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	<title>Arquivo de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 29 Jun 2026 09:45:29 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo - Médico News</title>
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		<title>Estevão Pape distinguido com Medalha de Prata de Mérito e Dedicação</title>
		<link>https://mediconews.pt/estevao-pape-distinguido-com-medalha-de-prata-de-merito-e-dedicacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Almada atribuiu, por unanimidade, a Medalha de Prata de Mérito e Dedicação a <strong>Estevão Pape</strong>, reconhecendo o seu percurso profissional de excelência. A distinção honorífica, formalizada através de uma carta assinada pela presidente da autarquia, destaca o trabalho meritório desenvolvido pelo especialista no Hospital Garcia de Horta e o seu papel enquanto coordenador do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A deliberação para a entrega do galardão foi tomada pela Câmara Municipal de Almada em reunião extraordinária realizada em maio. Ficou expressado a &#8220;grande honra e satisfação&#8221; em condecorar o médico internista, cujo legado profissional se cruza de forma profunda com a comunidade e os cuidados de saúde na região de Almada.</p>
<p>Estevão Pape tem-se destacado ao longo da sua carreira não só na assistência hospitalar direta, mas também na liderança da investigação e dinamização do conhecimento na área da diabetes a nível nacional.</p>
<p>Para assinalar publicamente a atribuição do prémio, a presidente da Câmara Municipal de Almada convidou formalmente o homenageado a estar presente numa sessão solene. O evento comemorativo teve lugar no final do mês de junho.</p>
<p>O palco escolhido para a cerimónia de entrega da Medalha de Prata de Mérito e Dedicação foi o Museu de Almada – Casa da Cidade, um espaço cultural emblemático da Margem Sul.</p>
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		<title>Nova terapêutica contra a obesidade elimina gordura prejudicial preservando a massa magra</title>
		<link>https://mediconews.pt/nova-terapeutica-contra-a-obesidade-elimina-gordura-prejudicial-preservando-a-massa-magra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:37:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Boehringer Ingelheim anunciou os resultados preliminares positivos de dois ensaios clínicos globais de Fase III (SYNCHRONIZE-1 e SYNCHRONIZE-MASLD) que demonstram o forte potencial de uma nova molécula experimental na melhoria da saúde metabólica de adultos com obesidade ou excesso de peso. Os dados detalhados revelam uma perda de peso sustentada de até 16,6% e, crucialmente, uma redução direcionada de até 34% da gordura visceral e de 63,1% da gordura hepática, minimizando a perda de massa magra. Os estudos, apresentados nas Sessões Científicas da <em>American Diabetes Association</em> e publicados nas prestigiadas revistas <em>The New England Journal of Medicine</em> e <em>Nature Medicine</em>, confirmam que esta abordagem consegue atuar diretamente nas causas da disfunção metabólica, alcançando a normalização da gordura no fígado em 6 de cada 10 doentes com doença hepática esteatótica (MASLD).</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Resultados do SYNCHRONIZE-1</strong></p>
<p>O ensaio clínico de Fase III SYNCHRONIZE-1, com duração de 76 semanas, investigou survodutide em adultos com obesidade ou excesso de peso, sem diabetes tipo 2. Os dados preliminares positivos, anunciados em abril, mostraram que o ensaio atingiu os seus endpoints primários utilizando tanto os estimadores do regime de tratamento* como os da eficácia†.(1) Observou-se uma perda de peso sustentada de até uma média de 16,6% utilizando o estimador de eficácia, uma diminuição estatisticamente significativa em comparação com os 3,2% do grupo do placebo (p &lt; 0,0001).(2)</p>
<p>Num subestudo do ensaio clínico, a perda de gordura observada nos doentes que forneceram medições de ressonância magnética no início e no final do estudo, enquanto estavam em tratamento, revelou uma redução relativa de até 34,0% da gordura visceral.(2) Uma análise adicional revelou que a massa magra representou não mais do que 10,8% da variação na massa tecidular total na dose mais elevada, indicando que a perda de peso foi impulsionada sobretudo por reduções na massa gorda.(2) No mesmo subestudo, uma análise pré-especificada revelou que os adultos tratados com survodutide apresentaram uma redução da gordura hepática de até 63,1%, demonstrando ainda mais o potencial de survodutide para impactar positivamente a saúde metabólica.(2)</p>
<p>“Para as pessoas que vivem com obesidade, a perda de peso é apenas uma parte da história. Estas pessoas enfrentam um risco acrescido de desenvolver doenças graves decorrentes da obesidade e da disfunção metabólica associada, incluindo doença hepática metabólica, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Há uma necessidade urgente de tratamentos que vão além da perda de peso para também abordar estas doenças relacionadas”, afirma Lee Kaplan, diretor do Instituto de Obesidade e Metabolismo, em Boston, EUA, e presidente do comité executivo do programa SYNCHRONIZE. “Estou muito satisfeito por ver que estes dados revelam que o agonismo duplo  dos recetores de glucagon e GLP-1 de survodutide oferece uma abordagem promissora para pessoas com obesidade e para aquelas com doenças hepáticas metabólicas associadas à obesidade, incluindo MASLD e MASH.”</p>
