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	<title>Arquivo de Ginecologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 28 Sep 2026 11:46:21 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Ginecologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>“É preciso desconstruir o mito de que a contraceção hormonal compromete a fertilidade”</title>
		<link>https://mediconews.pt/e-preciso-desconstruir-o-mito-de-que-a-contracecao-hormonal-compromete-a-fertilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 11:46:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito da 15.ª Reunião Nacional da Sociedade Portuguesa da Contracepção (SPDC), <strong>Pedro Brandão Leite</strong>, médico ginecologista, resume os principais eixos da sua preleção sobre os "Mitos e Dificuldades da Comunicação em Contracepção". Em foco estão a reversibilidade dos diferentes métodos, os ruídos na comunicação causados pela desinformação digital e o papel estratégico da pílula no maneio de patologias como a endometriose, sublinhando a urgência de uma tomada de decisão verdadeiramente informada e desprovida de alarmismo. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) I Quais são atualmente os principais mitos trazidos à consulta no que toca à relação entre o uso continuado da contraceção hormonal e o seu impacto na fertilidade futura?</strong></p>
<p><strong>Pedro Brandão Leite (PBL) I</strong> Um dos principais mitos é que o uso prolongado de contraceção hormonal possa “gastar” a fertilidade ou dificultar uma gravidez futura. É importante distinguir três conceitos: a supressão da função ovárica durante o uso, o tempo necessário para o seu retorno após a suspensão e a fertilidade a longo prazo. A evidência disponível não mostra que uma maior duração de utilização da contraceção hormonal reduza a fertilidade futura.</p>
<p>Também persiste a ideia de que é necessário fazer “pausas” para o organismo recuperar. Não existe benefício reprodutivo demonstrado nessas interrupções. A mensagem simples é: suprimir não é destruir e atrasar o retorno não é diminuir a fertilidade.</p>
<p><strong>NF I Que barreiras de comunicação mais dificultam a transmissão de informação científica clara e desprovida de alarmismo?</strong></p>
<p><strong>PBL I</strong> A desinformação nas redes sociais tem um peso crescente, sobretudo porque transforma questões complexas em mensagens muito simples e emocionalmente fortes. A isso juntam-se diferentes níveis de literacia em saúde e o pouco tempo disponível em consulta.</p>
<p>Mais do que dizer apenas que “a contraceção é reversível”, devemos explicar o que isso significa para aquela mulher: o que acontece quando suspende o método, quanto tempo poderá demorar o retorno da ovulação e quais os outros fatores que influenciam a probabilidade de gravidez.</p>
<p><strong>NF I O que diz a evidência científica atual relativamente ao tempo de retorno à fertilidade após a descontinuação dos diferentes métodos e como deve o clínico gerir as expectativas?</strong></p>
<p><strong>PBL I</strong> Após a remoção do DIU ou do implante, o retorno da fertilidade é geralmente rápido. Depois da contraceção oral (ou anel), combinada ou progestativo isolado, pode existir um atraso curto no restabelecimento do padrão habitual dos ciclos, sem evidência de prejuízo da fertilidade a longo prazo. Em casos mais raros, após períodos de toma prolongados, pode demorar uns meses. No caso do progestativo injetável em formulação “depot”,  o retorno da ovulação pode ser mais demorado.</p>
<p>É importante explicar antecipadamente esta diferença, sobretudo quando existe um projeto de gravidez a curto prazo. E recordar que retorno da fertilidade não significa gravidez imediata. Tanto a patologia ginecológica, fatores masculinos,  tempo de tentativa e em particular a idade continuam a ser determinantes.</p>
<p><strong>NF I De que forma a comunicação deve ser adaptada em doentes com patologias ginecológicas subjacentes que afetam a fertilidade, como endometriose ou síndrome dos ovários poliquísticos?</strong></p>
<p><strong>PBL I</strong> Nestes casos é essencial separar o efeito do contracetivo do efeito da doença de base. Uma mulher com síndrome ovárica metabólica poliendócrina (anteriormente conhecido como síndrome dos ovários poliquísticos) pode voltar a apresentar ciclos irregulares ou anovulação depois de suspender a contraceção; isso não significa que a contraceção os tenha causado. Da mesma forma, na endometriose, a contraceção pode ter uma função terapêutica no controlo dos sintomas, enquanto a própria doença pode influenciar a fertilidade.</p>
