<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Nefrologia - Médico News</title>
	<atom:link href="https://mediconews.pt/category/nefrologia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mediconews.pt/category/nefrologia/</link>
	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 19 May 2026 10:52:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.1</generator>

<image>
	<url>https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2022/08/cropped-MedicoNews_favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de Nefrologia - Médico News</title>
	<link>https://mediconews.pt/category/nefrologia/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Estudo nacional quer colmatar “lacuna histórica” na informação sobre a doença renal crónica</title>
		<link>https://mediconews.pt/estudo-nacional-quer-colmatar-lacuna-historica-na-informacao-sobre-a-doenca-renal-cronica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:52:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45738</guid>

					<description><![CDATA[<p>Portugal está a realizar, pela primeira vez, um estudo nacional de prevalência da doença real crónica (DRC). Este projeto da Boehringer Ingelheim e que conta com o apoio científico da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) e o apoio institucional da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), pretende apurar quantas pessoas vivem com DRC no país, onde estão e quais as suas principais características clínicas e sociodemográficas. A divulgação dos resultados está prevista para o final de 2026.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estudo-nacional-quer-colmatar-lacuna-historica-na-informacao-sobre-a-doenca-renal-cronica/">Estudo nacional quer colmatar “lacuna histórica” na informação sobre a doença renal crónica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de se estimar que a DRC afete até 10% da população adulta, Portugal não dispõe atualmente de dados nacionais recentes e abrangentes que permitam conhecer a real dimensão do problema. Esta falta de informação dificulta o planeamento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e resposta em saúde.</p>
<p>O estudo, agora em curso, irá incluir cerca de 3 000 participantes, selecionados de forma aleatória e representativa em todo o território continental, Açores e Madeira.  O objetivo é identificar tanto casos já diagnosticados, como também pessoas que vivem com DRC sem o saber.</p>
<p>Edgar Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, refere que “este estudo representa um marco para a nefrologia em Portugal. Pela primeira vez, teremos dados robustos e representativos sobre a prevalência real da doença renal crónica, essenciais para melhorar o diagnóstico precoce e orientar políticas de saúde mais eficazes.”</p>
<p>Por sua vez, Paulo Urbano, presidente da APIR afirma que “para quem vive com doença renal, informação significa melhores cuidados e mais qualidade de vida. Este projeto dá visibilidade a uma condição muitas vezes silenciosa e permite que o país conheça, finalmente, a verdadeira dimensão do problema.”</p>
<p>Para a execução do estudo, a Boehringer Ingelheim escolheu a IQVIA, empresa global de referência na realização de estudos epidemiológicos e de investigação em saúde. O convite à participação é feito porta a porta por equipas qualificadas. A participação é simples e voluntária, envolvendo um questionário de caracterização e uma avaliação simples da função renal, realizada através de análises ao sangue e à urina.</p>
<p>Este estudo de prevalência integra-se no Projeto HÉRCULES, uma iniciativa mais ampla de geração de evidência de mundo real promovida pela Boehringer Ingelheim, dedicada às doenças cardiorrenais e metabólicas.</p>
<p>Os dados recolhidos permitirão compreender a prevalência real da DRC em Portugal, identificar fatores de risco e perceber de que forma a doença se relaciona com outras condições frequentes, como doenças cardiovasculares e metabólicas. A ambição é criar uma base científica sólida que apoie decisões futuras em saúde pública, com impacto na prevenção e no diagnóstico precoce.</p>
<p>“A doença renal crónica é uma condição silenciosa, raramente sintomática nas fases iniciais e, por isso, é frequentemente diagnosticada tardiamente, mesmo nas pessoas de risco”, afirma Noélia Lopez, diretora médica da Boehringer Ingelheim Portugal. “Queremos saber quantos são, onde estão e conhecer as suas características clínicas e sociodemográficas, colmatando a lacuna de conhecimento que existe nesta área.”</p>
<p>Os resultados do estudo de prevalência estão previstos para o final de 2026 e serão divulgados junto da comunidade científica, decisores, profissionais de saúde e sociedade em geral.</p>
<p>Com o Projeto HÉRCULES, a Boehringer Ingelheim reforça o seu compromisso com a geração de conhecimento científico independente, com o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão da saúde renal em Portugal e apoiar, a médio e longo prazo, estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e melhoria da resposta do sistema de saúde.</p>
<p>Para mais informação sobre este estudo, consultar aqui.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estudo-nacional-quer-colmatar-lacuna-historica-na-informacao-sobre-a-doenca-renal-cronica/">Estudo nacional quer colmatar “lacuna histórica” na informação sobre a doença renal crónica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Epidemia silenciosa”: vice-presidente da SPN alerta para a urgência de diagnosticar a doença renal atempadamente</title>
		<link>https://mediconews.pt/epidemia-silenciosa-vice-presidente-da-spn-alerta-para-a-urgencia-de-diagnosticar-a-doenca-renal-atempadamente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 10:22:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=44700</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em Portugal, a doença renal crónica (DRC) afeta cerca de um milhão de pessoas, mas a sua natureza assintomática faz com que muitos diagnósticos cheguem apenas quando a função renal está severamente comprometida. Em entrevista a propósito do Dia Mundial do Rim, <strong>Ana Farinha</strong>, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN), analisa o crescimento de 1,6% no número de doentes em hemodiálise e aponta a articulação com os Cuidados de Saúde Primários como o pilar fundamental para inverter esta tendência. Para a especialista, o futuro da área passa por uma abordagem holística do doente metabólico, pela utilização de novas terapêuticas nefroprotetoras e por estratégias de literacia inovadoras — incluindo o uso do humor — para desmistificar aquela que é considerada a “epidemia silenciosa” do século XXI.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/epidemia-silenciosa-vice-presidente-da-spn-alerta-para-a-urgencia-de-diagnosticar-a-doenca-renal-atempadamente/">“Epidemia silenciosa”: vice-presidente da SPN alerta para a urgência de diagnosticar a doença renal atempadamente</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) I Porque é o diagnóstico precoce da DRC é tão difícil de alcançar clinicamente?</strong></p>
