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	<title>Arquivo de Imunologia Especial - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
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	<title>Arquivo de Imunologia Especial - Médico News</title>
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		<title>Grupo Espanhol de Psoríase conduz estudo que avalia a eficácia e a segurança de guselcumab na vida real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Grupo Espanhol de Psoríase conduziu um estudo multicêntrico, observacional e retrospetivo de vida real, que avaliou a eficácia e a segurança de guselcumab, no tratamento da psoríase em placas moderada a grave, ao longo de 24 semanas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34820971/" target="_blank" rel="noopener">trabalho </a>de vida real, conduzido pelo Grupo Espanhol de Psoríase, avaliou a eficácia e a segurança de guselcumab, no tratamento da psoríase em placas moderada a grave. O estudo incluiu uma amostra de 343 doentes com psoríase em placas, acompanhados em um dos 35 hospitais participantes.</p>
<p>Os dados deste estudo mostram que guselcumab, durante as 24 semanas, alcançou uma taxa elevada de respostas, medidas em termos de PASI ≤2 e PASI ≤4 absolutos, numa população com um perfil mais complexo dos que os doentes incluídos em ensaios clínicos.</p>
<p>O fármaco apresentou, neste estudo, um perfil de segurança favorável e uma taxa reduzida de descontinuações por efeitos adversos. Este foi o primeiro estudo que avaliou as respostas ao tratamento usando um score PASI absoluto, que, segundo os autores, poderia ser mais útil na avaliação dos resultados da prática clínica do que as respostas PASI-75 ou PASI-90.</p>
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		<title>“Freedom of disease” em psoríase: Consenso definido por doentes, enfermeiros e médicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo europeu, usando a metodologia modificada de Delphi, chegou a um consenso multidisciplinar sobre o conceito de “freedom of disease” em psoríase. Este programa incluiu no seu painel de consenso além de enfermeiros e dermatologistas especializados no tratamento da psoríase, os indivíduos que vivem com a psoríase. Deste modo, os doentes tiveram quota igual de voz neste consenso.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/freedom-of-disease-em-psoriase-consenso-definido-por-doentes-enfermeiros-e-medicos/">“Freedom of disease” em psoríase: Consenso definido por doentes, enfermeiros e médicos</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso do tratamento para a psoríase tem sido definido em função dos <em>outcomes</em> clínicos reportados pelos médicos. Embora essas medições sejam objetivas e reprodutíveis, não incluem a perspetiva do doente sobre o que é para si o sucesso terapêutico. Essa lacuna foi colmatada através da elaboração de um consenso sobre a “liberdade de doença” em psoríase, que incluiu a perspetiva dos doentes.</p>
<p>O <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jdv.17829" target="_blank" rel="noopener">consenso </a>resultou do trabalho de dois painéis multidisciplinares composto por doentes, médicos e enfermeiros especializados em psoríase provenientes de 15 países europeus, de modo a incluir uma larga diversidade e heterogeneidade geográfica. O painel facilitador de consensos desenvolveu o conteúdo do programa e participou, posteriormente, no painel mais alargado de votação de consensos.</p>
<p>A declaração do consenso afirma: “liberdade de doença [freedom of disease] é composta por cinco elementos nucleares. Endereçar todos os cinco oferece aos indivíduos com psoríase uma restauração da normalidade: efetivo tratamento duradouro para gerir os sintomas clínicos visíveis e não visíveis, eliminando a ansiedade e o medo de perder controlo e resultando em não impacto da doença resultante da gestão do tratamento, com o tratamento a responder às necessidades e expectativas dos indivíduos. Isto reduz o peso psicossocial, melhorando a qualidade de vida e o bem-estar e permitindo que a vida seja vivida plenamente com a confiança de que a psoríase não vai perturbar”.</p>
<p>Os cinco elementos nucleares abrangidos neste consenso são:</p>
<ul>
<li data-mce-word-list="1">Qualidade de vida e bem-estar</li>
</ul>
<p>Para os indivíduos, o controlo da psoríase significa que a sua rotina diária (em casa e no trabalho), os seus relacionamentos, a sua vida social e a intimidade regressam ao normal, devolvendo-lhes confiança por a psoríase não lhes impactar a sua vida.</p>
<ul>
<li data-mce-word-list="1">Apoio da equipa de saúde</li>
</ul>
