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	<title>Arquivo de Especial Enxaqueca - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 29 Jun 2026 11:13:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Especial Enxaqueca - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Cefaleias: unir diferentes realidades clínicas é o caminho para garantir o melhor para o doente</title>
		<link>https://mediconews.pt/cefaleias-unir-diferentes-realidades-clinicas-e-o-caminho-para-garantir-o-melhor-para-o-doente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:13:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Carla Morgado</strong>, interna de Neurologia na Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, sublinhou que a cooperação institucional é fundamental para a realização de estudos mais complexos e abrangentes sobre os doentes acompanhados na consulta de Neurologia. Para a profissional, que esteve presente na Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde as apresentações foram realizadas no âmbito da divulgação dos trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, um projeto da SPC com o apoio da Organon —, a investigação clínica é inerente à atividade do médico e crucial para novos tratamentos, apesar do constrangimento de ter de ser conciliada com a atividade clínica assistencial. Veja o vídeo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após ver a apresentação de vários trabalhos de investigação, Carla Morgado reforçou que é vital desenvolver estes projetos para melhor caracterizar a população de doentes e desenvolver novas terapias, o que virá a ajudar os doentes seguidos diariamente.</p>
<p>A colaboração e partilha de trabalho com outros profissionais de saúde de diferentes instituições são muito importantes, pois permitem obter conhecimento de outras realidades clínicas. Esta interação tem como objetivo garantir o “melhor para o nosso doente”, permitindo implementar na instituição práticas clínicas que se revelem benéficas noutras regiões do país.</p>
<p>Tomar acolheu a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa das Cefaleias no mês de maio.</p>
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		<item>
		<title>Integração da investigação na prática clínica: como combater a desvalorização das cefaleias?</title>
		<link>https://mediconews.pt/integracao-da-investigacao-na-pratica-clinica-como-combater-a-desvalorizacao-das-cefaleias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:14:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conciliar a prática clínica e a investigação é um desafio crescente, mas <strong>Aurora Costa</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, acredita que é possível, principalmente através de estudos de vida real. Em entrevista durante a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias (SPC) — onde as apresentações foram realizadas no âmbito da divulgação dos trabalhos que decorrem da iniciativa “Outside the Brain Box”, um projeto da SPC com o apoio da Organon —, a profissional defendeu que esta conciliação é necessária para combater a desvalorização de patologias como a enxaqueca. Confira a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A profissional explicou que conciliar a prática clínica e a investigação é sempre desafiante, visto que a exigência do dia a dia na consulta é cada vez maior, e a investigação exige tempo para a criação de protocolos e para a sua aplicação. No entanto, é fundamental fazer este equilíbrio, extraindo informação valiosa, muitas vezes através de estudos de vida real, mesmo durante a consulta.</p>
<p>Aurora Costa, em conversa com a News Farma, alertou que as cefaleias ainda são muito desvalorizadas pelo próprio doente que se apresenta na consulta: é recorrente as queixas já terem vários anos, traduzindo-se numa dor não tratada.</p>
<p>Neste sentido, iniciativas como “Outside the Brain Box” revelam-se essenciais, permitindo conhecer outros centros e perceber como funcionam, criando uma ligação entre os vários profissionais de saúde. A troca de conhecimento permite identificar o que pode estar a falhar na prática clínica, garantindo um tratamento eficaz e combatendo a desvalorização da patologia.</p>
<p>Foi durante o mês de maio que a Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Cefaleias marcou lugar na cidade de Tomar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Diagnóstico precoce e escuta ativa são chave no acompanhamento das cefaleias</title>
