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	<title>Arquivo de Medicina Geral e Familiar - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Jul 2026 11:52:06 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Medicina Geral e Familiar - Médico News</title>
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	<item>
		<title>A importância do contexto psicossocial e do envelhecimento ativo na Saúde Mental</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-importancia-do-contexto-psicossocial-e-do-envelhecimento-ativo-na-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os fatores de risco biopsicossociais exercem um impacto profundo e inegável na Saúde Mental, exigindo dos clínicos uma visão holística que estenda o olhar para lá da dimensão puramente física e das comorbilidades do doente. Em entrevista à News Farma no âmbito das 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Mário Santos</strong>, vice-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e médico de família na USF Inovar (ULSAS), detalha as mensagens centrais da sua intervenção “Ser Velho e Saudável – Onde Está o Truque?”. Confira as declarações em vídeo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na sua entrevista, Mário Santos evidencia a correlação direta entre o bem-estar psicológico e a evolução das doenças do foro cardiovascular, lembrando que as pressões do quotidiano e a vulnerabilidade emocional condicionam o prognóstico dos indivíduos. O médico alerta para o facto de que as exigências do dia a dia clínico impõem, muitas vezes, uma pressa excessiva nas consultas que acaba por comprometer uma avaliação mais detalhada do ambiente em que o doente se insere. “É preciso conhecer as pessoas além das patologias e dos seus problemas de saúde”, defende o especialista, sustentando que os médicos devem esforçar-se por “perceber onde é que as pessoas vivem, com quem vivem, a sua maneira de estar”. Segundo o mesmo, este entendimento contextual é frequentemente negligenciado face à “necessidade de respostas mais clínicas e mais rápidas aos pedidos das pessoas”.</p>
<p>Na sua perspetiva, o conceito de envelhecimento ativo assenta em pilares que ultrapassam a mera ausência de doença física ou a estabilização de parâmetros clínicos. A manutenção de uma postura otimista e o envolvimento cívico foram apontados como ferramentas determinantes na proteção da integridade cognitiva e emocional dos cidadãos seniores. “Faz parte do envelhecimento ativo não só a questão da atitude positiva, mas também a participação social das pessoas na comunidade&#8221;, afirma Mário Santos, destacando o valor intrínseco de rotinas ligadas ao associativismo ou à entreajuda de proximidade. O médico de família enfatiza que é essencial saber o que é que as pessoas “fazem em prol da sua comunidade, em prol dos seus vizinhos, do bem-estar”.</p>
<p>A fechar as suas declarações, o palestrante atribui à classe médica um papel proativo e dinamizador na prescrição social e no aconselhamento direcionado para a longevidade com qualidade de vida. Quando os profissionais detetam espaço para intervir e otimizar os índices de equilíbrio psicológico, devem assumir essa missão como parte integrante do plano de cuidados continuados. “Se houver margem para promovermos alguma promoção da Saúde Mental a esse nível, naturalmente que cabe também ao médico ter essa responsabilidade”, assume, concluindo que este trabalho de mentoria e proximidade médica é indispensável, competindo ao clínico o dever de “aconselhar as pessoas a terem uma participação mais ativa no sentido também de criar um propósito maior para a sua vida”.</p>
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		<title>Saúde do cérebro em Portugal: “A prevenção não pode ser apenas um conceito teórico”</title>
		<link>https://mediconews.pt/saude-do-cerebro-em-portugal-a-prevencao-nao-pode-ser-apenas-um-conceito-teorico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças neurológicas e mentais já constituem o grupo de patologias mais prevalente em Portugal, gerando um impacto económico direto que ultrapassa os 4,7 mil milhões de euros. Perante este cenário alarmante, divulgado pelo relatório “Headway – Brain Health em Portugal”, <strong>Nuno Jacinto</strong>, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), analisa em entrevista o papel crucial e as profundas limitações dos médicos de família no terreno. O especialista adverte que, apesar de os Cuidados de Saúde Primários serem apontados como a primeira linha de resposta para a saúde do cérebro, a escassez de tempo nas consultas, a falta de formação específica e os entraves crónicos na articulação com os hospitais continuam a asfixiar uma verdadeira estratégia de prevenção e deteção precoce no Serviço Nacional de Saúde (SNS).</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) I O relatório mostra que as doenças neurológicas e mentais são o grupo mais prevalente, com um impacto económico que supera os 4,7 mil milhões de euros. Olhando para a realidade das consultas nos Cuidados de Saúde Primários, este peso já se reflete no dia a dia dos médicos de família? O que mudou nos últimos anos?</strong></p>
<p><strong>Nuno Jacinto (NJ) I</strong> Esse peso já se faz sentir há muito tempo no dia a dia das nossas consultas. Os dados do relatório apenas vêm colocar em números uma realidade que nos bate à porta todos os dias. O que temos assistido nos últimos anos é a um agravamento nítido desta pressão. Por um lado, o envelhecimento progressivo da população traz um aumento exponencial de quadros de declínio cognitivo e demências. Por outro, assistimos a um impacto muito severo na Saúde Mental pós-pandemia, com uma explosão de perturbações de ansiedade e depressão. Hoje, as queixas ligadas à saúde do cérebro preenchem uma fatia gigante e crescente dos motivos de consulta na Medicina Geral e Familiar.</p>
