<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo - Médico News</title>
	<atom:link href="https://mediconews.pt/category/endocrinologia-diabetes-e-metabolismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://mediconews.pt/category/endocrinologia-diabetes-e-metabolismo/</link>
	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Jul 2026 10:56:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://mediconews.pt/wp-content/uploads/2022/08/cropped-MedicoNews_favicon-32x32.png</url>
	<title>Arquivo de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo - Médico News</title>
	<link>https://mediconews.pt/category/endocrinologia-diabetes-e-metabolismo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>CE aprova primeiro agonista de GLP-1 oral e nova dose injetável para a gestão da obesidade</title>
		<link>https://mediconews.pt/ce-aprova-primeiro-agonista-de-glp-1-oral-e-nova-dose-injetavel-para-a-gestao-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:56:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46588</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia (CE) concedeu a autorização de introdução no mercado para duas novas opções no tratamento do excesso de peso e da obesidade na União Europeia. A decisão abrange o primeiro comprimido diário de um análogo do recetor de GLP-1 para controlo ponderal — que demonstrou uma perda de peso média de 17% e benefícios cardiovasculares —, assim como uma nova apresentação injetável de 7,2 mg em caneta pré-cheia de utilização única, associada a reduções ponderais médias de 21%.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/ce-aprova-primeiro-agonista-de-glp-1-oral-e-nova-dose-injetavel-para-a-gestao-da-obesidade/">CE aprova primeiro agonista de GLP-1 oral e nova dose injetável para a gestão da obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Novo Nordisk anunciou que a Comissão Europeia (CE) concedeu autorização de introdução no mercado para semaglutido, via oral, de administração diária para o tratamento de adultos com obesidade (IMC ≥30 kg/m²) ou excesso de peso (IMC ≥27 kg/m²) com, pelo menos, uma comorbilidade relacionada com o peso, como complemento a uma dieta hipocalórica e ao aumento da atividade física. Esta decisão surge na sequência do parecer positivo emitido pelo Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).</p>
<p>A aprovação deste agonista de GLP-1 oral representa um marco no tratamento da obesidade na Europa, tornando-o o primeiro para controlo do peso aprovado em todos os Estados-Membros da União Europeia. Esta é a quinta aprovação regulamentar depois dos Estados Unidos, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Barém.</p>
<p>“A aprovação pela Comissão Europeia disponibiliza mais uma opção terapêutica importante para as pessoas que vivem com obesidade”, afirmou Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo Nordisk. “A obesidade é uma doença crónica grave e a disponibilização de diferentes opções terapêuticas pode fazer uma diferença real na vida de milhões de pessoas que vivem com obesidade. Para muitas pessoas, um comprimido pode ser uma forma mais simples e conveniente de iniciar e manter o tratamento. Isto é mais do que um marco regulamentar. É um passo em direção a melhores resultados de saúde a longo prazo para as pessoas que vivem com obesidade e uma resposta social sólida a um dos desafios de saúde mais significativos da Europa.”</p>
<p>A aprovação baseia-se no amplo programa de ensaios clínicos OASIS, incluindo o estudo OASIS 4, que avaliou o semaglutido oral 25 mg, administrado uma vez por dia, em adultos com obesidade ou excesso de peso e, pelo menos, uma comorbilidade relacionada com o peso. No estudo, o semaglutido oral 25 mg demonstrou uma perda de peso clinicamente relevante e estatisticamente significativa de aproximadamente 17%, comparativamente a 3% no grupo placebo, quando utilizado em conjunto com medidas de intervenção no estilo de vida. Cerca de um em cada três participantes alcançou uma perda de peso igual ou superior a 20% (1).</p>
<p>O perfil de segurança e tolerabilidade do semaglutido oral foi consistente com o perfil estabelecido de semaglutido injetável, sustentado por vários anos de experiência clínica. As descontinuações relacionadas com acontecimentos adversos foram semelhantes às observadas com placebo (6,9% vs. 5,9%) (1)*.</p>
<p>A Comissão Europeia aprovou igualmente a dose injetável 7,2 mg, em caneta pré-cheia de utilização única, para pessoas que vivem com obesidade. A dose mais elevada de semaglutido demonstrou perdas de peso médias de 21% (1)*.</p>
<p><strong>Sobre o semaglutido oral</strong> (2)</p>
<p>É um medicamento indicado como complemento de uma dieta reduzida em calorias e de um aumento da atividade física para o controlo do peso, incluindo perda de peso e manutenção de peso, em adultos com um índice de massa corporal (IMC) inicial de ≥ 30 kg/m² (obesidade), ou ≥ 27 kg/m² a &lt; 30 kg/m² (com excesso de peso) na presença de, pelo menos, uma comorbilidade relacionada com o peso, como disglicemia (pré-diabetes ou diabetes mellitus tipo 2), hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular. O semaglutido oral está ainda indicado como complemento de uma dieta reduzida em calorias e de um aumento da atividade física para o controlo do peso para adolescentes com 12 ou mais anos de idade, com obesidade (IMC ≥ ao percentil 95), e peso corporal superior a 60 kg.</p>
<p>Medicamento sujeito a receita médica. Medicamento não comparticipado. Para mais informações contactar o representante local do titular de Autorização de Introdução no Mercado (AIM).</p>
<p>O Resumo das Características do Medicamento pode ser consultado em <a href="https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/wegovy-epar-product-information_pt.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/wegovy-epar-product-information_pt.pdf</a>.</p>
<p><strong>Sobre o ensaio OASIS</strong></p>
<p>O OASIS foi um programa de desenvolvimento clínico de fase 3 com semaglutido oral, administrado uma vez por dia, nas doses de 25 mg e 50 mg para o tratamento da obesidade. O programa global incluiu quatro estudos e envolveu aproximadamente 1300 adultos com obesidade ou excesso de peso e uma ou mais comorbilidades. O estudo OASIS 4 foi um ensaio de fase 3b com duração de 64 semanas, que avaliou a eficácia e segurança de semaglutido oral 25 mg versus placebo em 307 adultos com obesidade ou excesso de peso e uma ou mais comorbilidades (1).</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>1.Wharton S, Lingvay I, Bogdanski P, Duque do Vale R, Jacob S, Karlsson T, Shaji C, Rubino D, Garvey WT; OASIS 4 Study Group. Oral Semaglutide at a Dose of 25 mg in Adults with Overweight or Obesity. N Engl J Med. 2025 Sep 18;393(11):1077-1087. doi: 10.1056/NEJMoa2500969. PMID: 40934115.</p>
<p>2.Semaglutido: Resumo das Características do Medicamento. [<em>online</em>]. Disponível em: <a href="https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/wegovy-epar-product-information_pt.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/wegovy-epar-product-information_pt.pdf</a>. Consultado em: Julho de 2026.</p>
