Transmissão mãe-filho: “Valores abaixo do recomendado” acompanham média dos países desenvolvidos

Filipa Prata

Infecciologia

Transmissão mãe-filho: “Valores abaixo do recomendado” acompanham média dos países desenvolvidos

A marcar o primeiro dia do XV Congresso Nacional de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica teve lugar a Reunião Anual do Grupo de Trabalho sobre Infeção VIH e na Criança. Sob o tema “Transmissão mãe-filho” a Dr.ª Filipa Prata partilhou, em entrevista, os dados nacionais relativos a 2021. Veja a entrevista em vídeo.


“Há mais de 10 anos que em Portugal se realiza a avaliação da transmissão mãe-filho”, destaca a Dr.ª Filipa Prata, acrescentando que “os valores, sobretudo nos últimos anos, estão abaixo do recomendado”.

Neste sentido, a especialista do Centro Hospitalar Lisboa Norte frisa que “este ano houve registo de apenas uma criança, o que resultou numa transmissão de 0,6 %” e explica, relativamente ao valor ideal que é zero, que “não se tem conseguido atingir esse objetivo porque estes casos representam mães numa fase terminal da gravidez, que não foram vigiadas e com cargas virais detetáveis”.

Em Portugal, “a taxa de cobertura de vigilância da gravidez é bastante elevada” – mais de 90 % –, salienta a Dr.ª Filipa Prata, clarificando que, “na sua grande maioria, consegue-se que tenham a infeção controlada”, ou seja, com carga viral indetetável e sem imunossupressão. Em suma, a especialista aponta que, apesar dos casos que chegam numa fase tardia em que já não é possível instituir terapêutica, Portugal regista valores baixos o que acompanha a média dos países desenvolvidos.


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