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	<title>Arquivo de Otorrinolaringologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 11:53:48 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Otorrinolaringologia - Médico News</title>
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		<title>“Um compromisso para o futuro”: DÁVI entra na área da Otorrinolaringologia com nova opção terapêutica</title>
		<link>https://mediconews.pt/um-compromisso-para-o-futuro-davi-entra-na-area-da-otorrinolaringologia-com-nova-opcao-terapeutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A consolidação de um legado superior a um século na saúde em Portugal serve de trampolim para a expansão estratégica da DÁVI que, em 2026, oficializa a sua entrada no mercado da Otorrinolaringologia. Em entrevista à News Farma, <strong>Luísa Nóbrega</strong>, <em>Marketing Manager</em> da farmacêutica, partilha as diretrizes desta nova área de negócio e assume o propósito de replicar junto dos especialistas a relação de estreita proximidade que já define a identidade da empresa.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/um-compromisso-para-o-futuro-davi-entra-na-area-da-otorrinolaringologia-com-nova-opcao-terapeutica/">“Um compromisso para o futuro”: DÁVI entra na área da Otorrinolaringologia com nova opção terapêutica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“A DÁVI faz parte da história da Saúde em Portugal há mais de 115 anos. Ao longo deste percurso, construímos uma relação de confiança com profissionais de saúde, instituições e doentes, baseada na proximidade, na credibilidade e no compromisso com soluções terapêuticas que respondam a necessidades reais”, afirma <strong>Luísa Nóbrega</strong>, <em>Marketing Manager</em> da farmacêutica que, “mais do que comercializar medicamentos”, procura “ser um parceiro dos profissionais de saúde, apoiando a sua prática clínica e contribuindo para melhores resultados para os doentes”. A responsável lembra o exemplo da Oftalmologia, área da Saúde em que a marca cresceu “lado a lado com a especialidade, ouvindo os médicos, compreendendo os desafios clínicos e investindo continuamente em soluções relevantes e diferenciadoras”. “Mais de 115 anos depois, continuamos a acreditar que o verdadeiro valor de uma empresa farmacêutica se mede pela confiança que conquista junto dos profissionais de saúde e pelo impacto positivo na vida dos doentes”, remata.</p>
<p>A entrada na área da Otorrinolaringologia é descrita por Luísa Nóbrega como o resultado de “uma decisão estratégica muito ponderada”, ancorada numa ligação já existente: “Embora 2026 marque oficialmente o início desta nova área de negócio, a ligação da DÁVI à especialidade não é recente. O Oto-Synalar N, um medicamento bem conhecido dos otorrinolaringologistas portugueses, faz parte do nosso portefólio há vários anos e permitiu um envolvimento cada vez mais próximo a especialidade”.</p>
<p>“Foi precisamente a relevância e notoriedade deste produto junto dos especialistas que nos levou a olhar para a Otorrinolaringologia de uma forma mais estruturada”, explica Luísa Nóbrega, lembrando o mote de uma campanha desenvolvida em 2022 pela DÁVI, “Dê ouvidos à experiência”, que espelhava “a confiança que os profissionais depositam em soluções com provas dadas na prática clínica”.</p>
<p>Face às necessidades concretas detetadas, a <em>Marketing Manager</em> da DÁVI assegura que a empresa não encara este passo “como um projeto de curto prazo”, mas sim como “um compromisso para o futuro”. “Esta evolução está perfeitamente alinhada com aquilo que sempre fomos enquanto empresa. Ao longo da nossa história procurámos estar presentes em áreas onde pudéssemos gerar valor para os profissionais de saúde e para os doentes. A entrada na Otorrinolaringologia representa precisamente essa continuidade de propósito”, reforça.</p>
<p>A conquista do novo ecossistema médico será feita de forma gradual, uma vez que, lembra Luísa Nóbrega, “a confiança não se conquista de um dia para o outro”. O elo com a comunidade de Otorrinolaringologia deverá cimentar-se “através da presença, do saber ouvir e da capacidade de responder às necessidades dos profissionais”.</p>
<p>Para a responsável, a premissa é clara: “Pretendemos estar próximos dos médicos e profissionais de saúde, compreender os seus desafios e disponibilizar soluções terapêuticas relevantes, acompanhadas por informação científica rigorosa e apoio contínuo”. Ciente das exigências deste mercado, a DÁVI assume posicionar-se “com humildade, mas também com a experiência de quem sabe que as relações duradouras se constroem através da consistência e do compromisso”. “Queremos que os médicos otorrinolaringologistas sintam que têm na DÁVI um parceiro disponível, próximo e comprometido com a especialidade”, declara.</p>
<p><strong>Otifix®: Resposta eficaz à infeção e inflamação</strong></p>
