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	<title>Arquivo de Alergologia - Médico News</title>
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	<description>Dar voz à experiência clínica dos profissionais de saúde no nosso país, através de depoimentos dos key opinion leaders das respetivas especialidades.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 11:56:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Alergologia - Médico News</title>
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	<item>
		<title>Inovação que transforma: o desafio de levar a ciência à prática na Imuno-Alergologia</title>
		<link>https://mediconews.pt/inovacao-que-transforma-o-desafio-de-levar-a-ciencia-a-pratica-na-imuno-alergologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito da 47.ª Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), <strong>Pedro Carreiro Martins</strong>, atual presidente da Sociedade, partilha a sua antevisão para um encontro científico marcado pela inovação e pela transformação da prática clínica em Imuno-Alergologia. Num contexto em que o conhecimento evolui a um ritmo acelerado, o especialista aponta como um dos principais desafios da área “reduzir a distância entre a rápida produção de conhecimento científico e a sua aplicação efetiva na prática clínica”, um desfasamento que este encontro pretende ajudar a colmatar. Leia a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>News Farma (NF) | Quais são os pontos de destaque deste evento?</strong></p>
<p><strong>Pedro Carreiro Martins (PCM) |</strong> A 47.ª Reunião Anual da SPAIC terá como tema central a “Inovação na Doença Alérgica”, refletindo um período de profunda transformação na Imunoalergologia.</p>
<p>O programa abordará áreas como a asma, rinite alérgica, alergia alimentar, a alergia a fármacos, a imunoterapia com alergénios, urticária, angioedema, anafilaxia, dermatite atópica e doenças mastocitárias.</p>
<p>A reunião contará também com cursos temáticos, mesas-redondas, workshops, apresentações de comunicações orais e pôsteres, bem como momentos de cooperação com sociedades científicas nacionais e internacionais. Esta combinação entre atualização científica, formação e apresentação de investigação é um dos elementos mais importantes da Reunião Anual.</p>
<p><strong>NF | Quais são as principais necessidades ou lacunas no âmbito da Alergologia que este evento procura colmatar?</strong></p>
<p><strong>PCM |</strong> Uma das principais necessidades é reduzir a distância entre a rápida produção de conhecimento científico e a sua aplicação efetiva na prática clínica. Atualmente, dispomos de novas ferramentas de diagnóstico, biomarcadores, terapêuticas biológicas, tecnologias digitais e abordagens de medicina de precisão. No entanto, é necessário compreender melhor quais os doentes que mais beneficiam de cada intervenção, em que momento e com que impacto clínico e económico.</p>
<p>Persistem igualmente desafios na uniformização dos procedimentos diagnósticos, na estratificação do risco e na tomada de decisão em áreas como a alergia alimentar, a alergia a medicamentos, a imunoterapia e a anafilaxia.</p>
<p>Outra lacuna importante prende-se com a necessidade de integrar diferentes profissionais, instituições e níveis de cuidados. A inovação não depende apenas da disponibilidade de uma nova tecnologia ou tratamento: exige organização, literacia científica, capacidade de implementação e equidade no acesso.</p>
<p><strong>NF | Considerando que esta edição se centra na “inovação na doença alérgica”, na prática clínica, onde estão as mudanças mais transformadoras e como este tema contribui para uma melhor atuação/intervenção?</strong></p>
<p><strong>PCM |</strong> As mudanças mais transformadoras estão, provavelmente, na transição de uma abordagem centrada sobretudo no diagnóstico da doença para uma abordagem mais individualizada, baseada nos mecanismos fisiopatológicos, nos fenótipos, nos biomarcadores e nas características específicas de cada doente.</p>
<p>Esta evolução é particularmente evidente com o desenvolvimento das terapêuticas biológicas e inovadoras, que permitem atuar de forma dirigida sobre determinadas vias inflamatórias.</p>
<p>A inteligência artificial e a transformação digital poderão também assumir um papel relevante na integração de informação clínica, na monitorização dos doentes, na previsão da resposta ao tratamento e na identificação precoce de situações de risco. Contudo, estas ferramentas devem ser utilizadas de forma crítica, segura e complementar à decisão clínica.</p>
