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	<title>Arquivo de Imunologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 Sep 2026 08:59:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Imunologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Network Immunology Meeting: reforçar a ligação entre ciência, prática e colaboração no Norte</title>
		<link>https://mediconews.pt/network-immunology-meeting-reforcar-a-ligacao-entre-ciencia-pratica-e-colaboracao-no-norte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 08:59:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num contexto clínico cada vez mais desafiante, marcado pela crescente complexidade das doenças imunomediadas e pela rápida evolução das opções terapêuticas, torna-se essencial a convergência entre conhecimento, prática e colaboração, é neste enquadramento que surge o <em>Network Immunology Meeting</em> dos Hospitais do Norte. <strong>Cristina Rosário</strong>, membro da organização do evento, partilha a visão e os objetivos desta edição, destacando a importância de criar uma rede entre profissionais, promover a atualização científica e reforçar uma abordagem multidisciplinar que responda aos desafios clínicos. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Qual é o principal objetivo desta edição do <em>Network Immunology Meeting</em> no contexto dos hospitais do Norte?</strong></p>
<p><strong>Cristina Rosário (CR) I</strong> O principal objetivo do <em>Network Immunology Meeting</em> tem sido, desde a sua criação, aproximar os profissionais que se dedicam às doenças imunomediadas nos diferentes hospitais da região Norte, criando um espaço de atualização científica, discussão e partilha de experiências.</p>
<p>Nesta 7.ª edição, que temos o prazer de organizar em Matosinhos, procuramos manter essa identidade, construindo um programa muito orientado para a prática clínica e para os desafios que encontramos no dia a dia. Mais do que uma reunião centrada numa única especialidade, queremos reforçar uma verdadeira rede de colaboração entre profissionais e instituições, algo particularmente importante numa área tão transversal e complexa como a Imunologia Clínica.</p>
<p><strong>NF | O programa inclui temas como vasculites associadas a ANCA, terapias anti-IL-5 e imunodeficiência secundária. Qual é a importância destes temas para a atualização científica dos profissionais de saúde?</strong></p>
<p><strong>CR I</strong> São áreas em que temos assistido a uma evolução muito significativa nos últimos anos, quer na compreensão dos mecanismos da doença, quer nas possibilidades de diagnóstico, monitorização e tratamento.</p>
<p>As vasculites associadas a ANCA são um excelente exemplo: continuamos a lidar com doenças potencialmente graves e multissistémicas, mas dispomos hoje de novas estratégias terapêuticas e de uma abordagem cada vez mais individualizada. No caso da granulomatose eosinofílica com poliangeíte, a utilização de terapêuticas dirigidas à IL-5 veio modificar de forma importante o paradigma terapêutico.</p>
<p>Por outro lado, a imunodeficiência secundária é uma realidade cada vez mais presente na prática clínica, nomeadamente pela utilização crescente de terapêuticas imunomoduladoras e imunossupressoras. Reconhecê-la, avaliar o risco infecioso e saber quando e como intervir são questões muito relevantes para quem acompanha estes doentes.</p>
<p>A atualização nestas áreas tem, por isso, uma tradução muito concreta nas decisões clínicas que tomamos diariamente.</p>
<p><strong>NF | De que forma este evento promove a partilha de conhecimento e a colaboração entre diferentes especialidades médicas?</strong></p>
<p><strong>CR I</strong> Essa é precisamente uma das características que mais valorizamos neste encontro. As doenças imunomediadas raramente ficam confinadas a um único órgão ou especialidade e, por isso, exigem frequentemente uma abordagem multidisciplinar.</p>
<p>O próprio programa foi construído com essa preocupação. Vamos falar, por exemplo, da interface entre as doenças autoimunes e a Cirurgia e da relação entre doença autoimune e neoplasia, juntando diferentes perspetivas sobre problemas que são comuns na prática clínica.</p>
<p>Ao reunir profissionais de diferentes especialidades e de diferentes hospitais, criamos também a oportunidade para discutir experiências, conhecer diferentes formas de organização e estabelecer contactos que podem continuar para além do próprio encontro. É essa lógica de rede que está, aliás, na origem do <em>Network Immunology Meeting</em>.</p>
<p><strong>NF | Qual o impacto que esperam que este encontro tenha na prática clínica dos participantes?</strong></p>
<p><strong>CR I</strong> Gostaríamos que os participantes terminassem o encontro não apenas com conhecimento atualizado, mas também com ferramentas e ideias que possam efetivamente transportar para a sua prática clínica.</p>
<p>Esperamos contribuir para uma maior capacidade de reconhecer situações complexas, selecionar e monitorizar novas terapêuticas e antecipar algumas das suas complicações, mas também para reforçar a importância da discussão multidisciplinar e da referenciação atempada.</p>
<p>Se, para além da atualização científica, conseguirmos aproximar profissionais e instituições e facilitar futuras colaborações entre os hospitais do Norte, teremos cumprido um dos principais objetivos deste encontro. O evento ocorre no dia 19 de setembro.</p>