<p>Para marcar o início desta caminhada, a farmacêutica introduz no mercado o Otifix®, um medicamento sujeito a receita médica indicado para o tratamento da otite média aguda com tubos de timpanostomia (OMAT) e da otite externa aguda (OEA) em adultos, adolescentes e crianças. “O Otifix® representa a primeira solução concreta da DÁVI na Otorrinolaringologia e simboliza o início de um compromisso de longo prazo com esta especialidade”, adianta Luísa Nóbrega.</p>
<p>O grande argumento clínico deste lançamento assenta na combinação de ciprofloxacina e dexametasona, que atuam em simultâneo na infeção e na inflamação. “Nas patologias otológicas de origem infecciosa, a infeção e a inflamação coexistem frequentemente e contribuem em conjunto para a sintomatologia do doente”, pormenoriza. Do ponto de vista prático, “uma abordagem que atua simultaneamente sobre estes dois mecanismos permite tratar a causa infecciosa e, ao mesmo tempo, controlar a resposta inflamatória associada”, traduzindo-se numa “estratégia terapêutica alinhada com a fisiopatologia da doença e com os objetivos de controlo dos sintomas e recuperação do doente”.</p>
<p>Outro aspeto crucial na escolha do Otifix® prende-se com o perfil de segurança. A administração tópica auricular garante uma ação local direta e uma “exposição sistémica muito reduzida”. Conforme elucida Luísa Nóbrega, “a prática clínica exige soluções eficazes, mas também adequadas aos diferentes perfis de doentes, incluindo a população pediátrica”, na qual o medicamento pode ser utilizado a partir dos 6 meses na OMAT e de 1 ano na OEA. “Naturalmente, a decisão terapêutica cabe sempre ao médico, mas a existência de opções com um perfil de eficácia e segurança bem estabelecido constitui um elemento importante na prática clínica diária”, complementa.</p>
<p>A fechar a entrevista, Luísa Nóbrega projeta o futuro da empresa na Otorrinolaringologia, antecipando que o novo medicamento “é apenas o início”. “Queremos ouvir, aprender e crescer juntamente com os médicos otorrinolaringologistas, contribuindo para a melhoria contínua dos cuidados prestados aos doentes. Entramos nesta especialidade com entusiasmo, mas sobretudo com sentido de responsabilidade”, conclui.</p>
<p>Consulte as informações essenciais compatíveis com o resumo das características do medicamento (IECRCM) de <a href="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2026/06/IECRCM-otifix-V01_03-2026-v-ext.doc" target="_blank" rel="noopener">Otifix®</a> e de <a href="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2026/06/IECRCM-oto-synalar-n-V01_12-2020-v-ext.doc" target="_blank" rel="noopener">Oto-Synalar N</a> para saber mais sobre o perfil de cada um destes fármacos.</p>
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		<item>
		<title>Portugal define limiares clínicos que melhoram o diagnóstico das perturbações vocais</title>
		<link>https://mediconews.pt/portugal-define-limiares-clinicos-que-melhoram-o-diagnostico-das-perturbacoes-vocais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:48:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores portugueses definiram valores de <em>cut-off</em> do <em>Voice Handicap Index</em> (VHI) e da versão reduzida (VHI-10) para a população europeia de língua portuguesa, reforçando a triagem e avaliação de perturbações vocais. Em entrevista à News Farma, <strong>Gabriela Torrejano</strong>, terapeuta da fala no Serviço de Otorrinolaringologia da ULS de Santa Maria, destacou que o estudo, publicado em 2026 no <em>Journal of Voice</em>, estabeleceu limiares clínicos capazes de identificar 99,4% dos casos de perturbações vocais na triagem. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Qual é a importância de definir limiares clínicos (<em>cut-off</em>) na avaliação de perturbações vocais, especialmente no contexto da prática clínica em Portugal?</strong></p>
<p><strong>Gabriela Torrejano (GT) |</strong> Os limiares clínicos são fundamentais para os profissionais de saúde porque permitem comparar os valores obtidos na pessoa com perturbações vocais com os padrões de normalidade (pessoas sem queixas de voz).</p>
<p>As estratégias de tomada de decisão clínica resultam da geração de hipóteses e de teste dessas hipóteses aceites ou rejeitadas em função dos resultados da avaliação multidisciplinar no serviço Otorrinolaringologia (anamnese, nasofibrolaringoscopia, avaliação auditivo-percetiva e acústica da voz). Mas desde os anos 90, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o processo de diagnóstico clínico inclua a opinião do próprio sobre a desvantagem da sua perturbação vocal na qualidade de vida relacionada com a saúde. Com base neste pressuposto foi desenvolvido, nos Estados Unidos da América (EUA), o questionário de autopreenchimento designado Voice Handicap Index (VHI) com 30 afirmações avaliadas numa escala de cinco pontos (Jacobson et al., 1997).</p>
<p><strong>NF | Porque é que a adaptação de limiares específicos para uma população linguística e cultural (como a portuguesa) é fundamental?</strong></p>