<p>Neste sentido, o tema da reunião pretende mostrar que inovar não significa apenas introduzir novos medicamentos ou tecnologias. Significa diagnosticar melhor, selecionar de forma mais adequada as intervenções, evitar procedimentos desnecessários, melhorar a adesão ao tratamento e acompanhar os resultados de forma mais próxima.</p>
<p><strong>NF | Que mensagem final gostaria de transmitir relativamente ao evento?</strong></p>
<p><strong>PCM |</strong> Gostaria de convidar todos os profissionais com interesse na doença alérgica a participarem na 47.ª Reunião Anual da SPAIC. Será uma oportunidade privilegiada para atualizar conhecimentos, conhecer investigação desenvolvida em Portugal, discutir os desafios emergentes da especialidade e reforçar redes de colaboração científica e profissional.</p>
<p>A inovação só adquire verdadeiro significado quando se traduz em melhores resultados para os doentes. É esse o compromisso que estará no centro da nossa reunião, em Peniche, de 24 a 27 de setembro de 2026.</p>
<p>Saiba mais sobre o evento <a href="https://www.spaic2026.com/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Anafilaxia pediátrica: reconhecer cedo e agir de imediato pode salvar vidas</title>
		<link>https://mediconews.pt/anafilaxia-pediatrica-reconhecer-cedo-e-agir-de-imediato-pode-salvar-vidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 09:04:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><strong>Natacha Santos</strong>, especialista em Imunoalergologia na ULS Algarve, destacou, no âmbito da 15.ª Reunião de Imunoalergologia, a importância do reconhecimento, tratamento e prevenção da anafilaxia em idade pediátrica. Sublinhou ainda os desafios específicos das faixas etárias mais jovens, uma vez que a identificação dos sintomas pode ser mais difícil, dado que “muitas vezes eles não conseguem verbalizar [e] explicar aquilo que sentem”. Nesse sentido, alertou para a necessidade de “estar atentos a pequenos sinais” que possam indicar uma reação grave. Veja o vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No que diz respeito ao tratamento, foi clara ao afirmar que, perante uma suspeita ou “probabilidade clínica elevada de anafilaxia, o tratamento é a adrenalina”, reforçando que esta é “tratamento de primeira linha”. Em contraste, referiu que “os corticóides parecem não ter um papel importante mesmo na prevenção de reações bifásicas”, além de apresentarem uma ação lenta, já que “o corticóide oral demora tempo a ser absorvido”. Em contexto prático, nomeadamente em casa ou na escola, a prioridade deve ser a administração de adrenalina, podendo o anti-histamínico ser utilizado “para tratar os sintomas cutâneos mais ligeiros”.</p>
<p>Na vertente da prevenção, destacou a importância da identificação precoce dos casos e do encaminhamento para uma abordagem especializada, permitindo definir “uma estratégia individualizada” e “restrições alimentares adequadas caso a caso”. Referiu ainda a existência de opções terapêuticas específicas, como “a dessensibilização e a imunoterapia, no caso dos venenos”, que contribuem para reduzir o risco de novas reações.</p>
<p>A especialista salientou igualmente o papel fundamental da educação e do empoderamento dos doentes e das famílias para “diminuir o risco de anafilaxia e melhorar a qualidade de vida do doente e da família”.</p>
<p>Por fim, reforçou que, além da atuação imediata, “o mais importante numa situação de anafilaxia […] é realmente o doente ser orientado para um especialista em Imunoalergologia”, uma vez que o correto diagnóstico implica compreender múltiplos fatores, desde a forma como os alimentos são preparados até à possível “reatividade cruzada com outros alimentos” e às características individuais de cada doente. O encaminhamento para a especialidade assume, assim, um papel determinante na gestão eficaz da doença.</p>
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		<item>
		<title>Europa aprova o primeiro medicamento direcionado para crianças com UCE</title>
		<link>https://mediconews.pt/terapeutica-biologica-recebe-parecer-europeu-positivo-para-uce-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 15:58:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comissão europeia aprovou uma terapêutica biológica, direcionada para o tratamento da urticária crónica espontânea (UCE) em idade pediátrica. A indicação abrange crianças dos dois aos 11 anos com doença moderada a grave, cuja sintomatologia não está adequadamente controlada com anti-histamínicos H1 e que não receberam previamente terapêutica anti-IgE para esta patologia.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;As opções de tratamento anteriores para crianças pequenas com UCE deixaram muitos doentes com a doença descontrolada, onde o aparecimento imprevisível de prurido e da urticária continuava a perturbar as suas rotinas diárias”, afirma Alyssa Johnsen, <em>Global Therapeutic Area Head, Immunology Development</em> na Sanofi.</p>
