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	<title>Arquivo de Pneumologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 18 Aug 2026 10:34:36 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Pneumologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Saúde Mental continua a ser um desafio na abordagem ao doente com cancro do pulmão</title>
		<link>https://mediconews.pt/saude-mental-continua-a-ser-um-desafio-na-abordagem-ao-doente-com-cancro-do-pulmao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 11:11:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ansiedade e a depressão afetam a maioria dos doentes após o diagnóstico de cancro do pulmão, uma patologia ainda conotada como uma sentença de morte a curto prazo. Em entrevista a propósito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, <strong>Ulisses Brito</strong>, ULS Algarve, alerta para o impacto negativo destes quadros emocionais na adesão aos tratamentos. O especialista defende o reforço do apoio psicológico e psiquiátrico nos serviços de saúde, a par da urgência na implementação do rastreio e na desvalorização dos sintomas para um diagnóstico mais precoce. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | O estigma associado ao cancro do pulmão pode levar a sentimentos de vergonha ou medo do julgamento, atrasando a procura de ajuda médica. De que forma este estigma influencia a jornada dos doentes e qual o papel dos profissionais de saúde na sua desconstrução?</strong></p>
<p><strong>Ulisses Brito (UB) |</strong> Mais do que a vergonha ou o receio do julgamento até porque, de início, os doentes desconhecem o seu diagnóstico, o principal obstáculo reside na subvalorização ou desvalorização dos sintomas. Esta atitude conduz, invariavelmente, a um atraso diagnóstico e à progressão da doença. Como consequência, os doentes chegam à consulta em estadios mais avançados, o que reduz significativamente a probabilidade de uma maior sobrevivência.</p>
<p>Os profissionais de saúde desempenham um papel fundamental neste âmbito: através da educação para a saúde e da divulgação dos sintomas e dos fatores de risco associados ao cancro do pulmão, podem capacitar a população e sensibilizá-la para a importância do diagnóstico precoce.</p>
<p>Ainda assim, o fator verdadeiramente decisivo é a implementação do rastreio do cancro do pulmão. Através da identificação dos indivíduos de maior risco e da realização de uma tomografia computorizada (TC) torácica de baixa dose, torna-se possível detetar a doença em estadios mais precoces, melhorando substancialmente o prognóstico e permitindo, em determinados casos, alcançar a cura.</p>
<p><strong>NF | Sabendo que cerca de 9 em cada 10 doentes sofrem um forte impacto emocional (como o medo da progressão da doença ou da falha dos tratamentos) e que uma percentagem significativa desenvolve quadros clínicos de ansiedade e depressão, como deve a saúde mental ser integrada na abordagem destes doentes e de que forma os profissionais podem responder a estas necessidades ao longo do percurso?</strong></p>
<p><strong>UB |</strong> A Saúde Mental e o acompanhamento psicológico desempenham um papel fulcral no apoio a estes doentes. Contudo, embora a maioria dos serviços disponha de consultas de Psicologia, esta oferta revela-se ainda insuficiente, sendo crucial assegurar também a integração da Psiquiatria. Infelizmente, a escassez de recursos humanos nesta área impede, com frequência, uma intervenção em tempo útil.</p>
<p>A ansiedade e a depressão afetam a maioria dos doentes após o diagnóstico de cancro do pulmão, uma patologia ainda comummente conotada como uma “sentença de morte” a curto prazo. O desenvolvimento destes quadros psicopatológicos tem, como é sabido, um impacto profundamente negativo, quer na atitude com que o doente enfrenta a doença, quer na sua adesão e tolerância aos tratamentos</p>
<p><strong>NF | No âmbito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, que mensagens-chave gostaria de deixar aos profissionais de saúde sobre a importância de combater o estigma e garantir uma abordagem centrada no doente?</strong></p>
<p><strong>UB |</strong> Os profissionais de saúde deverão ter sempre uma atitude de alerta em relação aos potenciais doentes de risco e aos sintomas dos doentes, tomando as iniciativas necessárias para um diagnóstico mais precoce, e uma atitude de educação, incentivando os seus utentes a abandonarem comportamentos de risco, nomeadamente o tabaco. Por outro lado, temos que tentar melhorar os serviços de forma a darem uma resposta mais célere e abrangente às necessidades dos doentes e famílias.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Hoje é possível viver mais e melhor com cancro do pulmão&#8221;</title>
		<link>https://mediconews.pt/hoje-e-possivel-viver-mais-e-melhor-com-cancro-do-pulmao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 11:26:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À escala global e nacional, o cancro do pulmão mantém-se como a principal causa de morte por doença oncológica, um cenário agravado pelo seu carácter silencioso e diagnóstico tardio. Contudo, a abordagem a esta patologia atravessa uma fase de profunda viragem. A propósito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, que se assinala a 1 de agosto, <strong>Gabriela Fernandes</strong>, médica pneumologista da ULS São João e membro SPP, GECP e da Aliança para o Cancro do Pulmão, analisa, em entrevista, o impacto clínico que a implementação urgente de um rastreio populacional organizado e a consolidação da Medicina de Precisão podem ter na inversão das curvas de mortalidade em Portugal.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O desafio do diagnóstico numa doença silenciosa</strong></p>
