconews.pt/burnout-e-apenas-uma-das-muitas-possibilidades-de-manifestacao-de-desequilibrio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 11:31:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=37514</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na sequência do Dia Mundial da Saúde Mental, <strong>Catarina Gonçalves</strong>, career consultant da Mercer Portugal, discute os desafios e soluções para a Saúde Mental no ambiente corporativo, com base nos dados estatísticos mais recentes divulgados pela empresa, a 10 de outubro. Em entrevista, destaca o aumento das preocupações com o <em>burnout</em> entre os colaboradores, atribuindo o crescimento a fatores como pressão financeira, exaustão e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional. Veja a entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/burnout-e-apenas-uma-das-muitas-possibilidades-de-manifestacao-de-desequilibrio/">“Burnout é apenas uma das muitas possibilidades de manifestação de desequilíbrio”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | O estudo afirma que 82% dos colaboradores estão preocupados com a possibilidade de <em>burnout</em>. A que fatores se deve esta preocupação tão elevada?</strong></p>
<p><strong>Catarina Gonçalves (CG)</strong> | Os riscos de deterioração da Saúde Mental surgem em 8.º lugar no nosso relatório People Risk 2024. Os números relacionados com a preocupação de possibilidade de <em>burnout</em> têm registado um aumento desde 2020 (63%) até 2024 (82%). <em>Burnout</em> é apenas uma das muitas possibilidades de manifestação de desequilíbrio, pelo que é importante abordar o tema de forma integrada e holística: bem-estar físico, emocional, mental, espiritual e financeiro. Segundo o Global Talent Trends 2024 (GTT) da Mercer, as cinco principais causas reportadas para esta preocupação passam por: pressão financeira (43%), exaustão (40%), carga de trabalho excessiva (37%), demasiadas ferramentas digitais (32%) e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional (29%). Nestas percentagens, encontramos um pouco de todas as dimensões representadas, sendo ainda relatado como um fator de risco o desalinhamento entre os seus próprios valores e os valores do seu empregador (um em cada cinco colaboradores).</p>
<p><strong>NF | E como é que pode ser mitigada?</strong></p>
<p><strong>CG |</strong> Quando falamos de mitigação as soluções podem ser várias, sendo importante começar por aferir o que realmente sentem as pessoas de cada organização, o panorama da mesma, o seu estágio de maturidade face ao tema. Neste sentido, após um diagnóstico mais profundo sobre as necessidades e preocupações, o movimento passa pela criação de uma cultura efetiva de bem-estar e segurança psicológica, onde as pessoas se sintam capazes de serem elas próprias e expressar as suas ideias e preocupações sem medos. A criação desta cultura é um caminho que é importante comunicar com transparência e envolvimento de todos. Por outro lado, e tocando nas várias dimensões, podem ser criados benefícios que permitam uma otimização do investimento e rendimentos, explorar oportunidades de saúde digital, apostar em cuidados preventivos, capacitar as pessoas e as lideranças na gestão do planeamento, de recursos, sensibilizar para as diferentes formas de viver e encarar o trabalho (diversidade intergeracional), criar fóruns de partilha de ferramentas e boas práticas, entre outras.</p>
<p><strong>NF | De acordo com os dados, as empresas com maior crescimento de receita estão mais atentas ao risco de <em>burnout</em>. Qual o motivo da existência desta diferença no foco entre empresas com diferentes taxas de crescimento?</strong></p>
<p><strong>CG | </strong> De acordo com os dados recolhidos a mais de 12,000 pessoas, verificou-se que cerca de 50% dos executivos inquiridos já têm nas suas métricas a saúde e bem-estar dos colaboradores. Dados de absentismo e baixas médicas são denotados como sinais de alerta de que a força de trabalho está cansada, esgotada e com baixos níveis de engagement, afetando não só a sustentabilidade das organizações, como também a sua resiliência a responder aos riscos e desafios. Estes são alguns dos indicadores para os quais algumas organizações vão estando atentas, ganhando, desta forma, maior consciência de que priorizar temas de bem-estar e criar iniciativas (como as anteriormente referidas), são um investimento que pode trazer retornos significativos de produtividade, aumento da retenção das pessoas (GTT 2022 e 2024 – há quatro vezes mais probabilidade de as pessoas ficarem numa organização que prospere e aposte em bem-estar, e 5,5 vezes mais de se apoiarem a aliviar as preocupações financeiras), diminuição de riscos psicossociais, maiores níveis de satisfação pessoal, aumento da qualidade de vida e consequente aumento dos resultados financeiros da organização. Ademais, no mesmo estudo conclui-se que um em cada três executivos afirma que se surgir uma crise económica iria melhorar as iniciativas de bem-estar e os benefícios oferecidos aos colaboradores.</p>