<p><strong>NF I O estudo aponta claramente os médicos de família como a primeira linha de resposta à saúde do cérebro, mas sublinha que continuam a trabalhar com “ferramentas limitadas”. Na sua perspetiva, enquanto presidente da APMGF, onde é que esta escassez se sente mais: na falta de formação específica para detetar sinais precoces ou na ausência de tempo nas consultas?</strong></p>
<p><strong>NJ I</strong> Se tivermos de apontar a principal limitação, não tenho dúvidas nenhumas: a escassez, que se sente de forma dramática na ausência de tempo nas consultas. Obviamente que os médicos de família têm apetência e querem ter acesso a mais formação contínua e específica nesta área, mas de nada serve saber aplicar o teste ou identificar precocemente um sinal subtil se depois não temos os minutos necessários para conversar com o doente e com a família de forma estruturada. Abordar a saúde do cérebro e a Saúde Mental exige tempo de escuta ativa, avaliação holística e empatia. Enquanto tivermos consultas rígidas, assoberbadas por tarefas burocráticas e administrativas não clínicas, a nossa capacidade de resposta estará severamente asfixiada.</p>
<p><strong>NF I Sabemos que a prevenção e a deteção precoce são parte da solução para estancar o crescimento destas patologias. O que é verdadeiramente viável fazer hoje no terreno e o que falta para passarmos da teoria à prática nas consultas?</strong></p>
<p><strong>NJ I</strong> Hoje, o que é viável fazer no terreno faz-se muito à custa da dedicação e do esforço individual dos profissionais de saúde. Conseguimos fazer alguma triagem e controlo de fatores de risco, mas para passarmos verdadeiramente da teoria à prática nas consultas precisamos de uma reforma estrutural na organização do trabalho. É urgente libertar o médico de família da carga burocrática diária. Só quando tivermos tempo clínico limpo é que poderemos investir seriamente na gestão do risco, no diagnóstico atempado e na literacia em saúde dos cidadãos, capacitando-os para protegerem ativamente a sua saúde do cérebro antes que a doença se instale de forma irreversível.</p>
<p><strong>NF I Outra grande lacuna identificada pelo relatório é a falta de mecanismos de coordenação eficientes com os cuidados especializados (hospitais). Na prática diária, quando um médico de família suspeita de uma patologia neurológica ou mental, quais são os constrangimentos que enfrenta na articulação com a especialidade?</strong></p>
<p><strong>NJ I</strong> Os constrangimentos na articulação com os hospitais são diários, profundos e geram uma enorme frustração em quem está no terreno. Atualmente, quando suspeitamos de uma patologia cerebral complexa, deparamo-nos muitas vezes com listas e tempos de espera excessivos para consultas de Neurologia ou Psiquiatria no setor público, apesar de todos os esforços feitos pelos colegas. Além disso, os canais de comunicação são deficitários e não são bidirecionais: continuamos a referenciar os doentes para sistemas informáticos cegos, sem conseguir discutir um caso clínico urgente ou complexo diretamente com o colega do hospital. Cria-se um muro artificial entre os Cuidados Primários e os Secundários que prejudica gravemente o tempo de resposta ao doente.</p>
<p><strong>NF I O relatório é agora apresentado, possibilitando uma análise das suas conclusões. Que mudanças estruturais ou medidas urgentes espera ver implementadas no Serviço Nacional de Saúde a partir destas conclusões, para que a saúde do cérebro deixe de ser um desafio teórico e passe a ter uma resposta integrada?</strong></p>
<p><strong>NJ I</strong> A minha grande expectativa é que este relatório tire de uma vez por todas a saúde do cérebro dos gabinetes e a coloque na agenda das decisões políticas urgentes. Precisamos de medidas muito práticas no SNS: a definição clara de vias verdes de referenciação direta para patologias neurológicas e mentais prioritárias; a garantia de que os exames de diagnóstico avançados passam a estar acessíveis à prescrição dos Cuidados de Saúde Primários; e, acima de tudo, uma dotação de recursos que fixe os profissionais e permita à MGF exercer a sua verdadeira missão de proximidade com tempo para os doentes. Só com esta integração conseguiremos travar o impacto devastador destas doenças no nosso país.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial na prática clínica: otimização do tempo médico versus o valor insubstituível da empatia humana</title>
		<link>https://mediconews.pt/inteligencia-artificial-na-pratica-clinica-otimizacao-do-tempo-medico-versus-o-valor-insubstituivel-da-empatia-humana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 10:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a sessão VII das 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Jonathan dos Santos</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF) e diretor clínico das clínicas CUF Paredes, Lousada e Marco de Canaveses, apresentou o tema “Ferramentas de Decisão Clínica em MGF”. À News Farma, o médico explica como a inteligência artificial se tornou um elemento transformador tanto para a comunidade médica como para os utentes, analisando os benefícios diretos na gestão das consultas e ponderando os limites éticos desta tecnologia. Assista ao vídeo da entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Jonathan dos Santos partilha que a motivação para debater este tema prende-se com o facto de a inteligência artificial (IA) ter vindo a “mudar a forma como as pessoas atuam no seu dia a dia”, afetando transversalmente a “comunidade médica e não médica”. Face à proliferação destas plataformas de acesso livre ou quase gratuito, o especialista considera imperativo que os médicos compreendam as suas regras de utilização e potencialidades, sem descurar os riscos associados.</p>
