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	<title>Arquivo de Gastrenterologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 12:03:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Gastrenterologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Uma nova fronteira na doença de Crohn: prevenir antes de tratar</title>
		<link>https://mediconews.pt/uma-nova-fronteira-na-doenca-de-crohn-prevenir-antes-de-tratar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 12:03:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Salomé Pinho</strong>, investigadora principal e coordenadora do grupo “Imunologia, Cancro e GlicoMedicina” no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, destaca o contributo do seu grupo de investigação na compreensão dos mecanismos que ligam o sistema imunitário à inflamação e à doença. Nesta entrevista à News Farma, apresenta um ensaio clínico inovador na doença de Crohn que propõe uma mudança de paradigma na prática clínica, ao apostar na prevenção em vez da intervenção tardia. “O nosso objetivo é atuar antes da doença se manifestar, numa fase em que o processo inflamatório poderá ainda ser reversível”, apontando para uma Medicina mais precisa, personalizada e centrada na preservação da saúde. Leia a entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Atualmente, o laboratório que lidera tem em curso um ensaio clínico a propósito da doença de Crohn. Em que consiste este ensaio e o que o distingue das restantes investigações já realizadas na doença de Crohn?</strong></p>
<p><strong>Salomé Pinho (SP) |</strong> O nosso grupo tem vindo a estudar, ao longo dos últimos anos, como alterações muito precoces da camada de açúcares complexos que cobre a superfície do intestino (glicanos) desencadeia alterações do sistema imunitário e da microbiota intestinal definindo a transição da saúde para a inflamação intestinal, e o consequente o aparecimento da doença de Crohn.</p>
<p>Com base nesse conhecimento que temos vindo a gerar no grupo de investigação que coordeno no i3S (Immunology, Cancer &amp; GlycoMedicine), estamos atualmente a desenvolver um estudo clínico inovador no Hospital da Luz em Lisboa (sob coordenação clínica da médica especialista Joana Torres) dirigido a doentes com doença de Crohn que fizeram remoção cirúrgica de parte do intestino e que, numa proporção de doentes, apresentam risco de recidiva da inflamação.</p>
<p>O objetivo é testar o efeito de reprogramação dos glicanos da mucosa intestinal, através da administração de uma nova molécula que estamos a estudar, na prevenção da recidiva da inflamação, e avaliar se uma intervenção precoce pode modificar esses biomarcadores e reduzir a probabilidade de evolução para doença clínica.</p>
<p>O que distingue este estudo é precisamente esta mudança de paradigma. Tradicionalmente, a investigação em doença de Crohn tem-se focado em tratar a doença depois do aparecimento dos sintomas. O nosso objetivo é atuar antes da doença se manifestar, numa fase em que o processo inflamatório poderá ainda ser reversível. Trata-se de uma abordagem de Medicina preventiva, onde o foco está cada vez mais na identificação precoce do risco e na prevenção da doença.</p>
<p><strong>NF | Que impacto poderá esta investigação ter na prática clínica, caso os resultados sejam positivos?</strong></p>
<p><strong>SP |</strong> Se os resultados confirmarem a nossa hipótese, poderemos abrir caminho para uma nova forma de abordar a doença de Crohn, antevendo a sua predição, numa fase pré-clínica, quando ainda não há sintomas nem diagnóstico, e consequentemente a prevenção da doença de Crohn.</p>
<p>Em vez de esperar pelo aparecimento dos sintomas para iniciar tratamento, poderemos identificar indivíduos em maior risco e implementar estratégias preventivas personalizadas. Isto poderá traduzir-se numa Medicina mais precisa, onde a decisão clínica é baseada em biomarcadores preditivos e não apenas na presença de doença estabelecida.</p>
<p>Naturalmente, será necessário validar estes resultados em estudos adicionais, algo que já estamos a desenvolver numa ótica internacional, mas acreditamos que este poderá ser um primeiro passo para alterar a forma como pensamos a prevenção das doenças inflamatórias intestinais.</p>
<p><strong>NF | Do ponto de vista dos doentes, que benefícios concretos poderão surgir, tanto na prevenção como no controlo da doença?</strong></p>
<p><strong>SP |</strong> O maior benefício seria, naturalmente, conseguir atrasar ou mesmo evitar o aparecimento da doença em indivíduos de elevado risco.</p>
<p>A identificação precoce de alterações biológicas em indivíduos ainda saudáveis, mas com risco de doença, como o caso de familiares de primeiro grau de doentes com doença de Crohn, poderá permitir um acompanhamento mais próximo e uma intervenção preventiva numa fase muito inicial da doença, quando ainda existe menor dano intestinal.</p>
