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	<title>Arquivo de Ortopedia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 29 Jun 2026 11:04:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Ortopedia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Escoliose idiopática do adolescente e a importância do diagnóstico precoce</title>
		<link>https://mediconews.pt/escoliose-idiopatica-do-adolescente-e-a-importancia-do-diagnostico-precoce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:04:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose, o presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV), <strong>Nelson Carvalho</strong>, alerta para esta doença rara para a qual a comunidade médica deve estar alerta no desenvolvimento da população pediátrica. Leia o artigo de opinião.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é uma patologia que afeta entre 2 a 4 por cento da população mundial. É caracterizada por uma inclinação lateral da espinha dorsal, com rotação das vértebras. Apesar de ser mais notório o desvio da coluna para um dos lados, a escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos. A EIA é mais frequente entre o sexo feminino, sobretudo antes da primeira menstruação. Apesar de os rapazes também poderem vir a desenvolver esta patologia, a ocorrência é bem menos frequente.</p>
<p>Ainda que, na maioria dos casos, a causa seja idiopática (que significa de causa desconhecida, embora saibamos que terá a ver com um determinismo genético ainda não identificado), pode ter outras causas como neurológicas, congénitas, do tecido conjuntivo e outras. A escoliose idiopática pode ainda ser infantil (&lt; 3 anos), juvenil (3 – 10 anos) e do adulto e pode ainda ser “de novo” em adultos habitualmente na 5ª década que não sofriam desta patologia.</p>
<p>Na EIA há quem acredite que o peso das malas e mochilas pode potenciar o surgimento desta patologia, o que é errado. O transporte de mochilas e malas, ainda que possam aumentar a quantidade de stress na coluna vertebral, devido ao peso excessivo, a utilização das mesmas não é o principal fator de desenvolvimento de escoliose. O máximo que pode acontecer é que a dor sentida aumente. Vários estudos comparativos entre crianças que usam mochila em apenas um ombro com as que não usam mochila, revelaram que a incidência de escoliose é igual em ambas.</p>
<p>No entanto, pode sim existir uma relação entre o peso das malas e algumas alterações de postura. Por forma a que não haja um comprometimento da coluna, recomenda-se que o peso carregado não ultrapasse 10 por cento do peso corporal.</p>
<p>Os principais sinais de alerta são os ombros a alturas diferentes, um lado da anca mais levantado do que o outro, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal (gibosidade ou bossa torácica) ao fletir a coluna para a frente. Por vezes, a escoliose pode ser facilmente confundida com a desigualdade do comprimento das pernas, sendo estes casos uma das causas de atitude escoliótica e não escoliose, na qual temos para além da curvatura da coluna uma rotação das vértebras.</p>
<p>As escolioses que se encontram entre os 10 graus e os 20-25 graus (Ângulo de Cobb) apenas necessitam de vigilância regular até à conclusão do crescimento da coluna vertebral. Porém, quando temos uma curvatura entre 20-25 e 40-45 graus, pode ser recomendada a utilização de um colete para impedir que a curva se agrave. As curvas com mais de 45 graus têm habitualmente indicação cirúrgica.</p>
<p>Relativamente ao tratamento da escoliose, este deve ser personalizado e individualizado, consoante a gravidade da situação. O problema mais importante relacionado com a escoliose é a progressão da deformidade e os efeitos colaterais resultantes, como distúrbios respiratórios e dor.</p>
<p>A fisioterapia, osteopatia, exercícios de alongamento ou reforço das cadeias musculares, não têm validação científica quanto à correção da curva. No entanto são importantes quando pensamos em atitudes escolióticas e correções posturais, o que é diferente das verdadeiras escolioses. Nestas, para além da inclinação lateral do tronco temos ao mesmo tempo a rotação da coluna no seu eixo vertical, que corresponde clinicamente ao aparecimento da gibosidade ou bossa torácica dorsal.</p>
<p>As ortóteses, recomendadas entre os 20-40 graus, têm como principal objetivo que a curva não progrida com o crescimento da adolescência. Podem ser de vários tipos, sendo os mais comuns os coletes de Boston, Providence e Charleston. Os dois primeiros são habitualmente usados 23 horas por dia, podendo em alguns casos aplicar-se o colete de Charleston apenas durante o período noturno.</p>