<p>Esta distinção deve ser feita desde o início, para que uma eventual dificuldade em engravidar não seja posteriormente atribuída, de forma automática, ao contracetivo.</p>
<p><strong>NF I Que ferramentas ou abordagens práticas recomenda aos médicos de Medicina Geral e Familiar e de Ginecologia para desconstruir estes mitos de forma eficaz?</strong></p>
<p><strong>PBL I</strong> Começaria por perguntar pelo projeto reprodutivo: “Pensa engravidar? E quando?” Isso permite enquadrar a escolha do método e gerir expectativas desde o início. Depois, utilizaria mensagens simples e repetíveis: “suprimir não é destruir”, “atrasar não é diminuir” e “mais anos de utilização não significam mais dano”.</p>
<p>Também devemos ter cuidado na interpretação de marcadores como a hormona antimulleriana e a contagem de folículos antrais durante a contraceção hormonal, porque podem estar “falsamente” reduzidos. Finalmente, se a gravidez não ocorrer após a suspensão, é importante evitar a associação causal automática, e inciar a abordagem do casal infértil como habitual.</p>
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		<title>Seis em cada dez mulheres em Portugal são afetadas por problemas sexuais, que continuam a não chegar ao consultório</title>
		<link>https://mediconews.pt/seis-em-cada-dez-mulheres-em-portugal-sao-afetadas-por-problemas-sexuais-que-continuam-a-nao-chegar-ao-consultorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 09:25:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hábitos sexuais, contraceção, menopausa, fertilidade e outros temas relacionados com a saúde feminina continuam a ser pouco discutidos por muitas mulheres. O Estudo Taboo, que inquiriu milhares de pessoas em seis países europeus, incluindo Portugal, revela que mais de seis em cada dez mulheres portuguesas experienciam queixas relacionadas com a sua vida sexual, mas a maioria nunca consultou um médico para as resolver. Neste sentido, <strong>Carla Rodrigues</strong>, coordenadora do Núcleo de Medicina Sexual da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, reforça que “sintomas como a secura vaginal, a dor durante as relações, a diminuição do desejo sexual ou a dificuldade em atingir o orgasmo não devem ser encarados como normais ou inevitáveis”.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os quatro problemas mais comuns associados à sexualidade — secura vaginal, redução/ausência de libido, ausência de orgasmo e relações sexuais dolorosas — afetam 65% das mulheres no geral. Apesar disto, a maioria nunca consultou um médico sobre problemas de libido e orgasmo, o que indica que estes temas são considerados especialmente tabu quando se trata de os discutir com profissionais de saúde. “Atualmente, dispomos de várias opções terapêuticas, desde medidas de educação e aconselhamento sexual, lubrificantes e hidratantes vaginais, tratamentos hormonais ou não hormonais, fisioterapia do pavimento pélvico e medidas de intervenção em terapia sexual, sempre adaptados às necessidades de cada mulher. Na maioria dos casos, há formas eficazes de melhorar os sintomas e de recuperar uma vida sexual satisfatória&#8221;, defende Carla Rodrigues.</p>
<p>Outros dos estigmas em destaque está associado à maternidade: no geral, 47% das mulheres portuguesas sentem pressão da família ou dos amigos em relação à maternidade, pressão que é sentida ainda mais fortemente pelas mulheres que não desejam ter filhos, sendo igualmente elevada entre as que já estão na fase de planeamento e sobretudo entre as que estão a tentar há mais tempo. Neste sentido, a maioria das mulheres sente-se pressionada, o que configura um problema, uma vez que o stress e a ansiedade são fatores com impacto negativo importante na resolução desta situação.</p>
