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	<title>Arquivo de Geriatria - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 14 Oct 2025 08:57:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Geriatria - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Dor na população idosa: “Temos de ser mais proativos no tratamento”</title>
		<link>https://mediconews.pt/dor-na-populacao-idosa-temos-de-ser-mais-proativos-no-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 08:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Joana Barrona</strong>, da USF Afonsoeiro, dedicou-se ao tema durante o Congresso Multidisciplinar da Dor. Na sua intervenção, fez uma revisão da prevalência da dor na população, focando-se nos idosos, e relembrou que existem múltiplas armas terapêuticas disponíveis, desde as farmacológicas às não-farmacológicas. Veja a entrevista feita no evento.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Relativamente à prevalência, é importante falarmos deste tema e do impacto que traz, não só para o doente e para a família, mas para os profissionais que o segue e a sociedade em geral. Efetivamente, os idosos são um grupo com particularidades que os diferenciam da restante população. Temos de pensar noutras opções, porque vão ter mais riscos associados. Se podermos, numa primeira linha, ter medidas que não trazem riscos acrescidos, será sempre a nossa preferência. Essas medidas vão tornar o idoso mais funcional e menos dependente, tratando-se de uma maior vantagem no tratamento da dor”, defendeu.</p>
<p>Enquanto profissional de saúde que acompanha doentes com dor crónica, Joana Barrona sublinhou a importância da proatividade no tratamento, independentemente das armas terapêuticas utilizadas, sugerindo que este é o segredo para um tratamento mais eficaz. Por fim, referiu que este tema deve estar mais vezes em foco em iniciativas como esta.</p>
<p>O Congresso Multidisciplinar da Dor decorreu em Vila Nova de Gaia com 500 congressistas.</p>
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		<title>“Não tratar a dor no idoso não pode acontecer”</title>
		<link>https://mediconews.pt/nao-tratar-a-dor-no-idoso-nao-pode-acontecer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2025 11:35:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Rafaela Veríssimo</strong>, da ULS Gaia-Espinho, marcou presença no Congresso Multidisciplinar da Dor para dar a conhecer as abordagens possíveis no que diz respeito à população idosa. Não só é importante tratar estes doentes com uma equipa verdadeiramente multidisciplinar, como é essencial não esquecer as opções não-farmacológicas. A família também é um fator que auxilia no processo de tratamento. Veja o vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Um idoso tem particularidades que o definem, nomeadamente as doenças e o que os medicamentos podem fazer no seu organismo. Quando falamos da dor no idoso, temos de conhecer as características fisiológicas e fisiopatológicas para conseguirmos fazer uma boa avaliação e escolhermos o tratamento mais correto. Mas isto só é possível com formação em geriatria. Não tratar a dor não pode acontecer”, sublinhou.</p>
<p>Durante a entrevista à News Farma, Rafaela Veríssimo relembrou que formação na área de geriatria e do envelhecimento é fundamental para escolhas mais seguras.</p>
<p>Vila Nova de Gaia foi o cenário escolhido para acolher o Congresso Multidisciplinar da Dor 2025, nos dias 17, 18 e 19 de setembro.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>“Existem questões a resolver na saúde e a participação nesta iniciativa pode permitir que a solução seja implementada”</title>
		<link>https://mediconews.pt/existem-questoes-a-resolver-na-saude-e-a-participacao-nesta-iniciativa-pode-permitir-que-a-solucao-seja-implementada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 10:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Catarina Bekerman</strong>, coordenadora do Serviço de Urgência Amigo do Idoso, partilha como a 3.ª edição das Bolsas Mais Valor em Saúde deu continuidade a um projeto desenvolvido para fornecer cuidados diferenciados à população idosa na ótica do Value-Based Healthcare. Após recebidas 50 mil horas em consultoria, a especialista refere que esta iniciativa difunde soluções para que várias instituições do Serviço Nacional de Saúde resolvam a mesma problemática. Leia a entrevista que vem a propósito da abertura das candidaturas da 4.ª edição das Bolsas Mais Valor em Saúde que terminam a 16 de julho.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) I Em que consiste o projeto Serviço de Urgência Amigo do Idoso?</strong></p>
