<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Medicina Interna - Médico News</title>
	<atom:link href="https://mediconews.pt/category/medicina-interna/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mediconews.pt/category/medicina-interna/</link>
	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 29 Sep 2026 09:48:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.2</generator>

<image>
	<url>https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2022/08/cropped-MedicoNews_favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de Medicina Interna - Médico News</title>
	<link>https://mediconews.pt/category/medicina-interna/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Exposição cumulativa ao colesterol LDL agrava o risco cardiovascular ao longo dos anos</title>
		<link>https://mediconews.pt/exposicao-cumulativa-ao-colesterol-ldl-agrava-o-risco-cardiovascular-ao-longo-dos-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46974</guid>

					<description><![CDATA[<p>O risco cardiovascular não depende apenas do valor atual do colesterol LDL, mas também do tempo durante o qual este se mantém elevado. Mesmo alterações ligeiras, quando persistem durante vários anos, contribuem silenciosamente para o desenvolvimento da aterosclerose. Em entrevista à News Farma, no âmbito da Semana do Coração – iniciativa desenvolvida pela Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), com o apoio da Servier –, <strong>Patrícia Vasconcelos</strong>, membro da direção da SPA e internista da Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra, explica o conceito de exposição cumulativa ao colesterol. A especialista destaca a importância de não desvalorizar elevações mantidas ao longo do tempo e de ponderar mais precocemente a terapêutica hipolipemiante, de acordo com o risco individual. Assista ao vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/exposicao-cumulativa-ao-colesterol-ldl-agrava-o-risco-cardiovascular-ao-longo-dos-anos/">Exposição cumulativa ao colesterol LDL agrava o risco cardiovascular ao longo dos anos</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em conversa com a News Farma, a propósito da iniciativa dedicada ao Dia Mundial do Coração, assinalado anualmente a 29 de setembro, Patrícia Vasconcelos recorda que a probabilidade de sofrer um evento cardiovascular agudo não depende apenas do valor isolado do colesterol LDL, num determinado momento. É também influenciado pelo tempo durante o qual as artérias permanecem expostas a níveis elevados de colesterol LDL.</p>
<p>“Como sabemos, o risco associado ao colesterol depende não apenas do valor que encontramos nas análises, mas também do número de anos durante os quais as artérias estão expostas a esse valor. Os anos de exposição contam muito”, sublinha a médica.</p>
<p>Segundo a especialista, este conceito não significa que todos os jovens com pequenas alterações lipídicas devam iniciar medicação. Significa, contudo, que o impacto acumulado a longo prazo não deve ser ignorado apenas porque o risco calculado a dez anos parece reduzido. “Se desvalorizarmos, não vamos ter em conta que este ‘um bocadinho alto’, ao longo de muito tempo, também vai ter o seu impacto. Ou seja, todos os dias contam aqui. Há, de facto, um risco cumulativo com os anos”, adverte Patrícia Vasconcelos.</p>
<p>Para tornar o conceito mais claro para os doentes, a internista estabelece um paralelismo com o tabagismo: compara duas pessoas com o mesmo consumo diário de tabaco, mas em que uma fuma há 30 anos e a outra há apenas um ano. Torna-se, assim, intuitivo perceber qual delas acumulou maior exposição e apresenta maior risco. A mesma lógica pode ser aplicada ao colesterol.</p>
<p>De acordo com Patrícia Vasconcelos, o essencial é sensibilizar para uma realidade silenciosa e assintomática: “Nós não sentimos, mas o número de anos durante os quais as artérias estão expostas a níveis elevados de colesterol conta, tal como conta o número de anos de exposição ao tabaco”.</p>
<p>Quanto mais cedo o controlarmos, maior será a proteção cardiovascular.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/exposicao-cumulativa-ao-colesterol-ldl-agrava-o-risco-cardiovascular-ao-longo-dos-anos/">Exposição cumulativa ao colesterol LDL agrava o risco cardiovascular ao longo dos anos</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Da polypill à literacia em consulta: ferramentas para combater a inércia clínica e a não-adesão do doente de risco cardiovascular</title>
		<link>https://mediconews.pt/da-polypill-a-literacia-em-consulta-ferramentas-para-combater-a-inercia-clinica-e-a-nao-adesao-do-doente-de-risco-vascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46977</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ideia de que o controlo dos valores que surgem nos exames permite “fazer pausas” na medicação é um dos equívocos mais perigosos para o doente de risco vascular. Para <strong>José Pereira de Moura</strong>, internista na Unidade Local de Saúde de Coimbra e membro da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), a eficácia do tratamento assenta em duas frentes: a simplificação posológica e uma pedagogia transparente sobre o carácter silencioso dos fatores de risco. Em declarações à News Farma no âmbito da Semana do Coração – iniciativa da SPA apoiada pela Servier –, o especialista analisa as estratégias para combater a inércia terapêutica e assegurar a adesão contínua ao esquema terapêutico. Assista aos vídeos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/da-polypill-a-literacia-em-consulta-ferramentas-para-combater-a-inercia-clinica-e-a-nao-adesao-do-doente-de-risco-vascular/">Da polypill à literacia em consulta: ferramentas para combater a inércia clínica e a não-adesão do doente de risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="VÍDEO 1 - JOSÉ PEREIRA DE MOURA_1" src="https://player.vimeo.com/video/1229919491?h=bb9870169a&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>O papel da <em>polypill</em> na simplificação posológica e na redução de eventos cardiovasculares</strong></p>