<p>É possível perceber, através deste estudo, que é importante garantir que as mulheres têm acesso a informação clara e rigorosa para que possam tomar decisões informadas sobre a sua saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>O inquérito confirma também que a menopausa é um período difícil na vida das mulheres. Ao todo, um terço (35%) diz sentir-se sozinha nesta fase da vida, o que pode ser especialmente impactante tendo em conta a quantidade e frequência dos sintomas. Em média, as mulheres enfrentam quase seis sintomas diferentes, mas 36% não procura um médico para obter ajuda, embora os afrontamentos sejam identificados como particularmente perturbadores, representando um fardo significativo para a vida diária das mulheres.</p>
<p>Não só estão presentes muitos sintomas durante este período, como também ocorrem com frequência, sendo os principais uma parte quase diária da vida de metade das mulheres afetadas. Isto é especialmente verdade para a fadiga, que também tem impacto na tolerância a outros sintomas, o que faz deste um período extremamente exigente, tanto a nível físico como mental.</p>
<p>Estes dados realçam a necessidade de trazer o assunto de forma mais proeminente para o debate público, até porque dois terços das mulheres têm poucos conhecimentos (sobretudo as que não têm contacto com um ginecologista) ou apenas informações básicas sobre o tema.</p>
<p>De acordo com os resultados do estudo (feito online via método CAWI) realizado a 12.000 mulheres entre os 18 e os 59 anos na Hungria, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal — com uma amostra nacional representativa de 2 000 portuguesas —, cerca de um terço das inquiridas (31%) admitiu não ter utilizado qualquer método contracetivo no último mês. Embora a maioria considere a contraceção uma responsabilidade partilhada com o parceiro, apenas 39% afirma dividir os custos financeiros associados. O estudo revela ainda que os problemas de saúde mais embaraçosos, como os problemas vaginais e a incontinência urinária, são os que exercem maior impacto negativo na sexualidade feminina. Por fim, sob o ponto de vista financeiro, um quinto das mulheres aponta os 36 anos como a idade ideal para ter filhos, uma opção que contrasta e colide diretamente com a fase biológica em que se inicia o declínio da fertilidade feminina.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial na Ginecologia: uma transformação profunda e acelerada</title>
		<link>https://mediconews.pt/inteligencia-artificial-na-ginecologia-uma-transformacao-profunda-e-acelerada-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 12:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>José Reis</strong>, do Hospital da Luz Lisboa e Torres de Lisboa, moderador da sessão “IA em Ginecologia” na 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, enfatiza que a inteligência artificial (IA) é já uma força transformadora que veio redefinir a prática clínica. Segundo o ginecologista, a velocidade desta evolução é superior ao esperado, exigindo dos profissionais de saúde uma adaptação contínua na forma como diagnosticam, tratam e vigiam as suas doentes. Assista ao depoimento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/inteligencia-artificial-na-ginecologia-uma-transformacao-profunda-e-acelerada-2/">Inteligência artificial na Ginecologia: uma transformação profunda e acelerada</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O especialista sublinha que a entrada da IA na Medicina está a decorrer, sendo já uma realidade nos consultórios. A classe médica está num processo contínuo de aprendizagem, de forma a perceber como é que estas novas ferramentas se integram na sua rotina clínica, tirando partido do seu potencial transformador na vigilância e terapêutica.</p>
<p>O moderador destaca as ferramentas como aplicações de registo clínico, que transcrevem automaticamente as conversas entre o médico e doente, criando registos de alta qualidade, utilizadas em diversos consultórios e hospitais.</p>
<p>Quanto à implementação, o especialista considera que não existem obstáculos estruturais, mas sim a necessidade de definir quadros regulamentares claros, um domínio que a União Europeia tem estado atenta. O debate foca-se, agora, na partilha de responsabilidades entre a tecnologia, que auxilia, e o médico, a quem cabe sempre a decisão clínica final e a garantia da segurança do tratamento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/inteligencia-artificial-na-ginecologia-uma-transformacao-profunda-e-acelerada-2/">Inteligência artificial na Ginecologia: uma transformação profunda e acelerada</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial na Ginecologia: Uma transformação profunda e acelerada</title>