<p><strong>Ana Farinha (AF) I</strong> A doença renal crónica é apelidada de “epidemia silenciosa” precisamente pela sua natureza assintomática nas fases iniciais. Os rins têm uma enorme capacidade de reserva e adaptação, o que significa que o doente raramente apresenta sintomas até que a função renal esteja severamente comprometida. Clinicamente, isto exige um elevado índice de suspeição e a realização de exames laboratoriais de rotina, pois confiar apenas na sintomatologia física atrasa inevitavelmente o diagnóstico.</p>
<p><strong>NF I Portugal fechou 2023 com quase 14 mil doentes em hemodiálise (aumento de 1,6%). Como interpreta este crescimento?</strong></p>
<p><strong>AF I</strong> Estes números refletem um desafio crescente no controlo da progressão da doença. O aumento de 1,6% face ao ano anterior indica que, apesar dos avanços terapêuticos, continuamos a falhar na prevenção primária e na deteção precoce. Este crescimento é também um reflexo do envelhecimento da população e da prevalência de comorbilidades, sugerindo que as estratégias de monitorização e intervenção precoce precisam de ser mais robustas para evitar que os doentes atinjam o estádio de falência renal.</p>
<p><strong>NF I A diabetes, hipertensão e obesidade são as grandes causas. O que falta fazer, na multidisciplinaridade, para reduzir estas percentagens?</strong></p>
<p><strong>AF I</strong> Embora as campanhas de sensibilização sejam anuais, a transição para a prática clínica multidisciplinar ainda carece de maior integração. É fundamental que o médico de família, o internista, o endocrinologista e o cardiologista trabalhem em simbiose com o nefrologista. Precisamos de programas de gestão de doença partilhados, onde o foco não seja apenas o órgão isolado, mas o perfil metabólico e cardiovascular do doente, otimizando a literacia e o acesso a novas terapêuticas nefroprotetoras de forma transversal.</p>
<p><strong>NF I Como pode a integração dos Cuidados de Saúde Primários podem ajudar o nefrologista?</strong></p>
<p><strong>AF I</strong> A integração dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) é um pilar fundamental para transformar a gestão da doença renal crónica (DRC) em Portugal, permitindo um diagnóstico precoce e intervenção atempada.</p>
<p>Como a DRC é frequentemente assintomática nas fases iniciais — a chamada “epidemia silenciosa” — cabe aos CSP realizar o rastreio sistemático através de exames simples, como a análise da creatinina e da urina. Esta vigilância permite ao nefrologista receber doentes em estadios mais precoces da doença, onde as intervenções terapêuticas são significativamente mais eficazes.</p>
<p>Isto é verdade para doenças raras como as glomerulopatias, onde a competência para o tratamento é essencialmente da Nefrologia mas também para o tratamento integrado das causas mais comuns de DRC, a diabetes (32,5%) e hipertensão. Esta colaboração permite:</p>
<p>Um controlo mais rigoroso da glicémia e da pressão arterial no dia a dia do doente;</p>
<p>A aplicação de novas terapêuticas nefroprotetoras antes que ocorra a falência renal;</p>
<p>A melhoria da literacia em saúde, utilizando canais de comunicação mais próximos e até abordagens criativas para desmistificar a função renal.</p>
<p>A articulação com os CSP é vital para inverter esta tendência para o aumento dos doentes sob terapias substitutivas da função renal. Ao tratar as causas e travar a progressão da doença a nível primário, reduz-se a necessidade destas terapias pesadas e dispendiosas.</p>
<p><strong>NF I Como vê a utilização do humor (ex: “Rim para a meia-noite”) para transmitir conceitos de literacia médica?</strong></p>
<p><strong>AF I</strong> Quem lida com doenças crónicas sabe que muitas vezes o humor é o melhor remédio! A função renal e a DRC são temas densos e, muitas vezes, assustadores para o público em geral. Iniciativas como o talkshow da APIR com o António Machado e o Eduardo Madeira ajudam a desmistificar a doença e a baixar as barreiras de comunicação. O humor permite que a mensagem de prevenção chegue a mais pessoas de forma leve, tornando a literacia médica acessível e memorável, o que é meio caminho andado para a mudança de comportamentos.</p>
<p><strong>NF I Qual a mensagem para os colegas de especialidade, especialmente os mais jovens, neste Dia Mundial do Rim?</strong></p>
<p><strong>AF I</strong> A mensagem é de resiliência e inovação. Aos colegas mais jovens, recordo que a Nefrologia portuguesa é de excelência, mas enfrenta o desafio de uma prevalência crescente. Olhem para o doente de forma holística e não apenas para os valores da creatinina. Estamos numa era de novas opções terapêuticas que mudam o curso da doença; aproveitem esse potencial para serem agentes ativos na prevenção e no acompanhamento próximo, garantindo que o futuro da nefrologia em Portugal continue a ser uma referência.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/epidemia-silenciosa-vice-presidente-da-spn-alerta-para-a-urgencia-de-diagnosticar-a-doenca-renal-atempadamente/">“Epidemia silenciosa”: vice-presidente da SPN alerta para a urgência de diagnosticar a doença renal atempadamente</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Biópsia óssea: essencial para decisões terapêuticas personalizadas na doença óssea metabólica</title>
		<link>https://mediconews.pt/biopsia-ossea-essencial-para-decisoes-terapeuticas-personalizadas-na-doenca-ossea-metabolica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 15:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=43499</guid>

					<description><![CDATA[<p>A doença óssea metabólica em doentes com doença renal crónica (DRC) avançada exige uma avaliação precisa para orientar decisões terapêuticas. <strong>Luciano Pereira</strong>, nefrologista na Clínica do Rim e coautor do estudo “The role of bone histomorphometry in the management of metabolic bone disease”, explica como a biópsia óssea continua a ser essencial na prática clínica, permitindo tratamentos mais personalizados e seguros. Leia a entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/biopsia-ossea-essencial-para-decisoes-terapeuticas-personalizadas-na-doenca-ossea-metabolica/">Biópsia óssea: essencial para decisões terapêuticas personalizadas na doença óssea metabólica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Quais foram os principais resultados obtidos neste estudo e de que forma reforçam a relevância da biópsia óssea na prática clínica?</strong></p>