<p><strong>NF | Um em cada cinco colaboradores atribui o risco de <em>burnout</em> a um desalinhamento entre os seus próprios valores e os valores da empresa. Como podem as organizações garantir um alinhamento saudável e prevenir este fator de <em>burnout</em>?</strong></p>
<p><strong>CG | </strong>Para fomentar um alinhamento de valores, importa antes perceber o que se encontra na base do desalinhamento. Recuperando o modelo da pirâmide das cinco disfunções de uma equipa de Lencioni, encontramos na base a confiança. A confiança é a base das relações sociais e é uma moeda de troca, sendo construída por vários fatores, tais como: integridade, competência e benevolência. Em dados recolhidos sobre a confiança, vemos uma quebra acentuada desde a pandemia (69% [2024] vs. 82% [2022]), altura em que as pessoas sentiam que os processos de escuta dos colaboradores, a colaboração na identificação de necessidades comuns e empatia estavam presentes de forma a dar resposta à crise que se vivia. Mais recentemente, e face aos desafios financeiros maioritariamente sinalizados (inflação e aumento de custo de vida), as pessoas inquiridas no GTT 2024 identificam cinco comportamentos das organizações que afetam a confiança e que acentuam este desalinhamento: quebra de promessas feitas (promoções, aumentos/oportunidades de carreira), constantes alterações organizacionais (reestruturações, movimentações sem comunicação clara, transparente), falta de transparência salarial (que origina tratamentos injustos / desiguais), não cumprimento de objetivos de sustentabilidade (quebra do que dizem face ao quem fazem e/ou desalinhamento das práticas) e por último, falta de reconhecimento da chefia. Apresentadas as causas, as organizações devem melhorar ou aproximar este alinhamento adotando modelos de comunicação mais transparentes e claros, procurando criar condições de maior equidade salarial, cumprindo ou ajustando as expectativas das suas pessoas, alinhando a sua visão para o futuro – propósito, valores e metas – com as práticas de sustentabilidade valorizadas.</p>
<p><strong>NF | A crise do custo de vida e a inflação foram apontadas como principais fatores de risco para o <em>burnout</em>. Em que medida estes fatores externos contribuem para o aumento do <em>burnout</em> e o que podem as empresas fazer para apoiar os colaboradores neste contexto?</strong></p>
<p><strong>CG | </strong>Quando falamos de pressão financeira (representa 43% das causas de <em>burnout</em> reportadas), a mesma reflete-se em outros dados que nos permitem ter maior granularidade deste fator. Em média, as pessoas despendem seis horas de trabalho por mês com preocupações financeiras, sendo estes dados reforçados pelos fornecidos pela OCDE 2024, que reportam que, se sofressem uma perda de rendimento, 43% das pessoas ficariam sem as suas poupanças num mês e 28% numa semana, o que se revela preocupante do ponto de vista de previsibilidade, estabilidade e sustentabilidade pessoal. A dimensão financeira é importante que seja vista e abordada de forma integrada quando falamos de bem-estar e, por isso, é importante que as organizações pensem em programas e incentivos que apoiem as pessoas na gestão das preocupações financeiras, como por exemplo: formas de gerir o stress atual na gestão do dinheiro, opções personalizadas e flexíveis para poupar e investir, seguros que cubram eventos catastróficos e ferramentas que afiram a estabilidade financeira futura. Para além disso, a oferta de benefícios alargada que permita uma maior otimização é vista como uma forma de apoiar e alargar os cuidados e benefícios aos familiares.</p>
<p><strong>NF | O estudo mostra que 32% das empresas estão preocupadas com a insuficiência dos programas de bem-estar emocional oferecidos. O que podem as empresas fazer para melhorar a eficácia desses programas?<br />
</strong></p>