		<link>https://mediconews.pt/inteligencia-artificial-na-ginecologia-uma-transformacao-profunda-e-acelerada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 14:04:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>José Reis</strong>, do Hospital da Luz Lisboa e Torres de Lisboa, moderador da sessão “IA em Ginecologia” na 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, enfatiza que a inteligência artificial (IA) é já uma força transformadora que veio redefinir a prática clínica. Segundo o ginecologista, a velocidade desta evolução é superior ao esperado, exigindo dos profissionais de saúde uma adaptação contínua na forma como diagnosticam, tratam e vigiam as suas doentes. Assista ao depoimento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/inteligencia-artificial-na-ginecologia-uma-transformacao-profunda-e-acelerada/">Inteligência artificial na Ginecologia: Uma transformação profunda e acelerada</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O especialista sublinha que a entrada da IA na Medicina está a decorrer, sendo já uma realidade nos consultórios. José Reis explica que a classe médica está num processo contínuo de aprendizagem, de forma a perceberem como é que estas novas ferramentas se integram na sua rotina clínica, tirando partido do seu potencial transformador na vigilância e terapêutica.</p>
<p>O moderador destaca as ferramentas como aplicações de registo clínico, que transcrevem automaticamente as conversas entre o médico e doente, criando registos de alta qualidade, utilizadas em diversos consultórios e hospitais.</p>
<p>Quanto à implementação, o especialista considera que não existem obstáculos estruturais, mas sim a necessidade de definir quadros regulamentares claros, um domínio que a União Europeia tem estado atenta. O debate foca-se, agora, na partilha de responsabilidades entre a tecnologia, que auxilia, e o médico, a quem cabe sempre a decisão clínica final e a garantia da segurança do tratamento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/inteligencia-artificial-na-ginecologia-uma-transformacao-profunda-e-acelerada/">Inteligência artificial na Ginecologia: Uma transformação profunda e acelerada</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>209.ª Reunião da SPG colocou o futuro da prática clínica no centro do debate</title>
		<link>https://mediconews.pt/209-a-reuniao-da-spg-colocou-o-futuro-da-pratica-clinica-no-centro-do-debate/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:58:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Fátima Faustino</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e palestrante da sessão "A perspetiva do ginecologista em tempo de inteligência artificial", descreve a escolha de trazer a inteligência artificial para o centro do debate da 209.ª Reunião da Sociedade como uma necessidade estratégica. Segundo a mesma, a especialidade deve dominar as novas ferramentas para não ser ultrapassada pela evolução tecnológica. A Reunião procurou desmistificar a IA, focando-se na sua aplicação prática, que acaba por permitir ao médico focar-se na sua relação com o doente. Assista ao depoimento.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/209-a-reuniao-da-spg-colocou-o-futuro-da-pratica-clinica-no-centro-do-debate/">209.ª Reunião da SPG colocou o futuro da prática clínica no centro do debate</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para a presidente da Sociedade, a evolução da IA tem tido um crescimento vertiginoso, o que obriga os especialistas a acompanhar de perto esta evolução para não serem ultrapassados. O objetivo central da iniciativa foi desmistificar o tema para o ginecologista, afastando-se de conceitos teóricos complexos para focar na aplicação prática, nos riscos e limites destas ferramentas no quotidiano clínico.</p>
<p>Fátima Faustino sublinha que a inteligência artificial deve ser encarada estritamente como um auxílio e nunca como um substituto do especialista. O julgamento e decisão final será sempre da responsabilidade do ginecologista, a quem compete validar e auditar os resultados fornecidos pela tecnologia. A maior vantagem destacada é o tempo que fica liberto para o médico olhar para a doente, recuperando assim a qualidade da relação interpessoal, que são frequentemente comprometidas pela atenção constante aos ecrãs.</p>