<p>A longo prazo, isso poderá significar menos complicações, menor necessidade de cirurgia, menor probabilidade de hospitalizações, menor risco de recidiva, menor exposição a terapêuticas mais agressivas e uma melhor qualidade de vida para os doentes e familiares.</p>
<p><strong>NF | Além deste ensaio clínico, que outras linhas de investigação estão atualmente a desenvolver no laboratório?</strong></p>
<p><strong>SP |</strong> O laboratório que coordeno no i3S desenvolve investigação em diferentes áreas da Imunologia translacional, sempre com o objetivo de compreender como os glicanos &#8211; moléculas que revestem praticamente todas as células do organismo &#8211; regulam o funcionamento do sistema imunitário.</p>
<p>Na doença inflamatória intestinal estudamos como alterações precoces do glicoma (composição de açúcares à superfície do intestino) desencadeia mecanismos inflamatórios que explicam o aparecimento da doença, e desta forma desenvolver novos biomarcadores preditivos de doença e novas estratégias preventivas e terapêuticas.</p>
<p>Além do foco na doença inflamatória do intestino, estudamos igualmente o papel dos glicanos em doenças autoimunes, como o lupus e a artrite reumatóide, procurando sempre transformar conhecimento fundamental em aplicações clínicas.</p>
<p>Paralelamente, desenvolvemos investigação em imunoterapia do cancro, onde procuramos otimizar células CAR-T através da engenharia dos glicanos para aumentar a sua eficácia contra tumores sólidos.</p>
<p><strong>NF | Olhando para o futuro, como antevê a evolução da investigação nesta área e o papel de abordagens mais preventivas na Medicina?</strong></p>
<p><strong>SP |</strong> Durante muitos anos perguntámos como tratar melhor a doença de Crohn. Hoje começamos a fazer uma pergunta diferente: será possível impedir que a doença apareça? É essa mudança de perspetiva que inspira o nosso trabalho. Acreditamos que compreender os mecanismos mais precoces da doença permitirá desenvolver uma medicina mais preventiva, personalizada e capaz de melhorar significativamente a vida dos doentes e das suas famílias</p>
<p>Nas próximas décadas veremos uma integração crescente de biomarcadores moleculares, inteligência artificial, dados clínicos e fatores ambientais para identificar indivíduos em risco antes da doença se manifestar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A revolução terapêutica no tratamento da MASH</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-revolucao-terapeutica-no-tratamento-da-mash/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:44:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Helena Cortez-Pinto</strong>, professora catedrática de Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa e diretora da Clínica Universitária de Gastrenterologia, foi moderadora do simpósio “Turning the Tide on MASH: Why is Semaglutide ESSENCEtial?”, promovido pela Novo Nordisk no âmbito do Congresso Português de Hepatologia 2026. Em entrevista à News Farma, a especialista analisa as mudanças profundas que estão a ocorrer no campo das terapêuticas para a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH). Confira o vídeo das declarações.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Helena Cortez-Pinto destaca que o panorama atual é radicalmente diferente dos últimos 20 anos, período durante o qual houve uma escassez de fármacos específicos para a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH). A especialista acredita que se vive agora uma verdadeira transformação, afirmando: “Penso que estamos numa revolução em relação a esta doença, no que diz respeito a terapêuticas médicas”.</p>
<p>Esta evolução é vista com grande otimismo, uma vez que os novos fármacos em fase avançada de ensaios clínicos permitem tratar várias frentes em simultâneo. Segundo a especialista, o aspeto mais positivo desta mudança é a “possibilidade também, em muitos casos, de tratar obesidade e tratar as outras complicações relacionadas”, oferecendo uma resposta mais eficaz aos doentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>MASLD: O imperativo do rastreio da fibrose em doentes de risco</title>
