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	<title>Arquivo de Medicina Dentária - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 11:48:25 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Medicina Dentária - Médico News</title>
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	<item>
		<title>A Medicina Dentária na vanguarda da deteção precoce de doenças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 10:26:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Dentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O papel crítico da boca na deteção de doenças sistémicas é um dos pilares na prática clínica de <strong>Hugo Madeira</strong>, médico dentista. O especialista explica como o microbioma oral e a inflamação gengival podem ser as chaves para prevenir patologias graves, como diabetes e doenças cardiovasculares, defendendo uma Medicina Dentária integrada e preditiva. Leia a entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) |</strong> <strong>Muita gente não sabe que a boca pode ser um importante indicador do estado de saúde de todo o corpo, falando-se da boca como um &#8220;órgão sentinela&#8221;. O que é que isto significa na prática? Que exemplos nos pode dar sobre os primeiros sinais de alerta que a boca nos dá sobre doenças noutras partes do corpo?</strong></p>
<p><strong>Hugo Madeira (HM) |</strong> Na prática clínica, isto significa que a cavidade oral não está isolada; ela funciona como um reflexo biológico e um sistema de alerta precoce do organismo. Um robusto <em>umbrella review</em> publicado na <em>Nature Communications</em> analisou 293 revisões sistemáticas com meta-análises e confirmou de forma categórica que 28 doenças não transmissíveis (NCDs) estão fortemente associadas a patologias orais.</p>
<p>Os exemplos mais evidentes desta ligação biológica incluem a diabetes mellitus e as doenças cardiovasculares, que apresentam uma correlação científica robusta com o estado de saúde da boca. Mas o espetro é muito mais amplo: os dados revelam, por exemplo, que a depressão e outros distúrbios mentais estão fortemente associados a um aumento substancial de cáries e perda dentária. Outro sinal sentinela claro manifesta-se na asma, que surge fortemente ligada a padrões de respiração maioritariamente oral (<em>mouth breathing</em>) e a índices elevados de sangramento gengival.</p>
<p><strong>NF | </strong> <strong>Hoje em dia já se associa o desequilíbrio das bactérias da boca a problemas cardiovasculares, diabetes e até doenças neurodegenerativas. Como é que uma infeção ou inflamação nas gengivas consegue viajar e afetar o coração ou o metabolismo?</strong></p>
<p><strong>HM |</strong> O mecanismo de viagem destas patologias é puramente biológico. Quando existe um quadro de periodontite, a inflamação crónica combinada com a rica vascularização do periodonto acaba por provocar a ulceração da barreira epitelial oral. Esta rutura abre uma &#8220;porta de entrada&#8221; direta para que bactérias patogénicas e os seus subprodutos alcancem a corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo.</p>
<p>A partir daqui, os impactos ramificam-se em duas frentes críticas. No coração, a disseminação crónica destes agentes desencadeia uma inflamação sistémica de baixo grau. O aumento de citocinas inflamatórias e reagentes de fase aguda ativa as células imunitárias vasculares, promovendo a inflamação dos vasos e alterando o metabolismo dos lípidos. Isto cria um ambiente pró-aterogénico que eleva o risco cardiovascular. No metabolismo, esta mesma resposta inflamatória generalizada está diretamente associada à intolerância à glicose e à indução de resistência à insulina, funcionando como um catalisador para a desregulação da diabetes mellitus tipo 2. Além disso, o estudo valida que este cenário inflamatório e a perda de dentes têm uma associação forte com o declínio cognitivo e a demência.</p>
<p><strong>NF |</strong> <strong>A saliva é descrita como &#8220;um mundo de informação&#8221; sobre o doente. Que tipo de dados ou diagnósticos já se conseguem extrair hoje através de uma análise salivar ou do microbioma oral?</strong></p>