<p>“A obesidade é uma doença complexa associada à forma como o corpo gere o metabolismo. O excesso de gordura visceral, que se encontra sobretudo à volta do abdómen, é um fator conhecido que contribui para a disfunção metabólica e está intimamente associado à função hepática comprometida”, afirma Shashank Deshpande, presidente do Conselho de Administração e diretor da Human Pharma, Boehringer Ingelheim. “Ao combater a obesidade em conjunto com a gordura visceral e a gordura hepática, survodutide tem o potencial de redefinir o que uma terapêutica direcionada para a gestão do peso pode alcançar, uma vez que pretendemos abordar os principais fatores da disfunção metabólica frequentemente associados à obesidade.”</p>
<p>A saúde metabólica refere-se à forma como o corpo processa os nutrientes e mantém a homeostase.(7) Sendo uma doença complexa, a obesidade vai além do peso, estando associada a perturbações nos processos metabólicos.(8) Até três em cada quatro pessoas com obesidade têm MASLD, uma condição em que o excesso de gordura se acumula no fígado.(9) Para cerca de uma em cada três pessoas com obesidade, esta condição pode evoluir para um estágio mais grave chamado esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH), que se caracteriza por inflamação e danos no fígado.(9)</p>
<p><strong>Resultados do SYNCHRONIZE-MASLD</strong></p>
<p>Os resultados positivos da Fase III do ensaio SYNCHRONIZE-MASLD reforçam ainda mais o potencial de survodutide na saúde metabólica, demonstrando melhorias na perda de peso e uma redução específica da gordura hepática.(4) O ensaio SYNCHRONIZE-MASLD avaliou survodutide durante 48 semanas em adultos com obesidade ou excesso de peso que apresentavam MASLD com sinais de inflamação e/ou fibrose, tanto com como sem diabetes tipo 2.(4)</p>
<p>O ensaio atingiu os seus <em>endpoints</em> co-primários utilizando tanto o regime de tratamento como os estimadores de eficácia, com resultados a mostrar que até 84,2% dos participantes tratados com survodutide apresentaram uma redução relativa da gordura hepática de pelo menos 30% utilizando o estimador de eficácia, uma melhoria estatisticamente significativa em relação aos 24,3% no grupo do placebo (p&lt;0,0001). (4) O ensaio atingiu o seu outro <em>endpoint</em> co-primário com uma redução relativa do peso corporal de até 12,2%, utilizando o estimador de eficácia, contra 1,0% no grupo do placebo (p &lt; 0,0001). (4) Resultados detalhados adicionais, de um endpoint secundário, mostraram que até 6 em cada 10 doentes (61,0%) alcançaram a normalização da gordura hepática (teor de gordura hepática &lt;5%) na semana 48 utilizando o estimador de eficácia, contra 5,7% no grupo do placebo.(4)</p>
<p>Foram também observadas tendências positivas noutros <em>endpoints</em> secundários que avaliam biomarcadores relacionados com o fígado, tais como os níveis de alanina transaminase (ALT), indicando uma redução da inflamação.(4)</p>
<p>Tal como esperado com as terapêuticas à base de GLP-1, no estudo SYNCHRONIZE-1 os efeitos indesejáveis mais frequentemente relatados para survodutide foram os de natureza gastrointestinal (GI), que foram na sua maioria de gravidade ligeira a moderada e ocorreram geralmente durante a fase de titulação da dose.(2) Os efeitos indesejáveis mais frequentes incluíram náuseas, vómitos, diarreia e obstipação, em comparação com o placebo. (2) As taxas de interrupção do tratamento devido a eventos adversos GI foram de 19% nas pessoas tratadas com survodutide, em comparação com 2,9% no grupo do placebo.(2) Estes resultados foram consistentes ao longo do ensaio SYNCHRONIZE-MASLD e com os efeitos conhecidos da classe. Não foram identificados novos sinais de segurança em ambos os ensaios.(4)</p>
<p>Em conjunto, os ensaios SYNCHRONIZE-1 e SYNCHRONIZE-MASLD demonstram os potenciais benefícios do agonismo duplo dos recetores de glucagon e GLP-1 para pessoas com obesidade e pessoas com MASLD com evidência de inflamação e/ou fibrose.(2,4,10) Survodutide poderia dar resposta à necessidade não satisfeita de tratamento destas condições, uma vez que o seu agonismo dos recetores de glucagon e GLP-1 diminui o apetite ao mesmo tempo que aumenta a sensação de saciedade,11 enquanto se pensa que o seu agonismo dos recetores de glucagon atua diretamente no fígado para reduzir a gordura hepática, regular a função metabólica, resolver a inflamação e melhorar a fibrose.(12,13,14) Survodutide é uma molécula experimental e não foi aprovada para utilização; a sua eficácia e segurança foram ainda estabelecidas.</p>
<p>Além disso, no âmbito de um programa de investigação mais abrangente, está a ser desenvolvido um conjunto de estudos de Fase IIIb para dar resposta às principais necessidades médicas não satisfeitas em pessoas com obesidade e no contexto dos cuidados de saúde na prática clínica. Com início previsto para o final deste ano, o estudo SYNCHRONIZE-HERA irá avaliar survodutide na saúde feminina; o ELEVATE-LIVER avaliará o impacto de survodutide na preservação da função e estrutura cardíacas em pessoas que vivem com MASLD ou MASH em fase inicial; e o SYNCHRONIZE-START examinará abordagens de titulação no mundo real, incluindo o início do tratamento e a mudança de GLP-1 RAs, com foco na tolerabilidade. Estes esforços complementam o SYNCHRONIZE-1 e o SYNCHRONIZE-MASLD no âmbito do programa global de Fase III mais abrangente sobre obesidade em pessoas com excesso de peso e obesidade, incluindo subpopulações-chave.(15,16,17,18,19,20) Survodutide está também a ser estudado em dois ensaios clínicos globais de Fase III, LIVERAGE e LIVERAGE-Cirrhosis, que investigam a eficácia e a segurança de survodutide em adultos com MASH e fibrose nos estágios 2 ou 3 e naqueles com cirrose MASH compensada (fibrose no estágio 4).(21,22)</p>