<p>Na EIA apenas é aconselhada a cirurgia nos casos graves, com curvas superiores a 40-45º, recorrendo-se a anestesia geral e a um período de internamento que varia entre quatro a sete dias. É uma cirurgia que se realiza habitualmente com monitorização neurológica, sendo colocado no paciente implantes de titânio que permitem a correção da deformidade em 70 a 80% do ângulo pré-operatório. No início da 4.ª semana da data da cirurgia podem retomar as suas atividades escolares, recomendando-se atividades físicas sem contacto físico a partir das 6 semanas e sem restrições do desporto escolar a partir dos 4 meses. Existem técnicas recentes de não fusão das vértebras (“Tethering)”, permitindo a mobilidade no segmento operado. Recorrem a bandas em vez de barras, sendo, contudo, uma técnica que ainda não tem o seguimento de anos pós-operatórios suficientes para se encontrar validada e ser consensual na comunidade científica.</p>
<p>Os outros tipos de escoliose, que não a EIA, têm tratamentos específicos caso a caso, necessitando de um tratamento personalizado a ser encetado por um cirurgião de coluna (ortopedista ou neurocirurgião) ou um fisiatra.</p>
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			</item>
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		<title>Cirurgia da coluna: quando a tecnologia melhora os resultados clínicos</title>
		<link>https://mediconews.pt/cirurgia-da-coluna-quando-a-tecnologia-melhora-os-resultados-clinicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 15:41:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As dores nas costas são uma das queixas mais frequentes na população e, em alguns casos, podem evoluir para situações que exigem intervenção cirúrgica. Neste artigo de opinião, <strong data-start="1290" data-end="1329">António Francisco Martingo Serdoura</strong>, diretor de Serviço do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de São João, reflete sobre a evolução da cirurgia da coluna e o papel da robótica na melhoria da precisão cirúrgica, da segurança dos doentes e da eficiência do Serviço Nacional de Saúde.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As dores nas costas são uma das queixas mais comuns da população em geral. Para muitos, começam como um incómodo, mas pode tornar-se um problema sério, com impacto no trabalho, na vida familiar e na qualidade de vida. Em alguns casos, quando os tratamentos habituais deixam de resultar, a cirurgia à coluna pode ser necessária.</p>
<p>A boa notícia é que esta área da Medicina está a mudar — e a mudar para melhor. Em Portugal, tal como noutros países, a cirurgia à coluna tem evoluído com um objetivo claro: reduzir riscos para o doente e melhorar os resultados clínicos.</p>
<p>Durante muitos anos, estas cirurgias foram associadas a procedimentos muito invasivos, recuperações longas e risco elevado de complicações. Mesmo com os avanços das últimas décadas, existe sempre um momento crítico: a precisão. Muitas cirurgias implicam a colocação de implantes para estabilizar a coluna, e pequenos desvios podem ter consequências significativas.</p>
<p>Um implante mal posicionado pode provocar dor persistente, irritação ou lesão dos nervos, limitações na mobilidade e, em alguns casos, obrigar a uma nova cirurgia. Para o doente, isto significa mais sofrimento e mais tempo afastado da vida normal. Para o SNS, representa mais dias de internamento, mais tempo de bloco operatório, mais exames e mais custos. É um problema que afeta todos.</p>
<p>É neste contexto que a robótica na cirurgia da coluna surge como uma nova revolução. A tecnologia não substitui o médico. O cirurgião continua a liderar todo o processo. A diferença é que passa a contar com um apoio que permite executar passos mais delicados com muito maior precisão. E quando a cirurgia é mais precisa, há menos erros, menos complicações e melhor recuperação.</p>
<p>Menos complicações significam também menor risco de reoperações e menos ocupação de recursos hospitalares. Um doente que recupera mais depressa regressa mais cedo à sua autonomia, à vida familiar e ao trabalho, reduzindo o impacto social e económico da doença. A inovação, neste sentido, deixa de ser um luxo e passa a ser uma decisão racional.</p>
<p>Naturalmente, a tecnologia por si só não chega. É essencial investir em equipas bem formadas, com treino contínuo e partilha de boas práticas, em que o doente deve estar no centro das decisões, com acesso a informação clara sobre as opções disponíveis.</p>
