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	<title>Arquivo de Obesidade - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Feb 2026 10:54:01 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Obesidade - Médico News</title>
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		<title>Desinformação sobre obesidade persiste na Europa, mostra inquérito</title>
		<link>https://mediconews.pt/desinformacao-sobre-obesidade-persiste-na-europa-mostra-inquerito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 10:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um inquérito realizado pela Novo Nordisk em cinco países europeus indica que quase metade (43%) dos inquiridos desconhece que a obesidade é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crónica. Menos de metade dos inquiridos (48%) sente que a sociedade encara a obesidade como uma doença, prevalecendo a perceção de que se trata apenas de uma escolha de estilo de vida. Além disso, o inquérito mostra também o profundo sentimento de isolamento e de estigmatização sentido pelas pessoas que vivem com obesidade.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma larga maioria dos inquiridos reconhece o forte estigma associado à obesidade, com 85% a considerar que as pessoas que vivem com a doença enfrentam preconceito de grau moderado a muito elevado devido ao seu peso. Em simultâneo, 81% acreditam que as expectativas culturais em relação à imagem corporal e ao excesso de peso têm um impacto negativo significativo nos indivíduos.</p>
<p>Porém o impacto da obesidade vai além da questão física: 89% das pessoas que vivem com obesidade relatam consequências negativas na sua Saúde Mental, sendo que 72% classificam esse impacto como moderado a grave. Já 86% dos inquiridos sentem que a doença afeta as suas interações sociais, com 66% destes a referirem um impacto moderado a grave.</p>
<p>Acresce que, a pressão das resoluções associada ao início de um novo ano pode ser particularmente estigmatizante para quem vive com obesidade. O inquérito indica que 55% dos indivíduos com obesidade que tentam mudar a abordagem ao seu peso durante o mês de janeiro, apontam a falta de apoio como a maior barreira à manutenção deste objetivo. Apenas 18% das pessoas com obesidade afirmam sentir que os profissionais de saúde compreendem totalmente as suas preocupações e problemas.</p>
<p>O inquérito indica ainda que 73% das pessoas que vivem com obesidade concordam que o debate em torno da doença deve centrar-se mais na conquista de saúde e bem-estar em geral e não apenas nos números na balança.</p>
<p>O conjunto de conclusões sublinha a necessidade de mudar o debate sobre o peso, indo além do discurso da força de vontade individual e assumindo uma abordagem mais holística e partilhada por toda a sociedade.</p>
<p>A cultura das resoluções de Ano Novo, embora bem-intencionada, reforça frequentemente uma visão simplista e negativa da obesidade, o que pode resultar numa culpabilização e num estigma profundamente injusto quando os esforços falham.</p>
<p>Por tudo isto, a Novo Nordisk tem apelado a uma mudança de narrativa e de práticas. Defende que é necessário abandonar a culpabilização e avançar para uma abordagem à obesidade mais empática, eficaz e baseada na ciência. Em vez de centrar atenções na responsabilidade individual e em resoluções temporárias, é essencial direcionar o foco para a importância do bem-estar geral e dos cuidados baseados numa rede de apoio composta por profissionais de saúde, família, amigos e grupos comunitários, para promover uma saúde sustentável e de longo prazo.</p>
<p>A obesidade é um dos maiores desafios de saúde atuais, afetando uma em cada sete pessoas em todo o mundo, prevendo-se que impacte dois mil milhões de pessoas na próxima década. Para muitas pessoas, isto significa viver com menos saúde, menos qualidade de vida e privação de bem-estar, representando um peso social e económico significativo para a sociedade.</p>
<p>Sobre o inquérito:</p>
<ul>
<li>O inquérito foi conduzido na Alemanha, Itália, Polónia, França e Espanha, entre os dias 11 e 15 de dezembro de 2025;</li>
<li>Foram inquiridos 10 452 adultos numa amostra representativa (dois mil por país), incluindo um grupo de 2 617 indivíduos que vivem com obesidade. As amostras apresentaram um equilíbrio de género;</li>
<li>O inquérito cumpre todas as diretrizes da <em>Market Research Society</em> (MRS).</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Tratar obesidade: a associação farmacológica que maximiza a adesão à terapêutica e o sucesso na perda de peso</title>
		<link>https://mediconews.pt/tratar-obesidade-a-associacao-farmacologica-que-maximiza-a-adesao-a-terapeutica-e-o-sucesso-na-perda-de-peso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 15:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Personalização da gestão da obesidade – Aplicação no mundo real da ciência em evolução” foi o tema do simpósio promovido pela Medinfar durante o 29.º Congresso Português de Obesidade, que contou com a participação de <strong>Paula Freitas</strong> como palestrante. Em entrevista, a endocrinologista do Centro de Responsabilidade Integrado de Obesidade da Unidade Local de Saúde de São João afirma categoricamente que “a adesão ao tratamento é fundamental para ter resultados” e, por isso, partilha alguns dados de uma associação farmacológica com impacto positivo significativo a este nível, explicando igualmente qual o perfil ideal de doente para esta terapêutica. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Paula Freitas começa por sublinhar que “é muito importante a adesão ao tratamento” e explica qual o impacto da associação naltrexona/bupropiom neste aspeto: “Em 48%, atingiram uma perda de peso superior a 10%. Desses, 34% atingiram índice massa corporal inferior a 30. E cerca de 24% desses doentes conseguiram o perímetro da cintura ideal. Ou seja, a adesão ao tratamento é fundamental para ter resultados”.</p>