<p>Faça a sua inscrição <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe7NpJNQqd4jGz2ygOI-XZ53XmmDsiXxZUwBFRqygKFq1pU4Q/viewform?hl=en_US" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>“Building Bridges to the Future”: o futuro da autoimunidade em Portugal</title>
		<link>https://mediconews.pt/building-bridges-to-the-future-o-futuro-da-autoimunidade-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:25:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Perante a crescente complexidade das doenças autoimunes, o Congresso Nacional de Autoimunidade surge como um espaço essencial para a atualização científica, a colaboração entre especialidades e a promoção de uma Medicina mais integrada e centrada no doente.  Em antevisão ao encontro, <strong>Carlos Carneiro</strong>, presidente do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI), destaca o investimento claro na “formação, na ligação entre gerações de clínicos e na proximidade à comunidade” como as principais mais-valias desta edição. Assista às declarações.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os formatos inovadores, sobressai o <em>Clinical Escape Game</em>, descrito como “uma aposta altamente diferenciadora e interativa”, que desafia os participantes a “tentar decifrar o diagnóstico”. Para Carlos Carneiro, esta abordagem reflete “a aposta no ensino centrado na participação ativa e no desenvolvimento das competências clínicas”.</p>
<p>O Congresso inclui ainda diversas atividades, como o curso pré-congresso “Update on Antiphospholipid Syndrome”, sessões científicas, tertúlias e até um passeio com piquenique em Penafiel, a cidade anfitriã. A recetividade aos novos formatos “está a ultrapassar as nossas melhores expectativas”, refere, apontando o sucesso dos cursos pré-congresso e a integração de médicos dos Cuidados de Saúde Primários em iniciativas formativas específicas. Uma evolução que considera “muito importante” para uma abordagem “conjunta, ativa e de relação biónica entre colegas”.</p>
<p>Pela primeira vez, o Congresso integra-se numa lógica mais alargada de proximidade à comunidade. “Optámos por ter um conjunto de atividades que vão desde a literacia em saúde à aproximação entre a comunidade médica e os doentes”, explica, sublinhando a importância de promover o debate sobre temas como sustentabilidade e inovação em saúde.</p>
<p>Sob o lema “Building Bridges to the Future”, o congresso assume como prioridade a construção de pontes entre especialidades e níveis de cuidados. “Não podemos dizer que um doente autoimune está alocado a uma única especialidade”, alerta, defendendo que estes doentes “devem ser partilhados de forma ativa”, de modo a garantir uma abordagem integrada e centrada na pessoa.</p>
<p>Essa visão traduz-se numa forte aposta na multidisciplinaridade. “A partilha entre várias especialidades, entre as várias gerações e entre os Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares vai contribuir para que o doente seja abordado como um todo”, afirma, destacando também o trabalho desenvolvido ao longo do ano através de reuniões descentralizadas por todo o país.</p>
<p>A investigação em autoimunidade será outro dos pilares do encontro, com destaque para biomarcadores e Medicina personalizada. Ainda assim, o especialista sublinha que “estas são ferramentas que devem auxiliar o diagnóstico”. mas que este “deve continuar a ser maioritariamente clínico”, na medida em que estas ferramentas “devem apoiar, mas não substituir uma história clínica completa e um exame objetivo rigoroso”. Ainda assim, reconhece o impacto crescente da inovação dado que “o aparecimento de anticorpos específicos e estratégias como o treat-to-target confere-nos uma melhor ação e sustentabilidade no tratamento destes doentes”, contribuindo para uma Medicina cada vez mais personalizada.</p>
<p>Um dos momentos relevantes será a apresentação do Registo Informático de Doenças Autoimunes (RIDAI), recentemente relançado. Com “cerca de 10 000 doentes e 41 centros registados”, permite gerar dados de vida real fundamentais. “Dá-nos uma abordagem daquilo que temos na realidade dos nossos doentes e não apenas dos estudos”, explica, acrescentando que o registo já está integrado em projetos internacionais e deverá evoluir com novas ferramentas, incluindo inteligência artificial.</p>
<p>A terminar, Carlos Carneiro deixa uma mensagem centrada na essência da prática médica: “Não devemos olhar para o futuro sem viver o presente, mas sem nunca esquecer o passado.” E reforça: “Estamos a lidar com pessoas e a relação que temos com os nossos doentes é fundamental.” Para o especialista, a atualização científica deve caminhar lado a lado com a empatia, a colaboração e a capacidade de adaptação aos desafios emergentes.</p>
<p>O XII Congresso Nacional de Autoimunidade e a XXXI Reunião Anual do Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes decorrem entre 18 e 20 de junho de 2026, em Penafiel.</p>
<p>Saiba mais do evento <a href="https://www.spmi.pt/xii-congresso-nacional-de-autoimunidade-xxxi-reuniao-anual-do-nedai/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo TRANSfORM evidencia a importância de reavaliar o tratamento dos doentes com lupus eritematoso sistémico em Portugal</title>