<p><strong>HM |</strong> A ciência demonstra que o microbioma oral, os seus subprodutos e a sua interação com o sistema imunitário são os grandes protagonistas na ligação entre a boca e as doenças sistémicas. Hoje, através da análise biológica da saliva e das suas taxas de fluxo, conseguimos extrair dados preditivos valiosos sobre o estado inflamatório e imunológico do doente.</p>
<p>Conseguimos monitorizar flutuações em marcadores inflamatórios sistémicos essenciais, como os níveis de proteína C-Reativa (CRP) circulante. Mais do que isso, a presença de bactérias orais específicas serve como indicador de diagnóstico avançado: estirpes como a <em>Porphyromonas gingivalis</em> e a <em>Aggregatibacter actinomycetemcomitans</em> conseguem desencadear a produção de anticorpos (ACPAs) que são a assinatura clínica da artrite reumatoide. Adicionalmente, patógenos como o <em>Fusobacterium nucleatum</em> têm a capacidade comprovada de estimular a migração de células de cancro colorretal e acelerar a progressão metastática no cancro da mama, transformando a análise do microbioma numa ferramenta crucial de monitorização.</p>
<p><strong>NF |</strong> <strong>Para quem está habituado à consulta tradicional de medicina dentária, pode ser surpreendente ser questionado sobre a qualidade do sono ou se tem refluxo. Na sua opinião, porque são estas perguntas vitais aplicar na prática clínica?</strong></p>
<p><strong>HM |</strong> São vitais porque a medicina dentária moderna apoia-se numa visão global de saúde integrada. Fatores como o refluxo gastroesofágico ou problemas nutricionais moldam diretamente os padrões alimentares e o ambiente químico da cavidade oral, interligando-se com distúrbios metabólicos sistémicos como a obesidade ou a diabetes.</p>
<p>Ao introduzirmos estas questões na rotina clínica, estamos a avaliar determinantes sociais, biológicos e comportamentais partilhados. Isto permite-nos detetar fatores de risco modificáveis e agir de forma preventiva. O médico dentista clínico deixa de ser um mero observador de dentes e passa a integrar uma rede de vigilância ativa da saúde geral do indivíduo.</p>
<p><strong>NF |</strong> <strong>De que forma é que distúrbios do sono (como a apneia) ou padrões respiratórios errados (como respirar maioritariamente pela boca) moldam a saúde oral de um doente?</strong></p>
<p><strong>HM |</strong> Eles moldam a saúde oral ao criarem o ambiente biológico ideal para a manifestação e agravamento de patologias crónicas. A evidência estatística estabelece conexões muito claras.</p>
<p>Por um lado, a apneia obstrutiva do sono apresenta uma ligação direta e forte com o aumento do risco de desenvolvimento de periodontite. Por outro lado, a respiração maioritariamente oral (<em>mouth breathing</em>), que surge frequentemente associada a quadros de asma, altera gravemente as condições e a taxa de fluxo salivar. Sem a proteção biológica adequada da saliva, os tecidos periodontais ficam expostos, o que resulta num risco significativamente maior de inflamação e hemorragias gengivais crónicas.</p>
<p><strong>NF | Atualmente, trabalha com uma equipa multidisciplinar. Que profissionais trabalham agora em sintonia direta consigo e qual foi a razão por detrás destas escolhas? Pode dar-nos um exemplo prático de um caso em que esta abordagem integrada tenha mudado completamente o desfecho de saúde de um doente?</strong></p>
<p><strong>HM |</strong> A razão por detrás destas escolhas é a transição para o conceito de Hvma a nossa tradução de “One Health”, uma visão única de saúde onde a medicina dentária trabalha lado a lado com médicos de Medicina Geral e Familiar, cardiologistas, endocrinologistas e nutricionistas.</p>
<p>O exemplo clínico mais pragmático assenta no tratamento da periodontite e do seu impacto na inflamação sistémica. Um doente com patologia periodontal ativa apresenta, invariavelmente, marcadores inflamatórios no sangue elevados, nomeadamente a proteína C-Reativa (CRP). A evidência científica demonstra que a intervenção e o tratamento periodontal adequado estão fortemente associados a uma melhoria e redução direta dos níveis de CRP circulante. Ao tratarmos a infeção oral em total sintonia com a restante equipa médica, conseguimos reduzir de forma mensurável a carga inflamatória global do doente, otimizando o seu controlo metabólico.</p>
