Ensino e investigação: as componentes esquecidas na melhoria dos tratamentos

José Luís Passos Coelho

Oncologia

Ensino e investigação: as componentes esquecidas na melhoria dos tratamentos

“É melhor investirmos os tratamentos na altura correta em fases mais precoces do que mais tardiamente em que o sucesso terapêutico é mais transitório e pode ser mais caro.” O Prof. Doutor José Luís Passos Coelho, presidente-eleito da Sociedade Portuguesa de Oncologia, marcou presença na Conferência “A Saúde das Mulheres em Portugal”. O Palacete Tivoli, na Avenida da Liberdade, abriu portas para uma discussão multidisciplinar. Veja a entrevista.


O especialista não descura o poder do ensino e da investigação, a par com o tratamento, para que as pessoas possam receber “um melhor tratamento nos tempos indicados e que resultam, posteriormente, em melhores resultados financeiros para a sociedade”.

Na área da Oncologia, o especialista acredita que “é melhor prevenir do que tratar”, pelo que a prevenção para a redução do risco de cancro é fundamental. Por vezes, pode “fugir ao controlo” dos profissionais de saúde e da sociedade, mas existem medidas importantes capazes de diminuir esse risco. O oncologista destaca o tabaco como “um fator muito importante e casual de muitos cancros”, bem como a dieta e o controlo de peso. “Sabemos que o cancro da mama diagnosticado em mulheres com excesso de peso apresenta um maior risco, enquanto um melhor sucesso terapêutico nas pessoas de peso ideal.”

Além disso, destaca também o poder dos rastreios para uma deteção precoce de cancro ou de lesões. “Os cancros diagnosticados precocemente têm uma probabilidade de cura maior.” O especialista realça o cancro da mama como o “mais frequente no sexo feminino, mas que, nos países ocidentais, tem uma probabilidade de cura acima de 80 %, portanto, é uma doença bastante curável.”


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