<p>Iniciativas como a campanha “Olhe Pelas Suas Costas” ajudam a promover a prevenção, o diagnóstico precoce e escolhas mais informadas. Tratar bem da sua coluna é a medida profilática mais importante.</p>
<p>Apostar na inovação é apostar em mais qualidade de vida e um SNS mais eficiente. É, acima de tudo, apostar num futuro onde tratar melhor também significa gastar melhor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Jorge Mineiro coordena o primeiro encontro totalmente dedicado ao tratamento cirúrgico da escoliose do adolescente</title>
		<link>https://mediconews.pt/jorge-mineiro-coordena-o-primeiro-encontro-totalmente-dedicado-ao-tratamento-cirurgico-da-escoliose-do-adolescente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 11:48:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Hospital CUF Descobertas recebe, nos dias 23 e 24 de janeiro, o "II No Consensus Lisbon Spine Meeting", o primeiro encontro no mundo ocidental totalmente dedicado à técnica cirúrgica <em>spinal tethering</em> e à modulação do crescimento na escoliose idiopática do adolescente. A reunião conta com a presença de <strong>Jorge Mineiro</strong>, coordenador do Centro de Ortopedia e Traumatologia no Hospital CUF Descobertas, e decorrerá em formato digital e presencial. As inscrições são feitas <em>online</em>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o surgimento de técnicas que permitem corrigir a deformidade preservando o crescimento e a mobilidade da coluna, este encontro realiza-se num contexto de mudança no tratamento cirúrgico da escoliose idiopática do adolescente. Este evento científico aprofunda temas como o <em>anterior vertebral body tethering</em> (AVBT) e o <em>posterior vertebral pedicular tethering</em> (PVPT), explorando as suas indicações, resultados a longo prazo e a gestão de possíveis complicações.</p>
<p>O encontro promove o debate sobre áreas onde ainda não existe consenso global, exigindo uma partilha de conhecimento diferenciado. Para tal, o evento conta com a presença de um corpo clínico de renome internacional, incluindo nomes como Amer Samdani, Ahmet Alanay, Muharrem Yazici, Moyo Kruyt e Thanos Tsirikos, que se juntam aos especialistas nacionais para discutir casos clínicos e a biomecânica subjacente a estas novas técnicas.</p>
<p>A inscrição é obrigatória através deste <a href="https://academiacuf.up.events/activities/view/13237" target="_blank" rel="noopener">link</a>, no qual também é possível consultar o programa do evento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A primeira mulher doutorada em Ortopedia em Portugal</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-primeira-mulher-doutorada-em-ortopedia-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 09:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Vânia Oliveira</strong> é médica ortopedista dedicada a tumores músculo-esqueléticos no Centro de Referência Nacional e Europeu e Coordenadora da Secção de Tumores da Sociedade Portuguesa de Ortopedia (SPOT). Foi a primeira mulher ortopedista a doutorar-se em Portugal e, recentemente, assumiu a missão de promover uma campanha, inédita em Portugal, que consiste no diagnóstico precoce do osteossarcoma na <em>Fundación Elena Tertre</em>. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ortopedista tornou-se a primeira mulher em Portugal a concluir um doutoramento na área da Ortopedia Oncológica Musculoesquelética, com foco nos tumores ósseos e nas metástases ósseas, um problema clínico em crescimento exponencial. “Hoje em dia, com os avanços no cancro, os doentes vivem muito mais e, como vivem mais, também está a crescer exponencialmente o número de metástases ósseas”, explica.</p>
<p>Desenvolvido com orientação internacional e avaliado por um júri com especialistas de centros de referência europeus, o doutoramento resultou em múltiplas publicações científicas. Apesar dos desafios logísticos e pessoais, incluindo o período de maternidade, a médica concluiu o grau académico com distinção. “Hoje olho para trás e não sei como é que consegui fazer tudo o que fiz, mas sei o quanto custou”, relembra.</p>
<p>Atualmente está envolvida em estudos multicêntricos internacionais e considera que o doutoramento representa uma valorização académica progressiva. “Ser doutorada é sempre mais um ponto, abre portas, mesmo que não seja de imediato”, refere.</p>