<p>†O estimador de eficácia é o efeito estimado do tratamento, partindo do pressuposto de que os doentes permaneceram em tratamento durante toda a duração do estudo.</p>
<p>‡Os valores de p para o estimador de eficácia são nominais; são calculados principalmente para fins de exploração descritiva, e não para estabelecer uma prova rigorosa e definitiva de significância estatística.</p>
<p><strong>MPR-PT-100408_jun26</strong></p>
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			</item>
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		<title>MASH e obesidade: duas doenças, uma abordagem terapêutica indissociável</title>
		<link>https://mediconews.pt/mash-e-obesidade-duas-doencas-uma-abordagem-terapeutica-indissociavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:41:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Congresso Português de Hepatologia 2026, <strong>Paula Freitas</strong>, endocrinologista do CRI-Obesidade da Unidade Local de Saúde de São João (Porto) e presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), participou no simpósio promovido pela Novo Nordisk, “Turning the Tide on MASH: Why is Semaglutide ESSENCEtial?”. Em declarações à News Farma, a especialista sublinha a necessidade de os profissionais de saúde aproveitarem a oportunidade de tratarem a obesidade e a esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH) de forma conjunta. Assista ao vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Obesity and MASH: The experience of treating Obesity with Semaglutide” foi o tema apresentado por Paula Freitas, que defendeu que o tratamento da esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH) ou doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) deve ser indissociável do tratamento da obesidade ou pré-obesidade, uma vez que estas condições estão intrinsecamente ligadas. Segundo a especialista, ao intervir nestas patologias, o clínico não está apenas a focar-se no fígado, mas sim a tratar um conjunto de comorbilidades como a dislipidemia, a hipertensão e a doença cardiovascular.</p>
<p>A endocrinologista destacou ainda o papel de terapêuticas como o semaglutido 2,4 mg, que permite uma abordagem holística à síndrome metabólica. Para Paula Freitas, esta é uma “oportunidade única” para reduzir a morte cardiovascular e tratar a insulinorresistência.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A relevância inquestionável do rastreio precoce e os desafios clínicos na diabetes tipo 1</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-relevancia-inquestionavel-do-rastreio-precoce-e-os-desafios-clinicos-na-diabetes-tipo-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, <strong>Estevão Pape</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, assumiu a moderação da sessão “Controvérsia 2 – Diabetes tipo 1: Prevenir? Rastrear? Onde podemos intervir?". Em entrevista à News Farma, o especialista abordou a urgência de implementar estratégias de rastreio desta patologia enquanto problema de Saúde Pública e discutiu a importância de diagnosticar com exatidão a variante autoimune no indivíduo adulto, trazendo uma perspetiva focada na realidade dos doentes. Assista às declarações em vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“A diabetes tipo 1 não é uma controvérsia, é uma realidade”, afirma desde logo Estevão Pape, lembrando que, em Portugal, existem cerca de 40 mil pessoas com esta doença que é “dada como incurável”. Perante este cenário, defendeu o benefício absoluto da intervenção precoce através de programas desenhados pelas autoridades de saúde: “O facto de se programar, quer a nível de sociedades científicas, quer a nível da própria Direção-Geral da Saúde, rastreios para populações que poderão vir a ser diabéticas de tipo 1, é um passo gigante”.</p>
<p>O médico manifestou-se ainda “altamente favorável ao rastreio” e a que se pondere de forma rigorosa “quem” e “como” integrar neste processo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rastreio e imunomodulação: a mudança de paradigma na gestão da diabetes tipo 1</title>
		<link>https://mediconews.pt/rastreio-e-imunomodulacao-a-mudanca-de-paradigma-na-gestao-da-diabetes-tipo-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:34:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Diabetes tipo 1: Prevenir? Rastrear? Onde podemos intervir?” foi o mote da sessão “Controvérsia 2”, que se realizou no 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, no Centro de Congressos de Lagoa e juntou três internistas, entre os quais <strong>Mónica Reis</strong>, coordenadora do Núcleo de Estudos de Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (NEDM-SPMI). A News Farma conversou com a especialista para compreender o impacto clínico do rastreio de biomarcadores e de que forma a introdução de um tratamento biológico inovador vai revolucionar a abordagem e a gestão pré-sintomática da patologia. Veja o vídeo da entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mónica Reis detalha que o rastreio traz a oportunidade de intervir na fase pré-clínica, concedendo margem para preparar o doente e a sua estrutura de apoio antes da manifestação dos sintomas: “Ao diagnosticarmos precocemente uma pessoa que tenha os anticorpos positivos, e que esteja na iminência de vir a desenvolver a doença, temos a possibilidade de preparar esta pessoa, a sua família e o seu enquadramento social para uma doença que vai acontecer”. Segundo a especialista, este período sem manifestação ativa é fundamental.</p>