<p><strong>Luciano Pereira (LP) |</strong> Neste trabalho, reportamos o resultado de biópsias ósseas realizadas para avaliação de doença óssea metabólica, solicitadas pelo reumatologista assistente do doente. Foram realizadas 20 biópsias ósseas e as principais indicações para a realização da biópsia foram: fratura de fragilidade em doente com doença renal crónica (DRC) grau 4 ou 5, seguido da suspeita de osteomalacia. O padrão histológico mais frequentemente diagnosticado foi o osso adinâmico, seguido de osteomalacia. De realçar que a biópsia óssea levou a uma alteração de estratégia terapêutica num terço dos doentes.</p>
<p><strong>NF | Em que medida os resultados da histomorfometria óssea levaram a mudanças na estratégia terapêutica, distintas do tratamento antiosteoporótico convencional?</strong></p>
<p><strong>LP |</strong> O grupo de doentes com diagnóstico histológico de osso adinâmico representa um exemplo paradigmático. Dos nove doentes com osso adinâmico, oito doentes viram a sua estratégia terapêutica alterada: num dos casos foi interrompido o tratamento com denosumab, que a longo prazo, neste caso em particular, teria sido prejudicial dada a baixa formação e remodelação óssea existentes; nos restantes, foi modificada a prescrição destinada ao tratamento do hiperparatiroidismo secundário, o que incluiu redução ou suspensão do tratamento com vitamina D ativa e/ou da suplementação com cálcio.</p>
<p><strong>NF | Que implicações este estudo tem para a prática clínica dos reumatologistas, nomeadamente na valorização da biópsia óssea face a métodos de diagnóstico não invasivos?</strong></p>
<p><strong>LP |</strong> A biópsia óssea continua a ser o método <em>gold standard</em> para a avaliação da osteodistrofia renal. Os resultados deste estudo demonstram que este procedimento é particularmente relevante em doentes com DRC em estadio 4 ou 5 que apresentem fraturas de fragilidade, dado que se verificou uma elevada proporção de casos em que o resultado da biópsia conduziu a alterações significativas na atitude terapêutica.</p>
<p>No contexto da DRC, as alterações ósseas englobam não apenas modificações do volume, mas também da remodelação e da mineralização ósseas. Os métodos diagnósticos não invasivos apresentam limitações relevantes na caracterização destas dimensões. A densitometria óssea permite avaliar o volume e estimar o risco de fratura, mas não fornece informação sobre a dinâmica da remodelação nem sobre a mineralização. Os marcadores séricos de remodelação óssea, por sua vez, têm sensibilidade e especificidade limitadas, e a sua interpretação é particularmente difícil em estádios avançados de DRC.</p>
<p>Neste grupo de doentes, os valores alvo de paratormona (PTH) — um dos principais determinantes da remodelação óssea — permanecem pouco definidos, o que limita a sua utilidade isolada como guia terapêutico. Acresce que não existe, até ao momento, qualquer marcador sérico específico para o diagnóstico de defeitos de mineralização. Assim, embora a suspeita clínica possa ser apoiada por métodos de imagem ou outros parâmetros laboratoriais, o diagnóstico definitivo das alterações da mineralização necessita muitas vezes da realização de uma biópsia óssea.</p>
<p><strong>NF | Como é que a identificação precoce de padrões histopatológicos pode contribuir para uma abordagem mais personalizada e eficaz no tratamento da doença óssea metabólica?</strong></p>
<p><strong>LP |</strong> Vamos a um exemplo prático. Vamos imaginar um doente renal crónico G4A3 com TFGe pelo CKD-EPI de 27 mL/min que tem uma fratura de fragilidade do colo do fémur. A densitometria óssea é compatível com osteoporose, os marcadores de turnover como P1NP estão normais e o doente apresenta PTHi de 130 pg/mL. Estamos confiantes em prescrever denosumab ou bifosfonatos para este doente? Os riscos dos bifosfonatos estão mal explorados e consideram-se geralmente contra-indicados quando a taxa de filtração glomerular é inferior a 30 mL/min. O denosumab não tem contraindicação na insuficiência renal avançada, mas será o melhor medicamento a prescrever? E se o doente tem osso adinâmico, a forma mais frequente de osteodistrofia renal na DRC estadio 3 e em alguns trabalhos no estadio 4? Há algum valor de PTH ou dos marcadores de turnover ósseo na DRC estadio 4 e 5 que nos consiga excluir osso adinâmico?</p>
<p>O diagnóstico atempado da alteração óssea subjacente permite efetuar o tratamento mais adequado, protegendo a saúde óssea do doente renal e, teoricamente, diminuindo o risco de fratura.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/biopsia-ossea-essencial-para-decisoes-terapeuticas-personalizadas-na-doenca-ossea-metabolica/">Biópsia óssea: essencial para decisões terapêuticas personalizadas na doença óssea metabólica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>CRM Master Summit &#8217;25: novas perspetivas na gestão das doenças cardio-reno-metabólicas</title>
		<link>https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 09:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
		<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<category><![CDATA[crm]]></category>
		<category><![CDATA[crm master summit]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=43049</guid>