<p>O diagnóstico atempado do cancro do pulmão continua a ser um dos maiores desafios da Oncologia. Conforme explica a pneumologista, a deteção precoce exige ferramentas proativas, uma vez que as manifestações clínicas tendem a surgir apenas em fases avançadas. “O cancro do pulmão é uma doença muito silenciosa. Os sinais ou sintomas só aparecem numa fase avançada da doença e, portanto, é preciso usar um exame  que permita a sua deteção precoce.”</p>
<p>Este facto justifica a necessidade de  programas de rastreio, direcionados para grupos que concentram os principais fatores de risco: a idade e o histórico de consumo ou exposição ao tabaco. De acordo com a especialista, realizar o rastreio nesta população elegível viabiliza a identificação do tumor numa fase inicial, ideal para o sucesso da intervenção médica e da cura. Paralelamente, em doentes que já manifestem sintomas de alarme ou alterações em exames radiológicos, a médica reforça a necessidade de garantir que “todo o percurso de diagnóstico e de estadiamento seja célere e eficaz” para garantir o início do tratamento adequado e atempado.</p>
<p><strong>A urgência da implementação do rastreio em Portugal</strong></p>
<p>Para a especialista, a discussão em torno da eficácia do rastreio populacional organizado já superou a barreira das hipóteses, existindo evidência científica robusta que justifica a sua adoção célere em Portugal.</p>
<p>Os dados demonstram que um programa estruturado e direcionado à população de risco permite reduzir cerca de 20% da mortalidade por cancro do pulmão. Trata-se de um modelo complexo de implementar, o que justifica que vários países no mapa europeu se encontrem ainda numa fase de planeamento semelhante à portuguesa. A estratégia passa por alavancar os projetos-piloto já em curso em algumas unidades de saúde nacionais.</p>
<p><strong>A revolução terapêutica</strong></p>
<p>Se na fase inicial o foco está no diagnóstico, nos estádios avançados ou metastáticos a revolução é ditada pela inovação terapêutica. O cancro do pulmão destacou-se nos últimos anos como uma das áreas médicas com mais avanços disruptivos, “sobretudo nestes domínios: perceber a biologia do tumor, perceber as alterações genéticas que estão associadas ao desenvolvimento desse tumor e o desenvolvimento consequente de terapêuticas dirigidas a essas mesmas alterações. Esse foi um grande braço do desenvolvimento terapêutico, mas não único,  a imunoterapia constitui outro marco.”</p>
<p>Para os doentes que não apresentam mutações genéticas passíveis de tratamento alvo, a imunoterapia assumiu-se como o pilar terapêutico predominante. Ao utilizar o sistema imunitário do próprio doente para combater as células malignas, esta abordagem alcança resultados duradouros e sustentados a longo prazo, modificando substancialmente o prognóstico da doença avançada.</p>
<p><strong>Estes avanços  exigem, contudo, uma caracterização rigorosa e detalhada do perfil tumoral à entrada do circuito clínico. </strong></p>
<p>Atualmente, o grande objetivo da Oncologia para  além de prolongar a sobrevivência: passa também por salvaguardar o bem-estar e a rotina diária do doente, mitigando o pesado impacto que os esquemas clássicos de quimioterapia impunham ao nível familiar e social. Neste contexto as terapêuticas dirigidas a alterações moleculares, têm uma maior comodidade posológica, sendo administradas maioritariamente por via oral. Embora estas moléculas apresentem efeitos adversos específicos associados ao mecanismo que inibem, não partilham da toxicidade hematológica comum à quimioterapia, o que viabiliza o tratamento em regime de ambulatório e reduz significativamente as deslocações ao hospital de dia.</p>
<p>Gabriela Fernandes salienta que a comodidade tem sido estendida também à imunoterapia: “Surgiram avanços que contribuíram  para uma maior comodidade e melhor qualidade de vida, como a administração dos tratamentos por via subcutânea, formas que não precisam de ter tanto tempo de permanência no hospital de dia.”</p>
<p>Porém, a celeridade no acesso à inovação terapêutica permanece no centro das preocupações dos profissionais de saúde, dado o desfasamento temporal que por vezes ocorre entre a validação científica de uma molécula e a sua incorporação efetiva nos sistemas de saúde. O circuito processual e legislativo traduz-se frequentemente em processos morosos.</p>
<p>Para contornar estas barreiras e encurtar o tempo até à introdução terapêutica, a especialista defende a consolidação de redes nacionais de referenciação equitativas e um investimento expressivo na captação de investigação clínica. “A realização de ensaios clínicos ou a facilitação de um doente para um determinado ensaio clínico permite   o acesso mais precoce à inovação. Estamos a beneficiar de fármacos cuja eficácia já foi demonstrada e espera-se que seja superior àqueles que estamos a usar na atualidade”, fundamenta.</p>
<p><strong>O impacto das efemérides </strong></p>
