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	<title>Arquivo de Cardiologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 13 Jul 2026 11:23:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Cardiologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Doença de Fabry em destaque no &#8220;Consultório&#8221; da News Farma TV</title>
		<link>https://mediconews.pt/doenca-de-fabry-em-destaque-no-consultorio-da-news-farma-tv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No mais recente episódio do programa Consultório da News Farma TV, <strong>Olga Azevedo</strong>, professora e diretora do Centro de Referência em Doenças Lisossomais de Sobrecarga do Hospital Senhora da Oliveira (Guimarães), aborda os desafios do diagnóstico e tratamento da Doença de Fabry. Assista ao vídeo <em>teaser</em>.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Olga Azevedo explica que a Doença de Fabry é uma patologia rara, hereditária e de sobrecarga lisossomal. Resulta de uma mutação no gene GLA, que leva à deficiência da atividade da enzima alfa-galactosidase A. Consequentemente, ocorre a acumulação progressiva de esfingolípidos (como o GB3) nas células, afetando múltiplos órgãos e causando morbimortalidade significativa.</p>
<p>Em Portugal, esta doença não é tão rara, pois existe um efeito fundador da Doença de Fabry documentado na região de Guimarães.</p>
<p>Para Olga Azevedo é crucial trabalhar para um diagnóstico mais precoce e identificar doentes que, embora representem uma pequena percentagem dos casos de miocardiopatia hipertrófica, podem beneficiar de tratamentos que alteram significativamente o prognóstico.</p>
<p>Assista à entrevista completa na <a href="https://tv.newsfarma.pt/episodes/doenca-de-fabry-a-importancia-do-diagnostico-precoce-e-do-tratamento-adequado/" target="_blank" rel="noopener">News Farma TV</a>.</p>
<p>Este episódio conta com o apoio da Chiesi.</p>
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		<title>Adesão à terapêutica na Cardiologia: garantir o cumprimento hoje para evitar o evento cardiovascular de amanhã</title>
		<link>https://mediconews.pt/adesao-a-terapeutica-na-cardiologia-garantir-o-cumprimento-hoje-para-evitar-o-evento-cardiovascular-de-amanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:47:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assinalado pela segunda vez a 27 de março, desde a sua criação em 2025, o Dia Mundial da Adesão serviu de mote para uma análise profunda aos desafios clínicos do doente crónico em Portugal. Em entrevista à News Farma, <strong>Cristina Gavina</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), abordou a importância desta efeméride e comentou os dados alarmantes do inquérito “Adesão à Terapêutica na Doença Crónica – A Visão dos Doentes” (2026), alertando para a necessidade de uma comunicação sem julgamentos e de uma melhor transmissão do risco cardiovascular para evitar eventos graves. Assista aos vídeos.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Entrevista Cristina Gavina - vídeo 1" src="https://player.vimeo.com/video/1187291354?h=d9dfe9c5cd&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Para Cristina Gavina, o Dia Mundial da Adesão é uma data fundamental porque, infelizmente, o incumprimento “ainda é um tema”. E tal como referido pela especialista, quando se fala de adesão, esta inclui terapêutica farmacológica e abordagens do estilo de vida.</p>
<p>A cardiologista defende que qualquer intervenção clínica deve basear-se num bom entendimento entre o médico e o doente, para que haja a possibilidade de garantir que a pessoa vai aderir, isto é, vai concordar com a proposta terapêutica. “Isto, basicamente, é como construir a casa pelo telhado. Se eu começar a dar os medicamentos, mas depois não garantir que a pessoa os vai tomar, não me adianta nada”, afirma, acrescentando que é fundamental ter “o acordo do doente e a sua compreensão” para o sucesso do tratamento.<br />
<iframe title="Entrevista Cristina Gavina - vídeo 2" src="https://player.vimeo.com/video/1187291424?h=e5c1b41618&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Um dos dados mais preocupantes do inquérito “Adesão à Terapêutica na Doença Crónica – A Visão dos Doentes”, publicado já este ano, revela que mais de um terço dos doentes que falham a medicação fazem-no por se “sentirem bem”. No âmbito da medicina cardiovascular, Cristina Gavina explica que este fenómeno ocorre frequentemente após eventos agudos, como um enfarte, em que o doente recupera rapidamente e entra numa espécie de “fase de lua de mel”.</p>
<p>Esta falsa sensação de segurança leva a que o doente subestime a mortalidade associada ao alto risco cardiovascular. A presidente da SPC alerta que, por exemplo, a interrupção de terapêuticas fundamentais, como as estatinas, pode ter consequências fatais. “O descontinuar a estatina tem um impacto maior do que propriamente nunca ter começado. É preciso compreender que há medicações que a sua suspensão abrupta vai ter consequências muito graves”, assevera, comparando a medicação a uma “rede” de proteção que, se retirada subitamente, deixa o doente exposto a novos eventos e “repercussões sérias”.</p>