<p>Na abordagem ao risco cardiovascular, José Pereira de Moura defende a necessidade de reformular o conceito tradicional de polimedicação em favor de uma “medicação adequada”, lembrando que a sobrecarga de comprimidos diários é uma das principais causas de abandono da terapêutica a longo prazo, mesmo em doentes que sofreram eventos graves como o enfarte agudo do miocárdio.</p>
<p>“Quando falamos de risco vascular, estamos a falar de risco global. E habitualmente os doentes têm não só um fator de risco, mas têm vários fatores de risco: desde a diabetes, à dislipidemia, à hipertensão arterial”, enquadra o especialista. Para ultrapassar a falta de adesão, José Pereira de Moura destaca os benefícios demonstrados pelas combinações de doses fixas: “Tudo o que seja reduzir o número de tomas ou de comprimidos diários, nomeadamente com a associação de diversos princípios ativos num único comprimido, tudo isso conduz ao aumento da adesão terapêutica e logicamente ao aumento dos resultados”.</p>
<p>O internista sublinha ainda que os ensaios clínicos com a <em>polypill</em> demonstram não só um superior controlo dos parâmetros analíticos, mas também uma redução efetiva no número de eventos clínicos e na mortalidade global e cardiovascular. “O combate à inércia pode perfeitamente ter como aliado indispensável a utilização da <em>polypill</em>, porque a adesão vai aumentar”, sintetiza José Pereira de Moura, reforçando que esta estratégia posológica beneficia tanto a decisão médica como a segurança do doente.<br />
<iframe title="VÍDEO 2 - JOSÉ PEREIRA DE MOURA" src="https://player.vimeo.com/video/1229919489?h=d2dbb416b0&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Fatores de risco silenciosos: é fundamental não esperar por sintomas para tratar</strong></p>
<p>Um dos pontos mais críticos na consulta de Medicina Interna é desmitificar a ideia de que a ausência de sintomas físicos equivale a ausência de doença ou de risco cardiovascular. Como explica José Pereira de Moura, a ausência de queixas pode significar que ainda não existe doença clinicamente ativa ou, por outro lado, que os fármacos prescritos estão a atuar de forma confortável e bem tolerada pelo organismo.</p>
<p>“Nós temos de demonstrar ao nosso doente que qualquer destes dismetabolismos, seja a hipertensão, seja a dislipidemia, seja a diabetes e outros, têm um risco atribuível bastante significativo relativamente à doença vascular”, alerta o médico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, recordando a expressão de que o colesterol LDL atua como um “assassino silencioso”.</p>
<p>Para o José Pereira de Moura, aguardar por manifestações físicas de doença metabólica é um risco que não se deve correr na prática clínica. “A pessoa não pode estar à espera de sentir seja o que for para se aperceber que tem o seu colesterol elevado. Quando a diabetes começa a dar sintomas, é sinal que, realmente, o dismetabolismo já atingiu um significado extremamente além daquilo que é razoável; mal quando nós estamos à espera de ter sintomas com a hipertensão arterial”, adverte, lembrando que quando surgem queixas o doente já se encontra frequentemente perante um evento agudo, como um enfarte do miocárdio ou um acidente vascular cerebral (AVC).<br />
<iframe title="VÍDEO 3 - JOSÉ PEREIRA DE MOURA" src="https://player.vimeo.com/video/1229919490?h=55f52cbbec&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Educação para a saúde: gerir expectativas para evitar a suspensão da terapêutica</strong></p>
<p>Para envolver o doente de forma ativa na prevenção de eventos cardiovasculares, José Pereira de Moura sugere o recurso pedagógico às grelhas de avaliação de risco em consulta, demonstrando de forma visual e objetiva como o controlo da pressão arterial, da dislipidemia ou, por exemplo, da cessação tabágica reduz a probabilidade de complicações futuras.</p>
<p>O especialista aproveita para desmistificar a falsa convicção de que alcançar valores analíticos normais permite fazer “pausas” na medicação. “Nós temos que passar a noção ao nosso doente de que nós não estamos, com os fármacos que utilizamos, a curar o colesterol, não estamos a curar a hipertensão arterial, estamos sim a controlar estes fatores de risco”, esclarece o internista da ULS de Coimbra.</p>
<p>Neste sentido, ter as análises dentro dos valores recomendados demonstra a eficácia do tratamento, devendo ser mantido sem interrupções. “Se o seu colesterol está controlado, se a sua glicemia está controlada, se a sua tensão arterial está controlada (&#8230;) é sinal de que os medicamentos estão a ser eficazes e não podemos abandonar a medicação, porque senão o colesterol vai novamente subir, a pressão arterial vai novamente subir, a glicemia vai deixar de estar controlada”, declara, reforçando que o objetivo primário da terapêutica é evitar a instalação da doença cardiovascular e proteger a vida do doente.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/da-polypill-a-literacia-em-consulta-ferramentas-para-combater-a-inercia-clinica-e-a-nao-adesao-do-doente-de-risco-vascular/">Da polypill à literacia em consulta: ferramentas para combater a inércia clínica e a não-adesão do doente de risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>SPA reforça compromisso com a prevenção cardiovascular e apela à gestão integrada do risco</title>
		<link>https://mediconews.pt/spa-reforca-compromisso-com-a-prevencao-cardiovascular-e-apela-a-gestao-integrada-do-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=47001</guid>