		<link>https://mediconews.pt/diagnostico-precoce-e-escuta-ativa-sao-chave-no-acompanhamento-das-cefaleias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Uma anamnese cuidada e ouvir o nosso doente acaba por ser o mais importante. É daqui que tiramos a maior parte das informações e não dos exames. O diagnóstico atempado permite uma orientação adequada, diminuindo muito o impacto destas doenças ao longo da vida”. Estas são palavras de <strong>Rodrigo Costa</strong>, neurologista na ULS São João, após participar na sessão “Atualizações Flash – Cefaleias” nas VIII Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar (MGF). O evento que se propõe a oferecer uma ação formativa diversificada, abordou tratamentos eficazes e diagnóstico precoce, elementos fundamentais para diminuir o impacto da doença ao longo da vida do doente. Conheça outras mensagens chave na entrevista realizada para o projeto especial Enxaqueca.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para Rodrigo Costa, o diagnóstico da enxaqueca não depende de exames complementares, mas sim da capacidade de ouvir o doente. Uma orientação adequada a longo prazo só é possível se o estudo da patologia for realizado corretamente desde as fases iniciais, afirmou.</p>
<p>O neurologista analisou a atual organização dos cuidados de saúde em Portugal, notando que a necessidade de consultas de Neurologia vocacionadas para as cefaleias é superior à oferta existente. Nesse sentido, considerou crucial reforçar a formação dos médicos de MGF. “É necessária uma consciencialização superior dos médicos de família para que consigamos fazer uma orientação mais adequada. Se este trabalho for bem feito na proximidade, menos doentes precisarão de uma consulta de cefaleias em ambiente hospitalar”.</p>
<p>O balanço da participação foi extremamente positivo, reforçando que iniciativas como esta  promovem o debate de casos reais e a atualização farmacológica para a evolução dos Cuidados de Saúde Primários em Portugal.</p>
<p>O Porto foi palco das Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar, que decorreram entre 19 e 21 de março.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cefaleias: “Estas novas armas terapêuticas são bem toleradas pelos doentes, o que tem um impacto direto no sucesso do tratamento”</title>
		<link>https://mediconews.pt/cefaleias-estas-novas-armas-terapeuticas-sao-bem-toleradas-pelos-doentes-o-que-tem-um-impacto-direto-no-sucesso-do-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:31:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Inês Silva</strong>, médica na USF São João do Porto, participou na sessão “Atualizações Flash – Cefaleias” durante a VIII Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar (MGF). A entrevista para o projeto Especial Enxaqueca, que conta com o apoio da Organon, sublinhou a importância da profilaxia e explicou como as recentes novidades farmacológicas permitem tratar a enxaqueca com uma segurança e durabilidade. O evento possibilitou ações de ação medica diversificadas e interativas, dirigida às reais necessidades dos internos e especialistas em MGF. Assista à entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para a palestrante, o foco principal do tratamento deve ser a redução dos dias de dor, uma vez que o impacto da enxaqueca na vida pessoal e profissional dos doentes é profundo. A médica destacou que as novas opções preventivas são essenciais para evitar que a patologia se torne paralisante. “Se o doente tiver menos dias de dor de cabeça, ou se conseguirmos eliminar esses episódios, estamos a dar-lhe uma melhor qualidade de vida. É fundamental termos armas terapêuticas que consigam tratar eficazmente o que antes era um desafio”, sublinhou.</p>
<p>Um dos pontos críticos apontados foi a barreira que os fármacos antigos representavam devido aos efeitos secundários. Com a chegada das novas terapêuticas, o médico de família ganha uma maior margem de manobra na prescrição. “Tínhamos fármacos que eram eficazes em algumas pessoas, mas que traziam muitos efeitos adversos. Estas novas armas deixam-nos mais à vontade para prescrever, pois sabemos que serão bem toleradas pelos doentes”.</p>
<p>A enxaqueca é uma das patologias mais frequentes na pratica clinica em MGF. Ines Silva reforçou que, embora as novas soluções não sejam aplicáveis a todos os casos, a dinâmica de inovação no setor exige que os profissionais estejam na linha da frente do conhecimento.</p>
<p>Entre os dias 19 e 21 de março, no Porto, as Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cuidados de Saúde Primários ganham protagonismo no tratamento da enxaqueca</title>