<p>Relativamente ao perfil de doente ideal para esta abordagem farmacológica por via oral, Paula Freitas refere vários grupos. A associação de naltrexona/bupropiom é especialmente indicada para pessoas com depressão, com dependências (por exemplo, tabagismo) e para quem prefere uma terapêutica oral. A presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo assinala igualmente que este tratamento confere um benefício significativo para mulheres na perimenopausa e menopausa.</p>
<p>Além dos perfis mencionados anteriormente, na reta final da entrevista, Paula Freitas dá particular ênfase aos doentes que experienciam cravings ou fome emocional, cuja evidência demonstra que são os que mais beneficiam do tratamento com naltrexona/bupropiom.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h6><span style="color: #222222; font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 14.6667px;">2512D_921322</span></h6>
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			</item>
		<item>
		<title>Obesidade: a evidência por detrás de uma associação terapêutica inovadora e com impacto em múltiplos fatores de risco</title>
		<link>https://mediconews.pt/obesidade-a-evidencia-por-detras-de-uma-associacao-terapeutica-inovadora-e-com-impacto-em-multiplos-fatores-de-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 15:04:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Personalização da gestão da obesidade – Aplicação no mundo real da ciência em evolução” foi o tema do simpósio promovido pela Medinfar durante o 29.º Congresso Português de Obesidade. Moderada pelo presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, <strong>José Silva Nunes</strong>, a palestra foi proferida por <strong>Paula Freitas</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, cujo foco foi a importância e a aplicação prática de uma terapêutica inovadora de libertação prolongada como ferramenta essencial na gestão da obesidade em doentes com diferentes fatores de risco como o tabagismo, depressão, <em>cravings</em> e a fase da menopausa, tendo por base a evidência dos diferentes ensaios clínicos COR e de mundo real.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Paula Freitas iniciou a sua apresentação evidenciando o que diz a “</span><a href="https://karger.com/ofa/article/15/6/736/825667/Obesity-in-Adults-A-2022-Adapted-Clinical-Practice"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Clinical Practice Guideline (CPG) for the management of obesity in adults in Ireland</span></a><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">” – adaptada das diretrizes canadianas: a associação de naltrexona/bupropiom está indicada para doentes que apresentem obesidade, com um índice de massa corporal (IMC) </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin;">≥</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> 30 Kg/m<sup>2</sup> ou para indivíduos com pré-obesidade</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin;">, ou seja, com IMC ≥</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> 27 Kg/m<sup>2</sup> e com doenças associadas à obesidade. As contraindicações para o tratamento com naltrexona/bupropiom incluem hipersensibilidade aos componentes, hipertensão não controlada, uso de opiáceos, distúrbios convulsivos, insuficiência renal ou hepática graves, distúrbios afetivos de bipolaridade, anorexia/bulimia, ou tumores do sistema nervoso central.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Ainda sobre estas recomendações irlandesas e em termos de resultados esperados com o uso de naltrexona/bupropiom, a oradora referiu que este tratamento pode levar a uma perda de peso média &gt; 6%. Em cerca de 48% das pessoas, espera-se uma perda de peso &gt; 5% e em 25% das pessoas tratadas com naltrexona/bupropiom, a expectativa é de uma perda de peso &gt; 10%. Segundo Paula Freitas, os efeitos secundários mais comuns são as náuseas, os vómitos, a obstipação/diarreia, a boca seca, a insónia, a ansiedade e, numa fase inicial, “um ligeiro aumento da pressão arterial”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Para responder à questão sobre “quando escolher naltrexona/bupropiom”, Paula Freitas esclareceu, em primeiro lugar, a complexidade da obesidade, enfatizando que esta doença é muito mais do que a equação simples de “come menos e mexe mais”, sendo regulada por vias complexas que controlam a ingestão e o gasto energético. Tal como sublinhado pela oradora, a fome hedónica, impulsionada pelo prazer e pelas emoções (regulação pela dopamina e opioides), pode sobrepor-se às vias homeostáticas quando há disponibilidade alimentar substancial. Outro fator de complexidade é a resposta metabólica à perda de peso, em que as hormonas da fome aumentam e as da saciedade diminuem, e o gasto energético e a oxidação de gordura diminuem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">De seguida, a especialista abordou as vias de atuação dos fármacos para a obesidade: “Diria que todos os fármacos para a obesidade – com exceção do orlistat – atuam no sistema nervoso central”. No que diz respeito à naltrexona/bupropiom, Paula Freitas referiu que esta associação terapêutica atua em duas áreas separadas do cérebro: o hipotálamo, regulando o apetite, e o sistema mesolímbico, que é o sistema de recompensa (dependente da dopamina). “Daí que uma das indicações seja para atuar nesta fome emocional e nestes <i>cravings</i> que, muitas vezes, as pessoas com obesidade também têm”, rematou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Relativamente à evidência que suporta o uso de naltrexona/bupropiom, como explicado pela palestrante, a série de ensaios clínicos COR (CONTRAVE Obesity Research) – que inclui o </span><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)60888-4/abstract"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">COR-I</span></a><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">, o </span><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/oby.20309"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">COR-II</span></a><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">, o </span><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1038/oby.2010.147"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">COR-BMOD</span></a><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> e o </span><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1038/oby.2010.147"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">COR-DM</span></a><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> – permitiram identificar subpopulações que mais beneficiam do tratamento com naltrexona/bupropiom, indo ao encontro da necessidade de personalização da gestão da doença. Globalmente, “51% dos doentes tratados com naltrexona/bupropiom tiveram uma perda de peso de pelo menos 5%, comparativamente com apenas 19% nos indivíduos a fazer placebo e modificação do estilo de vida”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Além destes resultados, Paula Freitas mencionou algumas análises <i>post hoc</i>, nas quais se olhou para a “população dos doentes COR” com o objetivo de compreender a variabilidade na resposta ao tratamento. “Predictors of response to fixed-dose, extended-release combination of naltrexone and buproprion” foi um trabalho desenvolvido por Donna H. Ryan para se identificar, como o nome indica, os preditores de resposta à naltrexona/bupropiom às 56 semanas, nos doentes dos ensaios clínicos COR (excluindo COR-DM). Neste estudo verificou-se que doentes com maior adesão ao tratamento (superior a 90%) apresentaram “uma maior resposta”, ou seja, maiores reduções de peso. Paula Freitas rematou, dizendo que “quem toma a medicação, tem eficácia. Quem não toma ou toma de forma irregular, tem resultados mais inconsistentes”. “Também muito interessante, é que metade dos doentes perderam </span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%; mso-bidi-font-family: Calibri; mso-bidi-theme-font: minor-latin;">≥</span><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;"> 10% do peso, 34% atingiram o alvo de IMC e 24% dos doentes atingiram o alvo do perímetro da cintura”, informou. Em suma, as mulheres e os doentes de raça branca atingiram mais frequentemente os alvos estabelecidos “e naqueles que tinham um IMC de base mais baixo, que tinham menor peso inicialmente e menor perímetro da cintura, houve maiores reduções de peso”. Da mesma forma, doentes que não fumavam, bem como mais escolaridade, tinham maior probabilidade de atingir o IMC alvo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12.0pt; line-height: 107%;">Uma segunda análise <i>post hoc</i> – “Fixed-dose, extended-release combination of naltrexone and buproprion reduces body weight and smoking” – foi conduzida por Christopher D. Still e apresentada por Paula Freitas durante o simpósio. Este trabalho mostrou que, relativamente aos doentes fumadores dos estudos COR-I, COR-II e COR-DM, o tratamento com naltrexona/bupropiom levou a “maiores reduções de peso e do tabagismo, comparativamente com o placebo”, e a “maiores melhorias em algumas medidas relacionadas com o humor e com a qualidade de vida”, algo expectável já que a obesidade e a dependência de nicotina se intersetam.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h6><span style="color: #222222; font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 14.6667px;">2512D_921322</span></h6>
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			</item>
		<item>
		<title>Não perca o Webinar sobre a Gestão da Obesidade Pediátrica em 2025</title>
		<link>https://mediconews.pt/nao-perca-o-webinar-sobre-a-gestao-da-obesidade-pediatrica-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 13:55:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É já no próximo dia <strong>9 de outubro</strong>, pelas <strong>21h00</strong>, que vai poder assistir ao <em>webinar</em> <strong>“Pediatric Obesity Management in 2025”</strong>, uma iniciativa da Novo Nordisk e do Grupo Nacional de Estudo e Investigação em Obesidade Pediátrica (GNEIOP) que juntará os pediatras <strong>Carla Rêgo</strong>, <strong>Daniel Weghuber</strong> e <strong>Gilberto Pérez López</strong> para uma conversa que pretende reforçar a necessidade de uma gestão adequada e atempada da obesidade na criança e no adolescente, com foco nas mais recentes recomendações internacionais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/nao-perca-o-webinar-sobre-a-gestao-da-obesidade-pediatrica-em-2025/">Não perca o Webinar sobre a Gestão da Obesidade Pediátrica em 2025</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este evento digital, dedicado a profissionais de saúde, será uma oportunidade para repensar a obesidade, reconhecendo a importância de uma gestão eficaz da obesidade na população pediátrica, que vai muito além da redução do número na balança.</p>
<p>O painel de especialistas internacionais irá explorar aspetos, como:</p>
<ul>
<li><em>Status on Pediatric Clinical Practice Guidelines</em> &#8211; Daniel Weghuber, Áustria;</li>
<li><em>Current treatment options</em> &#8211; Gilberto Pérez López, Espanha.</li>
</ul>
<p>Junte-se à discussão e eleve a sua compreensão da obesidade pediátrica, explorando uma abordagem integrada e prática de gestão desta doença crónica.</p>
<p>Inscreva-se <a href="https://www.google.com/url?q=https://event.on24.com/wcc/r/5086272/5F51E8F1321156EDC51672A703D3EC6A?partnerref%3D2outmediconews&amp;source=gmail-imap&amp;ust=1759832207000000&amp;usg=AOvVaw1Vooq7Gj56YgwCSmuiXepg" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>!</p>