<p><strong>GT |</strong> O primeiro ato fundamental foi a adaptação linguístico-cultural do VHI para o português europeu (PE) (Guimarães, 2002; Guimarães &amp; Abberton, 2004) com o cuidado de que as 30 afirmações fossem adequadas a adultos (a partir dos 18 anos) com pelo menos o 5.º ano de escolaridade seguindo as recomendações da OMS. Posteriormente foi necessário proceder à análise da sua robustez clinimétrica que incluiu a equivalência com o original dos EUA e outras versões europeias (Verdonck-de-Leew et al., 2008) uma das orientações para os questionários de saúde (<em>Patient-Reported Outcome Measure</em>, PROM) (COSMIN <em>guidelines</em>).</p>
<p>Viver com perturbações vocais  tem consequências ao nível da função vocal e fatores psicossociais (culturais, sociais e linguísticos) e o VHI analisa esses diferentes domínios relacionados com a  voz (funcionalidade, física e emocional). A interpretação do impacto da disfonia pode depender da cultura da pessoa prova disso é a diferença entre o limiar clínico (<em>cut-off</em>) do VHI em Português para a população europeia (<em>cut-off</em>=13,5) e para a população brasileira (<em>cut off</em>=19).</p>
<p><strong>NF | Como podem estes novos limiares melhorar a triagem, diagnóstico e monitorização de doentes com perturbações vocais em contexto clínico?</strong></p>
<p><strong>GT | </strong> O limiar clínico (<em>cut-off</em>) determinado para o VHI em PE é 13,5 (podendo ser assumido o valor 13 por defeito ou o valor 14 por excesso no resultado total da pontuação do questionário) o que permite na triagem identificar com alta probabilidade (99,4%) verdadeiros positivos, ou seja, pessoas com perturbações vocais</p>
<p>O diagnóstico depende da avaliação multidisciplinar e do resultado do processo de raciocínio realizado por profissionais e este ‘teste’ (VHI com validade e fidedignidade comprovadas e<em> cut-off</em>) é um enorme contributo para associar aos resultados dos restantes exames (anamnese, nasofibrolaringoscopia, análise auditivo-percetiva e acústica da voz) e orientar o profissional no seu processo de raciocínio clínico.</p>
<p>Um estudo português, pré- e pós- intervenção, mostrou a sensibilidade à mudança do VHI permitindo, por isso, a sua utilização na monitorização de doentes com perturbações vocais em contexto clínico (Caçador, 2019).</p>
<p><strong>NF | Que recomendações podem ser retiradas deste estudo para os profissionais de saúde relativamente à utilização do VHI e VHI-10 na prática clínica diária e à necessidade de padronização na avaliação da voz?</strong></p>
<p><strong>GT |</strong> Os questionários VHI-30 e a sua versão reduzida (VHI-10) em PE têm ambos validade e fidedignidade para serem usados como PROMs robustos.</p>
<p>Se o profissional pretende apenas fazer triagem é aconselhável a utilização da versão reduzida (VHI-10) por que causa menor incómodo (burden) ao utente. Deverá ter atenção que o valor de corte só existe para o resultado total do VHI-10 e é 5,5 (pode assumir o valor 5 por defeito ou o valor 6 por excesso quanto ao resultado total do questionário).</p>
<p>Se o profissional pretende realizar o diagnóstico e/ou a monitorização do utente existe vantagem em usar o VHI-30 porque poderá analisar o limiar clínico do resultado total do VHI=13,5 (ou seja, pode assumir o valor 13 por defeito ou o valor 14 por excesso) e pode ainda verificar os limiares nos domínios do VHI. Para o domínio físico o limiar clínico é 6,5, no domínio funcional é 3,5 e no domínio emocional é 2,5.</p>
<p>Para o terapeuta da fala a especificidade dos limiares clínicos dos domínios do VHI contribui positivamente para a tomada de decisão quanto ao modelo de intervenção terapêutica a adotar.</p>
<p>Na área da clínica da voz existem ainda, em português para a população europeia , limiares clínicos para o <em>Pediatric Voice Handicap Index</em> (pVHI) sendo 10,5 (&gt;10 ou 11 suspeita de disfonia) (Guimarães et al., 2021) e para o <em>Reflux Symptom Score</em>-12 (SSR-12) sendo 8 (&gt;8 suspeita de sintomas de refluxo) (Guimarães et al., 2023).</p>
<p>No âmbito científico a existência de PROMs em português para a população europeia robustos (com fidedignidade e validade) permite a sua utilização em estudos multicêntricos internacionais.</p>
<p>Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37805301/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p>Caçador MCRC. Voz e postura. [Tese de doutoramento na Internet]. [Lisboa]: Universidade Nova de Lisboa; 2019. 251 p. Disponível em: <a href="http://hdl.handle.net/10362/96123" target="_blank" rel="noopener">http://hdl.handle.net/10362/96123</a></p>
<p>Guimarães I, Almeida L, Quintal A, Batista AP, Teixeira A, Romeiro C. et al. Pediatric Voice Handicap Index (pVHI): Validation in European Portuguese children. J Voice. 2021 Jun 25; S0892-1997(21)00169-7. doi: 10.1016/j. jvoice.2021.05.004. 11-Capucho MCP.</p>
<p>Guimarães I. An electrolaryngographic study of dysphonic Portuguese speakers. [Doctoral Thesis on the Internet]. [Londres]: University College London, 2002. 321 p. Available from: https://discovery.ucl.ac.uk/id/ eprint/10105177/1/An_electrolaryngographic_study.pdf.</p>
<p>Guimarães I, Abberton E. An investigation of the voice handicap index with speakers of Portuguese: preliminary data. J Voice. 2004; 18:71–82. https://doi.org/10.1016/j.jvoice.2003.07.002.</p>