<p>Na sua prática clínica diária, Jonathan dos Santos recorre com frequência a três ferramentas específicas para gerir de forma eficiente as exigências burocráticas e de diagnóstico. “São muito úteis para otimizar o meu tempo enquanto médico, que é cada vez mais escasso, e, por outro, otimizar a minha prática clínica com estas ferramentas”, adianta, manifestando o desejo de que os seus colegas repliquem estas metodologias nos seus respetivos contextos de trabalho.</p>
<p>Durante a sessão – concretamente, no momento da discussão com participação da assistência – foi levantada uma questão de particular interesse clínico baseada em evidência recente: a perceção, por parte dos doentes, de que alguns <em>chatbots</em> manifestam níveis superiores de atenção e cordialidade quando comparados com os profissionais humanos. Jonathan dos Santos confirma que “os estudos mostraram isto”, validando que os utentes tendem a classificar a abordagem digital como altamente acolhedora. No entanto, o especialista faz uma distinção crucial entre a cordialidade algorítmica e a eficácia clínica real. “Isto não quer dizer que se traduza em outcomes, em resultados em Saúde”, contrapõe, argumentando que a verdadeira empatia médica envolve um vínculo de confiança contínuo que os modelos computacionais não conseguem replicar nem traduzir em indicadores de cura ou adesão efetiva.</p>
<p>Para concluir, o clínico reforça que a integração da tecnologia é um caminho sem retorno e absolutamente necessário para assegurar a sustentabilidade dos sistemas de Saúde face ao envelhecimento demográfico e à crescente prevalência de comorbilidades. “A IA trouxe ferramentas e tecnologia que é inevitável e vamos ter todos que utilizar, até porque vai ajudar a colmatar aqui um problema que é a falta de profissionais de saúde”, reconhece. Jonathan dos Santos termina com uma mensagem de confiança na singularidade da profissão, asseverando que a máquina “não vai substituir a capacidade de ligação e de raciocínio” e, consequentemente, a relação médico-doente não se prevê que seja tão cedo substituível.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Doença crónica e o desafio da adesão: a proximidade e a confiança como chaves para o sucesso terapêutico</title>
		<link>https://mediconews.pt/doenca-cronica-e-o-desafio-da-adesao-a-proximidade-e-a-confianca-como-chaves-para-o-sucesso-terapeutico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Mundial da Adesão, que se assinalou a 27 de março, <strong>João Ramos</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar na USF Carnide Quer, analisou em entrevista à News Farma os dados do estudo “Adesão à Terapêutica na Doença Crónica – A Visão dos Doentes”, realizado no início deste ano. Perante uma realidade nacional em que o incumprimento afeta de forma expressiva os resultados em Saúde, o médico de família destaca a importância da efeméride para combater uma “barreira invisível” na prática clínica e defende que o fortalecimento da relação médico-doente e o investimento nos recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) são fundamentais para garantir que os doentes não abandonam os seus planos de tratamento. Assista aos vídeos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/doenca-cronica-e-o-desafio-da-adesao-a-proximidade-e-a-confianca-como-chaves-para-o-sucesso-terapeutico/">Doença crónica e o desafio da adesão: a proximidade e a confiança como chaves para o sucesso terapêutico</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Entrevista João Ramos - vídeo 1" src="https://player.vimeo.com/video/1198102516?h=3a4355c02d&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Para João Ramos, a relevância do Dia Mundial da Adesão – estabelecido pela primeira vez em 2025 – reside fundamentalmente na capacidade de gerar “sensibilização” de uma forma transversal, dirigindo-se com particular importância a todos os profissionais de saúde, essencialmente os próprios médicos enquanto prescritores. O especialista lembra que a comunidade médica ainda carece de dados de estudos para compreender a verdadeira dimensão do incumprimento da medicação em Portugal. Conforme explica, “a importância deste dia é, acima de tudo, o poder unir esforços para que todos nós, enquanto prescritores e enquanto responsáveis pelo acompanhamento do plano assistencial do doente, envidarmos aqui estratégias, primeiro, para identificar a real dimensão do problema e, depois, para ir à procura de estratégias que possam mitigar esse problema e deixar-nos mais próximos da solução”.<br />
<iframe title="Entrevista João Ramos - vídeo 2" src="https://player.vimeo.com/video/1198102518?h=e59180530c&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Abordando a gestão de patologias silenciosas no consultório, o médico assume que desconstruir a falsa sensação de segurança gerada pela ausência de sintomas é um desafio de elevada complexidade. Perante dados de 2026 do estudo “Adesão à Terapêutica na Doença Crónica – A Visão dos Doentes” que revelam que 32,9% dos doentes falham a medicação por se “sentirem bem” (21,9% em 2025), João Ramos recorre a uma pedagogia baseada em perspetivar o futuro de não cumprir o plano que de tratamento, através do exemplo de terceiros, realçando que a abordagem nunca deve ser feita numa perspetiva de “intimidação”.</p>
<p>Para o clínico, a chave reside na escuta ativa das motivações individuais do utente – como o esquecimento, os custos ou o medo de reações adversas – e no reforço de uma aliança mútua: “A relação médico-doente é uma relação como qualquer outra e, como qualquer outra, tem que assentar na confiança. Portanto, o doente tem que estar à vontade para dizer o que é que faz e o que é que não faz, e porque é que não o faz”. Ao médico, compete o papel de demonstrar com transparência e empatia que os ganhos em saúde de aderir ao tratamento superam largamente os potenciais efeitos secundários ou dificuldades associadas à toma diária.<br />