<p>* Baseado no período em tratamento, ou seja, no efeito do tratamento considerando que todos os participantes completaram o tratamento conforme o protocolo inicial.</p>
<p>PT26SEMO00131: julho &#8211; 2026</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/ce-aprova-primeiro-agonista-de-glp-1-oral-e-nova-dose-injetavel-para-a-gestao-da-obesidade/">CE aprova primeiro agonista de GLP-1 oral e nova dose injetável para a gestão da obesidade</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cem anos depois, APDP quer “fazer mais e melhor”</title>
		<link>https://mediconews.pt/cem-anos-depois-apdp-quer-fazer-mais-e-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 12:02:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46564</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) assinala um século de atividade com um sentimento de “grande orgulho” e de responsabilidade perante o legado construído ao longo de cem anos. A ideia foi sublinhada por <strong>Rita Nortadas</strong>, que destaca o percurso da instituição como uma referência incontornável na área da diabetes. Veja a entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/cem-anos-depois-apdp-quer-fazer-mais-e-melhor/">Cem anos depois, APDP quer “fazer mais e melhor”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Foi um caminho com algumas dificuldades, mas sentimos um grande orgulho e uma grande vontade de continuar este legado e de fazer mais e melhor”, afirmou durante a sessão comemorativa do centenário na Assembleia da República.</p>
<p>Para Rita Nortadas, o papel da APDP ultrapassa fronteiras e consolidou-se tanto ao nível da prestação de cuidados como da investigação e da formação de profissionais de saúde. “A APDP é um marco não só a nível nacional, mas também internacional. É uma referência para profissionais de saúde, para investigação, mas também para as próprias pessoas que vivem com diabetes”, salientou.</p>
<p>A responsável reforçou ainda a ambição de manter a proximidade que caracteriza a instituição desde a sua fundação. “Desejamos que a Associação continue a ser a casa das pessoas que vivem com diabetes, mas também a casa de todos nós que dedicamos o nosso dia a dia à doença e às pessoas”, rematou.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/cem-anos-depois-apdp-quer-fazer-mais-e-melhor/">Cem anos depois, APDP quer “fazer mais e melhor”</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dislipidemia: Identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</title>
		<link>https://mediconews.pt/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:11:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46541</guid>

					<description><![CDATA[<p>As doenças cardiovasculares continuam a liderar as causas de mortalidade a nível mundial, tornando o controlo rigoroso e precoce da dislipidemia uma prioridade clínica inequívoca. A News Farma conversou com <strong>Isabel Palma</strong>, endocrinologista na Unidade Local de Saúde de Santo António, que analisou os critérios determinantes para a referenciação a cuidados hospitalares especializados e abordou o papel de um pequeno RNA de interferência com regime de administração semestral na superação dos desafios da adesão e na concretização efetiva das metas terapêuticas lipídicas (<em>treat-to-target</em>). Leia a entrevista na íntegra.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/">Dislipidemia: Identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Quais são os critérios que justificam a referenciação de doentes com dislipidemia para cuidados especializados?</strong></p>
<p><strong>Isabel Palma (IP) |</strong> As doenças cardiovasculares (CV) constituem a principal causa de mortalidade a nível global(1). A dislipidemia representa um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) e, para além da magnitude, o tempo de exposição desempenha um papel determinante. Observa-se uma relação contínua entre a exposição cumulativa ao colesterol LDL (C-LDL) ao longo da vida e o risco cardiovascular(2,3).</p>
<p>A evidência proveniente de múltiplos ensaios clínicos, tanto em prevenção primária como secundária, demonstra de forma consistente que a redução dos níveis de C-LDL se associa a uma diminuição significativa da incidência de eventos CV <em>major</em>(4).</p>
<p>Neste contexto, a obtenção precoce dos valores-alvo de C-LDL reveste-se de particular relevância clínica. Em muitos casos, tal objetivo implica a referenciação para consultas hospitalares especializadas em dislipidemias ou risco CV. Estas consultas permitem uma abordagem diagnóstica e terapêutica diferenciada, com acesso a investigação laboratorial e imagiológica avançada, bem como a terapêuticas hipolipemiantes de elevada eficácia, incluindo inibidores da PCSK9 (como inclisiran e evolocumab, disponíveis em Portugal)(5,6).</p>
<p>A referenciação para cuidados especializados está particularmente indicada em diversos contextos clínicos, nomeadamente:(5,6)</p>
<ol>
<li>Suspeita de hipercolesterolemia familiar, incluindo níveis de C-LDL &gt; 190 mg/dL em adultos ou &gt; 160 mg/dL em idade pediátrica, bem como a presença de xantomas tendinosos, arco corneano prematuro ou história familiar de doença CV prematura, definida como ocorrência antes dos 55 anos no sexo masculino ou 65 anos no sexo feminino;</li>
<li>Doentes com risco CV elevado ou muito elevado que, apesar de terapêutica hipolipemiante otimizada com estatina de elevada intensidade na dose máxima tolerada associada a ezetimiba, não atinjam os objetivos terapêuticos recomendados para o C-LDL;</li>
<li>Doentes com intolerância às estatinas, nomeadamente quando associada a sintomas musculares relacionados com a terapêutica e/ou alterações laboratoriais compatíveis com lesão muscular;</li>
<li>Doentes sob terapêutica hipolipemiante otimizada (estatina de elevada intensidade em associação com ezetimiba) que apresentem progressão documentada da doença aterosclerótica ou ocorrência de eventos CV recorrentes, configurando situações de risco CV extremo.</li>
</ol>
<p>Em conclusão, os doentes com risco CV elevado ou muito elevado, que não atinjam os valores-alvo do C-LDL, apesar de terapêutica hipolipemiante otimizada, devem ser referenciados para consultas hospitalares especializadas, de forma a otimizar o controlo lipídico e reduzir o risco de eventos CV(5,6).</p>
<p><strong>NF | A implementação do <em>treat-to-target</em> continua aquém do necessário. Na sua perspetiva, que papel podem desempenhar terapêuticas como inclisiran para ajudar a mudar esta realidade?</strong></p>
<p><strong>IP |</strong> Apesar de o conceito de <em>treat-to-target</em> estar bem estabelecido nas recomendações internacionais e de os alvos lipídicos se encontrarem claramente definidos, a estratégia de “ajustar a terapêutica até atingir o alvo” continua a falhar com frequência na prática clínica. Como demonstrado nos estudos LATINO, DA VINCI e SANTORINI, uma proporção significativa de doentes permanece sem atingir os objetivos terapêuticos recomendados para o C-LDL.(7-9)</p>
