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	<title>Arquivo de Biologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Feb 2026 12:59:41 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Biologia - Médico News</title>
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		<title>Investigadora portuguesa recebe bolsa para estudar como o sono contribui para o equilíbrio interno do cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 12:59:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Sara Calafate</strong>, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho, recebeu uma bolsa de 250 mil euros para estudar como o sono contribui para o equilíbrio interno do cérebro e a organização da memória. O financiamento foi atribuído pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, através do concurso “ERC-PT-A Projects”, destinado a apoiar projetos com classificação máxima para bolsa “Starting Grant” do Conselho Europeu de Investigação, mas que não receberam a verba total por limitações orçamentais.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto da cientista irá explorar como diferentes tipos de células de suporte no cérebro, chamadas glia, interagem com as conexões entre os neurónios  no hipocampo, uma região essencial para a memória. Durante o sono, estas interações são ajustadas, um processo crítico para transformar experiências em memórias duradouras. Sendo o sono frequentemente alterado em doenças neurodegenerativas como a de Alzheimer, Sara Calafate sugere que aquelas interações podem ser prejudicadas, por isso pretende desenvolver esta nova linha de investigação.</p>
<p>O seu trabalho centra-se em compreender como os neurónios formam circuitos precisos e estáveis e como o cérebro mantém o equilíbrio necessário para que estes circuitos funcionem corretamente na formação da memória. Em estudos anteriores, investigou o papel de um péptido, uma pequena molécula mensageira do cérebro envolvida na regulação do sono e da comunicação neuronal, e identificou alterações precoces neste sistema na doença de Alzheimer.</p>
<p>Sara Calafate, de 36 anos, é natural de Póvoa de Varzim. Fez a licenciatura em Biologia Aplicada pela UMinho, o mestrado em Biologia Molecular e Celular pela Universidade de Coimbra e o doutoramento e pós-doutoramento pela Universidade Católica da Lovaina (Bélgica). Regressou a Portugal em 2023 com uma bolsa Marie Curie para um pós-doc no ICVS, em Braga, onde é atualmente investigadora auxiliar. Soma várias distinções, como o recente Prémio Maria de Sousa, atribuído pela Fundação Bial e Ordem dos Médicos. Tem obtido financiamentos internacionais altamente competitivos, como da Organização Europeia de Biologia Molecular.</p>
<p>Fotografia: UMinho</p>
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		<title>Investigadora portuguesa recebe medalha da Sociedade Britânica de Parasitologia</title>
		<link>https://mediconews.pt/investigadora-portuguesa-recebe-medalha-da-sociedade-britanica-de-parasitologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 15:48:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Sara Silva Pereira</strong>, investigadora do Católica Biomedical Research Centre (CBR) e docente na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa (FM-UCP), foi distinguida com a BSP President's Medal, o mais alto prémio científico para jovens investigadores de excelência atribuído no Reino Unido na área da parasitologia. É apenas a segunda vez que esta distinção é atribuída a uma investigadora fora do Reino Unido.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“É uma honra receber esta distinção, que reforça a relevância do trabalho que desenvolvemos no CBR e motiva a minha equipa para continuar a explorar os mecanismos de sobrevivência dos tripanossomas,” refere Sara Silva Pereira, acrescentando que &#8220;é fundamental para desenvolver estratégias mais eficazes para controlar doenças infeciosas negligenciadas que continuam a afetar milhões de animais e pessoas.”</p>
<p>Desde 2023, Sara Silva Pereira lidera o Laboratório de Interações Parasita &#8211; Vasculatura, integrado no CBR, onde investiga a forma como os tripanossomas africanos, parasitas responsáveis pela doença do sono, interagem com os hospedeiros mamíferos &#8211; gado e humanos -, com especial foco nas células que revestem os vasos sanguíneos, as células endoteliais.</p>
<p>A investigação de Sara Silva Pereira procura compreender como é que o “diálogo” entre o parasita e os vasos sanguíneos afeta tanto a sobrevivência do tripanossoma como a apresentação clínica da doença. Quando um humano ou animal é picado por uma mosca tsé-tsé infetada com tripanossoma, pode formar-se um caroço ou ulceração dolorida localizada, seguida de febre, emaciação, letargia, distúrbios do sono, confusão, e descoordenação motora.  Se a doença não for tratada, é invariavelmente letal. Os parasitas interagem com a barreira hematoencefálica, causando inflamação e danos no sistema nervoso central que podem ser fatais na ausência de tratamento farmacológico. Em animais de produção, a doença provoca reduções acentuadas no desempenho zootécnico, estimadas em 1,5 mil milhões de dólares por ano, e elevada mortalidade, estimada em três milhões de cabeças de gado por ano.</p>