<p><strong>NF |</strong> <strong>Durante muito tempo, só se marcavam consultas de medicina dentária quando existia uma dor ou para fazer uma reabilitação estética. Mudar o foco para a prevenção activa é o maior desafio que enfrenta junto dos doentes? Como imagina que será a consulta de rotina daqui a 10 anos?</strong></p>
<p><strong>HM |</strong>  Mudar essa cultura reativa é o nosso maior desafio, mas é também uma urgência partilhada por instâncias internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconiza a mudança da abordagem puramente curativa para programas de prevenção universal integrados. A evidência demonstra que as ações preventivas precoces são a ferramenta mais eficaz para travar as patologias orais e elevar a qualidade de vida dos cidadãos.</p>
<p>Daqui a 10 anos, a consulta de rotina será integralmente preditiva e molecular. Imagino um cenário onde faremos um rastreio sistemático baseado no risco genético e biológico do doente, utilizando testes salivares rápidos e ferramentas de diagnóstico altamente fiáveis para identificar assinaturas microbianas antes do aparecimento da doença clínica. Os sistemas de saúde focar-se-ão na deteção precoce e na literacia. A consulta deixará de ser um ato isolado para passar a ser um pilar central e multidisciplinar na promoção da longevidade humana.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Egas Moniz abre “a primeira consulta universitária” dedicada à dor orofacial, DTM e sono</title>
		<link>https://mediconews.pt/egas-moniz-abre-a-primeira-consulta-universitaria-dedicada-a-dor-orofacial-dtm-e-sono/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 13:04:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Dentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A <em>Egas Moniz School of Health &#38; Science</em> criou oficialmente a Consulta de Dor Orofacial, Disfunção Temporomandibular e Sono, por ocasião do Dia Nacional de Luta Contra a Dor, a 17 de outubro. Em conversa com <strong>André Mariz de Almeida</strong>, o coordenador da nova valência explicou como esta pretende trabalhar em prol da comunidade e ser um polo de investigação nestas áreas clínicas.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter iniciado, em setembro deste ano, a Pós-graduação em Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular, a <em>Egas Moniz School of Health &amp; Science</em> anunciou que a 17 de outubro – o Dia Nacional de Luta Contra a Dor, que encerra as comemorações da Semana Europeia de Luta Contra a Dor, assinalada este ano entre 13 e 17 de outubro – entrava oficialmente em funcionamento na Clínica Universitária Egas Moniz a Consulta de Dor Orofacial, Disfunção Temporomandibular e Sono.</p>
<p>André Mariz de Almeida conversou sobre este projeto – do qual é o coordenador, tal como acontece com a Pós-graduação – revelando que este começou a ser pensado, mais ou menos, em maio deste ano para agora abrir portas à comunidade de Almada, e não só, como “a primeira consulta universitária nesta área da dor orofacial, disfunção temporomandibular [DTM]e sono”.</p>
<p>O responsável admitiu durante a conversa que pretende alinhar o conceito desta consulta com as referências mundiais nesta área, nomeadamente com o trabalho realizado na Universidade de Stanford e na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, ou no King’s College, no Reino Unido, para dar resposta a um crescimento acentuado no número de diagnósticos destes quadros clínicos. “Um estudo recentemente publicado estima, atualmente, a prevalência da dor orofacial entre 10% e 15%, embora às vezes falemos em números mais perto dos 20%”, sublinhou André Mariz de Almeida. Todavia, alertou o médico dentista, as estimativas avançam com um previsível aumento da prevalência da dor orofacial e da DTM para perto dos 50% nos próximos 10 anos, o que implica fazer crescer as respostas clínicas para estes doentes.</p>