<p>Ao fazer o balanço do evento, Fátima Faustino mostrou-se satisfeita com o sucesso da iniciativa. Com cerca de 350 inscritos e um programa vasto composto por 48 comunicações, entre apresentações orais, vídeos e pósteres, a presidente da Sociedade considera que o objetivo de levar a inteligência artificial ao debate clínico foi alcançado.</p>
<p>Vila Nova de Gaia acolheu a 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, entre 5 e 6 de junho.</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A inteligência artificial como parceira estratégica na Ginecologia</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-inteligencia-artificial-como-parceira-estrategica-na-ginecologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:51:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Fernanda Geraldes</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, defende a integração da inteligência artificial (IA) na Ginecologia, não como uma mera ferramenta, mas como um parceiro fundamental para o avanço da especialidade. Numa perspetiva otimista, sublinha que esta tecnologia permite diagnósticos mais precoces e precisos, ao mesmo tempo que abre caminho para uma medicina mais humanizada e preventiva. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A grande força da IA reside na sua capacidade de otimizar a acuidade diagnóstica e aumentar a eficácia dos tratamentos. Fernanda Geraldes destaca que estes modelos auxiliam na identificação de doenças, reduzindo significativamente a margem de erro e o tempo de espera para intervenções adequadas. Este benefício é particularmente evidente em condições complexas como a endometriose, na qual o diagnóstico precoce transforma radicalmente o prognóstico. Além disso, a aplicação da tecnologia em áreas como a cirurgia robótica reforça este ganho de eficiência, que se traduz diretamente num melhor cuidado para o doente.</p>
<p>Um dos pontos centrais abordados pela ginecologista é o impacto positivo na relação médico-doente. Ao delegar tarefas computacionais e de processamento de dados à inteligência artificial, o médico acaba por ter mais tempo e disponibilidade para o contacto direto com o doente. Isto favorece uma abordagem mais empática e um esclarecimento mais eficaz, fatores essenciais.</p>
<p>Contudo, a adoção destas tecnologias exige cautela. Fernanda Geraldes afirma que o médico deve manter o controlo e exercer um rigoroso sentido crítico perante as sugestões da IA. Como muitas doentes chegam à consulta com informações erradas da internet, cabe ao ginecologista filtrar esses dados e educar. Assim, é fundamental que os médicos se mantenham atualizados sobre o tema para garantir uma utilização segura e ética da tecnologia.</p>
<p>A 209.ª Reunião da Sociedade Portuguesa de Ginecologia decorreu durante os dias 5 e 6 de junho, em Vila Nova de Gaia.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>HPV: Alargamento da vacina até aos 26 anos é “passo fantástico” rumo à eliminação do cancro do colo do útero</title>
		<link>https://mediconews.pt/hpv-alargamento-da-vacina-ate-aos-26-anos-e-passo-fantastico-rumo-a-eliminacao-do-cancro-do-colo-do-utero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 15:11:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou o alargamento da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) no Programa Nacional de Vacinação (PNV) a homens e mulheres até aos 26 anos. A medida, que reforça o compromisso nacional para a eliminação das doenças e cancros associados ao vírus, é encarada pela comunidade médica como uma decisão estratégica fundamental. Para <strong>Amália Pacheco</strong>, ginecologista no Hospital Privado de Loulé, este prolongamento da idade vacinal abre uma "grande janela de oportunidade" para proteger novas franjas da população e consolidar a posição de liderança de Portugal na prevenção oncológica.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o 3.º Congresso Nacional Ginecologia em MGF, decorrido em Lisboa, a especialista foi questionada sobre a novidade, pois a inclusão de homens jovens nesta nova fase do PNV assume-se como um pilar central para quebrar o ciclo de transmissão do HPV. Ao garantir o acesso à vacina, o programa não só assegura a proteção direta dos homens contra patologias oncológicas como o cancro do pénis e do ânus, mas fomenta também uma imunidade de grupo crucial. Esta barreira indireta reduz a circulação global do vírus na comunidade, protegendo a população independentemente do género ou da orientação sexual.</p>