<p>PT25OB00201</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/nao-perca-o-webinar-sobre-a-gestao-da-obesidade-pediatrica-em-2025/">Não perca o Webinar sobre a Gestão da Obesidade Pediátrica em 2025</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nova edição do webinar “Vai mais além no tratamento da obesidade” decorre amanhã</title>
		<link>https://mediconews.pt/nova-edicao-do-webinar-vai-mais-alem-no-tratamento-da-obesidade-decorre-amanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 13:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=42359</guid>

					<description><![CDATA[<p>A endocrinologista <strong>Carolina Moreno</strong>, a cardiologista <strong>Cristina Gavina</strong> e o especialista em Medicina Geral e Familiar <strong>Luís Gonçalves</strong> juntam-se amanhã, pelas 21h00, no <em>webinar</em> organizado pela Novo Nordisk, “Vai mais além no tratamento da obesidade”, para partilharem as suas experiências clínicas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/nova-edicao-do-webinar-vai-mais-alem-no-tratamento-da-obesidade-decorre-amanha/">Nova edição do webinar “Vai mais além no tratamento da obesidade” decorre amanhã</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Reforçar que a gestão do peso representa apenas uma parte da abordagem holística do tratamento da obesidade, que deve ir além de um número na balança, é o principal objetivo deste evento digital exclusivo para profissionais de saúde.</p>
<p>Não perca a oportunidade de conhecer as experiências clínicas de Cristina Gavina (Cardiologia) e Luís Gonçalves (Medicina Geral e Familiar), sob moderação de Carolina Moreno (Endocrinologia). Além do foco na prática clínica, esta conversa cobrirá pontos como:</p>
<ul>
<li>Objetivos de tratamento para além da perda de peso;</li>
<li>Redução do risco cardiovascular e melhoria da qualidade de vida.</li>
</ul>
<p>Haverá ainda um espaço reservado a perguntas e respostas, promovendo a interação entre os oradores e a audiência.</p>
<p>Inscreva-se ou aceda ao webinar <a href="https://event.on24.com/wcc/r/5038739/44701FD5331212C2EC52E3AE1292394C?partnerref=23mediconews" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>!</p>
<p>PT25OB00162.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/nova-edicao-do-webinar-vai-mais-alem-no-tratamento-da-obesidade-decorre-amanha/">Nova edição do webinar “Vai mais além no tratamento da obesidade” decorre amanhã</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novo paradigma no tratamento da obesidade com foco nos ganhos em saúde</title>
		<link>https://mediconews.pt/novo-paradigma-no-tratamento-da-obesidade-com-foco-nos-ganhos-em-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 10:47:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=42327</guid>

					<description><![CDATA[<p>No dia 26 de junho, o <em>webinar</em> “Vai Mais Além no Tratamento da Obesidade”, promovido pela Novo Nordisk, reuniu três especialistas de referência: José Silva Nunes, endocrinologista e presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade; Daniel Macedo, endocrinologista no Hospital da Luz e docente na Católica Medical School; e Carlos Aguiar, cardiologista e vice-presidente da Sociedade Europeia de Cardiologia. Em antevisão à 2.ª edição deste evento, que já tem data marcada, a News Farma partilha o resumo da primeira sessão que teve como objetivo repensar a abordagem à obesidade, destacando a necessidade de uma estratégia holística e multidisciplinar, e evidenciando os mais recentes avanços científicos para o tratamento desta doença.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/novo-paradigma-no-tratamento-da-obesidade-com-foco-nos-ganhos-em-saude/">Novo paradigma no tratamento da obesidade com foco nos ganhos em saúde</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Partilhar a experiência clínica no tratamento da obesidade com Wegovy® é o foco da segunda edição do webinar “Vai Mais Além no Tratamento da Obesidade”, promovido pela Novo Nordisk no próximo dia 24 de setembro, pelas 21h00, e que contará com a participação, como oradores, de <strong>Cristina Gavina</strong>, cardiologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, e de <strong>Luís Gonçalves</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar, e com a moderação de <strong>Carolina Moreno</strong>, endocrinologista e secretária-geral da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade. As inscrições podem ser feitas <a href="https://event.on24.com/wcc/r/5038739/44701FD5331212C2EC52E3AE1292394C?partnerref=FUWebinar1" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>Esta segunda sessão vem no seguimento do <em>webinar</em> que juntou José Silva Nunes (moderador), Carlos Aguiar e Daniel Macedo (oradores), para uma conversa que poderá ser visualizada ou revista através deste <a href="https://event.on24.com/wcc/r/4983445/C31E7D62CEAB59025227D0C98EE58081?partnerref=16noticianewsfarma" target="_blank" rel="noopener"><em>link</em></a>.</p>
<p><strong>Obesidade: uma doença crónica e complexa</strong></p>
<p>José Silva Nunes, que também moderou a sessão, iniciou o <em>webinar</em> frisando que “a obesidade é uma doença crónica extremamente complexa, onde o excesso de adiposidade e a sua disfunção comporta um impacto negativo em termos de saúde do indivíduo, aumentando o risco de doenças associadas à obesidade e reduzindo a esperança de vida”. Destacou ainda o pioneirismo de Portugal no reconhecimento da obesidade como doença crónica, mas sublinhou: “devemos ser cada vez menos ‘pesocêntricos’ e olhar cada vez mais a pessoa com obesidade na sua globalidade”.</p>