<p><strong>Catarina Bekerman (CB) I</strong> Portugal é um dos países com maior taxa de envelhecimento e com um índice crescente de envelhecimento e dependência. O Serviço de Urgência (SU) Amigo do Idoso começou com a perceção de que os idosos, sobretudo os mais frágeis, recorrem cada vez mais aos Serviços de Urgência pela reduzida resposta nos centros de cuidados de proximidade, tanto do ponto de vista de saúde como de apoio social, dimensões que, na realidade, são indissociáveis.</p>
<p>Os Serviços de Urgência &#8220;tradicionais&#8221; estão preparados para dar resposta a situações agudas e emergentes, em que a maioria dos doentes tem múltiplas comorbilidades crónicas, eventualmente agudizadas e a requerer outro tipo de abordagem. O objetivo do SU Amigo do Idoso é adaptar o funcionamento do Serviço de Urgência às necessidades específicas dos doentes idosos, sobretudo os mais frágeis, para garantir uma resposta mais humanizada, integrada, eficaz e segura.</p>
<p><strong>NF I Qual foi o impacto das Bolsas Mais Valor em Saúde na concretização deste projeto? </strong></p>
<p><strong>CB I</strong> O Prémio Mais Valor em Saúde permitiu dar visibilidade e continuidade ao projeto. Esta oportunidade permitiu-nos passar de um projeto potencialmente &#8220;amador&#8221; para algo mais sólido e estruturado, na ótica do Value-Based Healthcare.</p>
<p><strong>NF I De que forma atua este projeto junto da comunidade médica?</strong></p>
<p><strong>CB I</strong> Em Portugal, a Geriatria e os cuidados diferenciados à população idosa ainda têm um longo caminho a percorrer. Este projeto permite sensibilizar os profissionais e, através deles, as famílias/cuidadores para a fragilidade do idoso, o risco, as consequências e as formas de mitigar o delírio e as quedas, incluindo uma revisão da terapêutica essencial e cuidados de fim de vida, sendo este o tema mais complexo de abordar em qualquer contexto, mas, sobretudo, num SU sobrelotado e com elevada pressão assistencial.</p>
<p><strong>NF I O que levou a equipa a submeter o projeto e quais eram as expectativas? </strong></p>
<p><strong>CB I</strong> Considerámos ser um projeto pertinente na conjuntura atual de excesso de procura e défice de recursos, com o intuito de otimizar os circuitos, permitindo uma maior integração de cuidados e eficiência. Esperávamos poder avançar no campo da integração de cuidados ao nível do SU e melhorar a forma como abordamos os doentes idosos com fragilidade, e, por inerência, todos os doentes no SU.</p>
<p>O apoio providenciado pelas Bolsas Mais Valor em Saúde permitiu-nos focar, não só na parte clínica, mas também na análise dos resultados e satisfação, possibilitando a divulgação e difusão do projeto.</p>
<p><strong>NF I Após este apoio, como comenta a relevância destas iniciativas que se focam num futuro mais esperançoso do Serviço Nacional de Saúde?</strong></p>
<p><strong>CB I</strong> O SNS tem profissionais excelentes com uma visão muito realista da prática clínica diária e &#8220;a necessidade aguça o engenho&#8221;. A escassez de recursos e a nossa resiliência e capacidade de adaptação fazem nascer ideias e projetos inovados que, muitas vezes, não são implementados pela carga assistencial e burocrática existente. Esta iniciativa permite apoiar e sobretudo motivar as equipas a continuar a trabalhar para o bem comum, que, neste caso, é o utente do SNS. No fundo, somos todos nós. Independentemente do valor pecuniário associado ao trabalho exercido, o reconhecimento do esforço adicional é extremamente gratificante.</p>
<p><strong>NF I Como encoraja os profissionais de saúde a inscreverem-se nesta iniciativa?</strong></p>
<p><strong>CB I</strong> Existem questões graves e profundas a resolver na saúde e profissionais de excelência com capacidade de as solucionar necessitando apenas do incentivo e apoio certos. A participação nesta iniciativa pode permitir que a solução encontrada seja implementada, testada e difundida por outras instituições com a mesma problemática. Este tipo de apoio permite-nos fazer parte da solução e não permanecer na &#8220;bancada&#8221; a ser parte do problema.</p>