		<link>https://mediconews.pt/estudo-transform-evidencia-a-importancia-de-reavaliar-o-tratamento-dos-doentes-com-lupus-eritematoso-sistemico-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:30:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reumatologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estudo TRANSfORM constitui uma das primeiras iniciativas nacionais destinadas a caracterizar, em contexto de vida real, a utilização de corticosteroides no tratamento do lupus eritematoso sistémico (LES) em Portugal. Os resultados foram apresentados no 15th <em>European Lupus Meeting</em>, realizado em Lisboa, apontando para a necessidade de alinhar a prática clínica com as recomendações terapêuticas internacionais mais recentes.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O LES é uma doença autoimune crónica que afeta cerca de 0,1% da população portuguesa. Apesar de os glucocorticoides continuarem a desempenhar um papel central no controlo da doença, a evidência científica tem demonstrado que a sua utilização prolongada está associada a efeitos adversos significativos e ao aumento de dano irreversível no órgão. Neste contexto, as recomendações internacionais mais recentes defendem a redução da dose de manutenção para valores inferiores ou iguais a 5 mg/dia de prednisolona (ou equivalente) e, sempre que possível, recomendam a sua suspensão.</p>
<p>Perante a escassez de dados nacionais sobre a utilização real destes fármacos, o estudo TRANSfORM foi desenvolvido com o objetivo de caracterizar os padrões terapêuticos de utilização de corticosteroides no LES em Portugal e avaliar o seu alinhamento com as recomendações clínicas atuais. Como explica Luís Inês, investigador principal do estudo, “há falta de dados para compreender em que medida é que [os glucocorticoides] são usados e como são usados, e se [estão] alinhados ou não com a boa prática clínica”.</p>
<p>A importância desta análise é reforçada por Rita Mendes, presidente da Associação de Doentes com Lúpus, que sublinha a relevância do TRANSfORM afirmando que “não existia nenhum estudo feito acerca destes doentes e quais é que são as consequências” dos tratamentos com corticosteroides. O estudo permitiu, assim, compreender melhor a população que utiliza esta terapêutica, analisando idade, comorbilidades e padrões de tratamento.</p>
<p>O TRANSfORM foi um estudo observacional, transversal e multicêntrico, conduzido em 152 farmácias comunitárias afiliadas à Associação Nacional das Farmácias (ANF). Os participantes foram adultos com diagnóstico médico (auto-reportado) de LES, identificados através de prescrição de hidroxicloroquina, sinalização pelos farmacêuticos ou autorreferência após divulgação do estudo nas farmácias. A recolha de dados foi realizada através de questionários eletrónicos, que incluíam informação sociodemográfica, clínica e farmacológica.</p>
<p>O recrutamento decorreu entre junho e novembro de 2025, tendo sido incluídos 339 doentes. A amostra foi composta por 90,6% participantes do sexo feminino e 68,1% tinham mais de 50 anos. Entre os doentes incluídos, 51,3% utilizavam corticoterapia oral, permitindo caracterizar de forma detalhada os padrões de utilização destes medicamentos.</p>
<p>Os resultados do estudo demonstram uma utilização prolongada de corticosteroides orais entre os doentes com LES. Entre os participantes que utilizavam estes fármacos, 86,7% referiram uma duração de tratamento igual ou superior a três meses, evidenciando a persistência da corticoterapia na gestão da doença.</p>
<p>Segundo Hugo Martinho, diretor médico da AstraZeneca, “existe uma elevada exposição à corticoterapia nos doentes com LES, uma exposição sistémica a fármacos que, como sabemos, têm efeitos secundários muito relevantes”.</p>
<p>No que diz respeito ao regime terapêutico, a maioria dos doentes encontrava-se em esquemas de dose fixa (76,5%). Verificou-se que 24,4% destes utilizadores apresentavam doses superiores ao objetivo de manutenção recomendado, isto é, acima de 5 mg por dia de equivalente de prednisolona, limite definido pelas recomendações mais recentes da EULAR/ACR para a gestão do LES.</p>
<p>A análise indicou ainda que mais de 80% dos doentes apresentam comorbilidades ou fatores de risco associados à utilização de corticoterapia oral, um dado considerado particularmente preocupante. Para Hugo Martinho, a “utilização significativa, prolongada e persistente de corticoides na pessoa com LES” corresponde a uma situação que, “de acordo com as guidelines internacionais, não deve ocorrer”.</p>
<p>Além desta elevada exposição, o estudo identificou outros aspetos críticos na gestão terapêutica do LES em Portugal. António Marinho, investigador principal do estudo, destaca que os dados indicam “uma baixa utilização de imunossupressores”, sugerindo que a prática clínica ainda não acompanha plenamente a evolução das recomendações científicas.</p>
<p>Neste contexto, Hugo Martinho sublinha a importância de explorar alternativas terapêuticas que permitam reduzir a dependência da corticoterapia. Segundo o diretor médico da AstraZeneca, o objetivo passa por compreender “de que forma é que outro tipo de terapêuticas, nomeadamente a terapêutica imunossupressora e as terapêuticas biológicas, podem contribuir para controlar a inflamação e, permitir o atingimento da remissão da doença, que é o principal objetivo na gestão do LES”.</p>