<p>Para a especialista, a Ortopedia portuguesa está ao nível dos melhores centros internacionais em termos técnicos e científicos, apontando apenas a organização hospitalar como principal fragilidade nacional. “O nosso ponto fraco é a organização e a logística. A nível do trabalho em si, nós (Portugal) estamos ao nível, sem dúvida nenhuma”, conclui.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Curso eleva competências em ecografia no punho e mão</title>
		<link>https://mediconews.pt/curso-eleva-competencias-em-ecografia-no-punho-e-mao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 11:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Curso de Avaliação Ecográfica do Punho e Mão em Consulta, alicerçado na experiência clínica da Unidade do Punho e da Mão do Hospital CUF Tejo, distinguida como <em>International Wrist Center</em>, pretende capacitar clínicos para integrar de forma plena a ecografia na rotina assistencial. A coordenadora desta Unidade e membro da Comissão Organizadora do curso, <strong>Carla Nunes</strong>, explica que o objetivo central é garantir que cada participante adquira autonomia para utilizar o ecógrafo em contexto real, amplificando o exame objetivo e elevando a precisão diagnóstica. Assista ao vídeo da edição que decorreu no final de outubro, na qual participaram 18 formandos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A médica, que este ano foi distinguida com o Diploma Europeu de Cirurgia da Mão, salienta que a ecografia já funciona como um verdadeiro meio de visão para o cirurgião, validando hipóteses clínicas, permitindo avaliações dinâmicas e envolvendo o doente através da tradução imediata das queixas em imagem.</p>
<p>Uma das participantes do curso, a especialista em Ortopedia, <strong>Eva Campos</strong>, reforça, por sua vez, que a ecografia tende a tornar-se indispensável para o ortopedista, razão pela qual considera o curso benéfico até para os profissionais mais experientes. Destaca também a inclusão do POCUS, que possibilita realizar intervenções e procedimentos sob controlo ecoguiado, no momento, otimizando o tratamento do doente diretamente na consulta de punho e mão.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Osteossarcoma: “Não tenho a mínima dúvida que estamos, em Portugal, ao mesmo nível do mundo inteiro em centros de referência”</title>
		<link>https://mediconews.pt/osteossarcoma-nao-tenho-a-minima-duvida-que-estamos-em-portugal-ao-mesmo-nivel-do-mundo-inteiro-em-centros-de-referencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 10:08:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem o diz é <strong>Vânia Oliveira</strong>, coordenadora da Secção de Tumores da Sociedade Portuguesa de Ortopedia (SPOT), após questionada sobre a campanha que, em parceria com a Fundación Elena Tertre, sensibiliza para o diagnóstico precoce desta patologia. Assista à entrevista que dá a conhecer os próximos passos e como surgiu a colaboração.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/osteossarcoma-nao-tenho-a-minima-duvida-que-estamos-em-portugal-ao-mesmo-nivel-do-mundo-inteiro-em-centros-de-referencia/">Osteossarcoma: “Não tenho a mínima dúvida que estamos, em Portugal, ao mesmo nível do mundo inteiro em centros de referência”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Tenho excelentes relações com os colegas espanhóis e surgiu a oportunidade, o ano passado, de participar anualmente no Osteossarcoma Day, em Madrid. Pensei que queria fazer esta sensibilização de diagnóstico precoce do osteossarcoma em Portugal também. Fazia todo o sentido. Como o diagnóstico precoce é a chave, tive a iniciativa de começar uma onda ibérica”, explica.</p>
<p>A campanha pretende atingir um público específico: os jovens que pertencem ao mundo desportivo, com especial foco nos homens, devido ao facto do osteossarcoma ser o cancro ósseo mais frequente, apesar de raro, ligeiramente mais prevalente no género masculino, em que, entre os 10 e os 30 anos, esta população tem um maior risco associado.</p>
<p>“Interessa-nos atuar perto dos jovens no mundo desportivo, e estou a ver a onda a crescer. Vai valer a pena. Vamos ter uma população com maior literacia, porque temos de apostar não na prevenção, mas no diagnóstico precoce”, acrescenta.</p>
<p>Na opinião de Vânia Oliveira, os avanços na Ortopedia têm chegado a Portugal, confessando que o país se equipara a todos os outros. Em entrevista à News Farma, a especialista refere que têm sido acompanhadas as atualizações dos últimos 30 anos e que, neste momento, as amputações são raras.</p>