<p>De seguida, a coordenadora do NEDM-SPMI contrapõe os benefícios dessa preparação estruturada face ao habitual diagnóstico descompensado em ambiente hospitalar, que gera elevados níveis de stresse. Mónica Reis refere que a deteção atempada permite que a aprendizagem não seja feita “num momento de stress, de doença aguda incapacitante”. A médica alerta que a realidade atual é muitas vezes “catastrófica” porque a maioria dos indivíduos entra “pela porta do serviço de urgência com uma cetoacidose diabética, muitas vezes em estádios muito graves”. Este cenário crítico, que chega a incluir o internamento em “unidade de cuidados intensivos” ou até desfechos fatais, pode ser evitado se a pessoa “já estiver devidamente educada a reconhecer os sinais e sintomas” e contar com o apoio de uma equipa médica que já a acompanha previamente.</p>
<p>A fechar o seu depoimento, Mónica Reis explica que este debate ganha uma urgência renovada precisamente por haver uma nova opção terapêutica capaz de intervir diretamente no curso biológico da patologia, concluindo que estamos perante “uma completa mudança de paradigma na gestão da pessoa com diabetes tipo 1”.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tiroide: sintomas silenciosos atrasam diagnóstico e tratamento</title>
		<link>https://mediconews.pt/tiroide-sintomas-silenciosos-atrasam-diagnostico-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:47:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fadiga, alterações de peso, queda de cabelo ou perturbações do sono continuam a ser frequentemente atribuídas ao stress ou ao envelhecimento, atrasando o diagnóstico das doenças da tiroide. No âmbito da Semana Internacional da Tiroide, que decorre entre 25 e 31 de maio, a presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), <strong>Paula Freitas</strong>, alerta para o impacto clínico do subdiagnóstico e defende maior articulação entre especialidades.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/tiroide-sintomas-silenciosos-atrasam-diagnostico-e-tratamento/">Tiroide: sintomas silenciosos atrasam diagnóstico e tratamento</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | As doenças da tiroide são simultaneamente muito prevalentes e continuam subdiagnosticadas em Portugal. Quais os principais fatores que contribuem para que tantas pessoas permaneçam sem diagnóstico?</strong></p>
<p><strong>Paula Freitas (PF) |</strong> É verdade, uma proporção significativa de pessoas com doenças da tiroide permanece sem diagnóstico, muitas vezes durante anos. Este atraso resulta de um conjunto de fatores que se sobrepõem, desde a natureza frequentemente “silenciosa” destas patologias até limitações no rastreio e no acesso aos cuidados de saúde. Um dos principais motivos prende‑se com a inespecificidade dos sintomas. Queixas como fadiga, alterações ponderais, queda de cabelo, obstipação ou diarreia, alterações do humor e perturbações do sono são extremamente comuns na população geral. Tanto os doentes como os médicos tendem a atribuí‑las a stress, envelhecimento, depressão ou ao ritmo do quotidiano, o que pode atrasar a suspeita de doença tiroideia.</p>
<p>Acresce que muitas destas doenças têm uma instalação insidiosa, permitindo uma adaptação progressiva do doente. No hipotiroidismo, por exemplo, os sintomas desenvolvem‑se lentamente e o indivíduo habitua‑se a um estado de menor energia e lentificação, sem reconhecer a presença de uma doença tratável. Por outro lado, no hipertiroidismo ligeiro ou subclínico, manifestações como palpitações discretas, perda de peso modesta ou ansiedade podem ser desvalorizadas ou interpretadas como traços individuais. A ausência de rastreio sistemático contribui igualmente para o subdiagnóstico. O doseamento de TSH não integra todos os exames de rotina, sobretudo em indivíduos jovens ou sem fatores de risco conhecidos, o que faz com que formas ligeiras ou subclínicas só sejam identificadas quando existe suspeita clínica dirigida ou antecedentes familiares relevantes. Outro fator importante é a sobreposição com outras patologias. As doenças da tiroide podem mimetizar quadros de depressão, ansiedade, anemia, síndrome metabólica, menopausa, fibromialgia ou doença cardiovascular. Quando apenas se tratam as manifestações — por exemplo, com antidepressivos num doente com hipotiroidismo não reconhecido — o diagnóstico etiológico permanece por fazer. Para reduzir o número de casos não diagnosticados, é fundamental aumentar a sensibilização, tanto da população como dos profissionais de saúde, para o facto de sintomas aparentemente inespecíficos poderem refletir patologia tiroideia. A inclusão do doseamento de TSH em grupos de risco — como mulheres acima dos 40–50 anos, grávidas ou no pós‑parto, indivíduos com antecedentes familiares ou doenças autoimunes, e doentes sob terapêutica com fármacos como amiodarona, lítio ou interferão — é uma estratégia particularmente relevante.</p>
<p>Em suma, o subdiagnóstico das doenças da tiroide resulta da sua elevada prevalência, apresentação frequentemente silenciosa ou inespecífica e da ausência de rastreio sistemático. O reforço da suspeita clínica e a implementação de estratégias de rastreio dirigidas são essenciais para reduzir este “iceberg” de doença oculta.</p>
<p><strong>NF | Muitos sintomas associados às doenças da tiroide são frequentemente confundidos com stress, envelhecimento ou menopausa. Que sinais devem levar a suspeitar de uma disfunção tiroideia mais precocemente?</strong></p>
<p><strong>PF |</strong> Sempre que estas alterações inespecíficas são persistentes devem levantar a suspeita de disfunção tiroideia, sobretudo se não houver outra causa evidente.</p>