<p>O inclisiran é um pequeno RNA de interferência de cadeia dupla, conjugado na cadeia sense com um resíduo terminal de N-acetilgalactosamina, o que facilita a sua captação seletiva pelos hepatócitos. No interior destas células promove a degradação do RNA mensageiro da PCSK9. Consequentemente, diminui a PCSK9 e aumenta a reciclagem e a expressão dos recetores do LDL na superfície dos hepatócitos, potenciando a captação do C-LDL e reduzindo de forma significativa os seus níveis plasmáticos.(10)</p>
<p>A eficácia e a segurança do inclisiran foram demonstradas no programa ORION, que incluiu doentes com DCVA estabelecida, doentes com risco CV equivalente ao de doença CV estabelecida e doentes com hipercolesterolemia familiar. Aproximadamente 17% dos participantes apresentavam intolerância às estatinas. Todos os doentes estavam sob terapêutica com a dose máxima tolerada de estatina, isoladamente ou em associação com outras terapêuticas hipolipemiantes, mas mantinham níveis do C-LDL acima dos objetivos recomendados.(10-12)</p>
<p>Nos doentes tratados com inclisiran, observou-se uma redução do C-LDL de aproximadamente 50-55% aos 90 dias, efeito que se manteve consistente ao longo do seguimento.(10,11,13)</p>
<p>Nos estudos de vida real de que já dispomos, como o CHOLINET, verificamos reduções do C-LDL de aproximadamente 60% aos 9 meses nos doentes sob terapêutica estatina + ezetimiba, efeito que também se manteve consistente ao longo do seguimento e boa adesão terapêutica ao inclisiran por parte dos doentes.(14)</p>
<p>Além da sua eficácia, o inclisiran apresenta vantagens relevantes na prática clínica. O regime posológico semestral*, em vez de administração diária, facilita a sua integração em consultas programadas de prevenção CV, permitindo um acompanhamento mais estruturado e contribuindo para uma melhor adesão terapêutica. Além disso, a redução sustentada do C-LDL facilita o cumprimento dos objetivos lipídicos recomendados pelas <em>guidelines</em>, sobretudo em doentes com:(11,12)</p>
<ul>
<li>Risco CV muito elevado;</li>
<li>Intolerância ou baixa adesão às estatinas;</li>
<li>Valores do C-LDL persistentemente acima do alvo, apesar de terapêutica otimizada.</li>
</ul>
<p>Em síntese, o inclisiran representa uma evolução significativa na gestão da DCVA, ao combinar uma redução robusta e sustentada do C-LDL com um regime de administração semestral. Estas características potenciam a adesão terapêutica e a implementação consistente do tratamento, aumentando a probabilidade de atingir e manter os objetivos lipídicos e, consequentemente, reduzir o risco CV a longo prazo.</p>
<p>*Na fase de manutenção. Após a primeira administração, Leqvio® é administrado ao fim de 3 meses e, posteriormente, a cada 6 meses.(10)</p>
<p>FA-11729860 06/2026</p>
<p>Consulte o IEC de Leqvio® <a href="https://www.pro.novartis.com/pt-pt/leqvio-iec?hash=539f55050eaaceb64539aa26908f658438a454c823e10ae8ffcbcfe2faccdf66" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>Sob licença da Anylam Pharmaceuticals.</p>
<p><strong>Abreviaturas:</strong></p>
<p>CV: cardiovascular; C-LDL: colesterol de lipoproteínas de baixa densidade; DCVA: doença cardiovascular aterosclerótica; EAS: European Atherosclerosis Society; ESC: European Society of Cardiology; iPCSK9: inibidor da pró-proteína convertase subtilisina/kexina tipo 9; RNA: ribonucleic acid.</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas: </strong></p>
<p>1.World Health Organization. (2025, July 31). Cardiovascular diseases (CVDs). World Health Organization. <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-%28cvds%29" target="_blank" rel="noopener">https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-%28cvds%29</a></p>
<p>2.Ference BA, et al. Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease. 1. Evidence from genetic, epidemiologic, and clinical studies. A consensus statement from the European Atherosclerosis Society Consensus Panel. Eur Heart J. 2017 Aug 21;38(32):2459-2472.</p>
<p>3.Ference BA, et al. Impact of Lipids on Cardiovascular Health: JACC Health Promotion Series. J Am Coll Cardiol. 2018 Sep 4;72(10):1141-1156.</p>
<p>4.Cholesterol Treatment Trialists&#8217; (CTT) Collaborators; Mihaylova B, et al. The effects of lowering LDL cholesterol with statin therapy in people at low risk of vascular disease: meta-analysis of individual data from 27 randomised trials. Lancet. 2012 Aug 11;380(9841):581-90.</p>
<p>5.Mach F, et al. 2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias. Eur Heart J. 2025 Nov 7;46(42):4359-4378. doi: 10.1093/eurheartj/ehaf190. Erratum in: Eur Heart J. 2026 Feb 11;47(6):697.</p>
<p>6.Landmesser U, et al. European Society of Cardiology/European Atherosclerosis Society Task Force consensus statement on proprotein convertase subtilisin/kexin type 9 inhibitors: practical guidance for use in patients at very high cardiovascular risk. Eur Heart J. 2017 38(29):2245-2255.</p>
<p>7.Ray KK, et al. EU-Wide Cross-Sectional Observational Study of Lipid-Modifying Therapy Use in Secondary and Primary Care: the DA VINCI study. Eur J Prev Cardiol. 2021 28:1279-1289.</p>
<p>8.Ray KK, et al. Treatment gaps in the implementation of LDL cholesterol control among high- and very high-risk patients in Europe between 2020 and 2021: the multinational observational SANTORINI study. Lancet Reg Health Eur. 2023 Apr 5;29:100624.</p>
<p>9.Gaviña C, et al. Cardiovascular Risk Profile and Lipid Management in the Population-Based Cohort Study LATINO: 20 Years of Real-World Data. J Clin Med. 2022 Nov 18;11(22):6825.</p>
<p>10.Resumo das Características do Medicamento LEQVIO® (inclisiran), última revisão 07/2025.</p>
<p>11.Ray KK, et al. Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol. N Engl J Med. 2020 Apr 16;382(16):1507-1519.</p>
<p>12.Wright RS, et al. Pooled safety and efficacy of inclisiran in patients with statin intolerance (ORION-10 and ORION-11), European Heart Journal, Volume 41, Issue Supplement_2, November 2020, ehaa946.3009.</p>
<p>13.Wright RS, et al. Inclisiran administration potently and durably lowers LDL-C over an extended-term follow-up: the ORION-8 trial. Cardiovasc Res. 2024 Oct 14;120(12):1400-1410.</p>
<p>14.Gargiulo P, et al. Real-World Efficacy and Safety of Inclisiran: A Single-Country, Multicenter, Observational Study (CHOLINET Registry). J Am Coll Cardiol. 2025 Feb 11;85(5):536-540.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/dislipidemia-identificar-precocemente-referenciar-adequadamente-e-tratar-ate-ao-alvo/">Dislipidemia: Identificar precocemente, referenciar adequadamente e tratar até ao alvo</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estevão Pape distinguido com Medalha de Prata de Mérito e Dedicação</title>
		<link>https://mediconews.pt/estevao-pape-distinguido-com-medalha-de-prata-de-merito-e-dedicacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46243</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Almada atribuiu, por unanimidade, a Medalha de Prata de Mérito e Dedicação a <strong>Estevão Pape</strong>, reconhecendo o seu percurso profissional de excelência. A distinção honorífica, formalizada através de uma carta assinada pela presidente da autarquia, destaca o trabalho meritório desenvolvido pelo especialista no Hospital Garcia de Horta e o seu papel enquanto coordenador do Núcleo de Estudos da Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estevao-pape-distinguido-com-medalha-de-prata-de-merito-e-dedicacao/">Estevão Pape distinguido com Medalha de Prata de Mérito e Dedicação</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A deliberação para a entrega do galardão foi tomada pela Câmara Municipal de Almada em reunião extraordinária realizada em maio. Ficou expressado a &#8220;grande honra e satisfação&#8221; em condecorar o médico internista, cujo legado profissional se cruza de forma profunda com a comunidade e os cuidados de saúde na região de Almada.</p>
