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	<title>Arquivo de Medicina Interna - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Jul 2026 16:03:33 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Medicina Interna - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Prémio Missão 70/26: 4.ª edição desafia profissionais de saúde a transformar conhecimento em ação clínica</title>
		<link>https://mediconews.pt/premio-missao-70-26-4-a-edicao-desafia-profissionais-de-saude-a-transformar-conhecimento-em-acao-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O período de candidaturas à 4.ª edição do Prémio Missão 70/26 já está a decorrer sob o mote “Ação na HTA – Inovar para Controlar”, com o objetivo de incentivar a proatividade na gestão da hipertensão arterial em Portugal. Em entrevista à News Farma, <strong>Fernando Martos Gonçalves</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), detalha o impacto deste projeto na prática clínica e na Saúde Pública, e deixa um convite direto aos profissionais de saúde para submeterem as suas ideias. Assista à entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com Fernando Martos Gonçalves, a relevância do mote “Ação na HTA – Inovar para Controlar” reside na urgência de “passar do conhecimento à ação”. O médico adverte que dominar as ferramentas clínicas não tem sido suficiente para obter os resultados desejados no terreno: “Todos nós sabemos tratar, diagnosticar, conhecemos as <em>guidelines</em>, as recomendações, a terapêutica, mas também sabemos que há muitos doentes sem o controlo adequado”.</p>
<p>Para inverter este cenário, o especialista preconiza o desenvolvimento de ferramentas simples, como plataformas digitais ou novas metodologias de sinalização, destinadas a impulsionar “um envolvimento mais ativo do doente no seu tratamento” e a evitar complicações cardiovasculares graves como o AVC ou o enfarte do miocárdio.</p>
<p>O combate a esta doença silenciosa exige uma redefinição de prioridades na prática clínica, onde a proatividade surge como palavra-chave. “Não vai bastar diagnosticar e prescrever, é necessário medir bem, acompanhar, reavaliar e ajustar sempre que necessário”, especifica Fernando Martos Gonçalves. O plano de intervenção sugerido pelo médico engloba a identificação precoce de casos refratários, o estímulo à automedição domiciliária, a monitorização da adesão à terapêutica e a simplificação dos regimes terapêuticos.</p>
<p>Olhando para o impacto coletivo gerado pela Missão 70/26, que já reúne mais de 13 mil aderentes em território nacional, o presidente da SPH foca-se na transformação da mentalidade social em torno da hipertensão arterial: “Eu penso que o nosso principal legado terá sido ajudar a criar uma verdadeira cultura do controlo da hipertensão em Portugal”. Adicionalmente, aponta a replicabilidade das candidaturas como essencial para a Saúde Pública, uma vez que o modelo idealizado visa “ajudar a identificar projetos e modelos que sejam replicáveis noutras unidades, noutras regiões e até noutros contextos”.</p>
<p>No fecho da entrevista, Fernando Martos Gonçalves apela à participação e desmistifica a ideia de que os trabalhos requerem contornos complexos: “Toca a pensar, de facto, nas dificuldades que há, toca a ver o que é que se pode fazer – uma coisa que, se calhar, pode ser simples – e a participar. Certamente vai haver boas ideias. Elas não têm que ser complexas, terão que ser, sim, úteis, aplicáveis e inovadoras, e capazes de ter impacto na vida real dos doentes”.</p>
<p>O Prémio Missão 70/26, promovido pela SPH e pela Servier Portugal, faz parte de um plano estratégico global que estabelece como meta o controlo tensional de 70% dos doentes hipertensos, na faixa etária dos 18 aos 64 anos, acompanhados na rede de Cuidados de Saúde Primários até ao fim de 2026*.</p>
<p>O prazo de candidaturas à 4.ª edição do Prémio Missão 70/26 arrancou a 29 de junho e vai terminar a 30 de novembro de 2026, sendo que as propostas podem submetidas através do <em>site</em> oficial <a href="http://www.missao7026.pt/premio-70-26/" target="_blank" rel="noopener">www.missao7026.pt/premio-70-26/</a>. Os projetos vencedores serão conhecidos em sessão solene durante o XXI Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, que irá decorrer de 18 a 21 de fevereiro de 2027, em Albufeira.</p>
<p>* Dados do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP).</p>
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		<title>“Trazer a teoria para a prática” é o desafio da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</title>
		<link>https://mediconews.pt/trazer-a-teoria-para-a-pratica-e-o-desafio-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), em parceria com a Servier Portugal, já lançou a 4.ª edição do Prémio Missão 70/26. Subordinada ao tema “Ação na HTA – Inovar para Controlar”, a iniciativa deste ano foca-se na implementação, como explicou, em entrevista à News Farma, <strong>Heloísa Ribeiro</strong>, presidente-eleita da SPH, que deixou ainda um convite à participação dos profissionais de saúde e um apelo à submissão de projetos inovadores que contribuam para o controlo da hipertensão. Assista à entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/trazer-a-teoria-para-a-pratica-e-o-desafio-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/">“Trazer a teoria para a prática” é o desafio da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para Heloísa Ribeiro, o grande desafio é transpor a teoria para o dia a dia nos consultórios: “Este ano passamos da teoria à prática, ou pelo menos queremos motivar esta passagem: da teoria que nós todos conhecemos e que estudamos, mas, muitas vezes, falta fazer a ligação entre aquilo que conhecemos para aquilo que fazemos na prática clínica diária”. A especialista reforça ainda que a gestão da hipertensão arterial exige uma atitude proativa “desde a prevenção, para evitarmos que a doença se desenvolva”, ao longo de todo espetro de abordagem da patologia, ou seja, “no diagnóstico, no tratamento, no controlo e no <em>follow-up</em>”.</p>