<iframe title="Entrevista João Ramos - vídeo 3" src="https://player.vimeo.com/video/1198102517?h=674d0b0b2e&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Olhando uma vez mais para os dados do estudo “Adesão à Terapêutica na Doença Crónica – A Visão dos Doentes” e para o facto de um em cada três doentes omitir o incumprimento terapêutico por não o considerar relevante, João Ramos adverte que este indicador revela falhas críticas, tanto na literacia em saúde do doente como na própria postura dos médicos, que correm o risco de agir como “um robot, com um guião pré-feito”, mantendo a mesma atitude perante os diferentes doentes que têm nas consultas.</p>
<p>João Ramos manifesta ainda preocupação com o impacto “desinformador” de certos criadores de conteúdo digital não qualificados e aponta que este cenário cria barreiras ao sucesso de tratamentos com classes importantes para o controlo dos fatores de risco CV, como as estatinas, gerando uma distorção grave em que o doente assume falsas premissas como legítimas e encara as orientações do seu médico com desconfiança. O risco maior deste comportamento, conclui, acaba invariavelmente por ditar “o agravamento da doença, o aparecimento da complicação e a perda funcional”.<br />
<iframe loading="lazy" title="Entrevista João Ramos - vídeo 4" src="https://player.vimeo.com/video/1198102519?h=94c1bfbc7d&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Questionado sobre as estratégias de simplificação terapêutica num cenário em que mais de metade dos doentes crónicos estão polimedicados, o médico de família defende convictamente que a redução da complexidade posológica é claramente o caminho a seguir. João Ramos antevê que os avanços científicos e a inteligência artificial guiarão a Medicina em direção à raiz comum das patologias cardiometabólicas, aproximando o setor do conceito de <em>single pill combination</em>.</p>
<p>Adicionalmente, o especialista realça os ganhos imediatos associados à comodidade na administração de um comprimido único e à ausência de esquemas complexos de titulação inicial, sublinhando: “Passa definitivamente pela simplificação das nossas armas terapêuticas. Depois, outra coisa que eu acho que poderia ajudar é criar estratégias, entidades, mecanismos, circuitos que, de alguma maneira, envolvam a sociedade, especialmente no cuidado àquele doente com pouca rede de suporte e que não cumpre a terapêutica manifestamente por incapacidade de assimilação dos planos”.<br />
<iframe loading="lazy" title="Entrevista João Ramos - vídeo 5" src="https://player.vimeo.com/video/1198102757?h=0e296a03fd&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Por fim, confrontado com o aumento de pessoas que admitem não ter um acompanhamento médico regular (20,5% em 2026 face a 14,1% em 2025), João Ramos deixa um alerta claro de que a responsabilidade primária deve começar sempre no doente e no seu cuidador, mas foca a sua mensagem principal na urgência estrutural de preparar o país para o envelhecimento demográfico. Mais do que os canais digitais, o especialista assevera que a exequibilidade de uma rede multidisciplinar integrada depende inteiramente da valorização e fixação dos profissionais de saúde.</p>
<p>“O Estado precisa de implementar políticas que materializem aquela ideia que todos nós sabemos, que é: não há nada mais valioso numa sociedade do que os recursos humanos de que ela dispõe”, declara João Ramos, recorrendo, então, a uma analogia prática para ilustrar que nenhuma inovação ou plano estrutural surtirá efeito se o sistema de saúde falhar na captação e motivação da sua base humana: “Não me adianta nada ter a melhor frigideira do mundo para fazer uma omelete se não tenho os ovos. É tão simples quanto isto. E, portanto, eu diria que o foco está nos recursos humanos”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/doenca-cronica-e-o-desafio-da-adesao-a-proximidade-e-a-confianca-como-chaves-para-o-sucesso-terapeutico/">Doença crónica e o desafio da adesão: a proximidade e a confiança como chaves para o sucesso terapêutico</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Além da pressão arterial e dos números”: o impacto da decisão partilhada e do sinergismo terapêutico</title>
		<link>https://mediconews.pt/alem-da-pressao-arterial-e-dos-numeros-o-impacto-da-decisao-partilhada-e-do-sinergismo-terapeutico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 06:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Subordinada ao tema “A prevenção CV na prática clínica: o benefício de tratar mais cedo e de uma forma mais simples”, a palestra de <strong>Filipe Cabral</strong> inseriu-se na sessão patrocinada pela Servier, “Otimizar a redução do risco CV na hipertensão: mais do que reduzir números”, que decorreu no 20.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global. A News Farma conversou com o especialista em Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde Familiar do Marco (ULS Tâmega e Sousa), que analisou os benefícios da utilização de combinações fixas que permitam reduzir o risco cardiovascular global do doente hipertenso. Assista ao vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/alem-da-pressao-arterial-e-dos-numeros-o-impacto-da-decisao-partilhada-e-do-sinergismo-terapeutico/">“Além da pressão arterial e dos números”: o impacto da decisão partilhada e do sinergismo terapêutico</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="“Além da pressão arterial e dos números”: o impacto da decisão partilhada e do sinergismo terapêutico" src="https://player.vimeo.com/video/1181544555?h=aa7e220f3a&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para Filipe Cabral, um dos maiores desafios na prática clínica atual é a necessidade de alargar a visão para lá da pressão arterial do doente hipertenso. “Um doente que é ‘só’ hipertenso é, provavelmente, um doente que está mal estudado. Sabemos que estes doentes partilham muitas outras comorbilidades: a diabetes, a dislipidemia, o excesso de peso, a obesidade”, afirma o especialista, sublinhando a necessidade de olhar para o doente hipertenso como um todo e a urgência de “mudar este <em>mindset</em>”. Na sua perspetiva, é fundamental “perceber que, muitas das vezes, a utilização de uma estatina com a terapêutica anti-hipertensora faz toda a diferença para melhorar o prognóstico cardiovascular do doente hipertenso”.</p>