<p>“É preciso compreender que nós temos que transmitir às pessoas exatamente esta necessidade de atribuir à medicação uma redução do risco de uma recorrência de um evento cardiovascular”, sublinha Cristina Gavina, reforçando: “Passamos a ideia de que só estamos a fazer a medicação para controlar a tensão ou para controlar o colesterol. E isso não é completamente verdade, porque isso é efetivamente necessário para chegar ao objetivo final. E o objetivo final, obviamente, é prevenir eventos cardiovasculares”.<br />
<iframe title="Entrevista Cristina Gavina - vídeo 3" src="https://player.vimeo.com/video/1187291557?h=746ee82b49&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Este inquérito revelou ainda que a grande maioria dos doentes não medicados não temem o agravamento da doença e que um em cada três omite o incumprimento ao médico por não o considerar relevante. “Não estava à espera de encontrar resultados desta magnitude e muito menos por causa de as pessoas acharem que não vão agravar as suas doenças porque não seguem, por exemplo, as medidas necessárias”, declara, notando que os médicos, muitas vezes, não conseguem comunicar o risco de forma percetível. Na sua perspetiva, é preciso “fazer muito melhor” e para isso, os profissionais de saúde precisam de “aprender estratégias para confirmar que aquilo” que é dito “está a ser entendido”.</p>
<p>Além disso, de acordo com a Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, estes resultados demonstram uma falha na “numeracia em saúde”. “Se eu disser que esta intervenção terapêutica vai reduzir em 1 ou 2% o risco de no próximo ano ter um evento, isso parece-lhes pouco”, observa, sugerindo que os médicos devem usar paralelos da vida real, como seguros de vida ou taxas de juro, para tornar o conceito de risco mais tangível. “Temos de nos afastar dos jargões médicos e da conversa científica porque para os doentes não vai funcionar”, reforça.<br />
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Cristina Gavina - vídeo 4" src="https://player.vimeo.com/video/1187291691?h=7cd1b93a46&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
A omissão sobre a não adesão à terapêutica por parte doente tem também o risco de induzir o profissional de saúde em erro, levando a um escalonamento terapêutico desnecessário. Cristina Gavina aponta o exemplo da “falsa hipertensão resistente”, em que são prescritos sucessivos fármacos sem sucesso porque o doente não os toma. “Isto não é uma verdadeira hipertensão resistente. Isto é uma resistência do doente a tomar a medicação”, explica, citando a experiência do grupo de hipertensão do Hospital Pedro Hispano – no qual é diretora do Serviço de Cardiologia – que resultou numa “publicação muito interessante mostrando o efeito da toma assistida” em ambiente hospitalar e que comprova a eficácia das doses originais quando cumpridas.<br />
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Cristina Gavina - vídeo 5" src="https://player.vimeo.com/video/1187291834?h=9f743c9597&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Outro dos dados obtidos mostra que mais de metade dos doentes estão polimedicados. “Cada vez mais temos vindo a perceber que terapêuticas de combinação vão ser necessárias nas várias áreas. Portanto, não é apenas na área cardiovascular. Em muitas outras áreas temos notado essa necessidade”, reflete Cristina Gavina, comentando que estes números refletem a necessidade de estratégias de simplificação, como o uso de combinações fixas, para aumentar a adesão e, consequentemente, a persistência terapêutica. “Keep it simple é efetivamente o lema”, sublinha.</p>
<p>Assim, a utilização de combinações fixas “num único comprimido” é apontada como a melhor estratégia para assegurar “que a composição química destes medicamentos é estável e é possível fazer, então, uma administração de tudo ao mesmo tempo”. “Por outro lado, simplifica indiscutivelmente e ajuda a podermos fazer com que as pessoas tenham uma maior adesão à terapêutica e persistência”, completa.<br />
<iframe loading="lazy" title="Entrevista Cristina Gavina - vídeo 6" src="https://player.vimeo.com/video/1187291988?h=17a46d5a94&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" width="780" height="439" frameborder="0"></iframe><br />
Como notas finais, a presidente da SPC volta a falar da importância de “simplificar terapêuticas” e a forma como as mesmas são administradas, e deixa um apelo aos colegas: aprender a comunicar melhor e, acima de tudo, sem julgamentos. “Está do nosso lado comunicar o risco que faz com que a pessoa compreenda que o não tomar [medicação] tem impacto”, assegura, lembrando que o papel dos médicos é garantir que o doente percebe a gravidade da situação em que se encontra e se sinta parte ativa do processo de decisão.</p>