<p>Os sintomas “inespecíficos” que o doente não deve ignorar são: cansaço, sonolência e sensação de esgotamento desproporcionais à carga de trabalho ou idade, sem explicação clara; aumento discreto, mas progressivo, de peso sem alterações de ingestão ou atividade (hipotiroidismo) ou perda de peso involuntária com apetite preservado ou aumentado (hipertiroidismo); intolerância ao frio (camadas de roupa, extremidades frias) ou, pelo contrário, intolerância ao calor e sudorese excessiva em contexto não compatível com ambiente ou esforço; obstipação (hipotiroidismo) ou aceleração do trânsito intestinal ou diarreia de causa não infeciosa (hipertiroidismo); alterações da pele, cabelo, voz e menstruação, com pele seca, áspera, pruriginosa, cabelos e unhas frágeis, queda de cabelo mais intensa e prolongada que o habitual, não explicada apenas por stress sazonal, rouquidão insidiosa ou voz mais “grossa” sem infeção, tabagismo ou esforço vocal excessivo; nas mulheres, alteração recente do padrão menstrual (por exemplo, menstruações irregulares) e queixas de diminuição da libido; a nível do humor, cognição e “stress”, humor deprimido, apatia, desânimo e redução da iniciativa, muitas vezes atribuídos a stress, burnout, menopausa ou envelhecimento, mas que surgem associados a outros sinais físicos ou irritabilidade, ansiedade, labilidade emocional, insónia ou dificuldade em “desligar” ao deitar, sem história prévia de perturbação ansiosa, sugerindo possível hipertiroidismo; queixas de “mente enevoada”, falhas de memória e dificuldade de concentração ou organização, sobretudo quando aparecem em poucos meses e interferem com o desempenho habitual. No que diz respeito a manifestações cardiovasculares e musculares, palpitações, taquicardia em repouso, intolerância ao esforço sem explicação cardíaca evidente, sugere hipertiroidismo; bradicardia discreta, intolerância progressiva ao esforço e sensação de fraqueza muscular ou mialgias difusas, que se instalam lentamente. Ainda, a sensação de “bolo na garganta”, dificuldade em engolir, rouquidão prolongada ou desconforto localizado na região anterior do pescoço; aumento visível ou palpável do pescoço, “caroço” tiroideu ou assimetria cervical detetada pelo próprio ou por terceiros; história familiar de doença autoimune da tiroide, bócio ou carcinoma tiroideu deve baixar o limiar para investigar uma possível doença da tiroide.</p>
<p><strong>NF | Que impacto pode ter um diagnóstico tardio na vida dos doentes?</strong></p>
<p><strong>PF |</strong> Um diagnóstico tardio das doenças da tiroide pode agravar muito os sintomas, aumentar o risco de complicações e comprometer de forma duradoura a qualidade de vida, a saúde cardiovascular, a fertilidade e, em casos extremos, a própria sobrevivência dos doentes, como nos casos de coma hipotiroideu ou mixematoso e na tempestade tiroideia. No hipotiroidismo, a evolução lenta favorece anos de fadiga intensa, depressão, aumento de peso, obstipação, pele seca e défice cognitivo, frequentemente atribuídos ao “stress” ou à idade. No hipertiroidismo, o atraso no diagnóstico prolonga palpitações, perda ponderal marcada, insónia, ansiedade e intolerância ao calor, com grande impacto na vida familiar e profissional. Em ambos os casos, o doente vive mais tempo em “sub-rendimento” físico e mental, com redução de produtividade, absentismo laboral e deterioração do bem‑estar emocional. As alterações da função tiroideia não tratadas estão associadas a hipertensão, dislipidemia, agravamento da resistência à insulina e aumento do risco de doença cardiovascular. O hipertiroidismo mantido pode conduzir a arritmias (nomeadamente fibrilhação auricular), insuficiência cardíaca e maior mortalidade por doença coronária. O hipotiroidismo prolongado pode associar‑se a derrame pericárdico e, em situações extremas, a coma mixedematoso, um quadro potencialmente fatal.</p>
<p>O hipertiroidismo crónico, sobretudo em idade mais avançada, acelera a perda de massa óssea e aumenta o risco de osteoporose e fraturas. O hipotiroidismo de longa duração pode cursar com rabdomiólise, maior fraqueza muscular e limitação da capacidade de esforço. Manutenção de défices de concentração, lentificação psíquica e alterações de humor tem impacto significativo na autonomia e na saúde mental. Os distúrbios da tiroide não diagnosticados podem comprometer também a fertilidade em ambos os sexos e dificultar a manutenção da gravidez. Na gravidez, hipotiroidismo ou hipertiroidismo não controlados aumentam o risco de aborto, parto pré‑termo, pré‑eclâmpsia e complicações materno‑fetais. Alterações maternas não tratadas podem interferir com o desenvolvimento fetal, com impacto potencial no neurodesenvolvimento e na saúde do recém‑nascido.</p>
<p>Em termos práticos, um diagnóstico tardio significa mais anos de sintomas, maior risco de complicações cardíacas, ósseas, metabólicas e reprodutivas, e uma perda de qualidade de vida que muitas vezes poderia ter sido evitada com um simples doseamento de TSH e T4 livre. Por outro lado, o diagnóstico atempado permite tratamentos relativamente simples e acessíveis, que devolvem ao doente energia, capacidade funcional e segurança a longo prazo, reduzindo custos pessoais e também para o sistema de saúde.</p>
<p><strong>NF | A Semana Internacional da Tiroide é este ano dedicada ao tema “Tiroide &amp; Nutrição”. De que forma pode ser reforçada a articulação entre Endocrinologia, Nutrição e Cuidados de Saúde Primários para melhorar o diagnóstico precoce, a adesão terapêutica e o acompanhamento dos doentes com patologias da tiroide em Portugal?</strong></p>