		<link>https://mediconews.pt/masld-o-imperativo-do-rastreio-da-fibrose-em-doentes-de-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Multidisciplinary Assessment of Patients with MASLD and MASH” foi o tema apresentado por <strong>Mariana Verdelho Machado</strong>, durante o simpósio patrocinado pela Novo Nordisk, “Turning the Tide on MASH: Why is Semaglutide ESSENCEtial?”, que se realizou no Congresso Português de Hepatologia 2026. Em entrevista, a gastrenterologista do Hospital de Vila Franca de Xira (ULS Estuário do Tejo) alerta para a gravidade da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), referindo que a mortalidade nestes doentes é quase duas vezes superior à da população geral. Confira as declarações em vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mariana Verdelho Machado esclarece que, embora as patologias cardiovasculares e oncológicas sejam as principais responsáveis pela morte das pessoas com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), a gestão do prognóstico exige um foco rigoroso no fígado. A médica defendeu que a prioridade absoluta não deve ser apenas identificar a esteatose, mas sim rastrear a fibrose, afirmando que “mais importante do que saber que tem MASLD, é saber se têm fibrose”, uma vez que estas cicatrizes sinalizam o risco real de progressão para cirrose.</p>
<p>A especialista identifica a diabetes e a obesidade como os fatores críticos para o avanço da doença, mas aponta o álcool como um obstáculo grave à Saúde Pública. Mariana Machado denuncia que “há uma grande iliteracia em relação ao álcool na população em geral” e que a normalização social do consumo impede que os doentes reconheçam quando estão a ingerir quantidades potencialmente lesivas para o seu fígado.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Da proximidade à resposta: Gastrenterologia e MGF em sinergia para melhor servir a população</title>
		<link>https://mediconews.pt/da-proximidade-a-resposta-gastrenterologia-e-mgf-em-sinergia-para-melhor-servir-a-populacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 14:41:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sob o mote “Virtudes e desafios da organização em rede”, o Núcleo de Gastrenterologia dos Hospitais Distritais (NGHD) promove, a 26 de junho, a primeira edição das Jornadas da Primavera. <strong>Catarina Fidalgo</strong>, especialista em Gastrenterologia no Hospital Beatriz Ângelo e membro da comissão organizadora, destaca que a iniciativa visa “estabelecer contactos e consolidar colaborações”, fomentando a criação de “canais de comunicação” que sustentem futuros projetos e protocolos de articulação. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Quais foram os principais motivos que levaram à criação da primeira edição das Jornadas da Primavera do NGHD?</strong></p>
<p><strong>Catarina Fidalgo (CF) |</strong> O imperativo para este novo modelo de reunião é a sinergia entre a Gastrenterologia hospitalar e os Cuidados de Saúde Primários. Só com um funcionamento em rede e colaboração estreita entre a Medicina Geral e Familiar e a Gastrenterologia hospitalar conseguiremos dar resposta às necessidades das populações que servimos. O nosso desiderato está expresso no lema das jornadas “Virtudes e desafios de organizações em rede”. Assim, nesta primeira edição, as ULS Amadora-Sintra e Loures-Odivelas, irão dar o pontapé de saída para um formato que se pretende de grande interação entre as duas especialidades.</p>
<p><strong>NF | Quais são os destaques e pontos-chave do programa desta edição?</strong></p>
<p><strong>CF |</strong> Decidimos começar o dia com um tema mais ligado à organização dos cuidados de saúde, sobre o desafio de combater o desperdício, a iatrogenia e a futilidade. Não teremos apenas a perspectiva dos médicos mas também da gestão/administração e da tutela, nomeadamente ao nível da integração informática entre os vários pólos de cuidados nas ULS.</p>
<p>Seguir-se-ão dois temas da maior relevância para a saúde pública: rastreio de cancro do cólon e reto e hepatites virais e, finalmente, uma sessão dedicada às doenças do eixo cérebro intestino que muito impactam na qualidade de vida dos nossos utentes.</p>
<p><strong>NF | Que lacunas no trabalho conjunto entre a MGF e a Gastrenterologia este evento pretende colmatar?</strong></p>
<p><strong>CF |</strong> Queremos vencer a habitual compartimentalização dos profissionais em silos e criar uma verdadeira cultura de colaboração. Só com grande suporte das administrações e soluções robustas da tutela poderemos aprimorar protocolos de atuação, redes de triagem e referenciação e evitar duplicação de atos muitas vezes desnecessários ou fúteis. Por outro lado, garantir que o rastreio do cancro do cólon e reto chega a todos a tempo e horas e que as hepatites virais (evitáveis ou tratáveis) não deixam sequelas, é prioritário.</p>
<p><strong>NF | Que aprendizagens ou recomendações esperam que os participantes retirem deste evento para aplicar na prática clínica?</strong></p>