					<description><![CDATA[<p>Assente na convicção de que a interdisciplinaridade entre profissionais de saúde, especialidades e abordagens terapêuticas pode revolucionar o tratamento das doenças cardiovasculares, renais e metabólicas, a Boehringer Ingelheim desenvolveu o CRM Master Summit '25. Com o objetivo de marcar um ponto de viragem na abordagem a estas patologias, o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais para uma discussão sobre a gestão mais integrada e eficaz dos doentes. A News Farma leva até si os melhores momentos vividos no Centro de Congressos de Aveiro.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/">CRM Master Summit &#8217;25: novas perspetivas na gestão das doenças cardio-reno-metabólicas</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="CRM Summit 2025 - Best Of" src="https://player.vimeo.com/video/1129131058?h=1854ca616d&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-4-1/'><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-4-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-4-1-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-4-1-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-4-1-114x114.jpg 114w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-1/'><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-1-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-1-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-1-114x114.jpg 114w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point/'><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-114x114.jpg 114w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-2/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-2-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-2-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-2-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-3/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-3-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-3-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-3-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-5/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-5-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-5-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-5-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-6/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-6-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-6-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-6-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-7/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-7-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-7-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-7-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-8/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-8-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-8-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-8-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-9/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-9-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-9-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-9-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-10/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-10-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-10-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-10-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-10-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-11/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-11-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-11-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-11-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-11-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-12/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-12-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-12-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-12-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-12-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-13/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-13-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-13-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-13-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-13-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
<a href='https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/turning-point-14/'><img loading="lazy" decoding="async" width="150" height="150" src="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-14-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-14-150x150.jpg 150w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-14-1080x1080.jpg 1080w, https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2025/11/TURNING-POINT-14-114x114.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a>
</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/crm-master-summit-25-novas-perspetivas-na-gestao-das-doencas-cardio-reno-metabolicas/">CRM Master Summit &#8217;25: novas perspetivas na gestão das doenças cardio-reno-metabólicas</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como podem as redes sociais ser usadas para melhorar a saúde renal?</title>
		<link>https://mediconews.pt/como-podem-as-redes-sociais-ser-usadas-para-melhorar-a-saude-renal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 13:38:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=41843</guid>

					<description><![CDATA[<p>O nefrologista <strong>Hugo Diniz</strong> foi um dos especialistas a integrar a comitiva portuguesa que participou no 62.º Congresso da European Renal Association (ERA). Este ano, o encontro major da Nefrologia na Europa decorreu de 4 a 7 de junho em Viena, na Áustria, e teve como mote “Game Changers em Nefrologia”. Em entrevista à News Farma, o especialista da Unidade Local de Saúde de S. João (ULS de S. João) falou dos momentos em que participou no programa do encontro.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/como-podem-as-redes-sociais-ser-usadas-para-melhorar-a-saude-renal/">Como podem as redes sociais ser usadas para melhorar a saúde renal?</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por tradição, o evento da ERA consagra o primeiro dia à realização de cursos pré-congresso – chamados de <em>Continuing Medical Education</em> – que, divididos por diversas sessões paralelas, têm por objetivo fazer uma abordagem mais teórico-prática aos temas, sendo que existem sempre duas sessões práticas temáticas dedicadas à colocação de cateteres de hemodiálise e à realização de biópsias renais. E foi precisamente enquanto formador que Hugo Diniz participou no curso “Kidney Biopsy demonstration and Practice”, acompanhado pelos especialistas Emily McQuarrie, do Reino Unido e Loreto Gesualdo, de Itália. Na formação, contou, “cada participante tem a oportunidade de experimentar, colocar dúvidas e discutimos também alguns aspetos práticos das biópsias renais”, um modelo que agrada a quem participa já que as inscrições esgotaram, e não apenas com especialistas europeus. Isto porque, explicou Hugo Diniz, “o [congresso da] ERA tem atraído cada vez mais gente de todo o mundo, inclusive um dos países com maior participação este ano foi, curiosamente, os Estados Unidos da América”.</p>