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		<item>
		<title>O “regresso” da desnervação renal: novos horizontes no tratamento da hipertensão</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-regresso-da-desnervacao-renal-novos-horizontes-no-tratamento-da-hipertensao-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 11:48:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Congresso Português de Cardiologia (CPC 2026), a sessão dedicada à “Hipertensão arterial resistente e inovação terapêutica” contou com a apresentação esclarecedora de <strong>Joana Delgado Silva</strong>, presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC). Sob o título “A desnervação renal está de volta (outra vez): que doentes beneficiarão?”, a especialista aborda o “ressurgimento” deste procedimento e a importância de uma seleção criteriosa dos doentes para garantir o sucesso clínico em entrevista à News Farma. Assista ao vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Respondendo à questão “que doentes beneficiarão?” da desnervação renal, Joana Delgado Silva começa por explicar que “são essencialmente os doentes com hipertensão arterial resistente”, ressalvando, no entanto, que o espetro de tratamento se alargou. Segundo a especialista, é imperativo considerar também aqueles que apresentam intolerância à terapêutica farmacológica ou que, pela sua juventude e estilo de vida, preferem reduzir a carga de medicação diária para evitar efeitos secundários a longo prazo.</p>
<p>Joana Delgado Silva refere ainda que a decisão de avançar para a desnervação renal deve ser sempre sustentada por um rigoroso processo de avaliação. “Esta decisão tem sempre que ser tomada de acordo com a avaliação por uma equipa multidisciplinar”, explica, reforçando que os especialistas devem “excluir causas secundárias” e comprovar que se trata efetivamente de um caso de hipertensão não controlada. Este cuidado garante que o procedimento seja realizado com a máxima segurança e eficácia, validando o entusiasmo renovado que surgiu após estudos recentes terem confirmado que a desnervação renal, quando bem aplicada, consegue efetivamente baixar a pressão arterial.</p>
<p>O consenso entre a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) e a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), atualizado em 2026, define a desnervação renal (RDN) como uma terapia minimamente invasiva segura e eficaz para a hipertensão resistente. De acordo com a especialista, este documento enfatiza que os doentes devem ser avaliados por especialistas que “têm que provar que o doente realmente é um hipertenso resistente” e realizar “todo o estudo necessário para que o doente possa ser referenciado” com total segurança. Joana Delgado Silva recorda que, após o desânimo causado por um estudo de 2014, surgiram “uma série de estudos bem desenhados” que trouxeram a prova definitiva de que esta intervenção reduz a pressão arterial, permitindo que este procedimento “volte outra vez” à prática clínica.</p>
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		<item>
		<title>Abordagem terapêutica da hipertensão: é preciso “não hesitar, começar logo a tratar corretamente”</title>
		<link>https://mediconews.pt/abordagem-terapeutica-da-hipertensao-e-preciso-nao-hesitar-comecar-logo-a-tratar-corretamente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 06:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Luís Martins</strong>, cardiologista no Hospital Escola Fernando Pessoa, foi o moderador da sessão “Otimizar a redução do risco CV na hipertensão: mais do que reduzir números”, patrocinada pela Servier no 20.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global. Em declarações à News Farma, o especialista sintetiza as principais mensagens da discussão, enfatizando a necessidade de uma atitude proativa e a utilização de fármacos com maior evidência comprovada na redução de eventos cardiovasculares. Assista ao vídeo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Questionado sobre como ultrapassar os principais desafios no tratamento dos doentes hipertensos com outros fatores de risco cardiovascular, Luís Martins afirma que a prioridade deve ser “tratá-los corretamente”. “Em segundo lugar, ter uma atitude proativa e utilizar os fármacos que maior evidência têm”, acrescenta, completando: “Portanto, tratar o mais cedo possível, o mais rapidamente possível”.</p>
<p>O cardiologista explica que a associação de dois anti-hipertensores e uma estatina, idealmente em comprimido único, é “essencial para 70% dos doentes”, dado que o problema principal dos doentes em Portugal é a coexistência de hipertensão e dislipidemia. Na sua visão, a resistência de alguns médicos a esta abordagem é o que impede um melhor controlo: “utilizando esta terapêutica, seguramente vamos prevenir muitos acidentes vasculares cerebrais e vamos prevenir muitos enfartes do miocárdio”.</p>