<p>A presidente-eleita da SPH relembra que, de acordo com o regulamento do Prémio Missão 70/26, é necessária a inclusão de um médico em cada candidatura. Contudo, a médica incentiva fortemente a criação de equipas multidisciplinares. “Da diversidade podemos ter ótimos projetos que venham mudar a nossa prática clínica e trazer realmente esta ação”, assegura, destacando que a partilha de diferentes <em>backgrounds</em> e a colaboração de vários grupos profissionais – e dos próprios doentes – é fundamental para alcançar o sucesso.</p>
<p>Com o aumento progressivo da participação ao longo dos anos no Prémio Missão 70/26, Heloísa Ribeiro recorda que este incentivo ajuda os profissionais a saírem da rotina: “O facto de termos novas experiências, de vermos as nossas ideias reconhecidas, de termos contacto com outras realidades, faz com que nós também tenhamos capacidade de mudar o nosso dia a dia, de mudar a nossa forma de pensar, de mudar a nossa forma de agir”. Isto alinha-se diretamente com o objetivo da SPH de reduzir o impacto da hipertensão na sociedade e as suas consequências, como o AVC que se mantém como a principal causa de mortalidade em Portugal.</p>
<p>Com o prazo de candidaturas a decorrer, Heloísa Ribeiro deixa uma mensagem de mobilização a todos os colegas para participarem nesta 4.ª edição do Prémio Missão 70/26: “Há mais do que tempo para trazer para o papel essa ideia que, decerto, é fantástica e que pode trazer uma equipa motivada para se juntar a nós. Nós precisamos de si para trazer a teoria para a prática e para nos ajudar a controlar a hipertensão arterial no nosso país”.</p>
<p>Este Prémio surge integrado no conjunto de ações destinadas a profissionais de saúde que a SPH está a implementar no âmbito do projeto “Missão 70/26”, um programa estratégico multifacetado cujo principal objetivo é controlar 70% dos hipertensos entre os 18-64 anos vigiados nos Cuidados de Saúde Primários em Portugal*, até 2026.</p>
<p>As candidaturas encontram-se abertas e podem ser submetidas através do <em>website</em> oficial, <a href="http://www.missao7026.pt/premio-70-26/" target="_blank" rel="noopener">www.missao7026.pt/premio-70-26/</a>, até ao dia 30 de novembro de 2026. O projeto vencedor da 4.ª edição do Prémio 70/26 será conhecido em sessão solene durante o XXI Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, que irá decorrer de 18 a 21 de fevereiro de 2027, em Albufeira.</p>
<p>* Dados do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/trazer-a-teoria-para-a-pratica-e-o-desafio-da-4-a-edicao-do-premio-missao-70-26/">“Trazer a teoria para a prática” é o desafio da 4.ª edição do Prémio Missão 70/26</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<item>
		<title>O risco oculto da adiposidade na doença cardiovascular: tratar a causa e não apenas as complicações</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-risco-oculto-da-adiposidade-na-doenca-cardiovascular-tratar-a-causa-e-nao-apenas-as-complicacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 11:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adiposidade, caracterizada pelo excesso e disfunção dos adipócitos, assume-se atualmente como o “risco remanescente” que a Medicina procurava “há décadas” combater, estando na génese da inflamação sistémica e da resistência à insulina. Em declarações à News Farma durante as 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Joana Louro</strong>, internista na Unidade Local de Saúde do Oeste, partilha as principais conclusões da sua preleção intitulada “Doenças Crónicas Associadas À Adiposidade”. A especialista alerta para a urgência de uma mudança de paradigma clínico: focar o tratamento na “doença-mãe” em vez de intervir apenas quando as complicações cardiovasculares graves já estão presentes. Assista ao vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Joana Louro explica detalhadamente os mecanismos fisiopatológicos subjacentes, sublinhando que o excesso de adipócitos, tanto em número como em tamanho, atua de forma disfuncional. Esta acumulação anómala traduz-se no desenvolvimento de gordura ectópica visceral e subcutânea, cujo extravasamento lipídico desencadeia uma cascata inflamatória crónica. Segundo a palestrante, todo este processo vai originar inflamação e resistência à insulina. “E são estes dois chavões que vão estar na base deste continuum”, clarifica a especialista, acrescentando que “cada vez mais” se percebe “que é esta adiposidade que, se calhar, é o risco remanescente” que os profissionais de saúde andavam “há décadas à procura”.</p>
<p>Em linha com as anteriores considerações, Joana Louro traça o percurso que os doentes enfrentam desde os primeiros sinais clínicos até aos desfechos mais graves. O impacto prolongado em múltiplos órgãos e sistemas começa frequentemente com manifestações comuns como a hipertensão arterial e a dislipidemia, progredindo para cenários de doença renal crónica ou insuficiência cardíaca subclínica. Em fases mais avançadas, o processo culmina no estádio 4 da doença, afetando a nível arterial e coronário. “Falar das comorbilidades e das doenças relacionadas com a adiposidade é falar deste dano provocado por esta inflamação e por esta insulinorresistência, motivada por esta adiposidade, em todos os órgãos e sistemas ao longo do tempo”, alerta, lembrando que “é esta carga de doença que leva à mortalidade”.</p>