<p>Estevão Pape tem-se destacado ao longo da sua carreira não só na assistência hospitalar direta, mas também na liderança da investigação e dinamização do conhecimento na área da diabetes a nível nacional.</p>
<p>Para assinalar publicamente a atribuição do prémio, a presidente da Câmara Municipal de Almada convidou formalmente o homenageado a estar presente numa sessão solene. O evento comemorativo teve lugar no final do mês de junho.</p>
<p>O palco escolhido para a cerimónia de entrega da Medalha de Prata de Mérito e Dedicação foi o Museu de Almada – Casa da Cidade, um espaço cultural emblemático da Margem Sul.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/estevao-pape-distinguido-com-medalha-de-prata-de-merito-e-dedicacao/">Estevão Pape distinguido com Medalha de Prata de Mérito e Dedicação</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nova terapêutica contra a obesidade elimina gordura prejudicial preservando a massa magra</title>
		<link>https://mediconews.pt/nova-terapeutica-contra-a-obesidade-elimina-gordura-prejudicial-preservando-a-massa-magra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:37:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46231</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Boehringer Ingelheim anunciou os resultados preliminares positivos de dois ensaios clínicos globais de Fase III (SYNCHRONIZE-1 e SYNCHRONIZE-MASLD) que demonstram o forte potencial de uma nova molécula experimental na melhoria da saúde metabólica de adultos com obesidade ou excesso de peso. Os dados detalhados revelam uma perda de peso sustentada de até 16,6% e, crucialmente, uma redução direcionada de até 34% da gordura visceral e de 63,1% da gordura hepática, minimizando a perda de massa magra. Os estudos, apresentados nas Sessões Científicas da <em>American Diabetes Association</em> e publicados nas prestigiadas revistas <em>The New England Journal of Medicine</em> e <em>Nature Medicine</em>, confirmam que esta abordagem consegue atuar diretamente nas causas da disfunção metabólica, alcançando a normalização da gordura no fígado em 6 de cada 10 doentes com doença hepática esteatótica (MASLD).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/nova-terapeutica-contra-a-obesidade-elimina-gordura-prejudicial-preservando-a-massa-magra/">Nova terapêutica contra a obesidade elimina gordura prejudicial preservando a massa magra</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Resultados do SYNCHRONIZE-1</strong></p>
<p>O ensaio clínico de Fase III SYNCHRONIZE-1, com duração de 76 semanas, investigou survodutide em adultos com obesidade ou excesso de peso, sem diabetes tipo 2. Os dados preliminares positivos, anunciados em abril, mostraram que o ensaio atingiu os seus endpoints primários utilizando tanto os estimadores do regime de tratamento* como os da eficácia†.(1) Observou-se uma perda de peso sustentada de até uma média de 16,6% utilizando o estimador de eficácia, uma diminuição estatisticamente significativa em comparação com os 3,2% do grupo do placebo (p &lt; 0,0001).(2)</p>
<p>Num subestudo do ensaio clínico, a perda de gordura observada nos doentes que forneceram medições de ressonância magnética no início e no final do estudo, enquanto estavam em tratamento, revelou uma redução relativa de até 34,0% da gordura visceral.(2) Uma análise adicional revelou que a massa magra representou não mais do que 10,8% da variação na massa tecidular total na dose mais elevada, indicando que a perda de peso foi impulsionada sobretudo por reduções na massa gorda.(2) No mesmo subestudo, uma análise pré-especificada revelou que os adultos tratados com survodutide apresentaram uma redução da gordura hepática de até 63,1%, demonstrando ainda mais o potencial de survodutide para impactar positivamente a saúde metabólica.(2)</p>
<p>“Para as pessoas que vivem com obesidade, a perda de peso é apenas uma parte da história. Estas pessoas enfrentam um risco acrescido de desenvolver doenças graves decorrentes da obesidade e da disfunção metabólica associada, incluindo doença hepática metabólica, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Há uma necessidade urgente de tratamentos que vão além da perda de peso para também abordar estas doenças relacionadas”, afirma Lee Kaplan, diretor do Instituto de Obesidade e Metabolismo, em Boston, EUA, e presidente do comité executivo do programa SYNCHRONIZE. “Estou muito satisfeito por ver que estes dados revelam que o agonismo duplo  dos recetores de glucagon e GLP-1 de survodutide oferece uma abordagem promissora para pessoas com obesidade e para aquelas com doenças hepáticas metabólicas associadas à obesidade, incluindo MASLD e MASH.”</p>
<p>“A obesidade é uma doença complexa associada à forma como o corpo gere o metabolismo. O excesso de gordura visceral, que se encontra sobretudo à volta do abdómen, é um fator conhecido que contribui para a disfunção metabólica e está intimamente associado à função hepática comprometida”, afirma Shashank Deshpande, presidente do Conselho de Administração e diretor da Human Pharma, Boehringer Ingelheim. “Ao combater a obesidade em conjunto com a gordura visceral e a gordura hepática, survodutide tem o potencial de redefinir o que uma terapêutica direcionada para a gestão do peso pode alcançar, uma vez que pretendemos abordar os principais fatores da disfunção metabólica frequentemente associados à obesidade.”</p>
<p>A saúde metabólica refere-se à forma como o corpo processa os nutrientes e mantém a homeostase.(7) Sendo uma doença complexa, a obesidade vai além do peso, estando associada a perturbações nos processos metabólicos.(8) Até três em cada quatro pessoas com obesidade têm MASLD, uma condição em que o excesso de gordura se acumula no fígado.(9) Para cerca de uma em cada três pessoas com obesidade, esta condição pode evoluir para um estágio mais grave chamado esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH), que se caracteriza por inflamação e danos no fígado.(9)</p>
<p><strong>Resultados do SYNCHRONIZE-MASLD</strong></p>
<p>Os resultados positivos da Fase III do ensaio SYNCHRONIZE-MASLD reforçam ainda mais o potencial de survodutide na saúde metabólica, demonstrando melhorias na perda de peso e uma redução específica da gordura hepática.(4) O ensaio SYNCHRONIZE-MASLD avaliou survodutide durante 48 semanas em adultos com obesidade ou excesso de peso que apresentavam MASLD com sinais de inflamação e/ou fibrose, tanto com como sem diabetes tipo 2.(4)</p>