<p><strong>CF |</strong> Em primeiro lugar, será uma reunião para estabelecer contactos e consolidar colaborações. Só quando nos conhecemos conseguimos colaborar. É essencial que se criem canais de comunicação e que desta reunião surja a semente para projectos e protocolos de articulação. É fundamental que tenhamos muitos participantes da Medicina Geral e Familiar mas de toda a comunidade que presta cuidados de saúde: enfermeiros, técnicos, gestores, etc.</p>
<p><strong>NF | Qual é o impacto esperado desta primeira edição na realização de futuras edições?</strong></p>
<p><strong>CF |</strong> Esperamos que a primeira edição seja muito participada e interativa, que dê origem a muitos projetos de colaboração dentro das ULSs e fora delas e que se estabeleça como um evento diferenciado, cunhado por uma visão efetivamente integradora dos cuidados e dos percursos dos doentes.</p>
<p>O evento decorre a 26 de junho, no Pavilhão Multiusos de Odivelas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Semana Digestiva 2026: “O objetivo é que o doente saia transformado do processo de tratamento”</title>
		<link>https://mediconews.pt/semana-digestiva-2026-o-objetivo-e-que-o-doente-saia-transformado-do-processo-de-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:22:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 20 a 22 de maio, o Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, será o palco da Semana Digestiva 2026, um evento que coloca a cooperação multidisciplinar no centro do debate clínico. Em entrevista de antevisão, <strong>Helena Vasconcelos</strong>, presidente do congresso, revela como o mote “Cooperar para cuidar” moldou um programa que extravasa a Gastrenterologia para incluir áreas como a Reumatologia, Nutrição e Cuidados Paliativos. Num cenário que convida à reflexão, a especialista destaca ainda o curso pós-graduado dedicado aos dilemas éticos e legais, sublinhando que o conhecimento científico só atinge o seu pleno potencial quando traduzido numa reabilitação integral e humana da vida do doente.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) I O lema deste ano é “Cooperar para cuidar. O conhecimento que transforma”. Como é que esta mensagem se irá refletir na estrutura do congresso e na seleção dos temas? </strong></p>
<p><strong>Helena Vasconcelos (HV) I</strong> A comissão organizadora quis com este tema abordar a multidisciplinaridade e, mais ainda, a cooperação das várias especialidades e áreas profissionais no sentido de servir o doente. O que se pretende é que a doente saia transformado do processo de tratamento. Que o doente não só se trate ou se cure, mas saia reabilitado e isso não é possível sem interligação com as várias áreas do saber.</p>
<p><strong>NF I A organização define a multidisciplinaridade como um dos eixos centrais do evento. Quais são as especialidades e profissionais que esperam atrair para lá da Gastrenterologia?  </strong></p>
<p><strong>HV I</strong> Vamos ter várias especialidades, tais como Medicina Interna, Cirurgia, Imagiologia, Pediatria, Reumatologia, Medicina Física e Reabilitação e outras áreas como Nutrição, Serviço Social e Cuidados Paliativos. Teremos sempre como companheiros de jornada na cooperação para tratar os doentes a Enfermagem.</p>
<p><strong>NF I A escolha de Fátima parece ter influenciado o tema do curso: “Dilemas éticos e clínicos em Gastrenterologia”. Pode explicar-nos o que motivou esta escolha?</strong></p>
<p><strong>HV I</strong> A localização em Fátima transporta-nos sempre para a esfera espiritual, pelo que foi um ponto de partida para o tema do pré-curso. Como é óbvio a dimensão ética da nossa atuação, como prestadores de cuidados, ultrapassa muito a parte espiritual. Este pré curso foi desenhado com um sentido prático muito interessante. Vão-se discutir do ponto vista operacional e legal os dilemas éticos associados aos doentes em geral e a grupos de doentes em particular. Vai ser um momento alto da nossa Semana Digestiva onde se espera forte adesão.</p>
<p><strong>NF I O programa promete percorrer todas as áreas da especialidade. Do ponto de vista técnico e científico, quais serão as principais “sessões imperdíveis” ou as grandes novidades desta edição?</strong></p>
<p><strong>HV I</strong> O programa SD foi construído com muito rigor científico e pensando que, consoante a área de interesse dos participantes,  poderão encontrar as últimas novidades e algumas já consolidadas mas revisitadas de outros ângulos e perspetivas.</p>
<p><strong>NF I O mote afirma que o conhecimento transforma a vida dos doentes. Como é que os avanços apresentados nesta Semana Digestiva se irão traduzir em benefícios reais para o quotidiano do doente?</strong></p>
<p><strong>HV I</strong> Existem dois pontos chave na formação dos profissionais de saúde. Se por um lado queremos estar mais bem preparados para solucionar problemas e para isso temos de aumentar os nossos conhecimentos, por outro lado queremos organizar e rentabilizar o nosso trabalho de forma a tirar mais partido daquilo que sabemos. Os doentes sairão sempre a ganhar com profissionais mais competentes e organizados</p>