<p>Para contrariar esta tendência, a internista defende a transição urgente para uma estratégia de treat-to-target, à semelhança do que já é prática corrente noutras patologias com metas bem delineadas em termos de valores analíticos. No caso específico da adiposidade, as novas guidelines apontam para alvos terapêuticos muito concretos e mensuráveis, como a obtenção de um índice de massa corporal (IMC) inferior a 27 e de um índice cintura-altura abaixo dos 0,53. “Nós tratamos as complicações porque não estamos a tratar a doença-mãe”, sublinha, mencionando que o controlo rigoroso do índice cintura-altura assumir-se-á, a curto prazo, como o “principal marcador da melhoria do risco cardiovascular” na prática clínica diária.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aterosclerose: o futuro debate-se em Tróia</title>
		<link>https://mediconews.pt/aterosclerose-o-futuro-debate-se-em-troia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:22:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46255</guid>

					<description><![CDATA[<p>O presidente do XXXIII Congresso Português de Aterosclerose, <strong>Rodrigo Leão</strong>, convida a comunidade médica a participar no evento que acontece, de 15 a 17 de outubro, no Centro de Congressos de Tróia. Sob o mote “Novos Rumos, Novos Horizontes”, a iniciativa da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose propõe uma reflexão alargada sobre prevenção e tratamento da doença cardiovascular. Veja o vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na mensagem dirigida aos profissionais, Rodrigo Leão sublinha a importância da ação conjunta: cada avanço conta e pode redefinir o percurso clínico dos doentes.</p>
<p>“Pretendemos abrir novos caminhos na prevenção e no tratamento da doença cardiovascular. E porque cada passo conta, e porque podemos juntos definir um novo futuro na doença cardiovascular, esperamos por vocês”, afirma.</p>
<p>O congresso pretende afirmar-se como espaço de partilha científica e construção de novas respostas.</p>
<p>Mais informações <a href="https://spaterosclerose.org/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mais cedo, mais forte: controlo eficaz e duradouro do C-LDL na doença cardiovascular aterosclerótica</title>
		<link>https://mediconews.pt/mais-cedo-mais-forte-controlo-eficaz-e-duradouro-do-c-ldl-na-doenca-cardiovascular-aterosclerotica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 12:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46155</guid>

					<description><![CDATA[<p>O simpósio promovido pela Novartis, integrado no 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, reuniu <strong>Patrícia Mendes</strong> (Medicina Interna, ULS Coimbra) e <strong>Patrício Aguiar</strong> (Medicina Interna, ULS Santa Maria) para debater o controlo do C-LDL na doença cardiovascular aterosclerótica. Partindo de três casos clínicos, os especialistas percorreram a estratificação do risco cardiovascular, os novos alvos terapêuticos das <em>guidelines</em> ESC/EAS 2025 e o papel das terapêuticas dirigidas à PCSK9 em doentes com risco muito elevado ou extremo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um alvo a exigir mais que estatinas</strong></p>
<p>Apesar dos progressos na terapêutica de controlo lipídico, a lacuna entre os alvos recomendados e o controlo verificado na prática clínica mantém-se preocupante. O estudo DA VINCI, conduzido na Europa, mostrou que menos de 25% dos doentes com DCVA atingem um C-LDL inferior a 55 mg/dL, menos de 10% recebem ezetimiba e apenas cerca de 1% têm acesso a inibidores da PCSK9.(1) Em Portugal, os dados do estudo LATINO apontam no mesmo sentido: quanto mais exigente o alvo terapêutico a atingir, menor a proporção de doentes que o atinge.(2)</p>
<p>As <em>guidelines</em> ESC/EAS 2025 reforçaram esta urgência ao consolidarem uma categoria de risco extremo para doentes com eventos cardiovasculares recorrentes ou doença polivascular, para a qual o alvo de C-LDL passa a ser inferior a 40 mg/dL.3 Este limiar, mais rigoroso, obriga a uma mudança de abordagem: ultrapassar a lógica escalonada de &#8220;estatina primeiro, ajustar depois&#8221; e adotar desde o início uma estratégia combinada e de alta intensidade. O risco não espera e, após um evento coronário agudo, estima-se uma incidência cumulativa de novo enfarte, AVC ou morte cardiovascular de 10% nos primeiros 100 dias e de 33% aos cinco anos.(3,4) Os dados do registo sueco SWEDEHEART reforçam esta premissa, mostrando melhor prognóstico nos doentes que atingem os alvos lipídicos de forma precoce e sustentada após o evento.(5)</p>
<p>A tudo isto acresce um obstáculo frequentemente subestimado: a não adesão à terapêutica oral diária, que compromete o controlo lipídico mesmo quando a prescrição é adequada. Foi neste contexto de alvos mais exigentes, janela terapêutica estreita e adesão frágil, que o simpósio centrou o debate em três casos clínicos da prática dos oradores, cada um ilustrando um desafio distinto no caminho para o alvo.</p>
<p><strong>Três casos, três lições: da prática clínica à estratégia terapêutica</strong></p>
<p>O primeiro caso centrou-se num homem de 68 anos com doença cardiovascular estabelecida em múltiplos territórios, sob atorvastatina 80 mg e ezetimiba 10 mg, mas com C-LDL de 74 mg/dL na primeira consulta, muito acima do alvo para a categoria de risco. O percurso clínico tornava a classificação inequívoca:</p>
<ul>
<li>EAM em 2018, com doença de três vasos e revascularização cirúrgica</li>
<li>Isquemia aguda do membro inferior por doença arterial periférica em 2025</li>
<li>C-LDL nunca documentado abaixo de 55 mg/dL após o primeiro evento</li>
<li>Alvo de C-LDL &lt; 40 mg/dL (risco extremo, ESC/EAS 2025) (3)</li>
</ul>
<p><strong>Adesão irregular à medicação oral</strong></p>