					<description><![CDATA[<p>As alterações no estilo de vida e a intervenção terapêutica atempada são pilares indissociáveis na redução do risco cardiovascular. Em entrevista à News Farma por ocasião do Dia Mundial do Coração e no âmbito da Semana do Coração – iniciativa promovida pela Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) com o apoio da Servier –, <strong>Francisco Araújo</strong>, presidente da SPA e especialista em Medicina Interna, defende a urgência de capacitar o doente, reforçar a cooperação com as equipas multidisciplinares e implementar com rigor a avaliação e controlo dos fatores de risco na prática clínica diária. Assista às declarações em vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/spa-reforca-compromisso-com-a-prevencao-cardiovascular-e-apela-a-gestao-integrada-do-risco/">SPA reforça compromisso com a prevenção cardiovascular e apela à gestão integrada do risco</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Francisco Araújo começa por destacar que a otimização dos hábitos de vida constitui a base estrutural sobre a qual assenta a eficácia do tratamento farmacológico. “Eu diria que o estilo de vida é a parte da base da pirâmide em que assenta o tratamento dos doentes”, afirma o médico, sublinhando a importância da pedagogia dos pequenos ajustes atempados na relação com o doente em consulta: &#8220;Às vezes são estas pequenas coisas que têm de ser encorajadas para permitir que as pessoas giram o seu risco cardiovascular”. O presidente da SPA salienta ainda que adotar hábitos saudáveis traz benefícios globais: “Nós não melhoramos só a parte da doença cardiovascular, mas melhoramos o risco de demência, melhoramos o impacto do peso nas articulações e todo o nosso organismo beneficia”.</p>
<p>Frente ao desafio estrutural da não-adesão terapêutica – que afeta cerca de 40% dos doentes –, Francisco Araújo enfatiza o papel determinante do trabalho em equipa multidisciplinar. “Os farmacêuticos vão ter um papel importantíssimo na reconciliação terapêutica, de forma a que não haja medicação duplicada para que as pessoas façam a medicação de forma correta”, afirma, referindo iniciativas como a “prescrição integrada” nas farmácias comunitárias. Da mesma forma, enaltece o contributo da Enfermagem na identificação e monitorização dos doentes de maior risco: “Os enfermeiros têm um papel muito importante no reconhecimento do risco e na gestão também da adesão à medicação”.</p>
<p>A fechar a entrevista, Francisco Araújo sintetiza a mensagem de compromisso da SPA para todos os profissionais de saúde através do conceito orientador do “ABC do risco”:</p>
<p>A – Avaliar: “Se nós não avaliarmos o risco dos doentes, seguramente temos o risco de, mais tarde, a situação clínica do nosso doente se poder agravar, haver progressão da doença e não termos uma atuação terapêutica adequada e correta”.</p>
<p>B – Balizar (alvos): “Encontrar quais são os nossos alvos e as nossas balizas, perceber o que é que precisamos de controlar – a glicemia, o parar de fumar, a pressão arterial ou o colesterol LDL –, e integrar o doente neste conhecimento para ele ter noção do risco que corre”.</p>
<p>C – Controlar: “Se não houver uma avaliação que confirme se as coisas estão a ir ao encontro das nossas decisões, se as análises melhoraram e os parâmetros vitais estão bem, obviamente, tudo pode ir por água abaixo”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/spa-reforca-compromisso-com-a-prevencao-cardiovascular-e-apela-a-gestao-integrada-do-risco/">SPA reforça compromisso com a prevenção cardiovascular e apela à gestão integrada do risco</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Personalização terapêutica e literacia do doente são fundamentais na redução do risco cardiovascular</title>
		<link>https://mediconews.pt/personalizacao-terapeutica-e-literacia-do-doente-sao-fundamentais-na-reducao-do-risco-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46980</guid>

					<description><![CDATA[<p>Conhecer os valores de fatores de risco cardiovascular, como o colesterol LDL e a pressão arterial, pode evitar eventos graves, mas o sucesso no cumprimento dos alvos exige um esforço conjunto. <strong>Patrícia Afonso-Mendes</strong>, internista na Unidade Local de Saúde de Coimbra e membro da direção da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), falou à News Farma por ocasião da Semana do Coração – iniciativa da SPA que conta com o apoio da Servier –, para alertar sobre o desconhecimento que muitos doentes ainda demonstram em consulta quanto aos seus próprios números e apelar ao combate à inércia médica através de soluções terapêuticas realistas e adaptadas à vida de cada pessoa. Confira as declarações em vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/personalizacao-terapeutica-e-literacia-do-doente-sao-fundamentais-na-reducao-do-risco-cardiovascular/">Personalização terapêutica e literacia do doente são fundamentais na redução do risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Patrícia Afonso-Mendes destaca a urgência de capacitar a população para os seus parâmetros de saúde, frisando que muitos doentes continuam a guiar-se por noções desadequadas ao seu nível de risco individual. “Cada vez mais nós sabemos que cada doente tem o seu alvo. Portanto, cada valor é único para cada doente. E nós temos que perder algum tempo da nossa consulta – que não é perdido, mas que efetivamente nos rouba o pouco tempo que temos – para explicar os seus valores”, afirma a especialista.</p>
<p>Para a internista, a falha em atingir os objetivos terapêuticos definidos pelas orientações internacionais deve ser analisada como um problema com múltiplos responsáveis, em que a atitude do clínico é determinante. “Nós não temos uma barreira só, nós temos várias. Uma é o doente e o desconhecimento dele. Outra é o médico e a nossa inércia. E depois temos, se calhar, uma terceira que é também os custos associados à medicação, o número de medicamentos, etc.”, reflete Patrícia Afonso-Mendes.</p>
<p>Apesar de sublinhar que a farmacoterapia atual disponibiliza soluções de elevada eficácia e combinações que simplificam os esquemas posológicos, a especialista destaca a importância do pragmatismo no momento da prescrição. Na sua perspetiva, o sucesso do tratamento depende da capacidade de ajustar a medicação ao contexto socioeconómico de cada pessoa. “Eu muitas vezes não ponho a terapêutica que é ótima para o doente, mas aquela que é ótima para ele e que ele vai cumprir. Prefiro um doente que cumpra qualquer coisa e que, mesmo que não atinja o alvo, fique muito próximo dele, do que um doente que não cumpra de todo porque todos os fármacos que eu prescrevo são caros. Portanto, também temos que ter um bocadinho este ‘jogo de cintura’ ao tratar os nossos doentes”, conclui Patrícia Afonso-Mendes.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/personalizacao-terapeutica-e-literacia-do-doente-sao-fundamentais-na-reducao-do-risco-cardiovascular/">Personalização terapêutica e literacia do doente são fundamentais na redução do risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O papel da imagem vascular na reclassificação do risco cardiovascular e na decisão terapêutica</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-papel-da-imagem-vascular-na-reclassificacao-do-risco-vascular-e-na-decisao-terapeutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46971</guid>