<p>Verdonck-de Leeuw IM, Kuik DJ, De Bodt M, Guimaraes I, Holmberg EB, Nawka T. et al. Validation of the voice handicap index by assessing equivalence of European translations. Folia Phoniatr Logop. 2008;60(4):173-8. doi: 10.1159/000127836.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/portugal-define-limiares-clinicos-que-melhoram-o-diagnostico-das-perturbacoes-vocais/">Portugal define limiares clínicos que melhoram o diagnóstico das perturbações vocais</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cirurgia endoscópica nasossinusal: formação intensiva quer elevar segurança e diferenciação na Otorrinolaringologia</title>
		<link>https://mediconews.pt/cirurgia-endoscopica-nasossinusal-formacao-intensiva-quer-elevar-seguranca-e-diferenciacao-na-otorrinolaringologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 17:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Jorge Rodrigues</strong>, otorrinolaringologista da Unidade Local de Saúde de São João e diretor do 2.º Curso de Cirurgia Endoscópica Nasossinusal, destaca que a formação na Unidade de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) visa capacitar especialistas com competências diferenciadas numa área tecnicamente exigente e de elevada complexidade anatómica, colmatando a frequente ausência de treino estruturado em ambiente controlado durante o internato. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Quais os propósitos clínicos e pedagógicos desta formação e como deverão refletir-se no quotidiano dos formandos?</strong></p>
<p><strong>JR I</strong> Este curso tem como propósito a aprendizagem, treino e evolução técnica dos seus formandos, com vista a obter médicos otorrinolaringologistas mais diferenciados e competentes na área da cirurgia endoscópica nasossinusal.</p>
<p>O facto deste curso ter sido desenvolvido por otorrinolaringologistas que simultaneamente são docentes de Anatomia permite uma melhor transposição dos conceitos teóricos para a prática de dissecção em cadáver e posteriormente para a atividade cirúrgica.</p>
<p>Do ponto de vista clínico, o principal objetivo é melhorar a qualidade e a segurança da prática de cirurgia endoscópica nasossinusal. Esta é uma área tecnicamente exigente, desenvolvida num território anatómico de enorme complexidade, próximo de estruturas nobres como a órbita e o cérebro.</p>
<p>Do ponto de vista pedagógico, este curso nasce da perceção de que a Anatomia ensinada no início do percurso médico é revisitada de forma fragmentada durante a prática clínica. Contudo, o conhecimento anatómico detalhado é a base obrigatória para a aquisição de competências na cirurgia endoscópica nasossinusal. Por outro lado, enquanto docente de Anatomia, tenho a noção clara de que a aprendizagem anatómica ganha outra dimensão quando é contextualizada clinicamente. Desta forma, este curso pretende reaproximar o cirurgião da dissecação anatómica, explorar a Anatomia endoscópica numa perspetiva tridimensional e promover o treino cirúrgico em ambiente controlado. Esta transição da teoria para a prática é fundamental para encurtar a curva de aprendizagem e reduzir o risco clínico.</p>
<p>Com esta formação, procuramos que os participantes consigam adquirir competências no reconhecimento de estruturas anatómicas, suas relações e limites anatómicos, desenvolvam maior segurança na progressão intraoperatória e adquiram maior competência na resolução de complicações.</p>
<p>Para além do mais, ao fortalecer a base anatómica e conceptual destes profissionais, estamos indiretamente a contribuir para elevar o padrão formativo global da especialidade.</p>
<p><strong>NF | De que forma este curso colmata as atuais falhas no ensino da Cirurgia Endoscópica Nasossinusal dentro da Otorrinolaringologia?</strong></p>
<p><strong>JR I</strong> Este curso de Cirurgia Endoscópica Nasossinusal surgiu após constatação de falta de oferta formativa nesta área específica da Otorrinolaringologia em Portugal, e em particular no norte do país.</p>
<p>A formação em Otorrinolaringologia tem vindo a evoluir, mas persistem desafios estruturais no ensino desta cirurgia. Uma das principais lacunas reside na heterogeneidade da exposição cirúrgica durante o internato. Nem todos os serviços têm o mesmo volume ou a mesma diferenciação técnica. Consequentemente, o contacto dos internos com patologia complexa ou com abordagens avançadas pode ser limitado. Outra limitação frequente é a ausência de treino estruturado em ambiente controlado antes da execução em bloco operatório. A curva de aprendizagem da cirurgia endoscópica é reconhecidamente exigente. Este curso procura colmatar essas falhas através de uma abordagem sistematizada com treino cirúrgico intensivo, reforçando o reconhecimento de referências anatómicas importantes e exposição a técnicas avançadas, com treino em resolução de complicações.</p>