<p>Observando a rotina da Clínica Universitária Egas Moniz, de portas abertas à comunidade pela instituição de ensino superior sediada em Almada há mais de 30 anos, André Mariz de Almeida correlaciona este notório aumento de casos de dor orofacial e DTM com a maior consciencialização da sociedade para esta problemática, mas também com “as mudanças de hábitos, sobretudo na forma de gerir o stress, a depressão e a ansiedade” e a crescente necessidade de hiperfoco exigida pela sociedade. “O facto de as pessoas terem necessidade de estarem sempre focadas, de serem mais perfecionistas e overachievers leva ao aumento do bruxismo que, consequentemente, é um fator agravante para a disfunção temporomandibular e para a dor orofacial”, explica. Daí que, admite o médico dentista, muitos dos casos clínicos com estas condições que passam pelos consultórios são de pessoas ligadas à gestão, com cargos de direção e indivíduos com personalidades mais perfeccionistas.</p>
<p><strong>Trabalhar ao serviço da comunidade</strong></p>
<p>Com um longo historial de ligação à comunidade onde está inserida a Clínica Universitária Egas Moniz, a <em>Egas Moniz School of Health &amp; Science</em> pretende que a consulta agora iniciada continue esse trabalho junto da população de Almada, embora André Mariz de Almeida revele que recebem doentes de todo o País no centro de Medicina Dentária.</p>
<p>Na opinião do responsável, “o grande diferencial [da consulta] é, de longe, o facto de estar associada a uma universidade, o que permite uma facilidade de acesso muito diferente comparativamente com qualquer consulta [desta área clínica] que seja de um grupo privado”. Aliás, a aposta “na facilidade de acesso de qualquer pessoa, de qualquer nível de educação, de qualquer estrato social e económico” é um dos pilares desta nova valência da instituição universitária, assegurou o coordenador.</p>
<p>Estar inserida dentro de um polo universitário como o da <em>Egas Moniz School of Health &amp; Science</em> também representa uma mais-valia no que diz respeito ao acesso a recursos diferenciados. Para além das instalações da clínica, com mais de 100 postos de tratamento, está também à disposição dos doentes um largo número de profissionais dos quadros da instituição, especializados nas mais diferentes áreas do saber que são consideradas elementares para o acompanhamento dos casos de dor orofacial e DTM. Desde especialistas em Fisioterapia, Enfermagem, prótese dentária, Psicologia, Nutrição, a profissionais que se dedicam à estimulação magnética transcraniana e também à estimulação do nervo vago, “temos uma série de tecnologia que nos coloca a par dos melhores e conseguimos ter uma consulta preparada para discutir os casos clínicos sempre de forma integrada e multidisciplinar, no sentido de melhorar a vida do doente”, referiu André Mariz de Almeida. Neste momento, o coração da equipa é constituído por quatro médicos dentistas, especialista em Neurologia, Psicologia, Nutrição, Pneumologia e Fisioterapia, mas todo o leque de profissionais que fazem parte do corpo docente da instituição está à disposição caso surja a necessidade de acompanhamento com o decorrer da prática clínica. “O meu objetivo, enquanto profissional que se dedica a esta área há 25 anos, é conseguir ter o meu doente acompanhado de uma forma completamente sistémica, com uma grande autonomia e uma grande capacidade de gerir aquilo que é a disfunção temporomandibular e a dor orofacial”, admitiu André Mariz de Almeida.</p>
<p>Nesse âmbito, a equipa está também a preparar um panfleto de consciencialização sobre estas problemáticas e de capacitação dos doentes para distribuir na comunidade. Na visão do responsável, a capacidade de cada doente, de forma autónoma, conseguir autocuidar e gerir os problemas de DTM e dor orofacial, deixando para a equipa os momentos de agudização e manutenção, será fundamental para melhorar a qualidade de vida e a independência de cada pessoa afetada por estas condições.</p>
<p>Para um futuro que espera seja o mais imediato possível, André Mariz de Almeida pretende acrescentar à equipa alguns elementos das áreas consideradas integrativas, mas “com reconhecida eficácia e evidência”, que podem complementar o trabalho dos profissionais da instituição universitária, nomeadamente referiu a acupuntura médica, o exercício físico e a componente de suplementação vitamínica.</p>
<p><strong>Investigação: abrir portas para mais conhecimento</strong></p>