<p>Dois eventos em territórios diferentes, sob terapêutica dupla e ainda assim fora do alvo: o caso ilustrou com precisão o perfil de risco extremo consolidado nas diretrizes ESC/EAS 2025.3 Para atingir um C-LDL inferior a 40 mg/dL a partir de 74 mg/dL era necessária uma redução adicional de 46%, uma meta extremamente improvável apenas com a otimização da terapêutica oral existente.(3) A não adesão documentada acrescentava uma camada de complexidade: escalar para outro comprimido diário poderia ser insuficiente para resolver o problema de base. Patrícia Mendes e Patrício Aguiar discutiram então a adição de inclisiran, um siRNA que inibe a síntese hepática da PCSK9, associado a redução sustentada do C-LDL superior a 50% e administrado em contexto clínico após dose inicial, aos três meses e, posteriormente, de forma semestral.(3,6–8) Neste doente, a estratégia permitiu atingir C-LDL de cerca de 37 mg/dL, transformando a adesão numa variável mais controlável.</p>
<p>O segundo caso trouxe um desafio diagnóstico diverso: um homem de 56 anos, sem eventos cardiovasculares prévios, referenciado à consulta por dislipidemia num filho de 20 anos. Encontrava-se sob sinvastatina 20 mg e ezetimiba 10 mg, com C-LDL de 115 mg/dL. À primeira vista, o valor parecia apenas moderadamente elevado; contudo, Patrício Aguiar e Patrícia Mendes sublinharam uma armadilha frequente: o C-LDL observado sob terapêutica não reflete o C-LDL basal. Corrigindo para o efeito da medicação vigente, o valor estimado rondaria os 230 mg/dL, colocando o doente numa faixa compatível com hipercolesterolemia familiar possível pelos critérios da <em>Dutch Lipid Clinic Network</em>.(3,9) A pontuação foi progressivamente construída com base em:</p>
<ul>
<li>História familiar positiva: irmão com enfarte em idade precoce, pai com dois enfartes e AVC</li>
<li>C-LDL basal estimado entre 190–249 mg/dL (3 pontos)</li>
<li>Filho com C-LDL acima do percentil 95 para a idade (2 pontos)</li>
<li>Mutação patogénica identificada no gene do recetor de LDL, exão 6 (8 pontos)</li>
</ul>
<p>Assim, estabeleceu-se o diagnóstico de hipercolesterolemia heterozigótica. A relevância clínica vai além do doente: cada caso índice identificado permite rastrear em cascata vários familiares afetados. A exposição cumulativa ao C-LDL elevado desde o nascimento confere a estes doentes um risco vascular muito superior ao que os modelos de estratificação habituais captam.(10,11)</p>
<p>A reclassificação definitiva do risco veio da imagiologia: o doente apresentava score de cálcio coronário superior a 300 Agatstons e aterosclerose coronária não obstrutiva na angioTC, achados que, nas diretrizes ESC/EAS 2025, configuram aterosclerose subclínica de muito alto risco.(3) O alvo de C-LDL passou assim para &lt;55 mg/dL, dificilmente atingível apenas com terapêutica oral adicional, tendo-se optado por inclisiran.</p>
<p>O terceiro caso deslocou o foco para um cenário incomum: uma mulher de 36 anos internada por EAM sem supradesnivelamento do segmento ST, ex-fumadora, com hipertensão arterial e pai falecido aos 56 anos por EAM. O perfil inicial era de C-LDL de 151 mg/dL e Lp(a) marcadamente elevada, de 485 nmol/L. Após alta sob rosuvastatina 20 mg e ezetimiba 10 mg, apresentava C-LDL de 75 mg/dL, acima do alvo de 55 mg/dL para prevenção secundária em muito alto risco.3 A idade e o perfil clínico obrigavam a ir além dos fatores de risco clássicos e a investigar causas menos óbvias.12 A hipercolesterolemia familiar foi considerada desde o início, dada a história familiar de evento vascular precoce, mas a atenção recaiu também sobre a Lp(a), um fator de risco independente, geneticamente determinado, sem terapêuticas dirigidas aprovadas e pouco modificável pela terapêutica hipolipemiante convencional.(3,13) Patrícia Mendes e Patrício Aguiar sublinharam que, na ausência de terapêuticas específicas com benefício em eventos cardiovasculares, a estratégia passa por otimizar agressivamente todos os fatores de risco modificáveis e reduzir o C-LDL para valores tão baixos quanto justificável pelo risco, uma abordagem especialmente relevante em doentes jovens, nos quais a exposição cumulativa ao risco residual se estende por décadas.</p>
<p><strong>Mensagens finais: atingir, manter e individualizar</strong></p>
<p>A sessão terminou com uma mensagem transversal: em doentes com doença cardiovascular aterosclerótica, definir o alvo é apenas metade do trabalho; a outra metade é escolher uma estratégia realista para o atingir cedo, mantê-lo ao longo do tempo e adaptá-lo ao risco individual.</p>
<p>Tratar mais cedo e com intensidade: privilegiar combinação precoce de estatina de alta intensidade com ezetimiba após o evento índice, evitando atrasos sucessivos na otimização terapêutica. (3,14)</p>
<p>Avaliar o risco residual para além do C-LDL, incluindo colesterol remanescente, Lp(a) e proteína C-reativa de alta sensibilidade, sobretudo quando alteram a estratificação do risco. (3,13)</p>
<p>Reconhecer que os alvos de C-LDL &lt; 55 ou 40 mg/dL são atingíveis e clinicamente relevantes: os dados disponíveis não demonstram risco de segurança associado a valores muito baixos de C-LDL obtidos por inibição da via do recetor de LDL. (15–17)</p>
<p>Considerar terapêuticas dirigidas à PCSK9 quando justificadas pela redução necessária de C-LDL ou adesão à terapêutica: o inclisiran, com administração semestral em contexto clínico, pode favorecer redução sustentada e persistência terapêutica. (8)</p>
<p>Pensar a prevenção de forma integrada em quatro níveis: primária, secundária, terciária e quaternária, evitando tanto a inércia terapêutica quanto a iatrogenia.(18)</p>
<p><strong>Abreviaturas </strong></p>