<p>A decisão baseia-se em evidência proveniente do programa de desenvolvimento clínico LIBERTY-CUPID, incluindo dois ensaios de fase 3 em crianças dos seis aos 11 anos (NCT04180488), bem como o estudo de fase 3 CUPIDKids, que incluiu crianças dos dois aos 11 anos com UCE (NCT05526521).</p>
<p>Os dados dos ensaios clínicos evidenciaram que o dupilumab proporcionou uma redução significativa da atividade da urticária, avaliada através de um índice composto de prurido e número de pápulas, bem como das medidas individuais de gravidade destes sintomas, quando comparado com placebo na semana 24. Observou-se ainda um aumento relevante da proporção de doentes com doença bem controlada e com resposta completa no mesmo período.</p>
<p>Relativamente à segurança, os resultados obtidos mostraram-se globalmente consistentes com o perfil de segurança já estabelecido do dupilumab nas suas indicações dermatológicas aprovadas. As reações adversas mais frequentemente reportadas incluíram reações no local de injeção, conjuntivite (incluindo conjuntivite alérgica), artralgia, herpes oral e eosinofilia. Foram também descritas outras reações no local de administração, como induração, dermatite, equimose ou hematoma, em adultos e adolescentes com UCE. Entre os eventos adversos mais comuns (≥5%) observados com dupilumab, em comparação com placebo, destacou-se a COVID-19. Nos doentes pediátricos entre os dois e os 11 anos, o perfil de segurança revelou-se, de forma geral, consistente com o observado em adultos e adolescentes tratados para a mesma condição.</p>
<p>Segundo George D. Yancopoulos, <em>Board co-chair, president and chief scientific officer</em> da Regeneron, este é &#8220;o medicamento inovador baseado em anticorpos mais amplamente utilizado no mundo, e esta quarta aprovação para crianças pequenas com doenças crónicas, causadas em parte pela inflamação do tipo 2, traz a sua eficácia comprovada e perfil de segurança a longo prazo para mais uma população vulnerável que necessita&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“A inflamação tipo 2 é a causa comum de muitas manifestações clínicas, e tratar o doente como um todo permite controlar várias patologias com uma só terapêutica”</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-inflamacao-tipo-2-e-a-causa-comum-de-muitas-manifestacoes-clinicas-e-tratar-o-doente-como-um-todo-permite-controlar-varias-patologias-com-uma-so-terapeutica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:11:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
		<category><![CDATA[TOP PICKS Derma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A compreensão da inflamação tipo 2 como o mecanismo fisiopatológico subjacente a várias doenças atópicas desencadeou uma verdadeira mudança de paradigma na abordagem clínica do doente. No 14.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), durante o simpósio da Sanofi intitulado “Para além do controlo clínico: A inflamação tipo 2 como causa comum”, <strong>Célia Costa</strong>, médica especialista em Imunoalergologia da criança e do adulto, defendeu a urgência de olhar para o doente como um todo. Em entrevista, a médica destaca o impacto transformador da intervenção atempada na infância, capaz de travar a marcha atópica e reduzir significativamente comorbilidades não alérgicas, incluindo as alterações emocionais e comportamentais.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Historicamente vistas como patologias estanques, manifestações como a dermatite atópica, a asma brônquica e a esofagite eosinofílica partilham, na verdade, a mesma base fisiopatológica. “A inflamação tipo 2 é um mecanismo subjacente a muitas das doenças atópicas”, elucida a especialista, acrescentando que a esofagite eosinofílica foi recentemente integrada nesta &#8220;marcha atópica&#8221;, sendo reconhecida como mais uma expressão clínica deste processo.</p>
<p>Célia Costa lembra que a grande maioria dos doentes não apresenta uma patologia isolada, mas sim quadros de multimorbilidade. “A maioria dos nossos doentes têm duas ou mais patologias atópicas (&#8230;), nomeadamente dermatite atópica, alergia alimentar, esofagite eosinofílica, rinite alérgica e asma brônquica”. Perante este cenário, a grande vantagem atualmente reside na eficácia da centralização do tratamento: “Abordar o doente como um todo, não apenas como um sintoma ou como um órgão isolado, tem uma mais-valia significativa na evolução clínica. Nestes doentes, com uma mesma terapêutica, muitas vezes conseguimos controlar toda a inflamação tipo 2 e, portanto, todas estas manifestações clínicas”.</p>