<p>Endereçar as expectativas individuais e todos os elementos relacionados com viver com a psoríase. Uma relação eficaz entre o profissional de saúde e o doente é essencial. Esta relação deve ser baseada em confiança, tempo gasto em necessidades individuais, discussão aberta das opções terapêuticas e decisão partilhada de modo a se chegar a um acordo do plano de tratamento ótimo.</p>
<ul>
<li data-mce-word-list="1">Tratamento</li>
</ul>
<p>O acesso precoce ao tratamento ótimo permite um controlo sintomático efetivo. Isso ajuda a eliminar a ansiedade e o medo devido à perda de controlo, ao mesmo tempo que providencia a gestão segura a longo-prazo, sem o receio de eventos adversos e com alívio de todos os sintomas da doença</p>
<ul>
<li data-mce-word-list="1">Elementos psicossociais</li>
</ul>
<p>O peso psicossocial de se viver com psoríase pode ser avassalador, resultando em ansiedade e medo recorrente de perda de controlo, contribuindo para reduzidos níveis de confiança e para o isolamento. Estes sentimentos podem persistir, mesmo quando os sintomas existentes estão controlados.</p>
<ul>
<li data-mce-word-list="1">Gestão dos sintomas clínicos</li>
</ul>
<p>O controlo efetivo dos sintomas deve incluir a eliminação de todas as lesões, particularmente as que são importantes para os indivíduos, como as mais visíveis ou em regiões sensíveis. Também deve abordar sintomas não visíveis como dor e prurido.</p>
<p>Este consenso, com uma abordagem mais holística e com a definição dos elementos-chave que devem ser tidos em conta, tem como objetivo melhorar a vida das pessoas com psoríase.</p>
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		<item>
		<title>Resultados do estudo COSMOS confirmam os benefícios de guselcumab após um ano de tratamento</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os resultados do COSMOS, um estudo de fase IIIb que avaliou a eficácia e a segurança de guselcumab, um anticorpo monoclonal totalmente humano anti-interleucina 23 (IL-23), revelaram que o tratamento com este fármaco, ao longo de um ano, traduziu-se numa melhoria das manifestações cutâneas e articulares, além da função física, em doentes adultos com artrite psoriática (AP) intolerantes ou refratários (IR) a tratamento prévio com anti-TNF.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/resultados-do-estudo-cosmos-confirmam-os-beneficios-de-guselcumab-apos-um-ano-de-tratamento/">Resultados do estudo COSMOS confirmam os benefícios de guselcumab após um ano de tratamento</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34819273/">estudo </a><a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34819273/" target="_blank" rel="noopener">COSMOS </a>(fase IIIb), conduzido na Europa de março de 2019 até novembro de 2020, avaliou a eficácia e a segurança de guselcumab, um anticorpo monoclonal totalmente humano anti-interleucina 23 (IL-23). Os resultados deste ensaio revelam que o tratamento com este fármaco, ao longo de um ano, traduziu-se numa melhoria das manifestações cutâneas e articulares, além da função física, em doentes adultos com artrite psoriática (AP) intolerantes ou refratários (IR) a tratamento prévio com anti-TNF.</p>
<p>Os doentes IR a anti-TNF, tratados com guselcumab, tiveram uma melhoria estatisticamente significativa dos sinais e sintomas da AP, comparativamente a placebo. O endpoint primário do estudo COSMOS (ACR20) foi alcançado no braço de guselcumab (44%) versus placebo (20%). O estudo mostrou que guselcumab 100 mg/Q8W alcançou taxas de resposta ACR20 e ACR50 mais elevadas, logo à semana 4 e à semana 8, respetivamente.</p>
<p>&nbsp;Adicionalmente, mais de 80% dos doentes com resposta ACR20/50/70 à semana 24, mantiveram a resposta até à semana 48. Este ensaio demonstrou ainda a eficácia de guselcumab na resolução da entesite e dactilite, além da melhoria a nível cutâneo, com a atividade mínima da doença em indivíduos com AP e IR a anti-TNF. Os indivíduos do grupo de guselcumab registaram ainda melhorias na fadiga, na função física e nos scores de qualidade de vida (HRQoL), comparativamente a placebo, à semana 24.</p>