<p>Como médico de família, Filipe Cabral defende que a Medicina Geral e Familiar tem um papel fundamental por constituir a porta de entrada no Sistema Nacional de Saúde. “É connosco que [os doentes] têm uma maior relação de confiança. Somos nós que, na grande maioria das vezes, acabamos por fazer o diagnóstico”, refere, reforçando a importância de, numa fase inicial, empoderar o doente e promover uma “decisão partilhada”, introduzindo as estratégias terapêuticas disponíveis e eficazes no tratamento da hipertensão.</p>
<p>No que respeita à utilização de combinações fixas (<em>single-pill</em> <em>combination</em> ou <em>polypil</em>l), o palestrante destaca a evidência robusta na redução da pressão arterial e dos valores de colesterol-LDL da associação perindopril/amlodipina/atorvastatina na redução do risco de mortalidade e de eventos cardiovasculares. “A adição de uma estatina à terapêutica anti-hipertensora traduz-se em ganhos que rondam os 25 a 33% de redução do risco de enfarte do miocárdio e de acidente vascular cerebral, que são as principais causas de mortalidade em Portugal”, explica. Para além do aumento da adesão à terapêutica, o especialista aponta o efeito sinérgico como o grande diferencial desta estratégia: “A cereja no topo do bolo é o facto destes princípios ativos se potenciarem uns aos outros, ou seja, partilharem efeitos sinérgicos que vão além da sua utilização em forma isolada”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/alem-da-pressao-arterial-e-dos-numeros-o-impacto-da-decisao-partilhada-e-do-sinergismo-terapeutico/">“Além da pressão arterial e dos números”: o impacto da decisão partilhada e do sinergismo terapêutico</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<title>Tratar a hipertensão: a importância da intervenção multifatorial atempada e da simplificação terapêutica</title>
		<link>https://mediconews.pt/tratar-hipertensao-a-importancia-da-intervencao-multifatorial-atempada-e-da-simplificacao-terapeutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 06:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Otimizar a redução do risco CV na hipertensão: mais do que reduzir números”, foi o tema da sessão patrocinada pela Servier no âmbito do 20.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, no qual <strong>Rosa de Pinho</strong> fez parte do painel de discussão. Em declarações à News Farma, a especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF) na Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga analisa as oportunidades para otimizar o tratamento de doentes hipertensos com outros fatores de risco e sublinha os benefícios da simplificação terapêutica através da associação fixa de dois anti-hipertensores com uma estatina. Assista ao vídeo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="Tratar hipertensão: a importância da intervenção multifatorial atempada e da simplificação terapêutica" src="https://player.vimeo.com/video/1181126456?h=c681d8013c&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p><script src="https://player.vimeo.com/api/player.js"></script></p>
<p>Na perspetiva de Rosa de Pinho, o perfil do doente hipertenso em Portugal exige uma visão alargada sobre os vários fatores de risco. “Nós sabemos que os nossos hipertensos em Portugal não são só hipertensos. Habitualmente têm mais outros fatores de risco e a maior parte deles tem risco moderado ou elevado, porque são sedentários, têm excesso de peso, dislipidemia, etc.”, afirma. Perante este cenário, a médica de família defende que o diagnóstico deve ser o ponto de partida para uma intervenção mais assertiva: “Temos que aproveitar a oportunidade, quando fazemos um novo diagnóstico de hipertensão, de pensar que este doente subiu de categoria de risco e, portanto, nós temos que olhar para ele como um doente potencial de vir a ter problemas e eventos, e sermos mais ambiciosos em termos de terapêutica, não só da hipertensão, mas no tratamento também dos outros fatores de risco”.</p>
<p>A especialista destaca a eficácia da rede de cuidados de saúde primários, que gere cerca de 90 a 95% dos doentes hipertensos no país. Rosa de Pinho acredita que a proximidade inerente à Medicina Geral e Familiar (MGF) é uma vantagem na gestão da doença: “Os médicos de família têm essa grande vantagem de conseguir criar uma boa ligação, uma boa relação com o doente. E isso vai ter impacto depois, se eles conseguem cumprir terapêutica, se eles estão motivados para fazer estas alterações”. Como “eterna otimista”, diz acreditar que os Cuidados de Saúde Primários em Portugal “ainda funcionam muito bem” e, os especialistas em MGF têm a capacidade de “melhorar o panorama” atual.</p>
<p>No que respeita ao regime terapêutico, a médica de família aponta as vantagens das combinações fixas, e também da <em>polypill</em>. Sobre a combinação fixa perindopril/amlodipina/ atorvastatina, a especialista realça que esta combinação fixa em comprimido único ajuda a garantir a continuidade do tratamento: “Realmente, esta <em>polypill</em> é extremamente útil porque nós sabemos que para os nossos doentes, como têm várias patologias, quanto mais complexo for o esquema terapêutico, mais difícil será cumprirem e manterem a adesão à terapêutica”.</p>