<p>Além disso, Luís Martins defende que não se deve perder tempo. Na sua perspetiva, se o doente apresentar algum risco cardiovascular, é fundamental “não hesitar, começar logo a tratar corretamente, não perder tempo, para não adiar o início do tratamento”.</p>
<p>O especialista reforça que a precocidade do tratamento é determinante para o sucesso a longo prazo, uma vez que o benefício obtido nos primeiros anos de tratamento se consolida nas décadas seguintes: “Quanto mais cedo começarmos a tratar, mais resultados de melhoria de prognóstico vamos obter”. “E depois tentar manter a persistência do tratamento porque o benefício que se obtém ao fim de cinco anos, permanece ao fim de dez”, acrescenta.</p>
<p>Sobre a mensagem final da sessão, o moderador foca-se na importância de aliar a evidência científica à simplicidade da terapêutica. Embora as medidas de estilo de vida sejam fundamentais, Luís Martins reconhece que a adesão a estas é, muitas vezes, difícil de manter, o que reforça a importância da medicação. “Quanto mais cedo, mais completo e com fármacos que tenham evidência, que estejam comprovados, melhor”, conclui, reiterando que este é o caminho para prevenir os eventos cardiovasculares graves na população portuguesa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Do conhecimento à prática clínica: a necessidade de reduzir a inércia clínica no controlo da HTA e redução do risco CV</title>
		<link>https://mediconews.pt/do-conhecimento-a-pratica-clinica-a-necessidade-de-reduzir-com-a-inercia-clinica-no-controlo-da-hta-e-reducao-do-risco-cv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 06:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Convidado pela Servier para abordar o tema “<em>Global Cardiovascular Risks Demand Global Therapeutic Solutions</em>” na sessão “Otimizar a redução do risco CV na hipertensão: mais do que reduzir números”, que decorreu no 20.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global, <strong>Neil Poulter</strong>, professor de Medicina Cardiovascular Preventiva no <em>Imperial College of London</em>, foi entrevistado pela News Farma, tendo explicado a importância de traduzir a evidência científica em decisões clínicas mais assertivas e simplificadas através de combinações fixas que tenham diferentes alvos terapêuticos. Veja as declarações.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/do-conhecimento-a-pratica-clinica-a-necessidade-de-reduzir-com-a-inercia-clinica-no-controlo-da-hta-e-reducao-do-risco-cv/">Do conhecimento à prática clínica: a necessidade de reduzir a inércia clínica no controlo da HTA e redução do risco CV</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="Do conhecimento à prática clínica: a necessidade de romper com a inércia clínica no controlo da HTA e redução do risco CV" src="https://player.vimeo.com/video/1188145124?h=5593f8ea90&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No contexto da realidade portuguesa, onde a doença cardiovascular permanece como a principal causa de mortalidade e a hipertensão como o principal fator de risco cardiovascular, Neil Poulter reconhece os avanços alcançados, mas aponta a persistência de barreiras críticas no que diz respeito ao tratamento. O especialista alerta para o que define como uma “aliança perigosa” entre médicos e doentes, que resulta no adiamento sistemático da intervenção terapêutica. “Temos de parar de fazer isso. Temos de compreender que, se a pressão arterial for medida corretamente e estiver elevada, devemos otimizar o tratamento”, sublinha, rejeitando a tendência de culpar exclusivamente o doente pela falta de adesão à terapêutica.</p>
<p>Para o palestrante, a eficácia do tratamento está diretamente ligada à facilidade de administração: “Sabemos que a adesão é afetada pelo número de comprimidos que prescrevemos, por isso, se pudermos receitar os fármacos num único comprimido – sejam dois ou três fármacos num só – é mais provável que os doentes cumpram a medicação”, e consequentemente, reduz-se a pressão arterial e o risco de eventos cardiovasculares.</p>
<p>Quanto às opções terapêuticas, Neil Poulter recorda que as recomendações internacionais privilegiam hoje as combinações fixas (<em>single-pill combinations</em>) para o tratamento da hipertensão arterial. O preletor destaca os benefícios da associação de um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (IECA) com um bloqueador dos canais de cálcio (BCC), especificamente perindopril e amlodipina, como as melhores moléculas de cada classe, com a evidência científica mais robusta. “Com base no estudo ASCOT, deveríamos utilizar estatinas juntamente com a terapêutica anti-hipertensora, com perindopril/amlodipina num único comprimido, independentemente dos níveis de colesterol”, explica, reforçando que os benefícios clínicos, claramente demonstrados no estudo ASCOT-LLA, desta associação, de perindopril/amlodipina/atorvastatina, são claros e significativos.</p>