<p>António Marinho reforça esta perspetiva ao referir que a “utilização precoce de imunossupressores biotecnológicos para o controlo adequado da doença e baixar rapidamente o uso de corticoides […] são dados científicos mais que validados”. Ainda assim, reconhece que a implementação destas estratégias na prática clínica “ainda está um pouco aquém daquilo que é necessário”.</p>
<p>Uma das características diferenciadoras do TRANSfORM foi a integração da perspetiva dos próprios doentes, permitindo compreender melhor a realidade terapêutica além da perspectiva clínica. Segundo Luís Inês, esta abordagem é fundamental porque “perguntando aos próprios doentes é a única forma viável de saber qual é a real situação na prática clínica em Portugal e na população real de pessoas com LES”. A inclusão desta dimensão permitiu identificar comportamentos de autogestão da medicação por parte dos doentes. Cerca de 20% dos doentes que utilizam corticoides referiram ajustar a medicação de forma autónoma, prática considerada inadequada. Como alerta Luís Inês, “o uso de forma livre consoante a pessoa se sente melhor ou pior é uma forma de utilização que não é aceitável porque leva a maus resultados e a um risco muito grande de aumento de efeitos adversos”.</p>
<p>Perante esta realidade, Luís Inês sublinha a importância de reforçar a comunicação entre médico e doente e promover uma tomada de decisão partilhada no controlo da doença. O especialista alerta que a autogestão da corticoterapia deve ser evitada, uma vez que “estar a fazer uma autogestão do tratamento com glucocorticoides é uma prática que é muito negativa e que tem que ser corrigida”. Nesse sentido, defende que o acompanhamento clínico deve assentar numa relação mais próxima entre profissionais de saúde e doentes, baseada em diálogo e alinhamento terapêutico. Como refere, a solução passa por “uma boa conversa e alinhamento de decisão entre o médico e a pessoa com LES”, assegurando que quaisquer ajustes ao tratamento são realizados de forma segura e devidamente orientada.</p>
<p>Segundo Rita Mendes, o foco central reside no “controlo da doença e o aumento da qualidade de vida do doente”. Para o alcançar, sublinha a necessidade de cuidados assentes numa relação de confiança que permita ao doente “esclarecer todas as suas dúvidas com o seu médico”. Complementarmente, defende uma terapêutica eficaz e de baixo impacto nos órgãos, assegurando “uma maior qualidade de vida para o doente, seja qual for a terapêutica”.</p>
<p>O TRANSfORM destaca-se também pelo modelo colaborativo que sustentou o projeto, envolvendo indústria farmacêutica, academia, farmácias comunitárias e associação de doentes. Segundo Hugo Martinho, o projeto reuniu “uma diversidade de parceiros, como UBI, ICBAS, Associação de Doentes com Lupus, AstraZeneca e a ANF através do CIENTIS”, sendo este envolvimento determinante para o recrutamento de participantes e para a construção de uma amostra representativa da realidade portuguesa.</p>
<p>O estudo TRANSfORM fornece o primeiro retrato nacional abrangente da utilização de corticosteróides no tratamento do LES em Portugal, revelando uma exposição significativa a estes fármacos e identificando desafios importantes na gestão da doença. Os resultados reforçam a necessidade de aproximar a prática clínica das recomendações internacionais, promover o acesso a terapêuticas inovadoras e otimizar a comunicação entre médicos e doentes.</p>
<p>Como sintetiza António Marinho, esta evidência permite “perceber o que é que estamos a fazer mal e podermos corrigir, garantindo que os nossos doentes tenham acesso à inovação e aos melhores tratamentos”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estudo-transform-evidencia-a-importancia-de-reavaliar-o-tratamento-dos-doentes-com-lupus-eritematoso-sistemico-em-portugal/">Estudo TRANSfORM evidencia a importância de reavaliar o tratamento dos doentes com lupus eritematoso sistémico em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Guia de Imunologia Clínica: a nova referência nacional na abordagem às doenças autoimunes</title>
		<link>https://mediconews.pt/guia-de-imunologia-clinica-a-nova-referencia-nacional-na-abordagem-as-doencas-autoimunes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 16:45:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O NEDAI lançou recentemente o Guia de Imunologia Clínica, um material de apoio que visa “responder às crescentes exigências científicas e clínicas no domínio das doenças autoimunes” e “reforçar a qualidade dos cuidados prestados às pessoas com doenças autoimunes em Portugal”. Para <strong>Carlos Carneiro</strong>, presidente do NEDAI, trata-se de um trabalho “único, relevante e de referência”, concebido para apoiar os profissionais de saúde face ao ritmo acelerado da inovação terapêutica e à complexidade crescente das doenças autoimunes. Leia as declarações do especialista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/guia-de-imunologia-clinica-a-nova-referencia-nacional-na-abordagem-as-doencas-autoimunes/">Guia de Imunologia Clínica: a nova referência nacional na abordagem às doenças autoimunes</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Qual é o principal objetivo do Guia de Imunologia Clínica promovido pelo NEDAI?</strong></p>