<p>Saiba como se candidatar <a href="https://maisvaloremsaude.pt/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Reabilitação Geriátrica pretende intervir no sentido de potenciar a autonomia e manutenção de um estilo de vida ativo nos idosos</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-reabilitacao-geriatrica-pretende-intervir-no-sentido-de-potenciar-a-autonomia-e-manutencao-de-um-estilo-de-vida-ativo-nos-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 09:27:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Dia Internacional do Idoso, celebrado a 4 de outubro, <strong>Énio Pestana</strong>, fisiatra no Hospital Nélio Mendonça, no Funchal, e nas Clínicas Fisioclinic e Madeira Center, mestre em Geriatria e pós-graduado em Medicina Desportiva, aborda a Reabilitação Geriátrica num artigo de opinião. Leia na íntegra.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-reabilitacao-geriatrica-pretende-intervir-no-sentido-de-potenciar-a-autonomia-e-manutencao-de-um-estilo-de-vida-ativo-nos-idosos/">A Reabilitação Geriátrica pretende intervir no sentido de potenciar a autonomia e manutenção de um estilo de vida ativo nos idosos</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O envelhecimento da população, fruto da menor natalidade e do aumento da esperança de vida, torna os cuidados de saúde dos idosos uma área importante a nível mundial, sobretudo nos países desenvolvidos como Portugal.</p>
<p>Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para aumentos marcados da população idosa no mundo e em especial na Europa, onde a média de idade da população é a mais alta do mundo e onde se prevê um aumento da população com mais de 65 anos de 14 % para 25 %, entre 2010 e 2050. Correspondendo a população idosa a cerca de ¼ da população, a Europa começa a ser designada por <em>grey continent</em> (o continente cinza).</p>
<p>Há um longo caminho a percorrer para que os idosos vivam mais anos com qualidade de vida. O envelhecimento envolve mudanças fisiológicas e ambientais, que podem afetar os níveis de funcionalidade, atividade e participação dos cidadãos, gerando no indivíduo idoso necessidades específicas, que vão ao encontro dos cuidados de saúde prestados pela especialidade de Medicina Física e de Reabilitação.</p>
<p>A Reabilitação Geriátrica é realizada por uma equipa de vários profissionais sob coordenação do médico fisiatra e constitui um conjunto de intervenções diagnósticas e terapêuticas, cujo objetivo é a recuperação da capacidade funcional ou a melhoria da capacidade funcional residual em pessoas idosas com deficiência ou incapacidade.</p>
<p>Este declínio funcional ligado à idade necessita de uma abordagem global, com um plano de intervenção individualizado, dirigido a temáticas específicas do idoso como, por exemplo, a prevenção e tratamento da sarcopénia (fraqueza muscular) e o recondicionamento ao esforço (com o incentivo da prática de exercício físico terapêutico que é considerado “o comprimido mágico do século XXI”); a prevenção de quedas e de fraturas ósseas de fragilidade; a reabilitação cognitiva; a reabilitação do pavimento pélvico e da incontinência; a abordagem das alterações da deglutição; sem esquecer o domínio da integração ativa na sociedade e família, evitando ao máximo o isolamento e a imobilização.</p>
<p>A Reabilitação Geriátrica pretende, assim, intervir no sentido de potenciar o bem-estar e a autonomia dos idosos assim como a manutenção de um estilo de vida ativo.</p>
<p>Neste Dia Internacional do Idoso, a APMFR destaca o papel da Medicina Física e de Reabilitação que, com o seu trabalho e dedicação, promove a saúde dos idosos. Saiba mais sobre a APMFR em <a href="https://www.google.pt/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwid0LnmpOCIAxXnRvEDHTwfE5gQFnoECBcQAQ&amp;url=https%3A%2F%2Fapmfr.pt%2F&amp;usg=AOvVaw0rzhxlYQ-cs8kO4Jm_igBA&amp;opi=89978449" target="_blank" rel="noopener">www.apmfr.pt</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-reabilitacao-geriatrica-pretende-intervir-no-sentido-de-potenciar-a-autonomia-e-manutencao-de-um-estilo-de-vida-ativo-nos-idosos/">A Reabilitação Geriátrica pretende intervir no sentido de potenciar a autonomia e manutenção de um estilo de vida ativo nos idosos</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>SPMI lança 3.ª edição da bolsa NEGERMI para estágios em Geriatria</title>
		<link>https://mediconews.pt/spmi-lanca-3-a-edicao-da-bolsa-negermi-para-estagios-em-geriatria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 09:54:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina Interna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) lançou recentemente a 3.ª edição da Bolsa NEGERMI, destinada a apoiar a formação prática em Geriatria, uma área cada vez mais relevante no contexto da Medicina Interna em Portugal. Com o apoio da Fresenius Kabi, o NEGERMI tem como principal objetivo incentivar e financiar estágios clínicos em Geriatria, ajudando a suprir uma lacuna existente no sistema de saúde português. Leia as mensagens da responsável <strong>Lia Marques</strong>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/spmi-lanca-3-a-edicao-da-bolsa-negermi-para-estagios-em-geriatria/">SPMI lança 3.