		<link>https://mediconews.pt/cuidados-de-saude-primarios-ganham-protagonismo-no-tratamento-da-enxaqueca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:14:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas VIII Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar, o objetivo primordial passou por  proporcionar uma ação de educação e de formação médica diversificada e interativa, dirigida às reais necessidades dos internos e especialistas em MGF. <strong>Rafael Dias</strong>, neurologista no Hospital CUF Porto, participou na sessão “Atualizações Flash – Cefaleias”, em entrevista para o projeto Especial Enxaqueca, uma iniciativa da Organon, analisou o impacto da chegada de fármacos específicos aos Cuidados de Saúde Primários (CSP) e como os novos critérios de referenciação estão a transformar o percurso do doente, garantindo uma assistência contínua e mais segura. Veja o vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/cuidados-de-saude-primarios-ganham-protagonismo-no-tratamento-da-enxaqueca/">Cuidados de Saúde Primários ganham protagonismo no tratamento da enxaqueca</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A grande mudança no tratamento da enxaqueca em 2026 reside na disponibilização de ferramentas terapêuticas avançadas ao médico de família. Segundo Rafael Dias, o acesso a fármacos específicos para enxaquecas episódicas e crónicas permite uma abordagem hospitalar em ambiente de proximidade. “Estas ferramentas estão agora disponíveis ao médico de família, com mecanismos de eficácia semelhante aos anticorpos monoclonais usados no hospital. É uma mudança dramática que dá segurança à equipa de MGF para tratar casos que antes exigiriam sempre consulta de especialidade”, sublinhou.</p>
<p>O especialista destacou ainda a importância dos novos critérios de referenciação, feitos em colaboração entre a Sociedade Portuguesa de Cefaleias e a sociedade de Medicina Geral e Familiar. Estas recomendações dão as orientações necessárias ao médico de família de quando referenciar para a especialidade, criando a continuidade dos cuidados entre o especialista de Medicina Geral e Familiar e neurologista.</p>
<p>O especialista destaca ainda os resultados de ensaios clínicos recentes que comparam as novas terapêuticas com fármacos antigos. A evidência demonstra que os novos antagonistas do CGRP são superiores aos restantes tratamentos orais, não só em eficácia, mas sobretudo em tolerabilidade.</p>
<p>Apesar dos avanços, Rafael Dias alertou para o facto de cerca de 30% dos doentes ainda não apresentarem resposta às terapêuticas atuais. O futuro da investigação deve focar-se em descobrir os mecanismos biológicos que causam a enxaqueca neste grupo específico. O neurologista concluiu a sua participação nas Jornadas apelando a um investimento contínuo na descoberta de novos mecanismos causais para que, no futuro, nenhum doente fique sem uma solução personalizada.</p>
<p>As Jornadas Multidisciplinares de Medicina Geral e Familiar decorreram no Porto entre os dias 19 a 21 de março.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/cuidados-de-saude-primarios-ganham-protagonismo-no-tratamento-da-enxaqueca/">Cuidados de Saúde Primários ganham protagonismo no tratamento da enxaqueca</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Triagem e terapêutica: o papel fundamental da MGF no primeiro contacto com a enxaqueca</title>
		<link>https://mediconews.pt/triagem-e-terapeutica-o-papel-fundamental-da-mgf-no-primeiro-contacto-com-a-enxaqueca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 10:20:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sendo os Cuidados de Saúde Primários a porta de entrada no sistema de saúde, a capacidade de realizar uma triagem inicial precisa é determinante para o sucesso do tratamento das cefaleias. <strong>Alcino Duarte</strong>, da ULS Tâmega e Sousa, participou no 3.º Curso de Cefaleias nos CSP e reforçou que, por estarem na “base da pirâmide”, os médicos de família têm a responsabilidade de dominar as ferramentas de diagnóstico e tratamento. Para o profissional, o sucesso desta abordagem começa em competências fundamentais: a capacidade de ouvir o doente e a realização de um exame objetivo rigoroso. Veja o vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alcino Duarte sublinhou que, sendo a cefaleia uma patologia frequente, o médico de família assume um papel vital como o primeiro contacto do doente. A utilidade deste curso reside na capacitação para uma “boa triagem inicial”, permitindo distinguir os casos que podem ser geridos localmente daqueles que exigem cuidados diferenciados. Esta clareza no diagnóstico é o que garante que o doente recebe o acompanhamento certo no tempo certo.</p>