					<description><![CDATA[<p>Calcular o risco cardiovascular pelas escalas atualmente validadas nem sempre revela toda a verdade sobre o estado das artérias do doente. É na chamada “zona cinzenta” do risco cardiovascular que a imagem pode acrescentar informação relevante, ajudando a identificar aterosclerose subclínica, a reclassificar o risco e, potencialmente, modificar a abordagem terapêutica. Em entrevista à News Farma por ocasião do Dia Mundial do Coração e no âmbito da Semana do Coração – iniciativa promovida pela Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) com o apoio da Servier –, <strong>Rodrigo Leão</strong>, vice-presidente da SPA e internista na Unidade Local de Saúde de São José, analisa as indicações dos exames de imagem vascular, o valor do <em>score</em> de cálcio coronário na reclassificação do risco e a relevância de adaptar a comunicação médica ao nível de literacia de cada doente. Assista aos vídeos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-papel-da-imagem-vascular-na-reclassificacao-do-risco-vascular-e-na-decisao-terapeutica/">O papel da imagem vascular na reclassificação do risco cardiovascular e na decisão terapêutica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" title="VÍDEO 1 - RODRIGO LEÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1229925299?h=0b2872f3e9&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Imagem vascular e a “zona cinzenta” do risco cardiovascular</strong></p>
<p>A determinação do risco cardiovascular assenta, como pilar insubstituível, na aplicação das escalas europeias validadas, tais como o SCORE2, SCORE2-OP e SCORE2-Diabetes. Rodrigo Leão sublinha que os exames de imagem vascular não devem ser solicitados de forma indiscriminada na população assintomática, devendo a avaliação iniciar-se sempre pelo cálculo do risco global. “E aí temos o <em>score</em> de cálcio coronário, que é provavelmente o exame com evidência mais robusta e nós hoje sabemos que quanto maior o <em>score</em> de cálcio coronário maior o risco de eventos”, explica o especialista.</p>
<p>O vice-presidente da SPA destaca os dados do ensaio REACT, publicado no <em>New England Journal of Medicine</em>, cujos autores avaliaram a presença de aterosclerose subclínica em cerca de 17 mil indivíduos assintomáticos. “Perceberam que mais de metade destes indivíduos assintomáticos tinha doença aterosclerótica silenciosa, que a grande maioria tinha doença multiterritório e, quando olhamos só para os doentes com doença aterosclerótica coronária, chegamos à conclusão que só uma minoria deles tem doença exclusivamente coronária – cerca de menos de 9% dos homens e menos de 5% das mulheres é que têm doença exclusivamente coronária”, detalha Rodrigo Leão, reforçando a importância complementar da ecografia Doppler carotídea e femoral para avaliar a carga global de doença pois os dados do estudo mostram que o envolvimento multiterritorial se torna progressivamente mais frequente com a idade, enquanto a aterosclerose exclusivamente coronária é pouco comum em todas as faixas etárias.</p>
<p>Neste contexto, o internista e também professor auxiliar convidado na Nova <em>Medical School</em> clarifica que estes exames devem ser reservados para doentes específicos: “Acho que não devemos pedir estes exames só para saber se o doente tem aterosclerose subclínica; devemos pedi-los, sim, naqueles doentes em que consideramos que estão numa área clínica e terapêutica cinzenta”. O especialista refere-se, nomeadamente, a indivíduos com risco cardiovascular moderado ou próximos dos limiares de decisão terapêutica, nos quais a demonstração de aterosclerose subclínica possa reclassificar o risco e modificar a estratégia preventiva. Neste contexto, a imagem funciona como um modificador de risco e deve ser utilizada quando o seu resultado tiver potencial para influenciar a decisão clínica e terapêutica. Apesar da robusta evidência prognóstica associada à presença e à carga de aterosclerose subclínica, permanece limitada a evidência proveniente de ensaios randomizados que demonstre que uma estratégia sistemática de rastreio por imagem, e de tratamento orientado pelos seus resultados, se traduza numa redução adicional de eventos cardiovasculares.<br />
<iframe loading="lazy" title="VÍDEO 2 - RODRIGO LEÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1229925321?h=95ad3e8878&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Reclassificação do risco cardiovascular e metas terapêuticas de colesterol LDL</strong></p>
<p>A deteção de aterosclerose subclínica num doente assintomático altera a perspetiva clínica, devendo ser englobada na avaliação global do risco cardiovascular e podendo justificar uma atitude terapêutica mais precoce. “A partir do momento em que temos esta evidência, sabemos que o doente tem doença aterosclerótica estabelecida e, portanto, não podemos ignorá-la”, afirma o vice-presidente da SPA, explicando que a decisão “não é tão simples quanto isso”, mas sim dependente da “carga de doença aterosclerótica”.</p>
<p>Rodrigo Leão destaca, por isso, a atualização das recomendações americanas (ACC/AHA 2026), que passam a integrar diretamente os valores do <em>score</em> de cálcio coronário na definição dos alvos do colesterol LDL:</p>
<p><em>Score</em> de cálcio entre 1 e 99 AU: indicação para uma redução do colesterol LDL para valores inferiores a 100 mg/dL.</p>
<p><em>Score</em> de cálcio ≥ 100 AU: indicação para promover uma redução de pelo menos 50% no valor basal do colesterol LDL e atingir metas inferiores a 70 mg/dL.</p>
<p><em>Score</em> de cálcio ≥ 1000 AU: Situação de risco muito elevado, justificando uma intervenção intensiva para alcançar valores de colesterol LDL inferiores a 55 mg/dL o mais precocemente possível.</p>