<p>Estando a Consulta de Dor Orofacial, Disfunção Temporomandibular e Sono integrada numa instituição universitária, a vertente de investigação teria de estar intrinsecamente ligada ao quotidiano dos profissionais. “É inevitável estarmos ligados à investigação e à academia e por isso a consulta estará, obviamente, associada a tudo o que serão estudos e ensaios clínicos porque, mais do que uma consulta, ou uma unidade, queremos criar uma comunidade dedicada à dor facial e à disfunção temporomandibular”, explicou o coordenador da valência.</p>
<p>Aliás, segundo adiantou, os profissionais que integram a consulta estão já ligados a alguns projetos de investigação, nomeadamente uma investigação iniciada numa tese de mestrado – associando a Medicina Dentária à Psicologia – que se debruçou sobre a ligação entre o hiperfoco, o défice de atenção e a hiperatividade e o bruxismo.</p>
<p>Outro trabalho está a investigar sobre “a memória de dor”, no sentido de perceber se pessoas que vivem com quadros de dor – como endometriose ou enxaquecas – “sentem mais dor de uma forma mais imediata, como se fosse um sinal de alarme” por estarem mais sensibilizadas a esses quadros clínicos dolorosos, resumiu o médico dentista, que enumerou ainda a investigação que estão a realizar para perceber como é que uma pessoa com dor aguda transita para um quadro de dor crónica.</p>
<p>André Mariz de Almeida acredita que ter esta consulta estruturada irá possibilitar à equipa submeter mais projetos de investigação, nomeadamente na área do sono na população neurodivergente ou, por exemplo, em jovens com trissomia 21.</p>
<p>E a breve trecho, o coordenador espera ainda ver a consulta “integrada no conceito One Health”, a trabalhar com as restantes unidades da faculdade “naquilo que é o ecossistema familiar e da sociedade, pois queremos melhorar o sono e a dor dos membros humanos da família, mas também de tudo o que gira à volta desses elementos, seja animais de companhia, animais de trabalho ou de competição. No fundo, queremos melhorar a qualidade de vida de todo o ecossistema”, concluiu.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/egas-moniz-abre-a-primeira-consulta-universitaria-dedicada-a-dor-orofacial-dtm-e-sono/">Egas Moniz abre “a primeira consulta universitária” dedicada à dor orofacial, DTM e sono</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Médico cirurgião distinguido com Medalha de Mérito pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Cirurgia Orofacial</title>
		<link>https://mediconews.pt/medico-cirurgiao-distinguido-com-medalha-de-merito-pela-sociedade-portuguesa-de-estomatologia-e-cirurgia-orofacial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 13:41:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Dentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O médico cirurgião <strong>David Ângelo</strong> acaba de ser galardoado com a Medalha de Mérito de Estomatologia, um prémio atribuído durante o 8.º Congresso Nacional de Estomatologia realizado pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Cirurgia Orofacial (SPECO), em Vilamoura. Na sua 1.ª edição, este galardão foi criado pela SPECO como forma de distinguir profissionais que se têm destacado e contribuído para a evolução da Estomatologia em Portugal e além-fronteiras.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para David Ângelo, agraciado na sessão de estreia da atribuição da Medalha de Mérito SPECO, “receber este prémio é uma honra imensa e um marco muito especial no meu percurso. Representa o reconhecimento do trabalho árduo, da dedicação à ciência e à prática clínica, e do compromisso constante com a inovação e com a melhoria da vida dos doentes. Mais do que um prémio pessoal, encaro-o como um tributo a todos aqueles que colaboraram comigo ao longo dos anos &#8211; colegas, mentores, alunos e doentes -, e que tornaram possível cada etapa desta jornada.”</p>
<p>Emoção, gratidão e sentido de responsabilidade foi o que o médico cirurgião sentiu com a atribuição desta distinção: “Ser o primeiro a receber este prémio confere-lhe um peso histórico, tornando o momento ainda mais especial. Ao mesmo tempo, aumenta o sentido de dever de continuar a honrar a confiança da comunidade científica e de abrir caminho para que outros possam também ser distinguidos no futuro.”</p>