<p>O ensaio atingiu os seus <em>endpoints</em> co-primários utilizando tanto o regime de tratamento como os estimadores de eficácia, com resultados a mostrar que até 84,2% dos participantes tratados com survodutide apresentaram uma redução relativa da gordura hepática de pelo menos 30% utilizando o estimador de eficácia, uma melhoria estatisticamente significativa em relação aos 24,3% no grupo do placebo (p&lt;0,0001). (4) O ensaio atingiu o seu outro <em>endpoint</em> co-primário com uma redução relativa do peso corporal de até 12,2%, utilizando o estimador de eficácia, contra 1,0% no grupo do placebo (p &lt; 0,0001). (4) Resultados detalhados adicionais, de um endpoint secundário, mostraram que até 6 em cada 10 doentes (61,0%) alcançaram a normalização da gordura hepática (teor de gordura hepática &lt;5%) na semana 48 utilizando o estimador de eficácia, contra 5,7% no grupo do placebo.(4)</p>
<p>Foram também observadas tendências positivas noutros <em>endpoints</em> secundários que avaliam biomarcadores relacionados com o fígado, tais como os níveis de alanina transaminase (ALT), indicando uma redução da inflamação.(4)</p>
<p>Tal como esperado com as terapêuticas à base de GLP-1, no estudo SYNCHRONIZE-1 os efeitos indesejáveis mais frequentemente relatados para survodutide foram os de natureza gastrointestinal (GI), que foram na sua maioria de gravidade ligeira a moderada e ocorreram geralmente durante a fase de titulação da dose.(2) Os efeitos indesejáveis mais frequentes incluíram náuseas, vómitos, diarreia e obstipação, em comparação com o placebo. (2) As taxas de interrupção do tratamento devido a eventos adversos GI foram de 19% nas pessoas tratadas com survodutide, em comparação com 2,9% no grupo do placebo.(2) Estes resultados foram consistentes ao longo do ensaio SYNCHRONIZE-MASLD e com os efeitos conhecidos da classe. Não foram identificados novos sinais de segurança em ambos os ensaios.(4)</p>
<p>Em conjunto, os ensaios SYNCHRONIZE-1 e SYNCHRONIZE-MASLD demonstram os potenciais benefícios do agonismo duplo dos recetores de glucagon e GLP-1 para pessoas com obesidade e pessoas com MASLD com evidência de inflamação e/ou fibrose.(2,4,10) Survodutide poderia dar resposta à necessidade não satisfeita de tratamento destas condições, uma vez que o seu agonismo dos recetores de glucagon e GLP-1 diminui o apetite ao mesmo tempo que aumenta a sensação de saciedade,11 enquanto se pensa que o seu agonismo dos recetores de glucagon atua diretamente no fígado para reduzir a gordura hepática, regular a função metabólica, resolver a inflamação e melhorar a fibrose.(12,13,14) Survodutide é uma molécula experimental e não foi aprovada para utilização; a sua eficácia e segurança foram ainda estabelecidas.</p>
<p>Além disso, no âmbito de um programa de investigação mais abrangente, está a ser desenvolvido um conjunto de estudos de Fase IIIb para dar resposta às principais necessidades médicas não satisfeitas em pessoas com obesidade e no contexto dos cuidados de saúde na prática clínica. Com início previsto para o final deste ano, o estudo SYNCHRONIZE-HERA irá avaliar survodutide na saúde feminina; o ELEVATE-LIVER avaliará o impacto de survodutide na preservação da função e estrutura cardíacas em pessoas que vivem com MASLD ou MASH em fase inicial; e o SYNCHRONIZE-START examinará abordagens de titulação no mundo real, incluindo o início do tratamento e a mudança de GLP-1 RAs, com foco na tolerabilidade. Estes esforços complementam o SYNCHRONIZE-1 e o SYNCHRONIZE-MASLD no âmbito do programa global de Fase III mais abrangente sobre obesidade em pessoas com excesso de peso e obesidade, incluindo subpopulações-chave.(15,16,17,18,19,20) Survodutide está também a ser estudado em dois ensaios clínicos globais de Fase III, LIVERAGE e LIVERAGE-Cirrhosis, que investigam a eficácia e a segurança de survodutide em adultos com MASH e fibrose nos estágios 2 ou 3 e naqueles com cirrose MASH compensada (fibrose no estágio 4).(21,22)</p>
<p>†O estimador de eficácia é o efeito estimado do tratamento, partindo do pressuposto de que os doentes permaneceram em tratamento durante toda a duração do estudo.</p>
<p>‡Os valores de p para o estimador de eficácia são nominais; são calculados principalmente para fins de exploração descritiva, e não para estabelecer uma prova rigorosa e definitiva de significância estatística.</p>
<p><strong>MPR-PT-100408_jun26</strong></p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/nova-terapeutica-contra-a-obesidade-elimina-gordura-prejudicial-preservando-a-massa-magra/">Nova terapêutica contra a obesidade elimina gordura prejudicial preservando a massa magra</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MASH e obesidade: duas doenças, uma abordagem terapêutica indissociável</title>
		<link>https://mediconews.pt/mash-e-obesidade-duas-doencas-uma-abordagem-terapeutica-indissociavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:41:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46190</guid>

					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Congresso Português de Hepatologia 2026, <strong>Paula Freitas</strong>, endocrinologista do CRI-Obesidade da Unidade Local de Saúde de São João (Porto) e presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), participou no simpósio promovido pela Novo Nordisk, “Turning the Tide on MASH: Why is Semaglutide ESSENCEtial?”. Em declarações à News Farma, a especialista sublinha a necessidade de os profissionais de saúde aproveitarem a oportunidade de tratarem a obesidade e a esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH) de forma conjunta. Assista ao vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/mash-e-obesidade-duas-doencas-uma-abordagem-terapeutica-indissociavel/">MASH e obesidade: duas doenças, uma abordagem terapêutica indissociável</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Obesity and MASH: The experience of treating Obesity with Semaglutide” foi o tema apresentado por Paula Freitas, que defendeu que o tratamento da esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH) ou doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) deve ser indissociável do tratamento da obesidade ou pré-obesidade, uma vez que estas condições estão intrinsecamente ligadas. Segundo a especialista, ao intervir nestas patologias, o clínico não está apenas a focar-se no fígado, mas sim a tratar um conjunto de comorbilidades como a dislipidemia, a hipertensão e a doença cardiovascular.</p>