<p>O especialista reforça que a identificação de carga significativa de placa aterosclerótica com eco-Doppler carotídeo ou femoral deve igualmente ser integrada na avaliação global do risco cardiovascular, devendo a intervenção estender-se a todos os fatores de risco: “Quando reclassificamos estes doentes, não nos devemos esquecer dos outros fatores de risco, não é? E, portanto, devemos também agir em conformidade e de forma agressiva a nível dos outros fatores de risco cardiovasculares, como a diabetes, a pressão arterial, a obesidade, o tabagismo, etc.”<br />
<iframe loading="lazy" title="VÍDEO 3 - RODRIGO LEÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1229925300?h=e44495bde9&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Literacia e comunicação individualizada em consulta</strong></p>
<p>A transição do diagnóstico para o cumprimento do tratamento confronta frequentemente o médico com barreiras de não-adesão, sobretudo no início da terapêutica com estatinas devido a mitos e preconceitos. Para Rodrigo Leão, o sucesso da consulta depende da capacidade de adaptar a estratégia pedagógica ao nível de literacia de cada doente.</p>
<p>Em doentes com menor literacia, o médico nota que “é preciso perder algum tempo a explicar, e às vezes até falar que as estatinas têm outros efeitos benéficos noutros órgãos e sistemas”. Já perante doentes com maior literacia, torna-se mais fácil explicar que a doença aterosclerótica é a principal causa de doença cérebro-cardiovascular e que a redução do colesterol LDL previne a oclusão progressiva dos vasos.</p>
<p>Outra ferramenta útil na prática clínica é o recurso à calculadora U-Prevent, que permite projetar a redução do risco de enfarte ou AVC a longo prazo e os anos de vida livres de doença cardiovascular que podem ser ganhos em função do cumprimento dos alvos terapêuticos. “Mas não há fórmulas mágicas. Acho que às vezes temos que saber ler o doente que temos à frente e temos que tentar perceber se estamos a conseguir ou não chegar ao nosso objetivo”, conclui o especialista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-papel-da-imagem-vascular-na-reclassificacao-do-risco-vascular-e-na-decisao-terapeutica/">O papel da imagem vascular na reclassificação do risco cardiovascular e na decisão terapêutica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abordagem ao continuum cardiorrenometabólico é fundamental para ir além do controlo isolado dos fatores de risco cardiovascular</title>
		<link>https://mediconews.pt/abordagem-ao-continuum-cardiorrenometabolico-e-fundamental-para-ir-alem-do-controlo-isolado-dos-fatores-de-risco-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=47022</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando a dislipidemia, a hipertensão e a disfunção metabólica se cruzam no mesmo doente, o risco cardiovascular inerente a cada patologia não se soma: multiplica-se. Para <strong>Joana Louro</strong>, internista na Unidade Local de Saúde do Oeste, o combate às doenças cardiovasculares exige ir além das análises de rotina e simplificar esquemas terapêuticos. Em declarações à News Farma no âmbito da Semana do Coração – iniciativa da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) que conta com o apoio da Servier –, a especialista analisa o <em>continuum</em> cardiorrenometabólico, discute o risco residual e revela o valor pedagógico da “idade vascular” em consulta. Assista aos vídeos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/abordagem-ao-continuum-cardiorrenometabolico-e-fundamental-para-ir-alem-do-controlo-isolado-dos-fatores-de-risco-cardiovascular/">Abordagem ao continuum cardiorrenometabólico é fundamental para ir além do controlo isolado dos fatores de risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" title="VÍDEO 1 - JOANA LOURO" src="https://player.vimeo.com/video/1229206013?h=f36fadb95b&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>O <em>continuum</em> cardiorrenometabólico e a simplificação posológica</strong></p>
<p>Joana Louro começa por sublinhar que patologias como a dislipidemia, a hipertensão arterial e a disfunção metabólica não devem ser analisadas de forma paralela ou independente, mas sim como um <em>continuum</em> em que os riscos se multiplicam. “Como internista, a minha abordagem começa sempre por tratar o doente como um todo, e não pela soma das suas comorbilidades, até porque elas não se somam, multiplicam-se”, sublinha Joana Louro, alertando para o impacto negativo da polimedicação na adesão ao tratamento.</p>
<p>Para contornar a falta de adesão provocada pelo excesso de comprimidos diários, a médica defende dois pilares fundamentais: o recurso à pleiotropia farmacológica, isto é, priorizar classes terapêuticas com ação em “múltiplos eixos em simultâneo”, como os agonistas do recetor GLP-1 e os inibidores da SGLT2; e a simplificação dos esquemas através de combinações de doses fixas.</p>
<p>Além disso, Joana Louro destaca a dimensão conceptual da adesão, afirmando que “o doente tem que perceber muito bem que estamos a tratar este ‘incêndio’ metabólico/inflamatório que é composto pela obesidade visceral, pela resistência à insulina e pela inflamação crónica” com moléculas que atuam nestes diferentes aspetos. “Precisamos de informar o doente, de lhe explicar a importância desta medicação e a dimensão do problema, para termos no doente um parceiro deste processo. Um doente informado permite-nos sempre uma abordagem muito mais eficaz”, reforça a especialista.<br />
<iframe loading="lazy" title="VÍDEO 2 - JOANA LOURO" src="https://player.vimeo.com/video/1229206012?h=0928bc1ff7&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Risco residual: quando o controlo de um parâmetro não basta</strong></p>
<p>Na abordagem ao risco residual, Joana Louro alerta para o “falso conforto” em que equipas médicas e doentes frequentemente caem ao atingir alvos isolados de colesterol LDL ou de pressão arterial. Para a especialista, a evidência demonstra que o risco residual persiste de forma expressiva e é largamente subestimado na prática clínica, em particular nos doentes com obesidade e disfunção metabólica.</p>