<p>Em conclusão, guselcumab 100 mg/Q8W foi eficaz em doentes com AP, intolerantes ou refratários ao tratamento anterior com anti-TNF. Os dados do estudo demonstram um perfil favorável de risco-benefício ao longo de um ano de tratamento. Há evidência de melhorias estatisticamente significativas, observadas com guselcumab, em vários domínios clínicos da AP, sugerindo que há um impacto favorável no uso de guselcumab, um fármaco dirigido à subunidade p19 da IL-23, em doentes com AP resistentes ao tratamento prévio com anti-TNF.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/resultados-do-estudo-cosmos-confirmam-os-beneficios-de-guselcumab-apos-um-ano-de-tratamento/">Resultados do estudo COSMOS confirmam os benefícios de guselcumab após um ano de tratamento</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<title>Doenças da pele autoimunes e o potencial da aplicação de intervenções mais precoces</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A abordagem tradicional da dermatologia para tratar as condições inflamatórias crónicas da pele tem sido o acompanhamento da evolução da doença, começando com tratamento tópico e escalando para a imunossupressão sistémica à medida que a doença progride. Contudo, o artigo de revisão de Carter LM <em>et al. </em>(<em>Journal of Investigative Dermatology</em> 2021) apresenta as evidências de um potencial benefício para uma intervenção intensiva mais precoce.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/doencas-da-pele-autoimunes-e-o-potencial-da-aplicacao-de-intervencoes-mais-precoces/">Doenças da pele autoimunes e o potencial da aplicação de intervenções mais precoces</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No seu <a href="https://www.jidonline.org/article/S0022-202X(21)02532-X/fulltext" target="_blank" rel="noopener">artigo de revisão</a>, Carter LM <em>et al. </em>(Journal of Investigative Dermatology 2021), partilham os novos conhecimentos e a investigação que está a ser feita a nível da artrite reumatoide (AR), do lúpus eritematoso sistémico (LES) e da doença psoriática (psoríase e artrite psoriática) sobre o potencial benefício de uma intervenção intensiva mais precoce para melhor controlar os <em>outcomes</em> a longo prazo ou até mesmo prevenir o desenvolvimento da doença, se detetada na fase pré-clínica.</p>
<p><strong>Artrite reumatoide</strong></p>
<p>Atualmente, as estratégias de tratamento intensivo precoce originam melhores<em> outcomes</em> e uma rápida obtenção de remissão ou atividade baixa da doença, sendo central para as <em>guidelines </em>clínicas.</p>
<p>Apesar de a artrite reumatoide estabelecida ser reconhecida como estando quase inteiramente confinada às articulações, estudos em fases pré-clínicas da doença revelaram novos conhecimentos da patogénese e a evidência sugeriu que a autoimunidade e a geração do ACPCA (<em>anti-citrullinated protein/peptide antibody</em>) na AR têm origens fora do ambiente das articulações e disfunções imunológicas na superfície das barreiras mucosas são evidentes depois do início da artrite.</p>
<p>Os doentes de alto risco para AR, isto é, pessoas com artralgia ou sintomas músculo-esqueléticos não específicos e positivas para títulos elevados de ACPA, mostram taxas de progressão mais elevadas para a AR definitiva. Este grupo está atualmente a ser investigado em ensaios clínicos que têm como objetivo avaliar potenciais estratégias de prevenção da doença. Por exemplo, no estudo PRAIRI, as pessoas em risco de AR que receberam o tratamento de depleção de células B usando uma única dose de rituximab demonstraram uma redução da progressão clínica para artrite em 55% aos 12 meses, indicando que isto pode alterar o processo da doença. No entanto, mais estudos estão a decorrer para se avaliar esta hipótese.</p>
<p><strong>Lupus eritematoso sistémico</strong></p>
<p>Tal como na AR, a seropositividade e a propagação dos epitopos para os auto-antigénios nucleares característicos do LES estão estabelecidos anos antes do diagnóstico, apoiando a visão de que um contínuo da doença pré-clínica e clínica pode ser comum aos distúrbios de patogénese autoimune.</p>
<p>Estudos sugeriram que a patogénese da LES, de modo semelhante à AR, pode ser potencialmente modificada na sua fase mais inicial. Contudo, a positividade para o anticorpo antinuclear é encontrada em até 25% de indivíduos saudáveis e, ao contrário da positividade da ACPA na AR, providencia especificidade muito baixa para identificar LES iminente, razão pela qual está a ser desenvolvida uma intensa investigação na área de identificação de biomarcadores que detetem os doentes em risco de desenvolver LES.</p>
<p><strong>Doença psoriática</strong></p>
<p>A nível da doença psoriática, existem duas questões que estão a ser estudadas. A 1.ª é se é possível obter a remissão da psoríase, permitindo descontinuar o tratamento sistémico e influenciar o curso natural da doença; e a 2.ª é se se pode prevenir a transição da psoríase para artrite psoriática (PsA).</p>