<p>Em reação a este marco na Saúde Pública, Amália Pacheco classifica a medida como &#8220;um passo fantástico em Portugal&#8221;. A especialista lembra que, embora o país apresente excelentes indicadores no género feminino, o cenário nos jovens do sexo masculino ainda carece de reforço, uma vez que a cobertura vacinal para os rapazes se iniciou mais tarde.</p>
<p>De acordo com a ginecologista do Hospital Privado de Loulé, o alargamento até aos 26 anos traz vantagens em duas frentes prioritárias. Por um lado, funciona como um resgate para os jovens residentes que anteriormente falharam o plano: &#8220;Será uma boa altura de nós voltarmos a insistir outra vez&#8221;, sublinha.</p>
<p>Por outro lado, a médica aponta para a importância de adequar o PNV à nova realidade demográfica do país, marcada pelo aumento dos fluxos migratórios. &#8220;Temos atualmente uma população imigrante em Portugal. Temos pessoas que vêm de outros países para o nosso onde não foram vacinados&#8221;, alerta a ginecologista, reforçando que a nova meta etária permite acolher e proteger estes cidadãos que não tiveram acesso à imunização nos seus países de origem.</p>
<p>Portugal destaca-se internacionalmente pela elevada adesão às metas da Direção-Geral da Saúde, uma realidade que importa capitalizar. &#8220;Sabemos nós que no ranking somos o país que tem a maior cobertura vacinal&#8221;, orgulha-se a especialista.</p>
<p>Com esta atualização do Programa Nacional de Vacinação, as perspetivas de futuro tornam-se ainda mais ambiciosas no combate à doença. &#8220;Daqui por uns anos, podemos dizer que Portugal vai estar num caminho excecional em termos da diminuição do cancro do colo do útero com maior taxa de vacinação&#8221;, antevê Amália Pacheco, perspetivando um país na vanguarda da erradicação dos cancros provocados pelo HPV.</p>
<p>O 3.º Congresso Nacional Ginecologia em MGF decorreu entre 21 e 22 de maio, em Lisboa.</p>
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		<title>Reprodutibilidade dos critérios de consenso de Amesterdão para má perfusão vascular materna: Porque é importante?</title>
		<link>https://mediconews.pt/reprodutibilidade-dos-criterios-de-consenso-de-amesterdao-para-ma-perfusao-vascular-materna-porque-e-importante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 16:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A classificação das lesões placentárias é um pilar da patologia perinatal, mas o seu impacto clínico é frequentemente limitado pela variabilidade na sua interpretação, o que diminui o valor do diagnóstico perante complicações obstétricas graves como a restrição do crescimento fetal, a pré-eclâmpsia e a morte fetal. Neste artigo de opinião, <strong>Rosete Nogueira</strong>, da Universidade do Minho, aborda o desafio persistente de traduzir a histopatologia em informação fiável e acionável, alertando para a necessidade de uma mudança cultural na especialidade. Ao analisar os critérios de consenso de Amesterdão para a má perfusão vascular materna (MVM), defende que o diagnóstico adequado exige mais do que definições teóricas no papel.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A classificação das lesões placentárias tem sido, desde há muito, um pilar da patologia perinatal, no entanto, a variabilidade na interpretação limita frequentemente o seu impacto clínico. Os critérios de consenso de Amesterdão para a má perfusão vascular materna (MVM) foram desenvolvidos para abordar esta questão, padronizando as definições e os limiares de diagnóstico. A avaliação multicêntrica da sua reprodutibilidade representa um passo oportuno e necessário para compreender se esta estrutura cumpre realmente a sua promessa.</p>
<p>Na sua essência, a motivação por detrás deste trabalho reside num desafio persistente: traduzir a histopatologia placentária em informação fiável e acionável. A MVM está associada a complicações obstétricas graves, incluindo restrição do crescimento fetal, pré-eclâmpsia e morte fetal. No entanto, se diferentes patologistas chegarem a conclusões diferentes ao examinar a mesma amostra, o valor destas associações diminui. A reprodutibilidade, portanto, não é um pormenor técnico — é a base sobre a qual se constrói a relevância clínica.</p>
