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	<title>Arquivo de Genética - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
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	<title>Arquivo de Genética - Médico News</title>
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		<title>XLH: o desafio de acompanhar uma doença rara ao longo da vida</title>
		<link>https://mediconews.pt/xlh-o-desafio-de-acompanhar-uma-doenca-rara-ao-longo-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 14:10:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hipofosfatemia ligada ao X (XLH) é uma doença hereditária e multissistémica que não se limita à infância, exigindo acompanhamento contínuo ao longo da vida. Entre a adolescência e a idade adulta, surgem desafios específicos que vão além da componente clínica e que obrigam a uma resposta coordenada dos serviços de saúde. <strong>André Travessa</strong>, assistente hospitalar de Genética Médica na ULS de Santa Maria, reflete sobre o impacto da doença e sobre a prestação de cuidados de saúde em Portugal. Assista à entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Sabemos que a XLH é de facto uma situação multissistémica que afeta o rim, o sistema esquelético, há deformidades, baixa estatura, mas não só. Às vezes também há abcessos dentários ou manifestações auditivas”, explica o especialista. Apesar de, na idade pediátrica, os cuidados tenderem a estar mais organizados, essa dinâmica nem sempre se mantém. “Os desafios acabam por ser ter essa multidisciplinaridade mais presente”, refere, acrescentando que há também um problema frequente nesta fase, uma vez que “há muitos doentes que por vezes perdem um bocadinho o follow up”.</p>
<p>Sendo uma doença hereditária, o acompanhamento familiar é uma peça central. “O mais importante é o doente vir à consulta de genética”, sublinha, descrevendo um modelo baseado em momentos-chave da vida: “na adolescência, início da vida adulta e depois quando o doente quer ter filhos”. O estudo genético assume aqui um papel relevante, não só para confirmar o diagnóstico, mas também para orientar decisões clínicas e familiares. “Permite-nos dizer qual é a hereditariedade, quem é que na família tem de ser estudado”, podendo ainda dar pistas sobre a evolução da doença, já que “alguns tipos de alterações genéticas podem dar quadros mais graves do que outros”.</p>
<p>A transição dos cuidados pediátricos para a idade adulta é outro momento crítico e depende muito da organização das equipas e, nesse sentido, “o mais importante é haver um médico gestor habituado a lidar com pessoas com XLH e que depois articule os cuidados com as outras especialidades.” Quando essa articulação existe, o processo torna-se mais simples.</p>
<p>Mesmo com os avanços na área, nem sempre o estudo genético oferece respostas imediatas, ainda assim, o diagnóstico continua a assentar sobretudo na clínica e na bioquímica. “Perante um resultado inicial negativo, é importante ver se justifica fazer mais alguma coisa”, explica André Travessa, salientando a necessidade de reavaliar e considerar diagnósticos alternativos. Em alguns casos, “a história familiar pode-nos ajudar a fazer o aconselhamento genético”, mesmo sem confirmação molecular.</p>
<p>Em Portugal, têm-se registado progressos importantes nos últimos anos, quer ao nível terapêutico, como o burosumab, quer na partilha de conhecimento entre especialistas. Ainda assim, persistem desafios estruturais. “Considero que temos equipas muito boas”, afirma, apontando, no entanto, a necessidade de melhor organização.</p>
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		<title>Genética como elo fundamental na inovação no diagnóstico de doenças raras</title>
		<link>https://mediconews.pt/genetica-como-elo-fundamental-na-inovacao-no-diagnostico-de-doencas-raras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 11:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Garantir que nenhum diagnóstico escape" é a missão partilhada pela geneticista <b>Cláudia Falcão Reis</b>, da Unidade Local de Saúde de Santo António, durante a sua participação no evento Raising Up The Rare, promovido pela Takeda. Numa edição marcada pela inovação e por uma abordagem eminentemente prática, a especialista realçou como a integração da Genética Médica nas equipas multidisciplinares e nos centros de referência é decisiva para transformar a Saúde dos doentes que sofrem de doenças de sobrecarga lisossomal. Assista ao depoimento.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Genética como elo fundamental na inovação no diagnóstico de doenças raras" src="https://player.vimeo.com/video/1169940421?h=c7e1f60de4&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></p>
<p class="MsoNormal">O destaque desta edição recaiu sobre a realização de casos simulados que reproduzem o percurso completo do doente — integrando a realidade do laboratório e do consultório — até se chegar ao diagnóstico final. Segundo Cláudia Falcão Reis, esta metodologia prática motiva os profissionais de saúde a incluírem estas patologias raras nas suas hipóteses de diagnóstico durante a rotina assistencial. A médica enfatizou a importância de manter estas doenças no &#8220;ADN&#8221; do pensamento clínico, sublinhando que o esquecimento destas hipóteses não pode ocorrer, uma vez que já existe tratamento disponível para melhorar a qualidade de vida dos doentes.</p>
<p class="MsoNormal">A Genética Médica, embora seja uma especialidade consolidada em Portugal apenas a partir do ano 2000, desempenha hoje um papel central que vai muito além do suporte laboratorial. O geneticista atua diretamente no aconselhamento genético, na gestão de familiares afetados ou assintomáticos e na apresentação de opções reprodutivas aos casais. Cláudia Falcão Reis destacou ainda o valor da consulta de Genética, onde se utiliza uma linguagem acessível e detalhada para explicar o impacto do diagnóstico na identidade de crianças e adolescentes, promovendo um maior conhecimento e apoio às famílias.</p>
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