<p><strong>Carlos Carneiro (CC) |</strong> O Guia de Imunologia, pretende responder às crescentes exigências científicas e clínicas na área da autoimunidade e reforçar a qualidade dos cuidados prestados às pessoas com doenças autoimunes em Portugal. um contexto em que a inovação terapêutica tem avançado a um ritmo avassalador, em diversidade, profundidade e precisão. Este cenário exige dos clínicos um conhecimento cada vez mais aprofundado da Imunologia clínica, dos mecanismos fisiopatológicos subjacentes às doenças e da atuação e dos potenciais efeitos secundários dos fármacos disponíveis. A velocidade e a amplitude do avanço do conhecimento impõem uma atualização constante e uma transversalidade do saber nas diferentes áreas das doenças imunomediadas.</p>
<p><strong>NF | Quem são os destinatários do guia e em que contextos este material de apoio se revela mais útil?</strong></p>
<p><strong>CC |</strong> O Guia de Imunologia foi pensado para todos os profissionais de saúde que, de forma regular ou pontual, contactam com pessoas com patologia autoimune. Destina-se a internos e especialistas de Medicina Interna, mas também a médicos de outras especialidades, refletindo a missão do NEDAI de promover uma abordagem multidisciplinar destas doenças, muitas das quais com envolvimento sistémico. A ambição é que este guia de bolso tenha um papel fundamental tanto no ambulatório como na atividade assistencial hospitalar e nos Cuidados de Saúde Primários.</p>
<p><strong>NF | Quais as características que tornam o guia uma referência em patologias autoimunes e que lacunas pretende colmatar?</strong></p>
<p><strong>CC |</strong> Pretende-se que este guia seja um instrumento de aprendizagem, de estudo e de discussão clínica. Apesar da existência de múltiplas fontes de informação, é fundamental termos um guia de fácil acesso que reúna, de forma sistemática, a abordagem diagnóstica e as opções terapêuticas nas principais patologias autoimunes de forma atualizada e de acordo com as melhores práticas tanto a nível terapêutica como diagnostica.</p>
<p><strong>NF |  Por que é descrito como uma obra de construção coletiva?</strong></p>
<p><strong>CC |</strong> Este é o primeiro guia de construção coletiva promovido pelo NEDAI, resultando de um processo colaborativo que reuniu a experiência assistencial, académica e de investigação dos seus membros. Muitos dos autores têm reconhecimento nacional e internacional, o que torna esta obra “única, relevante e de referência”. As recomendações apresentadas baseiam-se no conhecimento atual, na experiência clínica dos especialistas envolvidos e nas mais recentes normas de orientação clínica e boas práticas médicas.</p>
<p><strong>NF | Que mensagem gostaria de deixar aos utilizadores deste guia e à comunidade que acompanha doenças autoimunes?</strong></p>
<p><strong>CC |</strong> Um Guia de Imunologia atua como uma ponte entre a complexidade da ciência básica e a prática clínica, pois o diagnóstico destas patologias pode demorar, em média, entre três e cinco anos. Consideradas frequentemente “doenças imitadoras”, devido à inespecificidade dos sintomas iniciais, como fadiga, dor articular ou febre baixa, as doenças autoimunes beneficiam de ferramentas que ajudem o clínico a reconhecer padrões e a orientar de forma adequada o pedido de exames e de anticorpos específicos. O diagnóstico precoce pode evitar danos estruturais irreversíveis nos órgãos e ser um auxílio decisivo na escolha da terapêutica mais adequada e no encaminhamento atempado para o especialista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/guia-de-imunologia-clinica-a-nova-referencia-nacional-na-abordagem-as-doencas-autoimunes/">Guia de Imunologia Clínica: a nova referência nacional na abordagem às doenças autoimunes</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sanofi destaca progressos no tratamento das doenças inflamatórias da pele com novos dados apresentados no EADV</title>
		<link>https://mediconews.pt/sanofi-destaca-progressos-no-tratamento-das-doencas-inflamatorias-da-pele-com-novos-dados-apresentados-no-eadv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 14:23:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=42524</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante o congresso da <em>European Academy of Dermatology and Venereology</em> (EADV), em Paris, França, entre os dias 17 e 20 de setembro, a Sanofi, em parceria com a Regeneron, apresentaram estudos que avaliaram o impacto de terapêuticas em várias doenças inflamatórias da pele, como dermatite atópica (DA), prurigo nodular (PN) e urticária crónica espontânea (UCE). Do vasto <em>pipeline</em> de Imunologia, foram partilhados os primeiros resultados do estudo HS-OBTAIN de Fase 2a, ensaio clínico em doentes adultos com hidradenite supurativa (HS) moderada a grave.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/sanofi-destaca-progressos-no-tratamento-das-doencas-inflamatorias-da-pele-com-novos-dados-apresentados-no-eadv/">Sanofi destaca progressos no tratamento das doenças inflamatórias da pele com novos dados apresentados no EADV</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>“A vasta quantidade de dados apresentada no EADV é um reflexo do nosso compromisso contínuo em desenvolver terapêuticas transformadoras para tratar pessoas que vivem com doenças inflamatórias crónicas da pele, muitas delas com necessidade urgente de novas opções terapêuticas”, afirmou Alyssa Johnsen, MD, PhD, Global Therapeutic Area Head, Immunology and Oncology Development da Sanofi. “Os dados de Dupixent reforçam a crescente evidência na dermatite atópica, incluindo resultados clínicos e em contexto de vida real que avaliam os efeitos a longo prazo em crianças e também em adultos com diferentes tipos de pele. Além disso, os primeiros resultados em hidradenite supurativa apoiam a estratégia de atuar em vias combinadas como uma abordagem promissora para reduzir a inflamação e melhorar a doença.”</em></p>