<p><strong>A urgência da abordagem multidisciplinar</strong></p>
<p>Uma vez que o mesmo processo fisiopatológico afeta diferentes órgãos e sistemas, é frequente que o doente fragmente o seu percurso de saúde por múltiplas especialidades médicas. “O doente, muitas vezes com asma, recorre a uma determinada especialidade; com dermatite atópica recorre a outra especialidade; com esofagite eosinofílica, a outra especialidade”.</p>
<p>Para contrariar esta dispersão e garantir que o doente beneficia de um cuidado integrado, a imunoalergologista preconiza a criação de pontes entre os diferentes profissionais. “O doente é um todo. (&#8230;) Uma equipa multidisciplinar é uma mais-valia para estes doentes. É o que deveria ser feito”. De acordo com a médica, o mote da sessão — “para além do controlo clínico” — espelha precisamente a ambição de ir além do alívio sintomático de uma única queixa para focar na remissão do mecanismo inflamatório de base, o que “vai melhorar o prognóstico dos nossos doentes”.</p>
<p><strong>Intervenção precoce: travar a marcha atópica e proteger o desenvolvimento</strong></p>
<p>Um dos pontos altos da reflexão prende-se com a janela de oportunidade terapêutica em idades muito jovens. Célia Costa cita evidências científicas robustas que demonstram o impacto de intervir atempadamente em crianças entre os seis meses e os cinco anos de idade com quadros de dermatite atópica moderada a grave. “A intervenção precoce com um fármaco que bloqueia a inflamação tipo 2, em comparação com outras terapêuticas sistémicas (&#8230;), consegue reduzir significativamente o risco de várias comorbilidades”, revela.</p>
<p>Essa proteção traduz-se em duas grandes frentes:</p>
<ul>
<li>Comorbilidades atópicas: Consegue-se efetivamente &#8220;travar a evolução da marcha atópica&#8221;, registando-se uma diminuição significativa futura de asma brônquica e de rinite alérgica.</li>
<li>Impacto não atópico e sistémico: O tratamento precoce diminui significativamente o risco de aparecimento de comorbilidades não atópicas, como infeções gastrointestinais, respiratórias e cutâneas. Adicionalmente, mitiga complicações associadas à privação do sono e ao sofrimento crónico da pele, como alterações de humor e distúrbios comportamentais (onde se incluem as síndromes de hiperatividade e défice de atenção), entre outras.</li>
</ul>
<p><strong>O futuro do tratamento </strong></p>
<p>O advento de soluções terapêuticas focadas em bloquear especificamente as vias da inflamação tipo 2 coloca a Medicina atual num patamar de grande otimismo. “Conseguirmos tratar a inflamação tipo 2 (&#8230;) já nos coloca com uma grande vantagem relativamente a alguns anos atrás. Portanto, a evolução e o prognóstico destes doentes vão melhorar significativamente”.</p>
<p>Perspetivando os próximos anos, Célia Costa antevê que o sucesso clínico dependerá da capacidade de adequar estas novas terapêuticas biológicas à diversidade com que as doenças se manifestam em cada indivíduo. “Sabemos que a expressão clínica muitas vezes tem fenótipos diferentes. E se conseguirmos terapêuticas que vão controlar o mecanismo pelo qual aquela criança tem aquele fenótipo, será uma mais-valia no futuro”.</p>
<p>O 14.º Congresso da SPAP aconteceu em Fátima, durante o mês de maio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Asma na adolescência: o desafio do subdiagnóstico permanece</title>
		<link>https://mediconews.pt/asma-na-adolescencia-o-desafio-do-subdiagnostico-permanece/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:32:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A asma na adolescência continua a enfrentar dois problemas centrais: diagnóstico insuficiente e controlo terapêutico inadequado. O alerta foi deixado pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), <strong>Libério Ribeiro</strong>, em entrevista a propósito a 12.ª Reunião Temática, dedicada aos Desafios da Asma na Adolescência. Assista às declarações.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Libério Ribeiro sublinha que a adolescência constitui um período particularmente complexo para a gestão da doença. As alterações hormonais, o crescimento acelerado e as mudanças comportamentais típicas desta fase da vida podem interferir com o controlo da asma. A procura de novas experiências, a influência dos pares e a tendência para contestar a autoridade parental contribuem, muitas vezes, para uma menor adesão à terapêutica.</p>