<p>O grupo desta investigadora integra abordagens computacionais e de Biologia da infeção com sistemas de bioengenharia de tecidos, que permitem recriar ambientes fisiológicos mais próximos dos cenários reais de doença. O objetivo último da investigação que lidera é compreender como os tripanossomas conseguem sobreviver no hospedeiro, abrindo caminho para o desenvolvimento de novas terapias.</p>
<p>Criado em 2019, a BSP President’s Medal é um prémio anual para reconhecer cientistas “em início de carreira que tenham produzido investigação de qualidade internacional, tenham gerado impacto tangível na área da parasitologia e demonstrem potencial para se tornarem líderes mundiais neste campo científico”.</p>
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		<title>&#8220;Apoiar e desenvolver a investigação fundamental é oferecer à sociedade esperança, conhecimento e saúde&#8221;</title>
		<link>https://mediconews.pt/apoiar-e-desenvolver-a-investigacao-fundamental-e-oferecer-a-sociedade-esperanca-conhecimento-e-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 16:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do <a href="https://research.com/scientists-rankings/medicine/pt" target="_blank" rel="noopener"><em>ranking</em> </a>internacional "World's Best Scientists 2025", <strong>Paula Moreira</strong>, uma das portuguesas que consta na lista, explica à News Farma a importância destas distinções e como podem impulsionar a investigação fundamental em Portugal, relembrando ser uma parte essencial do tratamento de todas as patologias. Leia a entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/apoiar-e-desenvolver-a-investigacao-fundamental-e-oferecer-a-sociedade-esperanca-conhecimento-e-saude/">&#8220;Apoiar e desenvolver a investigação fundamental é oferecer à sociedade esperança, conhecimento e saúde&#8221;</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) I O seu nome consta na lista dos &#8220;World&#8217;s Best Scientists 2025&#8221;. Como vê esta distinção?</strong></p>
<p><strong>Paula Moreira (PM) I</strong> Fico feliz com o reconhecimento que o nosso trabalho de investigação tem recebido. Este é o resultado de uma colaboração próxima entre todos os membros da equipa, estudantes, investigadores doutorados e colaboradores nacionais e internacionais. Esta distinção é, por isso, de todos os que contribuem para o desenvolvimento destes trabalhos.</p>
<p><strong>NF I Já ganhou várias vezes o selo de líder, em Portugal, no que a Biologia e Bioquímica diz respeito. São estes reconhecimentos que ajudam a impulsionar o seu trabalho? </strong></p>
<p><strong>PM I</strong> Este reconhecimento dá-nos alento para continuar a fazer investigação, apesar dos obstáculos que enfrentamos, nomeadamente no que toca ao financiamento e à contratação de investigadores doutorados.</p>
<p><strong>NF I A sua carreira tem vindo a ser impactada por estes prémios?</strong></p>
<p><strong>PM I</strong> Estes prémios têm sido um impulso muito importante, não só para a progressão da carreira, mas também para atrair alunos motivados a desenvolver connosco os seus trabalhos de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento. Além disso, têm-nos aberto novas oportunidades, com convites para palestras em cursos avançados e para participar em eventos científicos, entre outros.</p>
<p><strong>NF I O seu percurso conta com 55,206 citações, 345 publicações e um décimo lugar no <em>ranking</em> nacional ao lado de outros 14 colegas portugueses. O que falta fazer?</strong></p>
<p><strong>PM I</strong> Espero poder dispor das condições necessárias para continuar a fazer investigação de qualidade e para atrair alunos e jovens investigadores que queiram crescer connosco. O meu objetivo é transmitir-lhes conhecimento, apoiá-los na concretização dos seus sonhos e vê-los alcançar reconhecimento, seja em <em>rankings</em> nacionais e internacionais ou noutras metas que valorizem e os façam sentir realizados.</p>
<p><strong>NF I Motivados por estas distinções, como podem os jovens cientistas portugueses contribuir para a Medicina em Portugal?</strong></p>
<p><strong>PM I</strong> Atualmente, face às dificuldades inerentes à investigação, em especial à investigação fundamental, não é fácil apresentar argumentos que incentivem os jovens cientistas a seguir carreira nesta área. No entanto, é crucial sublinhar que, embora a investigação fundamental possa não produzir resultados imediatos, é ela que nos permite compreender as doenças e salvar vidas. Cada descoberta de hoje constitui a base de um tratamento de amanhã. Apoiar e desenvolver a investigação fundamental é oferecer à sociedade esperança, conhecimento e saúde.</p>
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