<p>Estudos estão a decorrer para explorar o benefício do tratamento inicial da psoríase com um bloqueio precoce da IL-17. Por outro lado, três estudos retrospetivos recentes mostraram taxas muito baixas da evolução de PsA quando a psoríase era intensamente tratada com terapia biológica. Todavia, é necessário desenvolver estudos prospetivos para se ter mais conhecimento sobre as estratégias de prevenção de PsA. Por último, também é necessário descobrir marcadores que identifiquem a transição precoce da psoríase leve a moderada para PsA para se determinar quais as pessoas em risco que beneficiariam de uma intervenção intensiva precoce.</p>
<p><strong>Conclusões</strong></p>
<p>Apesar da patogénese e das características clínicas das doenças descritas acima serem diversas, existem alguns aspetos comuns, revelados neste artigo de revisão de Carter LM <em>et al. </em>(Journal of Investigative Dermatology 2021), que demonstraram que o processo autoimune pode começar anos antes do início dos sintomas e que a patogénese nas fases pré-clínicas pode diferir da doença estabelecida. Assim, os autores defenderam que a fase em que a doença é assintomática pode ser uma janela de oportunidade de intervenção para prevenção e/ou melhores<em> outcomes</em> a longo-prazo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/doencas-da-pele-autoimunes-e-o-potencial-da-aplicacao-de-intervencoes-mais-precoces/">Doenças da pele autoimunes e o potencial da aplicação de intervenções mais precoces</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<title>Estudo revela que distúrbios do sono são altamente frequentes na população de doentes com psoríase</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Prevalence and factors associated with sleep disturbance in adult patients with Psoriasis” é o título de um artigo – recentemente aceite para publicação no <em>Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology</em> (JEADV) – que foi conduzido por um grupo de investigadores do Charité – Universitätsmedizin, em Berlim, na Alemanha.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estudo-revela-que-disturbios-do-sono-sao-altamente-frequentes-na-populacao-de-doentes-com-psoriase/">Estudo revela que distúrbios do sono são altamente frequentes na população de doentes com psoríase</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A psoríase é uma doença inflamatória cutânea crónica, com uma prevalência de 2-3% a nível mundial. Tendo em conta o impacto da psoríase para além das manifestações cutâneas, um grupo de investigadores do Charité – Universitätsmedizin, em Berlim, na Alemanha, conduziu um estudo que procurou identificar os fatores psicológicos, demográficos e clínicos associados aos distúrbios do sono em doentes com psoríase.</p>
<p>Este <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35020226/" target="_blank" rel="noopener">trabalho </a>revelou uma prevalência elevada de distúrbios do sono, verificando-se que o sono dos doentes com psoríase estava mais comprometido por comparação aos indivíduos do grupo de controlo. Aliás, o estudo mostra que o sono de menor qualidade (pontuação global do PSQI &gt;5) era mais frequente entre doentes com psoríase, comparativamente ao grupo de controlo: 58,9% versus 33,7%. No estudo, constatou-se que os doentes atualmente com prurido tinham maior impacto nas diversas componentes associadas à qualidade subjetiva do sono, latência do sono, distúrbios do sono e sonolência diurna.</p>
<p>Neste estudo, a duração mediana do sono foi de seis horas no grupo de doentes com psoríase, ou seja, uma hora de sono a menos do que no grupo de controlo. Dormir menos de sete horas por noite é insuficiente, sabendo-se que uma menor duração dos períodos de sono está associada a um risco aumentado de síndrome metabólica, obesidade e hipertensão, que são comorbilidades frequentes entre doentes com psoríase.</p>
<p>A intensidade do prurido, à luz do estudo, oscilava ao longo do dia, piorando no período da tarde e da noite, sendo este um padrão já descrito num vasto espectro de diferentes dermatoses. Os doentes com distúrbios do sono reportaram um prurido mais intenso, ainda que a correlação linear entre os distúrbios do sono e a intensidade do prurido tenha sido negligenciável.</p>
<p>O desenho deste estudo não permitiu tirar conclusões relativamente à relação causal entre distúrbios do sono e fatores identificados. Contudo, o estudo, que incluiu uma amostra alargada, conseguiu revelar uma prevalência elevada de distúrbios do sono numa população de doentes com psoríase predominantemente bem controlada. Os resultados do estudo indicam que em doentes com prurido intenso, muito intenso ou exacerbação do prurido no período noturno ou matinal, a sua redução deverá ser considerada como um alvo terapêutico relevante.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estudo-revela-que-disturbios-do-sono-sao-altamente-frequentes-na-populacao-de-doentes-com-psoriase/">Estudo revela que distúrbios do sono são altamente frequentes na população de doentes com psoríase</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<item>