<p>Mais do que assinalar uma data, o Dia Mundial do Cancro do Pulmão deve funcionar como um elemento catalisador de mudança, evidenciando o impacto e o custo da doença, mas transmitindo uma mensagem de clara confiança no progresso da Medicina.</p>
<p>“O Dia Mundial do Cancro do Pulmão serve para pôr o foco na doença, mas também lembrar que atitudes proativas e construtivas se  traduzem numa melhoria significativa dos resultados em saúde para esta população. Temos possibilidades, quer pela implementação do rastreio, pelo acesso a vias de diagnóstico rápidas, pela melhoria da acessibilidade aos tratamentos inovadores ou por um reforço no acesso aos ensaios clínicos, de aumentar a sobrevivência e, sobretudo, melhorar a qualidade de vida dos doentes”, termina.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Até 20% dos casos de cancro do pulmão ocorrem em não fumadores: especialista alerta para os perigos do diagnóstico tardio</title>
		<link>https://mediconews.pt/ate-20-dos-casos-de-cancro-do-pulmao-ocorrem-em-nao-fumadores-especialista-alerta-para-os-perigos-do-diagnostico-tardio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 14:17:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, que se assinala a 1 de agosto, o pneumologista <strong>David Araújo</strong>, da Unidade Local de Saúde de São João e membro da comissão científica do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), deixa um apelo. Embora esta neoplasia continue a figurar entre as principais causas de morte por doença oncológica em Portugal, o especialista enfatiza que o grande fator determinante para a sobrevivência é o estadio em que a doença é detetada. Em entrevista, o médico aborda os desafios da implementação de um programa de rastreio organizado no país, o papel indispensável da Medicina Geral e Familiar (MGF) e o combate ao estigma de uma doença que afeta também uma franja expressiva de não fumadores.</p>
<p>&#160;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O desafio do diagnóstico precoce e a realidade dos não fumadores</strong></p>
<p>O principal obstáculo na abordagem ao cancro do pulmão reside na sua natureza silenciosa nas fases iniciais. Por apresentarem sintomas pouco específicos ou facilmente desvalorizados, muitos doentes só recorrem à observação médica quando a doença já metastatizou, inviabilizando tratamentos com intenção curativa. A este cenário junta-se a necessidade de desconstruir a ideia de que a patologia atinge exclusivamente os consumidores de tabaco.</p>
<p>&#8220;Ainda existe muito estigma de que é uma doença dos fumadores. De facto, a grande maioria — 80% a 90% — são. Mas há uma franja de doentes que pode ir até 20% que são não fumadores. Como é uma neoplasia tão prevalente, estes doentes existem em número muito significativo e, infelizmente, neles o diagnóstico costuma ser ainda mais tardio, porque não se está à espera de cancro do pulmão num não fumador”, refere David Araújo.</p>
<p>Além da deteção, o especialista aponta assimetrias regionais no acesso a exames de imagem e biópsias, que por vezes atrasam a marcha diagnóstica e a chegada ao tratamento.</p>
<p><strong>Rastreio nacional: desafios logísticos e inteligência artificial</strong></p>
<p>A implementação de programas organizados de rastreio por tomografia computorizada (TAC) de baixa dose está comprovada como uma medida eficaz para inverter a pirâmide do diagnóstico e reduzir a mortalidade. Contudo, o pneumologista alerta que a sua concretização exige uma logística sólida.</p>
<p>Ao contrário de outros rastreios, a TAC torácica identifica frequentemente achados acidentais e requer capacidade de resposta multidisciplinar para evitar falsos alarmes e perdas de adesão. Adicionalmente, escasseiam recursos humanos para os relatórios dos exames.</p>
<p>&#8220;Para conseguirmos ter um programa a nível nacional, teremos que ter o auxílio da inteligência artificial para triar os exames normais. Assim, o olhar humano consegue focar-se naqueles que verdadeiramente têm alterações, libertando tempo e concentração. O rastreio envolve muitos profissionais e recursos; os estudos-piloto em curso são fundamentais para provar o conceito e olear estratégias em cada região”, explica.</p>
<p>David Araújo reforça ainda que qualquer programa de rastreio deve nascer obrigatoriamente associado a consultas de cessação tabágica, potenciando os ganhos de Saúde Pública.</p>
<p><strong>A porta de entrada nos Cuidados de Saúde Primários</strong></p>
<p>Para o especialista da ULS São João, a Medicina Geral e Familiar representa a &#8220;pedra basilar&#8221; de todo o processo. O médico de família é habitualmente a primeira linha de contacto e deve manter-se vigilante a sinais como tosse persistente, falta de ar sem explicação, expetoração com sangue, perda de peso não justificada ou dores persistentes.</p>
<p>David Araújo defende a criação de &#8220;vias verdes&#8221; de diagnóstico hospitalar para que, perante uma suspeita fundada na MGF, o doente seja referenciado com caráter urgente. Desta forma, encurta-se o tempo entre os exames de estadiamento e a decisão terapêutica final.</p>
<p><strong>Prevenção: das novas formas de tabaco à poluição atmosférica</strong></p>
<p>Embora o combate ao tabagismo permaneça a prioridade máxima na prevenção, o médico demonstra especial preocupação com a adesão dos jovens às novas formas de consumo de tabaco, que correm o risco de regredir conquistas de Saúde Pública e criar fumadores crónicos na idade adulta.</p>