<p>Como mensagem final, o especialista apela a uma transformação na atitude dos profissionais de saúde. Neil Poulter enfatiza que a comunidade médica já tem as ferramentas e o conhecimento necessários, faltando apenas aplicá-los de forma mais assertiva. “A discussão que tivemos sobre a abordagem ideal e o uso de combinações fixas reforçou que já sabemos o que fazer. Temos apenas de o fazer. Trata-se de mudar a nossa mentalidade para fazer o que já sabemos”, conclui, reiterando que a proteção cardiovascular dos doentes hipertensos passa por ser mais incisivo na prescrição de estratégias terapêuticas eficazes, com demonstração de melhoria de prognóstico cardiovascular e que simplifiquem a vida dos doentes crónicos.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/do-conhecimento-a-pratica-clinica-a-necessidade-de-reduzir-com-a-inercia-clinica-no-controlo-da-hta-e-reducao-do-risco-cv/">Do conhecimento à prática clínica: a necessidade de reduzir a inércia clínica no controlo da HTA e redução do risco CV</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Redução da mortalidade cardiovascular em Portugal</title>
		<link>https://mediconews.pt/reducao-da-mortalidade-cardiovascular-em-portugal-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 17:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45607</guid>

					<description><![CDATA[<p>A diretora do Programa Nacional para a área das Doenças Cérebro-Cardiovasculares (PNDCC) da Direção-Geral da Saúde (DGS), <strong>Fátima Franco</strong>, participou na Sessão Magna do 20.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global. Em declarações à News Farma, a especialista cruzou os indicadores da Missão 70/26 com os dados do mais recente Relatório das Doenças Cardiovasculares, confirmando uma tendência de melhoria sustentada no diagnóstico e controlo da hipertensão arterial em Portugal. Veja o vídeo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/reducao-da-mortalidade-cardiovascular-em-portugal-2/">Redução da mortalidade cardiovascular em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="Redução da mortalidade cardiovascular em Portugal" src="https://player.vimeo.com/video/1191173693?h=50250516bf&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 13.999999999999998pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">Classificando a Missão 70/26 como uma estratégia “criativa e altamente motivadora”, Fátima Franco sublinha o sucesso deste projeto – desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão com o apoio da Servier. A hipertensão, enquanto principal fator de risco para o Acidente Vascular Cerebral (AVC), tem sido combatida com uma eficácia no seu controlo, contribuindo para a redução da mortalidade cardiovascular. “Os resultados são positivos e estão em linha com a diminuição da mortalidade nas doenças cardiovasculares”, destaca a diretora do PNDCC da DGS.</span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 13.999999999999998pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">De acordo com Fátima Franco, o Relatório “</span><a style="text-decoration: none;" href="https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/relatorio-pndccv-10-anos-pdf.aspx" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-size: 13.999999999999998pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #0563c1; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: underline; -webkit-text-decoration-skip: none; text-decoration-skip-ink: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">10 Anos de Doença Cérebro Cardiovascular em Portugal</span></a><span style="font-size: 13.999999999999998pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">” pela primeira vez integra dados que abrangem desde o pré-hospitalar, aos cuidados de saúde primários até aos cuidados hospitalares, bem como da economia da saúde (custos). </span></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.295; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"><span style="font-size: 13.999999999999998pt; font-family: Calibri,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;">“Os dados que vêm dos cuidados primários de saúde dizem-nos que, quer o diagnóstico, quer o controlo dos doentes com hipertensão, melhorou. Portanto, há uma consistência muito grande que nos inspira confiança”, finaliza.</span></p>
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		<title>O “regresso” da desnervação renal: novos horizontes no tratamento da hipertensão</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-regresso-da-desnervacao-renal-novos-horizontes-no-tratamento-da-hipertensao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 15:14:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45437</guid>