<p>Rosa de Pinho conclui que tratar duas patologias “muito frequentes na nossa população” com “só um comprimido” diário que “foi muito bem estudado” é uma mais-valia clínica: “Eu só vejo vantagens nesta terapêutica [combinação fixa perindopril/amlodipina/ atorvastatina]. Realmente, é uma grande vantagem poder ter esta arma terapêutica”.</p>
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		<title>A comunicação como eixo da relação entre profissional de saúde e doente</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-comunicacao-como-eixo-da-relacao-entre-profissional-de-saude-e-doente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 11:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Organizada pela Jaba Recordati, a Reunião de Saúde Intestinal decorreu a 18 de abril, na Batalha, e contou com a palestra de <strong>António Hipólito Aguiar</strong> focada nas “Boas Práticas de Comunicação com os Doentes”. Para o médico de Clínica Geral, “saber olhar para as pessoas” e entender o que está na génese do seu sentir é a base de qualquer cuidado de Saúde e, por isso, em entrevista à News Farma, explica como a gestão emocional é indissociável do ato clínico. Veja o vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Temos muita tendência para assumir que comunicar é só verbalizar alguma coisa. Não é. Comunicar, no caso da saúde, tem muito de transmissão de emoções, transmissão de alguma tranquilidade, de alguma serenidade”, afirma António Hipólito Aguiar.</p>
<p>Tal como referido pelo palestrante, um doente prestes a realizar um procedimento invasivo, como a preparação para uma colonoscopia, está “necessariamente receoso” e assustado, o que obriga o profissional de saúde a comunicar de forma “emocionalmente serena”.</p>
<p>António Hipólito Aguiar destaca que os profissionais de saúde não são imunes ao meio, notando que um ambiente tenso ou um colega “menos agradável” podem criar um “background de atitude” negativo. Por esta razão, afirma convictamente que “a atitude em comunicação é tudo” e que o sucesso da interação é responsabilidade do emissor: “Se eu não consegui mudar a atitude da pessoa, provavelmente eu não comuniquei bem”.</p>
<p>A análise do médico focou-se ainda na dinâmica da “ação-reação”, alertando que uma atitude menos positiva do doente tem, quase sempre, uma razão de ser, seja por estar “mal informado” ou “influenciado por alguma decisão”. Para evitar julgamentos precipitados, o preletor defende a importância de obter feedback constante, permitindo “ajuizar melhor” a situação e adequar o discurso a cada indivíduo. “A comunicação é um eixo de passagem de informação entre um emissor e o recetor&#8221;, lembrou, reforçando que saber interpretar esta “relação de forças” é o que permite transformar o contacto clínico.</p>
<p>Como nota final, António Hipólito Aguiar diz acreditar que há sempre espaço para “comunicar melhor”, partilhando as suas sensibilidades para que os profissionais de saúde aprendam a ler os aspetos não-verbais da interação. Esta mudança de paradigma na forma de estar e sentir a comunicação é, no seu entender, o que garantirá que o doente se sinta verdadeiramente acompanhado e tranquilo antes, durante e após o seu procedimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os conteúdos são da inteira responsabilidade dos autores.</p>
<p>Jaba Recordati, S.A. Av. Jacques Delors, Ed. Inovação 1.2, Piso 0 – Taguspark, 2740-122 Porto Salvo, Tel. 214329500, www.recordati.pt, NIF.500492867</p>
<p>PT-NPS-0200.26</p>
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		<title>Missão 70/26: “Pusemos muitas pessoas a pensar” sobre o problema da hipertensão</title>
		<link>https://mediconews.pt/pusemos-muitas-pessoas-a-pensar-sobre-o-problema-da-hipertensao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 16:16:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Rosa de Pinho</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar na Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga e ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, marcou presença na Sessão Magna do 20.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, dedicada à Missão 70/26. Em entrevista à News Farma, a médica faz um balanço positivo de um projeto que tem conseguido mobilizar muitos profissionais de saúde de diferentes áreas para melhorar as taxas de controlo da pressão arterial em Portugal. Assista ao vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Missão 70/26, projeto desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão que conta com o apoio da Servier, tem atuado, segundo Rosa de Pinho, em três vetores: sensibilização da comunidade sobre o impacto da hipertensão, formação e maior colaboração e comunicação entre os diferentes profissionais de saúde – incluindo médicos, enfermeiros, farmacêuticos e nutricionistas – e educação dos próprios doentes hipertensos.</p>
<p>Na perspetiva da especialista em Medicina Geral e Familiar, este trabalho multifacetado já apresenta resultados concretos: “Quando vamos ver os resultados a nível do BI-CSP [Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários], tem havido uma melhoria na taxa de controlo”. Embora reconheça que o progresso é gradual, Rosa de Pinho sublinha que o balanço é muito positivo, com um aumento visível na sensibilização para o impacto da hipertensão na morbilidade e mortalidade nacionais.</p>