<p>A formação permite que o clínico não se limite apenas a diagnosticar, mas que se sinta habilitado a, em certos casos, iniciar de imediato a terapêutica. Quando a situação clínica ultrapassa as competências da MGF, o conhecimento adquirido no curso torna-se igualmente crucial para garantir o “melhor encaminhamento ao cliente”, assegurando que o percurso do doente dentro do sistema de saúde é fluido e eficaz.</p>
<p>Numa era de avanços tecnológicos, Alcino Duarte relembrou também a importância de dois pilares da Medicina que foram reforçados durante a formação: saber ouvir o doente e realizar um exame objetivo. Estas competências são descritas como o ponto de partida essencial para qualquer investigação clínica em Neurologia, permitindo ao médico recolher os sinais necessários para uma decisão terapêutica segura.</p>
<p>O balanço final da formação é muito positivo, sendo descrita como “muito útil” para a prática diária. Para o profissional de saúde da ULS Tâmega e Sousa, este investimento em formação traduz-se numa maior confiança na gestão de uma das patologias com maior impacto na qualidade de vida dos utentes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O desafio do acesso financeiro às novas terapêuticas para tratamento das cefaleias</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-desafio-do-acesso-financeiro-as-novas-terapeuticas-para-tratamento-das-cefaleias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:40:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A reorganização do sistema de saúde em Unidades Locais de Saúde (ULS) está a permitir uma “conversa intimista” e sem precedentes entre a Medicina Geral e Familiar (MGF) e a Neurologia. Durante o 3.º Curso de Cefaleias nos Cuidados de Saúde Primários, <strong>Maria João Baptista</strong>, da ULS Santo António, destacou como esta proximidade facilita a orientação de casos de enxaqueca, embora tenha alertado para um obstáculo persistente: a dificuldade financeira no acesso às terapêuticas mais avançadas. O esforço conjunto entre sociedades médicas e o Governo na revisão das comparticipações é agora o passo essencial para garantir que a evolução científica chegue efetivamente ao doente. Saiba mais.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação das Unidades Locais de Saúde trouxe uma nova agilidade à comunicação entre centros de saúde e hospitais. Segundo Maria João Baptista, este curso funcionou como um fórum de integração que permite alinhar estratégias e orientar melhor os casos de cefaleias e enxaquecas. Esta cooperação direta é vista como o motor fundamental para melhorar o percurso clínico e o tratamento final dos utentes no Serviço Nacional de Saúde.</p>
<p>A visão de que a Medicina Geral e Familiar seria uma especialidade limitada pertence ao passado. Maria João Baptista sublinhou que a MGF é hoje uma especialidade com múltiplas vertentes, e que a formação em cefaleias se tem adaptado a esta nova realidade. Os médicos de família detêm agora um papel crucial tanto no diagnóstico como na implementação de tratamentos para esta patologia, demonstrando a evolução da especialidade.</p>
<p>Apesar do otimismo quanto ao surgimento de novas ferramentas de tratamento, a entrevistada da ULS Santo António apontou uma “luta” diária: a barreira financeira. Muitas vezes, o médico propõe terapêuticas avançadas, mas os doentes acabam por não as realizar devido ao custo elevado. Neste sentido, Maria João Baptista reforçou a importância de um esforço tripartido entre as sociedades médicas, os clínicos e o Governo. O foco deve estar na revisão das comparticipações, permitindo que os doentes com cefaleia tenham um acesso real e equitativo às opções terapêuticas mais eficazes que a medicina atual oferece.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Neurologia e MGF unidas: estratégias para identificar e tratar cefaleias</title>