ª edição da bolsa NEGERMI para estágios em Geriatria</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com Lia Marques, responsável pelo projeto, &#8220;em Portugal não existem Serviços de Geriatria e, como tal, os médicos que pretendem adquirir competências práticas em Medicina Geriátrica são muitas vezes obrigados a procurar estágios fora do país, o que acarreta custos importantes.&#8221; Neste sentido, a bolsa consiste num apoio financeiro de mil euros por mês, até um máximo de três mil euros por candidato, sendo o montante anual total de seis mil euros.</p>
<p>A bolsa é destinada a médicos de Medicina Interna, sócios da SPMI, que sejam especialistas ou internos, e que demonstrem interesse ou já tenham iniciado atividades em Geriatria. As candidaturas para a 3.ª edição da bolsa NEGERMI estão abertas até 30 de outubro de 2024. &#8220;É uma oportunidade para quem tem interesse em desenvolver competências em Geriatria e que já tenha programado um estágio clínico até ao final do ano seguinte à atribuição da bolsa&#8221;, sublinhou Lia Marques.</p>
<p>A seleção dos candidatos será baseada na experiência e interesse demonstrado na área. &#8220;Serão valorizados os trabalhos já desenvolvidos, as publicações e a perspetiva de desenvolver atividade assistencial em Geriatria&#8221;, destacou, acrescentando que os candidatos com planos claros de aplicar as competências adquiridas em projetos de Geriatria terão uma vantagem adicional no processo de seleção.</p>
<p>Lia Marques enfatizou, ainda, a importância da formação em Geriatria no contexto da Medicina Interna, dada a crescente necessidade de cuidados específicos para a população idosa. &#8220;Os internamentos hospitalares de Medicina Interna, as urgências e as consultas externas assistem, maioritariamente, doentes idosos com múltiplas síndromes geriátricas. A bolsa do NEGERMI pode contribuir para melhorar a qualidade assistencial aos doentes mais velhos através da valorização dos médicos de Medicina Interna&#8221;, afirmou, destacando a necessidade de equipas multidisciplinares e especializadas para garantir a promoção da autonomia funcional dos idosos. Com esta iniciativa, o NEGERMI espera não só capacitar os médicos, mas também contribuir para a melhoria dos serviços de saúde, adaptando-os às necessidades específicas da população idosa em Portugal.</p>
<p>Candidaturas <a href="https://www.google.com/url?q=https://www.spmi.pt/3a-bolsa-negermi-para-estagios-clinicos-de-geriatria/&amp;source=gmail-imap&amp;ust=1726829674000000&amp;usg=AOvVaw39Mn5JXlOQVY4Hfz23mN8v" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/spmi-lanca-3-a-edicao-da-bolsa-negermi-para-estagios-em-geriatria/">SPMI lança 3.ª edição da bolsa NEGERMI para estágios em Geriatria</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Prof. Doutor Manuel Carrageta reeleito presidente da SPGG</title>
		<link>https://mediconews.pt/prof-doutor-manuel-carrageta-reeleito-presidente-da-spgg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2021 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;A 8 de maio realizou-se a eleição dos novos corpos sociais da Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia (SPGG), reelegendo como presidente o <strong>Prof. Doutor Manuel Carrageta</strong>. "Neste mandato vamos continuar a manter e aperfeiçoar as principais atividades de grande sucesso", destaca o presidente.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/prof-doutor-manuel-carrageta-reeleito-presidente-da-spgg/">Prof. Doutor Manuel Carrageta reeleito presidente da SPGG</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Além da reeleição do Prof. Doutor Manuel Carrageta enquanto presidente, a Sociedade vai contar com os seguintes vice-presidentes: no norte, o Prof. Doutor Ovídio Costa e o Dr.&nbsp;António Leuschner; no centro, o Prof. Doutor Frederico Teixeira; e no sul, a Dr.ª Maria João Quintela, o Prof. Doutor Manuel José Lopes e o Dr. Rui Leão Martinho.</p>
<p>&#8220;A SPGG, com uma história de quase 70 anos, quer desenvolver um espaço de debate e atualização científica estimulante sobre os temas mais importantes do envelhecimento e das patologias especificas das pessoas idosas, reforçando a colaboração com outras instituições nacionais e internacionais relevantes das áreas científica e social&#8221;, sublinha o Prof. Doutor Manuel Carrageta.</p>