<p>Esta componente mais interventiva da Nefrologia está, na perspetiva do especialista, “felizmente bastante desenvolvida no nosso País, mas isso não é verdade na maior parte dos países da Europa, onde os nefrologistas cada vez menos têm uma participação ativa nesse tipo de procedimentos”. Especialidades como a Radiologia de Intervenção ou a Cirurgia Vascular têm vindo a ganhar espaço neste domínio noutros países do continente europeu, muito embora este tipo de formações seja cada vez mais procurado por profissionais mais jovens que se dedicam à Nefrologia. O motivo desse interesse, identifica Hugo Diniz, prende-se com dois aspetos: “Primeiro as gerações mais novas querem recuperar isso [a posição de destaque neste procedimentos] e então procuram muito esse tipo de formação. Depois a workforce está mais reduzida, portanto depender de outras especialidades atrasa muito o tempo de resposta e os bons cuidados aos doentes”.</p>
<p><strong>As redes sociais ao serviço da <em>awareness</em> da doença renal </strong></p>
<p>No último dia do congresso, Hugo Diniz participou como orador na sessão “How to raise kidney disease awareness”, que foi moderada por Kate Stevens, do Reino Unido, e Manfred Eugen Griege, da Alemanha.</p>
<p>O tema da intervenção do nefrologista nacional foi “Social Media as a new tool for spreading kidney health” e, para contextualizar o tema, Hugo Diniz lembrou que desde 2019 é um dos elementos responsável pelas redes sociais na equipa da ERA, tendo mesmo chegado a liderar o grupo entre 2023 e 2024, nos congressos que decorreram em Milão e Estocolmo. “A minha principal mensagem foi mostrar que as redes sociais são uma plataforma que tem um alcance que nenhuma outra tem. Dois terços da população mundial utiliza redes sociais, mesmo em regiões que não têm acesso, por exemplo, a serviços bancários, as pessoas têm um telemóvel e usam as redes sociais”, sublinhou. Daí que as várias plataformas possam ser uma ferramenta importante para profissionais de saúde, para académicos, mas também para doentes e cuidadores procurarem informação, formarem grupos de apoio e “isto tem um impacto que às vezes nos passa um bocadinho ao lado, aos clínicos”, admitiu.</p>
<p>Hoje, <em>tiktokers</em> e <em>instagramers</em> têm milhares, ou mesmo milhões, de seguidores e conseguem chegar a um público muito alargado com uma proximidade que seria difícil obter pelos meios tradicionais. “Isto pode ser utilizado não só para o tal suporte <em>peer-to-peer</em>, portanto, os pacientes partilham histórias com outros doentes e ajudam-se mutuamente, reduzindo [desta forma] o sentimento de isolamento. É muito bom para a saúde mental que, muitas vezes, é esquecida, especialmente quando tratamos doentes jovens. Mas podemos alavancar estas plataformas dos doentes como maneiras de aumentar o awareness para a doença renal”, referiu o nefrologista.</p>
<p>Na opinião de Hugo Diniz, as redes sociais “também podem servir para partilhar mais rapidamente a informação em termos de investigação e reduzir o gap entre a publicação de artigos que possam ter um impacto na clínica e a sua implementação”, além de poderem igualmente servir como uma plataforma importante para se criarem grupos dentro das especialidades que tratam doenças raras, ou que trabalhem áreas da Nefrologia com poucos especialistas e, assim, ajudarem à partilha de experiências e ao desenvolvimento de competências nessas patologias.</p>
<p>Por todas estas potencialidades, Hugo Diniz considera que “é fundamental para os médicos serem proficientes com estas ferramentas e não só serem proficientes, mas também saberem comportar-se [nas redes sociais]. O profissionalismo digital é essencial na nossa profissão, não só porque nós interagimos na <em>internet</em> como médicos, mas também para melhorar a nossa aprendizagem”.</p>
<p>A acompanhar o especialista nacional nesta sessão esteve Charles J. Ferro, do Reino Unido, que falou sobre “Strong kidneys campaigns: understanding unmet needs for a better”, e também Emma Horton-Wright, do mesmo país, que fez uma conferência sobre o tema “Raising Kidney Disease Awareness Through Publishing Research”.</p>
<p>Em termos de balanço do encontro anual da ERA, o nefrologista da ULS de S. João enalteceu a vontade da sociedade científica alargar o leque de membros participantes no congresso, tanto em termos de proveniência dos oradores, como no leque de idades dos mesmos. “A ERA, nos últimos anos, tem-se preocupado muito com a gerar um sentimento de comunidade”, frisou, lembrando que a participação portuguesa tem sido bastante profícua e com números crescentes. “Acho que tem um impacto bastante interessante para os portugueses, que ao verem compatriotas em locais de destaque ou a dar sessões num congresso com a magnitude do ERA” se podem sentir inspirados e motivados para se envolverem em iniciativas da ERA.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/como-podem-as-redes-sociais-ser-usadas-para-melhorar-a-saude-renal/">Como podem as redes sociais ser usadas para melhorar a saúde renal?</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pensar uma Nefrologia mais sustentável e amiga do ambiente</title>
		<link>https://mediconews.pt/pensar-uma-nefrologia-mais-sustentavel-e-amiga-do-ambiente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 13:23:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=41838</guid>

					<description><![CDATA[<p>O 62.º Congresso da European Renal Association (ERA) teve como mote “Game Changers in Nephrology” e se há paradigma que está a mudar é a forma como a sociedade olha para as preocupações ambientais.  A ERA não quis passar ao lado do debate sobre a sustentabilidade ambiental da prática médica, e criou a <em>Sustainable Nephrology Task Force</em> com o objetivo de pensar e divulgar as questões ambientais dentro da especialidade. À frente da equipa está<strong> Ivo Laranjinha</strong>, nefrologista no Hospital de Santa Cruz, da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental, que falou com a News Farma sobre as ações desenvolvidas neste domínio no congresso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/pensar-uma-nefrologia-mais-sustentavel-e-amiga-do-ambiente/">Pensar uma Nefrologia mais sustentável e amiga do ambiente</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo explicou em entrevista, a ERA é uma associação que congrega especialistas de todo o mundo e, no seu último congresso anual, foram mais de 10 mil participantes, “muitos deles deslocaram-se de avião para o mesmo local, todos alojados em hotéis, a deslocar-se também dentro da própria cidade, a alimentar-se, enfim [é um evento que] tem, de facto, uma pegada” ambiental considerável, admitiu o nefrologista. Nesse sentido, a ERA apostou em algumas medidas para mitigar esse impacto. A começar pela aposta na transmissão <em>online</em> das sessões “para reduzir o número de pessoas que se deslocam [para o congresso], uma vez que a maior pegada do congresso, cerca de 80%, corresponde às deslocações” dos congressistas.</p>