<p>As apresentações em destaque incluíram dados do programa clínico de Dupixent, com estudos em dermatite atópica (DA), prurigo nodular (PN) e urticária crónica espontânea (UCE). Entre os principais <em>posters</em>:</p>
<p><strong>Dermatite atópica</strong></p>
<ul>
<li><strong>Estudo LIBERTY PEDS AD (NCT03345914):</strong> análise sobre o impacto de Dupixent no crescimento de crianças com DA.</li>
<li><strong>Estudo DISCOVER (NCT05590585):</strong> análise que avaliou o efeito de Dupixent na estrutura da pele em pessoas melanodérmicas, incluindo lesões e espessura epidérmica, medidos através de técnica de imagem 3D em adultos.</li>
<li>Três <em>abstracts</em> de estudos de extensão (abertos) e de vida real que avaliaram os efeitos de Dupixent a longo prazo, até quatro anos, em crianças melanodérmicas.</li>
</ul>
<p><strong>Prurigo nodular</strong></p>
<ul>
<li><strong>Estudos PRIME e PRIME2 (NCT04183335 e NCT04202679):</strong> análises sobre o impacto de Dupixent na carga multidimensional da doença, incluindo lesões físicas e sintomas como prurido, dor e ardor cutâneo, bem como a carga emocional associada ao embaraço e à autoestima.Urticária crónica espontânea</li>
<li><strong>Estudos CUPID A e C (NCT04180488):</strong> avaliação dos efeitos precoces e sustentados de Dupixent no prurido e nas lesões de urticária.</li>
</ul>
<p>Os resultados de segurança destes estudos mostraram-se, em geral, consistentes com o perfil de segurança já conhecido de Dupixent nas suas indicações dermatológicas aprovadas.</p>
<p><strong><em>Pipeline</em> de Imunologia</strong></p>
<p>Foram também apresentados novos dados da <em>pipeline</em> de Imunologia da Sanofi, incluindo estudos em hidradenite supurativa (HS) moderada a grave, dermatite atópica moderada a grave e urticária crónica espontânea. Entre as principais apresentações orais destacaram-se:</p>
<ul>
<li><strong>Estudo HS-OBTAIN, Fase 2a (NCT05849922):</strong> resultados às 16 semanas de eficácia e segurança em adultos com HS moderada a grave.</li>
<li><strong>Estudo STREAM-AD, Fase 2b (NCT05131477):</strong> resultados às 52 semanas de manutenção da resposta ao tratamento em DA moderada a grave.</li>
<li><strong>Estudo RILECSU, Fase 2 (NCT05107115):</strong> resultados às 12 semanas sobre os efeitos do tratamento no angioedema em doentes com UCE moderada a grave.</li>
<li><strong>Estudo de prova de mecanismo:</strong> avaliou um novo anticorpo monoclonal na redução da inflamação cutânea através das vias IL1 e IL36.</li>
</ul>
<p>Os medicamentos em investigação permanecem em desenvolvimento e não devem ser retiradas conclusões definitivas quanto à sua eficácia ou segurança.</p>
<p>Conheça toda a informação <a href="https://ml-eu.globenewswire.com/Resource/Download/25c4c138-b066-48f1-becd-521b8b2a0e9d" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/sanofi-destaca-progressos-no-tratamento-das-doencas-inflamatorias-da-pele-com-novos-dados-apresentados-no-eadv/">Sanofi destaca progressos no tratamento das doenças inflamatórias da pele com novos dados apresentados no EADV</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ortomonitorização na artrite inflamatória: “Queremos oferecer uma visão contínua e real do estado da doença”</title>
		<link>https://mediconews.pt/ortomonitorizacao-na-artrite-inflamatoria-queremos-oferecer-uma-visao-continua-e-real-do-estado-da-doenca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 12:06:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O NEDAI distinguiu <strong>Ana Mafalda Abrantes</strong> pelo seu projeto denominado de “Ortomonitorização – uma alternativa na deteção e monitorização da artrite inflamatória”, que propõe um dispositivo inovador para recolha de dados clínicos não invasivos que visam otimizar o diagnóstico e a monitorização da artrite inflamatória. Em entrevista à News Farma, a internista da ULS de Santa Maria destaca o impacto da distinção e o contributo desta abordagem para a prática clínica. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Como recebeu o reconhecimento do NEDAI e que importância atribui a esta distinção, tanto a nível pessoal como profissional?</strong></p>
<p><strong>Ana M. Abrantes (AMA) |</strong> Importa salientar que este projeto é verdadeiramente multidisciplinar, desenvolvido em parceria entre clínicos e engenheiros. A parte clínica é assegurada por médicos internistas especialistas em doenças imunomediadas, que trazem o conhecimento sobre as patologias, as  necessidades dos doentes e as lacunas da prática clínica atual. Por outro lado, a equipa de Engenharia, composta por especialistas em Física e  Biomédica, assegura a transformação de um protótipo em soluções tecnológicas concretas – neste caso, o desenvolvimento de uma ortótese capaz de recolher dados objetivos e de forma não invasiva para deteção de  artrite inflamatória.</p>