<p>Sobre o Prémio Missão 70/26, a especialista enfatiza o entusiasmo e a sensibilização que esta iniciativa gera em todo o país. Ao envolver diferentes categorias profissionais e parceiros de várias sociedades científicas, este projeto colocou a comunidade a refletir ativamente sobre as barreiras ao controlo da doença. “Estamos todos a falar do mesmo, todos a trabalhar para o mesmo. E acho que por isso é que os resultados acabam por ser tão positivos”, conclui.</p>
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		<item>
		<title>Rastreio do cancro colorretal em Portugal: o desafio é a implementação eficaz</title>
		<link>https://mediconews.pt/rastreio-do-cancro-colorretal-em-portugal-o-desafio-e-a-implementacao-eficaz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:29:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Portugal já dispõe de um programa de rastreio populacional do cancro colorretal, mas ainda não o está a executar com a eficácia necessária” afirma <strong>Margarida Valente Nogueira</strong>, médica de família na USF Travessa da Saúde da ULS de São José. Em entrevista à News Farma, a especialista traça o panorama nacional do rastreio e propõe medidas a nível clínico e organizacional para aumentar a adesão. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Qual é o papel da Medicina Geral e Familiar (MGF) na deteção precoce do cancro colorretal e na otimização do rastreio dos doentes?</strong></p>
<p><strong>Margarida Valente Nogueira (MVN) |</strong> A MGF continua a ser o pilar da deteção precoce do cancro colorretal em Portugal, num contexto em que esta neoplasia permanece altamente prevalente, com cerca de 10 000 novos casos por ano.</p>
<p>Além da identificação de fatores de risco e sintomas precoces, o médico de família tem um papel decisivo na integração dos doentes no rastreio oportunístico e nos programas de rastreio de base populacional, bem como na promoção da adesão. Num sistema em que o rastreio ainda apresenta baixa cobertura efetiva, a intervenção ativa da MGF é crítica para colmatar lacunas entre elegibilidade e participação.</p>
<p><strong>NF | Quais são as estratégias mais eficazes para aumentar a adesão ao rastreio?</strong></p>
<p><strong>MVN |</strong> Os dados mais recentes mostram que o principal desafio em Portugal não é apenas a existência do rastreio, mas a sua implementação eficaz.</p>
<p>O rastreio organizado de base populacional está implementado a nível nacional desde 2008, abrangendo atualmente todas as regiões do continente e Açores, com programa-piloto recente na Madeira.</p>
<p>Destina-se a indivíduos entre os 50 e os 74 anos, com convocatória para realização de teste imunoquímico fecal (FIT) de 2 em 2 anos.</p>
<p>Contudo, persistem algumas fragilidades. Em 2022, apenas 33% da população elegível foi convocada. Desses, apenas 41% aderiram, resultando numa cobertura efetiva de cerca de 14%. E apenas 35% dos doentes com teste positivo realizaram colonoscopia subsequente.</p>
<p>Além disso, existem assimetrias regionais marcadas, com regiões como o Norte a apresentar níveis de implementação muito superiores face a Lisboa e Vale do Tejo.</p>
<p>Perante este cenário, as estratégias com maior impacto incluem, a nível clínico, a recomendação ativa pelo médico de família, a utilização do FIT/PSOF como método inicial  na população de baixo risco (menos invasivo e com maior aceitação em relação à colonoscopia) e finalmente a estratificação de risco e personalização do rastreio.</p>
<p>A nível organizacional, a convocatória ativa estruturada (cartas, <em>kits</em> enviados para casa, por exemplo), sistemas automáticos de lembrete para o utente, garantia de resposta pelo SNS de colonoscopia em tempo útil após FIT positivo, e redução da variabilidade regional através de programas centralizados.</p>
<p><strong>NF | Quais são os principais fatores de hesitação ao rastreio e como superá-los?</strong></p>
<p><strong>MVN |</strong> Os dados nacionais confirmam que a adesão ao rastreio colorretal é a mais baixa entre os programas oncológicos em Portugal.</p>
<p>Penso que os principais fatores se prendam com o receio da colonoscopia, a relutância em realizar o teste fecal, a baixa perceção de risco, a falta de convite formal ou seguimento e barreiras logísticas e organizacionais. Algumas estratégias eficazes passam por fazer uma comunicação clara e dirigida, tentar normalizar o  rastreio como prática de rotina, reforçar a importância mesmo em indivíduos assintomáticos, simplificar os circuitos (especialmente pós-FIT positivo) e promover intervenções dirigidas a populações com menor literacia em saúde.</p>
<p><strong>NF | Como otimizar a colaboração entre MGF e Gastrenterologia?</strong></p>
<p><strong>MVN |</strong> Os dados mostram que um dos pontos críticos do sistema é o <em>follow-up</em> após rastreio positivo, com apenas cerca de 1 em cada 3 doentes a realizar colonoscopia.</p>
<p>Para melhorar este indicador, é essencial  criar vias rápidas obrigatórias para FIT positivo, garantir tempos máximos de resposta para colonoscopia, implementar sistemas de referenciação eletrónica prioritária, promover <em>feedback</em> estruturado entre Cuidados de Saúde Primários e hospitalares e monitorizar indicadores de desempenho (tempo até colonoscopia, taxa de conclusão).</p>
<p><strong>NF | Qual é a mensagem mais importante para a comunidade médica?</strong></p>
<p><strong>MVN |</strong> A principal mensagem é que Portugal já dispõe de um programa de rastreio populacional do cancro colorretal, mas ainda não o está a executar com a eficácia necessária.</p>
<p>O desafio deixou de ser a criação do programa e passou a ser a sua implementação, equidade e adesão.</p>
<p>Com uma cobertura efetiva ainda muito baixa e fortes assimetrias regionais, a comunidade médica, especialmente a Medicina Geral e Familiar, tem um papel determinante em transformar um programa existente num verdadeiro instrumento de saúde pública.</p>