<p>Por isso, a internista descodifica este risco residual em dois pilares essenciais:</p>
<ul>
<li>Risco lipídico residual: Joana Louro avisa que o controlo isolado do colesterol LDL funciona muitas vezes como um “mau espelho” do risco real em doentes com obesidade visceral e resistência à insulina. “O LDL pode estar controlado – que é aquilo que vemos nas análises e que nos transmite segurança –, mas em doentes com obesidade visceral e com resistência à insulina, o que frequentemente persiste para lá do LDL é uma dislipidemia aterogénica, ou seja, triglicéridos elevados, HDL baixo e o predomínio de partículas LDL pequenas e densas, que são significativamente mais aterogénicas do que as partículas grandes”, explica, defendendo que nestes casos deve haver uma avaliação de marcadores mais sensíveis como o não-HDL e a apoB, além do rastreio da lipoproteína(a) e do tratamento da hipertrigliceridemia mista.</li>
<li>Risco metabólico residual: “A gordura visceral não é captada pelo peso de uma balança, nem pelo IMC, por isso não se traduz num número, e mantém um estado de inflamação crónica persistente e de baixo grau que é muito maléfico”, refere Joana Louro, destacando ainda o impacto da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), já que “está presente em quase 70% dos doentes com obesidade”. “Nós hoje sabemos que é um amplificador independente do risco cardiovascular. E muitas vezes nós nem sequer registamos no diário clínico que o doente tem esta doença hepática”, lamenta a especialista.</li>
</ul>
<p>Ao sintetizar esta mensagem, Joana Louro deixa um apelo claro à visão holística da Medicina Interna: “Controlar um parâmetro individual não equivale a controlar o risco global dessa pessoa. Temos mesmo de olhar para a pessoa na totalidade metabólica e na totalidade de carga inflamatória de doença”.<br />
<iframe loading="lazy" title="VÍDEO 3 - JOANA LOURO" src="https://player.vimeo.com/video/1229206011?h=f917d3f08a&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>Escalas de risco e o conceito pedagógico da “idade vascular”</strong></p>
<p>Apesar de reconhecer o valor de ferramentas como o SCORE2 ou o SCORE2-OP para a prática clínica, Joana Louro evita apresentar “quadradinhos de risco” aos doentes em consulta. Na procura de formas mais eficazes de comunicar com o doente, a internista enaltece o conceito visual adotado na campanha da Semana do Coração deste ano. “Acho que esta campanha está particularmente bem conseguida com esta ideia do &#8216;puzzle de risco&#8217;, porque acho pedagogicamente muito poderoso”, congratula a médica, explicando que as escalas tradicionais dão apenas a moldura do problema, enquanto os modificadores de risco residual funcionam como as peças que completam a imagem do doente.</p>
<p>É precisamente nesta lógica pedagógica de desconstruir números abstratos que a especialista privilegia a mensagem da “idade vascular” em consulta, confrontando o doente com o impacto real do risco não tratado: “Mais do que a importância do risco absoluto em formato visual naquela escala, acho muito importante dizer à pessoa que tenho à minha frente que a sua idade é 60 ou 40, mas a sua idade metabólica ou a sua idade vascular é 80”.</p>
<p>Na perspetiva de Joana Louro, este choque de perceção é o verdadeiro motor para a adesão ao tratamento. “Se eu tiver a atenção do doente captada neste ponto, nesta idade vascular, nesta idade metabólica, e eles perceberem que este envelhecimento dos seus órgãos não é paralelo ao envelhecimento do seu cartão de cidadão, eu acho que tenho um doente mais apto, mais capaz e mais aderente às minhas propostas”, remata.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/abordagem-ao-continuum-cardiorrenometabolico-e-fundamental-para-ir-alem-do-controlo-isolado-dos-fatores-de-risco-cardiovascular/">Abordagem ao continuum cardiorrenometabólico é fundamental para ir além do controlo isolado dos fatores de risco cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>XXXIV Congresso Português de Aterosclerose regressa reformulado</title>
		<link>https://mediconews.pt/xxxiv-congresso-portugues-de-aterosclerose-regressa-reformulado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:19:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46752</guid>

					<description><![CDATA[<p>O XXXIV Congresso Português de Aterosclerose regressa este ano com um formato reformulado, mais prático e interativo, centrado na realidade da prática clínica diária. O arranque do encontro científico nacional da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) é marcado pelo Curso de Lípidos, que decorre  no dia anterior ao início do evento e é destacado por <strong>Patrícia Vasconcelos</strong>, membro da SPA.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/xxxiv-congresso-portugues-de-aterosclerose-regressa-reformulado/">XXXIV Congresso Português de Aterosclerose regressa reformulado</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A iniciativa visa percorrer todo o percurso da dislipidemia, desde o cálculo do risco cardiovascular até  às recomendações mais recentes e fármacos emergentes. Como explica a especialista, a grande  novidade desta edição é a componente prática: &#8220;Partindo sempre de uma base científica robusta,  tentámos agora privilegiar a discussão de casos clínicos em que os participantes podem levar  ferramentas que sejam aplicáveis na sua prática diária, imediatamente&#8221;.</p>
<p>A programação aborda cenários frequentes do quotidiano médico e casos complexos, virados para a  tomada de decisão. Segundo Patrícia Vasconcelos, o evento assume-se como &#8220;uma oportunidade  quase única de conseguir atualizar conhecimentos, de discutir com especialistas casos clínicos e ainda  de esclarecer dúvidas num ambiente próximo e muito participativo&#8221;.</p>
<p>As inscrições para o XXXIV Congresso Português de Aterosclerose já se encontram abertas. Aceda <a href="https://www.cpa2026.pt/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> para mais informações.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/xxxiv-congresso-portugues-de-aterosclerose-regressa-reformulado/">XXXIV Congresso Português de Aterosclerose regressa reformulado</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Prémio Missão 70/26: 4.ª edição desafia profissionais de saúde a transformar conhecimento em ação clínica</title>