		<title>Interceção de artrite em doentes com psoríase tratados com guselcumab</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existe crescente evidência de que os doentes com psoríase passam por três fases clinicamente silenciosas e progressivas antes de desenvolverem artrite psoriática clinicamente evidente, abrindo assim uma janela de oportunidade para intercetar a artrite. Numa <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s13555-021-00650-5" target="_blank" rel="noopener">série</a> de 4 casos publicada na revista <em>Dermatology and Therapy</em> os autores descrevem a experiência de doentes com psoríase, portadores de um risco de desenvolvimento de artrite psoriática a curto prazo, tratados com guselcumab por doença cutânea.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/intercecao-de-artrite-em-doentes-com-psoriase-tratados-com-guselcumab/">Interceção de artrite em doentes com psoríase tratados com guselcumab</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo incluiu duas mulheres e dois homens, com uma idade média de 53,3 anos (38-65 anos) e uma duração média de psoríase de 13,3 anos (8-25 anos). A pontuação média do PASI foi de 18,6, com valores que variaram entre 8 e 28,2, enquanto que o envolvimento das unhas só esteve presente em dois casos. Todos os doentes referiram artralgia na linha de base (duração média de 21 meses, variação de 12-36 meses). Evidência sonográfica de entesite/sinovite ativa subclínica estava presente em um e três doentes, respetivamente.</p>
<p>Guselcumab foi a primeira linha de tratamento biológico em todos os casos após a falha (primária/secundária) de pelo menos um tratamento convencional (ou seja, metotrexato ou ciclosporina). Durante um seguimento de um ano, nenhum doente desenvolveu artrite clínica ou cumpriu os critérios de CASPAR. Todos os doentes reportaram uma redução significativa da dor após 6 meses de terapêutica, com três doentes a apresentarem uma regressão completa da artralgia e um doente a reportar uma grande regressão da dor músculo-esquelética. Não foi observado qualquer sinal sonográfico de inflamação sinovio-entérica ativa na presente coorte a partir do mês 6. A resposta PASI 75 foi atingida em todos os casos.</p>
<p>Segundo os autores, os “dados apoiam a possível utilidade desta terapêutica biológica [guselcumab] para reverter as manifestações pré-clínicas de artrite psoriática (isto é, artralgia/entesite sonográfica/sinovite) com um elevado risco de desenvolvimento a curto prazo de inflamação sinovio-encefalomatosa clinicamente plena, modificando assim potencialmente o curso natural da artrite psoriática”.</p>
<p>Os investigadores terminam afirmando que são agora necessários ensaios clínicos randomizados para comprovar os achados deste estudo.</p>
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		<title>Guselcumab melhora a artrite psoriática em doentes com resposta inadequada aos inibidores de TNF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tratamento com guselcumab, um antagonista da interleucina-23, foi associado a melhorias significativas nas manifestações articulares e cutâneas em doentes com artrite psoriática ativa com resposta inadequada aos inibidores do fator de necrose tumoral (TNFi), de acordo com <a href="https://ard.bmj.com/content/early/2021/12/08/annrheumdis-2021-220991" target="_blank" rel="noopener">dados do estudo de fase 3b COSMOS</a> publicados na revista <em>Annals of the Rheumatic Diseases</em>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ensaio randomizado, em dupla ocultação, controlado por placebo (ClinicalTrials.gov Identifier: NCT03796858) avaliou a eficácia e segurança de guselcumab em 285 adultos com artrite psoriática ativa que tiveram uma resposta inadequada aos TNFis. OS doentes foram randomizados 2:1 para receberem guselcumab 100mg subcutaneamente ou placebo na semana 0 e 4, depois uma vez de 8 em 8 semanas até à semana 44. Os doentes no braço do placebo mudaram para tratamento com guselcumab na semana 24.</p>
<p>Os resultados na semana 24 mostraram que 44,4% (n=84/189) dos doentes tratados com guselcumab cumpriram o <em>end point</em> primário, obtendo uma resposta <em>American College of Rheumatology</em> (ACR) 20, em comparação com 19,8% (n=19/96) dos tratados com placebo (diferença ajustada, 24,6%; IC 95%, 14,1-35,2; P &lt;0,0001). Além disso, 54,9% dos doentes tratados com placebo que cruzaram para guselcumab na semana 24 obtiveram uma resposta de ACR20 na semana 48. Usando o método de imputação dos não respondedores, a taxa de resposta ACR20 no braço da guselcumab foi de 57,7% na semana 48; mais de 80% dos respondedores da semana 24 mantiveram uma resposta na semana 48.</p>