<p>A endocrinologista destacou ainda o papel de terapêuticas como o semaglutido 2,4 mg, que permite uma abordagem holística à síndrome metabólica. Para Paula Freitas, esta é uma “oportunidade única” para reduzir a morte cardiovascular e tratar a insulinorresistência.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/mash-e-obesidade-duas-doencas-uma-abordagem-terapeutica-indissociavel/">MASH e obesidade: duas doenças, uma abordagem terapêutica indissociável</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A relevância inquestionável do rastreio precoce e os desafios clínicos na diabetes tipo 1</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-relevancia-inquestionavel-do-rastreio-precoce-e-os-desafios-clinicos-na-diabetes-tipo-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46152</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante o 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, <strong>Estevão Pape</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, assumiu a moderação da sessão “Controvérsia 2 – Diabetes tipo 1: Prevenir? Rastrear? Onde podemos intervir?". Em entrevista à News Farma, o especialista abordou a urgência de implementar estratégias de rastreio desta patologia enquanto problema de Saúde Pública e discutiu a importância de diagnosticar com exatidão a variante autoimune no indivíduo adulto, trazendo uma perspetiva focada na realidade dos doentes. Assista às declarações em vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-relevancia-inquestionavel-do-rastreio-precoce-e-os-desafios-clinicos-na-diabetes-tipo-1/">A relevância inquestionável do rastreio precoce e os desafios clínicos na diabetes tipo 1</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“A diabetes tipo 1 não é uma controvérsia, é uma realidade”, afirma desde logo Estevão Pape, lembrando que, em Portugal, existem cerca de 40 mil pessoas com esta doença que é “dada como incurável”. Perante este cenário, defendeu o benefício absoluto da intervenção precoce através de programas desenhados pelas autoridades de saúde: “O facto de se programar, quer a nível de sociedades científicas, quer a nível da própria Direção-Geral da Saúde, rastreios para populações que poderão vir a ser diabéticas de tipo 1, é um passo gigante”.</p>
<p>O médico manifestou-se ainda “altamente favorável ao rastreio” e a que se pondere de forma rigorosa “quem” e “como” integrar neste processo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/a-relevancia-inquestionavel-do-rastreio-precoce-e-os-desafios-clinicos-na-diabetes-tipo-1/">A relevância inquestionável do rastreio precoce e os desafios clínicos na diabetes tipo 1</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rastreio e imunomodulação: a mudança de paradigma na gestão da diabetes tipo 1</title>
		<link>https://mediconews.pt/rastreio-e-imunomodulacao-a-mudanca-de-paradigma-na-gestao-da-diabetes-tipo-1/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:34:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=46147</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Diabetes tipo 1: Prevenir? Rastrear? Onde podemos intervir?” foi o mote da sessão “Controvérsia 2”, que se realizou no 32.º Congresso Nacional de Medicina Interna, no Centro de Congressos de Lagoa e juntou três internistas, entre os quais <strong>Mónica Reis</strong>, coordenadora do Núcleo de Estudos de Diabetes Mellitus da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (NEDM-SPMI). A News Farma conversou com a especialista para compreender o impacto clínico do rastreio de biomarcadores e de que forma a introdução de um tratamento biológico inovador vai revolucionar a abordagem e a gestão pré-sintomática da patologia. Veja o vídeo da entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/rastreio-e-imunomodulacao-a-mudanca-de-paradigma-na-gestao-da-diabetes-tipo-1/">Rastreio e imunomodulação: a mudança de paradigma na gestão da diabetes tipo 1</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mónica Reis detalha que o rastreio traz a oportunidade de intervir na fase pré-clínica, concedendo margem para preparar o doente e a sua estrutura de apoio antes da manifestação dos sintomas: “Ao diagnosticarmos precocemente uma pessoa que tenha os anticorpos positivos, e que esteja na iminência de vir a desenvolver a doença, temos a possibilidade de preparar esta pessoa, a sua família e o seu enquadramento social para uma doença que vai acontecer”. Segundo a especialista, este período sem manifestação ativa é fundamental.</p>
<p>De seguida, a coordenadora do NEDM-SPMI contrapõe os benefícios dessa preparação estruturada face ao habitual diagnóstico descompensado em ambiente hospitalar, que gera elevados níveis de stresse. Mónica Reis refere que a deteção atempada permite que a aprendizagem não seja feita “num momento de stress, de doença aguda incapacitante”. A médica alerta que a realidade atual é muitas vezes “catastrófica” porque a maioria dos indivíduos entra “pela porta do serviço de urgência com uma cetoacidose diabética, muitas vezes em estádios muito graves”. Este cenário crítico, que chega a incluir o internamento em “unidade de cuidados intensivos” ou até desfechos fatais, pode ser evitado se a pessoa “já estiver devidamente educada a reconhecer os sinais e sintomas” e contar com o apoio de uma equipa médica que já a acompanha previamente.</p>
<p>A fechar o seu depoimento, Mónica Reis explica que este debate ganha uma urgência renovada precisamente por haver uma nova opção terapêutica capaz de intervir diretamente no curso biológico da patologia, concluindo que estamos perante “uma completa mudança de paradigma na gestão da pessoa com diabetes tipo 1”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/rastreio-e-imunomodulacao-a-mudanca-de-paradigma-na-gestao-da-diabetes-tipo-1/">Rastreio e imunomodulação: a mudança de paradigma na gestão da diabetes tipo 1</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tiroide: sintomas silenciosos atrasam diagnóstico e tratamento</title>
		<link>https://mediconews.pt/tiroide-sintomas-silenciosos-atrasam-diagnostico-e-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:47:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45829</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fadiga, alterações de peso, queda de cabelo ou perturbações do sono continuam a ser frequentemente atribuídas ao stress ou ao envelhecimento, atrasando o diagnóstico das doenças da tiroide. No âmbito da Semana Internacional da Tiroide, que decorre entre 25 e 31 de maio, a presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), <strong>Paula Freitas</strong>, alerta para o impacto clínico do subdiagnóstico e defende maior articulação entre especialidades.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/tiroide-sintomas-silenciosos-atrasam-diagnostico-e-tratamento/">Tiroide: sintomas silenciosos atrasam diagnóstico e tratamento</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | As doenças da tiroide são simultaneamente muito prevalentes e continuam subdiagnosticadas em Portugal. Quais os principais fatores que contribuem para que tantas pessoas permaneçam sem diagnóstico?</strong></p>
<p><strong>Paula Freitas (PF) |</strong> É verdade, uma proporção significativa de pessoas com doenças da tiroide permanece sem diagnóstico, muitas vezes durante anos. Este atraso resulta de um conjunto de fatores que se sobrepõem, desde a natureza frequentemente “silenciosa” destas patologias até limitações no rastreio e no acesso aos cuidados de saúde. Um dos principais motivos prende‑se com a inespecificidade dos sintomas. Queixas como fadiga, alterações ponderais, queda de cabelo, obstipação ou diarreia, alterações do humor e perturbações do sono são extremamente comuns na população geral. Tanto os doentes como os médicos tendem a atribuí‑las a stress, envelhecimento, depressão ou ao ritmo do quotidiano, o que pode atrasar a suspeita de doença tiroideia.</p>