<p>Saiba mais sobre a campanha <a href="https://fundacionelenatertre.es/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/osteossarcoma-nao-tenho-a-minima-duvida-que-estamos-em-portugal-ao-mesmo-nivel-do-mundo-inteiro-em-centros-de-referencia/">Osteossarcoma: “Não tenho a mínima dúvida que estamos, em Portugal, ao mesmo nível do mundo inteiro em centros de referência”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Encaminhamento e diagnóstico: a perspetiva da Ortopedia infantil</title>
		<link>https://mediconews.pt/encaminhamento-e-diagnostico-a-perspetiva-da-ortopedia-infantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 16:21:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mesa-redonda “Pediatria – Ortopedia infantil e Consulta Aberta em idade Pré-escolar” foi o tema que contou com <strong>Nuno Alegrete</strong>, especialista em Ortopedia no Hospital CUF Porto, durante as VII Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar. O especialista alerta que é importante ter em consideração que a criança passa por várias etapas de crescimento e cada uma tem as suas particularidades. Assim, abordou temas como pé chato, alinhamento dos membros inferiores, doença oculta ou escoliose. Assista à entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/encaminhamento-e-diagnostico-a-perspetiva-da-ortopedia-infantil/">Encaminhamento e diagnóstico: a perspetiva da Ortopedia infantil</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a importância de trazer um tema como este ao evento, Nuno Alegrete reflete que é “fundamental”, sobretudo pela “atualização de conhecimentos em áreas específicas”, tendo em conta que “estes doentes vão aparecer nas consultas dos médicos de família e são eles a primeira linha, a primeira orientação e, portanto, é fundamental este tipo de encontros para que possa haver uma atualização de conhecimentos e uma orientação adequada”.</p>
<p>Nuno Alegrete deixa ainda como principais mensagens: “Fazer o diagnóstico atempado e, se possível, e uma das sugestões que eu fui dando, passa por pedir os exames certos para que quando o doente seja orientado para a especialidade, neste caso para a Ortopedia, já leve a documentação que é necessária para depois ser feito um diagnóstico e um tratamento, evitando a multiplicação de consultas e exames feitos fora de tempo”.</p>
<p>As VII Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar decorreram de 20 a 22 de março, no Porto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/encaminhamento-e-diagnostico-a-perspetiva-da-ortopedia-infantil/">Encaminhamento e diagnóstico: a perspetiva da Ortopedia infantil</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inovação na cirurgia de coluna: o futuro agora</title>
		<link>https://mediconews.pt/inovacao-na-cirurgia-de-coluna-o-futuro-agora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 10:26:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=37769</guid>

					<description><![CDATA[<p>No artigo de opinião, <strong>Hélder Maurício</strong>, ortopedista no Hospital Beatriz Ângelo, reflete sobre os avanços que transformaram a cirurgia da coluna. Com tecnologias como a navegação 3D e a robótica, os procedimentos tornaram-se mais precisos, menos invasivos e promovem uma recuperação mais rápida. Para o especialista, a evolução técnica é essencial, mas a formação dos profissionais é igualmente crucial para que esses progressos beneficiem plenamente os doentes. Leia o artigo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/inovacao-na-cirurgia-de-coluna-o-futuro-agora/">Inovação na cirurgia de coluna: o futuro agora</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde a primeira dicectomia no início do século XX até agora, a cirurgia da coluna vertebral tem beneficiado de avanços consideráveis, principalmente a partir da década de 70 do século passado. O desenvolvimento dos parafusos pediculares, o desenvolvimento da ressonância magnética, e a introdução do microscópio impulsionou esta área até se tornar atualmente um dos procedimentos ortopédicos mais realizados em todo o mundo.</p>
<p>Os resultados de hoje são o fruto de um desenvolvimento técnico e científico muito relevantes. Em primeiro lugar, temos acesso a exames de imagem mais precisos, o que permitiu melhorar a nossa acuidade diagnóstica. Há uma compreensão cada vez melhor da biomecânica da coluna, passando a vê-la como estrutura tridimensional, dinâmica, interdependente das articulações adjacentes, tanto do membro superior, como inferior. Assiste-se, igualmente, a uma evolução marcada das técnicas cirúrgicas. As modalidades minimamente invasivas são atualmente o gold-standard da cirurgia das ráquis para a esmagadora maioria das patologias, mesmo as tradicionalmente mais complexas, como deformidades ou tumores. Permitem atingir o mesmo resultado final, com menor agressão aos tecidos envolventes e, portanto, menor dor pós-operatória, reabilitação mais rápida, maior facilidade de cicatrização da ferida e menor taxa de infeção – mais rápida a reintegração do doente na sua atividade laboral e nas suas atividades do dia-a-dia com impacto económico importante para a Sociedade.</p>