<p>O presidente realça ainda que, &#8220;um outro importante desafio para a SPGG será contribuir para a formação e treino dos profissionais de saúde, que deverão ser reorientados para a aprendizagem da gestão das síndromas geriátricas, das doenças cronicas e das multipatologias&#8221;.</p>
<p>Neste mandato, o responsável garante que a presidência vai, também, &#8220;continuar a manter e aperfeiçoar as principais atividades de grande sucesso, tais como o Congresso Anual e o Curso pós-graduado de Geriatria, este sob formato predominantemente digital&#8221;.</p>
<p>&#8220;Desejo que seja possível, através de um trabalho conjunto interdisciplinar, melhorar a saúde e o bem-estar da nossa população com idades mais avançadas, que estiveram e continuam a estar particularmente ameaçadas pela ainda presente crise pandémica&#8221;, conclui.</p>
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		<title>1.º Simpósio de Geriatria: “Todas as especialidades são fundamentais no tratamento do doente geriátrico”</title>
		<link>https://mediconews.pt/1-o-simposio-de-geriatria-todas-as-especialidades-sao-fundamentais-no-tratamento-do-doente-geriatrico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2019 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No último dia 23 de fevereiro, a cidade do Porto recebeu o primeiro Simpósio de Geriatria - A Olhar o Futuro, que decorreu no Hospital Lusíadas Porto. O <strong>Dr. Sérgio Coimbra</strong>, coordenador da Unidade de Medicina Interna do mesmo hospital e membro da comissão organizadora, efetua um balanço do evento. &#160;</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/1-o-simposio-de-geriatria-todas-as-especialidades-sao-fundamentais-no-tratamento-do-doente-geriatrico/">1.º Simpósio de Geriatria: “Todas as especialidades são fundamentais no tratamento do doente geriátrico”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Médico News (MN) | O que motivou a organização do primeiro Simpósio de Geriatria &#8211; A Olhar o Futuro?</strong></p>
<p><strong>Dr. Sérgio Coimbra (SC) |</strong> Fundamentalmente houve dois propósitos para a realização do I Simpósio de Geriatria. Em primeiro lugar, reforçar a importância da disponibilidade que o hospital deve ter nas suas diferentes especialidades para o modelo assistencial multidisciplinar que a população geriátrica exige. Todas as especialidades são fundamentais no tratamento do doente geriátrico, visto que este tem sempre muitas e complexas comorbidades e, portanto, muitas e variadas necessidades clínicas.</p>
<p>A grande maioria dos participantes que estiveram presentes nesta iniciativa pertenciam ao Hospital Lusíadas Porto e eram de diferentes especialidades (Medicina Interna, Cardiologia, Fisiatria, Urologia, Psiquiatria, Otorrino, Oftalmologia, Estomatologia, Nutrição, Enfermagem, entre outras). Portanto, o primeiro objetivo do simpósio foi reforçar o alerta de todos os grupos profissionais do hospital para as necessidades assistenciais multidisciplinares e interdisciplinares que a grande maioria dos doentes idosos necessitam para uma reabilitação clínica capaz. Em segundo lugar, participar no esforço de formação na área assistencial da população geriátrica, não apenas para dentro do nosso Hospital Lusíadas Porto, mas também para o exterior da nossa Instituição Hospitalar. Portanto, quisemo-nos também associar a todo o esforço, que já existe, de diferentes instituições a nível nacional e agregar-nos a este movimento de formação assistencial na área da população geriátrica. Foram fundamentalmente estes os dois propósitos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MN | De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, a população idosa representa cerca de 20,7%. Nesse sentido, a área geriátrica é fundamental. Na sua opinião, qual o panorama da Geriatria em Portugal?</strong></p>
<p><strong>SC |</strong> A formação em Geriatria não está a iniciar-se. Já tem o seu percurso feito e tem vindo a ser bem notado. Inclusivamente, desde há alguns anos, foi integrada em conteúdos programáticos no ensino de pré-graduação de algumas faculdades. Portanto, já estamos com um percurso razoável nesta formação diferenciada em Geriatria. Temos formação pré-graduada e temos também, desde há muito tempo, formação pós-graduada. Além disso, desde há muitos anos, temos congressos nacionais, jornadas nacionais, simpósios institucionais, focalizados na Geriatria. Existe já, portanto, muito trabalho desenvolvido nesta área da Geriatria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MN | Como foram escolhidas as temáticas abordadas nas diversas intervenções do simpósio?</strong></p>