<p>Para além disso, o facto deste curso se desenvolver em articulação com dois serviços de Otorrinolaringologia de diferentes hospitais permite criar um espaço de partilha de conhecimentos interinstitucionais entre formadores e com formandos de diferentes hospitais e regiões do país. Esta diversidade enriquece a discussão e reduz assimetrias formativas, constituindo uma importante mais-valia da nossa oferta formativa.</p>
<p><strong>NF | Sendo a segunda edição do curso, como tem sido a adesão por parte dos estudantes e quais as perspetivas da FMUP para futuras edições?</strong></p>
<p><strong>JR I</strong> A primeira edição deste curso decorreu no ano de 2025 e contou com bastante procura, sendo que os interessados foram superiores ao número de vagas de formação disponibilizadas. Recebemos candidaturas de internos de especialidade de diferentes anos de formação e oriundos de diversos serviços de todo o país. Esta procura foi encorajadora para avançarmos para uma segunda edição.</p>
<p>Nesta segunda edição mantemos elevada adesão, sendo que se prevê que todas as vagas fiquem preenchidas. Vamos contar com a presença de internos de formação específica bem como de especialistas que pretendem reavivar conhecimentos e aprimorar técnicas. Este interesse transversal demonstra que a cirurgia endoscópica nasossinusal não é apenas um tema de iniciação, mas também de aperfeiçoamento contínuo.</p>
<p>Para o futuro, pretendemos consolidar a matriz deste curso e manter esta oferta formativa na Unidade de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.</p>
<p>Saiba mais sobre o evento <a href="https://www.sporl.pt/Medicos/Eventos/Evento/ModuleID/524/ItemID/560/mctl/EventDetails" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/cirurgia-endoscopica-nasossinusal-formacao-intensiva-quer-elevar-seguranca-e-diferenciacao-na-otorrinolaringologia/">Cirurgia endoscópica nasossinusal: formação intensiva quer elevar segurança e diferenciação na Otorrinolaringologia</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Terapêutica tópica não-fluoroquinolona é mais eficaz em casos de otorreia com resistência às fluoroquinolonas”</title>
		<link>https://mediconews.pt/terapeutica-topica-nao-fluoroquinolona-e-mais-eficaz-em-casos-de-otorreia-com-resistencia-as-fluoroquinolonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 14:31:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A resistência antimicrobiana nas infeções otológicas representa um desafio crescente na prática clínica, exigindo uma abordagem cada vez mais criteriosa na escolha terapêutica. Neste contexto, <strong>André Sá Pereira</strong>, otorrinolaringologista da ULS Lisboa Ocidental e primeiro autor do estudo “Otorreia resistente às fluoroquinolonas: fatores de risco e abordagens terapêuticas”, publicado na Revista Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, concedeu uma entrevista à News Farma sobre os principais resultados e implicações deste trabalho.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/terapeutica-topica-nao-fluoroquinolona-e-mais-eficaz-em-casos-de-otorreia-com-resistencia-as-fluoroquinolonas/">“Terapêutica tópica não-fluoroquinolona é mais eficaz em casos de otorreia com resistência às fluoroquinolonas”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Questionado sobre os principais resultados do estudo e o seu impacto na prática clínica em Otorrinolaringologia, André Sá Pereira destaca que &#8220;a terapêutica tópica não-fluoroquinolona foi significativamente mais eficaz do que a fluoroquinolona tópica isolada em casos de otorreia com resistência às fluoroquinolonas.&#8221; Sublinha ainda que &#8220;quando foi necessária terapêutica sistémica, não houve diferença significativa no sucesso clínico entre o uso de fluoroquinolonas ou não-fluoroquinolonas como tratamento tópico adjuvante.&#8221; Para o especialista, estes resultados são um sinal claro de que &#8220;em infeções otológicas mais graves, a resolução clínica depende essencialmente da terapêutica sistémica, sendo o papel da terapêutica tópica menos determinante.&#8221;</p>
<p>Estas conclusões têm implicações relevantes para a prática clínica, sobretudo no que se refere à racionalização do uso de antibióticos. O otorrinolaringologista reforça que este resultado permite alertar sobre o uso indiscriminado de fluoroquinolonas tópicas, pois reduz a pressão seletiva o que ajuda a mitigar o desenvolvimento de resistências.</p>
<p>O estudo identifica <em>Pseudomonas aeruginosa</em> como o agente etiológico mais comum e evidencia que a diabetes mellitus (DM) está significativamente associada à necessidade de internamento e ao uso de múltiplos antibióticos. Com base nestes dados, André Sá Pereira defende uma abordagem mais vigilante e proativa em casos de otorreia resistente em doentes com DM. Entre as recomendações que aponta, destaca-se a importância de manter um &#8220;baixo limiar para colheita de exsudado em doentes diabéticos com otorreia, mesmo em fases precoces da infeção.&#8221; Defende também o &#8220;início precoce de terapêutica combinada (tópica + sistémica) em diabéticos&#8221; e a escolha criteriosa do tratamento tópico, recomendando &#8220;optar por tópicos não-fluoroquinolona como primeira escolha quando usados isoladamente.&#8221; O otorrinolaringologista alerta ainda para a necessidade de um seguimento clínico mais rigoroso, sublinhando que é fundamental &#8220;monitorizar mais de perto a evolução clínica dos doentes diabéticos, dado o risco aumentado de complicações, necessidade de internamento e refratariedade ao tratamento.&#8221;</p>