<p>Com a integração dos exames de imagem (Rx, TAC e RM) no software de planeamento cirúrgico, torna-se possível arquitetar detalhadamente a melhor abordagem para o doente e antecipar as principais dificuldades antes mesmo da cirurgia. Neste momento, conseguimos planear o tamanho e trajeto dos parafusos pediculares, correção de deformidades através dos vários tipos de implantes de fusão interssomática ou mesmo osteotomias vertebrais.</p>
<p>A possibilidade de aquisição de imagens de TC intraoperatoriamente, associada ao desenvolvimento dos sistemas de navegação 3D, representa um avanço significativo na segurança e precisão necessária no ato cirúrgico. A navegação utiliza sensores de posicionamento que, ao serem colocados em referências anatómicas pré-definidas, permitem orientar os vários instrumentos cirúrgicos relativamente à anatomia óssea do doente, sem necessidade de fluoroscopia em simultâneo. A integração da robótica com o sistema de navegação, utilizando braços robots que orientam a introdução dos parafusos pediculares de acordo com o planeado previamente vai aumentar a precisão na execução da cirurgia, com diminuição das taxas de violação da parede pedicular pelos parafusos com na ordem dos 300 %.</p>
<p>A realidade aumentada é uma evolução dos sistemas de navegação, em que através de sistemas head-mounted dysplay, são sobrepostas imagens de navegação, com a localização dos trajetos dos parafusos pediculares localização de tumores ou outras lesões, às imagens reais do doente.</p>
<p>Não sendo esta uma análise exaustiva de todas as tecnologias emergentes, podemos perceber como a aplicação dos avanços na capacidade computacional na cirurgia da coluna permite influenciar e modificar a prática cirúrgica.</p>
<p>Todos estes progressos permitem uma melhor tomada de decisão pré-operatória e execução intraoperatória. A par da evolução tecnológica é essencial que os profissionais tenham formação, estejam atualizados sobre essas mudanças para fornecer o tratamento mais eficaz possível.</p>
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		<title>Mover-se (bem) pela saúde do aparelho locomotor</title>
		<link>https://mediconews.pt/mover-se-bem-pela-saude-do-aparelho-locomotor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 09:44:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=35834</guid>

					<description><![CDATA[<p>Leia o artigo de opinião de <strong>Jorge Alves</strong>, ortopedista, membro da direção da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) sobre a importância do movimento para a saúde do aparelho locomotor, no processo de perder peso.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Enveredar pela jornada de perda de peso, quando o objetivo é combater quadros de excesso de peso e obesidade, é uma meta que exige acompanhamento por especialistas e adaptações consoante a condição física e comorbilidades de cada indivíduo.<br />
Deste modo, quando estamos perante um doente que apresente gordura em excesso, muitas vezes encontramos um aparelho locomotor em sobrecarga. Além disso, o próprio peso corporal pode tornar-se uma condicionante para a pessoa voltar a executar exercício físico, como é o caso da corrida.</p>
<p>Se tem obesidade e pretende perder peso é crucial que tenha prudência antes de voltar a correr, para não exercer sobrecarga articular na região dos joelhos, onde a quantidade de carga exercida pode equivaler três vezes o peso da pessoa. Por exemplo, alguém que pese 100 quilos irá receber uma carga de pressão equivalente a 300-500 quilos nas pernas.<br />
Assim sendo, nos casos de obesidade não é recomendado fazer corridas nas fases iniciais deste processo de mudança, mas sim priorizar as alterações nos hábitos alimentares e manter-se ativo através de exercícios de baixo impacto, aeróbicos e de fortalecimento muscular, como é o caso da bicicleta estática. Deve ainda optar por superfícies e calçados que minimizem os efeitos do peso.</p>
<p>Por este motivo, torna-se evidente a necessidade de proceder à realização de uma consulta médica antes de começar a alterar o estilo de vida e práticas desportivas. Além disso, não pode ser descurada a importância de realizar exames mais detalhados, pois é comum que este tipo de doentes apresente risco aumentado de eventos cardíacos devido a doenças que habitualmente acompanham a obesidade, como a hipertensão arterial, a diabetes tipo II e a aumento de gordura no sangue (dislipidemia).</p>