<p>No local do evento também se tomaram medidas a pensar no ambiente. Houve uma “quase ausência de material descartável em todo o Congresso. Quer na organização, quer nos próprios <em>sponsors</em> e nos expositores que estavam no Congresso, houve um grande incentivo para que não existisse material descartável”, explicou Ivo Laranjinha que deu exemplos: os copos eram reutilizáveis e distribuíram-se cantis para os participantes poderem reabastecer de água nas várias fontes existentes no perímetro, ausência de crachás de plástico e foi promovida a reutilização dos <em>lanyards</em>, programas não impressos, alojamento dos organizadores e palestrantes em hotéis próximos do congresso, etc.</p>
<p>Uma das inovações destacadas foi o “Sustainable Challenge” lançado aos expositores em parceria com uma <em>start-up</em> alemã. Antes do congresso, foi enviado um inquérito sobre práticas sustentáveis e, durante o evento, a equipa da SNTF auditou o cumprimento dessas medidas. Os três expositores com melhor desempenho foram premiados pela presidente do congresso, Roser Torra. “Foi um estímulo muito grande e que se repercutiu na atitude dos expositores da indústria presentes no local” e uma aposta clara na sustentabilidade, sublinhou o nefrologista.</p>
<p><strong>Pode um nefrologista ser mais amigo do planeta?</strong></p>
<p>O tema da sustentabilidade foi também incluído no programa científico do congresso. O simpósio “The path for an environmental responsible (and sustainable) nephrology”, moderado pelo próprio Ivo Laranjinha, reuniu três oradores para abordar os melhores caminhos para uma Nefrologia ambientalmente responsável.</p>
<p>“How to green the Dialysis prescription?” foi a pergunta que Giorgina Piccoli, de França, procurou responder. No fundo, explicou Ivo Laranjinha, a oradora demonstrou como é que os nefrologistas podem “reduzir a pegada ambiental durante a prescrição. Ou seja, enquanto prescritor da diálise, como é que consigo reduzir essa pegada. Foi uma exposição muito prática e muito direcionada para quem está no dia-a-dia” e procura saber como pode ter uma atividade clínica mais sustentável “sem reduzir, e às vezes até melhorando, a qualidade dos tratamentos”.</p>
<p>O segundo interveniente na sessão, Tarrass Faissal, de Marrocos, abordou o tema &#8220;Hemodialysis Unit – Let’s look at it as a circular economy. Everything you throw out has its value”. O orador foi desafiado a refletir como é que “idealmente seria a diálise do ponto de vista da economia circular”, isto é, olhou para as unidades de diálise e para os consumos e resíduos produzidos pela atividade das mesmas – em termos de água, de energia e de materiais descartados – e como estes poderiam ser reaproveitados e reintegrados no sistema, numa lógica em que nada se perde e tudo tem potencial para gerar valor novamente.</p>
<p>“O terceiro palestrante tinha uma tarefa mais difícil – explicar-nos como é que conseguimos calcular e quais as metodologias para quantificar o impacto ambiental das unidades, e, de facto, este é um trabalho muito exaustivo”, admitiu o moderador ao falar da intervenção de Joachim Beige, da Alemanha, cuja intervenção teve por título “How do I evaluate the carbon footprint of my Unit?”</p>
<p>O crescente reconhecimento do tema pela comunidade científica ficou patente com a inclusão da sustentabilidade noutras sessões científicas. “É muito animador ver que esta preocupação começa a ser uma parte estrutural do programa científico do congresso da ERA”, destaca Ivo Laranjinha.</p>
<p><strong>Nefrologia vive “era muito positiva”</strong></p>
<p>Em jeito de balanço, Ivo Laranjinha não podia ter vindo de Viena com uma perspetiva mais positiva do panorama da especialidade. “Acho que a Nefrologia está a viver uma era de transformação, marcada por otimismo e inovação. Não só com as terapêuticas modificadoras do prognóstico de doença renal crónica, com potencial real de atrasar a evolução da doença renal crónica, [para a qual] temos, atualmente, uma panóplia de armas [terapêuticas] que não tínhamos há 10 anos”, reconheceu o especialista.</p>
<p>O destaque foi também para as novidades no campo da abordagem às glomerulopatias, nas inovações farmacológicas no tratamento das vasculites, da nefropatia por IgA e também sobre o conhecimento de novos marcadores serológicos como para as podocitopatias que podem, no futuro, vir a reduzir o recurso às biópsias renais, “um exame invasivo e com riscos” para o doente.</p>
<p>Por todos estes fatores, Ivo Laranginha acredita que “vamos no caminho da Nefrologia menos invasiva”, em que as <em>guidelinies</em> internacionais “darão lugar a abordagens individualizadas, adaptadas à realidade clínica de cada doente”.</p>
<p>A maior capacidade que os nefrologistas têm, e terão ainda maior num futuro próximo, de atrasar a progressão da doença renal e por conseguinte a diálise, e a Nefrologia de precisão, “são em si estratégias também elas positivas para o ambiente”.  “Ao reduzir o número de pessoas a necessitar de diálise e ao evitar terapêuticas desnecessárias, estaremos também a reduzir desperdício clínico, económico e ambiental”.</p>
<p>“A sustentabilidade não é apenas uma questão ecológica — é também sinónimo de boa prática clínica, eficiência e responsabilidade social”, termina Ivo Laranjinha.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/pensar-uma-nefrologia-mais-sustentavel-e-amiga-do-ambiente/">Pensar uma Nefrologia mais sustentável e amiga do ambiente</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novas perspetivas na abordagem à lesão renal aguda</title>
		<link>https://mediconews.pt/novas-perspetivas-na-abordagem-a-lesao-renal-aguda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 11:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=41679</guid>