<p>O cancro colorretal é prevenível e tratável quando detetado precocemente, mas isso só será possível com maior envolvimento clínico, melhor organização dos cuidados e uma aposta consistente na literacia e adesão da população.</p>
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		<title>“É preciso dar condições” para o médico de família fazer o seu trabalho</title>
		<link>https://mediconews.pt/e-preciso-dar-condicoes-para-o-medico-de-familia-fazer-o-seu-trabalho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:03:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Geral e Familiar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45265</guid>

					<description><![CDATA[<p>O presidente da APMGF, <strong>Nuno Jacinto</strong>, em conversa com o Jornal Médico no 43.º Encontro Nacional – o último evento a ser organizado por esta direção – deixou a sua apreciação sobre o percurso percorrido pela APMGF e o seu ponto vista quanto à necessidade de colocar os Cuidados de Saúde Primários no centro do sistema e a sua crítica ao novo modelos das USF. O amor à Medicina Geral e Familiar é inquestionável para todos os que escolhem a especialidade, o apelo é que sejam dadas condições para que o médico de família “faça o seu trabalho”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/e-preciso-dar-condicoes-para-o-medico-de-familia-fazer-o-seu-trabalho/">“É preciso dar condições” para o médico de família fazer o seu trabalho</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta edição do Encontro Nacional contou com mais de 900 inscritos, e os 14 <em>workshops</em> registaram a participação de 220 profissionais. O evento trouxe importantes temas organizativos e setoriais, tais como os indicadores, a direção clínica, a Medicina em rede, e a inteligência artificial. Em entrevista, Nuno Jacinto sublinhou que o trabalho realizado espelhou o caminho apontado há 30 anos no “Livro Azul” da APMGF, que serviu de fundamento para a reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) de 2006/2007. O trabalho atual compilou propostas e lançou o “tal no futuro que lançámos em 2023 e continuamos a insistir”.</p>
<p><strong>Prioridade aos Cuidados de Saúde Primários</strong></p>
<p>O presidente da APMGF destacou que, apesar de evoluções “de forma tímida”, “ainda falta muito” para concretizar a prioridade dos CSP. O grande desafio, frisou, continua a ser “a questão de colocar os cuidados de saúde primários na base do sistema”. Nuno Jacinto insistiu que a mudança de paradigma não pode ser apenas declarada: “não basta dizermos isso, não basta escrever isto, nós temos que sentir isto no dia a dia, temos que ter medidas concretas, temos que ter ações que mostrem isso mesmo”.</p>
<p>Nuno Jacinto alertou que a falta de medidas concretas está a levar o país a “procurar uma alternativa”, assumindo que não se vai conseguir dar médico de família a todos. Jacinto defendeu que é preciso uma “decisão política que tem que ser a médio e longo prazo,” e que o investimento necessário não é apenas financeiro.</p>
<p><strong>Críticas ao Modelo C </strong></p>
<p>Ao analisar a evolução do setor, Nuno Jacinto classificou o Modelo B das USF (Unidades de Saúde Familiar), criado por profissionais há 20 anos, como “talvez seja a reforma da administração pública que tem mais impacto nas últimas décadas”. No entanto, reconheceu que “o modelo B precisa de atualização”.</p>
<p>A maior preocupação recaiu sobre a implementação do Modelo C, que, segundo o presidente da APMGF, está a ser encarado como um “penso rápido” ou uma “solução de recurso,” e não como o previsto na reforma inicial. As críticas centraram-se no facto de este modelo estar a ser colocado em locais de maior densidade populacional com carência de médicos e a ser entregue a “empresas de novas tecnologias de recrutamento de recursos humanos que não tenham uma experiência direta nesta área”.</p>
<p>Isto levanta questões graves: “O que é que vai acontecer se um dia quem ganhar o concurso decidir que aquele modelo já não é atrativo? Se quiser sair, o que é que acontece às equipas? O que é que acontece aos profissionais? O que é que acontece às populações?”. Em suma, o fundamental está a ser esquecido, que seria captar “estes jovens médicos de família que são formados às centenas todos os anos e que nós continuamos a deixar fugir”.</p>
<p><strong>Investigação e o Papel do Médico de Família</strong></p>
<p>Relativamente a outra área de foco da direção, trata-se da investigação, nomeadamente a reativação do departamento e a promoção de bolsas para fomentar trabalhos de qualidade que se traduzam na “melhoria dos cuidados, no avanço da especialidade”.</p>
<p>Nuno Jacinto defendeu que os ensaios clínicos têm de começar a ser realizados ou em colaboração com os CSP, pois “a nossa população, felizmente, está nos Cuidados de Saúde Primários”.</p>
<p>O presidente da APMGF enalteceu a Medicina Geral e Familiar (MGF), descrevendo-a como “o melhor trabalho da Medicina, porque é abrangente,” com a capacidade de acompanhar as pessoas em todas as fases da vida, “desde a pré-conceção até à morte”.</p>
<p>A “beleza da nossa especialidade” reside nessa relação de proximidade. Contudo, o problema que afasta e desilude os jovens médicos não é o conceito teórico da MGF, mas sim o contexto de exercício, ou seja, “as condições que envolvem” a prática clínica do dia a dia. O apelo é para que se deem as condições para que o médico de família “faça o seu trabalho”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/e-preciso-dar-condicoes-para-o-medico-de-familia-fazer-o-seu-trabalho/">“É preciso dar condições” para o médico de família fazer o seu trabalho</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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