<p>“Muitos adolescentes tendem a negar a doença e têm vergonha de utilizar os inaladores, o que se traduz frequentemente numa adesão terapêutica insuficiente”, diz.</p>
<p>Dados do estudo internacional ISAAC [<em>International Study of Asthma and Allergies in Childhood</em>], que incluiu Portugal, indicam que cerca de 15% dos adolescentes entre os 13 e os 14 anos têm diagnóstico clínico de asma. Uma parte significativa destes jovens continua, porém, a apresentar sintomas respiratórios, sugerindo controlo insuficiente da doença. Por outro lado, o número de adolescentes que refere episódios de pieira ou dificuldade respiratória é superior ao número de diagnósticos estabelecidos, apontando para um subdiagnóstico relevante nesta faixa etária.</p>
<p>A 12.ª Reunião Temática da SPAP reuniu mais de 100 participantes, em Tomar.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Libério Ribeiro defende equilíbrio entre tecnologia e humanismo na prática clínica</title>
		<link>https://mediconews.pt/liberio-ribeiro-defende-equilibrio-entre-tecnologia-e-humanismo-na-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 10:41:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente do 13.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), <strong>Libério Ribeiro</strong>, traça um balanço positivo do encontro, destacando o aumento progressivo da participação e a presença crescente de jovens profissionais na área da Alergologia.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Temos assistido a um aumento da participação, não só em número, mas também na qualidade. Nota-se a injeção de sangue novo na especialidade, o que é extremamente reconfortante”, afirma.</p>
<p>A edição deste ano incluiu sessões de comunicações livres e um curso dedicado à micologia e à sua relevância no diagnóstico e tratamento de alergias, iniciativas que registaram elevada adesão. O programa científico foi, segundo Libério Ribeiro, construído com um propósito eclético, abrangendo diversas áreas da especialidade e integrando temas emergentes.</p>
<p>Sob o lema “Inteligência Artificial”: Trigo e Joio, o congresso promoveu uma reflexão profunda sobre o impacto da IA na Medicina. O presidente sublinha o enorme potencial destas ferramentas para melhorar a precisão diagnóstica, otimizar a gestão de dados clínicos e aliviar tarefas burocráticas.</p>
<p>Contudo, alerta também para os riscos da sua adoção indiscriminada. “A empatia, o toque, o tempo dedicado ao doente são elementos insubstituíveis. Se um médico passa nove minutos a olhar para o ecrã e apenas um a escutar o doente, algo se perde”.</p>
<p>Sobre a aplicação da Inteligência Artificial, deixou um aviso claro: “Temos de saber separar o trigo do joio. Precisamos de regulação e vigilância para garantir que esta tecnologia serve o doente, e não interesses paralelos, como os das seguradoras ou plataformas comerciais.”</p>
<p>O Congresso decorreu de 29 a 31 de maio, no Luso.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Além da pele: anticorpo monoclonal no tratamento da dermatite atópica e de outras comorbilidades</title>
		<link>https://mediconews.pt/alem-da-pele-anticorpo-monoclonal-no-tratamento-da-dermatite-atopica-e-de-outras-comorbilidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2025 10:35:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o 2.º Congresso Internacional das Sociedades Ibéricas de Alergologia SPAIC-SEAIC, a Sanofi organizou um simpósio que contou com a presença de <strong>Frederico Regateiro</strong>, especialista em Imunoalergologia, abordou o tema da dermatite atópica e o tratamento com anticorpo monoclonal humano da classe IgG4 aprovado para esta condição, a partir de uma perspetiva menos convencional. Assista à entrevista.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mediconews.pt/alem-da-pele-anticorpo-monoclonal-no-tratamento-da-dermatite-atopica-e-de-outras-comorbilidades/">Além da pele: anticorpo monoclonal no tratamento da dermatite atópica e de outras comorbilidades</a> aparece primeiro em <a href="https://mediconews.pt">Médico News</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em vez de se concentrar exclusivamente na eficácia do medicamento sobre as lesões cutâneas e o prurido provocadas pela dermatite atópica, eficácia esta já sobejamente confirmada, na sua apresentação o imunoalergologista destacou os benefícios do dupilumab para além da pele e em outras comorbilidades muitas vezes presentes em doentes com dermatite atópica. &#8220;Falamos da eficácia destes medicamentos em termos dos outcomes da pele, da melhoria das lesões e do prurido”. Contudo, o foco nesta sua apresentação foram outros dados ainda não tão conhecidos, &#8220;melhorias em outras patologias, em comorbilidades da dermatite atópica que também se obtêm com o tratamento com dupilumab”.</p>