					<description><![CDATA[<p>O 62.º Congresso da <em>European Renal Association</em> (ERA) contou com uma delegação significativa de especialistas portugueses, entre os quais esteve <strong>Joana Gameiro</strong>, assistente hospitalar de Nefrologia da ULS de Santa Maria. Em conversa com a News Farma, a nefrologista conta que participou ativamente em dois momentos do encontro, e menciona a organização de um dos cursos pré-congresso, que decorreu no primeiro dia do evento, subordinado ao tema “Lesão Renal Aguda”, no qual contou com a colaboração organizativa da especialista do Reino Unido, Marlies Ostermann.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/novas-perspetivas-na-abordagem-a-lesao-renal-aguda/">Novas perspetivas na abordagem à lesão renal aguda</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre esta formação, Joana Gameiro destaca a possibilidade que os participantes tiveram de ver abordadas “as várias fases da história natural da lesão renal aguda”, já que o programa incluiu sessões onde foram trabalhados temas como a prevenção da lesão renal aguda, apresentada por Stanislas Faguer, especialista de França, durante a qual se falou de alguns ensaios clínicos que “têm vindo a demonstrar algumas terapêuticas que permitem, de facto, prevenir a lesão renal aguda”, explicou a médica.</p>
<p>Nesta formação, houve também oportunidade para destacar o papel da fluidoterapia nos doentes com diagnóstico de lesão renal aguda – numa sessão conduzida por Bairbre Mcnicholas, da Irlanda – e a especialista portuguesa destaca ainda “uma sessão muito interessante sobre um tema também muito atual, que é na área da sustentabilidade na lesão renal aguda”, que esteve a cargo de Raymond Vanholder, da Bélgica. Nessa sessão abordaram-se possíveis estratégias a implementar “para que a técnica dialítica nestes doentes possa ter um menor impacto ambiental”, acrescenta.</p>
<p>O curso terminou com a realização de uma mesa-redonda em que participaram Nicholas Selby, do Reino Unido, Stanislas Faguer, de França, e Bairbre Mcnicholas, da Irlanda, dedicada ao tema “Acompanhamento pós-IRA [insuficiência renal aguda]: é possível na vida real?”. “É um tema que acho muito interessante e que advogo muito, que é o seguimento dos doentes que têm alta, portanto os que sobreviveram a um episódio de lesão renal aguda. Este episódio tem um impacto a longo prazo que acaba por não ser ainda muito reconhecido, mas, de facto, estes doentes têm maior risco cardiovascular e maior risco de desenvolver doença renal crónica. Foi um debate entre vários especialistas que também recomendam o seguimento dos doentes pós-lesão renal aguda”, explica a especialista.</p>
<p>Em segundo lugar, no dia 6 de junho, Joana Gameiro teve ainda a oportunidade de moderar o simpósio “Mudanças radicais na prevenção e tratamento da IRA”, no qual destacou “a sessão mais interessante que foi a que demonstrou como a infusão de aminoácidos no perioperatório de uma cirurgia cardíaca permitiu prevenir a lesão renal aguda”, uma palestra que esteve a cargo de Martina Baiardo Redaelli, de Itália.</p>
<p>“Organóides para triagem de drogas em IRA”, foi outra das sessões deste simpósio, esta ministrada por Ana Núñez Nescolarde, da Austrália, e houve ainda a oportunidade de ouvir Mehmet Sukru Sever, especialista da Turquia, falar sobre “a abordagem à lesão renal aguda em contexto de catástrofe, quer de catástrofes naturais, mas também em situações de guerra e as implicações técnicas, mas também implicações éticas, que temos de ter na abordagem aos doentes”, complementa Joana Gameiro.</p>
<p><strong>“A Nefrologia está numa fase de grande evolução”</strong></p>
<p>Em entrevista à News Farma, Joana Gameiro reconhece ainda que “a Nefrologia está numa fase de grande evolução. Acho que, durante alguns anos, principalmente na área terapêutica, parecemos estar um pouco estagnados. Não tínhamos novas armas para tratar os nossos doentes, mas nos últimos três anos o que se verificou é que foram introduzidos novos fármacos com comprovado benefício renal e que estão a alterar a história da doença”. Sobretudo, menciona a especialista da ULS de Santa Maria, na área da diabetes mellitus “que é a principal causa de doença renal crónica. Neste momento, temos fármacos que permitem atrasar a evolução da doença renal crónica e, portanto, acho natural que nos próximos dez anos vá mudar muito a nossa abordagem a estes doentes”, acredita a nefrologista.</p>
<p>Reflexo dessa alteração de paradigma terapêutico tem sido a atualização constante das guidelines internacionais para a abordagem à doença renal, que “já mudaram a nossa forma de tratar estes doentes. A introdução destes novos medicamentos permitiu mudar muita coisa e espera-se que, nos próximos anos, possamos ver a evolução da utilização destes fármacos”, acrescenta</p>
<p>Também na área de doenças mais raras desta especialidade tem-se observado a realização de “cada vez mais ensaios clínicos, com novas armas terapêuticas para estes doentes”, para os quais até há alguns anos não existia nenhuma resposta farmacológica. Existiam as terapêuticas de substituição renal para prolongar a sobrevida dos doentes, “que obviamente é o nosso principal objetivo, mas temos agora muito mais conhecimento sobre a fisiopatologia dessas doenças e, por isso, também novas armas terapêuticas estão a ser estudadas”, sendo expectável que os próximos congressos da especialidade possam trazer novidades neste campo.</p>
<p>O ERA Congress 2025 decorreu de 4 a 7 de junho de 2025, em Viena.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/novas-perspetivas-na-abordagem-a-lesao-renal-aguda/">Novas perspetivas na abordagem à lesão renal aguda</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Papel do doente ganha destaque no paradigma do tratamento da hipertensão</title>
		<link>https://mediconews.pt/papel-do-doente-ganha-destaque-no-paradigma-do-tratamento-da-hipertensao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 07:58:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=40146</guid>

					<description><![CDATA[<p>O especialista <strong>Michel Burnier</strong>, do <em>Lausanne University Hospital</em>, na Suíça, foi o convidado internacional do simpósio organizado pela Servier no 19.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global. “Vamos melhorar os resultados na hipertensão? Uma missão sinérgica entre médico, doente e terapêutica” foi o tema em discussão e, em entrevista à News Farma, o especialista falou sobre a necessidade de se repensar a forma como esta patologia é gerida na prática clínica. Assista às declarações.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/papel-do-doente-ganha-destaque-no-paradigma-do-tratamento-da-hipertensao/">Papel do doente ganha destaque no paradigma do tratamento da hipertensão</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo explicou o orador, o papel do médico continua a ser crucial para ajudar o doente a aderir à terapêutica. “O clínico tem de criar uma relação de confiança com os doentes. É a chave para explicar quais são os alvos a atingir, quais são as dificuldades, quais são as barreiras e ele tem que antecipar um pouco o curso do tratamento para ter certeza de que os doentes entendem muito bem” a jornada que têm pela frente, explicou, frisando que é essa relação de confiança, de parceria, que vai ajudar o doente a manter a pressão arterial controlada ao longo dos anos.</p>