<p>O presidente da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Cirurgia Orofacial, Gonçalo Coutinho, afirmou que a escolha para receber a Medalha de Mérito foi muito natural. &#8220;Apesar de tão jovem, tem um percurso absolutamente notável na área da articulação temporomandibular: em 2023 foi reconhecido como um dos 20 médicos mais influentes do mundo nesta área, e desde 2018 que abriu caminho como o primeiro médico português distinguido pela American e pela European Society of Temporomandibular Joint Surgeons. Soma mais de 10 prémios de investigação e mais de 40 artigos publicados, tendo sido pioneiro no desenvolvimento de técnicas cirúrgicas da articulação temporomandibular. Mas para além dos números, há algo que para nós é ainda mais importante: a forma como se tornou uma referência para internos, alunos e colegas, sempre disponível para ensinar, orientar e aconselhar.”</p>
<p>A finalizar, o presidente da SPECO explicou que a criação desta medalha era um sonho antigo da Sociedade.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estimular o debate clínico em torno dos desafios da abordagem conservadora da Medicina Dentária</title>
		<link>https://mediconews.pt/estimular-o-debate-clinico-em-torno-dos-desafios-da-abordagem-conservadora-da-medicina-dentaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 15:25:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Dentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Sofia Ambrósio</strong>, médica dentista com competências em dentisteria e reabilitação oral, da Clínica CUF S. Domingos de Rana e da Clínica CUF Medicina Dentária Braamcamp – Lisboa, fala com entusiasmo do programa e dos objetivos maiores do 4. º Congresso de Medicina Dentária CUF, agendado para o próximo dia 27 de setembro, no Auditório do Hospital CUF Tejo. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Promover um pensamento crítico perante casos clínicos, com uma abordagem que valoriza a preservação “do que é natural no nosso doente”, a pensar na longevidade dos tratamentos é o propósito do encontro. Focado no contexto de toda atividade clínica, o programa do congresso reflete também a colaboração entre as diferentes áreas da Medicina Dentária e da Medicina em geral, com destaque para a ligação com a saúde mental. Há ainda espaço para uma sessão de ação solidária no âmbito da saúde oral.</p>
<p>A presidente da Comissão Organizadora do 4. º Congresso de Medicina Dentária CUF, Sofia Ambrósio, falou em entrevista em nome dos elementos da equipa de Medicina Dentária da Clínica CUF S. Domingos de Rana, que este ano assumiu a organização deste evento.</p>
<p>O mote “Desafios da Medicina Dentária Conservadora”, como explica a médica dentista, foi uma escolha “muito natural e consensual, porque decorre da nossa prática clínica diária. Todos os dias, juntamo-nos e discutimos casos clínicos, sempre em prol de preservar e conservar o que é natural no nosso doente &#8211; dente, gengiva, osso &#8211; e de uma forma mais abrangente, também acompanhando as tendências atuais da Medicina Dentária e da Medicina em geral”, justifica Sofia Ambrósio.</p>
<p>Destacando o foco na abordagem centrada no doente, Sofia Ambrósio aponta que o programa foi pensado com detalhe, de forma a integrar as várias tendências da Medicina Dentária, “em sinergia com outras áreas médicas”, incluindo por isso a temática da relação com a saúde mental.</p>
<p>Com base na experiência clínica dos palestrantes convidados e da última evidência, serão abordadas as tendências da Medicina Dentária, nomeadamente temáticas dedicadas à peri-implantite, à regeneração periodontal, e também à Medicina Dentária em bloco operatório. E no contexto da Odontopediatria, terá lugar uma ação solidária com a participação da Associação Carol&#8217;s – O Sorriso da Esperança, que promove cuidados de saúde oral em crianças com doença oncológica.</p>
<p>Sofia Ambrósio conclui convidando à participação de todos os profissionais de saúde envolvidos nos cuidados da saúde oral, “que se reveem neste compromisso, de uma abordagem centrada no doente, e que procuram aumentar o seu conhecimento em tudo o que sejam terapêuticas minimamente invasivas e que têm um foco, neste caso, a longevidade e a previsibilidade de tratamentos”.</p>