<p><strong>CG | </strong>Os programas de bem-estar, na nossa perspetiva, devem atender às necessidades das suas pessoas, sendo importante, para tal, auscultá-las e procurar identificar as suas dores, preocupações, por forma a encontrar soluções que vão ao encontro das mesmas. É difícil acreditar no one size fits all e estes programas, não podem ser vistos como pílulas mágicas, mas sim como ferramentas de apoio, sensibilização e consciencialização, para que cada pessoa possa fazer o seu caminho, ao seu ritmo, sendo importante que os mesmos façam parte de uma declaração de missão e vivência da organização, de forma a que o seu efeito se possa perpetuar e enraizar nas pessoas, potenciando um movimento de cuidado, atenção e empatia coletivo. A sociedade precisa cada vez mais de parar, identificar e refletir sobre o que é importante para si, sem descurar a importância de contribuir ativamente para o coletivo (eudaimonia) – através de mais empatia, atenção aos sinais do outro, respeito pelas diferenças, sendo este um dos caminhos para a saúde, longevidade e bem-estar. Paralelamente, as organizações podem ainda criar/facultar espaços/pessoas seguros onde as pessoas possam fazer as suas partilhas, livres de julgamento e onde de facto possam encontrar o apoio necessário. Assim, na nossa opinião, os programas devem ser de e para pessoas, sendo tratados como elementos flexíveis e como parte integrante da organização, reforçando e responsabilizando o papel individual para a sua vivência e alcance de melhorias.</p>
<p><strong>NF | Apenas um terço das empresas oferece benefícios mínimos de saúde e bem-estar a todos os colaboradores. Que passos devem ser dados para que mais organizações consigam proporcionar este tipo de apoio?</strong></p>
<p><strong>CG | </strong>Sendo um benefício que as organizações querem integrar no seu pacote de oferta aos colaboradores, é importante que tenham em mente três fatores para uma estratégia eficaz de gestão: riscos de utilização, riscos de saúde e riscos de fornecedores. Com base nestes fatores é relevante: procurarem suporte junto de pessoas que as apoiem na procura de soluções adequadas (consultores especializados); terem uma visão estratégica de médio prazo, olhando para além da renovação do ano seguinte para avaliar como controlar os custos num horizonte de longo prazo; considerarem opções alternativas de financiamento e investimento; comunicarem mudanças cedo e frequentemente; acompanharem o desempenho dos planos ao longo do tempo; focarem-se em manter os colaboradores saudáveis.<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>NF | Por fim, que medidas específicas sugere para prevenir o <em>burnout</em> e melhorar a Saúde Mental no local de trabalho, especialmente considerando o atual contexto económico?<br />
</strong></p>
<p><strong>CG | </strong>Tal como já foi sendo mencionado, não há soluções mágicas e que se adequem a todas as realidades, “one size doesn’t fit all”, mas acreditamos que a base passa por criar uma cultura de saúde e bem-estar assente em três fatores: mindset – uma cultura que olhe para estes temas sem julgamento e crie oportunidades para que cada um possa fazer o seu caminho, destacando a importância e impacto desta cultura para a organização e para as pessoas; prevenção: com vista a sensibilizar, consciencializar, normalizar e capacitar as pessoas na identificação de sinais, em si e nos outros, criando espaços seguros para partilha de vulnerabilidades – conversas sinceras e abertas, planeamento e gestão de recursos (ajudando a dar previsibilidade do esforço e duração, potenciando uma melhor preparação e melhor ajuste e equilíbrio; suporte – apoiando e criando canais/espaços/soluções onde as pessoas que já estão sinalizadas possam ter apoio especializado (médico, psicológico, etc.) e da comunidade de trabalho durante a sua recuperação e no regresso, potenciando um ambiente empático, de confiança e verdadeiramente de suporte. Muitas das soluções/sugestões partilhadas representam um baixo investimento e podem ir sendo construídas gradualmente ao longo do tempo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/burnout-e-apenas-uma-das-muitas-possibilidades-de-manifestacao-de-desequilibrio/">“Burnout é apenas uma das muitas possibilidades de manifestação de desequilíbrio”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<title>Está a chegar a 2.ª temporada de &#8220;Meu Querido SNS&#8221;</title>
		<link>https://mediconews.pt/esta-a-chegar-a-2-a-temporada-de-meu-querido-sns/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 16:13:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A série "Meu Querido SNS" está de volta para uma 2.ª temporada, com foco na importância da saúde do cérebro e no reconhecimento de doenças como enxaqueca, depressão e esquizofrenia. Esta nova temporada abordará os desafios no diagnóstico, os avanços terapêuticos e o impacto destas condições na vida dos doentes, bem como o estigma que ainda envolve as doenças mentais.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas nacionais irão partilhar o seu conhecimento sobre estas patologias, enquanto reforçam a mensagem de que a saúde mental é uma prioridade que não pode ser ignorada.</p>