<p>É certo que, para desempenhar esse papel, são necessárias ferramentas e comunicação que nem sempre são lecionadas nas faculdades de medicina. Ainda assim, é possível aprender e treinar em clínica essas competências, cruciais para ajudar na adesão do doente à terapêutica anti-hipertensora, acredita o especialista.</p>
<p>Além disso, acrescentou Michel Burnier, está a observar-se uma mudança de paradigma na prática clínica. O foco está a deixar de ser a doença, para passar a ser o doente e essa estratégia tem sido importante para conseguir fomentar a sinergia entre os doentes e os médicos, no sentido de obter os melhores resultados no tratamento desta patologia. “Essa é, realmente, uma grande diferença comparativamente com o passado”, reconheceu o especialista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/papel-do-doente-ganha-destaque-no-paradigma-do-tratamento-da-hipertensao/">Papel do doente ganha destaque no paradigma do tratamento da hipertensão</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Raising Up The Rare 3.0: conceito inovador para aprendizagem, em equipa multidisciplinar, sobre doença de Fabry e de Gaucher</title>
		<link>https://mediconews.pt/raising-up-the-rare-3-0-conceito-inovador-para-aprendizagem-em-equipa-multidisciplinar-sobre-doenca-de-fabry-e-de-gaucher/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 17:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=39136</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Foi um evento que se aplicou no conhecimento prático”. Quem o diz é a prof. <strong>Luísa Lobato</strong>, nefrologista do Centro Hospitalar Universitário da Unidade Local de Saúde de Santo António, sobre o Raising Up The Rare 3.0 — evento patrocinado pela Takeda, e que se focou na jornada do doente com doença lisossomal de sobrecarga, nomeadamente Fabry e Gaucher. Assista à entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/raising-up-the-rare-3-0-conceito-inovador-para-aprendizagem-em-equipa-multidisciplinar-sobre-doenca-de-fabry-e-de-gaucher/">Raising Up The Rare 3.0: conceito inovador para aprendizagem, em equipa multidisciplinar, sobre doença de Fabry e de Gaucher</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="LUÍSA LOBATO, Raising Up The Rare 3.0: conceito inovador para aprendizagem, em equipa multidisciplinar, sobre doença de Fabry e" src="https://player.vimeo.com/video/1054126804?h=a63082f5e2&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script><br />
“Mas pela sua complexidade balançada com a sua simplificada, e misturada de vários especialistas, incluindo farmacêuticos, foi a parte mais motivadora deste evento Pois não podemos catalogar facilmente os doentes”, esclarece a nefrologista, que compôs a lista de convidados e que, em vídeo, elogiou a programação escolhida para a iniciativa.</p>
<p>“O que é importante pensar que, muitas vezes temos os doentes à disposição e não os diagnosticamos. Esse despertar para pequenas variações fenotípicas é muito interessante. E saber como é que nos podemos socorrer cada vez mais de testes, que até podem ser negativos, mas que mesmo como negativos, são importantes. E especialmente discutir com os colegas que têm um conhecimento mais aprofundado, aquelas variantes genéticas de significado não determinado, ou ainda incerto”, sublinha.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/raising-up-the-rare-3-0-conceito-inovador-para-aprendizagem-em-equipa-multidisciplinar-sobre-doenca-de-fabry-e-de-gaucher/">Raising Up The Rare 3.0: conceito inovador para aprendizagem, em equipa multidisciplinar, sobre doença de Fabry e de Gaucher</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Doença de Fabry: “Há 20 anos não tínhamos quaisquer dados sobre este tipo de doenças, mas agora poucas são as doenças tão aprofundadas como esta”</title>
		<link>https://mediconews.pt/doenca-de-fabry-ha-20-anos-nao-tinhamos-quaisquer-dados-sobre-este-tipo-de-doencas-mas-agora-poucas-sao-as-doencas-tao-aprofundadas-como-esta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Feb 2025 17:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nefrologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=39129</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Os desafios e como retardar a história clínica natural da progressão nefrológica da Doença de Fabry?”. O tratamento da doença de Fabry em Nefrologia” foi o tema que <strong>Sandro Feriozzi</strong>, nefrologista do <em>Università Campus Bio-Médico di Roma</em>, levou ao <em>Raising Up The Rare</em> 3.0, evento organizado pela Takeda. Em entrevista à News Farma, o especialista salienta a importância da realização destes eventos pela indústria farmacêutica para a evolução do conhecimento na área. Assista ao vídeo, no qual o especialista faz uma retrospetiva dos 20 anos do <em>Fabry Outcome Survey</em> (FOS).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/doenca-de-fabry-ha-20-anos-nao-tinhamos-quaisquer-dados-sobre-este-tipo-de-doencas-mas-agora-poucas-sao-as-doencas-tao-aprofundadas-como-esta/">Doença de Fabry: “Há 20 anos não tínhamos quaisquer dados sobre este tipo de doenças, mas agora poucas são as doenças tão aprofundadas como esta”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="SANDRO FERIOZZI, Doença de Fabry: “Há 20 anos não tínhamos quaisquer dados sobre este tipo de doenças, mas agora poucas são as d" src="https://player.vimeo.com/video/1054127843?h=13e94023e6&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script><br />
&#8220;Esta aventura começou há 20 anos, quando tive o meu primeiro doente com doença de Fabry. Naquela época, não tínhamos quaisquer dados. Tivemos a oportunidade de construir esses dados e, agora, estão disponíveis na literatura, com milhares de artigos publicados”, afirma.</p>
<p>Nas últimas duas décadas, refere Sandro Feriozzi, houve um crescimento dos <em>outcomes</em> da doença de Fabry, defendendo que poucas são as doenças tão estudadas como esta.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/doenca-de-fabry-ha-20-anos-nao-tinhamos-quaisquer-dados-sobre-este-tipo-de-doencas-mas-agora-poucas-sao-as-doencas-tao-aprofundadas-como-esta/">Doença de Fabry: “Há 20 anos não tínhamos quaisquer dados sobre este tipo de doenças, mas agora poucas são as doenças tão aprofundadas como esta”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