<p><strong>SC |</strong> Os temas das diversas intervenções foram escolhidos com base nos problemas clínicos correntes do dia a dia do doente geriátrico, aqui no nosso hospital. Essa foi realmente uma marca que eu, juntamente com a Dr.ª Alexandra Malheira, também ela membro da Comissão Organizadora do Simpósio, quisemos colocar na escolha dos temas: assuntos clínicos de grande importância, atendendo à nossa experiência no internamento hospitalar da população geriátrica que nos procura para prestação de cuidados assistenciais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MN | O Dr. Sérgio Coimbra moderou a mesa III: O Pecado mora ao lado. Atendendo à particularidade do nome, em que consistiu este momento do simpósio?</strong></p>
<p><strong>SC |</strong> Este nome surgiu porque, realmente, as patologias que foram tratadas nessa intervenção -diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia e insuficiência cardíaca &#8211; são patologias que são muito influenciadas pelo nosso estilo de vida. Estão ligadas à obesidade, à sobrecarga do sal alimentar, à vida sedentária, ou a hábitos menos saudáveis como o tabagismo. Portanto, “O Pecado mora ao lado” surge porque nós sabemos que muitas destas patologias se desenvolvem durante a nossa vida devido à adoção de um estilo de vida menos adequado. Se praticarmos estes “pecados”, devemos saber que estamos a contribuir para que possam surgir essas patologias. Foi por isso a escolha do título.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MN | De um modo geral, qual o balanço do evento?</strong></p>
<p><strong>SC |</strong> O evento teve cerca de 80 inscrições. O auditório esteve com um aspeto magnífico durante todo o dia. Significa isto que, quem nos escolheu para estar connosco no passado dia 23 de fevereiro, manteve-se porque apreciou imenso palestra após palestra. Verificou-se uma satisfação geral, houve alegria, boa disposição e brio dos oradores nas suas palestras, o que prendeu a atenção da plateia. Nos dias seguintes ao Simpósio, a Comissão Organizadora recebeu múltiplos elogios pela qualidade dos oradores, das suas palestras e pelo ambiente pedagógico que se viveu durante todo aquele dia. Queria salientar o mérito, que foi do todo coletivo, para este sucesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia celebra “vitalidade” nos 40 anos da sua refundação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2018 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faltam duas semanas para o 39.º Congresso Português de Geriatria e Gerontologia, a decorrer entre os dias 21 e 23 de novembro, no Centro Ismaili, em Lisboa. A data assinala também os 40 anos da refundação da Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia (SPGG), um marco que representa a “vitalidade da sociedade”. Quem o afirma é o <strong>Prof. Doutor Manuel Carrageta</strong>, em entrevista à Médico News. De acordo com o presidente da SPGG, esta é “a especialidade do presente” numa sociedade cada vez mais envelhecida, sendo que “a Medicina tem de acompanhar esta mudança”. Assista ao vídeo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Continuar a desenvolver-se, a prestar serviços de apoio ao povo português, a colaborar com o ministério da Saúde” são alguns dos principais objetivos da SPGG, destacados pelo Prof. Doutor Manuel Carrageta.</p>
<p>Neste sentido, a organização uniu esforços com a Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia (SEGG) para a realização de um “curso online destinado a cuidadores”, um dos assuntos da sociedade mais debatidos atualmente, de forma “gratuita”.</p>
<p>A 39.ª edição do Congresso espera uma “grande participação”, com mais de 600 inscritos, não só da área de Medicina, pois “a Geriatria é uma sociedade com uma forte componente social”, conclui o especialista.</p>
<p>Para mais informações sobre o evento, consulte <a href="https://www.prismedica.pt/event/39o-congresso-portugues-de-geriatria-e-gerontologia/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> o site oficial.</p></p>