<p><strong>NF I Que mensagem gostaria de deixar aos colegas que ainda não efetuaram o seu registo para a Semana Digestiva?</strong></p>
<p><strong>HV I</strong> Venham daí que ainda estão a tempo. Esta Semana Digestiva foi pensada em cada um de vós e conseguirão encontrar temas muito aliciantes em cada uma das sub especialidades e áreas de interesse. Não descuramos o convívio entre todos e o local vai ser uma agradável surpresa. Inscrevam-se que ainda estão a tempo. Contamos com a presença de todos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Início precoce de terapêutica avançada pode prevenir progressão da colite ulcerosa</title>
		<link>https://mediconews.pt/inicio-precoce-de-terapeutica-avancada-pode-prevenir-progressao-da-colite-ulcerosa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 11:52:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Joana Camões Neves</strong>, interna de Gastrenterologia na Unidade Local de Saúde Braga, foi a primeira autora do artigo “Early Intervention Prevents Disease Progression in Ulcerative Colitis – A Multicenter Retrospective Study” publicado no <em>Clinical Gastroenterology and Hepatology</em>. Segundo Joana Camões Neves, o estudo destaca que “o início precoce de terapêutica avançada não serve apenas para controlar sintomas, mas também para prevenir a progressão da doença”. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Quais foram os principais resultados do estudo sobre o impacto da intervenção precoce com terapêutica biológica na colite ulcerosa?</strong></p>
<p><strong>Joana Camões Neves (JCN) |</strong> A intervenção precoce com terapêutica biológica na colite ulcerosa moderada a grave mostrou reduzir a progressão da doença. Cada vez mais a colite ulcerosa é reconhecida como uma doença progressiva, e de facto, a intervenção precoce mostrou reduzir a sua progressão. É interessante que no grupo da intervenção precoce nenhum doente apresentou extensão proximal da doença.</p>
<p><strong>NF | Quais os critérios que compuseram o desfecho primário de progressão da doença e como a intervenção precoce afeta esses critérios?</strong></p>
<p><strong>JCN |</strong> O <em>outcome</em> primário foi definido por um <em>outcome</em> composto de extensão proximal, alterações cólicas estruturais e desenvolvimento de displasia ou cancro. A intervenção precoce reduziu a progressão, particularmente a extensão proximal e alterações cólicas estruturais.</p>
<p><strong>NF | Houve diferenças observadas nos desfechos clínicos secundários, como hospitalizações, cirurgia ou uso de corticosteroides  intervenção precoce?</strong></p>
<p><strong>JCN |</strong> Não encontramos diferenças relativamente aos desfechos clínicos secundários. Este achado está em linha com a evidência disponível até ao momento, que também não demonstrou de forma consistente benefício da intervenção precoce nestes <em>outcomes</em> clínicos. Uma possível explicação é o facto de os doentes com intervenção precoce apresentarem, em muitos casos, doença mais grave, o que pode atenuar diferenças em desfechos avaliados sobretudo a curto prazo. O nosso estudo ganha relevância, uma vez que foi a primeira vez que a intervenção precoce foi estudada em termos de progressão, que são <em>outcomes</em> que tipicamente ocorrem a médio-longo prazo.</p>
<p><strong>NF | De que forma os resultados do estudo podem orientar a prática clínica na gestão da colite ulcerosa?</strong></p>
<p><strong>JCN |</strong> É importante sublinhar que a messalazina é uma terapêutica segura e eficaz que nos permite atingir a remissão profunda em muitos doentes, e que o nosso estudo focou-se na colite ulcerosa moderada a grave. Os nossos resultados reforçam a importância de prevenir períodos prolongados de atividade inflamatória sustentada, frequentemente associados a múltiplos ajustes terapêuticos que culminam na introdução de terapêutica avançada. Os nossos dados sugerem que estes doentes poderão ser precisamente aqueles que mais beneficiam da intervenção precoce.</p>
<p><strong>NF | Qual a mensagem que gostaria de deixar à comunidade médica atendendo os dados obtidos neste estudo?</strong></p>
<p><strong>JCN |</strong> Na colite ulcerosa moderada a grave, o <em>timing</em> da introdução de uma terapêutica avançada pode ser determinante. Salientamos a importância de evitar períodos longos de atividade sustentada e prevenir uma doença recidivante. Este estudo acrescenta evidência ao mostrar que o início precoce de terapêutica avançada deve ser considerado não apenas pelo controlo sintomático, mas também pelo seu potencial efeito na prevenção da progressão da doença.</p>