<p>Por outro lado, no universo da população não fumadora, é essencial atuar sobre outros fatores ambientais e comportamentais: promover a redução de partículas poluentes na atmosfera já classificadas pela OMS como cancerígenas; garantir o cumprimento de medidas de proteção respiratória em contextos de trabalho expostos a gases nocivos e químicos; incentivar a prática regular de exercício físico e uma alimentação saudável, que reduzem o risco de várias patologias oncológicas; capacitar a população para reconhecer fatores de risco e sintomas de alerta precocemente.</p>
<p><strong>As novas perspetivas no Dia Mundial do Cancro do Pulmão </strong></p>
<p>Assinalando a efeméride do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, David Araújo deixa uma mensagem de confiança. A evolução da Medicina personalizada, da imunoterapia e das terapêuticas-alvo transformou uma doença outrora sem resposta num cenário onde é possível alcançar a sobrevivência a longo prazo com boa qualidade de vida, mesmo em estadios metastáticos.</p>
<p>&#8220;A ciência evoluiu imenso e hoje não tratamos apenas um tipo de cancro do pulmão, mas sim dezenas de variantes com terapêuticas específicas. O futuro é promissor, mas exige que trabalhemos em equipa: em articulação com os Cuidados Primários, entre especialidades hospitalares e, sobretudo, numa decisão partilhada com o doente e a sua família”, finaliza.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>17.º Congresso de Pneumologia do Centro-Ibérico reforça aposta na atualização científica</title>
		<link>https://mediconews.pt/17-o-congresso-de-pneumologia-do-centro-iberico-reforca-a-aposta-na-atualizacao-cientifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 08:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com cerca de 300 participantes e mais de 170 abstracts submetidos, o 17.º Congresso de Pneumologia do Centro-Ibérico, que coincidiu com as 50.as Jornadas de Atualização Pneumológica, voltou a afirmar-se como um momento de referência para a partilha de conhecimento na especialidade. No balanço, <strong>Carlos Robalo Cordeiro</strong>, presidente do congresso, destacou o dinamismo científico e a forte participação das novas gerações. Assista ao vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na perspetiva do especialista, a edição deste ano contou com cerca de 300 participantes e mais de 170 <em>abstracts</em>, o que espelha o dinamismo da comunidade pneumológica e o forte envolvimento das novas gerações. O responsável sublinhou ainda a realização de sessões dedicadas à imunoalergologia, conferências de especialistas internacionais e a colaboração da indústria farmacêutica como fatores determinantes para o sucesso do evento.</p>
<p>Olhando para os desafios da especialidade, Carlos Robalo Cordeiro defendeu que a prevenção, o diagnóstico precoce e a literacia em saúde continuam a ser prioridades. Salientou igualmente o papel crescente da digitalização, da telemonitorização e da inteligência artificial, considerando que estas ferramentas inovadoras poderão contribuir para um diagnóstico atempado, uma melhor monitorização dos doentes e a prevenção da progressão das doenças respiratórias.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Portuguesa conquista bolsa europeia para desenvolver nova geração de antivirais contra a gripe</title>
		<link>https://mediconews.pt/portuguesa-conquista-bolsa-europeia-para-desenvolver-nova-geracao-de-antivirais-contra-a-gripe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:34:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Maria João Amorim</strong>, investigadora do Centro de Investigação Biomédica (CBR) da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP), acaba de receber uma bolsa “Proof of Concept” (PoC) do Conselho Europeu de Investigação (ERC), para desenvolver uma abordagem inovadora no combate ao vírus da gripe A. O projeto pretende criar uma classe de medicamentos antivirais capazes de bloquear a replicação do vírus através de um mecanismo distinto dos tratamentos atualmente disponíveis, abrindo novas perspetivas para o combate às epidemias de gripe e à resistência antiviral na Europa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/portuguesa-conquista-bolsa-europeia-para-desenvolver-nova-geracao-de-antivirais-contra-a-gripe/">Portuguesa conquista bolsa europeia para desenvolver nova geração de antivirais contra a gripe</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O vírus da gripe A é responsável por epidemias sazonais que provocam entre três e cinco milhões de casos graves e até 650 mil mortes por ano. Apresenta também um elevado potencial pandémico, tendo originado quatro pandemias desde 1900.</p>
<p>“O projeto, que denominamos por LOFlu_TREAT, representa uma mudança radical relativamente ao desenho tradicional de antivirais”, revela a investigadora Maria João Amorim, líder do projeto e do Laboratório de Biologia Celular da Infeção Viral do Centro de Investigação Biomédica (CBR) da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (UCP). “Em vez de inibir funções enzimáticas que os vírus conseguem frequentemente contornar através de mutações no RNA que codifica as enzimas e outras proteínas virais, a nossa estratégia visa bloquear as propriedades físicas das estruturas virais. Isto abre uma modalidade terapêutica completamente nova no campo dos antivirais,” explica a investigadora.</p>