<p><strong>PF |</strong> A articulação entre Endocrinologia, Nutrição e Cuidados de Saúde Primários (CSP) é decisiva para transformar o tema “Tiroide &amp; Nutrição” em ganhos reais em saúde, encurtar o tempo até ao diagnóstico, otimizar a terapêutica e garantir um seguimento mais consistente ao longo do ciclo de vida. Esta articulação é crítica porque as doenças da tiroide são muito frequentes, muitas vezes assintomáticas ou com queixas inespecíficas (fadiga, alterações ponderais, queixas digestivas), o que faz com que o primeiro contacto seja quase sempre nos CSP. A nutrição pode interferir quer na prevenção quer no controlo da patologia tiroideia, pelo impacto de carências de micronutrientes (como iodo, selénio e zinco) na síntese hormonal.</p>
<p>Em termos práticos, deve-se privilegiar as fontes naturais de iodo em quantidade moderada, como peixe de água salgada, marisco, laticínios, ovos, sal iodado (sem exagerar no sal), os alimentos ricos em selénio, zinco e outros micronutrientes, como a castanha‑do‑pará (1–2 por dia), ovos, peixes gordos, leguminosas, sementes (linhaça, abóbora), cereais integrais e o padrão “saudável ou dieta mediterrânica ou atlântica  como muitas frutas e hortícolas, grãos integrais, leguminosas, azeite e outras gorduras de boa qualidade, proteínas magras (peixe, frango, leguminosas). Isto serve mais para apoiar a saúde global e garantir substrato para a síntese hormonal do que para “curar” a tiroide. De realçar, que se deve evitar suplementação de iodo por iniciativa própria (gotas, algas concentradas, comprimidos) porque tanto a carência quanto o excesso de iodo podem desencadear ou agravar hipotiroidimso ou hipertiroidismo em pessoas suscetíveis.</p>
<p>Uma estratégia pragmática de articulação passa por criar vias formais de comunicação entre serviços hospitalares de Endocrinologia e Unidades de CSP, com “endocrinologistas de ligação” responsáveis por apoiar a triagem de referenciações e a discussão de casos complexos.</p>
<p>Experiências nacionais mostram que este tipo de interligação reduz listas de espera e permite que situações como nódulos da tiroide tenham acesso mais rápido à consulta especializada, sem sobrecarregar desnecessariamente o hospital</p>
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		<title>O desafio do diagnóstico da diabetes tipo 1 no adulto</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-desafio-do-diagnostico-da-diabetes-tipo-1-no-adulto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:06:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diabetes tipo 1 no adulto continua subdiagnosticada e frequentemente confundida com tipo 2, atrasando terapêutica adequada. Com apresentação mais insidiosa e elevada heterogeneidade, exige maior suspeição clínica e recurso a marcadores específicos para alinhar diagnóstico e tratamento. Leia o artigo de opinião da secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, <strong>Rita Nortadas</strong>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A diabetes tipo 1 (DT1) continua a ser amplamente percecionada como uma doença da infância. No entanto, dados recentes mostram que a maioria dos novos casos surge após os 20 anos, com idade mediana próxima dos 39 anos. Em Portugal, estima-se que cerca de 90% das pessoas com DT1 tenham mais de 20 anos e que a maioria dos novos diagnósticos ocorra já na idade adulta. Apesar desta realidade epidemiológica, pode ser um desafio chegar ao diagnóstico de DT1 no adulto. Entre 30–40% dos adultos são inicialmente classificados como tendo diabetes tipo 2 (DT2), atrasando o início de insulinoterapia adequada. Esta discrepância resulta de múltiplos fatores clínicos, biológicos e conceptuais. Do ponto de vista genético, a arquitetura da DT1 de início no adulto é semelhante à da forma pediátrica, partilhando loci de suscetibilidade HLA e não-HLA. Contudo, a carga genética tende a ser inferior, associando-se a perda mais lenta da função das células beta e progressão clínica mais insidiosa. Esta evolução gradual contribui para apresentações menos exuberantes e menor frequência de cetoacidose no diagnóstico.</p>
<p>A heterogeneidade imunológica é outro elemento central. A DT1 não constitui uma entidade homogénea, mas sim um conjunto de endótipos com diferentes perfis de autoanticorpos e ritmos de destruição beta-pancreática. Nos adultos, é mais frequente a presença de apenas um autoanticorpo positivo, tipicamente anti-GAD65, enquanto nas crianças predominam múltiplos autoanticorpos. Além disso, a progressão a estádio clínico III é significativamente mais lenta nos adultos. Os dados de peptídeo C reforçam estas diferenças: mais de 60% dos adultos mantêm níveis doseáveis cinco anos após o diagnóstico, contrastando com declínio muito mais rápido nas crianças.</p>
<p>A preservação parcial da secreção de insulina pode mascarar a natureza autoimune da doença e favorecer a interpretação como DT2, sobretudo quando coexistem excesso ponderal, dislipidemia ou hipertensão. As implicações clínicas do erro diagnóstico são relevantes. Confundir falência progressiva de células beta com insulinorresistência conduz a insucesso terapêutico, pior controlo metabólico e maior risco de cetoacidose, particularmente se forem utilizados inibidores de SGLT2. Pode ainda atrasar educação estruturada adequada, rastreio familiar e acesso a terapêutica ou tecnologia apropriada. Reconhecer que a DT1 no adulto é frequente, heterogénea e frequentemente mais lenta na evolução é fundamental para reduzir o subdiagnóstico. Perante hiperglicemia recente, deterioração rápida do controlo, necessidade precoce de insulina ou falência inesperada de terapêutica oral, deve ser considerada a determinação de autoanticorpos e peptídeo C. Só assim poderemos alinhar o diagnóstico com a biologia da doença e garantir intervenção atempada e personalizada.</p>
<p>Este artigo de opinião foi publicado originalmente no Jornal do 22.º Congresso Português de Diabetes.</p>