					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Congresso Português de Cardiologia (CPC 2026), a sessão dedicada à “Hipertensão arterial resistente e inovação terapêutica” contou com a apresentação esclarecedora de <strong>Joana Delgado Silva</strong>, presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC). Sob o título “A desnervação renal está de volta (outra vez): que doentes beneficiarão?”, a especialista aborda o “ressurgimento” deste procedimento e a importância de uma seleção criteriosa dos doentes para garantir o sucesso clínico em entrevista à News Farma. Assista ao vídeo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Respondendo à questão “que doentes beneficiarão?” da desnervação renal, Joana Delgado Silva começa por explicar que “são essencialmente os doentes com hipertensão arterial resistente”, ressalvando, no entanto, que o espetro de tratamento se alargou. Segundo a especialista, é imperativo considerar também aqueles que apresentam intolerância à terapêutica farmacológica ou que, pela sua juventude e estilo de vida, preferem reduzir a carga de medicação diária para evitar efeitos secundários a longo prazo.</p>
<p>Joana Delgado Silva refere ainda que a decisão de avançar para a desnervação renal deve ser sempre sustentada por um rigoroso processo de avaliação. “Esta decisão tem sempre que ser tomada de acordo com a avaliação por uma equipa multidisciplinar”, explica, reforçando que os especialistas devem “excluir causas secundárias” e comprovar que se trata efetivamente de um caso de hipertensão não controlada. Este cuidado garante que o procedimento seja realizado com a máxima segurança e eficácia, validando o entusiasmo renovado que surgiu após estudos recentes terem confirmado que a desnervação renal, quando bem aplicada, consegue efetivamente baixar a pressão arterial.</p>
<p>O consenso entre a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) e a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), atualizado em 2026, define a desnervação renal (RDN) como uma terapia minimamente invasiva segura e eficaz para a hipertensão resistente. De acordo com a especialista, este documento enfatiza que os doentes devem ser avaliados por especialistas que “têm que provar que o doente realmente é um hipertenso resistente” e realizar “todo o estudo necessário para que o doente possa ser referenciado” com total segurança. Joana Delgado Silva recorda que, após o desânimo causado por um estudo de 2014, surgiram “uma série de estudos bem desenhados” que trouxeram a prova definitiva de que esta intervenção reduz a pressão arterial, permitindo que este procedimento “volte outra vez” à prática clínica.</p>
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		<item>
		<title>O desafio do choque cardiogénico: a urgência do diagnóstico precoce e do trabalho em equipa</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-desafio-do-choque-cardiogenico-a-urgencia-do-diagnostico-precoce-e-do-trabalho-em-equipa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:54:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45431</guid>

					<description><![CDATA[<p>O choque cardiogénico continua a apresentar uma taxa de mortalidade muito elevada, um cenário que exige que especialistas de diferentes áreas se reúnam e trabalhem “em conjunto”. Esta necessidade de cooperação foi o mote para o curso pré-Congresso Português de Cardiologia (CPC 2026), “Choque Cardiogénico e Suporte Circulatório de Curta Duração”. <strong>Doroteia Silva</strong>, cardiologista e intensivista da Unidade Local de Saúde Santa Maria e uma das diretoras desta formação, explica à News Farma que o sucesso no tratamento desta síndrome depende da rapidez da intervenção. Assista ao vídeo da entrevista.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo Doroteia Silva, o curso reuniu um grupo de cardiologistas e intensivistas para abordar todo o percurso do doente, desde o diagnóstico e estratificação de risco até à monitorização e terapêutica de suporte farmacológico e circulatório. Na componente teórica e prática da formação, foram apresentados e discutidos dispositivos como o balão intra-aórtico, o Impella® e o ECMO venoarterial, com um foco particular na resolução de complicações (troubleshooting) inerentes a estas ferramentas. Para a cardiologista e intensivista, a partilha de experiência e conhecimento entre formandos e formadores tornou o dia “muito enriquecedor”.</p>
<p>Doroteia Silva sublinha que “o tempo é chave nesta doença”, uma vez que o choque cardiogénico, “que precisa de um suporte hemodinâmico numa condição”, se não for tratado, evolui rapidamente de uma condição hemometabólica ou multissistémica. Ou seja, esta progressão leva à disfunção de órgãos vitais como o “cérebro, rim, fígado”, etc.</p>