<p>Na semana 24, a proporção de doentes com pelo menos 3% da superfície corporal com envolvimento psoriático e uma pontuação de Avaliação Global do Investigador (IGA) de pelo menos 2 na linha de base que conseguiram atingir pele sem lesões (<em>Psoriasis Area Severity Index </em>[PASI] 100) foi significativamente mais elevada no braço guselcumab (30,8%) vs. o braço placebo (3,8%). À semana 48, 53,4% dos doentes tratados com guselcumab alcançaram pele sem lesões, avaliada pelo método de imputação dos não respondedores.</p>
<p>Foram também observadas melhorias estatisticamente significativas e clinicamente significativas em doentes tratados com guselcumab com base em avaliações da função física, qualidade de vida relacionada com a saúde e fadiga.</p>
<p>&#8220;Os dados do COSMOS demonstram que [guselcumab] melhorou significativamente os sinais e sintomas da artrite psoriática ativa em múltiplos domínios da doença clínica, incluindo resultados relatados pelos doentes, com efeitos de tratamento observados a partir da quarta semana&#8221;, disse a autora principal Prof.ª Doutora Laura Coates, Professora Associada, Universidade de Oxford, Reino Unido. &#8220;Estes resultados reforçam a utilidade deste mecanismo de ação alternativo como opção terapêutica para adultos com artrite psoriática ativa que não tenham respondido a uma ou mais terapias&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Diagnóstico precoce e tratamento abrangente são a chave para uma gestão adequada na artrite psoriática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico precoce e o tratamento abrangente são fundamentais para a gestão adequada dos doentes com artrite psoriática, dada a elevada carga da doença e impacto socioeconómico associado aos sintomas desta doença e o aumento da frequência de comorbilidades cardiovasculares e psiquiátricas relacionadas. Os resultados desta <a href="https://medicaljournalssweden.se/actadv/article/view/323" target="_blank" rel="noopener">análise</a> foram publicados na revista <em>Acta Dermato-Venereologica</em>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A artrite psoriática é uma manifestação comum da doença psoriática e tem um impacto significativo na função física, capacidade de trabalho e qualidade de vida.</p>
<p>Foi realizado um estudo retrospetivo, epidemiológico, de investigação sobre cuidados de saúde que avaliou dados de uma companhia de seguros de saúde pública alemã. Os investigadores procuraram determinar a epidemiologia, comorbilidades, e fatores de risco para artrite psoriática na Alemanha, com base em dados recolhidos entre 2010 e 2015 de entre uma grande coorte de indivíduos segurados.</p>
<p>Um total de 2.319.584 indivíduos foram segurados ao longo da amostra do DAK-Gesnudheit em 2010. No total, 2,78% (n=55.734/2.006.003) dos adultos segurados e 0,32% (n=1003/313.581) das crianças seguradas foram diagnosticadas com psoríase em 2010. Após ajustamentos para sexo e idade, as taxas foram de 2,63% em adultos e 0,30% em crianças. A prevalência ajustada de psoríase aumentou com a idade e atingiu o seu pico no grupo dos 50 aos 59 anos de idade em 3,38%. Em relação à artrite psoriática, a prevalência foi de 0,31% em adultos e 0,01% em crianças, atingindo um pico também no grupo etário dos 50 aos 59 anos de idade, a 0,50%.</p>
<p>De acordo com o modelo de regressão Cox para fatores de risco, depressão (<em>hazard ratio</em> [HR], 1,38; IC 95%, 1,92-1,87; P =0,0351) e neurose/stress (HR, 1,46; IC 95%, 1,03-2,05; P =0,0322) foram ambas positivamente e significativamente associadas com artrite psoriática concomitante. A doença isquémica do coração (DIC) foi significativamente associada negativamente com artrite psoriática concomitante (HR, 0,49; IC 95%, 0,27-0,98; P =0,0164), implicando que a DIC tem um efeito protetor contra o desenvolvimento de artrite psoriática concomitante. Além disso, a idade mais avançada no início da psoríase foi associada a um risco significativamente reduzido para o desenvolvimento de artrite psoriática durante o período consecutivo de observação de 5 anos (HR, 0,98; IC 95%, 0,98-0,99; P =0,0001).</p>
<p>A percentagem de doentes adultos com psoríase incidente que desenvolveram artrite psoriática como comorbilidade no prazo de 5 anos (média de 2,3 anos) após o seu diagnóstico de psoríase foi de 2,6%. As doenças cardiovasculares demonstraram ser a comorbilidade mais comum entre os indivíduos com psoríase com ou sem artrite psoriática concomitante. Outros indicadores para o desenvolvimento de artrite psoriática incluíram a neurose/stress e a depressão.</p>