<p>A inscrição é obrigatória, através deste <a href="https://academiacuf.up.events/activities/view/12856" target="_blank" rel="noopener"><em>link</em></a>, no qual também é possível consultar o programa do evento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ULS Algarve inaugura sala cirúrgica de Estomatologia</title>
		<link>https://mediconews.pt/uls-algarve-inaugura-sala-cirurgica-de-estomatologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 09:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Dentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve conta com uma nova área para o Serviço de Estomatologia. As novas instalações dispõem de uma sala de cirurgia para realização de intervenção maxilo-facial e três consultórios, equipados com três novos ortopantomógrafos, permitindo melhorar a oferta da assistência hospitalar e reforçar a rede de Saúde Oral dos Cuidados de Saúde Primários, como explica o presidente o Conselho de Administração da ULS do Algarve, <strong>João Ferreira</strong>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A nova sala de cirurgia de Estomatologia vai permitir libertar tempo operatório na Cirurgia de Ambulatório, que tem estado a apoiar a especialidade enquanto decorrem as obras no Bloco Operatório Central, iniciadas em junho.</p>
<p>João Ferreira destacou a importância e a necessidade premente de realizar obras de melhoria no Bloco Operatório Central, assim como as intervenções realizadas nos Serviços de Estomatologia e de Gastroenterologia, dotando os mesmos com novas salas cirúrgicas, de forma a poderem libertar horas de bloco operatório para outras especialidades, numa altura em que a Unidade Hospitalar de Faro está a remodelar os seus serviços.</p>
<p>A melhoria das condições permite ainda atrair novos profissionais, sendo que o Serviço de Estomatologia passará também a contar com mais um estomatologista, aumentando a sua resposta regional, a nível hospitalar, para seis médicos especialistas.</p>
<p>Com o renovado espaço de estomatologia vai ser possível realizar mais 600 cirurgias orais e aumentar a capacidade de consulta para 1000 consultas anuais. “A Saúde Oral na ULS Algarve, nos Cuidados de Saúde Primários, é a que tem maior cobertura a nível nacional: em 16 concelhos, temos 15 já cobertos”, refere o diretor de Serviço de Estomatologia, Joel Monteiro.</p>
<p>Esta investimento de 380 mil euros faz parte da estratégia de renovação e criação de novas valências da ULS do Algarve.</p>
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		<title>Miguel Pavão eleito para segundo mandato como bastonário dos médicos dentistas</title>
		<link>https://mediconews.pt/miguel-pavao-eleito-para-segundo-mandato-como-bastonario-dos-medicos-dentistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Freitas-Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2024 12:13:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Medicina Dentária]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=36395</guid>

					<description><![CDATA[<p>O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), <strong>Miguel Pavão</strong>, foi reeleito para um segundo mandato de quatro anos nas eleições que decorreram entre quinta-feira e sábado, indicam os resultados hoje anunciados.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a ata eleitoral, numas eleições com 1.943 votantes, a lista única apresentada por Miguel Pavão, que foi eleito pela primeira vez em junho de 2020, obteve 1.410 votos válidos, registando-se ainda 137 votos brancos e 396 nulos ou inválidos.</p>
<p>De acordo com Estatuto da OMD, o bastonário é eleito por sufrágio direto, universal e secreto de entre todos os médicos dentistas com inscrição em vigor para um mandato com a duração de quatro anos.</p>
<p>A lista candidata ao Conselho Deontológico e de Disciplina, encabeçada por João Aquino, recebeu 1.361 votos válidos, 147 votos brancos e 435 nulos e inválidos, indica ainda a ata.</p>
<p>Já a candidatura ao Conselho de Supervisão, apresentada pelos médicos dentistas por Manuel Fontes de Carvalho e Teresa Alves Canadas, foi eleita com 1.401 votos válidos, 147 brancos e 395 nulos ou inválidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: Lusa</p>
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