<p>O reconhecimento precoce do choque cardiogénico “nas suas fases iniciais/precoce” é, então, fundamental para que se possa intervir antes de se “transformar numa síndrome de falência multiorgânica”, tentando contrariar as estatísticas de mortalidade que ainda definem o choque cardiogénico na prática clínica atual.</p>
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		<title>Insuficiência cardíaca com FEVE preservada: reconhecer cedo para tratar melhor</title>
		<link>https://mediconews.pt/insuficiencia-cardiaca-com-feve-preservada-reconhecer-cedo-para-tratar-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 11:01:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O reconhecimento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada continua a ser um desafio clínico, sobretudo pela natureza inespecífica dos sintomas iniciais. Foi durante o Update em Medicina que este o alerta deixado por Arminda Veiga, da Comissão Organizadora do evento. “Os sintomas são, inicialmente, bastante inespecíficos, esse é um desafio muito importante”, referiu. Assista ao depoimento da especialista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="padding: 56.25% 0 0 0; position: relative;"><iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" title="Insuficiência cardíaca com FEVE preservada: reconhecer cedo para tratar melhor" src="https://player.vimeo.com/video/1185219766?h=f3ae379710&amp;badge=0&amp;autopause=0&amp;player_id=0&amp;app_id=58479" frameborder="0"></iframe></div>
<p>A médica destacou, contudo, que o panorama tem vindo a melhorar, nomeadamente pela maior disponibilidade e comparticipação dos exames necessários ao diagnóstico. “É expectável que quem vê estes doentes pela primeira vez, que é a Medicina Geral e Familiar, possa ter uma palavra a dizer no futuro”, afirmou, sublinhando a importância da formação na identificação precoce destes casos. Segundo explicou, o diagnóstico assenta em dois pilares: o ecocardiograma, que demonstra disfunção diastólica, e o aumento do NT-proBNP, “marcador de sofrimento cardíaco pela sobrecarga de pressão”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Quanto ao tratamento, Arminda Veiga relembrou que a abordagem é distinta da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. “O que é útil numa não é útil na outra”, afirmou, explicando que a terapêutica na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) preservada assenta no controlo sintomático, na modificação do prognóstico e, sobretudo, na abordagem das comorbilidades cardiovasculares e não cardiovasculares associadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O Update em Medicina decorreu entre os dias 16 a 18 de abril em Albufeira.</p>
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		<title>O enfarte não termina na alta hospitalar: especialistas alertam para a urgência de intervir precocemente no risco residual</title>
		<link>https://mediconews.pt/o-enfarte-nao-termina-na-alta-hospitalar-especialistas-alertam-para-a-urgencia-de-intervir-precocemente-no-risco-residual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 09:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cardiologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=45124</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sobreviver a um enfarte do miocárdio representa apenas o início de um desafio clínico contínuo, já que se estima que um em cada cinco doentes sofra um novo evento cardiovascular logo no primeiro ano após a alta(1). Perante esta realidade, a comunidade médica alerta para a existência de um risco residual frequentemente subestimado, que persiste mesmo quando os níveis de colesterol LDL estão controlados. A evidência do estudo REDUCE-IT(2) aponta para uma janela de oportunidade crítica nos meses que sucedem o evento agudo, em que a intervenção precoce e dirigida é determinante para reduzir a morbimortalidade associada.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O paradigma da prevenção secundária cardiovascular foi recentemente redefinido pelos resultados robustos do REDUCE-IT(2) (<em>Reduction of Cardiovascular Events with Icosapent Ethyl–Intervention Trial</em>), um ensaio clínico internacional que envolveu mais de oito mil doentes com doença cardiovascular estabelecida ou diabetes, todos tratados com estatinas e com colesterol LDL controlado. Esta investigação, publicada no <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1812792" target="_blank" rel="noopener">New England Journal of Medicine</a>, demonstrou que a administração diária de 4 g de eicosapente de etilo permitiu alcançar uma redução de 25% no risco do <em>endpoint</em> primário composto (morte cardiovascular, enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral não fatais, revascularização coronária e angina instável)(2).</p>
<p>O impacto clínico desta abordagem inovadora é evidenciado por um número necessário para tratar (NNT) de apenas 21, o que representa um dos maiores benefícios alguma vez observados numa terapêutica adjuvante às estatinas(2).</p>