<p>A ideia central desenvolvida pelo especialista mostrou que o dupilumab pode ter melhorias em todas as idades, crianças, adolescentes e adultos, de acordo com as diferenças nas manifestações e comorbilidades próprias de cada uma dessas faixas etárias. O tratamento com dupilumab para além dos benefícios ao nível da pele, também atua de forma sistémica, oferecendo benefícios para além da pele. Como por exemplo, nas crianças os benefícios no crescimento derivado de voltarem a dormir de noite, permitindo que a hormona do crescimento cumpra o seu papel, da redução na utilização de corticoides. Nos adolescentes, o grande impacto nos fatores psicológicos derivado do desaparecimento das lesões cutâneas. Nos adultos, alguns estudos mostram os benefícios nos fatores de risco cardiovasculares.</p>
<p>Frederico Regateiro conclui com uma mensagem clara sobre a necessidade de adotar uma abordagem holística. “Temos de ver as pessoas como um todo e as pessoas não são só a sua pele, as suas lesões e o seu prurido. Têm muitas outras coisas que as afetam tanto como as lesões.&#8221; Assim, sublinhou a importância de considerar o doente como um todo, com múltiplas dimensões afetadas pela dermatite atópica, e de reconhecer que &#8220;em doentes que têm dermatite atópica e uma série de outros problemas, podemos melhorar não só a questão da pele, mas também tudo o resto.&#8221;</p>
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		<title>Impacto a longo prazo no tratamento de doenças inflamatórias tipo 2</title>
		<link>https://mediconews.pt/impacto-a-longo-prazo-no-tratamento-de-doencas-inflamatorias-tipo-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 15:58:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o 2.º Congresso Internacional das Sociedades Ibéricas de Alergologia SPAIC-SEAIC, a Sanofi organizou um simpósio moderado por <strong>André Moreira</strong>, vice-presidente da European Academy of Allergy &#38; Clinical Immunology. Em entrevista, o especialista abordou aspetos cruciais do tratamento de patologias com resposta imune tipo 2. Assista ao depoimento em vídeo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>André Moreira defendeu que o tratamento das doenças inflamatórias tipo 2 exige uma visão holística. Esta abordagem multidisciplinar considera o impacto em vários órgãos simultaneamente, em vez de focar isoladamente no sistema gastrointestinal ou pulmonar, apontou o especialista.</p>
<p>Neste contexto, sublinhou que estes doentes podem ter várias comorbilidades subjacentes à inflamação tipo 2. Uma terapêutica como o dupilumab, quando aplicada precocemente após o diagnóstico, pode ter o potencial de &#8220;impactar na história natural da doença e de que forma é que se poderia diferenciar ao ter este atingimento multiórgão comparativamente a outras abordagens mais localizadas&#8221;.</p>
<p>Por fim, realçou a importância de uma visão terapêutica a longo prazo e de acordo com a idade do doente, salientando a importância “da intervenção que pode ter benefícios que se estendem durante muitos anos&#8221;.</p>
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		<title>&#8220;A rinite alérgica é uma doença respiratória crónica major com um impacto muito significativo na nossa população&#8221;</title>
		<link>https://mediconews.pt/a-rinite-alergica-e-uma-doenca-respiratoria-cronica-major-com-um-impacto-muito-significativo-na-nossa-populacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 09:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estas são palavras de <strong>Helena Pité</strong>, médica imunoalergologista no Hospital CUF Tejo, após palestrar sobre rinite alérgica e rinossinusite durante o 2nd Allergy &#38; Respiratory Summit. A especialista menciona desafios no diagnóstico e tratamento destas patologias, a importância de colaborar com a Medicina Geral e Familiar, a prevalência e o impacto que têm nos doentes. Veja a entrevista.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Na rinite alérgica o maior desafio é o diagnóstico. Ou seja: continuamos a ter muitas pessoas na nossa população com queixas significativas, mas que não estão diagnosticadas. Como tal, não estão adequadamente tratadas. Precisamos que as pessoas estejam sensibilizadas e que os médicos perguntem pela presença de sintomas nasais que se repetem no tempo&#8221;, aconselha a especialista.</p>