		<link>https://mediconews.pt/neurologia-e-mgf-unidas-estrategias-para-identificar-e-tratar-cefaleias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:34:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Porto acolheu o 3.º Curso de Cefaleias nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), uma iniciativa que reforçou a proximidade entre a Neurologia e a Medicina Geral e Familiar. O evento focou-se na prevalência desta patologia e na necessidade urgente de dotar os médicos de família de ferramentas para um diagnóstico assertivo e um tratamento atualizado. Segundo <strong>Andreia Costa</strong>, membro da Comissão Científica, o objetivo passou por combater o estigma associado às queixas de cefaleia, promovendo uma abordagem que utilize as novas armas terapêuticas e saiba identificar com precisão quando o doente deve ser referenciado para cuidados diferenciados. Veja o vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/neurologia-e-mgf-unidas-estrategias-para-identificar-e-tratar-cefaleias/">Neurologia e MGF unidas: estratégias para identificar e tratar cefaleias</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A epidemiologia abriu os trabalhos do curso, sendo descrita por Andreia Costa como um tema “paradigmático”, dada a enorme prevalência tanto em consultas de Neurologia como de Medicina Geral e Familiar. Um dos focos centrais da formação foi a desmistificação de receios comuns entre os especialistas, nomeadamente o medo de não identificar uma cefaleia secundária. A especialista sublinhou que a vasta maioria dos casos encontrados na prática clínica são cefaleias primárias, sendo possível identificar o grupo restrito de causas secundárias através de pequenos sinais de alerta partilhados durante as apresentações.</p>
<p>Embora os critérios de diagnóstico se tenham mantido estáveis, o campo das cefaleias, nomeadamente a enxaqueca, registou avanços significativos no que toca à intervenção direta. Andreia Costa destacou uma “alteração muito grande”, não só na definição do que constitui um tratamento agudo adequado, mas também na compreensão de quando e como deve ser iniciado um tratamento preventivo. O domínio destas “novas armas terapêuticas” é essencial para melhorar a qualidade de vida dos doentes.</p>
<p>A metodologia do curso apostou fortemente na interação, utilizando a discussão de casos clínicos reais para consolidar o conhecimento. Para a comissão científica, esta componente prática é fundamental, uma vez que é na aplicação clínica que surgem as dúvidas mais pertinentes. O debate sobre casos reais foi considerado uma mais-valia para preparar os médicos para os desafios da prática clínica.</p>
<p>Por fim, a neurologista do Hospital CUF Porto deixou um apelo claro à valorização das cefaleias, não apenas como um sintoma, mas como uma doença que carrega um pesado estigma social e clínico. A mensagem final foca-se na capacitação: os médicos devem sentir-se aptos a abordar o doente, identificar a patologia e utilizar os recursos terapêuticos disponíveis. Simultaneamente, torna-se crucial o discernimento clínico para reconhecer o momento em que a patologia ultrapassa a esfera dos Cuidados de Saúde Primários e exige a referenciação para uma consulta mais diferenciada.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/neurologia-e-mgf-unidas-estrategias-para-identificar-e-tratar-cefaleias/">Neurologia e MGF unidas: estratégias para identificar e tratar cefaleias</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“A nossa missão é que os médicos de família levem uma mudança de práticas e uma maior capacidade de gestão dos doentes com cefaleias”</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-nossa-missao-e-que-os-medicos-de-familia-levem-uma-mudanca-de-praticas-e-uma-maior-capacidade-de-gestao-dos-doentes-com-cefaleias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 13:34:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de cefaleias exige rigor, especialmente no que toca à distinção entre primárias e secundárias, sendo que estas últimas podem comprometer a sobrevida do doente. No âmbito do 3.º Curso de Cefaleias nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), <strong>Rafael Dias</strong>, neurologista e membro da Comissão Científica, sublinhou a relevância de um trabalho de equipa entre a Neurologia e a Medicina Geral e Familiar (MGF). Com a exaustão da capacidade da Neurologia para observar todos os casos, o foco do curso incidiu na capacitação dos médicos de proximidade para gerirem as novas opções terapêuticas e aplicarem os recentes critérios de referenciação baseados num consenso alargado entre sociedades científicas. Assista à entrevista na íntegra.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para Rafael Dias, o primeiro passo de qualquer médico — seja em MGF, consulta aberta ou urgência — não deve ser a procura imediata do diagnóstico de cefaleias primárias, mas sim a exclusão de cefaleias secundárias. Embora menos comuns, estas patologias apresentam sinais de alarme que “não podemos mesmo escapar”, dado o impacto direto no prognóstico e na sobrevivência dos doentes. A identificação correta destes sinais é a barreira de segurança necessária antes de se assumir um diagnóstico de patologia primária.</p>