<p>Uma análise post hoc(3) do estudo REDUCE-IT, publicada no <a href="https://academic.oup.com/eurheartj/article/45/13/1173/7584871?login=false" target="_blank" rel="noopener">European Heart Journal</a>, na qual se avaliou o subgrupo de doentes com síndrome coronária aguda recente (ocorrida nos 12 meses anteriores) revelou dados ainda mais impressionantes. Nesta população de risco muito elevado, o eicosapente de etilo reduziu em 37% o risco do primeiro outcome primário composto e em 36% o total de eventos. Nestes casos, o NNT desce para apenas 11, confirmando que a intervenção é consideravelmente mais eficaz quando iniciada precocemente. Também neste subgrupo de doentes, o eicosapente de etilo reduziu em 36% o composto de morte cardiovascular e enfarte não fatal, e uma redução de 44% na necessidade de revascularização urgente ou emergente.</p>
<p>O que dizem os especialistas?</p>
<p>Em comunicado, Rui Baptista, cardiologista e diretor do Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde de Entre Douro e Vouga, refere que estes dados têm implicações diretas e imediatas na prática clínica: “Esta análise confirma aquilo que observamos todos os dias na prática hospitalar: os doentes pós-enfarte permanecem fragilizados e com elevada probabilidade de novo evento. A intervenção precoce não é apenas desejável, é determinante. É nos primeiros meses, quando o risco é mais elevado, que podemos realmente reduzir a probabilidade de morte e incapacidade. Ignorar esta janela crítica é desperdiçar uma das formas mais eficazes de proteger o doente”.</p>
<p>Na mesma linha, João Morais, cardiologista e diretor do Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, destaca que o enfarte não termina no hospital e que o sucesso do tratamento depende de uma abordagem que vá além do simples controlo lipídico: “Sobreviver a um enfarte é apenas o primeiro capítulo da história. O risco de incapacidade e de morte continua real, mesmo quando todos os parâmetros parecem controlados. Hoje sabemos que existe inflamação persistente e progressão da doença aterosclerótica que não são eliminadas pela terapêutica standard. Podemos reduzir significativamente esse risco se atuarmos cedo e de forma dirigida. Quanto mais cedo intervirmos, melhor será o prognóstico”.</p>
<p>Por outro lado, a integração dos resultados do REDUCE-IT nas <em>guidelines</em> internacionais(4) reforça a necessidade de um novo olhar sobre o risco residual: não basta controlar o colesterol LDL, é necessário ir além e atuar sobre mecanismos inflamatórios e aterogénicos que continuam a ameaçar a vida dos doentes.</p>
<p>Consequentemente, a redução de novos eventos cardiovasculares traduz-se também num impacto económico positivo a longo prazo, ao contribuir para evitar procedimentos invasivos e dispendiosos, como a intervenção coronária percutânea ou a cirurgia de revascularização do miocárdio. A diminuição de hospitalizações recorrentes, de incapacidade prolongada e de complicações associadas representa um ganho claro para o Sistema Nacional de Saúde e uma melhoria sustentada da qualidade de vida dos doentes.</p>
<p>Em suma, a principal mensagem para profissionais de saúde é clara: a prevenção secundária deve ir além do controlo lipídico e, por isso, a alta hospitalar é o momento de intensificar a vigilância (que deve ser contínua) e de adotar medidas terapêuticas complementares que transformem a recuperação numa proteção eficaz a longo prazo. Neste ponto, é igualmente fundamental que haja uma estreita colaboração entre a Cardiologia e a Medicina Geral e Familiar no seguimento do doente pós-enfarte, para uma abordagem integrada não só ao colesterol, como aos mecanismos persistentes de inflamação e progressão aterosclerótica, e assim reduzir o risco residual.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>1 – Silva V, Vilela EM, Campos L, Miranda F, Torres S, João A, et al. Suboptimal control of cardiovascular risk factors in myocardial infarction survivors in a cardiac rehabilitation program. Rev Port Cardiol. 2021;40(12):911-920;</p>
<p>2 – Bhatt DL, Steg PG, Miller M, et al. Cardiovascular risk reduction with icosapent ethyl for hypertriglyceridemia. N Engl J Med. 2019;380(1):11-22;</p>
<p>3 – Sayah N, Bhatt DL, Miller M, et al. Icosapent ethyl following acute coronary syndrome: the REDUCE-IT trial. Eur Heart J. 2024;45(13):1173-1176;</p>
<p>4 – Mach F, Koskinas KC, Roeters van Lennep JE, Tokgözoğlu L, et al. 2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias. Eur Heart J. 2025 Nov 7;46(42):4359-4378.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/o-enfarte-nao-termina-na-alta-hospitalar-especialistas-alertam-para-a-urgencia-de-intervir-precocemente-no-risco-residual/">O enfarte não termina na alta hospitalar: especialistas alertam para a urgência de intervir precocemente no risco residual</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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