<p>Esta distinção do NEDAI é um reconhecimento muito importante para mim e  para toda a equipa envolvida, na medida em que reforça a qualidade do projeto. A nível pessoal trata-se de uma motivação acrescida para investir na investigação clínica e translacional, indo de encontro às dificuldades e questões que encontro na minha prática clínica diária. A nível profissional, sublinha a confiança depositada nesta equipa, reconhecendo o nosso compromisso em encontrar soluções inovadoras para os problemas reais dos doentes e amplia a visibilidade do projeto, abrindo portas para colaborações futuras. Recebemos <em>feedback</em> muito positivo na apresentação do projeto e sugestões adicionais que certamente o enriqueceram.</p>
<p><strong>NF | Que impacto a monitorização contínua pode ter na personalização do tratamento e na melhoria da qualidade de vida dos doentes com artrite inflamatória?</strong></p>
<p><strong>AMA | </strong>A monitorização contínua permite ter, pela primeira vez, uma visão dinâmica e real do comportamento inflamatório articular ao longo do dia e em diferentes contextos. Isto dá-nos uma ferramenta poderosa para personalizar o tratamento e não apenas com base no que é observado em consulta. Além  disso, empodera os doentes, dando-lhes um papel ativo no controlo da  doença, aumentando a adesão ao tratamento e melhorando a sua qualidade de vida. Atualmente, para avaliarmos a atividade inflamatória nas  articulações, dependemos de métodos como a ecografia, que são muito úteis mas têm limitações: são exames pontuais, feitos num único momento, dependem da disponibilidade do equipamento e do operador, e muitas vezes obrigam o doente a esperar por marcação.</p>
<p>Com este dispositivo, conseguimos ultrapassar essas barreiras – passamos a ter acesso a informação contínua, recolhida diretamente no dia a dia do doente, sem necessidade de esperar por uma consulta ou exame. Mesmo  em contexto de consulta, dá-nos respostas imediatas. Em resumo, não substituímos a ecografia, mas damos um passo em frente, oferecendo algo  que até agora não estava acessível na prática clínica: monitorização em tempo real.</p>
<p><strong>NF | Existem casos em que a ortomonitorização revelou aspetos da doença que passariam despercebidos com as avaliações tradicionais? Pode partilhar algum exemplo?</strong></p>
<p><strong>AMA |</strong> O dispositivo ainda se encontra em desenvolvimento pelo que não consigo concretizar com exemplos reais. Contudo, acredito que o seu uso acrescentará valor indiscutível à semiologia convencional, sobretudo em casos de artrite subclínica ou quando persistência de dúvida diagnóstica. Sabemos também que estes doentes têm sintomas flutuantes ao longo do dia e agravamento clínico em alguns contextos, como <em>stress</em>, que podem não ser captados em consulta ou através de avaliações ecográficas pontuais.</p>
<p>Acredito que, com a conclusão do projeto, poderei em breve ter exemplos concretos que ilustrem este impacto.</p>
<p><strong>NF | Quais as perspetivas futuras da ortomonitorização? Considera que esta abordagem poderá vir a integrar as recomendações clínicas futuras na gestão da artrite inflamatória?</strong></p>
<p><strong>AMA |</strong> As perspetivas futuras são promissoras. Após validação em estudos de maior  escala, acredito que a ortomonitorização se estabelecerá como um complemento à abordagem tradicional com recurso a ecografia articular, quer para diagnóstico precoce destes doentes, quer no seu seguimento. A ecografia articular fornece  dados muito relevantes mas é dependente do operador, tem uma curva de aprendizagem relativamente longa, não está disponível em todos os centros e, nos que têm esse método, é difícil chegar em tempo útil a todos os doentes, dado o elevado número de pedidos. Esta solução permitirá reduzir custos em saúde associados a pedido de exames complementares de diagnóstico, mitigar o <em>burden</em> de doença e ajuste terapêutico de forma mais precoce e personalizada.</p>
<p>A possibilidade de monitorização remota, em casos em que tal seja clinicamente  justificado, contribuirá para um envolvimento mais ativo dos doentes no controlo da sua doença, aumentando a adesão ao tratamento instituído, estabelecendo uma relação médico doente mais coesa e permitindo antecipar consultas de  seguimento e instituição terapêutica. Naturalmente, sendo vastos os benefícios penso que a utilização deste dispositivo poderá vir a integrar recomendações clínicas futuras.</p>
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		<title>Erros inatos da imunidade: “A maior fonte de compreensão para a imunologia humana”</title>
		<link>https://mediconews.pt/erros-inatos-da-imunidade-a-maior-fonte-de-compreensao-para-a-imunologia-humana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 12:17:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=42168</guid>