<p>Leia o estudo <a href="https://www.cghjournal.org/article/S1542-3565(26)00141-2/abstract" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/inicio-precoce-de-terapeutica-avancada-pode-prevenir-progressao-da-colite-ulcerosa/">Início precoce de terapêutica avançada pode prevenir progressão da colite ulcerosa</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Gastro-MGF Connect: “Os médicos estão claramente interessados em melhorar e fazer melhor”</title>
		<link>https://mediconews.pt/gastro-mgf-connect-os-medicos-estao-claramente-interessados-em-melhorar-e-fazer-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 17:04:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Gastro-MGF Connect, o gastrenterologista e membro da comissão organizadora, <strong>Pedro Pimentel Nunes</strong>, destacou como principal motivação para esta iniciativa a necessidade de reforçar a articulação entre os especialistas, sublinhando que “constatamos que, no nosso dia a dia, há pouca comunicação entre as especialidades”, o que contribui para um percurso do doente frequentemente fragmentado. Assista às declarações.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/gastro-mgf-connect-os-medicos-estao-claramente-interessados-em-melhorar-e-fazer-melhor/">Gastro-MGF Connect: “Os médicos estão claramente interessados em melhorar e fazer melhor”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Temos um doente que vai ao médico de família que faz endoscopia com o gastrenterologista e em nenhum momento há comunicação entre os pares”, o que pode comprometer a orientação clínica, já que “muitas vezes essa falta de comunicação e orientação não é mais correta para os nossos doentes”.</p>
<p>Num contexto em que “a Gastrenterologia ou endoscopia digestiva está em constante inovação tecnológica, as coisas mudam”, torna-se essencial garantir que essa atualização chega a todos os intervenientes no sistema de saúde, “não só aos gastrenterologistas, mas em particular, aos médicos de família”. O objetivo central da sessão foi, assim, “a formação contínua dos médicos no sentido de melhorar os nossos cuidados”.</p>
<p>Relativamente aos conteúdos abordados, foram selecionados dois grandes eixos temáticos, a patologia alta e baixa. Nesse sentido, a primeira parte foi “muito focada na prevenção do cancro gástrico e de cancro colorretal”, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da adequada referenciação.</p>
<p>Na segunda parte, a sessão centrou-se nos “problemas de ordem prática na avaliação de determinados sintomas e sinais, nomeadamente a anemia”. O especialista alertou para a utilização nem sempre adequada de meios complementares de diagnóstico, uma vez que “muito frequentemente são pedidos exames e nem sempre com indicação”. Assim, pretendeu-se “chamar a atenção quando se deve pedir e o que é que se deve pedir”.</p>
<p>Foi igualmente destacada “a patologia hepática”, num contexto em que “a obesidade têm aumentado e é também um fator de risco da patologia hepática”. Perante esta realidade, a sessão procurou centrar-se em soluções concretas, discutindo “o que é que podemos fazer para melhorar” a abordagem, o diagnóstico e a intervenção precoce nestas situações.</p>
<p>Por fim, Pedro Pimentel Nunes manifestou surpresa positiva com a adesão à iniciativa. “Não estava à espera de tanta participação, honestamente”, interpretando-a como um sinal claro de compromisso profissional, já que “demonstra que os médicos estão claramente interessados em melhorar e fazer melhor”.</p>
<p>O evento decorreu no dia 6 de fevereiro, no Porto.</p>
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		<item>
		<title>Gastro-MGF Connect: quando as especialidades se encontram para dialogar e integrar cuidados</title>
		<link>https://mediconews.pt/gastro-mgf-connect-quando-as-especialidades-se-encontram-para-dialogar-e-integrar-cuidados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 18:26:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Sofia Baptista</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF) e membro da comissão organizadora do Gastro-MGF Connect, realçou a importância da multidisciplinaridade, afirmando que “em Medicina, estamos focados na integração de cuidados […] que se faz com a articulação entre as diferentes especialidades”. A especialista sublinhou que “a MGF e a Gastrenterologia têm vários pontos de contacto porque há muita patologia que se intersecta”, o que está diretamente alinhado com o propósito do evento, em que “o mote foi esta convergência: conversar, promover o diálogo entre estas duas especialidades”. Assista às declarações.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Relativamente à programação, a especialista indicou um programa diversificado, começando com “patologia digestiva alta”, seguindo-se “patologia digestiva baixa”, uma “tertúlia sobre anemia” e discussões sobre fígado” e “obesidade, incluindo o papel de alguns fármacos e da obesidade na doença hepática”.</p>