		<link>https://mediconews.pt/premio-missao-70-26-4-a-edicao-desafia-profissionais-de-saude-a-transformar-conhecimento-em-acao-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46382</guid>

					<description><![CDATA[<p>O período de candidaturas à 4.ª edição do Prémio Missão 70/26 já está a decorrer sob o mote “Ação na HTA – Inovar para Controlar”, com o objetivo de incentivar a proatividade na gestão da hipertensão arterial em Portugal. Em entrevista à News Farma, <strong>Fernando Martos Gonçalves</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), detalha o impacto deste projeto na prática clínica e na Saúde Pública, e deixa um convite direto aos profissionais de saúde para submeterem as suas ideias. Assista à entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/premio-missao-70-26-4-a-edicao-desafia-profissionais-de-saude-a-transformar-conhecimento-em-acao-clinica/">Prémio Missão 70/26: 4.ª edição desafia profissionais de saúde a transformar conhecimento em ação clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com Fernando Martos Gonçalves, a relevância do mote “Ação na HTA – Inovar para Controlar” reside na urgência de “passar do conhecimento à ação”. O médico adverte que dominar as ferramentas clínicas não tem sido suficiente para obter os resultados desejados no terreno: “Todos nós sabemos tratar, diagnosticar, conhecemos as <em>guidelines</em>, as recomendações, a terapêutica, mas também sabemos que há muitos doentes sem o controlo adequado”.</p>
<p>Para inverter este cenário, o especialista preconiza o desenvolvimento de ferramentas simples, como plataformas digitais ou novas metodologias de sinalização, destinadas a impulsionar “um envolvimento mais ativo do doente no seu tratamento” e a evitar complicações cardiovasculares graves como o AVC ou o enfarte do miocárdio.</p>
<p>O combate a esta doença silenciosa exige uma redefinição de prioridades na prática clínica, onde a proatividade surge como palavra-chave. “Não vai bastar diagnosticar e prescrever, é necessário medir bem, acompanhar, reavaliar e ajustar sempre que necessário”, especifica Fernando Martos Gonçalves. O plano de intervenção sugerido pelo médico engloba a identificação precoce de casos refratários, o estímulo à automedição domiciliária, a monitorização da adesão à terapêutica e a simplificação dos regimes terapêuticos.</p>
<p>Olhando para o impacto coletivo gerado pela Missão 70/26, que já reúne mais de 13 mil aderentes em território nacional, o presidente da SPH foca-se na transformação da mentalidade social em torno da hipertensão arterial: “Eu penso que o nosso principal legado terá sido ajudar a criar uma verdadeira cultura do controlo da hipertensão em Portugal”. Adicionalmente, aponta a replicabilidade das candidaturas como essencial para a Saúde Pública, uma vez que o modelo idealizado visa “ajudar a identificar projetos e modelos que sejam replicáveis noutras unidades, noutras regiões e até noutros contextos”.</p>
<p>No fecho da entrevista, Fernando Martos Gonçalves apela à participação e desmistifica a ideia de que os trabalhos requerem contornos complexos: “Toca a pensar, de facto, nas dificuldades que há, toca a ver o que é que se pode fazer – uma coisa que, se calhar, pode ser simples – e a participar. Certamente vai haver boas ideias. Elas não têm que ser complexas, terão que ser, sim, úteis, aplicáveis e inovadoras, e capazes de ter impacto na vida real dos doentes”.</p>
<p>O Prémio Missão 70/26, promovido pela SPH e pela Servier Portugal, faz parte de um plano estratégico global que estabelece como meta o controlo tensional de 70% dos doentes hipertensos, na faixa etária dos 18 aos 64 anos, acompanhados na rede de Cuidados de Saúde Primários até ao fim de 2026*.</p>
<p>O prazo de candidaturas à 4.ª edição do Prémio Missão 70/26 arrancou a 29 de junho e vai terminar a 30 de novembro de 2026, sendo que as propostas podem submetidas através do <em>site</em> oficial <a href="http://www.missao7026.pt/premio-70-26/" target="_blank" rel="noopener">www.missao7026.pt/premio-70-26/</a>. Os projetos vencedores serão conhecidos em sessão solene durante o XXI Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, que irá decorrer de 18 a 21 de fevereiro de 2027, em Albufeira.</p>
<p>* Dados do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/premio-missao-70-26-4-a-edicao-desafia-profissionais-de-saude-a-transformar-conhecimento-em-acao-clinica/">Prémio Missão 70/26: 4.ª edição desafia profissionais de saúde a transformar conhecimento em ação clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Trazer a teoria para a prática” é o desafio da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</title>
		<link>https://mediconews.pt/trazer-a-teoria-para-a-pratica-e-o-desafio-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46379</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), em parceria com a Servier Portugal, já lançou a 4.ª edição do Prémio Missão 70/26. Subordinada ao tema “Ação na HTA – Inovar para Controlar”, a iniciativa deste ano foca-se na implementação, como explicou, em entrevista à News Farma, <strong>Heloísa Ribeiro</strong>, presidente-eleita da SPH, que deixou ainda um convite à participação dos profissionais de saúde e um apelo à submissão de projetos inovadores que contribuam para o controlo da hipertensão. Assista à entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/trazer-a-teoria-para-a-pratica-e-o-desafio-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/">“Trazer a teoria para a prática” é o desafio da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para Heloísa Ribeiro, o grande desafio é transpor a teoria para o dia a dia nos consultórios: “Este ano passamos da teoria à prática, ou pelo menos queremos motivar esta passagem: da teoria que nós todos conhecemos e que estudamos, mas, muitas vezes, falta fazer a ligação entre aquilo que conhecemos para aquilo que fazemos na prática clínica diária”. A especialista reforça ainda que a gestão da hipertensão arterial exige uma atitude proativa “desde a prevenção, para evitarmos que a doença se desenvolva”, ao longo de todo espetro de abordagem da patologia, ou seja, “no diagnóstico, no tratamento, no controlo e no <em>follow-up</em>”.</p>