<p>O especialista sublinhou o impacto da obesidade na prevalência de doenças cardiovasculares, doença renal crónica, doença arterial periférica e doença hepática. “A obesidade normalmente não condiciona só um aumento de risco de uma destas doenças deste espectro cardio-reno-metabólico. Normalmente elas concorrem concomitantemente, o que faz com que a gestão da pessoa com obesidade deva ser multifatorial e não unicamente num aspeto desta síndrome, no fundo, que é a doença dita obesidade”. Ou seja, defendeu, “a gestão da pessoa com obesidade deve ser na saúde global dessa pessoa e não apenas no peso. O peso é um dos outcomes da gestão da pessoa com obesidade e não o fim último dessa mesma gestão”.</p>
<p><strong>Semaglutido: perda de peso sustentada</strong></p>
<p>A intervenção de Daniel Macedo centrou-se no semaglutido, destacando o robusto programa de ensaios clínicos que sustenta a sua eficácia. “Estamos numa nova era do tratamento da obesidade, não só pela forma como vemos a doença, mas também pelas moléculas que temos à nossa disposição”, afirmou.</p>
<p>O endocrinologista detalhou que “com semaglutido 2,4 mg estamos a conseguir ir mais além. Estamos com perdas de peso sustentadas mais evidentes, perdas de peso médias de 17% em ensaios clínicos, associadas a grandes reduções do risco cardiovascular e a uma grande melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida, que está também depois associado a melhoria da esperança de vida”.</p>
<p>O especialista explicou que semaglutido atua desde as primeiras semanas, com um trabalho publicado em 2021 a mostrar que “logo à semana número 20 há um consumo energético diferente, mais baixo, nas pessoas que fizeram semaglutido 2,4 mg, algo que está obviamente associado em consequência a uma diminuição do peso”.</p>
<p>No que diz respeito ao programa STEP, Daniel Macedo destacou o STEP-5, um ensaio de dois anos que demonstrou, numa população com IMC médio de 38,5 Kg/m2 e uma elevada percentagem de mulheres, “que o semaglutido permite obter uma perda média de peso superior a 15% <em>vs.</em> placebo”. Mas o mais impressionante, segundo o palestrante, “foi conseguir obter percentagens superiores a 10% em cerca de dois terços das pessoas, percentagens superiores a 15% de perda de peso em mais de metade das pessoas e percentagens superiores a 20% em um terço das pessoas. Ou seja, uma perda de peso muito substancial”.</p>
<p>Em suma, “com semaglutido, uma em cada três pessoas perde pelo menos 20% do peso inicial, o que representa uma transformação profunda na abordagem terapêutica da obesidade. Até ao primeiro ensaio clínico com semaglutido 2,4 mg na obesidade, nenhum outro fármaco tinha demonstrado uma perda de peso média desta magnitude em percentagens tão elevadas de doentes”, enfatizou. Esta perda de peso, como explicou o endocrinologista, “é comparável à conseguida com cirurgia bariátrica em alguns casos, mas com a vantagem de ser obtida por via farmacológica, com um perfil de segurança favorável e sem necessidade de intervenção invasiva”.</p>
<p>O especialista esclareceu ainda que “estas perdas de peso não são apenas números na balança: traduzem-se em melhorias substanciais do estado metabólico, do controlo glicémico, da pressão arterial, da inflamação sistémica e, sobretudo, da qualidade de vida”. Como evidenciou Daniel Macedo, “perdas de peso acima de 10% já estão associadas a redução do risco cardiovascular, melhoria da apneia do sono e osteoartrose do joelho, e acima de 15% à remissão da diabetes e diminuição da mortalidade cardiovascular”.</p>
<p><strong>O caso clínico: da teoria à prática </strong></p>
<p>Durante o <em>webinar</em>, Daniel Macedo teve ainda a oportunidade de apresentar um caso clínico paradigmático, ilustrando o impacto real de semaglutido na vida dos doentes. Tratava-se de uma mulher de meia-idade, com obesidade de longa data (IMC de 33,8 Kg/m2 – obesidade classe I), antecedentes de hipertensão, dislipidemia, esteato-hepatite associada a disfunção metabólica e histórico familiar de obesidade. A doente apresentava, além do excesso ponderal, queixas de fadiga e dificuldade em manter atividade física regular, o que agravava a sua qualidade de vida.</p>
<p>Segundo o orador, “esta doente já tinha tentado várias abordagens convencionais, incluindo dietas restritivas e programas de exercício, mas com resultados limitados e sempre seguidos de reganho de peso”. Após avaliação multidisciplinar, optou-se por iniciar tratamento com semaglutido 2,4 mg, aliado a um programa de reeducação alimentar e incentivo à atividade física adaptada à sua condição.</p>
<p>“O objetivo foi claro: não só reduzir o peso, mas sobretudo melhorar as complicações associadas, nomeadamente a hipertensão, o perfil lipídico e a qualidade de vida”, explicou o endocrinologista. Ao fim de 6 meses de tratamento, já com semaglutido 2,4 mg, a doente apresentou melhorias significativas na tensão arterial, sendo reduzido o hipertensor na consulta de cardiologia, no controlo lipídico, uma redução de 9% do perímetro abdominal e uma perda de peso de 11 kg, aproximadamente  -12%. “A própria doente referiu sentir-se mais autónoma, com maior energia e capacidade para retomar atividades que há muito estavam limitadas pela obesidade”, partilhou o endocrinologista.</p>
<p>Este caso, segundo o especialista, “ilustra bem como o semaglutido, integrado numa abordagem holística, pode transformar a trajetória clínica e pessoal dos doentes com obesidade, indo muito além da simples redução do peso na balança”.</p>
<p><strong>O estudo SELECT: redução de eventos cardiovasculares</strong></p>
<p>Carlos Aguiar trouxe à discussão o estudo SELECT, que avaliou o impacto do semaglutido 2,4 mg em pessoas com excesso de peso ou obesidade e história de doença cardiovascular. “O <em>endpoint</em> primário era o compósito de 3 pontos MACE (morte cardiovascular, enfarte não fatal ou acidente cardiovascular cerebral não fatal)”, explicou. O estudo, com mais de 17 mil doentes, demonstrou “uma redução de 20% nesse risco MACE”.</p>