<p>Os resultados da análise fornecem dados importantes para a investigação epidemiológica, particularmente entre a população europeia.</p>
<p>Os investigadores concluíram que os resultados deste estudo sublinham o facto de que a deteção precoce da artrite psoriática deve continuar a ser uma prioridade num esforço para evitar danos conjuntos não reversíveis entre estes indivíduos. Sublinharam também que as colaborações interdisciplinares devem ser reforçadas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo AXIS pretende avaliar o envolvimento axial na artrite psoriática</title>
		<link>https://mediconews.pt/estudo-axis-pretende-avaliar-o-envolvimento-axial-na-artrite-psoriatica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não existem atualmente critérios amplamente aceites para o envolvimento axial na artrite psoriática. O objetivo global do estudo do <em>Axial Involvement in Psoriatic Arthritis</em> (AXIS) é avaliar sistematicamente as manifestações clínicas e imagiológicas indicativas de envolvimento axial em doentes com artrite psoriática e desenvolver critérios de classificação e uma nomenclatura unificada para o envolvimento axial. O <a href="https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1759720X211057975" target="_blank" rel="noopener">desenho do estudo</a> foi recentemente publicado na revista <em>Therapeutic Advances in Musculoskeletal Disease</em>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O envolvimento do esqueleto axial (articulação sacroilíaca e coluna vertebral) é uma manifestação relativamente frequente associada à doença psoriática da pele, juntamente com o envolvimento de estruturas músculo-esqueléticas periféricas (artrite periférica, entesite, dactilites), que coletivamente são referidas como artrite psoriática. Dados de estudos de coorte sugerem que até 30% dos doentes com psoríase têm artrite psoriática, e dependendo da definição utilizada, a prevalência da doença axial varia entre 25% e 70% dos doentes com artrite psoriática.</p>
<p>Em geral, o envolvimento axial é mal avaliado (ou não é avaliado de todo) em ensaios clínicos em artrite psoriática. Uma razão para tal é a falta de critérios amplamente aceites para o envolvimento axial. Há, portanto, uma necessidade urgente de critérios de classificação e de uma nomenclatura unificada e amplamente aceite para o envolvimento axial em artrite psoriática.</p>
<p>O objetivo global do estudo AXIS é o de avaliar sistematicamente as manifestações clínicas e imagiológicas indicativas do envolvimento axial em doentes com artrite psoriática para desenvolver critérios de classificação e uma nomenclatura unificada para o envolvimento axial que permita definir um subgrupo homogéneo de doentes para investigação.</p>
<p>Os principais objetivos do estudo são:</p>
<ol>
<li>Determinar a frequência do envolvimento axial em doentes com artrite psoriática (com base em avaliações locais e centrais) na população de doentes estudada</li>
<li>Identificar a frequência de alterações inflamatórias ativas e estruturais nas imagens (ressonância magnética e radiografias) sugestivas de envolvimento axial (articulação sacroilíaca e coluna vertebral) em artrite psoriática</li>
<li>Identificar os fatores (clínicos, laboratoriais, imagiológicos) associados à presença de envolvimento axial em artrite psoriática, que serão determinados com base nas avaliações locais e centrais.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Desenho do estudo</strong></p>
<p>Trata-se de um estudo multicêntrico, multinacional e transversal em doentes com um diagnóstico e classificação definidos de artrite psoriática. Os doentes elegíveis (ver Tabela 1) serão recrutados prospectivamente a partir de aproximadamente 50 centros de estudo em 20 países e serão submetidos a exames relacionados com o estudo, incluindo imagens (radiografia e ressonância magnética) do esqueleto axial. Estas imagens serão avaliadas localmente e pelo comité central de imagens. Os dados recolhidos servirão de base para a determinação da presença de envolvimento axial pelo investigador local e, independentemente, pelo comité central de estudos clínicos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.mediconews.pt/images/tabela_axis_copy.png" alt="tabela axis copy" width="503" height="219" /></p>
<p><strong>Procedimentos do estudo</strong></p>
<p>Durante o estudo, será recolhida a seguinte informação:</p>
<ul>
<li data-mce-word-list="1">Avaliações clínicas
<ul>
<li>Características demográficas</li>
<li>Características clínicas e exame físico</li>