<p>O projeto resulta diretamente dos avanços alcançados no âmbito do ERC Consolidator Grant LOFlu, anteriormente atribuído a Maria João Amorim. Esta investigação demonstrou, pela primeira vez, que o endurecimento destas estruturas virais consegue bloquear a infeção pelo vírus da gripe em células e modelos animais.</p>
<p>Um dos principais objetivos do projeto é o de reduzir o risco de resistência aos medicamentos, uma das maiores limitações dos antivirais atualmente disponíveis. Para tal, a equipa pretende desenvolver diferentes moléculas designadas vRNP-clips que poderão ser utilizados em combinação, tornando significativamente mais difícil ao vírus desenvolver mecanismos de escape. “Ao combinarmos diferentes moléculas direcionadas para alvos distintos do vírus, aumentamos substancialmente a dificuldade de surgirem variantes resistentes ao tratamento, reforçando a sua eficácia a longo prazo,” salienta Maria João Amorim.</p>
<p>Outra das vantagens desta abordagem é a elevada seletividade: como estas estruturas existem apenas em células infetadas, os vRNP-clips atuam especificamente sobre componentes virais, minimizando o impacto nas células saudáveis e reduzindo potenciais efeitos secundários.</p>
<p>O potencial desta investigação poderá, no entanto, ir muito além da gripe. Os investigadores do CBR identificaram estruturas semelhantes noutros agentes patogénicos, incluindo os vírus responsáveis pelo ébola, pela raiva, pelo VIH e pelo vírus sincicial respiratório. Caso esta estratégia seja eficaz, poderá abrir caminho ao desenvolvimento de uma nova geração de antivirais aplicável a múltiplas doenças infeciosas.</p>
<p>Além do seu potencial terapêutico, o LOFlu_TREAT permitirá aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos de replicação viral, a biologia dos condensados biomoleculares e novas estratégias de desenvolvimento de medicamentos, demonstrando como a investigação fundamental pode dar origem a soluções concretas para responder a desafios globais de saúde.</p>
<p>Com duração prevista de 18 meses, e um volume de financiamento no valor de 150.000 euros, a equipa do projeto pretende avançar esta tecnologia até uma fase de validação pré-clínica, aproximando-a de futuros ensaios em humanos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/portuguesa-conquista-bolsa-europeia-para-desenvolver-nova-geracao-de-antivirais-contra-a-gripe/">Portuguesa conquista bolsa europeia para desenvolver nova geração de antivirais contra a gripe</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>João Carlos Winck distinguido com grau de Fellow da ERS</title>
		<link>https://mediconews.pt/joao-carlos-winck-distinguido-com-grau-de-fellow-da-ers/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 14:02:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O pneumologista <strong>João Carlos Winck</strong>, professor catedrático convidado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), foi distinguido com o grau de Fellow da <em>European Respiratory Society</em> (ERS), a principal sociedade científica europeia na área da saúde respiratória.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/joao-carlos-winck-distinguido-com-grau-de-fellow-da-ers/">João Carlos Winck distinguido com grau de Fellow da ERS</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O reconhecimento destaca o percurso do pneumologista e académico e está reservado a especialistas com elevada relevância internacional. Este título reconhece contributos de excelência nas áreas da investigação, ensino e liderança clínica.</p>
<p>Com esta distinção, o coordenador da Unidade de Pneumologia da CUF Porto passa a integrar um grupo restrito de especialistas com participação no conselho consultivo da ERS, onde irá contribuir para a definição de orientações estratégicas na medicina respiratória a nível europeu. Em Portugal, apenas mais dois especialistas detêm este grau. Em 2026, foram atribuídos 23 novos títulos de Fellow a especialistas internacionais.</p>
<p>João Carlos Winck sublinha que o princípio que irá orientar esta nomeação é “transformar reconhecimento em responsabilidade”. O pneumologista destacou também a importância de reforçar redes europeias de colaboração científica e de influenciar padrões de qualidade assistencial em áreas como a ventilação não invasiva, a insuficiência respiratória, a medicina do sono e os cuidados respiratórios integrados.</p>
<p>Sobre a distinção, João Carlos Winck refere: “Trata-se de um privilégio que reflete precisamente o trabalho de muitos mentores, colegas e pacientes que moldaram a minha trajetória profissional”.</p>
<p>A ERS, fundada em 1990, é a maior organização científica e clínica na área da medicina respiratória, reunindo mais de 10 mil membros de cerca de 100 países.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/joao-carlos-winck-distinguido-com-grau-de-fellow-da-ers/">João Carlos Winck distinguido com grau de Fellow da ERS</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<title>Dia Mundial da Asma: o papel central da adesão terapêutica no controlo e qualidade de vida dos doentes</title>
		<link>https://mediconews.pt/dia-mundial-da-asma-o-papel-central-da-adesao-terapeutica-no-controlo-e-qualidade-de-vida-dos-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 08:55:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45478</guid>