<p>AVC: acidente vascular cerebral; C-LDL: colesterol LDL; DCVA: doença cardiovascular aterosclerótica; EAM: Enfarte agudo do miocárdio; EAS: European Atherosclerosis Society; ESC: <em>European Society of Cardiology</em>; LATINO: Lipid mAnagemenT IN pOrtugal; Lp(a): lipoproteína (a); PCSK9: proproteína convertase subtilisina/kexina tipo 9; siRNA: small interfering RNA; ULS: Unidade Local de Saúde</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>1. Ray KK, Molemans B, Schoonen WM, Giovas P, Bray S, Kiru G, et al. EU-Wide Cross-Sectional Observational Study of Lipid-Modifying Therapy Use in Secondary and Primary Care: the DA VINCI study. Eur J Prev Cardiol. 2021 Sep 20;28(11):1279-1289. doi: 10.1093/eurjpc/zwaa047 2. Gavina C, Carvalho DS, Pardal M, Afonso-Silva M, Grangeia D, Dinis-Oliveira RJ,et al. Cardiovascular Risk Profile and Lipid Management in the Population-Based Cohort Study LATINO: 20 Years of Real-World Data. J Clin Med. 2022 Nov 18;11(22):6825. doi: 10.3390/jcm11226825; 3. Mach F, Koskinas KC, Roeters van Lennep JE, Tokgözoğlu L, Badimon L, Baigent C, et al. 2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias. Eur Heart J. 2025;46(42):4359-4378. doi: 10.1093/eurheartj/ehaf190; 4. Byrne RA, Rossello X, Coughlan JJ, Barbato E, Berry C, Chieffo A, et al. 2023 ESC Guidelines for the management of acute coronary syndromes. Eur Heart J. 2023;44(38):3720-3826. doi: 10.1093/eurheartj/ehad191; 5. Schubert J, Leosdottir M, Lindahl B, Westerbergh J, Melhus H, Modica A, et al. Intensive early and sustained lowering of non-high-density lipoprotein cholesterol after myocardial infarction and prognosis: the SWEDEHEART registry. Eur Heart J. 2024;45(39):4204-4215. doi: 10.1093/eurheartj/ehae576; 6. Agência Europeia de Medicamentos. Anexo I – Resumo das Características do Medicamento (Leqvio) [Internet] Disponível em: https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/leqvio-epar-product-information_pt.pdf; 7. Infarmed. Relatório de avaliação de financiamento público de Leqvio (inclisiran) [Internet] Disponível em: https://extranet.infarmed.pt/INFOMED-fo/documentos.xhtml#; 8. Ray KK, Wright RS, Kallend D, Koenig W, Leiter LA, Raal FJ, et al. Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol. N Engl J Med. 2020 Apr 16;382(16):1507-1519. doi: 10.1056/NEJMoa1912387; 9. Nordestgaard BG, Chapman MJ, Humphries SE, Ginsberg HN, Masana L, Descamps OS, et al. Familial hypercholesterolaemia is underdiagnosed and undertreated in the general population: guidance for clinicians to prevent coronary heart disease: consensus statement of the European Atherosclerosis Society. Eur Heart J. 2013 Dec;34(45):3478-90a. doi: 10.1093/eurheartj/eht273; 10 Ference BA, Ginsberg HN, Graham I, Ray KK, Packard CJ, Bruckert E, et al. Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease. 1. Evidence from genetic, epidemiologic, and clinical studies. A consensus statement from the European Atherosclerosis Society Consensus Panel. Eur Heart J. 2017 Aug 21;38(32):2459-2472. doi: 10.1093/eurheartj/ehx144; 11. Domanski MJ, Tian X, Wu CO, Reis JP, Dey AK, Gu Y, Zhao L, Bae S, Liu K, Hasan AA, Zimrin D, Farkouh ME, Hong CC, Lloyd-Jones DM, Fuster V. Time Course of LDL Cholesterol Exposure and Cardiovascular Disease Event Risk. J Am Coll Cardiol. 2020 Sep 29;76(13):1507-1516. doi: 10.1016/j.jacc.2020.07.059; 12. Zaheen M, Pender P, Dang QM, Sinha E, Chong JJH, Chow CK, et al. Myocardial Infarction in the Young: Aetiology, Emerging Risk Factors, and the Role of Novel Biomarkers. J Cardiovasc Dev Dis. 2025 Apr 10;12(4):148. doi: 10.3390/jcdd12040148.; 13. Nordestgaard BG, Hegele RA. Residual lipid risk in atherosclerotic cardiovascular disease. Eur Heart J. 2026 Feb 17:ehag087. doi: 10.1093/eurheartj/ehag087; 14. Leosdottir M, Schubert J, Brandts J, Gustafsson S, Cars T, Sundström J, et al. Early Ezetimibe Initiation After Myocardial Infarction Protects Against Later Cardiovascular Outcomes in the SWEDEHEART Registry. J Am Coll Cardiol. 2025 Apr 22;85(15):1550-1564. doi: 10.1016/j.jacc.2025.02.007; 15. Giugliano RP, Pedersen TR, Park JG, De Ferrari GM, Gaciong ZA, Ceska R, et al. Clinical efficacy and safety of achieving very low LDL-cholesterol concentrations with the PCSK9 inhibitor evolocumab: a prespecified secondary analysis of the FOURIER trial. Lancet. 2017 Oct 28;390(10106):1962-1971. doi: 10.1016/S0140-6736(17)32290-0; 16. Schwartz GG, Szarek M, Bhatt DL, Bittner VA, Bujas-Bobanovic M, Diaz R, et al. Transiently achieved very low LDL-cholesterol levels by statin and alirocumab after acute coronary syndrome are associated with cardiovascular risk reduction: the ODYSSEY OUTCOMES trial. Eur Heart J. 2023 Mar 5;44(16):1408–17. doi: 10.1093/eurheartj/ehad144; 17. Lee YJ, Lee SJ, Kim JW, Lee SH, Kim GS, Park JH, et al. Intensive LDL Cholesterol Targeting in Atherosclerotic Cardiovascular Disease. N Engl J Med. 2026 Apr 9;394(14):1365-1375. doi: 10.1056/NEJMoa2600283; 18. Guerreiro RA. Refining the classification of cardiovascular prevention. Rev Port Cardiol. 2023 Oct 28:S0870-2551(23)00454-7. English, Portuguese. doi: 10.1016/j.repc.2023.06.009.</p>
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		<title>O futuro promissor da farmacoterapia no tratamento da obesidade</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-futuro-promissor-da-farmacoterapia-no-tratamento-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mesa-redonda “Back to basics – O estilo de vida no tratamento da obesidade” preencheu o programa do último dia do 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna (CNMI 2026). <strong>Leila Amaro Cardoso</strong>, coordenadora do Núcleo de Estudos de Obesidade da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (NEO-SPMI), apresentou a comunicação subordinada ao tema “E a medicação... que recomendações?”, tendo detalhado, em declarações à News Farma, as principais novidades apresentadas na sua palestra, fazendo uma revisão das soluções terapêuticas atuais e projetando a chegada iminente de moléculas inovadoras ao mercado nacional. Confira o vídeo da entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Leila Amaro Cardoso explica que o foco principal da sua intervenção foi fazer “uma revisão sobre o que é que temos disponível de farmacoterapia, que é um dos pilares essenciais no tratamento da obesidade” e levantar “um bocadinho o véu do enorme estudo que está a decorrer com novos fármacos que estão a chegar”. A especialista revela que existem terapêuticas muito próximas da comercialização em Portugal, “que já estão aprovadas pela FDA” (U.S. Food and Drug Administration), e que poderão estar disponíveis este ano ou no início de 2027.</p>