<p>Acresce que muitas destas doenças têm uma instalação insidiosa, permitindo uma adaptação progressiva do doente. No hipotiroidismo, por exemplo, os sintomas desenvolvem‑se lentamente e o indivíduo habitua‑se a um estado de menor energia e lentificação, sem reconhecer a presença de uma doença tratável. Por outro lado, no hipertiroidismo ligeiro ou subclínico, manifestações como palpitações discretas, perda de peso modesta ou ansiedade podem ser desvalorizadas ou interpretadas como traços individuais. A ausência de rastreio sistemático contribui igualmente para o subdiagnóstico. O doseamento de TSH não integra todos os exames de rotina, sobretudo em indivíduos jovens ou sem fatores de risco conhecidos, o que faz com que formas ligeiras ou subclínicas só sejam identificadas quando existe suspeita clínica dirigida ou antecedentes familiares relevantes. Outro fator importante é a sobreposição com outras patologias. As doenças da tiroide podem mimetizar quadros de depressão, ansiedade, anemia, síndrome metabólica, menopausa, fibromialgia ou doença cardiovascular. Quando apenas se tratam as manifestações — por exemplo, com antidepressivos num doente com hipotiroidismo não reconhecido — o diagnóstico etiológico permanece por fazer. Para reduzir o número de casos não diagnosticados, é fundamental aumentar a sensibilização, tanto da população como dos profissionais de saúde, para o facto de sintomas aparentemente inespecíficos poderem refletir patologia tiroideia. A inclusão do doseamento de TSH em grupos de risco — como mulheres acima dos 40–50 anos, grávidas ou no pós‑parto, indivíduos com antecedentes familiares ou doenças autoimunes, e doentes sob terapêutica com fármacos como amiodarona, lítio ou interferão — é uma estratégia particularmente relevante.</p>
<p>Em suma, o subdiagnóstico das doenças da tiroide resulta da sua elevada prevalência, apresentação frequentemente silenciosa ou inespecífica e da ausência de rastreio sistemático. O reforço da suspeita clínica e a implementação de estratégias de rastreio dirigidas são essenciais para reduzir este “iceberg” de doença oculta.</p>
<p><strong>NF | Muitos sintomas associados às doenças da tiroide são frequentemente confundidos com stress, envelhecimento ou menopausa. Que sinais devem levar a suspeitar de uma disfunção tiroideia mais precocemente?</strong></p>
<p><strong>PF |</strong> Sempre que estas alterações inespecíficas são persistentes devem levantar a suspeita de disfunção tiroideia, sobretudo se não houver outra causa evidente.</p>
<p>Os sintomas “inespecíficos” que o doente não deve ignorar são: cansaço, sonolência e sensação de esgotamento desproporcionais à carga de trabalho ou idade, sem explicação clara; aumento discreto, mas progressivo, de peso sem alterações de ingestão ou atividade (hipotiroidismo) ou perda de peso involuntária com apetite preservado ou aumentado (hipertiroidismo); intolerância ao frio (camadas de roupa, extremidades frias) ou, pelo contrário, intolerância ao calor e sudorese excessiva em contexto não compatível com ambiente ou esforço; obstipação (hipotiroidismo) ou aceleração do trânsito intestinal ou diarreia de causa não infeciosa (hipertiroidismo); alterações da pele, cabelo, voz e menstruação, com pele seca, áspera, pruriginosa, cabelos e unhas frágeis, queda de cabelo mais intensa e prolongada que o habitual, não explicada apenas por stress sazonal, rouquidão insidiosa ou voz mais “grossa” sem infeção, tabagismo ou esforço vocal excessivo; nas mulheres, alteração recente do padrão menstrual (por exemplo, menstruações irregulares) e queixas de diminuição da libido; a nível do humor, cognição e “stress”, humor deprimido, apatia, desânimo e redução da iniciativa, muitas vezes atribuídos a stress, burnout, menopausa ou envelhecimento, mas que surgem associados a outros sinais físicos ou irritabilidade, ansiedade, labilidade emocional, insónia ou dificuldade em “desligar” ao deitar, sem história prévia de perturbação ansiosa, sugerindo possível hipertiroidismo; queixas de “mente enevoada”, falhas de memória e dificuldade de concentração ou organização, sobretudo quando aparecem em poucos meses e interferem com o desempenho habitual. No que diz respeito a manifestações cardiovasculares e musculares, palpitações, taquicardia em repouso, intolerância ao esforço sem explicação cardíaca evidente, sugere hipertiroidismo; bradicardia discreta, intolerância progressiva ao esforço e sensação de fraqueza muscular ou mialgias difusas, que se instalam lentamente. Ainda, a sensação de “bolo na garganta”, dificuldade em engolir, rouquidão prolongada ou desconforto localizado na região anterior do pescoço; aumento visível ou palpável do pescoço, “caroço” tiroideu ou assimetria cervical detetada pelo próprio ou por terceiros; história familiar de doença autoimune da tiroide, bócio ou carcinoma tiroideu deve baixar o limiar para investigar uma possível doença da tiroide.</p>
<p><strong>NF | Que impacto pode ter um diagnóstico tardio na vida dos doentes?</strong></p>
<p><strong>PF |</strong> Um diagnóstico tardio das doenças da tiroide pode agravar muito os sintomas, aumentar o risco de complicações e comprometer de forma duradoura a qualidade de vida, a saúde cardiovascular, a fertilidade e, em casos extremos, a própria sobrevivência dos doentes, como nos casos de coma hipotiroideu ou mixematoso e na tempestade tiroideia. No hipotiroidismo, a evolução lenta favorece anos de fadiga intensa, depressão, aumento de peso, obstipação, pele seca e défice cognitivo, frequentemente atribuídos ao “stress” ou à idade. No hipertiroidismo, o atraso no diagnóstico prolonga palpitações, perda ponderal marcada, insónia, ansiedade e intolerância ao calor, com grande impacto na vida familiar e profissional. Em ambos os casos, o doente vive mais tempo em “sub-rendimento” físico e mental, com redução de produtividade, absentismo laboral e deterioração do bem‑estar emocional. As alterações da função tiroideia não tratadas estão associadas a hipertensão, dislipidemia, agravamento da resistência à insulina e aumento do risco de doença cardiovascular. O hipertiroidismo mantido pode conduzir a arritmias (nomeadamente fibrilhação auricular), insuficiência cardíaca e maior mortalidade por doença coronária. O hipotiroidismo prolongado pode associar‑se a derrame pericárdico e, em situações extremas, a coma mixedematoso, um quadro potencialmente fatal.</p>
<p>O hipertiroidismo crónico, sobretudo em idade mais avançada, acelera a perda de massa óssea e aumenta o risco de osteoporose e fraturas. O hipotiroidismo de longa duração pode cursar com rabdomiólise, maior fraqueza muscular e limitação da capacidade de esforço. Manutenção de défices de concentração, lentificação psíquica e alterações de humor tem impacto significativo na autonomia e na saúde mental. Os distúrbios da tiroide não diagnosticados podem comprometer também a fertilidade em ambos os sexos e dificultar a manutenção da gravidez. Na gravidez, hipotiroidismo ou hipertiroidismo não controlados aumentam o risco de aborto, parto pré‑termo, pré‑eclâmpsia e complicações materno‑fetais. Alterações maternas não tratadas podem interferir com o desenvolvimento fetal, com impacto potencial no neurodesenvolvimento e na saúde do recém‑nascido.</p>
<p>Em termos práticos, um diagnóstico tardio significa mais anos de sintomas, maior risco de complicações cardíacas, ósseas, metabólicas e reprodutivas, e uma perda de qualidade de vida que muitas vezes poderia ter sido evitada com um simples doseamento de TSH e T4 livre. Por outro lado, o diagnóstico atempado permite tratamentos relativamente simples e acessíveis, que devolvem ao doente energia, capacidade funcional e segurança a longo prazo, reduzindo custos pessoais e também para o sistema de saúde.</p>