					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Dia Mundial da Asma, assinalado a 5 de maio, o foco recai sobre a capacitação do doente e a quebra de mitos que ainda condicionam o tratamento. Com cerca de 600 mil portugueses afetados, a asma é hoje uma condição perfeitamente gerível através de uma abordagem personalizada. Em entrevista, a pneumologista <strong>Rita Gerardo</strong>, do Hospital de Santa Marta, analisa o panorama epidemiológico nacional, alerta para os riscos da asma não controlada e explica como a literacia em saúde e as novas soluções terapêuticas podem transformar o bem-estar diário dos doentes. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) I Atualmente qual a carga epidemiológica em Portugal e na Europa? Como nos comparamos?</strong></p>
<p><strong>Rita Gerardo (RG) I</strong> A asma continua a ser uma doença muito prevalente em Portugal, sendo a patologia crónica mais comum na infância e adolescência. De acordo com o estudo EPI-ASTHMA de 2024, a doença afeta cerca de 600 mil pessoas (6,8% a 7,1% da população). Na população pediátrica, a prevalência é superior, atingindo cerca de 175 mil crianças (8,4%).</p>
<p>No continente europeu, a prevalência da asma varia consoante o país e a faixa etária. Os dados indicam valores entre 5% e 10% na população geral e 9,4% nas crianças. A patologia é mais frequente nos países anglo-saxónicos e menos comum nos países orientais.</p>
<p><strong>NF I Quais são as principais consequências da asma não controlada na evolução da doença e no prognóstico dos doentes?</strong></p>
<p><strong>RG I</strong> A asma não controlada causa sintomas frequentes, crises intensas e agudizações graves. Estes fatores aumentam o risco de internamento e reduzem a qualidade de vida do doente. A inflamação contínua das vias aéreas dificulta o controlo futuro da patologia.</p>
<p>A falta de tratamento pode provocar o agravamento da função respiratória e alterações pulmonares irreversíveis. Nestes casos, é necessário reforçar a dose da medicação e a vigilância em consulta.</p>
<p>O prognóstico é mais grave quando existem crises frequentes e incumprimento da terapêutica. Estes fatores associam-se a um maior risco de asma fatal. Em doentes com asma grave, regista-se ainda uma maior mortalidade e um forte impacto funcional a longo prazo.</p>
<p><strong>NF I Apesar do papel central da terapêutica inalatória, que fatores condicionam a sua eficácia na prática clínica? E que estratégias concretas podem os profissionais de saúde implementar para os corrigir?</strong></p>
<p><strong>RG I</strong> A terapêutica inalatória é a base do tratamento da asma. No entanto, a baixa adesão a este tratamento é frequente, devido a fatores psicológicos, sociais e económicos. Assim, em todas as consultas, é fundamental rever a técnica inalatória e o cumprimento da medicação pelo doente.</p>
<p>É também necessário desmistificar conceitos errados sobre a medicação inalada. Ao contrário da crença popular, a bomba inalatória não vicia, não perde efeito com o tempo nem prejudica o coração. Na verdade, a medicação inalada serve tanto para o controlo da asma como para o alívio de crises agudas. O seu uso correto não causa dependência nem é prejudicial para outros órgãos.</p>
<p><strong>NF I Que abordagens têm demonstrado maior eficácia na promoção da adesão terapêutica e na capacitação do doente asmático?</strong></p>
<p><strong>RG I</strong> As abordagens com melhor eficácia combinam educação estruturada, plano de ação escrito, revisão e treino da técnica inalatória, revisão regular e decisão partilhada. Nos doentes com asma, a adesão melhora quando o doente entende a doença, sabe usar corretamente o inalador e acompanha o tratamento com objetivos claros e ajustados às suas preferências.</p>
<ul>
<li>Existência de grupos de doentes e de programas/ sessões educativas para os doentes participarem;</li>
<li>Plano de ação escrito com instruções claras sobre a terapêutica de controlo assim como da terapêutica de alívio e indicações para autogestão de crises de asma (ligeiras a moderadas);</li>
<li>Ensino e treino da técnica inalatória que, idealmente, deverá ser revista e ensinada em todas as consultas;</li>
<li>Auto-monitorização e reavaliação regular dos sintomas, uso da medicação e controlo da doença;</li>
<li>Objetivos e decisões partilhadas entre médico e doente, com particular enfase nas preferências, literacia e rotina do doente;</li>
<li>Envolvimento da família e da equipa multidisciplinar permite, ao doente com asma, maior capacitação ao sentir-se apoiado pelos vários profissionais de saúde e pela família;</li>
</ul>
<p><strong>NF I De que forma as opções terapêuticas atuais, incluindo soluções de suporte domiciliário nos casos mais complexos, têm vindo a impactar o controlo da doença e a qualidade de vida dos doentes?</strong></p>
<p><strong>RG I</strong> Atualmente, após vários anos sem avanços significativos no tratamento da asma, estão disponíveis diversas opções terapêuticas com posologias e métodos de utilização mais simples. Esta variedade permite uma maior adesão à terapêutica e, consequentemente, um melhor controlo da doença. Entre os exemplos mais relevantes contam-se a inclusão de corticosteroides inalados na abordagem inicial do doente, o desenvolvimento de dispositivos mais intuitivos e a possibilidade de utilizar o mesmo inalador para o controlo e o alívio de sintomas. Além disso, os avanços na terapêutica biológica com anticorpos monoclonais representam um progresso fundamental na área farmacológica.</p>