<p>O cardiologista salientou que “as duas curvas de eventos, a do grupo placebo e a do grupo no semaglutido 2,4 mg, separam-se muito precocemente, mostrando que este benefício cardiovascular vai além de apenas a redução do peso corporal”. Sublinhou ainda que “os três componentes deste <em>endpoint</em> primário tiveram uma frequência numericamente menor no grupo tratado com o semaglutido 2,4 mg do que no grupo placebo”.</p>
<p>A análise mostrou igualmente que “a redução de eventos cardiovasculares foi independente da quantidade de peso perdido”. Assim, “este fármaco tem outros mecanismos de ação que seguramente têm um peso muito importante para os benefícios cardiovasculares”, considerou.</p>
<p>Além disso, o estudo revelou uma “redução de 19% no risco de morte por todas as causas, de 22% no risco de desenvolver doença renal e uma enorme redução do risco de desenvolver diabetes, na ordem dos 73%”.</p>
<p><strong>Manutenção, adesão e segurança</strong></p>
<p>Daniel Macedo reforçou a importância da continuidade do tratamento. Como explicou, “quando a terapêutica farmacológica é parada, a grande maioria das pessoas volta a ganhar peso. Foi exatamente isso que foi possível concluir com o estudo STEP-5, que mostrou que as pessoas que fizeram terapêutica durante dois anos conseguiram manter uma perda de peso média acima de 15%”.</p>
<p>Sobre o início do tratamento, o endocrinologista considerou ser fundamental “explicar muito bem a titulação do fármaco, indicar que há várias doses e que devemos começar sempre pela dose mais baixa, 0,25mg durante cerca de 4 semanas, subindo gradualmente até à dose mais alta de 2,4 mg”. O orador sublinhou ainda a necessidade de informar sobre possíveis efeitos gastrointestinais, como náuseas e obstipação, que “tendencialmente vão desaparecer e vão ser ligeiros”.</p>
<p>Já no que diz respeito aos eventos adversos graves, no estudo SELECT, “esses foram menores e menos frequentes no grupo tratado com semaglutido 2.4 mg <em>vs.</em> placebo”, notou.</p>
<p><strong>20-20: apelo à mudança de paradigma</strong></p>
<p>No encerramento do <em>webinar</em>, José Silva Nunes deixou várias mensagens-chave, reforçando a importância de um novo paradigma no tratamento da obesidade. “Em primeiro lugar, devemos memorizar estes ‘20-20’. Ou seja, com semaglutido 2,4 mg, uma em cada três pessoas perde pelo menos 20% do peso inicial, existindo também uma redução de 20% do risco dos três pontos MACE. Estes ‘20-20’ condicionam uma melhoria da capacidade funcional e da qualidade de vida da pessoa que vive com obesidade, que são resultados impactantes”.</p>
<p>Como sublinhou o moderador, “a obesidade é uma doença e, como tal, deve ter o tratamento que é eticamente exigido a qualquer outra doença”. Para Silva Nunes, é fundamental que “os profissionais de saúde deixem de olhar para a obesidade apenas como um problema de peso e passem a encará-la como uma doença crónica, multifatorial e de elevada gravidade, que exige uma abordagem terapêutica continuada e centrada na pessoa”.</p>
<p><strong>O único medicamento para a obesidade recomendado pelas guidelines da Sociedade Europeia de Cardiologia</strong></p>
<p>Um dos pontos mais sublinhados pelos oradores foi o facto de, atualmente, o semaglutido ser o único medicamento para o tratamento da obesidade recomendado pelas guidelines da Sociedade Europeia de Cardiologia. Carlos Aguiar foi perentório: “Neste momento, só há um fármaco recomendado e é o semaglutido. Não podemos falar de um efeito de classe para os agonistas do GLP-1; é esta molécula, com esta dose, que tem a evidência e a recomendação.”</p>
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		<title>Especialistas partilham as suas perspetivas sobre o tratamento da obesidade em webinar</title>
		<link>https://mediconews.pt/especialistas-partilham-as-suas-perspetivas-sobre-o-tratamento-da-obesidade-em-webinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 13:43:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=41369</guid>

					<description><![CDATA[<p>Já falta pouco para poder assistir ao webinar que “vai mais além no tratamento da obesidade”, uma iniciativa da Novo Nordisk. Esta quinta-feira, <strong>dia 26 de junho</strong>, pelas <strong>21h00</strong>, não perca a conversa entre os endocrinologistas <strong>José Silva Nunes</strong> e <strong>Daniel Macedo</strong> e o cardiologista <strong>Carlos Aguiar</strong>, que colocarão a abordagem holística desta patologia e os benefícios além da perda de peso no centro da discussão.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Reconhecendo que a gestão do peso representa apenas uma parte de uma abordagem holística, que deve ir além de um número na balança, este <em>webinar</em> dedicado a profissionais de saúde será uma oportunidade para repensar a obesidade e para explorar diversos aspetos, tais como:</p>
<ul>
<li>A nova era no tratamento da obesidade – José Silva Nunes (endocrinologista);</li>
<li>Benefícios além da perda de peso – Daniel Macedo (endocrinologista);</li>
<li>Gestão da obesidade e a redução do risco cardiovascular – Carlos Aguiar (cardiologista);</li>
<li>Tratamento da obesidade: prática clínica – José Silva Nunes, Daniel Macedo e Carlos Aguiar.</li>
</ul>
<p>Junte-se à discussão e vá mais além na compreensão sobre a obesidade, explorando uma abordagem integrada e prática na gestão desta doença crónica.</p>
<p>Inscreva-se <a href="https://event.on24.com/wcc/r/4983445/C31E7D62CEAB59025227D0C98EE58081?partnerref=24noticiamediconews" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>!</p>
<p>PT25SEMO00049.</p>
<h6>ESC, European Society of Cardiology (Sociedade Europeia de Cardiologia); SPEO, Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade.</h6>
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		<title>Porque uns são magros e outros obesos?</title>
		<link>https://mediconews.pt/porque-uns-sao-magros-e-outros-obesos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 11:01:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=39691</guid>