<p>Em entrevista à News Farma, Helena Pité defende que, durante a consulta, as questões devem ser dirigidas a cada um dos sintomas nasais individualmente, procurando se o doente tem “nariz entupido, comichão, pingo no nariz ou espirros”. O diagnóstico de rinite é clínico, assenta nestes sintomas cardinais e na observação completa do doente, incluindo o nariz. Havendo um diagnóstico, o processo de tratamento fica facilitado. &#8220;Vai ser mais fácil tratar e controlar&#8221;. A rinite alérgica tem de ser vista como uma doença respiratória crónica, &#8220;porque o é&#8221;, sublinha.</p>
<p>“A rinite alérgica é uma doença major”, pela sua frequência na população, afetando todos os grupos etários, e pelo seu impacto muito significativo. Associa-se a várias comorbilidades como a conjuntivite alérgica, rinossinusite, asma, otite seromucosa, infeções respiratórias, cansaço e alterações do sono com impacto significativo no desempenho laboral e escolar, disfunção sexual, perturbações de saúde mental, do humor e disfunção social, fora os acidentes nomeadamente de viação.</p>
<p>&#8220;A abordagem multidisciplinar é essencial. Precisamos de trabalhar em conjunto, e a Medicina Geral e Familiar é quem está na primeira linha.” Os médicos desta especialidade estão em contacto com a maioria da população, e “sendo estas doenças tão comuns — uma em cada quatro pessoas tem rinite —, esta especialidade tem um papel importantíssimo. A Imunoalergologia tem de ser capaz de ajudar, por exemplo nos casos mais graves ou em que exista alguma necessidade no diagnóstico ou no tratamento, e lembrar também que podemos realizar um tratamento de imunoterapia específica com alergénios com efeitos na mudança da história natural da rinite alérgica impedindo, por exemplo, o desenvolvimento de novas sensibilizações alérgicas e mesmo a progressão para a asma.&#8221; A especialista sublinha a importância de controlar a doença e evitar as complicações.</p>
<p>Por fim, a alergologista defende que apostar no diagnóstico e no controlo é essencial, pois a patologia impacta muito a qualidade de vida dos doentes. &#8220;Não devemos menosprezar esta doença e tratá-la é muito gratificante, pela mudança muitas vezes muito significativa na qualidade de vida”, conclui.</p>
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		<title>&#8220;Conseguimos devolver qualidade de vida trabalhando em equipa&#8221;</title>
		<link>https://mediconews.pt/conseguimos-devolver-qualidade-de-vida-trabalhando-em-equipa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2025 12:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alergologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mediconews.pt/?p=39630</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante o 2<em>nd Allergy &#38; Respiratory Summit</em>, que se realizou de 13 a 15 de fevereiro no Porto, a News Farma entrevistou Mário Morais de Almeida, coordenador do evento, para um balanço desta edição. O especialista explica a escolha dos temas, perspetivas para o futuro no que a terapêuticas diz respeito e sublinha a importância da multidisciplinaridade entre profissionais dedicados às doenças alérgicas e respiratórias. Assista ao testemunho em vídeo.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Existe a importância do médico de Medicina Geral e Familiar. É essencial. É quem vai, em primeira instância, ver e ouvir as queixas e quem vai tentar a primeira abordagem. Conseguimos devolver qualidade de vida trabalhando em equipa&#8221;, afirma o também presidente da <em>World Allergy Organization</em> (WAO).</p>
<p>Durante o evento, foram destacados desafios que aparecem recorrentemente na prática clínica dos Cuidados de Saúde Primários. Um deles é a tosse crónica nas faixas etárias mais velhas.</p>
<p>&#8220;A tosse é um problema muito frequente na nossa consulta e prática clínica. Temos de perceber quais são as causas, e depois fazer a melhor abordagem possível. Em alguns casos, mesmo assim, não conseguimos controlar a tosse, apenas melhorá-la. O que acontece é que a tosse pode ser uma doença por si só, e foi isso que trouxemos aos nossos colegas&#8221;, refere Mário Morais de Almeida, depois de questionado sobre as principais mensagens-chave a reter.</p>
<p>Por fim, o coordenador assinala que novas terpaêuticas &#8220;estão prestes a chegar&#8221;, mas que o mais importante é a abordagem multidisciplinar para &#8220;devolver qualidade de vida aos doentes&#8221;.</p>
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