<p>Na análise ao mecanismo de ação desses fármacos, Leila Amaro Cardoso evidencia que os novos tratamentos atuam diretamente na regulação do apetite através do sistema nervoso central. “Vai muito ao encontro da fisiologia que se aprende na faculdade, desta ligação entre o intestino e o cérebro”, observa, evidenciando que várias moléculas outrora esquecidas, “hoje estão a ser utilizadas pela indústria” farmacêutica devido à sua relevância biológica.</p>
<p>Perante este cenário, a especialista antevê “um futuro promissor”, pela “panóplia de fármacos que estão a surgir”. No entanto, apesar do entusiasmo científico com a inovação terapêutica na área da obesidade, a coordenadora do NEO-SPMI alerta que o impacto na Saúde Pública dependerá diretamente das políticas de acessibilidade e comparticipação pelo Estado. Leila Amaro Cardoso justifica esta necessidade premente devido à natureza intrínseca da própria patologia, concluindo de forma incisiva: “Realmente, é uma doença crónica, complexa, recidivante, e o acesso à farmacoterapia é fundamental para conseguirmos o tratamento”.</p>
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		<title>CNMI 2026: um congresso transformador para afirmar e inovar a Medicina Interna portuguesa</title>
		<link>https://mediconews.pt/cnmi-2026-um-congresso-transformador-para-afirmar-e-inovar-a-medicina-interna-portuguesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:29:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna (CNMI 2026), organizado sob o lema “Do Algarve para o Futuro – Inovação em Medicina Interna”, decorreu entre os dias 21 e 23 de maio de 2026 no novo Centro de Congressos de Lagoa. Em entrevista à News Farma, <strong>Nuno Bernardino Vieira</strong>, que assumiu a presidência desta edição do evento, faz um balanço global positivo, destacando o sucesso do denso programa científico e enfatizando a necessidade de combater os desafios estruturais da especialidade através da valorização dos profissionais de saúde. Assista ao vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nuno Bernardino Vieira começa por reconhecer que qualquer avaliação da Comissão Organizadora do CNMI 2026 é indissociável do sentimento de realização por acolher a comunidade médica na Região do Algarve, após um longo interregno. “O balanço feito por nós será sempre bastante parcial”, refere, notando que “foi um enorme orgulho receber a Medicina Interna portuguesa” em Lagoa. O clínico manifestou ainda grande satisfação pela adesão e pela dinâmica gerada em torno das sessões dedicadas ao futuro do sistema de saúde, classificando os três dias de Congresso como “um grande sucesso”, embora ressalvando ser necessário “ouvir também os participantes para ver realmente o que é que levam” da 32.ª edição do CNMI.</p>
<p>“Foram três dias em que houve aqui um equilíbrio em termos de atualização científica, mesas mais direcionadas para as grandes temáticas da Medicina Interna, mas também muito para a questão da discussão, de olhar para o futuro e inovar a Medicina Interna”, enaltece Nuno Bernardino Vieira. Como resultado prático destas discussões, o especialista anuncia o objetivo de se “lançar um documento com o statement final das principais conclusões que foram discutidas” durante o CNMI 2026, esperando que o mesmo sirva de orientação para a prática clínica nacional.</p>
<p>A nível pessoal e institucional, sublinha o simbolismo de organizar o evento num ano em que a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna comemora o seu 75.º aniversário e no qual a especialidade enfrenta um processo de reorganização profunda. Afirmando que o atual momento de “grandes desafios” deve ser encarado como uma “oportunidade de mudança e de crescimento”, Nuno Bernardino Vieira conclui com um apelo à união para uma “maior valorização da especialidade”, para que haja “melhores condições de trabalho” e se consiga “reforçar o orgulho em ser internista”.</p>
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		<item>
		<title>Terapêutica injetável semestral e as mais-valias na adesão ao tratamento para o colesterol LDL</title>
		<link>https://mediconews.pt/terapeutica-injetavel-semestral-e-as-mais-valias-na-adesao-ao-tratamento-para-o-colesterol-ldl/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:27:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Patrícia Afonso-Mendes</strong>, internista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, foi uma das palestrantes no simpósio promovido pela Novartis durante o 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, focado no papel de um inibidor da PCSK9 no controlo sustentado do colesterol LDL, para atingir os alvos na doença cardiovascular aterosclerótica. Em entrevista concedida à News Farma, a médica analisou o perfil dos doentes jovens em risco vascular, as vantagens do regime posológico desta terapêutica injetável na garantia da adesão ao tratamento e a relevância de atuar nos quatro níveis de prevenção. Confira as declarações em vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Efetivamente, nós vemos doentes muito jovens a terem eventos”, alerta Patrícia Afonso-Mendes logo no início das suas declarações. A médica lembra que, por ser “uma doença cumulativa”, a exposição continuada a níveis elevados de lipoproteínas desde cedo acelera o aparecimento de complicações graves: “Quando estamos expostos a níveis muito altos de colesterol numa idade jovem, vamos ter eventos muito mais precocemente”. Por esse motivo, a sua mensagem principal focou-se na celeridade da resposta médica, sustentando: “Quanto mais depressa nós atuarmos, mais depressa nós conseguimos reduzir o número de eventos”.</p>