<p>Quanto ao sucesso da primeira edição, Sofia Baptista destacou: “Só podemos dizer que estamos muito satisfeitos com o painel que reunimos, com a nossa comissão organizadora, com todos os parceiros que nos apoiaram e com a adesão, que superou largamente as nossas expectativas nesta primeira edição”. Concluiu referindo que o objetivo foi criar um ambiente produtivo, “mas sobretudo muito descontraído e com rigor”.</p>
<p>O evento decorreu no dia 6 de fevereiro, no Porto.</p>
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		<item>
		<title>Anemia: Um problema de saúde pública que não podemos ignorar</title>
		<link>https://mediconews.pt/anemia-um-problema-de-saude-publica-que-nao-podemos-ignorar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 16:33:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Rita Barosa</strong>, especialista em Gastrenterologia da ULS Lisboa Ocidental e Vogal da Direção do Grupo de Estudos Português do Intestino Delgado (GEPID), aborda neste artigo de opinião a anemia ferropénica enquanto problema de saúde pública frequentemente subvalorizado, explicando a sua relação direta com o sistema digestivo e a importância dos exames endoscópicos na identificação da sua causa. Leia o artigo de opinião.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A anemia afeta cerca de 2 biliões de pessoas em todo o mundo, sendo mais frequente em crianças, mulheres e idosos. Trata-se de um importante problema de saúde pública, com impacto significativo na qualidade de vida e na saúde geral.</p>
<p>A anemia é uma condição em que o sangue tem uma quantidade insuficiente de hemoglobina, o que reduz a capacidade de transportar oxigénio para os tecidos do corpo. O World Anemia Awareness Day, celebrado a 13 de fevereiro, chama a atenção para esta condição. A data simboliza o valor de referência ideal de 13 g/dL de hemoglobina, fundamental para o transporte adequado de oxigénio no organismo.</p>
<p>Doentes com anemia podem apresentar cansaço excessivo, dificuldade de concentração, palidez da pele, fraqueza muscular e, em alguns casos, alterações cardíacas, como palpitações ou falta de ar.</p>
<p>Existem várias causas de anemia, nomeadamente doenças crónicas e inflamatórias, doenças da medula óssea e doenças genéticas. No entanto, em cerca de metade dos casos a anemiaocorrepor deficiência de ferro (anemia ferropénica). Esta pode resultar de ingestão insuficiente de alimentos ricos em ferro, diminuição da absorção do ferro ingerido ou perdas de sangue, nomeadamente pelo tubo digestivo, que podem ou não ser visíveis.</p>
<p>Na investigação das causas de anemia ferropénica, os exames endoscópicos têm um papel central. A endoscopia digestiva alta permite observar o esófago, estômago e duodeno, podendo identificar lesões como úlceras, tumores ou lesões vasculares. A colonoscopia avalia o cólon, reto, e pode avaliar o segmento mais distal do intestino delgado, sendo essencial para detetar pólipos, tumores, lesões vasculares ou doenças inflamatórias. Em cerca de 5-10% dos casos, a origem da anemia ferropénica encontra-se no intestino delgado, uma região não acessível pelos exames endoscópicos convencionais. Este segmento do tubo digestivo pode ser avaliado endoscopicamente com recurso a endoscopia por cápsula, um exame não invasivo em que o doente engole uma cápsula com uma câmara, que percorre o tubo digestivo e capta milhares de imagens do intestino delgado. Este exame permite identificar lesões vasculares, doenças inflamatórias ou tumores.</p>
<p>O tratamento da anemia ferropénica baseia-se na correção da causa subjacente e na reposição de ferro, que pode ser feita por via oral ou endovenosa. Em situações mais graves, pode ser necessária transfusão de sangue. Quando a causa é tratável por endoscopia, os exames endoscópicos como a endoscopia digestiva alta e a colonoscopia podem ter um papel terapêutico, sendo ainda possível aceder ao intestino delgado por enteroscopia assistida por balão, habitualmente quando a causa da anemia foi identificada na cápsula endoscópica.</p>
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		<item>
		<title>Estudo nacional premiado sobre o papel do DNA microbiano na obesidade</title>