<p>A presidente-eleita da SPH relembra que, de acordo com o regulamento do Prémio Missão 70/26, é necessária a inclusão de um médico em cada candidatura. Contudo, a médica incentiva fortemente a criação de equipas multidisciplinares. “Da diversidade podemos ter ótimos projetos que venham mudar a nossa prática clínica e trazer realmente esta ação”, assegura, destacando que a partilha de diferentes <em>backgrounds</em> e a colaboração de vários grupos profissionais – e dos próprios doentes – é fundamental para alcançar o sucesso.</p>
<p>Com o aumento progressivo da participação ao longo dos anos no Prémio Missão 70/26, Heloísa Ribeiro recorda que este incentivo ajuda os profissionais a saírem da rotina: “O facto de termos novas experiências, de vermos as nossas ideias reconhecidas, de termos contacto com outras realidades, faz com que nós também tenhamos capacidade de mudar o nosso dia a dia, de mudar a nossa forma de pensar, de mudar a nossa forma de agir”. Isto alinha-se diretamente com o objetivo da SPH de reduzir o impacto da hipertensão na sociedade e as suas consequências, como o AVC que se mantém como a principal causa de mortalidade em Portugal.</p>
<p>Com o prazo de candidaturas a decorrer, Heloísa Ribeiro deixa uma mensagem de mobilização a todos os colegas para participarem nesta 4.ª edição do Prémio Missão 70/26: “Há mais do que tempo para trazer para o papel essa ideia que, decerto, é fantástica e que pode trazer uma equipa motivada para se juntar a nós. Nós precisamos de si para trazer a teoria para a prática e para nos ajudar a controlar a hipertensão arterial no nosso país”.</p>
<p>Este Prémio surge integrado no conjunto de ações destinadas a profissionais de saúde que a SPH está a implementar no âmbito do projeto “Missão 70/26”, um programa estratégico multifacetado cujo principal objetivo é controlar 70% dos hipertensos entre os 18-64 anos vigiados nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal*, até 2026.</p>
<p>As candidaturas encontram-se abertas e podem ser submetidas através do <em>website</em> oficial, <a href="http://www.missao7026.pt/premio-70-26/" target="_blank" rel="noopener">www.missao7026.pt/premio-70-26/</a>, até ao dia 30 de novembro de 2026. O projeto vencedor da 4.ª edição do Prémio 70/26 será conhecido em sessão solene durante o XXI Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, que irá decorrer de 18 a 21 de fevereiro de 2027, em Albufeira.</p>
<p>* Dados do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/trazer-a-teoria-para-a-pratica-e-o-desafio-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/">“Trazer a teoria para a prática” é o desafio da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46305</guid>

					<description><![CDATA[<p>A adiposidade, caracterizada pelo excesso e disfunção dos adipócitos, assume-se atualmente como o “risco remanescente” que a Medicina procurava “há décadas” combater, estando na génese da inflamação sistémica e da resistência à insulina. Em declarações à News Farma durante as 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Joana Louro</strong>, internista na Unidade Local de Saúde do Oeste, partilha as principais conclusões da sua preleção intitulada “Doenças Crónicas Associadas À Adiposidade”. A especialista alerta para a urgência de uma mudança de paradigma clínico: focar o tratamento na “doença-mãe” em vez de intervir apenas quando as complicações cardiovasculares graves já estão presentes. Assista ao vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/">O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Joana Louro explica detalhadamente os mecanismos fisiopatológicos subjacentes, sublinhando que o excesso de adipócitos, tanto em número como em tamanho, atua de forma disfuncional. Esta acumulação anómala traduz-se no desenvolvimento de gordura ectópica visceral e subcutânea, cujo extravasamento lipídico desencadeia uma cascata inflamatória crónica. Segundo a palestrante, todo este processo vai originar inflamação e resistência à insulina. “E são estes dois chavões que vão estar na base deste continuum”, clarifica a especialista, acrescentando que “cada vez mais” se percebe “que é esta adiposidade que, se calhar, é o risco remanescente” que os profissionais de saúde andavam “há décadas à procura”.</p>
<p>Em linha com as anteriores considerações, Joana Louro traça o percurso que os doentes enfrentam desde os primeiros sinais clínicos até aos desfechos mais graves. O impacto prolongado em múltiplos órgãos e sistemas começa frequentemente com manifestações comuns como a hipertensão arterial e a dislipidemia, progredindo para cenários de doença renal crónica ou insuficiência cardíaca subclínica. Em fases mais avançadas, o processo culmina no estádio 4 da doença, afetando a nível arterial e coronário. “Falar das comorbilidades e das doenças relacionadas com a adiposidade é falar deste dano provocado por esta inflamação e por esta insulinorresistência, motivada por esta adiposidade, em todos os órgãos e sistemas ao longo do tempo”, alerta, lembrando que “é esta carga de doença que leva à mortalidade”.</p>
<p>Para contrariar esta tendência, a internista defende a transição urgente para uma estratégia de treat-to-target, à semelhança do que já é prática corrente noutras patologias com metas bem delineadas em termos de valores analíticos. No caso específico da adiposidade, as novas guidelines apontam para alvos terapêuticos muito concretos e mensuráveis, como a obtenção de um índice de massa corporal (IMC) inferior a 27 e de um índice cintura-altura abaixo dos 0,53. “Nós tratamos as complicações porque não estamos a tratar a doença-mãe”, sublinha, mencionando que o controlo rigoroso do índice cintura-altura assumir-se-á, a curto prazo, como o “principal marcador da melhoria do risco cardiovascular” na prática clínica diária.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/">O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