<p>De seguida, Patrícia Afonso-Mendes clarifica que o inclisiran “é um fármaco que está aprovado para doentes em prevenção secundária ou doentes de risco extremo”. Contudo, fez questão de expandir este conceito para lá do óbvio. “Não nos podemos esquecer que os doentes em prevenção secundária não são só aqueles que tiveram eventos, mas também aqueles que têm doença aterosclerótica imagiologicamente demonstrada ou, como por exemplo, a lipoproteína(a) também aumentada, como vimos num doente que tem já outro tipo de eventos”, especifica a palestrante.</p>
<p>No que diz respeito à comodidade da administração e ao cumprimento do tratamento, Patrícia Afonso-Mendes tece grandes elogios ao perfil da molécula: “O inclisiran é um fármaco de uma posologia muito simpática. É um fármaco que é administrado duas vezes por ano e em regime hospitalar. Portanto, é acompanhada a toma e garante a adesão terapêutica do nosso doente”. Além de resolver o problema do forgiveness ou abandono, o inclisiran atinge resultados que, de outra forma, seriam inalcançáveis, uma vez que permite uma redução do colesterol LDL abaixo dos 55 mg/dL.</p>
<p>Para concluir, a internista sublinha que “a doença cardiovascular continua a ser aquilo que mais mata no mundo” e, por isso, os médicos devem “atuar a todos os níveis, desde o início, antes da doença, até depois da doença”, para prevenir a sua recorrência.</p>
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		<item>
		<title>Redução precoce do colesterol LDL tem impacto na prevenção de eventos cardiovasculares a longo prazo</title>
		<link>https://mediconews.pt/reducao-precoce-do-colesterol-ldl-tem-impacto-na-prevencao-de-eventos-cardiovasculares-a-longo-prazo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:24:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, <strong>Patrício Aguiar</strong>, internista na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria, participou como palestrante no simpósio patrocinado pela Novartis sobre o papel de um inibidor PCSK9 para um controlo lipídico sustentado, no contexto de doença cardiovascular aterosclerótica. Em declarações à News Farma no final da sessão, o especialista abordou a importância de uma intervenção rápida na redução do colesterol LDL. Assista ao vídeo da entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Realmente, como nós podemos demonstrar, a evidência que sustenta a diminuição não apenas muito intensiva do colesterol LDL (C-LDL), mas o mais precocemente possível, tem-se vindo a avolumar nos últimos anos”, começa por contextualizar Patrício Aguiar. Para fundamentar a necessidade de antecipar a abordagem clínica, o especialista menciona os dados partilhados na sessão, lembrando que, no estudo SWEDEHEART, “o início precoce de terapêutica dupla, por exemplo, à alta hospitalar de um doente que tinha tido um enfarte, não se associou apenas a uma diminuição maior do colesterol LDL, mas mais rápida também”. Segundo o clínico, este ganho de tempo “traduziu-se numa menor probabilidade de evento a longo prazo”, provando que o foco atual deve ser “não apenas strike strong, mas também strike early”.</p>
<p>Embora o fármaco inclisiran tenha demonstrado eficácia num “conjunto de ensaios clínicos em diversas populações”, o internista elegeu os “doentes de muito alto risco” como o grupo que mais pode beneficiar desta estratégia. Especificamente, Patrício Aguiar refere-se a doentes “que já tiveram um evento vascular prévio, ou então em doentes que, embora não tivessem um evento vascular prévio, têm aterosclerose subclínica clinicamente significativa”. Para estas pessoas, a meta é clara: “Precisam de atingir um alvo de C-LDL abaixo de 55 mg/dL”.</p>
<p>O grande desafio, contudo, prende-se com as falhas no controlo epidemiológico atual, já que, “atualmente, não conseguimos atingir os alvos nesta população”. Patrício Aguiar justifica que isto acontece não apenas porque não se utilizam os fármacos: “Mesmo que também utilizemos as estatinas, o ezetimibe em conjugação, nós podemos deixar uma franja muito importante de doentes fora do seu alvo”. Por isso, o palestrante reforça que, perante a importância de atingir estas metas, o advento dos “inibidores da PCSK9 e a possibilidade de terapêutica tripla” veio mudar o panorama.</p>
<p>“Só para ter uma ideia, nós conseguimos até com terapêutica quádrupla diminuir o colesterol LDL em até 85%. Portanto, já não há nenhum motivo para que os doentes não estejam dentro do alvo de acordo com o pretendido pelas recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia”, declara o clínico.</p>
<p>Em jeito de conclusão, o médico defende uma mudança de paradigma que afaste a Medicina Interna de uma atuação puramente reativa: “Temos de retroceder nisto, porque aqui o processo aterosclerótico já está desenvolvido e nós não conseguimos fazê-lo retroceder ao ponto do doente passar a ter o risco de uma pessoa que estivesse ainda em prevenção primária. Portanto, cada vez mais cedo atuar e irmos aos pontos em que a pessoa ainda está em prevenção primária, pesquisarmos aterosclerose subclínica para podermos atuar de forma mais intensiva e mais precoce”.</p>
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		<item>
		<title>Desmistificar o tratamento do VIH e abordar a realidade do chemsex: desafios atuais na linha da frente da Medicina Interna</title>