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		<title>Geriatria prática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Realizou-se nos dias 22 e 23 de setembro, em Coimbra, o XIV Curso Pós-Graduado sobre Envelhecimento, uma organização que teve a sua primeira edição em 2002 e que, desde então, se tem vindo a afirmar como uma reunião científica de referência na região centro e no país, sendo prova disso o crescente número de inscritos, que este ano atingiu os 1249 participantes, oriundos das várias regiões portuguesas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os idosos têm habitualmente várias doenças e limitações físicas e funcionais que implicam a necessidade da multidisciplinaridade, necessitando por um lado de especialidades médicas generalistas, como a Medicina Interna e a Medicina Geral e Familiar, capazes de avaliar holisticamente o idoso e de integrar e supervisionar as várias doenças e terapêuticas instituídas, mas necessita também das outras especialidades menos genéricas, como a Cardiologia, a Gastrenterologia, a Pneumologia, a Nefrologia, as especialidades médico-cirúrgicas, entre outras, que, com o seu conhecimento aprofundado e técnicas diferenciadas, são essenciais em Geriatria. Daí a importância da multidisciplinaridade e da inter-relação e complementaridade entre todas as especialidades.</p>
<p>De salientar, contudo, que, dadas as particularidades dos idosos, em função das limitações físico-funcionais associadas ao envelhecimento, todos os médicos deverão ter conhecimentos de Geriatria, pois com exceção da Pediatria, todas as especialidades tratam idosos, os quais são cada vez mais velhos e, por isso, com maior necessidade de ajuste às suas particularidades. Neste contexto é desejável, como em geral já acontece, que em todas as Faculdades de Medicina portuguesas a disciplina de Geriatria integre o programa pré-graduado das suas licenciaturas/mestrados integrados e que nas especialidades de Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar possa haver formação nesta área durante o período de especialização.</p>
<p>Mas a multidisciplinaridade e interdisciplinaridade não se deve verificar apenas entre as especialidades médicas mas sim, também, entre os médicos e outros profissionais de saúde, que do mesmo modo são fundamentais no processo de avaliar e tratar os idosos. É o caso dos enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, profissionais de educação física e psicólogos, entre outros, que, com maior ou menor peso, consoante as circunstâncias, são peças importantes na saúde e qualidade de vida dos idosos.</p>
<p>Em Geriatria, os doentes apresentam problemas e limitações relacionados com as doenças, com o próprio envelhecimento fisiológico e com a sociedade onde estão inseridos. Para responder a estes problemas deve-se ter uma visão global do complexo bio-psico-social que é o idoso, que a multidisciplinaridade complementa. Tudo deve começar na avaliação geriátrica multidimensional, a qual, utilizando instrumentos de natureza diversa, numa perspetiva multidisciplinar e interdisciplinar, deverá fazer um levantamento, o mais completo possível, do estado de saúde do idoso, bem como dos seus problemas sociais, económicos, familiares ou outros que determinem o seu comportamento e condicionem a sua autonomia e, consequentemente, a sua qualidade de vida. Assim, esta avaliação deverá ir muito para além da avaliação clínica, que é a prática habitual nas nossas instituições de saúde, avaliando também, sistematicamente, as áreas onde o idoso é habitualmente deficitário como o estado físico, mental, funcional e social, com o objetivo de elaborar um plano geral que responda não só aos seus problemas de doença, mas também aos seus problemas psíquicos e sociais relacionados com as suas incapacidades e necessidades. Deverá, pois, ser um processo de avaliação em que todos os problemas do idoso sejam diagnosticados e analisados com vista à seleção das medidas mais adequadas para a sua resolução. Esta avaliação, devendo estar centrada no médico, em princípio generalista, deverá apelar, em maior ou menor grau, consoante as necessidades e disponibilidades, à participação de médicos de outras especialidades, bem como de outros profissionais de saúde.</p>
<blockquote>
<p>Se é verdade que a necessidade da multidisciplinaridade aumenta com a evolução da ciência e a ultra-especialização da Medicina, isso é ainda é mais verdade quando se fala de Geriatria.</p>
</blockquote>
<p>Nesta perspetiva, o XIV Curso Pós-Graduado sobre Envelhecimento – Geriatria Prática abordou, tal como as edições anteriores, temas da prática clínica diária da Geriatria, procurando discutir e dar respostas a questões que, pela sua frequência ou complexidade, preocupam os médicos e restantes profissionais de saúde, não esquecendo temas inovadores como a Medicina Antiaging e as unidades de Geriatria.</p>
<p>Foram palestrantes do curso ilustres figuras da Geriatria e da Medicina Portuguesa, bem como o Prof. Doutor Francisco Tresguerres, da Universidade Complutense de Madrid, que, pela sua qualidade científica e pedagógica, foram o garante do sucesso do evento.</p>
<p>Os idosos, embora com sistemas anatomofisiológicos de base e entidades nosológicas semelhantes aos dos não idosos, têm, contudo, particularidades que exigem diferentes abordagens dos seus problemas de saúde e de doença.</p>