<p>Neste Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade, celebrado este ano a 18 de maio, tenha presente que gerir o seu peso e recuperar a saúde do corpo são objetivos que não devem ser precipitados, mas sim ajustados às características individuais e indicações dos profissionais de saúde e do desporto. Lembre-se que um atleta nunca conseguiu correr uma maratona em um dia. Combater a obesidade é uma jornada contínua.</p>
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		<title>O sedentarismo provoca custos médicos, sociais e psicológicos elevados</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-sedentarismo-provoca-custos-medicos-sociais-e-psicologicos-elevados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2024 11:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ortopedia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=35437</guid>

					<description><![CDATA[<p>Leia o artigo de <strong>Henrique Jones</strong>, especialista em Ortopedia e Medicina Desportiva da Clínica Ortopédica do Montijo e do Hospital da Luz Setúbal, no âmbito do Dia Mundial da Atividade Física, sobre o sedentarismo e o seu impacto.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia. Como é facilmente dedutível todas as tarefas do dia a dia que impliquem movimento representam, efetivamente, atividade física. A maior parte da prática laboral, o trabalho doméstico, passeios, jogos, dança, representam movimento e atividade, no entanto não representam prática de exercício físico.</p>
<p>O exercício físico, como subcategoria da atividade física requere planeamento, estruturação, repetibilidade e objetividade com objetivos competitivos ou não. O exercício praticado com regularidade tem efetivamente benefícios cardiovasculares, respiratórios, endócrinos, músculo-esqueléticos e metabólicos de um modo geral. Esses benefícios afetam por sua vez a diminuição do risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e doença arterial coronária. Como benefícios adicionais salientamos a menor probabilidade de cancro do cólon e algumas formas de diabetes bem como benefícios em termos psicológicos e sociais com repercussão na qualidade de vida.</p>
<p>No entanto existem diversos tipos de exercício físico com indicações e resultados específicos: exercícios de resistência aeróbica, também conhecidos por aeróbicos (que visam sobretudo o bem estar cardiovascular), exercícios de resistência muscular localizada (fortalecimento de uma região anatómica para melhor controle de certas tarefas), exercícios de flexibilidade (permitem alivio mecânico-postural-compressivo), exercícios de força (permitem controlar gestualidade e melhor desempenho no dia a dia) e, finalmente, exercícios de agilidade (com melhoria no equilíbrio, propriocetividade e função neuromuscular).</p>
<p>Crianças e adolescentes que praticam exercício adequado melhoram a perceção da sua competência, aprendem novas técnicas, divertem-se, fazem novos amigos e crescem mais harmoniosamente física e psicologicamente. Os adultos, sobretudo os seniores, tem as vantagens, inerentes á melhoria da sua condição física, de prevenção de doenças como a artrose, osteoporose e fibromialgia, bem como (através da capacidade de prevenção das quedas) diminuição do risco de fraturas (colo do fémur, rádio, coluna, entre outras). Do ponto de vista psicológico, e tolerância á dor, o exercício aumenta o nível de endorfinas do corpo, (substâncias que atuando no cérebro reduzem a dor e induzem à sensação de bem-estar) melhorando o humor e diminuindo os níveis de ansiedade e depressão.</p>
<p>Que todos reflitam sobre a importância da atividade física nos vários escalões etários pois nunca é tarde para começar! Escolham a atividade que vos agrade, mas mexam-se&#8230; pela vossa saúde! Teremos de denunciar e ajudar os casos de dores cervicais, sobretudo nos nossos jovens (pescoço tecnológico) que passam horas em flexão e contração persistente dos músculos para cervicais! O sedentarismo e a tecnologia invadem-nos, e minam-nos, com custos médicos, sociais e psicológicos crescentes que teremos de contrariar. Todos somos responsáveis e a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) continuará a fazer o seu trabalho na divulgação da importância da atividade física, transversal, mas especifica, ao longo da vida.</p>
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