<p>O desenho multicêntrico do estudo é um dos seus maiores pontos fortes. Ao envolver patologistas perinatais de diversas instituições, capta a diversidade da prática de diagnóstico no mundo real. Isto é crucial, uma vez que os critérios de consenso só são úteis se forem eficazes fora de ambientes altamente controlados ou especializados. O aspeto colaborativo também reflete uma mudança cultural mais ampla na patologia: da perícia individual para a padronização coletiva e estruturas partilhadas.</p>
<p>Metodologicamente, a avaliação da reprodutibilidade depende geralmente da concordância interobservador, frequentemente quantificada através de medidas estatísticas como o coeficiente kappa. Embora estas métricas forneçam uma forma estruturada de avaliar a consistência, também destacam a complexidade inerente à patologia placentária. A MVM placentária associa um espetro de lesões, cuja identificação pode depender de subtis pistas morfológicas. O estudo levanta implicitamente uma questão importante: até que ponto mesmo critérios bem definidos podem superar os elementos subjetivos da interpretação histopatológica?</p>
<p>Os resultados destas avaliações raramente são binários. Algumas características da MVM (modelação do valor acrescentado) tendem a apresentar uma forte concordância, particularmente aquelas com definições claras e bem delimitadas. Outras, especialmente as que envolvem gradações ou padrões sobrepostos, tendem a exibir menor reprodutibilidade. Esta variabilidade não representa necessariamente uma falha dos critérios de Amesterdão; pelo contrário, destaca áreas onde o refinamento, o esclarecimento ou a formação adicional podem ser necessários.</p>
<p>Do ponto de vista prático, as implicações são significativas. A elevada reprodutibilidade apoia a integração da avaliação da MVM nos relatórios de rotina e fortalece o seu papel na tomada de decisões clínicas e na investigação. Por outro lado, a baixa concordância indica cautela, pois são caraterísticas que podem exigir definições mais precisas, orientações ilustrativas ou até uma reavaliação do seu peso diagnóstico. Para os clínicos, compreender quais os aspetos mais robustos da MVM — e quais os menos robustos — é essencial na interpretação dos relatórios anatomopatológicos.</p>
<p>Para além da aplicação clínica imediata, o estudo contribui para uma discussão mais ampla sobre a padronização de critérios em patologia. À medida que a medicina enfatiza cada vez mais a prática baseada na evidência e a comparabilidade dos dados entre centros, os critérios de diagnóstico reprodutíveis tornam-se indispensáveis. Neste sentido, a avaliação dos critérios de consenso de Amesterdão não se limita à MVM; mas o modelo de abordagem da reprodutibilidade de critérios de consenso permite avaliar criticamente e melhorar as suas próprias ferramentas.</p>
<p>Em conclusão, a avaliação multicêntrica da reprodutibilidade de critérios é tanto um exercício de validação como um guia para melhorias. Reforça a importância da colaboração, destaca os pontos fortes e as limitações dos critérios atuais e, em última análise, contribui para o objetivo de tornar a patologia placentária mais consistente, fiável e clinicamente significativa.</p>
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		<title>Medicina está a evoluir para um diagnóstico mais atempado da endometriose</title>
		<link>https://mediconews.pt/medicina-esta-a-evoluir-para-um-diagnostico-mais-atempado-da-endometriose/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 17:15:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A opinião é de <strong>Geraldina Castro</strong>, membro da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, após palestrar sobre sintomas e sinais da endometriose no último evento da instituição. Durante a entrevista também destacou o panorama atual da doença no País, identificando que a evolução da Medicina para um diagnóstico mais célere tem sido constante. Veja o vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“É muito importante um evento destes, porque a endometriose é uma doença com uma prevalência que ronda os 10% na população com um impacto na qualidade de vida muito grande e sobre a qual temos verificado um atraso no diagnóstico&#8221;, destacou, relembrando que um diagnóstico mais precoce pode minimizar o impacto que a endometriose tem nas mulheres. Além disso, esta área também tem tido &#8220;uma evolução científica imensa&#8221; na área da terapêutica. &#8220;A Medicina tem avançado numa velocidade tal que cada vez mais vamos precisar de nos atualizar com uma regularidade muito mais apertada do que antigamente&#8221;.</p>