					<description><![CDATA[<p>António Pedro Machado, internista e coordenador científico do Congresso Update em Medicina, escreve sobre a relação entre a evolução humana, genética e obesidade. Leia o artigo de opinião.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A evolução dos humanos fez-se ao longo de gerações por um processo de seleção natural que privilegiou os que tiveram maior capacidade de adaptação. Estas adaptações fizeram-se à custa de mutações e recombinações genéticas que trouxeram vantagens evolutivas e foram transmitidas às gerações seguintes através da herança genética.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Vem isto a propósito da presente pandemia de obesidade que poderá ser o resultado de mal adaptação nos tempos modernos a adaptações vantajosas num passado remoto. É reconhecido que a obesidade resulta de complexas interações entre genes e ambiente e que a mudança de comportamentos e estilos de vida é a causa próxima da presente pandemia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Mas é fundamental integrar nesta equação a história recente das migrações humanas e a evidência de que a suscetibilidade individual à obesidade continua a ser maioritariamente determinada pela genética.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Entre as várias hipóteses desenvolvidas para explicar a obesidade, duas merecem referência particular: a hipótese do genótipo poupador de energia (<i>thrifty genotype</i>), e a hipótese do genótipo termogénico.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os defensores da hipótese do genótipo “económico” argumentam que a obesidade nos países desenvolvidos resulta da pressão positiva exercida pelas fomes cíclicas para a seleção de genes que favoreciam o armazenamento de energia sob a forma de gordura e aumentavam a eficiência energética diminuindo o consumo. A seleção destes genes, adaptados à carência alimentar, mas não à abundância e ao sedentarismo, estaria na origem da pandemia de obesidade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A hipótese do genótipo termogénico propõe que a adaptação dos nossos ancestrais ao calor e ao frio foi determinante da aquisição de características genéticas diferentes que os tornam sensíveis ou resistentes à obesidade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os humanos que inicialmente saíram de África em direção à Europa, há 70 mil anos, estavam bem-adaptados ao clima quente das savanas africanas. Tinham adquirido características físicas que facilitavam a dissipação do calor, mas também produziam menos calor porque possuíam genes termorreguladores que mantinham o metabolismo basal baixo à custa de menor consumo de calorias e menor produção de calor. Os que permaneceram em África ou migraram para outros ambientes tropicais retiveram estes genes de adaptação ao calor.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os que entraram na Europa há 48 mil anos, durante um interlúdio interglacial quente, mantiveram estes genes. Porém, 10 mil anos mais tarde, as temperaturas começaram a descer e os glaciares a avançar, expondo-os a condições climáticas extremas. A adaptação ao frio foi uma necessidade conseguida através da seleção de genes que passaram a regular a produção e libertação de calor nas mitocôndrias do tecido adiposo castanho. Em consequência, os indivíduos com este genótipo têm metabolismo basal e temperatura cutânea mais elevados, à custa do consumo de ácidos gordos livres. Esta habilidade para produzir calor foi vital para a sobrevivência dos recém-nascidos e permitiu que os humanos colonizassem regiões tão frias como a Sibéria, o nordeste da Ásia e a Europa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Esta adaptação genética ao frio explica por que razões os caucasianos europeus e os chineses são mais resistentes à obesidade do que outras populações, designadamente os afroamericanos e os hispânicos; ou porque as taxas de obesidade são mais elevadas nos estados norte-americanos mais quentes, enquanto os estados mais frios tendem a ter taxas de obesidade mais baixas. Todavia, deverá ser tido em conta que as populações americanas contemporâneas já não refletem as adaptações evolucionárias do passado porque a grande maioria descende dos que emigraram da Europa nos últimos 300 anos ou que foram levados de África.</p>
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		<item>
		<title>Cirurgia metabólica: Uma cirurgia, muitos benefícios!</title>
		<link>https://mediconews.pt/cirurgia-metabolica-uma-cirurgia-muitos-beneficios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Oct 2024 10:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=37609</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em artigo de opinião, <strong>Gil Faria</strong>, especialista em Cirurgia da Obesidade e Metabolismo e coordenador dos Centros de Tratamento da Obesidade do Hospital Pedro Hispano, explora os múltiplos benefícios da cirurgia metabólica. Segundo o especialista, esta intervenção vai muito além da perda de peso, proporcionando uma melhoria significativa na qualidade de vida dos doentes, com impacto no controlo de doenças metabólicas, redução dos riscos cardiovasculares e de alguns tipos de cancro, bem como benefícios na saúde mental e nas relações sociais. Veja o artigo completo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com mais de 40 anos de evolução, a cirurgia metabólica é, hoje em dia, uma arma poderosa no combate à obesidade e doenças associadas. Embora durante muitos anos tenha sido vista apenas como uma alternativa para perder peso e ajudar a controlar comportamentos individuais, atualmente sabemos que os seus benefícios vão muito além de números na balança. O objetivo da cirurgia metabólica é controlar a obesidade, permitindo uma recuperação da qualidade de vida perdida, o controlo das doenças associadas e uma perda de peso, sustentável e duradoura.</p>