<p>No que diz respeito à investigação futura, André Sá Pereira defende ser essencial aprofundar o conhecimento sobre a eficácia e otimização terapêutica na otorreia resistente. O especialista aponta que &#8220;os próximos passos devem incluir estudos prospetivos multicêntricos, com amostras maiores e representativas de diferentes regiões, para confirmar a eficácia dos diferentes esquemas terapêuticos”.</p>
<p>Entre as prioridades futuras, destaca ainda a necessidade de &#8220;investigação sobre a concentração real in vivo de antibióticos tópicos no ouvido médio/externo e sua relação com os perfis de resistência&#8221;, bem como a &#8220;avaliação do impacto da terapêutica combinada precoce em grupos de risco, como diabéticos ou doentes com mastoidectomias prévias.&#8221; Por fim, o especialista considera fundamental explorar novas abordagens terapêuticas, nomeadamente através do &#8220;estudo da eficácia de novas formulações tópicas e do potencial de terapêuticas não antibióticas (como antissépticos) em doentes com otorreia resistente”.</p>
<p>Leia o artigo original <a href="https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2187" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/terapeutica-topica-nao-fluoroquinolona-e-mais-eficaz-em-casos-de-otorreia-com-resistencia-as-fluoroquinolonas/">“Terapêutica tópica não-fluoroquinolona é mais eficaz em casos de otorreia com resistência às fluoroquinolonas”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<item>
		<title>“O exame físico e a história clínica são fundamentais e fazem, em 90% dos casos, o diagnóstico”</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-exame-fisico-e-a-historia-clinica-sao-fundamentais-e-fazem-em-90-dos-casos-o-diagnostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 16:40:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=39882</guid>

					<description><![CDATA[<p><strong>Ângela Reis Rego</strong>, especialista em Otorrinolaringologia, no Hospital de Santa Maria Porto, participou na mesa-redonda intitulada de “Vertigens, tonturas, acufeno, otites, hipoacusia”, que decorreu durante as VII Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar. Nesse sentido, a especialista reforça que o exame clínico e a história clínica são duas ferramentas essenciais para os especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF) fazerem diagnósticos.  Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a sessão houve, também, a preocupação de compreender qual a doença que deve ser referenciada, isto é, aspetos sobre os quais a MGF deve ter atenção para encaminhar a um serviço de urgência ou a uma consulta de Otorrinolaringologia.</p>
<p>As VII Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar decorreram de 20 a 22 de março, no Porto.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Luísa Monteiro representa ORL portuguesa no World Hearing Forum</title>
		<link>https://mediconews.pt/luisa-monteiro-representa-orl-portuguesa-no-world-hearing-forum/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 15:08:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=34405</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra, decorreu o World Hearing Forum, com o lema “Cuidados Otológicos e Auditivos para todos”. <strong>Luísa Monteiro</strong> esteve presente nesta reunião e integrou um dos grupos de trabalho formados.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No evento procedeu-se à discussão com Stockholders, sendo o último dia dedicado ao trabalho com todos os membros do fórum. Foram constituídos vários grupos de trabalho, nomeadamente: Resolution and Report, World Hearing Day, Make Listening Safe, Changemakers e Resource Mobilization.</p>
<p>Luísa Monteiro esteve presente nesta reunião e integra atualmente o grupo de trabalho “Make Listening Safe”, coordenado por Katya Freire. Este é dedicado à divulgação dos malefícios do ruído em ambiente profissional ou lúdico, através de campanhas nos media, organizações educativas e ações de sensibilização da população, particularmente, dos mais jovens.</p>
<p>Segundo Luísa Monteiro, “o objetivo é trabalhar para que o Dia Mundial da Audição, celebrado a 3 de Março, se transforme numa jornada de informação e divulgação da prevenção da perda auditiva, da desmistificação da hipoacusia e de todos os preconceitos que envolvem os portadores de perda auditiva. Ao longo do ano, pretendemos divulgar junto do público e especialmente dos jovens, a prevenção da hipoacusia desenvolvida por ambientes sonotraumáticos, através de práticas seguras de audibilidade. Os profissionais de saúde, nomeadamente os otorrinolaringologistas, deverão ter um papel muito ativo e na linha da frente na divulgação e implementação destas informações e destas medidas.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: SPORL</p>