<p>A educação do doente também foi simplificada através do acesso a fontes de informação médica seguras e a apps especializadas em doenças respiratórias crónicas, facilitando o controlo da patologia e melhorando a qualidade de vida. A disponibilização de telemonitorização por parte das unidades hospitalares para doentes com asma de difícil controlo é outro avanço crucial. Esta tecnologia permite detetar precocemente sinais e sintomas de risco para agudizações, transmitindo maior segurança e otimizando os cuidados de saúde prestados ao doente com asma.</p>
<p><strong>NF I Que mensagens-chave considera fundamental reforçar junto dos profissionais de saúde no âmbito do Dia Mundial da Asma?</strong></p>
<p><strong>RG I</strong> A asma é uma doença muito prevalente, com níveis de gravidade distintos. Por isso, o seu diagnóstico e tratamento não devem ser descurados. As terapêuticas duplas são comprovadamente as mais eficazes para obter o controlo da doença, seja através da estratégia MART, seja como terapêutica de controlo. Adicionalmente, a revisão da técnica inalatória e a adesão à terapêutica são duas estratégias simples, embora fundamentais, para manter o controlo da asma.</p>
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		<title>O médico de família como peça-chave no controlo da tuberculose</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-medico-de-familia-como-peca-chave-no-controlo-da-tuberculose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 11:12:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45300</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na sessão “Tuberculose em foco”, durante o Update em Medicina, Isabel Carvalho, diretora do Programa Nacional da Tuberculose, destacou o papel central da Medicina Geral e Familiar na resposta a esta doença. “O médico de família é o profissional que está mais próximo do utente, da sua família e da sua envolvência social e emocional, o que é profundamente importante para a abordagem da tuberculose”, afirmou.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="02_14_ISABEL CARVALHO" src="https://player.vimeo.com/video/1185842278?h=b7d6a1d01b&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Para a responsável, a literacia em saúde e a perceção precoce dos sintomas começam muitas vezes no consultório do médico de família. “Consegue sensibilizar não só para a doença ativa, mas também identificar quem está em risco, num panorama em que o tratamento preventivo é a mais-valia no futuro”, sublinhou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A duração prolongada do tratamento continua, contudo, a ser um obstáculo à adesão. “Podemos estar a falar de quatro meses, mas facilmente chegamos aos seis, nove ou 12 meses de tratamento, o que é profundamente adverso para garantir o sucesso e a cura final”, referiu, reforçando a importância da vigilância próxima.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Nesse contexto, o médico de família assume também um papel determinante na prevenção do abandono terapêutico. “É alguém excecional a detetar sinais de alerta e a manter a ligação com as consultas de tuberculose onde os medicamentos são fornecidos”, explicou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Para Isabel Carvalho, a continuidade de cuidados é o que permite fechar o ciclo. “O doente pode ser diagnosticado no hospital, mas a continuidade de toda a evolução só é possível com a ajuda do médico de família, que conhece a pessoa, a sua envolvência e o risco emocional associado a um diagnóstico de tuberculose”, concluiu.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O Update em Medicina decorreu entre os dias 16 a 18 de abril em Albufeira.</p>
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		<item>
		<title>Iniciativa promove a integração de Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares para melhorar o percurso clínico dos doentes com DPI</title>
		<link>https://mediconews.pt/iniciativa-promove-a-integracao-de-cuidados-de-saude-primarios-e-hospitalares-para-melhorar-o-percurso-clinico-dos-doentes-com-dpi/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 16:06:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=44788</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando respirar se torna um desafio e cada dia conta para atrasar o declínio da função pulmonar, é essencial reagir rapidamente. É assim nas doenças pulmonares intersticiais (DPI), nas quais o diagnóstico e o tratamento precoce são ainda um desafio em Portugal. Para mudar o paradigma destas doenças, a Boehringer Ingelheim criou a iniciativa "aproximAR nas DPI", que não se limita a capacitar profissionais de saúde sobre este tema, mas que aproxima especialidades médicas, encurtando o caminho do doente para o diagnóstico e tratamento precoce. Esta iniciativa já impactou quase 700 especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) por todo o país.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As DPI apresentam um prognóstico bastante desfavorável, marcado pela progressiva limitação respiratória, com uma sobrevivência média de dois a cinco anos quando não identificadas e tratadas atempadamente(1). Dada a complexidade do diagnóstico, é usualmente requerida uma equipa multidisciplinar a nível hospitalar para este efeito. Contudo, é nos Cuidados de Saúde Primários (CSP) que estes doentes normalmente se apresentam, maioritariamente com sintomas inespecíficos e facilmente confundidos com outras patologias mais prevalentes, dificultando a sua suspeita clínica e referenciação precoce.</p>