<li>Medidas de resultados relatados pelos doentes</li>
</ul>
</li>
<li data-mce-word-list="1">Avaliações laboratoriais</li>
<li data-mce-word-list="1">Imagens (radiografia e ressonância magnética)</li>
<li data-mce-word-list="1">Avaliação local da presença de envolvimento axial</li>
<li data-mce-word-list="1">Avaliação central da presença de envolvimento axial</li>
</ul>
<p>O estudo AXIS está registado no ClinicalTrials.gov com o ID: NCT04434885 e o protocolo resulta de um projeto conjunto da Sociedade Internacional de Avaliação da Espondiloartrite (ASAS) e do Grupo de Investigação e Avaliação da Psoríase e da Artrite Psoriática (GRAPPA). Os resultados serão publicados numa revista internacional revista por pares e serão apresentados nas principais conferências internacionais.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estudo-axis-pretende-avaliar-o-envolvimento-axial-na-artrite-psoriatica/">Estudo AXIS pretende avaliar o envolvimento axial na artrite psoriática</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ingestão diária de ETA associada a menor risco de psoríase</title>
		<link>https://mediconews.pt/ingestao-diaria-de-eta-associada-a-menor-risco-de-psoriase/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imunologia Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ingestão diária de ácido eicosatetraenóico (ETA) pode reduzir o risco de psoríase de forma dose-dependente, de acordo com os resultados de um <a href="https://www.dovepress.com/association-between-daily-dietary-eicosatetraenoic-acid-intake-and-the-peer-reviewed-fulltext-article-CCID" target="_blank" rel="noopener">estudo transversal</a> publicado na revista <em>Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology</em>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/ingestao-diaria-de-eta-associada-a-menor-risco-de-psoriase/">Ingestão diária de ETA associada a menor risco de psoríase</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os investigadores utilizaram dados do <em>National Health and Nutrition Examination Survey</em> dos Estados Unidos (NHANES) 2003-2006 e 2009-2014, calculando as quantidades diárias de ácidos gordos polinsaturados n3 (PUFA) nas dietas dos participantes com base em entrevistas de memória alimentar de 24 horas, realizadas duas vezes. A dieta n3 PUFAs incluía ETA, ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA) obtidos de alimentos diários e não de suplementos.</p>
<p>Os investigadores definiram a psoríase pelas respostas dos participantes à pergunta: &#8220;Alguma vez lhe foi dito por um médico ou outro profissional de saúde que tem psoríase?”. Foram utilizadas análises de regressão logística multivariável, testes de tendências, análises de subgrupos e testes de interação para avaliar as associações de ETA, EPA e DHA com risco de psoríase.</p>
<p>Dos 15.733 participantes incluídos no estudo, 414 tinham psoríase e 15.319 eram participantes de controlo. A idade média no grupo da psoríase foi de 41,72 e 38,20 anos no grupo de controlo (P &lt;0,001), e cerca de 46% de ambos os grupos eram homens. Os participantes no grupo da psoríase tinham um IMC médio mais elevado (P =0,001) e eram mais suscetíveis de serem veteranos (P =0,001) e fumadores (P &lt;0,001), em comparação com o grupo de controlo.</p>
<p>As doses médias de ETA, EPA e DHA diárias para o percentil 95% de participantes no estudo foram de 0,16 g, 0,18 g e 0,30 g, respetivamente. O modelo ajustado multivariado apenas mostrou uma associação significativa entre ETA e risco de psoríase diminuído, e não EPA ou DHA. O <em>odds ratio</em> da psoríase foi de 0,30 (IC 95%, 0,12-0,88; P =0,019) para ETA, 1,92 (IC 95%, 0,78-4,74; P =0,158) para EPA, e 1,28 (IC 95%, 0,72-2,27; P =0,408) para DHA.</p>
<p>Os testes de tendências mostraram uma relação dose-efeito entre a ingestão diária de ETA e a psoríase, com o risco de psoríase a diminuir linearmente à medida que a quantidade de ingestão diária de ETA aumentava. Esta associação foi estável em diferentes análises de subgrupos.</p>
<p>O estudo foi limitado pela obtenção de dados através de entrevistas de memória alimentar e diagnóstico de psoríase auto-relatado, que não são métodos muito precisos.</p>
<p>Com base nas suas descobertas, os autores do estudo recomendaram um suplemento ETA para doentes com psoríase ou com predisposição para a psoríase. Uma vez que as doses diárias de EPA e DHA neste estudo foram &#8220;muito inferiores às dos estudos anteriores&#8221;, sugeriram que &#8220;EPA e DHA podem necessitar de doses mais elevadas ou injeções intravenosas para reduzir o risco e a inflamação da psoríase&#8221;.</p>
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