<p>Assista ao teaser desta nova temporada de &#8220;<a href="https://meuqueridosns.newsfarma.pt/teaser-meu-querido-sns-segunda-temporada/" target="_blank" rel="noopener">Meu Querido SNS</a>&#8220;.</p>
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		<title>Investigadora defende deteção precoce de sinais que provocam &#8216;burnout&#8217; parental</title>
		<link>https://mediconews.pt/investigadora-defende-detecao-precoce-de-sinais-que-provocam-burnout-parental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 10:25:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A investigadora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto <strong>Marisa Matias</strong> defendeu a necessidade de se detetar precocemente os sinais que provocam 'burnout' parental e de se reconhecerem os desafios inerentes à parentalidade.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“O ‘burnout’ é um estado extremo. Temos de ver isto como um processo e o que interessa é detetar precocemente os primeiros sinais de exaustão”, afirmou a investigadora e professora da FPCEUP.</p>
<p>Marisa Matias, que falava à agência Lusa no âmbito da 3.ª Conferência Internacional sobre Burnout Parental, que decorre na quinta e na sexta-feira no Porto, destacou a necessidade de se desmistificar &#8220;a visão romântica da parentalidade”.</p>
<p>“Ao falarmos mais sobre o tema, ao mostrarmos que existem momentos particularmente desafiantes na parentalidade, não só tornarmos possível as pessoas procurarem ajuda, como mostramos de forma mais realista que neste caminho da parentalidade não são só rosas, também são espinhos”, referiu.</p>
<p>Embora a noção de stress parental remonte a 1980, a investigação sobre o &#8216;burnout&#8217; parental é relativamente recente, tendo começado há cerca de uma década.</p>
<p>O &#8216;burnout&#8217; parental é, no entanto, uma condição diferente do stress parental e da depressão, uma vez que resulta do desequilíbrio crónico e resulta num estado permanente de exaustão de pais e mães associado ao cuidado dos filhos.</p>
<p>&#8220;O burnout é diferente de stress, que sempre existiu. A diferença é quando isto se torna crónico e as pessoas não têm recursos para lidar. A relevância do tema surge pelas suas consequências. Aquilo que sabemos de forma mais sistemática é que tem efeitos no indivíduo, na parentalidade, nas crianças e nas famílias e já sabemos que existe uma ligação entre o &#8216;burnout&#8217; e a negligência às crianças, a violência e o aumento de conflitos entre o casal&#8221;, observou Marisa Matias.</p>
<p>É precisamente sobre este tema que dezenas de investigadores se irão debruçar na conferência, que decorrerá na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, alguns dos quais pertencentes ao consórcio International Investigation of Parental Burnout, liderado pelas investigadoras Isabelle Roskam e Moïra Mikolajczak, da Universidade Católica da Lovaina, na Bélgica.</p>
<p>Marisa Matias e o investigador Jorge Gato, também da FPCEUP, integram o respetivo consórcio desde 2018, tendo já desenvolvido algumas investigações sobre o tema, bem como ferramentas de aferição do &#8216;burnout&#8217; parental.</p>
<p>Os investigadores portugueses têm-se focado sobretudo no &#8216;burnout&#8217; parental em famílias de minorias sexuais, que podem &#8220;estar em situação de maior risco e vulnerabilidade&#8221;, e nos impactos da cultura e das pressões sociais.</p>
<p>No âmbito deste último tema, a investigadora Marisa Matias recebeu um apoio da Fundação La Caixa, no valor de 115 mil euros, para durante os próximos dois anos aprofundar de que forma os valores, a cultura e diferentes fatores influenciam os comportamentos dos indivíduos e das famílias, potenciando o &#8216;burnout&#8217; parental.</p>
<p>O projeto, intitulado UpBeaT, será centrado em Portugal e pretende recolher dados de cerca de 1.000 participantes, acompanhando-os ao longo do tempo.</p>
<p>&#8220;Os estudos demonstram como o ‘burnout’ parental conduz a um sofrimento significativo tanto dos pais como das crianças, o que torna urgente o desenvolvimento de ferramentas de prevenção e de intervenção nesta área&#8221;, salientou a investigadora.</p>
<p>A conferência, que é sobretudo de cariz académico, é organizada pelo Centro de Psicologia da Universidade do Porto (CPUP) e Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Lusa</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/investigadora-defende-detecao-precoce-de-sinais-que-provocam-burnout-parental/">Investigadora defende deteção precoce de sinais que provocam &#8216;burnout&#8217; parental</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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