<p>A colaboração entre especialidades é descrita pelo neurologista como “essencial”. O neurologista referiu que os médicos de família são também especialistas nesta área, uma vez que uma grande percentagem das suas consultas gira em torno das cefaleias. “Deve haver um trabalho de equipa, porque a Neurologia não tem capacidade para ver todos os doentes com dores de cabeça”, afirmou, reforçando que cursos e atividades conjuntas são uma mais-valia para ambas as especialidades.</p>
<p>Também se sabe que o panorama terapêutico sofreu avanços significativos nos últimos anos. Algumas destas opções são de base hospitalar, o que torna vital que o médico de família saiba identificar o momento exato em que as ferramentas dos CSP já não são suficientes para o doente. Inversamente, é igualmente importante saber manter nos Cuidados Primários o doente que ainda pode ser tratado com os recursos da MGF.</p>
<p>Para apoiar esta decisão, destacou a publicação de um novo consenso sobre critérios de referenciação. Este documento une a Sociedade Portuguesa de Neurologia, a Sociedade Portuguesa de Cefaleias, a Sociedade Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e a Associação de Doentes, estabelecendo diretrizes específicas para uma melhor orientação do percurso do doente.</p>
<p>O objetivo último desta formação é, segundo o especialista, garantir que os médicos de família regressem às suas unidades com uma “mudança de práticas” e uma capacidade reforçada de gestão. Ao dotar os participantes de ferramentas atualizadas, promove-se um atendimento mais seguro, célere e eficaz para quem sofre de cefaleias.</p>
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		<title>Autonomia da MGF e novos fármacos são a mais recente estratégia para otimizar o acompanhamento da enxaqueca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 16:38:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Enxaqueca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partilha de casos clínicos e a simplificação de temas complexos marcaram o 3.º Curso de Cefaleias nos Cuidados de Saúde Primários. Segundo <strong>Célia Maia</strong>, da ULS Matosinhos, a iniciativa foi fundamental para dotar os médicos de família de ferramentas que permitam uma identificação clara das situações que exigem referenciação urgente, ao mesmo tempo que promoveu a autonomia no uso de novas classes farmacológicas, evitando deslocações desnecessárias dos doentes à consulta de Neurologia. Conheça o depoimento da palestrante.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para Célia Maia, o curso serviu como um lembrete da necessidade de os médicos estarem atentos e questionarem ativamente os utentes sobre a presença de cefaleias. Sendo a enxaqueca uma das patologias primárias mais frequentes nos Cuidados de Saúde Primários, o diagnóstico precoce e a abordagem correta no dia a dia são essenciais para o bem-estar dos doentes.</p>
<p>Um dos pontos altos da formação foi a discussão em torno de novas opções no tratamento da enxaqueca. De acordo com a especialista da ULS Matosinhos, este conhecimento funciona como um estímulo para que a Medicina Geral e Familiar passe a gerir a patologia de forma mais autónoma. Esta mudança de paradigma significa que o doente pode receber tratamento diretamente no seu centro de saúde, sem a necessidade de ser sempre reencaminhado para o ambiente hospitalar.</p>
<p>A proximidade entre neurologistas e médicos de família foi apontada como a grande mais-valia do curso. Esta relação facilita a identificação de casos críticos que devem ser enviados atempadamente para as consultas ou Urgências de Neurologia. A palestrante sublinhou ainda que os formadores conseguiram simplificar temas densos, transformando a formação numa ferramenta prática para “tratar mais e diagnosticar melhor” no contexto da Medicina de proximidade.</p>
<p>O balanço da participação foi extremamente positivo, reforçando que iniciativas que promovem o debate de casos reais e a atualização farmacológica são cruciais para a evolução dos Cuidados de Saúde Primários em Portugal.</p>
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