<p>Adiar um pedido de ajuda e normalizar os sintomas são alguns dos desafios que ainda prevalecem, reforçando o diagnóstico tardio, mas existe outro aspeto: são necessárias várias consultas até obter um resultado. &#8220;Os próprios médicos podem não valorizar devidamente e temos que trabalhar essa parte nos Cuidados de Saúde Primários&#8221;, adicionou.</p>
<p>Em tom de conclusão, Geraldina Castro referiu que estamos a caminhar para uma intervenção mais rápida na endometriose que irá favorecer a qualidade de vida da mulher.</p>
<p>Os novos consensos no cancro ginecológico estão disponíveis <a href="https://dev.spginecologia.pt/academia/guidelines/67e5e8fead4aeea79932a2ff" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>A 207.ª Reunião da SPG aconteceu em Espinho, em janeiro.</p>
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		<title>Cancro ginecológico e endometriose: a atualização de consensos nacionais</title>
		<link>https://mediconews.pt/cancro-ginecologico-a-atualizacao-de-consensos-nacionais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2026 15:30:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ginecologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=43985</guid>

					<description><![CDATA[<p><strong>José Reis</strong>, membro da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), marcou presença no mais recente evento dedicado exclusivamente à endometriose. Neste, palestrou sobre o risco de cancro e baseou-se na sua experiência para relatar os casos que beneficiam de tratamento cirúrgico. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a 207.ª Reunião da SPG, foi destacada a importância de atualizar os últimos consensos publicados em 2015, o que levou à construção de um programa científico exclusivamente dedicado à endometriose. Um dos temas inseridos foi o risco de cancro do ovário nestas mulheres.</p>
<p>“Têm surgido muitos artigos, sobretudo na última década, que apontam para uma ligação entre as mulheres que têm endometriose e um risco aumentado de cancro. Existem estudos para todos os gostos, digamos assim. Mas, no geral, o risco relativo de cancro aumenta nas mulheres com endometriose. Apesar desse risco estar aumentado, o risco absoluto final continua baixo. Não há indicação para fazermos cirurgia só com o intuito de reduzir o risco de cancro do ovário, mas sim para melhorar os sintomas por questões de infertilidade&#8221;, esclareceu.</p>
<p>Considerando que os primeiros estudos surgiram entre 2011 e 2012, este tem sido um tema alvo de atenção por parte da comunidade médica. E, na opinião de José Reis, a palavra-chave aplicada ao tratamento cirúrgico nas mulheres com endometriose é multidisciplinaridade. No entanto, é importante não esquecer a estratificação de risco.</p>
<p>&#8220;Ou seja: é importante não aplicar um risco único a todas as mulheres com endometriose, mas subdividir e perceber se têm endometriose ovárica, profunda, vesical, entre outros. Desses subgrupos, [vale a pena verificar] quais são aquelas que têm um risco maior de cancro do ovário. Os estudos apontam para as doentes que têm endometriomas grandes e com determinadas características ecográficas específicas, mas não temos ainda dados robustos sobre isso&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Para terminar, analisou a importância do evento, reconhecendo que existia a necessidade de dar a conhecer terapêuticas e técnicas cirúrgicas que não existiam há dez anos.</p>
<p>O documento está disponível para consulta <a href="https://dev.spginecologia.pt/academia/guidelines/67e5e8fead4aeea79932a2ff" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>A 207.ª Reunião da SPG decorreu entre os dias 16 e 17 de janeiro, em Espinho.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/cancro-ginecologico-a-atualizacao-de-consensos-nacionais/">Cancro ginecológico e endometriose: a atualização de consensos nacionais</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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