<blockquote>
<p>Com este Curso pensamos ter colocado mais uma pedra na construção do edifício da saúde e qualidade de vida dos idosos portugueses.</p>
</blockquote>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/geriatria-pratica/">Geriatria prática</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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		<title>Acreditar na dor no idoso e tratar é fundamental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[clima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2016 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geriatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O XIV Curso Pós-Graduado Sobre Envelhecimento, contou com a participação do <strong>Dr. Paulo Reis Pina</strong>, da Unidade de Cuidados Paliativos da Casa de Saúde da Idanha, para apresentar o tema “Tratamento Farmacológico da Dor no Idoso. Mitos e Realidades”. Em entrevista ao Médico News, o especialista sublinha a importância de tratar a dor e de que forma pode ser feita a abordagem a este problema.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Um estudo nacional feito recentemente mostrou que na população portuguesa com mais de 65 anos, a prevalência da dor anda à volta 60%”, começou o Dr. Paulo Reis Pina por enquadrar o tema. Segundo o especialista, é necessário “acreditar que a dor existe” e que a mesma não faz parte da idade, mas sim da exposição ao dano ao longo da vida. “Será provável que as pessoas do campo ou as que trabalharam com máquinas durante longos anos, sem grandes cuidados e noções de ergonomia no trabalho, com elevada exposição à sobrecarga laboral, tenham dor”, frisou.</p>
<p><strong>O QUE TER EM CONTA NA ABORDAGEM À DOR?</strong></p>
<p>O idoso é por norma uma pessoa polimedicada, uma vez que “com a longevidade surgem algumas circunstâncias patológicas”, como por exemplo, hipertensão arterial, dislipidemia ou insuficiências cardíaca e renal. No entanto, chama a atenção para o facto de se desprezar a dor como doença: “Não podemos viver numa sociedade em que as outras doenças têm que ser tratadas porque são graves e a dor tem que ser de certa forma ignorada”. Para suportar a ideia que defende, o especialista mencionou o documento publicado pela DGS (2003), em que a dor foi decretada um sinal vital: “Percebeu-se que a presença de dor pode levar a um aumento de tensão arterial, da frequência cardíaca, da glicemia, do ritmo respiratório… ou seja, tem impacto nos outros parâmetros vitais”. Por isso, é necessário dar à dor a mesma prioridade dada às outras doenças.</p>
<p><strong>QUE MUDANÇAS SÃO NECESSÁRIAS?</strong></p>
<p>“As mudanças culturais levam bastante tempo”, frisou, mostrando no entanto, que as preocupações com a dor estão a surgir e que “este Curso sobre o Envelhecimento, com foco no tratamento da dor é um exemplo de que, gradualmente, a mudança está a acontecer”.<br />Contudo, o Dr. Paulo Reis Pina considera “que a dor ainda é um parente pobre das escolas de Medicina” e, por isso, “as faculdades têm de fazer um crescimento nesta área e deixar de ensinar a dor como sendo um sintoma porque só o é quando existe associada a um dano durante os primeiros três meses. Após esse período, a dor não é um sintoma, mas sim uma doença, concretamente uma síndrome dolorosa crónica”.<br />Em linha com as suas considerações, o médico destacou um inquérito realizado a estudantes de Medicina sobre os seus conhecimentos em dor crónica e tratamento adequado: “Mais de 90% dos alunos confessaram que estavam pouco preparados para lidarem com a dor crónica nos doentes. Tinham sido muito bem treinados para a dor aguda, que é a dor que aparece depois de um dano, mas para lidarem com aquelas pessoas que cronicamente aparecem, por exemplo, com lombalgias, não se sentiam preparados”.</p>
<p><strong>ABORDAGENS TERAPÊUTICAS</strong></p>
<p>O especialista defende que devem ser apresentadas alternativas terapêuticas ao doente: “podemos dar medicação transdérmica que apenas se faz de três em três dias. Outra opção passa por prescrever comprimidos de toma única diária”. Fundamental é “minorar a questão da polimedicação, impedindo por exemplo a primeira passagem hepática dos fármacos ou a sobrecarga do citocromo P450”.<br />Uma opção válida para tratar a dor é a utilização de opióides.<br />Porém, e tal como salientou, “em Portugal ainda existe algum receio por se considerar que os derivados da morfina são para doentes com cancro em fase terminal”.</p>
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