<p>Para mudar este paradigma e acelerar a referenciação atempada dos doentes, surgiu o projeto &#8220;aproximAR nas DPI&#8221;, que pretende capacitar os especialistas em MGF através do contacto com pneumologistas especialistas em DPI das respetivas Unidades Locais de Saúde (ULS). Trata-se de partilha de conhecimento prático sobre o reconhecimento de fatores de risco para o desenvolvimento das DPI, identificação precoce de sintomas e diferenciação relativamente a doenças geridas nos CSP, reforçando o papel do especialista em MGF na suspeita precoce da doença. A partilha clínica é enriquecida com o conhecimento profundo da própria ULS, que garante uma abordagem alinhada e uma articulação mais eficiente entre os dois níveis de cuidados.</p>
<p>Cada contacto entre especialistas é uma oportunidade para desmistificar as DPI, estreitar a colaboração entre Cuidados Primários e Hospitalares e reduzir o tempo até ao diagnóstico.</p>
<p>Até ao momento, 85 Unidades dos CSP já abraçaram esta iniciativa, tendo sido envolvidos 682 especialistas em MGF, que estão agora mais preparados para suspeitar precocemente das DPI e referenciar de forma rápida e efetiva estes doentes.</p>
<p>Noélia Lopez, diretora médica da Boehringer Ingelheim, explica que “o diagnóstico precoce das doenças pulmonares intersticiais continua a ser um dos maiores desafios na Pneumologia.” Acrescenta ainda “com o projeto aproximAR nas DPI, estamos a criar pontes reais entre Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares, garantindo que os médicos de família dispõem das ferramentas necessárias para atuar perante os primeiros sinais. Quando aproximamos especialidades, aproximamos também as pessoas de um diagnóstico mais rápido e de melhores oportunidades de tratamento e gestão da pessoa com doença&#8221;.</p>
<p>MPR-PT-100372_mar26</p>
<p><strong>Referência:</strong></p>
<p>(1) Althobiani, M. A., Russell, A.-M., Jacob, J., Ranjan, Y., Folarin, A. A., Hurst, J. R., &amp; Porter, J. C. (2024). Interstitial lung disease: a review of classification, etiology, epidemiology, clinical diagnosis, pharmacological and non-pharmacological treatment. Frontiers in Medicine, 11. <a href="https://doi.org/10.3389/fmed.2024.1296890" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.3389/fmed.2024.1296890</a></p>
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		<item>
		<title>“A adesão vacinal é hoje um dos maiores desafios da saúde respiratória”</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-adesao-vacinal-e-hoje-um-dos-maiores-desafios-da-saude-respiratoria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 11:52:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=44369</guid>

					<description><![CDATA[<p>O médico pneumologista <strong>Carlos Robalo Cordeiro</strong> é o coordenador científico da Reunião sobre Imunização do Doente Respiratório, que acontece no dia 21 de março, em Coimbra, com o objetivo de atualizar conhecimentos sobre a temática e reforçar a relevância da vacinação ao longo de toda a vida. Assista ao vídeo que dá a conhecer a relevância do evento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-adesao-vacinal-e-hoje-um-dos-maiores-desafios-da-saude-respiratoria/">“A adesão vacinal é hoje um dos maiores desafios da saúde respiratória”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro pretende reunir profissionais de saúde para discutir estratégias de prevenção em doentes particularmente vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças respiratórias múltiplas ou sob terapêutica imunossupressora.</p>
<p>Segundo o especialista, a iniciativa nasce da crescente evidência do impacto da vacinação na proteção destes doentes. “Foi uma ideia que me surgiu a partir daquilo que claramente se entende que é o interesse da vacinação, da prevenção das doenças que têm essa possibilidade de prevenção nos doentes que nós tratamos”, explicou.</p>
<p>Carlos Robalo Cordeiro sublinhou que estes doentes enfrentam vários fatores de risco acumulados, desde a idade até às próprias doenças e tratamentos. “São doentes séniores […] com fragilidades relacionadas com a idade, com as doenças, muitas vezes até com terapêuticas imunossupressoras que têm que fazer”.</p>
<p>O programa da reunião inclui duas conferências principais e cinco módulos temáticos que abordarão, entre outros temas, a vacinação contra influenza, vírus sincicial respiratório, COVID-19, infeção pneumocócica e herpes zoster. Entre os temas centrais estará também a adesão vacinal e a necessidade de uma estratégia mais abrangente de proteção ao longo da vida.</p>
<p>Carlos Robalo Cordeiro defende uma reflexão nacional sobre o modelo de vacinação em Portugal, “um Plano Nacional de Imunização ao longo da vida, como já existe noutros países”.</p>
<p>A reunião destina-se a todos os profissionais interessados na prevenção das infeções respiratórias e a organização espera mobilizar a comunidade médica para reforçar a importância da imunização como ferramenta essencial na proteção dos doentes respiratórios mais vulneráveis.</p>
<p>Consulte o programa e inscreva-se no <a href="https://imunizacao_doenterespiratorio.admeus.org/">site</a>.</p>
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