		<link>https://mediconews.pt/estudo-nacional-premiado-sobre-o-papel-do-dna-microbiano-na-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 12:31:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastrenterologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Cláudia Marques</strong>, professora e investigadora da Nova Medical School (NMS) e cofundadora da YourBiome, integra a equipa distinguida com o prémio “Projeto do Ano – Investigação” nos Prémios Viver Saudável 2025, pelo projeto MAESTRO. Em entrevista à News Farma, a investigadora abordou este estudo, que teve como objetivo analisar o eixo intestino–tecido adiposo, explorando o impacto da alimentação na microbiota e na disfunção metabólica associada à obesidade. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Qual é o foco principal do projeto MAESTRO que lhe valeu o prémio “Projeto do Ano – Investigação” nos Prémios VIVER SAUDÁVEL 2025, e como contribui para a compreensão das complicações metabólicas associadas à obesidade?</strong></p>
<p><strong>Cláudia Marques (CM) |</strong> O foco principal do projeto MAESTRO foi investigar, de forma inovadora, o papel do DNA microbiano presente no tecido adiposo humano como potencial mediador da disfunção metabólica associada à obesidade. O projeto avançou, assim, com um novo mecanismo fisiopatológico da obesidade, demonstrando que fragmentos microbianos podem passar do intestino para a circulação sistémica, alcançar o tecido adiposo e contribuir diretamente para a disfunção dos adipócitos.</p>
<p>Esta abordagem permitiu identificar um novo mecanismo envolvido na progressão da obesidade, ajudando a explicar por que razão alguns indivíduos desenvolvem diabetes, dislipidemia ou hipertensão, enquanto outros mantêm um perfil metabolicamente mais favorável.</p>
<p><strong>NF | De que forma é que este estudo ajuda a explorar o eixo intestino–tecido adiposo, e qual é a relevância clínica dessa abordagem?</strong></p>
<p><strong>CM |</strong> O MAESTRO explorou o eixo intestino–tecido adiposo através de uma estratégia integrada que combinou a caracterização da microbiota intestinal (através das fezes), a avaliação da função da barreira intestinal (através de biomarcadores no sangue), a quantificação de DNA microbiano no tecido adiposo mesentérico (recolhido antes da cirurgia bariátrica) e a análise detalhada dos hábitos alimentares em indivíduos com obesidade pré-clínica e clínica.</p>
<p>Esta abordagem demonstrou que indivíduos com obesidade clínica apresentam, comparativamente a indivíduos com obesidade pré-clínica, mais disbiose, pior integridade da barreira intestinal e maior acumulação de DNA microbiano no tecido adiposo, o que se associa a um perfil pró-inflamatório e disfuncional dos adipócitos.</p>
<p>A relevância clínica desta abordagem reside no facto de este eixo oferecer uma nova perspetiva fisiopatológica sobre a obesidade. Isto abre oportunidades para uma estratificação metabólica mais precoce, identificação de indivíduos de maior risco e desenho de intervenções nutricionais mais direcionadas e eficazes.</p>
<p><strong>NF | Que impacto têm os resultados deste projeto no potencial desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas para a modulação da microbiota intestinal e melhoria da saúde metabólica?</strong></p>
<p><strong>CM |</strong> Os resultados do projeto sustentam o potencial desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas baseadas na modulação da microbiota intestinal e da função da barreira intestinal, com impacto direto na saúde metabólica.</p>
<p>Ao demonstrar que padrões alimentares (nomeadamente a ingestão proteica elevada) se associam a disbiose, maior permeabilidade intestinal e acumulação de DNA microbiano no tecido adiposo, o MAESTRO fornece uma base científica para novos estudos que visem: desenhar intervenções nutricionais de precisão, desenvolver modelos preditivos de risco metabólico, e testar abordagens terapêuticas que visem reduzir a translocação microbiana e restaurar a função adipocitária.</p>
<p>Assim, o projeto aprofunda não só o conhecimento mecanístico, como também aproxima a investigação da prática clínica, com perspetivas reais para prevenção e gestão personalizada das complicações metabólicas da obesidade</p>
<p><strong>NF | Por fim, qual o significado tem esta premiação para si, tanto a nível pessoal como profissional?</strong></p>
<p><strong>CM |</strong> Esta distinção representa o reconhecimento do caráter inovador e da relevância translacional do projeto e do contributo para a melhoria efetiva da abordagem clínica à pessoa que vive com obesidade, reforçando o papel da nutrição e da investigação na construção de cuidados de saúde mais personalizados, preventivos e sustentáveis.</p>
<p>Além disso, assume um significado particularmente especial por refletir o culminar de um percurso científico exigente, associado ao trabalho de doutoramento da Shámila Ismael que tive o privilégio de orientar.</p>
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