					<description><![CDATA[<p>No âmbito do 13.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica, <strong>Magda Carneiro Sampaio</strong>, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), destacou a evolução do conhecimento sobre os erros inatos da imunidade, a nova designação para as imunodeficiências primárias.  Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista, Magda Carneiro Sampaio destacou o crescimento significativo desta área e a sua importância. “Procurei mostrar o quanto esta área do conhecimento, este grupo de doenças, cresceu em número e cresceu em importância nas últimas décadas”. Desde a descrição da primeira imunodeficiência primária em 1952, “existem hoje 555 doenças bem caracterizadas&#8221;.</p>
<p>Embora cada doença seja rara, o conjunto já não é incomum. Para Magda Carneiro Sampaio, o estudo destes casos &#8220;traz a maior fonte de compreensão para a Imunologia humana”. Esta investigação, sublinhou, “permite compreender muito bem os mecanismos imunológicos humanos e, com isso, tratar não só esses doentes como também pessoas com doenças mais frequentes, por exemplo, cancro, doenças reumatológicas, doenças atópicas e outras”.</p>
<p>Na sua segunda palestra, a professora da FMUSP abordou a síndrome hemofagocítica, uma doença grave e rara que nas formas secundárias “talvez não sejam tão raras”. Para Magda Carneiro Sampaio, é necessário “pensar mais nessa doença e diagnosticar mais, porque deve estar presente&#8221;. Esta condição, que provoca inflamação sistémica e risco de vida, &#8220;também tem permitido se entender muito sobre a resposta imune e o desenvolvimento de medicamentos imunobiológicos e pequenas moléculas”.</p>
<p>Entre os avanços no tratamento, Magda Carneiro Sampaio destacou o transplante alogénico de células hematopoéticas. “Isso é a possibilidade de sobrevida das formas mais graves”, explicou. Contudo, reforçou que o futuro está na terapia génica personalizada, na qual se &#8220;corrige a célula do próprio doente. Existem já pelo menos cinco doenças que têm protocolos muito bem-sucedidos e a perspectiva é enorme. [&#8230;] Para mim é o grande futuro. O futuro é promissor”.</p>
<p>Para concluir, a professora expressou a sua esperança: “Eu ainda espero ver estes doentes que nascem com estas doenças serem curados e terem uma vida normal”.</p>
<p>O SPAP ocorreu de 29 a 31 de maio, no Grande Hotel do Luso.</p>
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		<item>
		<title>“O tratamento dos nossos doentes tem de ser integrado e multidisciplinar” afirma presidente do XI Congresso Nacional de Autoimunidade</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-tratamento-dos-nossos-doentes-tem-de-ser-integrado-e-multidisciplinar-afirma-presidente-do-xi-congresso-nacional-de-autoimunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 08:40:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=41430</guid>

					<description><![CDATA[<p><strong>Margarida Jacinto</strong>, presidente do XI Congresso Nacional de Autoimunidade &#124; XXX Reunião Anual do NEDAI, assumiu uma voz ativa na renovação do evento e na dinamização da especialidade. “Esta edição foi diferente das habituais. Tentámos mudar alguns temas e trazer outras especialidades para o nosso Congresso, porque consideramos que o tratamento dos nossos doentes tem de ser integrado e multidisciplinar”, começa por referir em entrevista à News Farma. Assista às declarações.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-tratamento-dos-nossos-doentes-tem-de-ser-integrado-e-multidisciplinar-afirma-presidente-do-xi-congresso-nacional-de-autoimunidade/">“O tratamento dos nossos doentes tem de ser integrado e multidisciplinar” afirma presidente do XI Congresso Nacional de Autoimunidade</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a especialista, esta mudança adveio da “necessidade de juntar diferentes profissionais, diferentes serviços, diferentes olhares para um tratamento mais eficaz, mais humano e mais justo para os nossos doentes”.</p>
<p>Além da abertura a outras áreas médicas, a organização apostou em temas da atualidade, como a inteligência artificial, e convidou especialistas nacionais e internacionais para debaterem esta nova realidade. “Trouxemos outros temas que são emergentes. No entanto, ao trazermos vários especialistas nacionais e internacionais com estes temas multidisciplinares, foi uma mais-valia e fez com que o Congresso fosse um sucesso”, defende.</p>
<p>Por fim, e olhando para o presente e futuro da Medicina Interna, Margarida Jacinto reconhece que a especialidade enfrentou um período de menor atratividade, mas acredita que este tipo de iniciativas pode inverter essa tendência. “Nos últimos tempos, esta especialidade parece não ter sido tão aliciante para os novos especialistas. E eu acho que, com esta nova dinâmica de trazer várias especialidades, importamo-nos com todas as regiões do país e não esquecer algumas que estão quase isoladas, fez com que se tornasse mais mobilizador e mais cativante esta especialidade”, explica.</p>
<p>O XI Congresso Nacional de Autoimunidade | XXX Reunião Anual do NEDAI aconteceu em Évora, entre 19 e 21 de junho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-tratamento-dos-nossos-doentes-tem-de-ser-integrado-e-multidisciplinar-afirma-presidente-do-xi-congresso-nacional-de-autoimunidade/">“O tratamento dos nossos doentes tem de ser integrado e multidisciplinar” afirma presidente do XI Congresso Nacional de Autoimunidade</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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