<p>Veja <a href="https://publicacoes.newsfarma.pt/?p=NewsFarma" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Otimização do controlo lipídico na diabetes: o novo paradigma “lower is better for longer”</title>
		<link>https://mediconews.pt/otimizacao-do-controlo-lipidico-na-diabetes-o-novo-paradigma-lower-is-better-for-longer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Lower is better for longer: desafios e oportunidades no controlo lipídico na diabetes” foi o tema da conferência patrocinada pela Tecnimede que decorreu no 22.º Congresso Português de Diabetes sob moderação do especialista em Medicina Interna e atual presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, <strong>Estevão Pape</strong>, e que contou com a preleção de <strong>Ana Gonçalves Ferreira</strong>, assistente hospitalar de Endocrinologia no Hospital Garcia de Orta (ULS Almada-Seixal). A estratificação do risco cardiovascular na pessoa com diabetes e as mais-valias de uma nova associação em dose fixa no tratamento da dislipidemia neste grupo de doentes foram alguns dos tópicos abordados. Assista ao vídeo <em>best of</em> da sessão.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a conferência, Ana Gonçalves Ferreira sublinhou que a maioria dos doentes com diabetes apresenta um risco cardiovascular elevado ou muito elevado, exigindo metas de redução do colesterol LDL rigorosas. “Consoante as categorias de risco, assim vamos definir os objetivos do LDL e, no caso dos nossos doentes, a maior parte vai acabar por estar nas três últimas categorias de risco e por isso, os objetivos serão atingir LDL abaixo de 70 mg/dL, abaixo de 55 mg/dL ou até mesmo abaixo de 40 mg/dL. E uma redução de pelo menos 50% relativamente ao LDL de base”, explicou a palestrante, destacando ainda a introdução uma “nova categoria de risco extremo” na atualização de 2025(1) das <em>guidelines</em> de 2019 da ESC/EAS, que inclui “alguns doentes com diabetes, nomeadamente os que têm doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida” e “que têm múltiplos eventos, apesar de terapêutica otimizada com estatina”.</p>
<p>Face a estes objetivos, Ana Gonçalves Ferreira abordou a mudança de paradigma nas atuais recomendações terapêuticas(2), que preconizam o início do tratamento desde logo com terapêutica dupla, mais concretamente com pitavastatina e ezetimiba, em pessoas com diabetes, pré-diabetes ou síndrome metabólica, ou até “com algum grau de intolerância ou uma diminuição da tolerância às estatinas”.</p>
<p>No que diz respeito à pitavastatina, a assistente hospitalar de Endocrinologia informou que “é uma estatina que tem um impacto, ou neutro, ou até mesmo favorável do ponto de vista do controlo glicémico” e que tem “também uma boa tolerabilidade”, algo “importante num contexto de diabetes”.</p>
<p>Além dos pontos positivos relacionados com a pitavastatina, Ana Gonçalves Ferreira realçou as mais-valias da combinação pitavastatina + ezetimiba, com destaque para os resultados(3) de um ensaio clínico randomizado que comparou esta associação terapêutica (2 mg/dia e 4 mg/dia) <em>versus</em> pitavastatina em monoterapia, tendo demonstrado “uma redução do colesterol LDL, às 12 semanas, de 51,4%” com a dose mais baixa, e de aproximadamente 58% com a dose mais elevada.</p>
<p>Por fim, a oradora deu a conhecer uma subanálise4 do estudo HIJ-PROPER, na qual se comparou pitavastatina com a combinação pitavastatina + ezetimiba. “Nesta subanálise, que foi específica dos doentes com enfarte agudo do miocárdio com supra da ST, a redução do endpoint primário foi significativa. E, além disso, com uma diminuição – e acho que até é o achado mais importante – muito marcada da mortalidade por todas as causas com esta combinação”, completou.</p>
<p>Em jeito de conclusão, Ana Gonçalves Ferreira afirmou que a combinação pitavastatina + ezetimiba em dose fixa “é mais uma ferramenta” que passou a estar, “desde o início deste ano, disponível para tratar a dislipidemia nestes doentes”, com vantagens “a nível do controlo metabólico” e que permite atingir “reduções do colesterol LDL que estão dentro dos alvos” preconizados para “a grande parte dos doentes com diabetes com alto ou muito alto risco cardiovascular”.</p>
<p>Referências:</p>
<p>1.Mach F et al. ESC/EAS Scientific Document Group. 2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias. Eur Heart J. 2025 Nov 7;46(42):4359-4378;</p>
<p>2.Banach M et al. 2024 Recommendations on the Optimal Use of Lipid-Lowering Therapy in Established Atherosclerotic Cardiovascular Disease and Following Acute Coronary Syndromes: A Position Paper of the International Lipid Expert Panel (ILEP). Drugs. 2024 Dec;84(12):1541-1577;</p>
<p>3.Tsujita K et al. Efficacy and Safety of Pitavastatin/Ezetimibe Fixed-Dose Combination vs. Pitavastatin: Phase III, Double-Blind, Randomized Controlled Trial. J Atheroscler Thromb. 2023 Nov 1;30(11):1580-1600;</p>
<p>4.Otsuki H et al. Effect of Ezetimibe + Pitavastatin on Cardiovascular Outcomes in Patients with ST-Segment Elevation Myocardial Infarction (from the HIJ-PROPER Study). Am J Cardiol. 2020 Oct 1;132:15-21.</p>
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		<title>Controlo lipídico na diabetes: a urgência de travar a “tempestade metabólica” e atuar sobre o risco cardiovascular</title>