		<link>https://mediconews.pt/desmistificar-o-tratamento-do-vih-e-abordar-a-realidade-do-chemsex-desafios-atuais-na-linha-da-frente-da-medicina-interna/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:22:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46082</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante o 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, <strong>Fausto Roxo</strong>, coordenador do Núcleo de Estudos da Doença VIH (NEDVIH) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), e <strong>Raquel Pinho</strong>, coordenadora da Unidade de Imunodeficiência da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, conversaram com a News Farma a propósito das respetivas participações na sessão patrocinada pela Gilead, dedicada à desmistificação do uso específico de uma terapêutica antirretroviral e à complexidade do seguimento de doentes que praticam chemsex. Assista aos vídeos das entrevistas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/desmistificar-o-tratamento-do-vih-e-abordar-a-realidade-do-chemsex-desafios-atuais-na-linha-da-frente-da-medicina-interna/">Desmistificar o tratamento do VIH e abordar a realidade do chemsex: desafios atuais na linha da frente da Medicina Interna</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Entrevista Dr. Fausto Roxo - simpósio Gilead" src="https://player.vimeo.com/video/1195551036?h=0f30c9c8f9&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Fausto Roxo, moderador do simpósio “Biktarvy® responde”, patrocinado pela Gilead no âmbito do 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, começa por sublinhar a importância de a comunidade médica contribuir ativamente para “desfazer mitos”, fornecendo dados científicos que reponham a verdade. O especialista destaca que um dos principais conceitos errados a combater é a ideia de que todos os inibidores da integrase são iguais. “O mito de que todos os inibidores da integrase são iguais, que há efeitos de classe… não há”, clarificou de forma categórica, reforçando que, “mesmo dentro dos inibidores da integrase de segunda geração, há características muito particulares que uns têm e outros não”.</p>
<p>No que concerne à estratégia de início rápido de tratamento – considerada hoje a “boa prática médica” –, o coordenador do NEDVIH-SPMI defendeu que a introdução da terapêutica deve ser feita o mais precocemente possível, logo “após a primeira conversa com o doente” e de este ser sensibilizado e informado”. Fausto Roxo explica que, por vezes, não é possível aguardar pelos resultados de testes de resistência ou de marcadores de hepatites virais.</p>
<p>É precisamente neste contexto que o médico realça o papel do Biktarvy®: “Não é primeira linha, é primeiríssima linha”. De acordo com o moderador, diante do desconhecimento do estatuto da hepatite B ou de possíveis resistências, uma terapêutica dupla não preenche os requisitos de segurança exigidos. Em contrapartida, os clínicos sentem-se “mais seguros com uma terapêutica robusta como é o Biktarvy®”.</p>
<p>O especialista aproveita ainda para desmistificar o receio associado ao aumento de peso com este regime terapêutico, lembrando que “há uma multiplicidade de fatores concorrentes” e que importa avaliar se se trata de uma mera recuperação do peso perdido antes do diagnóstico ou se há repercussão metabólica, devendo o clínico “analisar todos esses fatores e procurar corrigi-los”.<br />
<iframe title="Entrevista Dr.ª Raquel Pinho - simpósio Gilead" src="https://player.vimeo.com/video/1195551035?h=8463b04f72&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
<strong>A realidade dos mitos – Caso clínico “Chemsex”</strong></p>
<p>Por sua vez, Raquel Pinho debruçou-se sobre a complexidade do chemsex, apontando que o primeiro grande desafio em consulta reside na própria identificação deste perfil de doente, muitas vezes “camuflado” pela ausência de estereótipos sociais ou económicos. “É um doente que vem de fato e gravata, que nos entra porta adentro tão cheiroso, tão simpático&#8230; É uma pessoa com uma formação, uma boa literacia”, descreve. Para contornar o estigma e a resistência dos doentes em se assumirem como consumidores, a médica explica que aborda a questão de forma indireta: “Quando temos relações, tomamos alguma coisa? O que é que toma quando vai a uma sessão?”. Neste processo, a especialista reforça que “é preciso também o clínico não ter juízos de valor, porque isso vai fazer com que o doente se feche”.</p>
<p>Além do diagnóstico, o seguimento destes doentes acarreta desafios impactantes ao nível do risco acrescido de múltiplas infeções sexualmente transmissíveis, da Saúde Mental – uma vez que “o perfil neuropsiquiátrico do doente” junta a predisposição para a depressão e ansiedade aos efeitos do consumo de substâncias – e, principalmente, da adesão terapêutica durante os períodos de consumo prolongado. “Sabemos que numa after que começa numa sexta e que vai até domingo, aquele comprimido fica em cima da bancada e esquece-se de tomar”, alerta.</p>
<p>Perante todos estes aspetos, a coordenadora da Unidade de Imunodeficiência da ULS do Algarve destaca as mais-valias do Biktarvy®, enfatizando o forgiveness deste regime para garantir a “supressão virológica apesar de a adesão não ser completa”, o seu “excelente” perfil neuropsiquiátrico que evita o agravamento de quadros de ansiedade, e a segurança dada pelo seu “bom perfil de interações medicamentosas”. Adicionalmente, Raquel Pinho lembra a importância de assegurar a proteção contra a hepatite B em populações expostas a práticas sexuais de alto risco e que não apresentam imunidade.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/desmistificar-o-tratamento-do-vih-e-abordar-a-realidade-do-chemsex-desafios-atuais-na-linha-da-frente-da-medicina-interna/">Desmistificar o tratamento do VIH e abordar a realidade do chemsex: desafios atuais na linha da frente da Medicina Interna</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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	</channel>
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