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		<title>Dr.ª Daniela Sá Ferreira eleita presidente da Associação Portuguesa do Sono</title>
		<link>https://mediconews.pt/dr-a-daniela-sa-ferreira-eleita-presidente-da-associacao-portuguesa-do-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Mar 2023 09:58:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pneumologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=27861</guid>

					<description><![CDATA[<p>A <strong>Dr.ª Daniela Sá Ferreira</strong>, pneumologista do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE), foi eleita presidente da Associação Portuguesa do Sono (APS), para o triénio 2023-2025, após ter desempenhado o cargo de 2.º vogal na direção cessante.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na sua nomeação, a presidente eleita refere que os objetivos do seu mandato passam pela “promoção da sensibilização e informação da população, e até dos nossos governantes, no sentido se fazer uma exaltação à função do sono, objetivo primordial da APS, bem como contribuir para a formação dos profissionais na área de Medicina do Sono, seja através da estimulação dos sócios a participar nas atividades da APS, ou da promoção de reuniões científicas e cursos avançados relacionados com o sono”.</p>
<p>“O sono ocupa 1/3 das nossas vidas, desempenhando um papel fundamental na recuperação de energias para o dia seguinte. É por isso essencial para o desenvolvimento cognitivo e consolidação da memória, para o equilíbrio metabólico e para a regulação imunológica e cardiovascular, sendo que a privação crónica do sono, ou outros distúrbios de sono, têm por isso associados riscos de obesidade, risco acrescidos de infeções e impacto cardiovascular grave com aparecimento de patologia cardíaca, hipertensão arterial, diabetes mellitus e patologia cerebrovascular”, explicou a Dr.ª Daniela Ferreira.</p>
<p>A nova direção pretende também criar grupos de interesse nas várias áreas específicas do sono (insónia, distúrbios respiratórios, pediatria, ORL e Medicina Oral do Sono) para promover atividades formativas e de investigação, com o apoio de outros colaboradores do CHVNGE.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6>Fonte e créditos: Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho</h6>
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		<title>Atualização no tratamento do carcinoma da nasofaringe metastático</title>
		<link>https://mediconews.pt/atualizacao-no-tratamento-do-carcinoma-da-nasofaringe-metastatico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 11:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=27780</guid>

					<description><![CDATA[<p>Leia o artigo de opinião da <strong>Dr.ª Elsa Campôa</strong>, onde a oncologista do Centro Hospitalar Universitário do Algarve partilha a sua visão sobre o contexto atual do tratamento do carcinoma da nasofaringe metastático.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O carcinoma da nasofaringe é uma entidade distinta dentro dos carcinomas pavimento celulares (CPC) da cabeça e pescoço. Trata-se de uma neoplasia rara na maior parte do mundo, mas endémica na China e Sudoeste Asiático. Nos casos de CPC da nasofaringe não queratinizante, um dos subtipos mais frequentes, em aproximadamente 90 % dos casos verifica-se associação com o vírus Epstein-Barr.</p>
<p>O tratamento do carcinoma da nasofaringe recorrente ou metastático é desafiante e envolve uma abordagem multidisciplinar na seleção da melhor estratégia terapêutica para cada doente. Deve avaliar-se o potencial do tratamento sistémico, abordagem cirúrgica ou da radioterapia na sua individualidade e complementaridade.</p>
<p>A terapêutica sistémica standard para a doença metastática em 1.ª linha envolve esquemas baseados em platino, nomeadamente a combinação de cisplatino com gemcitabina. Ao longo dos anos, a imunoterapia tem vindo a alterar os paradigmas dos tratamentos em várias neoplasias e também no carcinoma da nasofaringe, com vários estudos fase 3 em 1.ª linha e subsequentes. Nos últimos dois anos, três ensaios de fase 3, JUPITER-02, CAPTAIN 1ST e RATIONALE-309, demonstraram benefícios na associação de inibidores de checkpoint anti-PD1 ao tratamento standard de quimioterapia com cisplatino e gemcitabina.</p>
<p>Adicionalmente introduziram o conceito de terapêutica de manutenção pela continuidade do fármaco de imunoterapia após os seis ciclos de concomitância com a quimioterapia. Os três fármacos avaliados nos ensaios foram: toripalimab (JUPITER-02), camrelizumab (CAPTAIN 1ST) e tislelizumab (RATIONALE-309). Os ensaios apresentavam desenhos de estudo similares com a adição do fármaco de imunoterapia aos seis ciclos de cisplatino e gemcitabina com posterior terapêutica de manutenção com imunoterapia. O objetivo principal em todos foi a sobrevida livre de progressão (PFS). Os resultados foram positivos nos três ensaios para o seu objetivo principal. Destaca-se um aumento em PFS de 48 % para toripalimab; 46 % para camrelizumab; e 50 % para tislelizumab. Os resultados de sobrevida global (OS) são ainda imaturos.</p>