		<link>https://mediconews.pt/controlo-lipidico-na-diabetes-a-urgencia-de-travar-a-tempestade-metabolica-e-atuar-sobre-o-risco-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:13:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coube a<strong> Estevão Pape</strong> moderar a conferência patrocinada pela Tecnimede, “Lower is better for longer: desafios e oportunidades no controlo lipídico na diabetes”, durante o 22.º Congresso Português de Diabetes. Em entrevista à News Farma, o especialista em Medicina Interna e atual presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia destaca a necessidade crítica de integrar o controlo lipídico como um pilar fundamental no tratamento da pessoa com diabetes, alertando que a intervenção farmacológica é essencial sempre que as alterações no estilo de vida se revelam insuficientes. Confira as declarações em vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estevão Pape lembra que a diabetes é uma doença multissistémica na qual a dislipidemia desempenha um papel importante e que, por isso, a equipa de saúde deve estar permanentemente atenta à situação lipídica, uma vez que o colesterol elevado agrava significativamente o risco cardiovascular global já existente.</p>
<p>Neste contexto, o especialista sublinha que estar atento à dislipidemia é tão vital como cuidar da retina, do pé diabético ou do rim da pessoa com diabetes. Além disso, Estevão Pape defende que, quando as alterações no estilo de vida não são suficientes, é necessário intervir farmacologicamente, destacando as vantagens das estratégias combinadas e em particular, da associação em dose fixa de pitavastatina e ezetimiba, que contribui para uma abordagem mais eficaz e simplificada, atendendo à elevada carga terapêutica e complexidade destes doentes.</p>
<p>Face à evidência científica atual, a terapêutica prolongada é considerada fundamental para garantir a proteção do doente. Para Estevão Pape, manter níveis baixos de colesterol ao longo do tempo é a estratégia necessária para prevenir eventos graves, como o enfarte agudo do miocárdio ou outras patologias cardiovasculares.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Combate à inércia clínica e simplificação terapêutica: os desafios no controlo lipídico na pessoa com diabetes</title>
		<link>https://mediconews.pt/combate-a-inercia-clinica-e-simplificacao-terapeutica-os-desafios-no-controlo-lipidico-na-pessoa-com-diabetes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 11:11:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45250</guid>

					<description><![CDATA[<p>Após a sua participação como palestrante na conferência patrocinada pela Tecnimede, “Lower is better for longer: desafios e oportunidades no controlo lipídico na diabetes”, no âmbito do 22.º Congresso Português de Diabetes, <strong>Ana Gonçalves Ferreira</strong>, assistente hospitalar de Endocrinologia no Hospital Garcia de Orta (ULS Almada-Seixal), conversou com a News Farma e abordou as estratégias para superar a inércia clínica e a importância de uma nova associação em dose fixa para melhorar a adesão ao tratamento. Assista ao vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inércia clínica é um desafio que depende da ação dos profissionais de saúde no dia a dia. Para Ana Gonçalves Ferreira, a complexidade da consulta de diabetes – que exige, por exemplo, atenção à glicemia, tensão arterial e perfil lipídico – pode dificultar a tomada de decisão se não houver uma organização rigorosa por objetivos. “Se pensarmos em fazer tudo, se calhar, depois, não fazemos nada”, reforça, mencionando o potencial papel das ferramentas digitais na gestão destes doentes.</p>
<p>Questionada sobre as características farmacológicas e metabólicas da pitavastatina que a tornam uma opção preferencial na diabetes, a endocrinologista destaca que esta é uma “estatina pouco diabetogénica”, ou seja, está associada a um “menor número de novos casos” de diabetes. Além disso, “tem um impacto ou neutro ou até ligeiramente favorável na glicemia”, e é “uma estatina, em geral, bem tolerada do ponto de vista de efeitos secundários”.</p>
<p>A motivação do doente é outro ponto crítico, uma vez que muitos “melhoram numa fase inicial, após a consulta”, e posteriormente “vão acabando por desistir” do tratamento por diferentes razões. Neste contexto, a disponibilidade de novas ferramentas, como as associações em dose fixa – e em particular, de pitavastatina e ezetimiba, no caso das pessoas com diabetes – revela-se fundamental para o sucesso do tratamento.</p>
<p>“Esta associação dupla acaba por conseguir uma redução do LDL que é sobreponível, na dose mais baixa, a uma estatina de alta intensidade. E na dose mais alta, quase chega a ser semelhante a uma estatina de alta intensidade com ezetimiba”, explica Ana Gonçalves Ferreira, acrescentando que esta opção terapêutica permite atingir uma redução de 50% do colesterol LDL, algo fundamental nas pessoas com diabetes que têm um risco cardiovascular “alto ou acima disso”.</p>
<p>Pegando no conceito da conferência, “Lower is better for longer”, a especialista refere que “os estudos que têm vindo a ser publicados da utilização na prática” de terapêutica combinada mostram que esta estratégia “tem sido mais eficaz a atingir os objetivos e com menos desistência por parte das pessoas”, o que contribui para um controlo lipídico sustentado no tempo. Consequentemente, reduz-se a ocorrência de eventos e a mortalidade, bem como a necessidade de se utilizar doses elevadas de estatinas que induzam “algum tipo de efeito secundário” que leve os doentes a interromper a terapêutica.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/combate-a-inercia-clinica-e-simplificacao-terapeutica-os-desafios-no-controlo-lipidico-na-pessoa-com-diabetes/">Combate à inércia clínica e simplificação terapêutica: os desafios no controlo lipídico na pessoa com diabetes</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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