<p><strong>NF | A Semana Internacional da Tiroide é este ano dedicada ao tema “Tiroide &amp; Nutrição”. De que forma pode ser reforçada a articulação entre Endocrinologia, Nutrição e Cuidados de Saúde Primários para melhorar o diagnóstico precoce, a adesão terapêutica e o acompanhamento dos doentes com patologias da tiroide em Portugal?</strong></p>
<p><strong>PF |</strong> A articulação entre Endocrinologia, Nutrição e Cuidados de Saúde Primários (CSP) é decisiva para transformar o tema “Tiroide &amp; Nutrição” em ganhos reais em saúde, encurtar o tempo até ao diagnóstico, otimizar a terapêutica e garantir um seguimento mais consistente ao longo do ciclo de vida. Esta articulação é crítica porque as doenças da tiroide são muito frequentes, muitas vezes assintomáticas ou com queixas inespecíficas (fadiga, alterações ponderais, queixas digestivas), o que faz com que o primeiro contacto seja quase sempre nos CSP. A nutrição pode interferir quer na prevenção quer no controlo da patologia tiroideia, pelo impacto de carências de micronutrientes (como iodo, selénio e zinco) na síntese hormonal.</p>
<p>Em termos práticos, deve-se privilegiar as fontes naturais de iodo em quantidade moderada, como peixe de água salgada, marisco, laticínios, ovos, sal iodado (sem exagerar no sal), os alimentos ricos em selénio, zinco e outros micronutrientes, como a castanha‑do‑pará (1–2 por dia), ovos, peixes gordos, leguminosas, sementes (linhaça, abóbora), cereais integrais e o padrão “saudável ou dieta mediterrânica ou atlântica  como muitas frutas e hortícolas, grãos integrais, leguminosas, azeite e outras gorduras de boa qualidade, proteínas magras (peixe, frango, leguminosas). Isto serve mais para apoiar a saúde global e garantir substrato para a síntese hormonal do que para “curar” a tiroide. De realçar, que se deve evitar suplementação de iodo por iniciativa própria (gotas, algas concentradas, comprimidos) porque tanto a carência quanto o excesso de iodo podem desencadear ou agravar hipotiroidimso ou hipertiroidismo em pessoas suscetíveis.</p>
<p>Uma estratégia pragmática de articulação passa por criar vias formais de comunicação entre serviços hospitalares de Endocrinologia e Unidades de CSP, com “endocrinologistas de ligação” responsáveis por apoiar a triagem de referenciações e a discussão de casos complexos.</p>
<p>Experiências nacionais mostram que este tipo de interligação reduz listas de espera e permite que situações como nódulos da tiroide tenham acesso mais rápido à consulta especializada, sem sobrecarregar desnecessariamente o hospital</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/tiroide-sintomas-silenciosos-atrasam-diagnostico-e-tratamento/">Tiroide: sintomas silenciosos atrasam diagnóstico e tratamento</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O desafio do diagnóstico da diabetes tipo 1 no adulto</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-desafio-do-diagnostico-da-diabetes-tipo-1-no-adulto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:06:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45349</guid>

					<description><![CDATA[<p>A diabetes tipo 1 no adulto continua subdiagnosticada e frequentemente confundida com tipo 2, atrasando terapêutica adequada. Com apresentação mais insidiosa e elevada heterogeneidade, exige maior suspeição clínica e recurso a marcadores específicos para alinhar diagnóstico e tratamento. Leia o artigo de opinião da secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, <strong>Rita Nortadas</strong>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-desafio-do-diagnostico-da-diabetes-tipo-1-no-adulto/">O desafio do diagnóstico da diabetes tipo 1 no adulto</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A diabetes tipo 1 (DT1) continua a ser amplamente percecionada como uma doença da infância. No entanto, dados recentes mostram que a maioria dos novos casos surge após os 20 anos, com idade mediana próxima dos 39 anos. Em Portugal, estima-se que cerca de 90% das pessoas com DT1 tenham mais de 20 anos e que a maioria dos novos diagnósticos ocorra já na idade adulta. Apesar desta realidade epidemiológica, pode ser um desafio chegar ao diagnóstico de DT1 no adulto. Entre 30–40% dos adultos são inicialmente classificados como tendo diabetes tipo 2 (DT2), atrasando o início de insulinoterapia adequada. Esta discrepância resulta de múltiplos fatores clínicos, biológicos e conceptuais. Do ponto de vista genético, a arquitetura da DT1 de início no adulto é semelhante à da forma pediátrica, partilhando loci de suscetibilidade HLA e não-HLA. Contudo, a carga genética tende a ser inferior, associando-se a perda mais lenta da função das células beta e progressão clínica mais insidiosa. Esta evolução gradual contribui para apresentações menos exuberantes e menor frequência de cetoacidose no diagnóstico.</p>
<p>A heterogeneidade imunológica é outro elemento central. A DT1 não constitui uma entidade homogénea, mas sim um conjunto de endótipos com diferentes perfis de autoanticorpos e ritmos de destruição beta-pancreática. Nos adultos, é mais frequente a presença de apenas um autoanticorpo positivo, tipicamente anti-GAD65, enquanto nas crianças predominam múltiplos autoanticorpos. Além disso, a progressão a estádio clínico III é significativamente mais lenta nos adultos. Os dados de peptídeo C reforçam estas diferenças: mais de 60% dos adultos mantêm níveis doseáveis cinco anos após o diagnóstico, contrastando com declínio muito mais rápido nas crianças.</p>
<p>A preservação parcial da secreção de insulina pode mascarar a natureza autoimune da doença e favorecer a interpretação como DT2, sobretudo quando coexistem excesso ponderal, dislipidemia ou hipertensão. As implicações clínicas do erro diagnóstico são relevantes. Confundir falência progressiva de células beta com insulinorresistência conduz a insucesso terapêutico, pior controlo metabólico e maior risco de cetoacidose, particularmente se forem utilizados inibidores de SGLT2. Pode ainda atrasar educação estruturada adequada, rastreio familiar e acesso a terapêutica ou tecnologia apropriada. Reconhecer que a DT1 no adulto é frequente, heterogénea e frequentemente mais lenta na evolução é fundamental para reduzir o subdiagnóstico. Perante hiperglicemia recente, deterioração rápida do controlo, necessidade precoce de insulina ou falência inesperada de terapêutica oral, deve ser considerada a determinação de autoanticorpos e peptídeo C. Só assim poderemos alinhar o diagnóstico com a biologia da doença e garantir intervenção atempada e personalizada.</p>
<p>Este artigo de opinião foi publicado originalmente no Jornal do 22.º Congresso Português de Diabetes.</p>
<p>Veja <a href="https://publicacoes.newsfarma.pt/?p=NewsFarma" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-desafio-do-diagnostico-da-diabetes-tipo-1-no-adulto/">O desafio do diagnóstico da diabetes tipo 1 no adulto</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