<p>Relativamente a terapêuticas em 2.ª linha e posteriores as opções mantêm-se entre imunoterapia ou quimioterapia, com benefícios similares, no entanto com menores toxicidades associadas à imunoterapia. Assim, os resultados da associação de imunoterapia ao tratamento standard em primeira linha são muito promissores, eventualmente practice changing, encontrando-se já as associações de toripalimab e camrelizumab com a quimioterapia em 1.ª linha contemplados nas atualizações da Sociedade Europeia de Oncologia Médica.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A cirurgia de implante coclear e o impacto no equilíbrio</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-cirurgia-de-implante-coclear-e-o-impacto-no-equilibrio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2023 15:06:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=27594</guid>

					<description><![CDATA[<p>A docente e investigadora <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Prof.ª Doutora Inês Araújo</b>, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra, apresenta o resultado da sua investigação que envolveu uma amostra de indivíduos com perda auditiva severa a profunda, submetidos a cirurgia de implante coclear, tendo ficado demonstrado que a cirurgia de implante coclear tem impacto no equilíbrio/sintomas de vertigem. As conclusões estão descritas no livro que será lançado pela ESTESC- IPC e enquadra-se na coleção “Ciência, Saúde, Inovação – Teses de Doutoramento”. Veja a entrevista à autora.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Prof.ª Doutora Inês Araújo partilha o que sente com a publicação do livro onde inclui as conclusões do seu estudo: &#8220;É uma sensação de dever cumprido. Não só no capítulo pessoal, mas também por uma questão profissional, porque em Portugal é importante haver documentos científicos, na Audiologia, na Otorrinolaringologia, e na caraterização dos doentes que necessitam de implante coclear&#8221;, expressa.</p>
<p>A docente explica que este estudo foi segmentado em três partes: a caraterização do sistema vestibular nos doentes que necessitam de implante coclear; a análise dos sintomas vestibulares no pré e pós cirurgia; e a avaliação do programa de reabilitação dos doentes que apresentaram sequelas vestibulares após o implante e, em sentido paralelo, as melhorias de equilíbrio sentidas pelos doentes que não expressaram sintomas antes da cirurgia.</p>
<p>Veja o vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-cirurgia-de-implante-coclear-e-o-impacto-no-equilibrio/">A cirurgia de implante coclear e o impacto no equilíbrio</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“A APO tem de chegar às pessoas de forma diferenciada com bases científicas de excelência”</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-apo-tem-de-chegar-as-pessoas-de-forma-diferenciada-com-bases-cientificas-de-excelencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 12:41:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Otoneurologia]]></category>
		<category><![CDATA[Otorrinolaringologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=27296</guid>

					<description><![CDATA[<p>A <b style="mso-bidi-font-weight: normal;">Dr.ª Sandra Costa</b> é a nova presidente da Associação Portuguesa de Otoneurologia. A especialista partilhou, em entrevista, os principais objetivos do mandato e o percurso que a direção pretende desenhar para a especialidade em Portugal. Veja o vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-apo-tem-de-chegar-as-pessoas-de-forma-diferenciada-com-bases-cientificas-de-excelencia/">“A APO tem de chegar às pessoas de forma diferenciada com bases científicas de excelência”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">“Assumir a presidência da APO é o culminar de um trabalho e de um gosto desenvolvidos durante anos. Dediquei-me à Otoneurologia desde a minha formação, e sinto-me grata por poder contribuir para a especialidade em Portugal”, exprime a Dr.ª Sandra Costa.</p>
<p class="MsoNormal">Partilha que este mandato pretende dar continuidade no capítulo científico e nos princípios basilares das anteriores direções, adicionada a uma transformação digital que possibilita chegar às pessoas de uma forma distintiva, sobretudo aos mais jovens, e com iniciativas próprias para expandir a especialidade.</p>
<p class="MsoNormal">A Dr.ª Sandra Costa assume o compromisso de desenvolver uma APO agregadora, sem elitismos, com mais-valias claras para os sócios, com forte componente de formação, de forma a aproximar gerações, e que tal se traduza na partilha de um &#8220;deslumbre&#8221; pela especialidade e, consequentemente, permitir um melhor serviço ao doente.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-apo-tem-de-chegar-as-pessoas-de-forma-diferenciada-com-bases-cientificas-de-excelencia/">“A APO tem de chegar às pessoas de forma diferenciada com bases científicas de excelência”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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