<p>Assim sendo, são benefícios diretos da cirurgia:</p>
<p><strong>1. Perda de peso sustentável</strong><br />
É um dos benefícios mais evidentes da cirurgia. Esta perda depende do peso inicial e da cirurgia efetuada e perdura por muitos anos após a cirurgia. Apesar de existir um período de alguma recuperação de peso, após o mínimo atingido, a maioria dos estudos comprova que 20 anos após a cirurgia se mantêm os resultados de forma sustentada e clinicamente significativa.<br />
O aumento da ingestão alimentar, com o passar do tempo, é consequência de uma regulação das hormonas da fome e da saciedade e não necessariamente associada à capacidade do reservatório gástrico. No entanto, este aumento é fisiológico e, após um período de readaptação do organismo, o peso tende a manter-se num patamar reduzido a longo prazo.</p>
<p><strong>2. Melhoria das doenças metabólicas</strong><br />
Além da perda de peso, a cirurgia tem sido associada a uma melhoria numa variedade de doenças metabólicas, incluindo a diabetes tipo 2, a hipertensão arterial e a dislipidemia. Cerca de 80% dos doentes com estas doenças assistem à sua remissão, deixando de necessitar de tratamento específico. Praticamente todos os doentes melhoram e diminuem a sua necessidade de fármacos complementares. Após alguns anos, estas doenças metabólicas podem regressar, mas o seu controlo fica mais facilitado e a sua progressão é mais lenta e menos grave.</p>
<p><strong>3. Redução do risco das doenças cardiovasculares</strong><br />
A melhoria da resistência à insulina, do perfil lipídico e da tensão arterial também resulta num impacto positivo na saúde cardiovascular. Os doentes submetidos a cirurgia sofrem uma redução superior a 50% do risco de eventos cardiovasculares, fatais e não fatais. Nomeadamente veem reduzido o seu risco de sofrer de enfarte agudo do miocárdio, doença coronária ou acidente vascular cerebral. Também veem aumentada a sua esperança média de vida, que, em alguns casos, pode aumentar até 10 anos.</p>
<p><strong>4. Redução do risco de cancro</strong><br />
A obesidade aumenta o risco de desenvolver mais de 12 tipos de cancros e estes doentes veem o seu prognóstico agravado por fatores associados ao próprio tumor, à resistência individual e à complexidade dos tratamentos necessários. Após a cirurgia metabólica, assistimos a uma grande redução no risco de desenvolver estes cancros e um melhor prognóstico, se estes necessitarem de vir a ser tratados.</p>
<p><strong>5. Melhoria da qualidade de vida</strong><br />
Estudos demonstram que em doentes operados, o nível de qualidade de vida atingido aumenta de forma significativa, sendo até superior ao da população normal. A perda de peso e a melhoria das suas incapacidades pode resultar em maior satisfação, associado a melhor mobilidade e autoestima. Muitas vezes, apenas após a cirurgia e a consequente perda de peso, os doentes conseguem perceber as limitações que sofriam e às quais se tinham habituado ao longo da sua vida.</p>
<p><strong>6. Impacto nas relações sociais e emocionais</strong><br />
Além de benefícios físicos, a cirurgia metabólica pode ter um impacto positivo nas relações sociais e emocionais dos doentes. A perda de peso e a melhoria global da saúde podem fortalecer os laços familiares e de amizade. Aumenta a autoestima e a autoconfiança, ajudando os doentes a serem mais realizados e mais felizes.</p>
<p>Em conclusão, a cirurgia metabólica oferece uma série de benefícios que vão muito além da diminuição de um número na balança. Ao promover melhorias metabólicas e reduzir o risco ou gravidade das doenças associadas, melhora a qualidade de vida e ajuda a fortalecer as relações sociais, profissionais e emocionais, transformando verdadeiramente a vida dos doentes, para melhor, claro!</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/cirurgia-metabolica-uma-cirurgia-muitos-beneficios/">Cirurgia metabólica: Uma cirurgia, muitos benefícios!</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Pretendemos apostar na continuidade e aproximar a SPCO dos profissionais e dos doentes”</title>
		<link>https://mediconews.pt/pretendemos-apostar-na-continuidade-e-aproximar-a-spco-dos-profissionais-e-dos-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 09:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=37414</guid>

					<description><![CDATA[<p><strong>John Preto</strong> é o novo presidente da Sociedade Portuguesa de Cirurgia de Obesidade (SPCO). O coordenador de Cirurgia Geral do Hospital CUF Porto traça o balanço do XII Congresso de Cirurgia de Obesidade e Doenças Metabólicas e antevê o mandato da nova direção, assente na continuidade. Veja a entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/pretendemos-apostar-na-continuidade-e-aproximar-a-spco-dos-profissionais-e-dos-doentes/">“Pretendemos apostar na continuidade e aproximar a SPCO dos profissionais e dos doentes”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>John Preto destaca a importância de uma abordagem integrada para o cuidado de doentes com obesidade, promovendo o diálogo entre diferentes áreas, como espelhado no Congresso.</p>
<p>“Estamos muito satisfeitos. Uma das mais-valias da SPCO é a sua multidisciplinaridade e conseguimos reunir profissionais de diferentes áreas para discutir temas marcantes da prática clínica”, afirma.</p>
<p>Reforça, para o novo mandato, a continuidade de uma estratégia de aproximação entre profissionais e doentes, com o objetivo de melhorar a eficácia dos tratamentos. Além disso, foi anunciado que a Sociedade celebrará seu 25.º aniversário no próximo ano, com a promessa de um evento especial que marcará a conquista.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
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